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    Segunda-feira, Julho 06, 2009

    Religião sempre esteve presente no futebol brasileiro


    http://www.copa2014.org.br/noticias/684/RELIGIAO+SEMPRE+ESTEVE+PRESENTE+NO+FUTEBOL+BRASILEIRO.html

    Religião sempre esteve presente no futebol brasileiro

    Manto de Aparecida, por exemplo, inspirou cor da camisa na Copa de 58

    Camisas azuis na seleção de 58, "com a benção" da Padroeira

    Marcos de Sousa
    postado em 03/07/2009 16:15 h
    atualizado em 03/07/2009 17:37 h

    Não é de hoje que os jogadores fazem o sinal da cruz antes de entrar em campo. Já nos tempos de Arthur Friendenreich, Leônidas da Silva, Bellini, Pelé e Mané Garrincha o ato simbólico fazia parte do manual de sobrevivência de qualquer craque. Era uma forma de "fechar o corpo" contra os dribles e agressões dos adversários. Também é antiga a técnica de rezar um pai-nosso e uma ave-maria em grupo como forma de reforçar o espírito de equipe. E, como todos sabem, a prática é comum no vôlei, no judô, até no truco e no bilhar. Motoristas persignam-se antes de sair para um dia de trabalho e até pilotos de fórmula 1 o fazem. Enfim, o benzer-se é uma marca cultural do brasileiro, assim como o samba, a cachaça e outros símbolos nacionais.

    Camisa azul, inspirada na Padroeira

    Conta a lenda que na final da Copa do Mundo de 1958, contra a Suécia, a seleção brasileira entrou em profunda depressão ao saber que teria que jogar com o segundo uniforme, que na época tinha a camisa branca. O problema era que essa camisa havia sido usada pela equipe em 1950, na fatídica derrota contra os uruguaios, em pleno Maracanã. No dia anterior ao jogo, como sempre fazia, o presidente da CBD, Paulo Machado de Carvalho meditava e rezava para Nossa Senhora Aparecida... De repente, ao concentrar-se na cor da imagem, encontrou a solução para o dilema. Reuniu seus companheiros e anunciou: "Vamos jogar com camisas azuis, a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida e vamos vencer com a proteção da Padroeira do Brasil". E assim foi. E o Brasil foi campeão em 1958 e em 1962. Dá-lhe Cidinha!

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