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    Quarta-feira, Abril 30, 2008

    Roldão (agora Testemunha de Jeová): «O Vitória é potente» — Extremo recua aos tempos de glória da época 86/87



    Roldão: «O Vitória é potente»

    EXTREMO RECUA AOS TEMPOS DE GLÓRIA DA ÉPOCA 86/87

    RECORD – Em Guimarães ninguém esquece a potência do seu remate, os seus lançamentos laterais para a pequena área e a sua velocidade estonteante, mas desde que deixou Portugal nunca mais ninguém o viu ou ouviu...

    ROLDÃO – Estou em Guarapari, estado de Espírito Santo. Vivo no litoral com a paz de espírito que sempre desejei. A minha vida é simples: dou curso bíblico, tenho uma padaria, uma família espectacular e agora mesmo estou a ver o mar. Sabe, sou testemunha de Jeová e os meus valores são outros. Estou bem aqui, mas tenho de confessar que não esqueço Guimarães.

    R – Perdeu o encanto do futebol?

    R – Não é bem isso. Costumo assistir a alguns jogos e os portugueses, às vezes, também acompanho. Já vi algumas partidas do Vitória, o último creio que foi com o Boavista. E vi com o Sp. Braga, lembrei-me logo dos golos que lhes marcava (risos). Às vezes, jogo umas ‘peladas’ aqui com os amigos, mas não passa disso. Vou para a praia e acredite que brinco mais com o meu cachorro.

    R – O que representou para si o Vitória?

    R – Estive em Portugal 10 anos e o Vitória foi o clube onde atingi o máximo da minha carreira. Nunca fui campeão, mas vivi momentos gloriosos. Conquistei uma Supertaça contra o FC Porto e na Taça UEFA marquei ao Sparta de Praga e Atlético Madrid. O clube cresceu muito e julgo que eu, tal como outros grandes jogadores que passaram pelo Vitória, contribuí para a sua afirmação no futebol português. Com Marinho Peres, em 86/87, realizámos uma época fenomenal. O Vitória jogava em pressing, com estilo holandês. Em casa ou fora era para ganhar e, uma vez, no Estádio da Luz, colocámos o Benfica a jogar na sua defesa. Foi lindo. Aquele grupo era espectacular, unido e muito respeitado. Não havia problema que fosse capaz de nos derrotar. Estou à distância, mas imagino o mesmo do plantel do míster Cajuda. Nas poucas vezes que vi os jogos, chamou-me à atenção o espírito de união deles.

    R – Valorizou muito a sua carreira...

    R – É verdade. Cheguei a ter o Sporting e o FC Porto interessados e um clube francês. Mas não deu para sair, o Pimenta Machado queria muito dinheiro e depois acabei por ir para o Nacional que estava na 2.ª Divisão. Foi um grande projecto.R – Amanhã [hoje], o Vitória joga com o FC Porto em Guimarães...R – Que jogo... Eu marquei 1 golo ao FC Porto, ficou 2-2. Foi em Fafe esse jogo. O Vitória vai ganhar, o FC Porto já é campeão.

    R – Consegue imaginar a euforia em Guimarães com a possibilidade de conquistar o 2.º lugar?

    R – Imagino. O Vitória é um clube potente e desperta uma loucura genuína no povo. Desceu de divisão mas subiu rápido. Não é para todos. Em 86/87, andámos muito tempo em 1.º e 2.º lugares, mas depois acabámos por perder o comboio. Eu adoro Guimarães. Estive na Madeira, em Penafiel e no Moreirense, mas Guimarães é especial. As pessoas são espectaculares e a cidade acolhedora. Foi em Guimarães que aprendi a tomar vinho, mas tinha de beber, a comida da cidade era uma delícia.

    R – ...

    R – Já agora, um grande abraço para o Neno. Ele é gente boa, nunca o esquecerei. Quem sabe, um dia, apareço em Portugal.Mais informações na edição impressa de Record.
    Autor: MARCO AURÉLIO

    Data: Domingo, 27 Abril de 2008 - 08:23

    Sexta-feira, Abril 25, 2008

    Árctico foi mais afectado por aquecimento global do que se pensava, alerta estudo da WWF



    Ártico foi mais afetado por aquecimento global do que se pensava, alerta estudo da WWF

    Publicada em 24/04/2008 às 11h19m

    O Globo Online, com agências internacionais

    GENEBRA - As mudanças climáticas tiveram um impacto mais grave no Ártico do que se pensava, mostrou um estudo do WWF. O degelo na região acelerou-se gravemente, e cientistas ainda não sabem se os danos são irreversíveis.

    A pesquisa entitulada "Ciência sobre o impacto das mudanças climáticas" é a maior sobre os efeitos do aquecimento global no Ártico desde 2005. E será apresentada hoje pelo WWF no Conselho Intergovernamental do Ártico. O levantamento aponta que os efeitos são piores em todos os níveis: na atmosfera, nos oceanos, na neve, no gelo marinho, nas espécies, gerando impactos indiretos em todos os ecossistemas e sociedades humanas.

    - A magnitude das mudanças física e ecológica no Ártico cria um desafio sem precedentes para todos os governos, o setor corporativo, os líderes comunitários e os conservacionistas - afirmou Martin Sommerkorn, um dos cientistas resposnáveis pelo informe.

    Algumas fontes falam que o volume das camadas de gelo do oceado teve uma redução de quase 40% em relação ao volume médio observado de 1979 a 2000. O derretimento completo do gelo do ártuco elevaria o nível do mar em mais de 7 metros.

    Quinta-feira, Abril 24, 2008

    Rio já vive pior epidemia de dengue da história



    22/04/2008 (19:23)

    Rio já vive pior epidemia de dengue da história

    Agencia Estado

    O Rio enfrenta a pior epidemia de dengue da história. A Secretaria de Estado de Saúde confirmou hoje que 92 pessoas morreram da doença nos quatro primeiros meses deste ano e houve 110.783 casos notificados. Outras 96 mortes estão sob investigação. Dos falecimentos, 42% tinham menos de 15 anos. Até então, a mais grave epidemia do Estado havia deixado 91 mortos durante todo o ano de 2002. A letalidade também é maior este ano: uma morte para cada 1.204 doentes. Em 2002, houve um óbito para cada 3.167.

    "É a epidemia mais grave que já tivemos por causa da alta letalidade", afirmou o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Victor Berbara. Segundo ele, o alto índice de mortes costuma ocorrer em países com sucessivas epidemias. "A pessoa já teve a doença duas, três, quatro vezes e em cada uma delas a dengue vem mais grave. O paciente foi exposto a diferentes tipos de vírus. Está mais suscetível." No Brasil, há registro de epidemias pelos vírus 1, 2 e 3.

    Para o infectologista Edmilson Migowski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dois pontos explicam a alta letalidade nessa epidemia: a população previamente exposta e a baixa notificação. "Há casos de municípios que só notificam os casos graves, a internação. Ou de médicos que não conseguem baixar na internet o formulário de notificação, que só pode ser feita em papel. É difícil esconder um corpo, mas não é difícil esconder mil casos de dengue. Isso pode passar a idéia de que a taxa de letalidade é maior. É preciso investigar", disse.

    Dos 92 óbitos, 55 foram registrados no município do Rio de Janeiro, que concentra mais da metade dos casos de dengue do Estado - 56.917. O último caso confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde foi o de uma mulher de 48 anos, que morreu no sábado no Hospital da Ordem Terceira da Penitência. Ela tinha dengue hemorrágica. Dos 96 óbitos que estão sob investigação, 67 são de pacientes do Rio.

    Consumo de cigarro matou mais do que as guerras do século 20



    22/04/2008 - 14h54

    Consumo de cigarro matou mais do que as guerras do século 20

    da Folha Online

    O consumo de cigarro matou mais pessoas do que todas as guerras do século 20. Em todo ano, ele gera um número de mortes maior do que as em decorrência da Aids, do consumo de álcool, drogas --como cocaína e heroína--, de acidentes de trânsito e de suicídios.

    As informações são de
    Mario Cesar Carvalho, repórter especial da Folha e autor de "O Cigarro", da série Folha Explica - Medicina e Saúde, editada pela Publifolha. Ouça outros podcasts da série "Livros".

    Segundo Carvalho, a indústria do cigarro tinha conhecimento sobre a relação entre o vício e a morte decorrente dele, mas, somente após 40 anos, a partir de 1990, o mercado começou a admitir os reais riscos que o cigarro oferece aos fumantes.

    Para o repórter, o segmento cometeu a maior fraude da história do capitalismo. "Desde 1950, essa industria sabe que cigarro provoca câncer, e o câncer de pulmão é um dos mais letais", explica.

    Quer ser avisado dos podcasts da série Livros Basta utilizar seu canal em
    RSS. Para aprender a mexer no RSS, clique aqui.

    Portugal: Suicídio mata mais do que homicídio ou Sida




    21-04-2008 - 14:18h

    Suicídio mata mais do que homicídio ou Sida

    Internet é dos meios mais usados para obter informação sobre doenças mentais

    A Internet é um dos recursos mais utilizados pelos jovens para obter informação sobre doenças mentais, mas nem sempre a informação é correcta, advertiu esta segunda-feira um psiquiatra canadiano presente num simpósio em Lisboa sobre suicídio. Em Portugal, segundo o psiquiatra Ricardo Gusmão, morrem mais pessoas por suicídio do que por homicídio ou HIV/Sida»: mais de quatro pessoas põem termo à vida por dia.

    Stan Kutcher, psiquiatra, que trata sobretudo com adolescentes, alertou para o facto de alguns sites apontarem a separação dos pais como motivo para o suicídio por parte dos filhos.

    A culpa que os pais sentem... sem a terem

    «Imaginem a culpa que esses pais sentem» sem a terem, referiu o médico, que participou no VIII Simpósio da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, que se realiza até terça-feira em Lisboa.

    De acordo com este médico, depois das questões relacionadas com o sexo, as informações sobre as doenças mentais são as mais procuradas na Internet pelos jovens.

    Na sua intervenção, Stan Kutcher alertou para a necessidade dos cuidados primários de saúde bem como da comunidade em saberem identificar os factores de risco da depressão e do suicídio.

    Em relação ao suicídio, o psiquiatra apontou como principais sinais a ter em conta numa pessoa a existência de tentativas de suicídio, de doenças mentais, incluindo a ansiedade, o abuso de diversas substâncias e a existência de um historial familiar relacionado com o suicídio.

    Este especialista salientou que nos idosos a dor física é muitas vezes um indicador de depressão e causador de suicídios.

    Para fazer diminuir o número de suicídios, Stan kutcher e o psiquiatra Ricardo Gusmão, coordenador do Programa Aliança Europeia Contra a Depressão, salientaram a necessidade de existência de legislação que restrinja o acesso a métodos letais bem como de programas de formação, disseminados pelos médicos de saúde primários, para um melhor diagnóstico da depressão.

    De acordo com a presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, Nazaré Santos, a depressão é a doença com maior número de suicídios relacionados.

    Na abertura deste Simpósio, o psiquiatra Caldas Almeida salientou que o Plano de Saúde Mental elegeu como primeiro objectivo desenvolver programas nacionais de prevenção do suicídio.

    Taxa de suicídio pode estar a ser mal registada

    De acordo com os últimos dados existentes, a taxa de suicídio em 2005 foi de 8,6 casos por 100 mil habitantes, o que corresponde a um decréscimo face a 2002 (11,52 óbitos por 100 mil habitantes).

    Apesar deste decréscimo, os especialistas alertam para o facto de a taxa de suicídio estar a ser mal registada em Portugal, podendo não corresponder à realidade.

    «Em Portugal morrem mais pessoas por suicídio do que por homicídio ou HIV/Sida», disse Ricardo Gusmão, adiantando que diariamente mais de quatro pessoas põem termo à vida.

    Para especialistas, preços dos alimentos ameaçam luta contra pobreza



    22/04/2008 - 14h47

    Para especialistas, preços dos alimentos ameaçam luta contra pobreza

    da France Presse, em Washington

    A forte alta dos preços dos alimentos nos últimos três anos ameaça a luta contra a pobreza na América Latina, advertiram especialistas reunidos nesta terça-feira no centro de estudos Diálogo Interamericano, em Washington.

    Apesar de a região estar mais bem preparada que nos anos anteriores para enfrentar turbulências como as atuais nos mercados financeiros internacionais, a forte alta dos produtos básicos para a alimentação é um fator limitante para se prosseguir diminuindo com os níveis de pobreza.

    "Os pobres e vulneráveis serão atingidos por isso", estimou Nora Lustig, da Escola de Assuntos Internacionais Elliot, ao se referir ao encarecimento dos preços dos alimentos nos últimos três anos.

    Lustig assinalou que essa situação poderá levar a um aumento das taxas de pobreza nas zonas rurais, ameaçando os "Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" em termos de luta contra a pobreza. "Os altos preços dos alimentos continuarão por bastante tempo", advertiu.

    Apesar desta situação, os analistas concordaram com os prognósticos dos órgãos financeiros multilaterais, como o FMI, o Banco Mundial e o BID, para quem a América Latina está mais bem preparada para enfrentar crises econômicas do que em épocas anteriores.

    "Não há dúvidas de que a América Latina hoje está muito melhor para enfrentar qualquer crise", afirmou o presidente da Corporação Andina de Infra-estruturas, Enrique García.

    "Se isso acontecesse há alguns anos, estaríamos numa situação mais grave", considerou.

    De seu lado, Brian O'Neill, do Departamento do Tesouro americano, afirmou que "os mercados latino-americanos provaram ser muito resistentes" e que "a maioria das economias se posicionaram bem ante as turbulências financeiras globais" derivadas da crise no mercado hipotecário de alto risco ("subprime") nos Estados Unidos.

    "A exposição direta [às turbulências financeiras] é limitada na região", concluiu o funcionário.

    García assinalou algumas vulnerabilidades da América Latina devido à alta concentração do setor exportador em torno da agricultura, e reclamou, ao mesmo tempo, um aumento da produtividade.

    Desaceleração

    Num contexto de desaceleração da economia da economia americana, Lustig advertiu que dados do passado sugerem que uma queda de 1% do crescimento americano leva em média a 0,6% de queda do PIB regional na América Latina.

    A vertiginosa alta dos preços dos alimentos também é o tema principal de uma reunião de especialistas convocada nesta terça-feira, em Londres, pelo primeiro ministro britânico Gordon Brown, com o objetivo de elaborar um plano para tentar frear o processo motivador de conflitos sociais em vários países do mundo.

    Entre os especialistas presentes em Londres está a diretora do Programa Mundial de Alimentos (PAM) da Organização das Nações Unidas, Josette Sheeran, que advertiu que a alta dos preços dos alimentos equivale a uma "tsunami silenciosa".

    Este aumento dos preços dos produtos alimentícios, que o PAM avalia em 55% desde junho de 2007, "ameaça mergulhar na fome milhões de pessoas além das que já sofrem com esse problema", advertiu.

    Inflação: Famílias mais pobres são as mais afectadas



    2008-04-21 16:03

    Inflação
    Famílias mais pobres são as mais afectadas

    Subida dos preços diminui poder de compra das famílias mais carenciadas.

    [ Última actualização às 16:03 do dia 21/04/2008 ]

    O aumento da inflação afecta as famílias mais pobres. Os dados são confirmados, esta segunda-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O aumento do preço dos bens essenciais e os gastos com a habitação, electricidade, água e gás, ocupam quase 50 % do orçamento anual das famílias mais carenciadas.

    Os dados divulgados pelo INE mostram ainda que em famílias com um rendimento anual por pessoa inferior a 5200 euros, a taxa de inflação homóloga é de 3,6%. No caso das familias com um rendimento anual de mais de 31 mil e 200 euros por pessoa, a inflação situa-se nos 3,1 %.

    0 estudo revela ainda que o preço dos produtos relacionados com lazer, como é o caso das viagens são os menos afectados pela inflação. De acordo com o INE, a diferença entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres aumentou gradualmente entre os anos de 2000 e 2006.

    Domingo, Abril 20, 2008

    Lisboa: Quinta-feira registou as maiores chuvas desde 1864



    Lisboa
    Quinta-feira registou as maiores chuvas desde 1864

    Por Ioli Campos

    Lisboa teve a maior chuvada de Abril desde 1864, entre as 9h00 de quinta-feira e as 9h00 de sexta, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).

    Só nesse dia, a precipitação foi de 63 milímetros (mm), quase tanta como a que ocorreu no total dos primeiros 18 dias do mês de Abril (que ficou nos 114 mm). Mais: a média de chuva em Abril, entre 1961 e 1990, é de 64 mm.

    Apesar de ter sido em Lisboa que mais choveu na passada noite de quinta-feira, no resto do país os valores da precipitação de Abril também estão acima da média _dos últimos 30 anos. _Em Castelo Branco já choveram este mês 126,4 mm e a média era de 62,6 mm. Em Viseu registaram-se 228 mm e o habitual situa-se nos 102,6 mm. Até em Faro, a precipitação já está nos 95,2 mm, quando o normal é 38,4 mm.

    «Existem cada vez mais situações extremas de muito pouca precipitação ou de precipitação intensa. Estávamos em seca e agora tivemos este pico» – explica a climatologista do IM, Vanda Pires. O índice de seca só será conhecido no fim do mês, mas a técnica adianta que «nalgumas regiões, sobretudo no Norte, que estava em seca extrema, a situação vai desagravar-se» .

    Colocar na voz de Deus a palavra pedofilia é o fim de um tabu que deve ser assinalado



    18-04-2008 - 21:03h

    «Mea culpa» Papal
    Colocar na voz de Deus a palavra pedofilia é o fim de um tabu que deve ser assinalado

    Por: Cláudia Lima da Costa

    A pedofilia chegou ao Vaticano em 2008. Séculos depois dos primeiros abusos sexuais de menores, a Igreja Católica assume perante o mundo mais um dos seus pecados horríveis. A par da inquisição, o escândalo com padres pedófilos nos Estados Unidos é umas das feridas mais fundas que a Igreja tem de «sarar».

    Mas o caminho para a penitência já começou. Bento XVI ao colocar na sua voz os pecados dos padres americanos assumiu um «mea culpa» da Igreja, onde não pode haver lugar para os desvios vindos a público.

    «É mais importante ter bons padres do que muitos padres», afirmou o chefe da Igreja, como que assumindo que a instituição tem de ser a primeira a denunciar e a banir condutas que não são aceitáveis fora da Igreja, quanto mais no seu seio.

    Dificilmente as repetidas palavras papais, que se tornaram no tema central da visita do sumo pontífice aos EUA, apagarão o escândalo ou o sofrimento das vítimas. Mais pedem os ofendidos ao Vaticano. E mais é obviamente preciso. Mas colocar na voz do representante de Deus, as palavras pedofilia e abuso de menores dentro da Igreja é o fim de um tabu que deve ser assinalado.

    Cepal: mais 10 milhões de pobres na AL



    18/04/2008 - 19:38

    Cepal: mais 10 milhões de pobres na AL

    A América Latina e o Caribe terão 10 milhões a mais de pobres e indigentes se não forem tomadas medidas urgentes para minimizar o efeito da intensa e persistente alta dos preços internacionais dos alimentos. O alerta foi dado nesta sexta-feira pelo secretário executivo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), José Luis Machinea.

    O economista mostrou-se preocupado com a situação que "está castigando com especial dureza os setores mais pobres da América Latina e Caribe gerando um impacto distributivo regressivo". A Cepal destaca que o incremento dos preços internacionais é um fenômeno que se manifesta há vários anos, mas que se acelerou nos últimos 12 meses. As altas mais preocupantes são nos preços do milho, trigo, arroz e oleaginosas, que em alguns casos superam 100%.

    "Desde o início de 2006 e especialmente desde 2007 os índices de preços ao consumidor de alimentos dispararam na maioria das economias da região, registrando um ritmo anual que oscila entre 6% a 20%", destaca um relatório elaborado pela Cepal. Machinea afirmou que este cenário "representa uma situação dramática para um vasto contingente de pessoas".

    Pobreza: ONU alerta que 100 mil crianças poderão ficar sem apoio alimentar devido aos aumentos dos preços



    Pobreza: ONU alerta que 100 mil crianças poderão ficar sem apoio alimentar devido aos aumentos dos preços

    Lisboa, 19 Abr (Lusa) - As Nações Unidas alertaram que terão de retirar a ajuda a 100 mil crianças se não receberem 500 milhões de euros para combater o aumento dos preços dos alimentos, noticia hoje o jornal espanhol El País.

    A directora do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU Josette Sheeran, assegurou sexta-feira em Washington que o pedido de 500 milhões de euros que fizeram em Março aos países doadores para manter os projectos tornou-se insuficiente para fazer face às últimas subidas do preço dos alimentos.

    Numa intervenção no Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos, a responsável explicou que devido ao aumento do preço do arroz (75 por cento em dois meses) e do trigo (120 por cento num ano), o Programa Mundial de Alimentos comprou menos 40 por cento dos alimentos necessários.

    Para Josette Sheeran, a escalada dos preços deve-se à subida do valor do petróleo, que encarece os fertilizantes e os custos dos transportes, ao "boom" dos biocombustíveis e às alterações climáticas, que causam inundações e secas.

    A responsável alertou que em África "muitos agricultores estão a plantar menos porque não podem pagar os fertilizantes".

    Isso significará menos colheitas e o continente ficará mais vulnerável à fome, acrescentou.

    Josetee Sheeran teceu ainda críticas ao controlo dos preços em países como a Argentina, Vietname e China que, afirmou, "não alimentam quem tem fome, mas alimentam a crise", pois essas medidas podem desincentivar o cultivo de terras e agravar os problemas no resto do mundo.

    Para impedir a subida dos preços, a directora do PMA defendeu que, em vez de "medidas generalizadas", os países deveriam dar ajudas efectivas aos pobres como acontece no México e na Indonésia.

    Deu ainda o exemplo da Etiópia, onde o Governo anunciou que subsidiará o trigo por um período definido de tempo.

    A ONU dá ajuda a 73 milhões de pobres de 80 países.

    HN.

    © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
    2008-04-19 11:40:01

    Desmatamento descontrolado contribui para aquecimento global



    Mundo 18.04.2008

    Desmatamento descontrolado contribui para aquecimento global

    Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Desmatamento para cultura de soja em Novo Progresso, Pará

    Embora ostentando uma política pró-ambiental, a UE é grande consumidora de madeira extraída ilegalmente. Sem uma mudança de direção, o combate à alteração do clima global se tornará ainda mais difícil.

    A União Européia é a maior importadora de madeira do mundo. Segundo a organização ecológica Friends of the Earth, mais da metade da madeira tropical comprada na região provém de fontes ilegais. Por isso, ambientalistas exigem uma lei européia de proteção às matas virgens.

    Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Stavros Dimas, comissário do Meio Ambiente da UE
    "Os governos da Europa devem garantir que apenas madeira extraída legalmente e proveniente de silvicultura ecológica chegue ao mercado", exige Corinna Hölzel, do Greenpeace. Estudos sobre política ambiental realizados pela Universidade Livre de Berlim mostram que leis ambiciosas geralmente só se tornam realidade quando países corajosos dão o primeiro passo.

    A Suíça, o Reino Unido e os Estados Unidos estão preparando novas regulamentações para o comércio madeireiro. Em maio próximo, o comissário do Meio Ambiente da UE, Stavros Dimas, apresentará novos projetos para a regulamentação, uma vez que a atual legislação não é eficiente.

    38 campos de futebol destruídos a cada minuto

    Na última segunda-feira (14/04), o Greenpeace protestou diante da embaixada brasileira em Berlim contra o desmatamento descontrolado nos trópicos. Segundo estudo da organização, a cada minuto cinco hectares de matas brasileiras são vítimas de serras e queimadas.

    Cada hectare queimado libera entre 500 e 1.100 toneladas de dióxido de carbono. Em conseqüência, um quinto das emissões globais de CO2 está vinculado à extinção das florestas. A Rede WWF (antes conhecida como Fundo Mundial para a Natureza) calcula que a cada minuto desaparece, em todo o mundo, uma área equivalente a 38 campos de futebol.

    Parte do desmatamento na América do Sul serve à produção energética. A onda do biodiesel na Europa – desencadeada pela diretriz da UE de se elevar a 10% a parcela dos bioocombustíveis – favorece essa destruição.

    "A estipulação de porcentagens de biocombustível no diesel leva pura e simplesmente ao desmatamento das florestas amazônicas", acusa Celia Harvey, da ONG Conservation International. Este foi um dos motivos pelos quais o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, recuou em seus planos relativos ao biocombustível, exigindo agora que só se adotem substâncias provenientes de produção sustentável.

    Palavras e ações

    "Os políticos alemães gostam de afirmar que a proteção às matas é a melhor proteção ao clima. Contudo não se faz nada", acusa Johannes Zahnen, do WWF. Já em 2003, a Comissão Européia elaborara um plano de ação contra o desmatamento ilegal. Desde então, o órgão fechou acordos com quatro países dos trópicos, porém nada de concreto aconteceu, critica.

    Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Na ação 'Earth Hour', promovida pelo WWF em 29/03/2008, luzes de São Francisco se apagaram por uma hora
    Segundo Zahnen, o problema central é o comércio ilegal não constar como delito punível. Somente uma lei européia poderá mudar esta situação, além da exigência de um certificado de origem, análogo ao vigente para gêneros alimentícios dentro da UE.

    Quase despercebida passa a extinção das florestas virgens na Escandinávia, onde o desmatamento é quase sempre legal. Já na Rússia, no Brasil e no Sudeste Asiático boa parte da madeira é extraída de reservas naturais, sem licenças ou com papéis falsificados.

    Em meados de maio, as matas virgens encabeçam a agenda da Conferência da ONU sobre a Biodiversidade (CDB), em Bonn. Esta será uma oportunidade para a política provar o real valor que dá ao tema. Caso os países-membros não consigam se alinhar contra o desflorestamento, o combate à mudança climática global se revelará ainda mais duro do que já é.

    DW (ts/av)

    Clérigos condenados por apoiar terrorismo



    Clérigos condenados por apoiar terrorismo

    Seis homens foram ontem condenados pelos crimes de apoio e incitação de actos terroristas pelo tribunal de Kingston, em Londres. O grupo é encabeçado pelo conhecido clérigo Abu Izzadeen que, no passado, agrediu verbalmente o então ministro do Interior britânico, John Reid. Na base das acusações está uma série de discursos realizados numa mesquita em Regents Park (centro de Londres) no dia 9 de Novembro de 2004, data que coincidiu com o santo mês do Ramadão e com a violenta batalha de Fallujah. Durante estes discursos, Izzadeen encorajou os seus ouvintes a irem para o Iraque para se juntarem à Jihad na luta contra os britânicos e americanos. "Alá deu aos muçulmanos uma oportunidade para matarem americanos", afirmou. Izzadeen, que defendeu que a língua é a única arma ao seu dispor para lutar contra o "massacre" levado a cabo pelas forças de coligação, foi ainda acusado de recolher fundos para acções terroristas.

    R.J

    Atentados suicidas 'aumentaram no mundo desde 2001'





    Atentados suicidas 'aumentaram no mundo desde 2001'

    Plantão Publicada em 18/04/2008 às 08h31m


    Um levantamento publicado nesta sexta-feira no jornal americano The Washington Post afirma que o número de atentados suicidas a bomba chegou a 658 no mundo no ano passado - incluindo 542 no Iraque e no Afeganistão, países que receberam tropas dos Estados Unidos.

    Os números, que cobrem os últimos 25 anos, mostram o quanto este tipo de ataque virou tendência desde o início da chamada "guerra contra o terror", em 2001, afirma o jornal.

    De 1.840 incidentes registrados desde 1983, 86% foram nos últimos sete anos, sendo que os últimos quatro foram de pico, afirma o estudo.

    No último quarto de século, cerca de 21.350 pessoas morreram e cerca de 50 mil ficaram feridas. Hoje, atentados suicidas a bomba ocorrem em dezenas de países nos cinco continentes.

    Os números, passados ao jornal por fontes anônimas, marcam os 25 anos do atentado a bomba na embaixada americana em Beirute, no Líbano, que deixou mais de 60 mortos, a maioria pessoal da representação diplomática.

    Seis meses depois, o atentado a um quartel dos marines, os fuzileiros navais americanos, matou quase 250 pessoas, incluindo cidadãos dos Estados Unidos e de Israel, uma das maiores baixas do Exército desde a batalha de Iwo Jima, na Segunda Guerra Mundial.

    A reportagem afirma que mais de 3,4 mil americanos morreram como conseqüência destes ataques.

    Mas os números de fatalidades militares no Iraque e no Afeganistão permanecem censurados porque, segundo uma fonte militar disse ao jornal, "revelariam a eficiência da arma do inimigo".

    Há exatamente 25 anos, um homem dirigiu uma van carregada de explosivos para além da segurança do prédio da embaixada americana em Beirute, destruindo a fachada do prédio de sete andares.

    Segundo o Washington Post, até hoje os serviços de inteligência dos Estados Unidos não sabem a identidade do homem que causou as mais de 60 mortes e cerca de cem feridos.

    Depois, a polícia federal americana, o FBI, culpou uma célula xiita que se transformaria no Hezbollah, que além de seu braço armado é também um dos principais partidos do Líbano. Segundo o FBI, o atentado ao prédio diplomático em Beirute teve apoio do Irã.

    Quinta-feira, Abril 17, 2008

    Pais preferem violência a sexo em videogames



    15/04/2008 06:04 - 313 exibições

    Pais preferem violência a sexo em videogames

    Um site americano de jogos voltado para pais de crianças que jogam videogames perguntou aos seus visitantes suas preferências quanto ao tipo de conteúdo ao qual seus filhos estão expostos no videogame. A resposta? Acham violência menos ofensiva que material sexual.

    Segundo o site The Inquirer, os pais do WhatTheyPlay.com preferem ver seus filhos jogando games com violência gráfica a colocá-los frente a dois personagens em cenas íntimas.

    O resultado, reproduzido no site Gaming Today, mostra que sexo entre um homem e uma mulher é o conteúdo mais ofensivo para 37% dos pais, sendo que em segundo lugar vem "dois homens se beijando", com 27%, e apenas então uma cabeça decepada (26%) e, por fim, o uso múltiplo de palavras de baixo calão (10%).

    A resposta é bastante diferente da obtida pela pesquisa do site norueguês Dagbladet, que há pouco tempo descobriu que a cabeça decepada era o pior conteúdo para 65,8% dos pais, sendo que dois homens se beijando vinha em segundo lugar (24,9%), seguido por sexo entre um homem e uma mulher (5,2%) e palavrões (4,1%), conforme escreveu John Davison em seu blog.

    EUA Papa com «muita vergonha» pelos escândalos de pedofilia



    EUA Papa com «muita vergonha» pelos escândalos de pedofilia

    O Papa disse que a Igreja Católica tem «muita vergonha» pelos escândalos dos padres pedófilos nos Estados Unidos. Bento XVI vai encontrar-se, esta quarta-feira, com Bush, para falar sobre direitos humanos, imigração e tolerância religiosa.

    ( 09:33 / 16 de Abril 08 )

    O Papa Bento XVI disse, esta quarta-feira, a bordo do avião que o conduzia a Washington, que a Igreja Católica tem «muita vergonha» pelos escândalos dos padres pedófilos nos Estados Unidos e pediu desculpa pelos abusos sexuais contra menores.

    «A Igreja fará todo o possível para curar as feridas causadas pelos padres pedófilos» e garantir que «tais comportamentos não se repetirão», acrescentou.

    Bento XVI assegurou que «a Igreja devia absolutamente excluir» os pedófilos do ministério sacerdotal, porque eles «não podem ser padres».

    Ao descer do avião, o Papa foi recebido com carácter excepcional por George W. Bush, um protestante, acompanhado pela sua família, e por uma multidão.

    Na visita de seis dias, o Santo Padre vai a Washington e a Nova Iorque, onde pronuncia um discurso perante as Nações Unidas, celebra duas missas em estádios na presença de dezenas de milhar de pessoas e visita o local dos atentados do 11 de Setembro de 2001 no Ground Zero.

    Esta quarta-feira, dia em que completa 81 anos, o pontífice reúne-se com o presidente norte-americano, num encontro em que os direitos humanos, imigração e tolerância religiosa vão estar em cima da mesa.

    A porta-voz da Casa Branca disse terça-feira que Bush também se interessará pelo trabalho papal na promoção do diálogo entre as diferentes confissões.

    A situação no Líbano, onde vive uma importante comunidade cristã e que atravessa uma crise política, completa a agenda prevista entre os dois dirigentes, adiantou Dana Perino.

    A administração norte-americana espera um diálogo «franco» e uma aproximação sobre os «valores comuns» depois das críticas do Vaticano sobre a guerra no Iraque.

    Quarta-feira, Abril 16, 2008

    Vítimas de abusos sexuais de padres nos EUA querem investigação da ONU



    14/04/2008 (19:43)

    Vítimas de abusos sexuais de padres nos EUA querem investigação da ONU

    EFE

    A Rede de Sobreviventes de Pessoas Vítimas de Abusos por Sacerdotes (Snap, em inglês) enviou hoje uma carta à Assembléia Geral da ONU na qual pede que abra uma investigação sobre os abusos sexuais cometidos por membros da hierarquia eclesiástica.

    Às vésperas da primeira visita aos Estados Unidos do papa Bento XVI, responsáveis pela Snap enviaram hoje por fax uma carta na qual pedem que a ONU mobilize recursos para investigar os abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica e zele pelo cumprimento da Convenção dos Direitos da Criança.

    "Milhares de sacerdotes violaram, sodomizaram e brutalizaram sexualmente milhares de crianças no mundo todo", assegurou hoje Barbara Blaine, porta-voz e fundadora da Snap e vítima também desse tipo de abuso.

    Durante sua visita, o pontífice, que esta semana completará 81 anos, deve visitar a sede da ONU, ir ao plenário da Assembléia Geral e se reunir com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e com o presidente desse órgão, Srgjan Kerim.

    Na carta enviada a este último, as vítimas reunidas na Snap lamentam que "os incontáveis representantes da Igreja que abafaram esses crimes, ou os encobriram ativamente, não tenham perdido seus postos de trabalho e nem sequer tenham sido censurados, mas, ao contrário, alguns inclusive foram promovidos".

    Blaine lembrou durante uma entrevista coletiva que o Vaticano é signatário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, pelo que está comprometido perante a comunidade internacional a proteger os menores dos abusos e da exploração.

    Bill Nash, um ex-seminarista de Massachusetts vítima desse tipo de abuso, recomendou ainda que as pessoas que se encontrem na mesma situação denunciem perante as autoridades policiais e não só perante estamentos eclesiásticos.

    Nesse sentido, Blaine explicou que ela, quando se sentiu capaz de tornar públicos os abusos sofridos, apenas pôde contá-los a seus pais e estes informaram ao superior do abusador, que "acabou nos convencendo de que era o primeiro caso e que fariam de tudo para impedir que se repetisse".

    "Depois me inteirei que tinha estado fazendo durante muitos anos anteriores e que jamais tinha sido denunciado à Polícia", explicou Blaine.

    O diretor regional da Snap, Peter Isely, também vítima de abusos, manifestou: "O que pedimos é muito elementar, que se investiguem as violações aos direitos humanos" cometidas "só nos Estados Unidos por 5.100 sacerdotes em três anos".

    "Ultrapassando esse número, poderia-se calcular que no mundo haveria entre 20 mil e 21 mil sacerdotes que abusam sexualmente das crianças. Isso sendo conservadores no cálculo", acrescentou.

    Nos Estados Unidos, segundo dados de 2005 da Conferência Nacional de Bispos Católicos, havia 41.400 sacerdotes católicos, e os americanos que professam o catolicismo são pouco mais de 67 milhões, que representam 6% da população católica mundial.

    "No início dos anos 90, encontrávamos enormes reservas por parte das forças policiais para investigar estes casos. Agora a coisa mudou, por isso temos a esperança de que a ONU tome as rédeas e abra uma investigação", acrescentou o diretor nacional da Snap, David Clohessy.

    Terça-feira, Abril 15, 2008

    Aquecimento global vai afectar saúde — diz OMS



    07-04-2008 - 17:37h

    Aquecimento global vai afectar saúde

    OMS alerta «aumento da temperatura vai ter um impacto sobre o desenvolvimento de doenças tropicais»

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu esta segunda-feira medidas urgentes para lutar contra as alterações climáticas, que já estão a ter consequências na saúde humana, noticia a Lusa.

    «Não podemos ter mais dúvidas sobre o aquecimento global. Os seus efeitos são já visíveis», declarou a directora-geral da OMS, Margaret Chan, em comunicado divulgado, esta segunda-feira.

    «O problema essencial pode resumir-se em poucas palavras: as alterações climáticas colocam directamente em perigo a saúde. Os efeitos do aquecimento do planeta vão ser brutais e fortemente sentidos, provocando alterações no ar, na água, nos hábitos alimentares, na longevidade e nas doenças», acrescentou.

    A directora-geral da OMS alertou para a urgência de medidas que contribuam para minimizar o impacto das alterações climáticas nas próximas décadas.

    O aquecimento global vai aumentar a frequência de fenómenos climáticos extremos, como secas, inundações e ciclones, segundo os cientistas.

    Estes fenómenos contribuem para uma deterioração da qualidade da água, aumentando a ocorrência de doenças diarreicas.

    Também o aumento da temperatura vai ter um impacto sobre o desenvolvimento de doenças tropicais como o dengue ou o paludismo transmitido pelos mosquitos.
    Efeitos já se fazem sentir

    A OMS lembrou alguns dos casos registados no passado, que diz serem exemplo do que pode acontecer nas próximas décadas com maior intensidade: as ondas de calor na Europa em 2003, que afectaram mais 70 mil pessoas do que é normal nestas situações, o Katrina em 2005 que fez mais de 1.800 mortes e desalojou milhares de pessoas.

    O paludismo, que nos últimos 30 anos, com o aumento da temperatura, criou condições propícias à presença de populações de mosquitos na região oriental de África, e à transmissão daquela doença.

    As epidemias de cólera são ainda outro exemplo citado pela OMS, nomeadamente as do Bangladesh, o que está estritamente ligado aos fenómenos de inundações e à falta de água potável.

    Sábado, Abril 12, 2008

    Católicos dos EUA querem ação do papa sobre abusos de padres



    Católicos dos EUA querem ação do papa sobre abusos de padres

    sábado, 12 de abril de 2008 11:06 BRT

    Por Daniel Trotta

    NOVA YORK (Reuters) - Irritados e desmoralizados pelos escândalos de abusos sexuais por padres, católicos dos Estados Unidos dizem que um homem pode ajudar a revitalizar a Igreja por meio de ações corajosas: o papa Bento 16.

    A viagem do papa a Washington e Nova York na semana que vem será a primeira visita de um pontífice aos EUA depois que uma onda de escândalos sexuais, iniciada em 2002, desencadeou ações judiciais que forçaram as dioceses a pagar mais de 2 bilhões de dólares em acordos.

    Alguns advogados de vítimas querem que o papa peça desculpas pelo ocorrido, outros desejam que ele proíba definitivamente os molestadores de crianças de permanecer no sacerdócio ou os identifique publicamente.

    O Vaticano tem dito que o papa vai discutir o escândalo durante sua visita aos EUA, em um esforço para curar as feridas. Encontros com vítimas de abusos sexuais não fazem parte da agenda de Bento 16, mas algumas vezes alguns compromissos são acrescentados ao roteiro na última hora.

    "Além de pedir desculpas, o papa Bento 16 e todos os nossos bispos deveriam se encontrar com vítimas, ouvir suas histórias e tratá-las com respeito e compaixão", disse Dan Bartley, presidente do grupo Voz dos Fiéis, formado em Boston depois do escândalo na cidade.

    Bartley qualificou de "boa notícia" o fato de Bento 16 falar do assunto em sua visita, mas o grupo quer mais transparência e prestação de contas da Igreja.

    Um estudo encomendado pela Igreja descobriu que 10.667 pessoas acusaram 4.392 padres de abusos sexuais contra crianças entre 1950 e 2002. Líderes da Igreja dizem que esse levantamento ilustra sua seriedade em relação ao problema, expondo segredos enquanto outras instituições não fazem o mesmo.

    Além disso, a Igreja mudou suas normas para dispensar mais facilmente padres quando existe uma acusação crível de abuso, disse a irmã Mary Ann Walsh, porta-voz da Confederação dos Bispos Católicos dos EUA.

    Cardeal Foley diz que pedofilia é culpa da Igreja e não da mídia



    11/04/2008 11.57.21

    CARD. FOLEY DIZ QUE PEDOFILIA É CULPA DA IGREJA E NÃO DA MÍDIA

    Cidade do Vaticano, 10 abr (RV) - "Somos chamados a viver a perfeição e quando traímos esta confiança não podemos criticar somente a mídia. Pode ser que alguns meios de comunicação apresentem a Igreja como um falso ídolo. Mas, de qualquer maneira, a pedofilia é culpa nossa e não da mídia."

    Assim, o Cardeal estadunidense John Patrick Foley, grão-mestre da Ordem eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém e presidente emérito do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, falou numa entrevista ao jornal vaticano, "L'Osservatore Romano", sobre os casos de pedofilia cometidos por uma parte do clero estadunidense e ao peso que a mídia atribuiu a esses casos.

    "É uma pena que muita coisa boa que a Igreja fez seja esquecida por causa dos escândalos. Muitas pessoas são hostis à Igreja, mas é verdade que de nós se espera somente o bem", ressaltou o purpurado.

    Segundo ele, a Igreja deve ser aberta, honesta e prudente, pois a mídia não reflete somente a cultura de uma nação, mas contribui a determiná-la. (MJ/BF)

    Investigadores encontram sinais de abusos sistemáticos em seita do Texas



    Investigadores encontram sinais de abusos sistemáticos em seita do Texas

    Foto de arquivo mostra o templo da Igreja Fundamentalista dos Santos dos Últimos Dias, próximo de Eldorado, Texas

    ELDORADO, EUA (AFP) — As autoridades norte-americanas ainda investigavam nesta quinta-feira uma seita polígama no Texas (sul), de onde 400 crianças foram retiradas e cujo templo abrigava uma cama para as relações sexuais entre homens mais velhos e suas "esposas espirituais" menores de idade.

    Quatrocentas crianças foram retiradas em uma semana deste rancho do Texas, e 130 mulheres decidiram deixar a propriedade cujos membros pertenciam à Igreja Fundamentalista dos Santos dos Últimos Dias (FLDS, em inglês), uma corrente fundamentalista dissidente da Igreja Oficial Mórmon.

    As redes de televisão exibiram imagens de dezenas de mulheres e meninas, usando vestidos longos de uma só cor e com cabelos trançados, entrando com crianças nos carros que as retiravam da propriedade. Este rancho de 690 hectares conta com vários alojamentos e em seu centro fica localizado o templo da seita, uma grande construção de alvenaria branca retangular.

    De acordo com documentos judiciais divulgados na quarta-feira, este templo "continha uma zona onde se encontrava uma cama onde homens de mais de 17 anos tinham relações sexuais com mulheres de menos de 17 anos".

    As autoridades afirmam que as crianças da seita eram condicionadas a aceitar a se relacionar com homens a partir da puberdade. Adolescentes de apenas 13 anos eram "espiritualmente casadas" e forçadas a manter relações sexuais "com o objetivo de ter filhos".

    As crianças eram também punidas com agressões físicas, e eram mantidas doentes e sem alimentação durante o período de punição.

    Com base no documento divulgado na quarta-feira, os investigadores também descobriram que um dos membros da seita tinha 20 esposas.

    Algumas meninas grávidas ou que haviam dado à luz recentemente foram encontradas no rancho quando a Polícia chegou após o pedido de ajuda de uma delas na quinta-feira passada.

    Com 16 anos, uma menina afirmou ter ficado grávida apenas oito meses depois de ter dado à luz uma criança nascida de uma relação com um homem de 49 anos, que a agredia severamente.

    Ela conseguiu dar o alerte ligando várias vezes para um centro local de ajuda às vítimas de violência familiar com um telefone celular emprestado, explicando com voz baixa que havia começado a sofrer abusos sexuais pouco tempo depois de sua chegada ao rancho há três anos.

    A menina explicou que não tinha mais contato com seus parentes, mas que sabia que eles tinham a intenção de enviar sua irmã de 15 anos para o rancho.

    A Igreja dos Santos dos Últimos Dias, a principal corrente da Igreja Mórmon, renunciou à poligamia há mais de um século e excomungou os membros que a praticavam. Ela reprovou a FLDS, com sede em Hildale e na Cidade do Colorado, duas cidades situadas na fronteira entre Utah (oeste) e Arizona (sudoeste).

    A FLDS é dirigida por Warren Jeffs, um polígamo preso em 2006 próximo a Las Vegas por cumplicidade em um estupro e que cumpre desde então uma pena de prisão perpétua. Ele também foi alvo de processos également federais em Arizona e Utah.

    Durante seu julgamento no ano passado, uma menina identificada como "Jane Doe IV" contou chorando como o guru tinha obrigado ela a se casar em 2001 aos 14 anos com um homem mais velho. Ele havia ordenado a ela que "se multiplicasse e enchesse a terra de crianças dedicadas ao sacerdócio".

    Quando ela foi a Jeffs dizer que detestava manter relações com seu marido, ele a obrigou a "entrar e de fazer o que aquele lhe dissesse".

    A justiça deve se pronunciar no dia 17 de abril para decidir se as crianças da seita devem ser distanciadas de maneira permanente de seus pais.

    Sexta-feira, Abril 11, 2008

    EUA: 1,6 biliões de USD gastos em armas em 2007



    EUA: 1,6 biliões de USD gastos em armas em 2007

    09.04.2008

    Citando fontes no Congresso norte-americano, a agência chinese Xinha recentemente divulgou que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos gastou 1,6 biliões de dólares em sistemas de armamentos em 2007.

    Segundo a mesma fonte (GAO, Government Accounts Office), foi gasto em 2007 o dobro dos 790.000 milhões de dólares que foram gastos em 2000. Os custos da aquisição foram 26% mais altos do que o planejado e pesquisa custou mais 40% do que foi orçamentado.

    Há 72 programas atradados, nomeadamente relacionados com caças, barcos de combate e satélites. O Pentágono vai investir ainda 900 milhões de USD nos próximos 5 anos no desenvolvimento e acuisição de outros sistemas de armas, de acordo com a fonte.

    Fátima CHANTRE

    Quarta-feira, Abril 09, 2008

    EUA (Texas): Meninas de seita mórmon eram obrigadas a manter relações sexuais



    Meninas de seita mórmon eram obrigadas a manter relações sexuais

    SAN ANGELO, EUA (AFP) — Centenas de jovens meninas, resgatadas do complexo de uma seita mórmon que pratica a poligamia no Texas, eram obrigadas a se casar e a manter relações sexuais com homens adultos, segundo documentos oficiais divulgados nesta terça-feira.

    Meninas de 13 anos eram "espiritualmente casadas" e forçadas a manter relações "com o propósito de ter filhos", segundo uma investigadora dos Serviços de Família e Proteção do Departamento do Texas.

    Várias meninas grávidas ou que haviam dado à luz recentemente foram descobertas no complexo da seita mórmon, evacuado desde sexta-feira após a denúncia feita por uma jovem de 16 anos que diz ter sido vítima de abuso sexual e físico, e que havia dado à luz um filho de seu marido, de 50 anos de idade, em um estado onde por lei é proibido se casar com meninas menores de 16 anos.

    "Existe um padrão dominante, uma prática de doutrinar e desposar meninas menores que aceitam casamentos espirituais com membros adultos da fazenda YFZ (Yearn For Zion) e que acabam sendo abusadas sexualmente", afirmou o investigador Lynn McFadden à Justiça.

    "Da mesma forma, meninos menores que moravam na fazenda YFZ, depois de se tornarem adultos, são espiritualmente casados com meninas e se iniciam em relações sexuais com elas, e como resultado eles se transformam em agressores sexuais", continuou.

    "Esses padrões e práticas se aplicam sobre as crianças da fazenda YFZ, tanto homens como mulheres, que correm risco de abuso emocional, físico e/ou sexual", concluiu McFadden.

    Cerca de 400 crianças foram retiradas desde sexta-feira da fazenda, localizada a sudoeste de Dallas (Texas), coordenada pelo líder da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (FLDS, na sigla em inglês, corrente fundamentalista mórmon).

    As crianças estão agora sob custódia das autoridades estaduais em San Angelo, junto com 130 mulheres, em sua maioria mães, que abandonaram o lugar.

    Terça-feira, Abril 08, 2008

    Aquecimento contribui para disseminação de doenças, diz OMS



    Aquecimento contribui para disseminação de doenças, diz OMS

    Plantão Publicada em 07/04/2008 às 13h23m Reuters/Brasil Online

    MANILA, Filipinas (Reuters) - As mudanças climáticas são um dos motivos responsáveis pelo aumento da incidência de doenças como a malária e a dengue, afirmou nesta segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    A cada ano, ao menos 150 mil pessoas morrem vítimas de malária, diarréia, subnutrição e enchentes, ocorrências essas que podem ter relação com as alterações no clima do planeta, afirmou Shigeru Omi, chefe do escritório da OMS para o Pacífico Ocidental.

    Mais da metade dessas mortes ocorre na África, disse Omi a repórteres.

    "Os mosquitos transmissores da malária são encontrados agora em áreas onde não havia malária antes", afirmou, esclarecendo que os insetos têm se espalhado dos trópicos para regiões de clima mais ameno.

    "No caso de dengue, há muitos outros fatores responsáveis pela disseminação dos mosquitos. Mas tenho certeza de que as mudanças climáticas desempenham um dos papéis nesse caso. Isso podemos afirmar com segurança."

    A malária mata ao menos 100 mil pessoas por ano. A OMS estima ainda que há 50 milhões de casos de dengue no mundo todo a cada ano. Desses doentes, 500 mil precisam ser hospitalizados e cerca de 12.500 dos casos são fatais.

    As mudanças climáticas também estão provocando a elevação do nível dos oceanos, o desaparecimento de rios e uma instabilidade maior nos padrões meteorológicos, disse Omi. As enchentes, as secas e as ondas de calor prejudicam a saúde das populações humanas, acrescentou.

    Segundo Omi, a OMS reservou um fundo de 10 milhões de dólares para um programa voltado a informar as pessoas e os governos sobre os perigos das mudanças climáticas na área da saúde.

    Um menor consumo de energia e avanços tecnológicos com o propósito de diminuir as emissões de carbono são medidas cruciais a serem adotadas, afirmou.

    "No meu escritório, usamos gravata apenas em ocasiões muito formais", disse, acrescentando que isso permitia utilizar menos os aparelhos de ar-condicionado.

    "Há muitas coisas que os cidadãos comuns podem fazer para evitar o consumo desnecessário de energia."

    (Reportagem de Raju Gopalakrishnan)

    Portugal: 132 mil casos de violência doméstica



    07 Abril 2008 - 11.00h

    Justiça: Relatório de segurança interna
    132 mil casos de violência doméstica

    As denúncias de violência doméstica estão a aumentar a um ritmo de 12 por cento por ano e em 2007 conheceram um novo recorde com 21 907 casos registados. Segundo o Relatório de Segurança Interna (RSI), entre 2000 e o ano passado as forças de segurança tiveram conhecimento de 131 556 ocorrências.

    Em oito anos, as denúncias sobre este tipo de crime – autonomizado na última revisão do Código Penal, em Setembro – quase duplicaram, passando de 11 162 casos conhecidos no ano 2000 para 21 908 em 2007, o que corresponde a um aumento de 6,4 por cento em relação ao ano anterior.

    De acordo com o Relatório, 'os valores de 2007 estão em linha com o crescimento acentuado' das participações de violência doméstica e são justificados com uma subida da taxa de queixa por parte das vítimas, mas também com um 'aumento de capacidade de atendimento e acompanhamento' das instituições policiais.

    'No campo da violência doméstica continuam a ser adoptadas medidas para um combate mais eficaz a este fenómeno', lê-se no documento, onde se explica que já há no País 249 salas de apoio à vítima e que a PSP dispõe de 300 agentes nas equipas de proximidade de apoio.

    Os dados mostram ainda que por cada dez mil habitantes são reportados 21 casos de violência doméstica, 81 por cento das quais entre cônjuges, sobretudo homens contra mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 64.

    No âmbito deste crime prevalecem as ofensas corporais e maus tratos, mais de 80 por cento do total, seguidos dos crimes contra a liberdade pessoal, principalmente ameaças e coacções.

    Já o recurso a armas, em 2007, foi 'minoritário', apenas em nove por cento dos casos, mas as autoridades alertam que não pode ser desvalorizado. 'Não se deverá considerar irrelevante porque corresponde a mais de dois mil casos', lê--se no Relatório de Segurança Interna onde se explica que nestes casos as armas brancas e de caça são as mais utilizadas.

    Quanto à incidência do fenómeno nas diferentes regiões do País, regista-se um maior número de ocorrências nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e também na Madeira e nos Açores.

    ALTERAÇÃO PENAL PEDIDA POR MULHERES

    A Associação Portuguesa de Mulheres Juristas enviou ao Parlamento um pedido de alteração de dois artigos do novo Código de Processo Penal (CPP) que estão a impedir a polícia de deter agressores no contexto de violência doméstica – mesmo quando estes são apanhados em flagrante delito.

    Em causa estão os artigos 257.º e 385.º do CPP relativos a detenção fora de flagrante delito e libertação do arguido. De acordo com as novas leis penais, em vigor desde 15 de Setembro de 2007, a detenção de um suspeito só é permitida quando houver fundadas razões para recear que o mesmo não se apresente espontaneamente perante autoridade judiciária. Esta alteração, que tem apenas em conta o perigo de fuga e não a continuação da actividade criminosa, não evita que a vítima, num contexto de violência doméstica, continue exposta ao agressor.

    DISCURSO DIRECTO: 'DEVE HAVER UM AGENTE ANJO-DA-GUARDA': Carlos Figueira, procurador

    Correio da Manhã – Que medidas defende para agilizar os inquéritos de violência doméstica?

    Carlos Figueira – Os casos considerados muito graves devem ter natureza urgente e passar à frente dos outros. Após uma rápida recolha de prova, que deve demorar entre três a quatro dias, o MP deve emitir mandados de detenção, caso o possa fazer, para primeiro interrogatório.

    – E se o agressor ficar em liberdade?

    – Enquanto não forem instituídos os meios de controlo electrónico há que implementar medidas policiais de monitorização e responsabilização, através de um agente, a que poderemos chamar anjo-da--guarda.

    – Como é que isso funciona?

    – À semelhança do que acontece com os agentes de liberdade condicional noutros países, este polícia, com sede nas proximidades da residência da vítima e com o telemóvel dela, ficaria acessível para qualquer emergência e registaria todos os incumprimentos por parte do agressor.

    – Defende a especialização de magistrados para estas investigações?

    – O que é necessário é a uniformização de procedimentos na investigação e articulação com instituições de solidariedade porque nenhuma mulher promove o afastamento do agressor se souber que vai ficar sem casa e sem dinheiro.

    APONTAMENTOS

    EQUIPA EM SINTRA

    A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa decidiu especializar a investigação dos casos de violência doméstica na comarca de Sintra, depois de concluir, através de uma análise da criminalidade na zona, que a violência no seio da família 'assume particular significado'.

    21 MORTAS EM 2007

    Morreram 21 mulheres por violência doméstica em 2007, divulgou a União de Mulheres Alternativa e Resposta, com base em casos noticiados. O número pode ser mais elevado, a exemplo de 2006, em que a Amnistia Internacional divulgou 39 mortes e três crimes não foram noticiados.

    Ana Luísa Nascimento

    Mais de 200 pessoas são retiradas de seita mórmon no Texas



    Na foto, Warren Jeffs, chefe da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

    Mais de 200 pessoas são retiradas de seita mórmon no Texas

    FORT WORTH, EUA (AFP) — As autoridades já evacuaram 219 mulheres e crianças de um rancho do Texas, pertencente a uma seita mórmon que pratica a poligamia, informou a imprensa americana neste domingo à noite.

    De acordo com o jornal "The Salt Lake Tribune", as autoridades haviam revistado apenas metade do local, após a denúncia de que um homem de 50 anos teria se casado, em 2007, com uma jovem hoje com 16 e que já seria mãe de um bebê de oito meses.

    A menina, não identificada, teria telefonado para a polícia da fazenda de propriedade da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (FLDS, sigla em inglês, corrente fundamentalista mórmon), que fica em Eldorado.

    A lei do estado do Texas proíbe que as meninas menores de 16 anos se casem, mesmo que contem com a aprovação dos pais.

    Nessa operação, que já dura três dias, unidades especiais da polícia entraram no templo da igreja, sem incidentes, ontem à noite, depois que os líderes do lugar negaram por várias horas o acesso às autoridades.

    Hoje, as autoridades continuavam procurando a jovem, o bebê e o suposto pai, enquanto assistentes sociais interrogavam outros habitantes da região.

    O "Salt Lake Tribune" informou que os serviços sociais evacuaram 60 mulheres e 159 crianças para interrogá-las em uma atmosfera menos intimidadora.

    A organização FLDS, dirigida por Warren Jeffs, é uma ramificação da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, com sede em Salt Lake City, da qual se separou depois que esta renunciou à prática da poligamia em 1890.

    Warren Jeffs foi detido em 2006 por ser cúmplice de estupro e está pagando pena de prisão perpétua, embora continue dirigindo a seita de dentro da penitenciária.

    Segunda-feira, Abril 07, 2008

    Chuvas desabrigam 40 mil no Nordeste [brasileiro]



    Calamidade
    Chuvas desabrigam 40 mil no Nordeste

    Publicada em 06/04/2008 às 23h42m

    O Globo Online, O Globo, GloboNews TV e Jornal Hoje

    RIO - As fortes chuvas que atingem a Região Nordeste do país desde a última segunda-feira continuam causando estragos, e dezenas de municípios já decretaram estado de emergência. Com cerca de 40 mil desabrigados, Piauí, Maranhão e Paraíba estão entre os estados mais castigados. Em situação de calamidade pública, o Piauí tem 80 de seus 230 municípios inundados pelas enchentes. No Maranhão, já são 21 municípios em estado de emergência e outros cinco em estado de calamidade pública.

    Os governadores dos três estados, mais o de Pernambuco, irão se reunir, nesta segunda-feira, às 9h, no Palácio do Planalto, em Brasília, com o ministro da Integração Nacional, Gedel Vieira Lima. Eles discutirão medidas para conter os estragos que o excesso de chuvas vem causando na população nordestina.

    Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que irá pedir R$ 100 milhões ao governo federal para recuperação de estradas e construção de casas, 11.300 famílias estão desabrigadas no estado. As cidades mais atingidas pelas enchentes são Teresina e Campo Maior, a 80 quilômetros da capital. As vazões dos principais rios de Teresina, o Parnaíba e o Poti, estão entre as maiores da História. A Barragem de Boa Esperança, que controla o volume de água dos rios, está com 90% de sua capacidade. No domingo, 64 famílias do assentamento Nossa Vitória, na zona rural de Teresina, ficaram ilhadas.

    No Maranhão, há 25 mil pessoas não podem voltar para suas casas. A situação é mais grave nos municípios de Trizidela do Vale, Arame, Gonçalves Dias, Raposa e Paço do Lumiar, todos na região metropolitana da Ilha de São Luís.

    Nos outros estados nordestinos, a situação é semelhante. O governo do Rio Grande do Norte decretou calamidade pública em 33 municípios do estado. A enxurrada abriu uma cratera de cinco metros de profundidade e 15 metros de comprimento na BR-304, estrada que liga Natal à região oeste do estado. No total, são 19 estradas interditadas. O número de desabrigados já passa de cinco mil e a maioria está alojada em clubes e escolas.

    Em Pernambuco, 15 cidades estão em estado de emergência, dentre as 24 que sofreram algum tipo de dano por causa dos temporais, num total de 4 mil desalojados. Já na Paraíba, o açude que abastece São João do Cariri se rompeu. A água inundou a zona rural do município. Mais de 11.500 pessoas estão desalojadas no estado, outras 15 morreram afogadas. Em Cabaceiras, conhecida como a Hollywood Nordestina, o rio Taperoá invadiu a cidade. Quarenta pessoas estão desabrigadas e o fórum e a prefeitura foram inundados.

    Domingo, Abril 06, 2008

    Relatório da UNICEF:" Morreram 290 mil crianças com Sida em 2007"



    Relatório da UNICEF:" Morreram 290 mil crianças com Sida em 2007"

    07:00 06-04-2008

    Relatório da UNICEF dá conta que morreram, no ano que passou, 290 mil crianças vítimas de Sida e que 12,1 milhões perdeu os pais pela mesma doença na África subsariana.

    Relatório da UNICEF recentemente divulgado diz que se estimam em 290 mil o número de crianças menores de 15 anos que morreram em 2007 com Sida. A maioria destas crianças foram infectadas antes de nascer, durante o parto ou através da amamentação. Segundo este relatório, cerca de 50 por cento das crianças infectadas através das progenitoras morre antes de completar dois anos de idade.

    No ano transacto, 5,4 milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos de idade estavam infectados com o vírus do VIH de mãe para filho, a prestação de tratamento pediátrico, a prevenção da infecção entre adolescentes e jovens e a protecção e apoio às crianças afectadas pela Sida concentram-se maioritariamente nos países de baixo e médio rendimento.

    De acordo com o balanço «As Crianças e a Sida», produzido pelo programa das Nações Unidas para o HIV/Aids, pela Organização Mundial de Saúde e pela UNICEF o tratamento antiretroviral nos países de baixo e médio rendimento chegou a cerca de 127 mil crianças seropositivas em 2006, mais 52,300 do que em 2005, registando um aumento de 70 por cento.

    Ana Elias de Freitas

    Pequenas ilhas já se preparam para efeitos das mudanças climáticas



    05/04/2008 - Clima

    Pequenas ilhas já se preparam para efeitos das mudanças climáticas

    Em Tuvalu, na Polinésia, já são percebidos sinais desa tendência. Essa pequena ilha, de 12 mil habitantes, pediu à Austrália e à Nova Zelândia que abram as portas para os habitantes que perderam suas casas.

    Bangcoc, Tailândia – O aceleramento do aquecimento global criará um novo tipo de refugiados: aqueles que fugirão de seus países pelo fato de suas casas serem invadidas pela água do mar. Em Tuvalu já são percebidos sinais desta funesta tendência. Esta pequena nação insular do oceano Pacífico, de 12 mil habitantes, pediu à Austrália e à Nova Zelândia que abram as portas para seus habitantes que perderam suas casas, segundo um comunicado da secretaria da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática.
    Esta ilha da Polinésia “sofre a salinização de terras agrícolas e o desaparecimento de praias por causa da elevação do nível do mar”, prossegue a nota. O governo de Tuvalu pediu o reassentamento de “pelo menos três mil pessoas e possivelmente de toda sua população para os próximos anos”. A Nova Zelândia se mostrou receptiva ao pedido, disse Ian Fray, funcionário do departamento de meio ambiente do Ministério de Recursos Naturais de Tuvalu. O governo em Wellington “concordou em receber 17 pessoas por ano”, acrescentou. Por outro lado, “o governo australiano hesitou o pedido”, prosseguiu.
    Tuvalu vai reiterar sua solicitação a Canberra ainda este ano, informou Fry. “A mudança climática se tornou uma questão de segurança para nós”, explicou. “Nosso país pode ficar inabitável em 20 anos se o mundo não tomar medidas para deter a elevação do nível do mar”. De fato, a difícil situação é compartilhada por outras ilhas do bloco de 38 pequenos Estados insulares em desenvolvimento (conhecido pela sigla PEID). Para essas nações, a conferência sobre mudança climática que acontece esta semana na capital da Tailândia oferece outra oportunidade para disparar o alarme sobre sua sobrevivência se não forem reduzidas drasticamente as emissões mundiais de gases causadores do efeito estufa. Além disso, os PEID reclamam fundos para a adaptação aos estragos causados pelo fenômeno.
    A maioria dos cientistas atribuem o aquecimento do planeta à emissão desses gases, como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. A maioria destes gases é liberada na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis como petróleo, gás e carvão, sobretudo em processos industriais e de transporte pelos quais são responsáveis, em boa parte, os países ricos. “Somos o primeiro grupo de nações diretamente afetadas pela mudança climática. Para nós, não é apenas uma questão de economia, mas de mera sobrevivência”, disse à IPS Selwin Hart, coordenador dos PEID. “Nosso papel nas reuniões da Convenção marco é único. Somos sua consciência”, afirmou.
    A conferência de Bangcoc, que começou segunda-feira e termina amanhã, reuniu mais de 1.100 negociadores de 163 países para discutir um novo acordo internacional para reduzir o aquecimento global e ajudar o Sul em desenvolvimento a se adaptar ao fenômeno. Trata-se das primeiras negociações após a reunião feita na ilha de Bali, na Indonésia, em dezembro de 2007, na qual nações em desenvolvimento acordaram com as industrializadas criar uma resposta global contra o rápido aquecimento.
    A Convenção Marco sobre Mudança Climática foi aprovada por 192 países na Cúpula da Terra, realizada em 1992 no Rio de Janeiro, em resposta a advertências da comunidade científica sobre a possível destruição do planeta pela emissão de gases que provocam o efeito estufa. Em 1997, a Convenção foi complementada com o Protocolo de Kyoto, pelo qual 37 países industrializados se comprometeram a reduzir suas emissões em pelo menos 5,2% em relação às registradas em 1990. O bloco PEID deseja que em Bangcoc fique estabelecida uma série de medidas para ajudar seus membros a superar uma situação como a que afeta Tuvalu.
    “Queremos evitar termos de mudar para outro país. Queremos lidar com o problema antes que fuja de nossas mãos”, disse à IPS a chefe da delegação das Ilhas Cook na capital tailandesa, Pasha Carruthers. “Os projetos de adaptação são essenciais para nós”. Organizações ambientalistas das ilhas do oceano Pacifico concordam com Carruthers. “As comunidades têm cada vez maior consciência sobre o futuro incerto. Há alguns aspectos abordados por igrejas locais”, disse Arieta Moceica, assessora de mudança climática da organização Greenpeace Internacional em Suva. “Emigrar de sua ilha não será fácil. Isso implica a perda de cultura, de identidade e de forma de vida”, acrescentou.
    As conferências da Convenção Marco sobre Mudança Climática ainda devem abordar a preocupação dos PEID, reconheceu Moceica, “É hora de se reconhecer nestas negociações a importância de estabelecer um vínculo entre mudança climática e direitos humanos. Os maiores poluidores não podem ignorar o problema de que chegará um dia em que haverá refugiados devido a esse fenômeno”, ressaltou. No momento, a ajuda chegou de outro lado.
    No final de março, o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas reconheceu pela primeira vez que a mudança climática afeta os habitantes dos pequenos Estados insulares e moradores de áreas costeiras e zonas afetadas por condições extremas, como secas e inundações. Esse êxito foi obtido graças aos esforços diplomáticos de países como Maldivas e Tuvalu. O fato ocorreu duas décadas depois que o presidente de Maldivas, Maumoon Abdul Gayoom, fazer um dramático chamado ao Conselho de Segurança da ONU.
    O discurso intitulado “A morte de uma nação”, pronunciado em 1987, serviu para que o mundo conhecesse a difícil situação vivida pelas pequenas nações insulares em razão do aumento do nível do mar. “Desde então vimos ressaltando nossa própria vulnerabilidade diante do aquecimento do planeta”, afirmou Amjad Abdulla, diretor-geral do Ministério de Meio Ambiente, Energia e Água de Maldivas. “O argumento básico é que as comunidades vulneráveis têm o direito de existirem. Procuramos chamar a atenção para a dimensão humana da mudança climática”, acrescentou. Entretanto, os avanços da Convenção Marco sobre Mudança Climática são mínimos, disse Abdulla à IPS. “Estamos muito decepcionados com a lentidão com que é implementado o Protoclo de Kyoto. Não podemos ver as coisas que acontecem em nossos países. Dá medo”, acrescentou. (IPS/Envolverde)
    Por Marwaan Macan-Markar.
    IPS/Envolverde.Reprodução autorizada, citando-se a fonte.-->
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    Polícia resgata 52 meninas mantidas presas por seita em rancho no Texas



    Polícia resgata 52 meninas mantidas presas por seita em rancho no Texas

    05/04/2008 17:31:16 - Agência EFE

    As autoridades americanas deram um novo golpe na seita poligâmica liderada por Warren Jeffs, preso por abuso infantil e indução ao incesto, ao resgatarem 52 meninas que viviam presas em um rancho no Texas.

    Jeffs, de 52 anos, se considera o "profeta" da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, uma congregação de 10 mil membros que construiu uma sede em um enorme rancho em Eldorado (Texas), comprado há quatro anos por US$ 700 mil.

    As instalações - que contam com um templo de grandes dimensões, um prédio de três andares com dormitórios, escola e centro comunitário - oferece amparo a cerca de 400 pessoas procedentes dos centros de Utah e do Arizona.

    Atualmente, Jeffs cumpre desde novembro uma condenação de dez anos de prisão após ter sido julgado como cúmplice de abuso por ter forçado uma adolescente de 14 anos a se casar com seu primo em 2001.

    Também pesam sobre ele uma dezena de acusações por incesto, conspiração, e por manter relações sexuais com menores. Por enquanto, o chefe da igreja espera julgamento na prisão de Kingman, no Arizona.

    A congregação dirigida por Jeffs desde a morte de seu pai, em 2002, é uma cisão da Igreja Mórmon quando esta proibiu a poligamia em 1890.

    A igreja pratica abertamente a poligamia na fronteira das cidades de Hildale (Utah) e Colorado City (Arizona), e os habitantes do rancho foram vistos raras vezes em Eldorado, cidade que fica a cerca de seis quilômetros da propriedade.

    Segundo as autoridades, a seita impõe casamentos a jovens de até 13 anos. Caso o eleito para se casar com elas abandone a congregação, as moças são destinadas a outros.

    As autoridades policiais começaram, na última quinta, a se aproximarem do rancho e a bloquearem seus acessos com barricadas, preparando a grande operação que aconteceu na noite da última sexta e na madrugada de ontem.

    O alarme foi dado após uma denúncia afirmando que uma jovem de 16 anos precisava de "ajuda urgente". Segundo setores da imprensa, foi a própria moça que ligou para as autoridades para denunciar que estava sofrendo abusos.

    A Polícia conseguiu uma autorização judicial para chegar a Dale Barlow, de 50 anos, que supostamente se casou com a jovem e teria com ela um filho de oito meses, também procurado pelas autoridades.

    Após a invasão do rancho, a Polícia recuperou cerca de 52 meninas, de 6 meses a 17 anos de idade.

    Dezoito delas ficaram sob custódia judicial do Estado, por terem sofrido abuso ou por estarem em risco de sofrê-lo. As outras jovens foram levadas para centros de amparo.

    As autoridades permitiram que os moradores do sexo masculinos permanecessem no rancho, mas também deverá ouvi-los, afirmou o porta-voz da agência de Serviços para a Proteção Infantil, Darrell Azar, para o jornal "The Houston Chronicle".

    Outro porta-voz da organização destacou a difícil situação na qual estão as meninas resgatadas, pois muitas não conhecem outra vida a não ser a do rancho.
    "Estamos lidando com meninas que não estão acostumadas à vida exterior, por isto estamos sendo muito sensíveis a suas necessidades", declarou o representante à imprensa.
    Por enquanto, prossegue o rastreamento das instalações do rancho, que ocupa uma área de quase oito quilômetros quadrados, e se desconhece se foram realizadas prisões.

    Menores: Crimes sexuais [em Portugal] triplicaram entre 2002 e 2007 - PGR



    Menores: Crimes sexuais triplicaram entre 2002 e 2007 - PGR

    Os crimes sexuais contra menores triplicaram em Portugal entre 2002 e 2007, contabilizando cerca de 1.400 casos/ano, e cerca de 3,62 por cento ocorreram com crianças institucionalizadas, revela um relatório hoje divulgado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Estes dados constam de um relatório do Grupo de Prevenção do Abuso e do Comércio Sexual de Crianças Institucionalizadas, dirigido pela procuradora-geral adjunta Maria José Morgado e criado por decisão do procurador-geral da República, Pinto Monteiro.

    De acordo com o relatório, a que a Agência Lusa teve acesso, o «número total de crimes envolvendo crianças menores de 5 anos tem vindo sempre a aumentar desde 2003 até 2007, num total de 628», dados que são baseados num estudo da Unidade de Informação da Polícia Judiciária (PJ).

    O grupo dividiu o trabalho em duas dimensões: «A da agressão sexual tradicional, de proximidade familiar ou análoga, e a da agressão sexual objecto do negócio sexual, da indústria criminosa, considerando-se esta última com atenção redobrada».

    Diário Digital / Lusa
    04-04-2008 19:13:00

    Brasil: Padre é acusado de pedofilia em Pernambuco



    Abuso sexual
    Padre é acusado de pedofilia em Pernambuco

    Publicada em 04/04/2008 às 20h33m

    Letícia Lins - O Globo

    RECIFE- O sacerdote Rômulo Avagliano Rodrigues, de 50 anos, foi acusado de pedofilia nesta sexta-feira em Itapissuma - a 36 quilômetros de Recife. O padre, que atua na paróquia do município, foi denunciado por adolescentes que trabalharam como coroinhas na igreja. Eles afirmaram que o religioso abusava dos meninos, em troca de videogames e outros objetos eletrônicos.

    O delegado Aníbal Moura, que investiga o caso, está repassando o inquérito para o Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente. O sacerdote alega que as acusações têm motivações políticas, já que o delegado está deixando o cargo para disputar a prefeitura do município. Os adolescentes, no entanto, contam os abusos com detalhes.

    A Arquidiocese de Olinda e Recife ainda não se pronunciou sobre o caso, e informou nesta sexta-feira que só vai se posicionar depois de concluído o inquérito.

    Quinta-feira, Abril 03, 2008

    Sobe o preço dos alimentos e aumenta a fome em todo o mundo



    Sobe o preço dos alimentos e aumenta a fome em todo o mundo

    Por Barry Manson
    1 de abril de 2008

    Este artigo foi publicado no WSWS, originalmente em inglês, no dia 29 março 2008.

    O Programa Mundial de Alimentação (WFP, da sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que o aumento no preço dos alimentos em todo o mundo provocará uma redução na sua capacidade de alimentar as populações famintas e subnutridas.

    Em um pronunciamento no último mês em Roma, onde fica a sede do WFP, o diretor executivo do Programa, Josette Sheeran, declarou “nossa capacidade de atender às pessoas está sendo reduzida justamente no momento em que a demanda está crescendo... Nós estamos vendo uma nova face da fome, em que as pessoas estão sendo privadas do mercado de alimentos. Situações que antes não eram urgentes, agora o são.”

    Em uma nota à imprensa, o WFP declarava que para realizar seu trabalho durante o ano corrente, seriam necessários 3,5 bilhões de dólares, meio bilhão a mais do que foi estimado no ano passado. Estes recursos estão destinados a projetos aprovados para alimentar 73 milhões de pessoas em 78 países ao redor do mundo. A nota destaca que estes recursos são para projetos de alimentação já planejados e não incluem situações emergenciais imprevistas que podem surgir.

    A nota à imprensa ressalta ainda que as populações mais pobres do planeta terão que gastar uma porção cada vez maior de seu mísero orçamento em alimentação. O WFP alerta que essas populações serão obrigadas a comprar menos comida, ou comidas menos nutritivas, ou terão que se apoiar em auxílios externos.

    A lista dos países mais afetados inclui o Zimbabue, Eritréia, Dijibouti, a Gâmbia, Togo, Chad, Camarões, Nigéria e Senegal, todos no continente africano. Serão afetados também o Haiti, Myanmar, Yemen e Cuba.

    Segundo o WFP, entre os fatos que estão pressionando o aumento no preço dos alimentos estão o aumento do preço do petróleo e o crescimento da demanda por alimentos, especialmente por carne, na China e na Índia. O aumento da demanda nestes países é resultado do rápido crescimento de seu poder econômico.

    Entretanto, os acontecimentos relacionados às mudanças climáticas também tiveram um papel importante no aumento dos preços, além de outro fator que está em operação no mercado: o crescimento do uso das terras de cultivo para a produção de biocombustíveis.

    No jornal Financial Times de 26 de fevereiro, Mark Teirlwell apresentou alguns dados sobre a escala do problema no fornecimento de alimentos. Ele apontou que o preço dos alimentos subiu 75% em todo o mundo desde o ano 2000, com uma taxa de crescimento de 20% só no último ano. O consumo de carne e soja na China subiu 40% na última década, acompanhando o crescimento da sua economia.

    Ele aponta que, ao contrário do que ocorreu no passado, quando o aumento no preço dos alimentos foi contornado por um subseqüente aumento na produção, isso não será possível desta vez.

    Mark argumenta que a alta no preço do petróleo e sua conseqüência direta - a produção de biocombustíveis - causarão um impacto a longo prazo no fornecimento de alimentos. E, pior ainda, as plantações crescerão mais para atender à crescente demanda por biocombustíveis do que à demanda por alimentos.

    O fato de o custo dos alimentos representar uma porção cada vez maior dos salários dos trabalhadores pobres nos assim chamados “países subdesenvolvidos” provocará uma deterioração ainda maior da sua já difícil situação. Thirlwell escreve: “enquanto a porção destinada à alimentação na cesta de consumo [orçamento familiar] dos países ricos, como os EUA, é relativamente baixa -na casa dos 10%-, ela atinge cerca de 30% na China e mais de 60% na África Sub-Saariana. Os países mais vulneráveis são aqueles de pequenos rendimentos na rede de importadores de alimentos. Preços mais altos nos alimentos fazem crescer ainda mais a pressão sobre os mercados de importação, que muitas vezes já estão inflados pela alta dos preços da energia. Muitas das mais pobres economias do mundo estão enquadradas nesta categoria e são extremamente dependentes de auxílios no campo da alimentação para suprir suas necessidades. No entanto, o volume de recursos disponíveis para isto em todo o mundo está estagnado há duas décadas e, ainda pior, a quantidade de auxílio fornecida tende a cair conforme os preços sobem, já que grande parte destes recursos está comprometida em grandezas fixas de dólares.”

    Ele aponta também que os mais expostos aos riscos são os miseráveis urbanos. Na maioria dos países da África sub-Saariana, uma grande parcela da população sobrevive baseada em agricultura de subsistência e a tendência é que os pobres deixem suas terras e partam em direção aos centros urbanos que crescem aceleradamente.

    A transformação dos campos de plantio em áreas de produção de biocombustíveis está tendo um enorme impacto na África. Ghana, Benin, Etiópia, Uganda, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul: todos esses países têm planos para transformar plantações de alimentos em áreas de produção de biocombustíveis.

    Um relatório publicado no Independent do dia 16 de fevereiro dizia que uma reunião da Rede Africana pela Biodiversidade (African Biodiversity Network) teria ocorrido na África do Sul para discutir a produção de biocombustíveis. O artigo citava o respeitado ambientalista nigeriano, Nnimmo Bassey, que dizia: “A África é um continente aberto e a indústria energética que tirar vantagem disto... Isto é um retorno às plantations colonialistas.”

    E o artigo continuava: “Desde as savanas da África Ocidental até as florestas tropicais do Congo, as planícies da Tanzânia e as regiões selvagens da Etiópia, os governos estão entregando enormes porções de terras férteis às companhias privadas que desejam converter o crescimento da biomassa das largas plantações em combustíveis líquidos para o mercado de exportação. Líderes africanos como Senegal Absoulaye Wade estão prevendo uma ‘revolução verde’ e procurando, ansiosamente, por exportações lucrativas.”

    As alterações climáticas também afetarão a produção de alimentos na África. Um relatório recente da Universidade de Stanford previa uma queda de aproximadamente um terço na produção de milho, como resultado das mudanças climáticas ocorridas nas duas últimas décadas.

    Um estudo desenvolvido pelo Centro para a Economia e a Política Ambientais na África (CEEPA, na sigla em inglês), baseado na África do Sul, defende que a África perderá cerca de 4% das suas terras cultiváveis nos próximos 30 anos e terá perdido cerca de 18% até o fim do século.

    A agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) declarou que cortará o montante de auxílios alimentares que ela fornece. Ela culpou o recente elevado aumento no preço das commodities, deixando-a com um déficit de 120 milhões de dólares no orçamento.

    Amy Barry, porta-voz da Oxfam para os assuntos do comércio, citado no Observer em 2 de março, observou: “mais e mais pessoas enfrentarão a falta de alimentos no futuro... Dado o que tem acontecido em função do aumento dos preços dos alimentos, devemos refletir sobre o impacto que isso terá sobre as pessoas [nos países em desenvolvimento] que gastam até 80% de seus salários com comida”.

    O impacto da crise econômica do sistema capitalista terá um efeito devastador na vida das pessoas mais pobres do mundo.

    ONU: estoque de alimentos é o menor em 30 anos



    01/04/2008 (14:52)

    ONU: estoque de alimentos é o menor em 30 anos

    Agencia Estado

    Os estoques de alimentos no mundo estão em seus níveis mais baixos nos últimos 30 anos. O alerta foi feito hoje pela Organização das Nações Unidas (ONU), que destaca que a demanda tem sido superior à produção diante do crescimento de países como China e Índia, além dos custos de transporte e o impacto do etanol. Nesse cenário, a tendência de baixos estoques indica a manutenção dos altos preços das matérias-primas (commodities) nos próximos meses, o que garantirá uma renda elevada para os exportadores de produtos agrícolas.

    Para a ONU, porém, essa realidade não apenas é positiva para os exportadores, mas corre o risco de gerar uma maior fome no mundo. "As reservas de alimentos estão em seus níveis mais baixos nos últimos 30 anos e a volatilidade dos mercados é extrema", alerta o Programa Mundial de Alimentos da ONU.

    "A alta nos preços dos alimentos está gerando o que estamos chamando de a nova face da fome. Ou seja, pessoas que de repente não podem mais pagar por seus alimentos", alerta a ONU. O problema não seria a falta dos produtos nas prateleiras em muitos casos. Mas a falta de recursos para adquiri-los.

    Segundo a ONU, os que mais sofrem são os miseráveis, que vivem nas grandes cidades. Algumas famílias chegam a gastar 80% do que ganham hoje para apenas comprar alimentos. Hoje, cerca de 854 milhões de pessoas estão mal-nutridas. O pior, segundo a entidade, é que até 2025 o mundo terá mais 1,6 bilhão de pessoas, o que deve criar um problema ainda maior de alimentação se os preços foram mantidos nos atuais níveis. Na América Latina, as piores situações estão na Guatemala e El Salvador.

    Quarta-feira, Abril 02, 2008

    Rússia: Membros de seita deixam buraco onde viviam há 5 meses



    Rússia

    01/04 13:22 CET

    Membros de seita deixam buraco onde viviam há 5 meses

    Há mais de 5 meses a viver num buraco, 14 de 28 seguidores de uma seita russa que prevê o fim do mundo para Abril ou Maio saíram para o mundo exterior.

    As 14 pessoas, incluindo duas crianças, saíram de livre vontade depois de dois compartimentos do buraco se terem desmoronado por causa do degelo de neve.

    Foram observados por equipas médicas e estão bem de saúde.

    Os receios dirigem-se para os outros 14 remanescentes, das quais fazem parte duas crianças.

    "Para nós, o mais importante são as crianças. Lena Labishevich tem um ano e sete meses e outra criança com pouca idade, que têm estado aqui nos últimos cinco meses", disse Alexander Yelatontsev, um responsável local.

    Inicialmente, 35 seguidores desta seita dissidente da igreja ortodoxa russa refugiram-se no abrigo situado na região de Pensa, a 500 quilómetros de Moscovo.

    Desde o início recusavam sair apesar dos apelos e ameaçavam mesmo fazer-se explodir. Rejeitam comida processada e garantem que os alimentos com códigos de barras são obra de Satanás.

    Portugal registou quase 400 mil crimes durante o ano passado


    Portugal registou quase 400 mil crimes durante o ano passado

    ANA MAFALDA INÁCIO

    Portugal registou no ano de 2007 quase 400 mil crimes - precisamente 391 611, mais 526 do que no ano anterior. Uma subida pouco significativa, segundo refere o relatório de segurança interna, elaborado com base nos crimes participados à PSP, GNR e PJ, e que foi entregue esta semana aos partidos com assento na Assembleia da República para análise.
    De acordo com o documento, a que o DN teve acesso, a GNR registou 184 942 casos, o que representa uma diminuição da criminalidade na sua área de 1,3% em relação a 2006. A PSP apenas registou mais 13 casos do que no ano anterior, atingindo um total de 186 742. À Polícia Judiciária foram participados 1800 crimes. Lisboa, Porto, Setúbal, Faro, Braga e Aveiro reúnem 71% do crime total.
    Quanto à criminalidade violenta, o relatório indica uma diminuição de 10,5% , o valor mais baixo dos últimos seis anos, com os homicídios consumados e as ofensas à integridade física, como as violações, a registaram os valores mais baixos da última década. Os crimes de rapto, sequestro, tomada de reféns, de bancos e de outros estabelecimentos de crédito também desceram.
    Para o Gabinete Coordenador de Segurança, autor do relatório, esta diminuição representa uma tendência "inversa ao sentimento de insegurança e de medo do crime registados na sociedade". Um sentimento que, sublinha o documento, se deve ao surgimento de novos fenómenos criminais marcados por uma actuação "mais violenta e organizada" mediatizados. É o caso do crime de carjacking (roubo de viaturas com recurso à violência) , o qual tem vindo sempre a aumentar desde o ano de 2003, tendo registado em 2007 uma subida acentuada, cerca de 34%.
    De acordo com o relatório, as excepções são: o crime rodoviário, nomeadamente o da condução sob o efeito de álcool, com taxas superiores a 1,2gr/l, que registou mais 2840 casos do que em 2006, a violência doméstica, com mais 2225 crimes, e a criminalidade global, traduzida nos furtos de carteirista e outros, com mais 3915 casos. Nas várias categorias do crime, o contra o património continua em primeiro lugar com 54% do número total, embora tenha tido uma descida de um por cento, com as maiores reduções nos crimes de furto em e de veículos e em residências. Segue-se o crime contra as pessoas com 24% do total, mas também com uma redução de 1,4%. Os crimes contra a vida em sociedade passaram a representar 11% da criminalidade global, registando uma subida de 6,1%. Este aumento teve por base um maior número de crimes de moeda falsa, incêndios e condução de veículos sob o efeito do álcool. Os crimes contra o Estado continuam a registar um baixo número de participações, cerca de 2,9% do crime geral.
    Com SUSETE FRANCISCO

    Portugal: Fosso entre ricos e pobres duplica em dez anos



    Fosso entre ricos e pobres duplica em dez anos

    Numa década, o fosso entre o rendimento das famílias mais pobres e mais ricas duplicou. Em 2006, segundo dados divulgados ontem pelo INE, o rendimento médio anual dos agregados familiares 10% mais pobres foi de cerca 6.650 euros.

    Susana Domingos
    sdomingos@mediafin.pt

    Rui Peres Jorge
    rpjorge@mediafin.pt

    Numa década, o fosso entre o rendimento das famílias mais pobres e mais ricas duplicou. Em 2006, segundo dados divulgados ontem pelo INE, o rendimento médio anual dos agregados familiares 10% mais pobres foi de cerca 6.650 euros.

    Um valor 8,9 vezes inferior aos 59.282 euros que, por ano, foram ganhos pelos agregados incluídos na fatia das 10% mais ricas. Há dez anos a diferença era de apenas 4,6 vezes, ou seja, quase metade.

    Portugal está hoje mais rico e mais competitivo do que há dez anos, mas está também mais desigual, uma tendência que se agravou e que quebrou a aproximação registada durante os anos 80.

    Terça-feira, Abril 01, 2008

    Religião: Número de muçulmanos ultrapassou o de católicos



    Religião: Número de muçulmanos ultrapassou o de católicos - Vaticano

    Cidade do Vaticano, 29 Mar (Lusa) - O número de muçulmanos ultrapassa actualmente o de católicos, segundo o responsável pelo Anuário Pontifício, monsenhor Vittorio Formenti, em entrevista ao diário Osservatore Romano.

    A situação, que monsenhor Formenti defende dever ser alvo de reflexão no seio da Igreja Católica, decorre do facto de 17,4 por cento da população mundial professar a religião católica, enquanto que o número de muçulmanos representa 19,2 por cento daquele universo.

    Contudo, quando se somam todos os cristãos, designadamente católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes, a percentagem chega aos 33 por cento da população mundial.

    O número de católicos no mundo passou de 1.115 milhões em 2005, para 1.131 milhões em 2006, que representa um aumento de 1,4 por cento, segundo o Anuário Pontifício de 2008, que revela que 49,8 por cento vive no continente norte-americano.

    EL.
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