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    Sábado, Março 29, 2008

    Mais calor e menos chuva no Noroeste da Península Ibérica



    Mais calor e menos chuva no Noroeste da Península Ibérica

    Alfredo Maia

    A seca está a atingir o Noroeste peninsular, preocupando a região da Galiza, onde se registou o Inverno mais seco desde há 67 anos e onde as temperaturas médias de Fevereiro foram superiores em 2,5 graus centígrados aos valores normais para esse mês, afectando também o litoral Norte português, que passou para a situação de seca severa, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).

    Aqueles resultados devem-se à variabilidade climática natural nesta região da Península Ibérica e em concreto em Portugal, que por vezes é muito significativa. Não admira que passemos de situações de seca a cheias em pouco tempo, como explicam meteorologistas ouvidos pelo JN, que não associam o fenómeno directamente às alterações climáticas.

    "Nas variáveis de chuvas não se observam claras tendências anormais para a Galiza", afirma um responsável regional da agência espanhola de meteorologia citada ontem pelo "El Pais", que tem dado espaço às preocupações com a seca naquela autonomia.

    De acordo com o último relatório mensal de informação climática, em 29 de Fevereiro, 95% do território continental nacional estava em situação de seca, sendo 48% afectado por seca fraca, 43% por seca moderada e 4% por seca severa. Os dados, que melhoraram em relação aos meses anteriores, confirmam que passámos um Inverno muito seco, mas não tão severo como o de 2004/2005, o mais seco dos últimos 75 anos.

    Nas regiões Norte e Centro-Norte, os valores de precipitação em Fevereiro foram bastante inferiores (abaixo dos 80%) aos valores médios mensais de 1961-1990, enquanto nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e na zona de Beja choveu mais do que o normal. Por isso, a situação de seca agravou-se no Norte e Centro-Norte, mas desagravou-se no Centro-Sul e na região Sul.

    Não é habitual o Norte ser mais seco do que o Sul, mas não se trata de um fenómeno extraordinário. Na seca de 1976, o Norte foi a região mais atingida. Do mesmo modo que não é estranho que a situação climática desta área do país seja semelhante à da Galiza, pois há uma uniformidade no Noroeste peninsular, relacionada com as perturbações atmosféricas desta região.

    Segundo o boletim da situação nas 57 albufeiras portuguesas, no final de Fevereiro os níveis de armazenamento por bacia hidrográfica eram inferiores às médias de armazenamento nesse mês registadas no período 1990/2000, excepto para as bacias do Guadiana, ribeiras do Algarve e Arade. Em dez bacias, o volume de água aumentou, descendo em duas (Lima, de 46,3% para 36,8%) e Oeste (de 49,7% para 48,8).

    O valor médio da temperatura máxima do ar foi superior em cerca de 2 graus ao valor médio no período 1961-1990, enquanto a média da temperatura média foi cerca de 1,8 graus superior ao valor médio no mesmo período. Sublinhe-se que o número de dias com temperaturas máximas superiores a 20 graus chegou a nove no Porto/Pedras Rubras e na Anadia e dez em Monção.

    Sexta-feira, Março 28, 2008

    Mundo tem de cortar emissões [de gases de efeito de estufa] em 50% até 2050, diz ONU



    Mundo tem de cortar emissões em 50% até 2050, diz ONU

    Plantão Publicada em 28/03/2008 às 13h03m

    Reuters/Brasil Online

    Por Alister Doyle

    OSLO (Reuters) - Um novo tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) para combater as mudanças climáticas deveria ter por meta diminuir em 50 por cento as emissões de gases do efeito estufa até 2050, disse na sexta-feira o principal representante da entidade para a área de combate ao aquecimento global.

    Autoridades importantes de 190 países vão se reunir entre os dias 31 de março e 4 de abril, em Bangcoc, para a sessão de abertura de um processo de dois anos voltado à elaboração de um novo pacto global de combate às mudanças climáticas, capaz de substituir o Protocolo de Kyoto.

    Yvo de Boer, chefe do Secretariado para as Mudanças Climáticas da ONU, afirmou que, segundo estudos do Painel do Clima da entidade, as emissões de gases do efeito estufa devem atingir seu pico dentro de 10 a 15 anos para depois caírem em 50 por cento até a metade do século a fim de evitar os efeitos mais dramáticos do aquecimento.

    "Essa, para mim ao menos, é a medida do sucesso", disse à Reuters, acrescentando que essas metas deveriam servir de pedras fundamentais para o tratado que se debaterá nos próximos meses e cuja assinatura está prevista para ocorrer em dezembro de 2009, em Copenhague. "Isso, porém, não será fácil."

    As emissões de gases responsáveis por reter calor, gases esses resultantes em grande parte da queima de combustíveis fósseis, estão aumentando rapidamente apesar dos esforços para evitar o aquecimento, um fenômeno capaz de tornar mais comuns enchentes, doenças, deslizamentos de terra e ondas de calor, além de elevar o nível dos oceanos.

    De Boer acrescentou que as metas intermediárias, tais como as de 2020 para os países desenvolvidos, seriam mais difíceis de serem negociadas do que as metas de longo prazo, que seriam cumpridas pelas futuras gerações. "A dificuldade maior está no meio-termo", afirmou.

    A China, que atingiu o nível dos EUA como maior emissor mundial de gases do efeito estufa, pediu aos países ricos, em um comunicado enviado ao encontro de Bangcoc, que cumpram as diretrizes acertadas no ano passado de cortar suas emissões, até 2020, para patamares 25 a 40 por cento inferiores aos de 1990.

    As negociações em Bangcoc são as primeiras de uma série que deve se encerrar em dezembro de 2009 com um pacto do qual participariam todos os países do mundo.

    O Protocolo de Kyoto obriga 37 países ricos a cortarem suas emissões até 2008-2012 para um patamar 5 por cento inferior ao de 1990.

    Os EUA não assinaram esse tratado. O presidente norte-americano, George W. Bush, argumentou que o acordo diminuiria a oferta de trabalho dentro dos EUA e que teria errado ao eximir os países em desenvolvimento das metas compulsórias de corte.

    As negociações em Bangcoc devem estipular os detalhes sobre o processo previsto para ocorrer neste ano, centrando-se na diminuição das emissões, em novas tecnologias conservacionistas, na ajuda para que países pobres adaptem-se às mudanças climáticas e novas linhas de crédito e de investimento.

    Depois do evento em Bangcoc, haverá encontros da ONU em junho, em agosto e em dezembro deste ano.

    Nagorno-Karabakh: Um objector de consciência religioso preso vai ser submetido a "reeducação"



    This article was published by F18News on: 27 March 2008

    NAGORNO-KARABAKH: Jailed religious conscientious objector must undergo "re-education"

    By Felix Corley, Forum 18 News Service

    Jehovah's Witness Areg Hovhanesyan, who has served more than three years of a four-year jail sentence for refusing compulsory military service on religious grounds, must remain in jail and undergo "re-education", Forum 18 News Service has learnt. The internationally unrecognised entity of Nagorno-Karabakh's has rejected his appeal for early release, a Supreme Court official told Forum 18. Albert Voskanyan of the Centre for Civilian Initiatives – who attended the court hearing - told Forum 18 that the court had ordered the prison leadership to "re-educate the prisoner". Ashot Sargsyan, head of the Department for National Minorities and Religions, defended the jail sentence. "He's not dangerous, but how can he be a well-behaved person if he breaks the law by refusing to do military service?" A previous conscientious objector, who did military service without bearing weapons, was a Baptist, Gagik Mirzoyan. He refused to swear the military oath or bear arms, for which he was beaten up and imprisoned, but was eventually released from military service in January.

    Jehovah's Witness Areg Hovhanesyan, who has already served more than three years of a four-year sentence for refusing compulsory military service on grounds of religious conscience, must remain in prison and undergo "re-education", Forum 18 News Service has learnt. The Supreme Court of the internationally unrecognised Nagorno-Karabakh Republic in the South Caucasus rejected his appeal for early release on 24 March, a court official told Forum 18 from the capital Stepanakert on 27 March. Yet the official – who would not give his name – refused to say why the court rejected Hovhanesyan's appeal. "I don't have the right to give you this information."

    However, Albert Voskanyan of the Stepanakert-based Centre for Civilian Initiatives – who attended the court on 21 March when the case was heard - told Forum 18 that the court had ordered the prison leadership to "re-educate the prisoner".

    "I believe the rejection of the appeal is not right, as Areg's conduct in prison has been excellent and he has not violated any regulations," Voskanyan told Forum 18. "The court should have taken this into account, not his religious affiliation which makes it impossible for him to serve in the army." He said he had long been pressing for conscientious objectors like Hovhanesyan to be given the possibility of an alternative civilian service.

    But Ashot Sargsyan, the head of the government's Department for National Minorities and Religions, defended Hovhanesyan's continued imprisonment. "He's not dangerous, but how can he be a well-behaved person if he breaks the law by refusing to do military service?" he told Forum 18 from Stepanakert on 27 March. "Let him go to Azerbaijan then and do alternative service there."

    Hovhanesyan was imprisoned in February 2005 for violating Article 327 Part 3 of the Nagorno-Karabakh Criminal Code, which punishes evasion of military service "in conditions of martial law, in war conditions or during military actions" with a sentence of between four and eight years. (Nagorno-Karabakh has adopted the criminal code introduced in Armenia in 2003.) He has been held in the prison in the hilltop town of Shusha near Stepanakert (see F18News 9 November 2006 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=866).

    Lyova Markaryan of the Jehovah's Witnesses in Armenia – who retain close ties to their fellow-believers in Nagorno-Karabakh – said that Hovhanesyan had lodged his appeal for early release at the beginning of this year. "Areg was hoping that he might be freed early after serving more than two-thirds of his sentence," Markaryan told Forum 18 from the Armenian capital Yerevan on 27 March. "But it is clear neither the authorities in Stepanakert nor in Yerevan are prepared to give him early release."

    Both Markaryan of the Jehovah's Witnesses and Voskanyan of the Centre for Civilian Initiatives maintain that Hovhanesyan's conduct in the prison has been exemplary. "Prison director Artur Abramyan praises Areg for his behaviour and has given him a position of responsibility in the canteen," Markaryan told Forum 18. Voskanyan frequently visited Hovhanesyan and other inmates in Shusha prison until his group were banned from monitoring prison conditions.

    Despite repeated calls on 27 March, Forum 18 was unable to reach Shusha prison director Abramyan.

    Nagorno-Karabakh's Constitution – adopted by referendum in December 2006 – required all citizens to take part in defence and made no provision for an alternative non-military service (see F18News 9 November 2006 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=866).

    Sargsyan of the Department for National Minorities and Religions defended the lack of an alternative to compulsory military service. He cited the long-running unresolved conflict with Azerbaijan, which insists that Nagorno-Karabakh is an integral part of its territory. "The international community is to blame that we don't have such a law on alternative service," he insisted. "If one was adopted, what would we do if 10,000 young men refused to serve in our armed forces? That's why we're not in a hurry to adopt this law."Sargsyan stressed that he was speaking to Forum 18 in an individual capacity, not in the name of the government. "I've been in this job for four months, but my post has not been confirmed," he explained. "Only when the 1997 Religion Law is amended to include the role of this office can my responsibilities be confirmed."

    Despite repeated calls on 27 March, Forum 18 was unable to reach Ashot Gulyan, speaker of Nagorno-Karabakh's parliament. He had told Forum 18 in 2006 that a Law on Alternative Service would not be adopted until the conflict over the territory had been resolved (see F18News 9 November 2006 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=866).

    A previous victim of Nagorno-Karabakh's policy of insisting that all conscripts must swear an oath of allegiance before they begin their military service was Gagik Mirzoyan, a member of a local Council of Churches Baptist congregation. He also refused to bear arms. After being forcibly taken to a military unit in December 2004 and beaten, he was then imprisoned for refusing military service. He was freed in September 2006 and transferred to a military unit, where he was able to serve without swearing the oath and without bearing arms (see F18News 9 November 2006 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=866).

    Mirzoyan's military service should have ended on 29 December 2007, but he was released only on 4 January. "Gagik was summoned again on 3 January and told that if he refused to swear the oath they would not let him home," local Baptists told Forum 18 back in January. "He told them he had not changed his view and would continue to refuse to swear the oath, whatever consequences that would bring. Seeing his firmness on this issue they handed him his military card and allowed him to go home." On his military record card, which Mirzoyan has, the section headed "Oath" was crossed out.

    Unlike in earlier years, neither the Jehovah's Witnesses nor the Council of Churches Baptists – who refuse to apply for state registration in any former Soviet state - report any current harassment of their religious activity.

    Sargsyan of the Department for National Minorities and Religions told Forum 18 that until the Religion Law is changed, no religious communities apart from the dominant Armenian Apostolic Church will be able to get legal status.

    "We have emergency military rule at the moment because of the unresolved conflict so all religious communities should be registered," he insisted. "But the current law does not have provision for that. The Armenian Apostolic Church's status is recognised in our Constitution, but no other religious communities have legal status. This must be changed." He told Forum 18 the status of his department needed to be enshrined in the law and a mechanism for registering religious organisations enacted. (END)

    Further coverage of freedom of thought, conscience and belief in Nagorno-Karabakh is at http://www.forum18.org/Archive.php?query=&religion=all&country=22

    A printer-friendly map of the disputed enclave of Nagorno-Karabakh is available at http://www.nationalgeographic.com/xpeditions/atlas/index.html?Parent=asia&Rootmap=azerba within the map titled 'Azerbaijan'.

    Portugal: Crimes nas escolas aumentam



    Crimes nas escolas aumentam

    2008/03/26 23:22
    Cláudia Lima da Costa

    Escola Segura: PSP apreendeu 13 armas de fogo no ano lectivo 2006/2007

    No ano de 2006/2007 a criminalidade registada pela PSP e pela GNR, no âmbito do programa «Escola Segura», aumentou. Os dados revelados ao PortugalDiário pelo Gabinete do Coordenador de Segurança (GCS), dão conta de um aumento de 2,4 por cento na área da PSP e de 92,3 por cento na escolas patrulhadas pela Guarda.

    O aumento de delitos na zona da GNR corresponde a mais 298 ocorrências registadas, no total de 621. «Os crimes que mais aumentam são o vandalismo/dano, mais 193 por cento, e o furto, mais 74 por cento», adiantou o secretário-geral do GCS, o general Leonel Carvalho. O aumento de criminalidade registada junto às escolas é ainda mais evidente, tendo em conta que o número de horas de patrulhamento «diminuiu».

    Roubo diminui 27 por cento

    Nas aéreas escolares patrulhadas pela PSP foram registadas 2986 ocorrências, mais 70 do que no ano lectivo anterior. Os dados estatísticos a que o PortugalDiário teve acesso revelam que o crime de roubo, um dos que mais preocupa alunos, pais e professores, diminuiu 27 por cento, isto é, menos 158 roubos. A PSP atribui a redução deste crime ao reforço de medidas preventivas e operações de fiscalização.

    Segundo o relatório da PSP, estes crimes ocorrem na maior parte das vezes nos percursos casa/escola, à tarde, entre as 16h e as 20h, no horário de inverno, depois de escurecer. Os suspeitos são geralmente ex-alunos que actuam em grupo e atacam «prioritariamente» alunos com idades entre os 11 e os 15 anos.

    Segundo a mesma fonte, há também um número significativo de roubos levados a cabo por toxicodependentes que usam facas ou seringas. Os roubos são praticados «muitas vezes» com simulações de armas de fogo, que podem ser armas de alarme ou armas de brinquedo.

    PSP apanha 13 armas de fogo

    No último ano lectivo, a PSP registou 67 ocorrências de posse e uso de arma, mais 6,3 por cento do que no ano anterior. No total foram apreendidas 260 armas: 13 armas de fogo, 165 armas brancas e 82 de outro tipo, normalmente réplicas de armas de fogo.

    Segundo a polícia, 64 por cento das ocorrências relacionadas com armas envolvem a utilização de facas ou canivetes, no entanto, em cinco por cento dos casos são usadas armas de fogo adaptadas. A PSP salienta que o uso de pistolas nas escolas é «raro», mas as armas a fingir, as pistolas de mola ou pressão de ar são mais frequentes.

    Quarta-feira, Março 26, 2008

    Grande porção de gelo separa-se da Antárctica



    26/03 20:20 CET

    Grande porção de gelo separa-se da Antárctica

    Um enorme bloco de gelo, com mais de 400 quilómetros quadrados, está a separar-se da Plataforma de Wilkins, na Antárctica. O fenómeno foi detectado através de imagens de satélite e, segundo vários cientistas, é uma consequência do aquecimento global. A Plataforma de Wilkins estende-se por 13.000 quilómetros quadrados, no extremo Norte do continente, a 1600 quilómetros da América do Sul.

    O Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas presidido por Rajendra Pachauri - Prémio Nobel da Paz de 2007 - manifestou preocupação com a aceleração do degelo na Antárctica.

    O cientista indiano explica que podem produzir-se "mudanças abruptas e irreversíveis. O colapso de grandes corpos de gelo pode resultar num aumento de vários metros do nível dos mares". Uma hipótese para a qual, sublinha Pachauri, "é preciso estar atento".

    A desintegração da planície gelada começou a 28 de Fevereiro, com a separação de um grande "iceberg" de 98 quilómetros quadrados.

    A Plataforma de Wilkins começou a diminuir significativamente nos anos noventa. Em 98, perdeu dez mil quilómetros quadrados numa questão de meses.

    Prossegue o degelo na Antártida: Um bloco de gelo de 41 quilómetros começou a desintegrar-se



    Publicação: 26-03-2008 15:23 Última actualização: 26-03-2008 15:31

    Prossegue o degelo na Antártida

    Um bloco de gelo de 41 quilómetros começou a desintegrar-se

    O degelo na Antártida não dá sinais de abrandamento. Um bloco de gelo com 41 quilómetros de comprimento e dois e meio de largura começou a desintegrar-se devido ao aquecimento global.

    Dados de satélite revelados pelo NSIDC (Centro Nacional de Neve e Gelo da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos), mostram que o efeito de degelo se faz sentir sobre uma superfície de 414 quilómetros quadrados que faz parte da plataforma de gelos Wilkins.

    O fenómeno começou em 28 de Fevereiro quando repentinamente se desprendeu, na zona sudoeste de Wilkins, um iceberg com 25,5 quilómetros de comprido por 2,4 quilómetros de largura.

    Este movimento iniciou o desaparecimento de uma zona de gelo com 569 km2, dos quais 414 Km2 já desapareceu.

    A banquisa de Wilkins tem uma superfície de 12.950 Km2 e está actualmente preso por uma estreita banda de gelo de 5,6 quilómetros de largura, informa o NSIDC. É a maior banco de gelos da Antártida.

    Se os gelos continuarem a recuar, esta banda de gelo pode-se desintegrar-se e perder metade do banco de gelo nos próximos anos, diz o comunicado do NSIDC.

    O banco de gelos Wilkins existe há várias centenas de anos, mas nos últimos 50 anos, a parte ocidental da península da Antártida registou o maior aumento de temperatura de todo o globo, meio grau Celsius em cada dez anos.

    O ar mais quente e as vagas do oceano começaram a provocar a sua deslocação. Esta é a época mais quente do ano na Antártida, pelo que os cientistas não prevêem mais desintegrações importantes dos gelos de Wilkins nos próximos meses.

    David Vaughan, cientista da organização britânica British Antarctic Survey, considera que a desintegração dos gelos de Wilkins não vai afectar directamente o nível da água dos mares. Porque o banco de gelos já estava a flutuar antes de se liquefazer.

    “Mas é mais uma indicação do impacto das mudanças climáticas na região”, disse.

    Em 1995, a banquisa Larsen A, com 75 km de comprimento e 37 Km de largura, desprendeu-se da Antártida e fragmentou-se em icebergues no mar de Weddel.

    Em 19 de Março um satélite da NASA observou a o afundamento da Larsen B, que tinha uma superfície de 3.850 Km2 e 200 metros de espessura, o que equivale a 720.000 milhões de toneladas de gelo.

    Nos últimos 50 anos fundiram-se mais de 13 mil quilómetros quadrados de gelo na Antártida. A este ritmo o degelo pode afectar a subida das águas dos mares. Segundo alguns cálculos o nível subiu três milímetros por ano de 1996 a 2006 e pode atingir um total de 1,4 metros até ao fim deste século.

    Portugal: Há mais de mil crimes por dia



    Há mais de mil crimes por dia

    2008/03/25 22:11
    Judite França

    Carjacking subiu 34 por cento, mas criminalidade violenta desceu 10. Números do relatório de Segurança Interna apontam para diminuição de casos de deliquência juvenil, mas atestam aumento de roubos por esticão na via pública

    MAI quer fazer contrato local de segurança com as autarquias e apostar na videovigilância

    Há mais de mil crimes por dia em Portugal. Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, verificaram-se 391.611 casos de crimes participados às forças de segurança - mais de mil por dia. Apenas alguns dados foram avançados pelo ministro da Administração Interna, esta terça-feira, em conferência de imprensa, deixando para o final do mês a divulgação pública do documento na íntegra.

    Como já era do conhecimento público regista-se, em 2007, uma diminuição de 10,5 por cento da criminalidade violenta e grave - correspondendo a um decréscimo de 2.587 crimes -, relativos a homicídios e violações, e a um aumento da criminalidade participada, quando comparada com dados de 2006.

    Após reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, em São Bento, presidida pelo primeiro-ministro, Rui Pereira preferiu referir-se a este aumento na criminalidade geral como uma «estabilização», por se verificar apenas um acréscimo de 0,1 por cento, que corresponde a um aumento de 535 casos.

    Rui Pereira apontou ainda um aumento de 34 por cento nos crimes de carjacking - roubo de carros na estrada com ameaça de armas de fogo -, tendo subido de 365 para 488 casos, como o PortugalDiário tinha já avançado, reiterando as medidas que estão a ser planeadas, no âmbito tecnológico, contando com a intervenção de produtores e vendedores de automóveis.

    Antes da conferência de imprensa que juntou o ministro da Administração Interna, o ministro da Justiça e o secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, a TVI tinha já avançado alguns dados constantes no relatório. A corrupção e o tráfico de armas proibidas aumentaram, tal como os roubos na via pública, com esticão, e os assaltos a postos de abastecimento de combustível.

    Já a delinquência juvenil, segundos os dados divulgados pelo MAI e Ministério da Justiça, verificou um decréscimo de 3,6 por cento, e a criminalidade grupal uma diminuição de 7,1 por cento. Os dados atestam, também, que a delinquência juvenil verificou um decréscimo de 3,6 por cento (menos 206 casos).

    Contrato local da segurança

    Rui Pereira mencionou ainda algumas orientações estratégicas, inscritas pela primeira vez no relatório de segurança, esclarecendo a necessidade de cooperação com as autarquias, através de contrato local de segurança.

    Questionado pelos jornalistas sobre este documento, Rui Pereira explicou que «os custos serão partilhados com as autarquias, já que estes contratos implicam uma co-responsabilização» entre Governo e município e que cada um será objecto de um protocolo pormenorizado, tendo em conta as especificidades de cada concelho.

    «O Governo enviou um modelo geral de contrato local de segurança, que está a ser analisado pela Associação Nacional de Municípios Portugueses e que depois será objecto de pormenorizações nos vários municípios». Rui Pereira acrescentou ainda que o Governo fará uma aposta na «videovigilância» que, em colaboração com as autarquias, será instalada em vários locais do país.

    Escolas da Rússia terão aulas de religião para todos



    25/03/2008 18.13.48

    ESCOLAS DA RÚSSIA TERÃO AULAS DE RELIGIÃO PARA TODOS

    Moscou, 25 mar (RV) - A batalha do patriarcado ortodoxo para introduzir nas escolas o ensino obrigatório de religião se resolverá com um acordo.

    O Ministério da Educação decidiu que a medida será adotada a partir de setembro de 2009 para todas as principais confissões religiosas do país: a ortodoxia, o budismo, o islamismo e o judaísmo.

    É o que informa o jornal "Trud", segundo o qual a nova matéria será denominada "Cultura espiritual-moral". A aula será ministrada duas vezes por semana e terá no programa o estudo básico das religiões mais praticadas no país. Os expoentes destas quatro crenças participarão da elaboração dos programas e manuais.

    Um funcionário do Ministério informou que "ninguém obrigará os alunos a estudar orações ou ritos, pois a matéria será abordada do ponto de vista histórico e antropológico". (CM/BF)

    Professores defendem divisão por religião em escolas britânicas



    terça-feira, 25 de março de 2008, 15:27 Online

    Professores defendem divisão por religião em escolas britânicas

    O plano proposto pelo sindicato indignou os partidários da total separação da religião e o Estado

    Efe

    LONDRES - O sindicato britânico de professores defende a divisão por classes das diferentes religiões nas escolas públicas, no lugar de esses centros se limitarem a uma só confissão.

    De acordo com o plano do sindicato, o National Union of Teachers, os diretores das escolas poderiam encarregar imames, rabinos e sacerdotes de dividirem a parte do currículo correspondente à religião. Ao mesmo tempo, acabaria o direito atual dos colégios de selecionar os alunos de acordo com sua religião, informa o diário The Guardian.

    Segundo o secretário-geral do sindicato, Steve Sinnott, as diferentes comunidades seriam beneficiadas caso pudessem encontrar espaço em qualquer escola para acomodar alunos católicos, anglicanos, metodistas, judeus, muçulmanos etc. Esses centros deveriam pôr à disposição dos alunos das diferentes religiões um espaço destinado a orações e reconhecer as festas religiosas de cada comunidade.

    Deveriam ainda mostrar a máxima flexibilidade e permitir, por exemplo, que as alunas usassem o véu e que os estudantes de ambos os sexos exibissem outros símbolos de suas respectivas religiões.

    O plano proposto pelo sindicato indignou os partidários da total separação da religião e o Estado. "É um escândalo que um sindicato de professores proponha instrução religiosa nas escolas. Se os pais a querem, deveriam procurar proporcioná-la em casa ou nos locais de oração", criticou Keith Porteous Wood, diretor-executivo da National Secular Society.

    Um porta-voz da Igreja Anglicana também criticou o plano ao assinalar que "a instrução religiosa é responsabilidade das igrejas, mesquitas e templos".

    O plano não satisfaz também aos representantes das comunidades judaica ou muçulmana, que assinalam que muitos pais vão querer continuar enviando seus filhos a uma escola confessional, seja pública ou privada.

    Epidemia de dengue é a mais grave já registrada no Rio, diz Fiocruz



    25/03/2008 - 17h59

    Epidemia de dengue é a mais grave já registrada no Rio, diz Fiocruz

    LUISA BELCHIOR

    Colaboração para a Folha Online, no Rio

    O Rio vive sua mais grave epidemia de dengue, disseram nesta terça-feira especialistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em reunião para discutir a proliferação da doença no Estado. Repetindo crítica feita na segunda-feira (24) pelo ministro José Gomes Temporão, o grupo apontou ainda o modelo de assistência médica do Rio como um dos principais fatores para o número de mortes por dengue acima do esperado.

    "Em tese, era de se esperar que não houvesse nenhum caso de morte", disse o médico clínico e infectologista da Fiocruz Antonio Sérgio da Fonseca. "Havia um despreparo completo da rede de saúde do Rio".

    A gravidade do surto de dengue registrado este ano no Rio está relacionada, para os especialistas, a dois fatores: o retorno, após cerca de cinco anos, do vírus do tipo dois da doença e a demonstração que o Estado ainda pode enfrentar situações piores.

    "É a mais séria epidemia que já tivemos no Rio. Não pelo número de mortes, mas porque é um marcador do que ainda pode vir", disse Paulo Sabroza, epidemiologista da fundação.

    Embora tenha rechaçado o conflito político sobre a crise, o presidente da Fiocruz, Paulo Buss, afirmou que a epidemia já era previsível, com base na proliferação de casos em outros Estados, como Alagoas, Maranhão e Piauí, no ano passado. "Era visível que a dengue chegasse ao Rio com mais força", disse o presidente da Fiocruz.

    O epidemiologista da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Roberto Medronho, que também participou do encontro, defendeu uma mudança no programa de controle da doença como a principal forma de evitar novas epidemias. "Pode haver epidemias piores se não houver essas mudanças", completou Fonseca.

    A falta de adesão do município ao programa de saúde de família foi uma das principais falhas apontadas por pesquisadores do grupo. "O problema no Rio é que a solução acaba sendo dada nas emergências. A porta de entrada, o atendimento inicial, que é primordial na dengue, é dificultada hoje. Não há cuidado continuado", apontou a pediatra da fundação Elyne Engstrom.

    "E esse é o grande diferencial que o programa de saúde da família pode trazer", completou Antonio Sérgio. Segundo ele, a taxa de abrangência do programa é de 8% da população do Rio, enquanto no país esse percentual é, em média, de 80%.

    Procurada pela Folha Online, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio ainda não se manifestou sobre seu programa de saúde da família.

    Terça-feira, Março 25, 2008

    Aquecimento Global: é bem pior do que imaginamos!



    Aquecimento Global: é bem pior do que imaginamos!

    25.Mar.2008 Magno Oliveira*

    Com tantas mudanças climáticas, tufões, tsunamis, tempestades tropicais, furacões, não há dúvidas o planeta está com febre e o remédio é interno.

    Nos últimos anos nos deparamos com o aumento do desmatamento da floresta amazônica e nada fizemos, assistimos como verdadeiros seres passivos. A terra, porém nos deu uma dura e severa resposta, o que parecia impossível, até então, aconteceu vários rios da amazonas secaram a região virou um deserto e milhares de peixes morreram.

    A cada ano que passa a temperatura da terra aumenta o verão é cada vez mais quente, chega a ser insuportável, e o inverno é cada vez mais frio, o resultado: vários idosos estão morrendo no continente Europeu, seja pelo frio intenso ou pelo calor absurdo.

    Em vários países do mundo a cada ano que passa aumentam o número de queimadas, e surgem novas doenças tropicais, um exemplo disso e que hoje já faz parte do nosso dia-a-dia é a dengue que todo verão leva milhares de pessoas contaminadas aos hospitais e postos de saúde.

    Depois de assistirem à destruição do planeta realizada dia-a-dia por nós, seres humanos, os governantes resolveram reagir e assinaram acordos de redução de emissão de poluentes na atmosfera e passaram a apoiar projetos denominados ecologicamente corretos, mas a tarefa de acabar ou pelo menos reduzir o aquecimento global também é nossa, e deve ser desempenhada todos os dias, caso o contrário o nosso maior pesadelo se tornará nossa pior realidade.

    *estudante do 3º semestre de jornalismo

    magnoliveira1012@yahoo.com.br

    ONU faz ultimato para salvar 90 milhões de pobres da fome




    ONU faz ultimato para salvar 90 milhões de pobres da fome

    HELENA TECEDEIRO

    PAM dá quatro semanas a doadores para cederem 500 milhões de dólares

    O Programa Alimentar Mundial deu quatro semanas aos países doadores para cederem 500 milhões de dólares (324 milhões de euros). Um "apelo de extrema urgência" que a agência das Nações Unidas diz ser necessário para evitar o racionamento da ajuda alimentar a 73 milhões de pobres perante o aumento do preço dos produtos básicos e matérias-primas.

    O diário britânico Financial Times, que teve acesso a uma carta enviada pelo PAM aos países doadores, garante que esta alerta para o facto de, se a 1 de Maio "o dinheiro não tiver chegado, a ajuda alimentar no mundo será cortada".

    Todos os anos, o PAM ajuda 90 milhões de pessoas em 78 países, destas, quase 60 milhões são crianças.

    "Pedimos ao governo para ser tão generoso quanto possível", escreve Josette Sheeran, directora executiva do PAM, na carta a que o Financial Times teve acesso. Neste momento, o PAM deve entre 600 e 700 milhões de dólares, depois de o preço dos alimentos ter subido 20% nas últimas três semanas. Se juntarmos o petróleo acima dos cem dólares e o aumento no peço dos transportes marítimos, a distribuição dos alimentos torna-se cada vez mais difícil de executar.

    Os Estados Unidos, com mil e cem milhões em 2007, é o país que mais contribui para o PAM. A União Europeia, com 250 milhões, e o Canadá, com 160 milhões, são o segundo e terceiro doadores em termos monetários.

    Se conseguir os 500 milhões que pediu, o PAM conseguirá aumentar o seu orçamento para 3,4 mil milhões de dólares, o dobro do que a agência da ONU gastou em 2000.

    Segundo os analistas, o aumento do preço dos alimentos deve-se a um forte aumento da procura nos países desenvolvidos, aliado ao crescimento da população mundial, às cada vez mais frequentes catástrofes naturais (inundações, secas prolongadas) que afectam as culturas e à crescente procura dos cereais para fabrico de biodiesel. "A subida dos preços não mostra sinais de estar prestes a terminar", escreve Sheeran.

    O Financial Times usa o arroz como exemplo da subida dos preços. O cereal, alimento fundamental, por exemplo, para 2500 milhões de pessoas no Sudeste asiático, atingiu o preço recorde dos últimos 34 anos. O motivo? As restrições à venda impostas por países exportadores como Vietname, Tailândia, India ou Egipto, ao que importadores como as Filipinas responderam com uma corrida aos mercados para garantir o abastecimento.

    Uma situação que se pode revelar desastrosa e que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, resumiu desta forma: "Esta é a nova face da fome, que afecta cada vez mais comunidade até aqui protegidas". No Egipto, o Governo já recorreu aos militares para distribuir os alimentos, de forma a evitar distúrbios.

    Segunda-feira, Março 24, 2008

    Rio vive epidemia de dengue, com 20,2 mil casos



    Quinta-feira, 20 março de 2008

    Rio vive epidemia de dengue, com 20,2 mil casos

    Cidade tem 346 confirmações para cada 100 mil habitantes; prefeitura diz que tendência é de queda

    Fabiana Cimieri e Felipe Werneck, RIO

    Apesar de a prefeitura do Rio não admitir, a cidade vive uma epidemia de dengue, que, de acordo com a classificação do Ministério da Saúde, se configura quando a taxa de incidência é superior a 300 casos por 100 mil habitantes. Desde janeiro até ontem, a capital fluminense registrou 20.269 doentes ou 346 casos por 100 mil habitantes. Representa uma média de 256 registros por dia. Nos bairros onde a situação é mais crítica, a taxa chega a ser 20 vezes maior do que o mínimo necessário para caracterizar epidemia.

    Na zona oeste já são 6.968,9 casos por 100 mil habitantes. A situação é crítica também em Camorim, Gardênia Azul e Anil. Alguns bairros da zona norte e região central, como Jacaré e Saúde, lideram o ranking. Ao contrário do que acontece no Rio, no restante do País há uma queda - 40% de redução nas primeiras cinco semanas em relação a 2007.

    O prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), em entrevista por e-mail, afirmou que os casos estão declinando. “Os números de confirmação de dengue por exames laboratoriais chegam defasados. Quando fazemos as correções por amostras e exames laboratoriais, confirmamos que o pico se deu entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. Neste momento estamos com curva declinante que só podemos confirmar em mais uns dias”, diz. “Mas podemos confirmar desde já que os novos casos de letalidade estão caindo com as medidas adotadas”, acrescentou.

    O diretor-geral do Hospital Estadual Getúlio Vargas, Marcelo Soares, discorda da análise do prefeito. Ele acredita que a epidemia possa aumentar com as chuvas. Soares, que dirige o hospital com o maior número de leitos para pacientes com dengue, disse que cerca de 80% das pessoas chegam à unidade com suspeita da doença. “O pior é que a maioria se confirma, porque nos primeiros sete dias o exame de sangue não detecta a dengue.” Soares afirma ainda que a letalidade da doença está maior, atingindo principalmente crianças.

    No fim da tarde, a Secretaria Estadual da Saúde atualizou para 32.615 o total de casos neste ano, mas ainda não havia cálculo por 100 mil habitantes. Até ontem, 96 mortes suspeitas haviam sido notificadas no Estado. Dessas, 47 foram confirmados e metade (24) é de crianças. São casos como o da menina Thaissa Vieira, de 6 anos, internada há três dias no Getúlio Vargas. A mãe, Rosana, conta que ela já havia passado pelo posto de saúde, que não diagnosticou a doença, e foi liberada pelo Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, onde mora. “Lá viram que ela estava com dengue, mas não internaram.” Como a menina piorou, a mãe procurou outro hospital, onde foi diagnosticada dengue hemorrágica.

    Algumas vezes, a dengue não se manifesta com todos os sintomas clássicos - febre, dores na cabeça e no corpo - e acaba sendo descoberta por acaso. O menino Sanderson, de 6 anos, estava com pneumonia e o exame de dengue só foi feito porque ele queixou-se de dores abdominais e apareceram manchas roxas no corpo, sintomas da dengue hemorrágica.

    O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, disse que irá apresentar uma notícia-crime no Ministério Público para tentar responsabilizar as três esferas de governo pela epidemia.

    TRANSMISSÃO VERTICAL

    Combater focos de água suja, como fossas e valas, com o objetivo de impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, é um “desserviço” à população, afirma o entomologista Ricardo Lourenço de Oliveira, pesquisador do Laboratório de Transmissores de Hematozoários da Fundação Oswaldo Cruz. “Criadouros de água suja não são importantes porque as fêmeas procuram água limpa”, diz o pesquisador, autor do livro Principais Mosquitos de Importância Sanitária no Brasil (Editora Fiocruz). Oliveira pesquisou a transmissão vertical do vírus - quando o mosquito nasce infectado. Segundo ele, experimentos em laboratórios mostram que a taxa média varia de 20% a 40%. Como as fêmeas representam metade dos mosquitos, a taxa de transmissores varia de 10% a 20%. As fêmeas vivem até um mês.

    Uma grave crise mundial nas fontes de água potável


    Uma grave crise mundial nas fontes de água potável

    LUÍS NAVES

    A cada 20 segundos, morre uma criança com alguma doença relacionada com a falta de água potável. Isto origina um holocausto anual de 1,5 milhões de vidas. Mais de mil milhões de pessoas têm dificuldades de acesso a água segura e 2,6 mil milhões não dispõem de instalações sanitárias. A ONU, que celebrou ontem o Dia Mundial da Água, quer reduzir o número de pessoas nesta situação para metade, até 2015.

    Este objectivo é uma verdadeira corrida contra o tempo e será difícil de alcançar: de um lado, estão as alterações climáticas ou os problemas económicos; do outro lado, avanços tecnológicos e novas técnicas de gestão. A água é um bem escasso e a ciência conhece esse facto há muito tempo, mas as crescentes necessidades estão a colocar outra pergunta: até que ponto existe uma crise mundial no acesso à água potável?

    Em várias regiões do planeta acumulam-se indícios de faltas de água crónicas. No Médio Oriente, por exemplo, a crescente escassez está a preocupar os decisores políticos e pode vir a ser motivo de novos conflitos. Israel é um exemplo: o país atravessa uma seca há uma década e a sua agricultura usa proporção considerada excessiva da água disponível. Com os aquíferos debilitados e as unidades de dessalinização a um terço do necessário, o Governo foi forçado a reduzir para metade a água agrícola e aposta na reciclagem.

    Partes de África estão em situação complicada. O lago Chade abastece 30 milhões de pessoas mas, no espaço de uma geração, encolheu para um décimo do tamanho original, o que é visível em imagens de satélite.

    Um estudo agora publicado na revista Nature aponta para soluções práticas na crise de água no planeta. A potável equivale a 3% da que existe na Terra; dois terços dessa água segura encontram-se em glaciares que o aquecimento global está a destruir; a de superfície equivale a menos de 1% da potável, ou 0,03% do total; e só 2% destes 0,03% estão em rios.

    O estudo defende que as mudanças climáticas estão a ter impacto na escassez. E o sector da agricultura terá de reduzir o seu consumo, que se calcula seja, nos EUA, de 40% do total de água potável extraída.

    A dessalinização é um processo dispendioso em energia e as técnicas de desinfecção causam problemas ambientais. Mas o problema é também económico, com os países pobres a sofrerem mais. A falta de água potável é uma das causas da pobreza, além de seu efeito: 6% de todas as doenças são causadas por falta de água segura e de saneamento básico.

    Não admira que a ONU esteja pessimista em relação aos seus objectivos de 2015. Segundo escrevia o secretário-geral Ban Ki-moon, numa mensagem por ocasião do Dia Mundial da Água, "em 2015, 2,1 mil milhões de pessoas não terão saneamento básico. Ao actual ritmo, a África subsariana não atingirá a meta [da ONU] antes de 2076".

    Área florestal: desaparecem 40 mil campos de futebol por dia



    Área florestal: desaparecem 40 mil campos de futebol por dia

    A superfície florestal mundial está a desaparecer a um ritmo equivalente a 40 mil campos de futebol por dia, segundo as conclusões de um relatório da organização ecologista WWF, publicado hoje, Dia Mundial da Floresta.

    De acordo com o relatório da World Wildlife Fund (WWF), citado pelo diário espanhol El Mundo, a floresta ocupa actualmente uma superfície de 3.866 milhões de hectares, cerca de metade do espaço que ocupava há oito mil anos.

    Só na última década desapareceram quase 94 milhões de hectares de floresta, o equivalente a 5,6 milhões de campos de futebol por ano.

    O abate ilegal de árvores e a desflorestação para cultivo agrícola são os principais responsáveis por estes números, a par dos incêndios.

    Actualmente, só um quinto da superfície florestal está num estado considerado de «conservação favorável», adianta ainda o relatório.

    Diário Digital / Lusa
    21-03-2008 21:42:00

    EUA: Padre de Taunton reformado acusado de abuso sexual



    Padre de Taunton reformado acusado de abuso sexual

    By: Gatehouse Media service

    03/21/2008

    TAUNTON - Um popular padre aposentado que exerceu sacerdócio em Taunton durante anos, foi despojado da afiliação com a Igreja Católica, anunciou hoje a Diocese de Fall River. O Reverendo Bento Braga é acusado de uma conduta imprópria sexual com um menor aproximadamente há 30 anos, de acordo com um comunicado da Diocese.
    Foi afastado do sacerdócio de acordo com os regulamentos da Diocese e dos Bispos norte-americanos.

    Fraga não pode mais exercer as suas funções ou viver na Reitoria de Santo António, onde residia desde que se aposentou em 2005, dando um fim a cerca de 50 anos de sacerdócio.

    A Diocese deu conta em Janeiro dos alegados abusos sexuais e iniciou as suas próprias investigações, segundo o comunicado. "Apesar do Padre Fraga ter negado a alegação, a junta consultiva determinou que a alegação é credível," relata o comunicado.

    Fraga é acusado de uma ofensa de má conduta sexual com um menor numa casa privada em 1979. Era pastor da Paróquia do Espírito Santo em Attleboro nessa altura.

    "É uma matéria para Barnstable agora," afirmou Greg Miliote, porta-voz do escritório do Bristol County District Attorney. "Neste momento não temos qualquer comentário a tecer sobre o caso."

    Foram distribuídas cartas do Bispo George W. Coleman anunciando o despojamento de Fraga aos paroquianos das paróquias onde exerceu funções desde a sua ordenação em 1956, sendo as mais recentes as de Santo António e São Paulo em Taunton.

    Mudou-se para a paróquia de São José em Taunton em 1969 e passou 35 anos em paróquias em Attleboro, New Bedford e Provincetown, antes de se reformar com a idade de 75 anos.

    Pede-se a alguém que tenha informação sobre a acusação, para contactar Arlene McNamee do escritório de protecção das crianças dos serviços sociais católicos no 508-674-4681 ou o escritório do Barnstable County District Attorney através do 508-362-8110.

    Missões do Padre Fraga nas seguintes paróquias:

    Ordenado em 1956

    1956 - Paróquia de St. John of God, Somerset

    1969 - Paróquia de St. Joseph, Taunton

    1972 - Paróquia do Holy Ghost, Attleboro

    1985 - Paróquia de St. John the Baptist, New Bedford

    1987 - Paróquia de St. Peter the Apostle, Provincetown

    1992 - Paróquia de St. Paul, Taunton

    Aposentou-se em 2005 com 75 anos de idade

    Sexta-feira, Março 21, 2008

    México: Pelo menos 24 espécies de orquídeas desaparecidas numa década



    México: Pelo menos 24 espécies de orquídeas desaparecidas numa década

    México, 21 Mar (Lusa) - Os furacões, os incêndios, a desflorestação descontrolada e a imigração que passa pelo Sul do México afectaram as orquídeas, uma flor exótica, que em dez anos viu desaparecer pelo menos 24 espécies, informaram hoje investigadores universitários.

    Peritos da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM) realizaram estudos no Parque Nacional Lagunas de Montebello, localizado no Estado de Chiapas (Sul), com fronteira com a Guatemala, una zona protegida que conta com o habitat mais diverso deste tipo de flora no México.

    O especialista Gerardo Salazar, do Instituto de Biologia da UNAM, assinalou que os factores citados, assim como o comércio ilícito destas plantas, levaram a que se perdesse a biodiversidade no ecossistema das orquídeas das Lagunas de Montebello.

    Isso deu azo a que já não exista uma grande variedade de orquídeas numa comunidade "onde era possível encontrar até 200 espécies dessa flor num hectare de bosque", salientou o cientista.

    Embora muitos tipos de orquídeas não estejam em "iminente risco" no México, poderão vir a ficar "se continuarem a verificar-se factores como a desflorestação descontrolada e a extracção ilegal para a sua venda, sobretudo nas ruas e mercados das grandes cidades do país, indicou o biólogo da UNAM.

    Salazar citou o exemplo da orquídea conhecida como Flor de Maio (Laelia speciosa), que habita nos bosques de azinheiras e se extrai a "taxas alarmantes" que a põem em perigo.

    O perito mexicano destacou que no mundo há cerca de 25 mil espécies de orquídeas, existindo só no México 1.300 espécies, 40 por cento delas endémicas, que não se dão de forma natural em nenhum outro local.

    A orquídeo-flora deste país caracteriza-se pela "alta proporção de espécies exclusivas", com níveis semelhantes aos da África do Sul, o Sudeste do Brasil e Madagáscar, comentou o perito.

    TM.
    Lusa/Fim
    © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-03-21 01:05:01

    Quase 4.000 soldados americanos morreram em cinco anos de guerra no Iraque



    Quase 4.000 soldados americanos morreram em cinco anos de guerra no Iraque

    BAGDÁ (AFP) — Cinco anos depois de os primeiros tanques do Exército dos Estados Unidos terem entrado em território iraquiano, o número de soldados americanos mortos está chegando à marca simbólica dos quatro mil.

    Desde o dia 20 de março de 2003, morreram 4.298 soldados da coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos. Deste total, 3.991 são americanos, 175 são britânicos e 133 são cidadãos de outros países, segundo uma contagem da AFP baseada em dados publicados pelo site independente
    www.icasualties.org.

    Além disso, de acordo com a contagem de outro site, o Irak Body Count, pelo menos 81.639 civis iraquianos morreram durante o mesmo período.

    As forças de segurança iraquianas perderam cerca de 12.000 policiais, segundo as autoridades do país.

    Cerca de 40% dos soldados morreram em atentados, a maioria provocada por bombas caseiras escondidas nas estradas.

    Estes artefatos obrigaram o Pentágono a enviar ao Iraque veículos mais modernos, com blindagens mais resistentes.

    O ano mais sangrento para o Exército americano foi 2007, com 901 mortos. Houve 849 mortos em 2004, 846 em 2005 e 822 em 2006.

    Desde que o presidente George W. Bush anunciou o "fim da guerra", no dia 1 de maio de 2003, 3.854 soldados americanos morreram no país árabe.

    75% dos soldados americanos mortos no Iraque são brancos, 10,72% são hispânicos e 9,4% são negros. Também faleceram 102 mulheres, ou seja, 2,38% do total de baixas.

    Quinta-feira, Março 20, 2008

    Guerra no Iraque já custa mais de US$ 500 bilhões



    19/03/2008 - 14h03

    Guerra no Iraque já custa mais de US$ 500 bilhões

    Colaboração para a Folha Online

    da Folha Online

    Embora a violência tenha caído no Iraque, os recursos gastos com a segurança do país só aumentam. Segundo a ONG National Priorities Project, um grupo independente que visa medir os gastos governamentais em diversas áreas, os conflitos já consumiram mais de US$ 504 bilhões [R$ 859,82 bilhões] dos cofres públicos americanos.

    Em 2008, a guerra vai iniciar seu sexto ano, com gastos de aproximadamente US$ 12 bilhões [R$20,47 bilhões] por mês, segundo informações do prêmio Nobel de economia Joseph E. Stiglitz e da professora Linda J. Bilmes, no livro "The Three Trillion Dollar War" ("A Guerra de Três Trilhões de Dólares", em tradução livre).

    Segundo o estudo, a taxa é o triplo da registrada nos primeiros anos da guerra. Após 2008, os autores prevêem gastos de US$ 2 trilhões [R$3,4 trilhões] com os conflitos, se as tropas permanecerem no Iraque até 2010. Somente os juros dos empréstimos para manter a guerra representam um gasto de US$ 816 bilhões [R$1,39 trilhão], de acordo os pesquisadores. O total supera os US$ 670 bilhões [1,14 trilhão] gastos em 12 anos da Guerra do Vietnã.

    Antes da invasão do Iraque, o então diretor do governo para o Orçamento, Mitch Daniels, rejeitou uma estimativa feita pelo assessor de economia Lawrence Lindsey, segundo o qual os EUA gastariam entre US$ 100 bilhões e US$ 200 bilhões [entre R$170 bilhões e R$ 341 bilhões].

    Entre os custos antes não computados estão o ônus da recuperação de Forças Armadas sobrecarregadas por várias missões, o crescimento menor da economia norte-americana no longo prazo e dos gastos com o tratamento médicos de veteranos da guerra.

    Os pesquisadores basearam suas projeções parcialmente em guerras ocorridas no passado e incluíram entre os custos o aumento no preço do petróleo, o aumento do déficit norte-americano e uma maior insegurança no cenário mundial decorrente do conflito.

    As projeções da Comissão de Orçamento do Congresso para os próximos anos mostram gastos próximos do previsto pelos autores, entre US$ 1,2 trilhão [R$ 2,04 bilhões] e US$ 1,7 trilhão [R$ 2,9 bilhões], mas para as duas guerras nas quais os Estados Unidos estão envolvidos -- no Iraque e no Afeganistão.

    Os números não incluem os custos das guerras para o resto do mundo. No Iraque, por exemplo, a invasão promovida em 2003 --com devastadores ataques aéreos-- destruiu grande parte dos sistemas elétricos e de infra-estrutura, como refinarias, fábricas, hospitais, escolas e outros pilares de qualquer economia.

    As razões para os crescentes gastos são várias, dizem os autores. Elas vão desde o surgimento de novas unidades no Iraque, aumento no preço dos combustíveis, novos bônus para realistamento e a necessidade de renovação de equipamentos militares destruídos.

    US$ 300 milhões/dia

    As estimativas sobre os custos da guerra variam devido a uma série de fatores --principalmente relativos aos itens contabilizados como gasto direto ou indireto.

    Segundo o jornal americano "New York Times", a operação militar em si -- helicópteros, tanques, combustível, salários para soldados, salários para reservistas e terceirizados, custos de reconstrução do Iraque -- custa cerca de US$ 300 milhões [R$ 511,8 milhões] por dia.

    O valor significa cerca de US$ 2 bilhões [R$ 3,4 bilhões] por semana e até US$ 700 bilhões [R$ 1,2 trilhão] em gastos diretos durante toda a guerra.

    Orçamento

    Em fevereiro de 2007, o presidente dos EUA, George W. Bush, propôs um orçamento total para o governo de US$ 2,9 trilhões [R$ 4,9 trilhões] em 2008.

    Destes, US$ 624,6 bilhões [ pouco mais de R$ 1 trilhão] --mais de um quinto do total do Orçamento para 2008-- serão destinados para gastos militares

    Bush prevê que vai gastar US$ 145 bilhões [R$ 247 bilhões] só com as guerras no Iraque e no Afeganistão neste ano.

    Os custos incluem também a substituição de equipamentos perdidos em combate. Já para 2009 o Orçamento até agora prevê apenas US$ 50 bilhões [ cerca de R$ 85 bilhões] -- e não pede nenhum recurso para os anos seguintes.

    Quarta-feira, Março 19, 2008

    Mais de um bilhão de seres humanos não têm acesso à água



    Brasília, quarta-feira, 19 de março de 2008

    Mais de um bilhão de seres humanos não têm acesso à água

    Da France Presse
    19/03/2008

    12h00-PARIS (França) - A ONU dedica esta quinta-feira a uma Jornada Mundial da Água, cuja escassez afeta mais de um bilhão de seres humanos, situação que ficará ainda pior no futuro sob a dupla pressão do aquecimento global e da demanda exponencial da população mundial. Neste ano a data - adiantada desta vez em dois dias por causa do fim de semana de Páscoa - permite medir a ausência de progressos: hoje, um terço da população mundial (2,4 bilhões de pessoas) continua a viver sem acesso a um produto de qualidade. A cada dia, 25.000 pessoas morrem devido à falta de infraetrutura, sobretudo crianças.

    Diante deste panorama, a 7ª Meta de Desenvolvimento para o Milênio, adotada em 2002 na reunião de cúpula de Johannesburgo, fica praticamente impossível de ser atingida. O acordo estipula a redução, pela metade, até 2015, do número de humanos sem acesso à água potável. Seria necessário que, a cada ano, até o final do prazo estabelecido, mais 100 milhões de pessoas tivessem água em condições de consumo, ou 274.000 por dia.

    Para que a água seja igualmente distribuída pelo planeta, e para que uma água de qualidade seja acessível a todos, é preciso pagar o preço. "Globalmente, ela é abundante em lugares onde não há ninguém", afirma Pierre Chevallier, especialista em Recursos de água do Instituto (francês) de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD): a região amazônica do Peru ou do Equador, pouco povoada, é rica em fontes de água, enquanto que toda a costa do Pacífico, pulmão econômico que abriga grandes cidades está seca, até o Chile.

    "A situação vai piorar com o aquecimento global, que acelerará os fenômenos de evaporação e do derretimento das geleiras e reduzirá ainda mais a quantidade de água disponível", explica Chevallier. "Com a pressão demográfica: não apenas a população mundial aumenta, mas também as exigências desta população com a melhoria de suas condições de vida nas grandes países emergentes".

    Hoje a água reservada ao uso doméstico - consumo humano e à higiene dos lares - serve apenas para 10% do consumo planetário (contra 20% para a indústria, principalmente para a produção de energia e 70 % para a agricultura em média). Mas consideráveis disparidades são registradas em regiões como a Ásia, onde a agricultura pode absorver mais de 85% das reservas.

    "O consumo de água varia sobretudo de acordo com critérios econômicos e culturais e países que produzem pouco como os do Golfo podem estar também entre os grandes consumidores", ressalta o pesquisador. Em média, um cidadão norte-americano consome 500 litros de água/dia e um europeu 200 a 300 litros, quando um africano da região saariana dispõe de 10 a 20 litros de água/dia para uso doméstico. E estes desequilíbrios, quantitativos e qualitativos, vão se exacerbar.

    Alguns hábitos alimentares, adotados devido à melhoria da qualidade de vida, envolvem particularmente altos índices de consumo: 15.500 litros de água são necessários para produzir um quilo de carne de boi industrializado, lembra a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o Programa da ONU para Meio Ambiente (PNUE), com uma população de 1,5 a 1,8 bilhão até 2050, a Índia terá necessidade 30% de água a mais do que dispõe hoje, enquanto que sua agricultura, sobretudo a rizicultura, já absorve cerca de 90% dos recursos disponíveis. "O problema é que estocar ou transportar a água necessita de investimentos colossais", ressalta Pierre Chevallier. "Isso não é tecnicamente impossível, mas os países que têm mais necessidade geralmente não possuem os meios".

    Satélites da Nasa confirmam degelo na calota polar ártica



    Satélites da Nasa confirmam degelo na calota polar ártica

    Plantão Publicada em 19/03/2008 às 00h34m

    EFE

    WASHINGTON - A espessura de trechos de gelo ártico mais antigos continuou diminuindo em decorrência do aumento das temperaturas globais, revelaram as últimas fotografias por satélite divulgadas pela Nasa, a agência espacial americana. De acordo com dados fornecidos pela agência, há alguns anos o gelo perene cobria entre 50% e 60% do Ártico. Neste ano, cobre menos de 30%.

    "A diminuição do gelo perene reflete a tendência de aquecimento climático a longo prazo e é resultado de um maior degelo no verão (hemisfério norte) e de um maior afastamento do gelo mais antigo" da zona polar, disse a Nasa em comunicado.

    Segundo dados fornecidos pelo satélite ICESat da Nasa, "o Ártico perdeu 2,5 milhões de quilômetros quadrados de gelo perene devido ao derretimento, a metade entre fevereiro de 2007 e fevereiro de 2008", disse em entrevista coletiva por telefone Walt Meier, do Centro Nacional de Dados sobre o Gelo e a Neve. "A maior espessura é um indicador da saúde durante um longo lapso do gelo, e neste momento (sua redução) não é um bom indício", acrescentou.

    Por outro lado, essas mesmas imagens da Nasa indicam que o último inverno no hemisfério norte, que foi mais frio que o habitual na zona, produziu um aumento do gelo marinho. Esse gelo novo impede que o Ártico seja um mar aberto durante o inverno, mas é frágil e muito mais suscetível ao vento e ao aumento das temperaturas que se mantém inalterável durante muitos anos, segundo os cientistas.

    Meier assinalou que, atualmente, a região mais parece um cenário de filme no qual se vê um Ártico coberto de gelo jovem.

    "Está muito bonito, mas além não há nada. Está o vazio. O que se vê é um revestimento de gelo, e nada mais", indicou.

    Em uma aparente tentativa de reduzir o alarme, os cientistas indicaram que na Groenlândia e na Antártida o nível do mar não aumenta. No entanto, poderia contribuir ao aquecimento global, porque a água, diferente do gelo, absorve a radiação solar. Segundo os cientistas, a diferença ocorre porque o Ártico é um oceano cercado de terra, enquanto que a Antártida é um continente cercado por um oceano.

    Azerbaijão: Libertado pastor Baptista e um segundo prisioneiro religioso de consciência ainda detido (em inglês)



    This article was published by F18News on: 19 March 2008

    AZERBAIJAN: Baptist pastor freed, second religious prisoner of conscience still jailed

    By Felix Corley, Forum 18 News Service

    Azerbaijan has today (19 March) freed one of its two religious prisoners of conscience, Baptist pastor Zaur Balaev, Forum 18 News Service has learnt. Balaev was arrested in May 2007 and jailed for two years in August, on what church members insist were false charges. "It's a great joy to be free," Balaev told Forum 18 after his release. Since Balaev's jailing, a number of other Protestants have been threatened with jail, but these threats have not so far been carried out. However, Jehovah's Witness Samir Huseynov, jailed in October 2007 for 10 months for refusing compulsory military service on religious grounds, has not been freed. Ilya Zenchenko, head of the Baptist Union, welcomed Balaev's release. "We thank God and those who prayed and supported Zaur," he told Forum 18. "But there is a lot more work still to be done to defend religious freedom in Azerbaijan." State officials have refused to tell Forum 18 whether Balaev and his congregation will be safe from future official harassment, or to discuss Huseynov's case.

    One of Azerbaijan's two religious prisoners of conscience was freed today (19 March) in the wake of President Ilham Aliev's amnesty to mark the spring festival of Novruz. Baptist pastor Zaur Balaev was freed at noon from Baku's 10th prison colony, but Jehovah's Witness Samir Huseynov was not included in the amnesty, Forum 18 News Service has learnt. "We won – it's a great joy to be free," Balaev told Forum 18 hours after his release as he travelled the six-hour journey back to his home village of Aliabad in Azerbaijan's remote north-west. "We're all waiting for him," one of his church members told Forum 18 from Aliabad.

    Ilya Zenchenko, head of the Baptist Union, welcomed the release. "We thank God and those who prayed and supported Zaur," he told Forum 18 from Baku on 19 March. "But there is a lot more work still to be done to defend religious freedom in Azerbaijan."

    Balaev was pardoned under an 18 March decree from President Aliev – published on the presidential website - which pardoned 58 prisoners and reduced the sentence of one other. Former US President Jimmy Carter was amongst those who appealed for Balaev's release, writing to President Aliev on 15 February. Pastor Balaev was arrested in May 2007 and sentenced in August on charges of using violence against state representatives, an accusation church members flatly denied to Forum 18. After his appeal failed in October Balaev was transferred to a prison in the capital Baku (see F18News 10 December 2007 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1059).

    Since Pastor Balaev's jailing, a number of other Protestants have been threatened in recent months that they could be imprisoned as Balaev has been (see F18News 10 December 2007 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1059 and 20 December 2007 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1065). However, these threats have not so far been carried out.

    But Jehovah's Witness Huseynov was not in the presidential amnesty list. He was imprisoned for 10 months in October 2007, under Article 321.1 of the Criminal Code, for refusing compulsory military service on religious grounds. When Azerbaijan joined the Council of Europe in 2001, it pledged to introduce alternative civilian service by January 2003, but has not done so (see F18News 22 January 2008 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1075).

    "We weren't surprised that Samir Huseynov wasn't freed," one Jehovah's Witness told Forum 18 on 19 March. "Otherwise they wouldn't have imprisoned him in the first place." He insisted the authorities had no reason to imprison Huseynov and described the ten-month sentence imposed on him as "illegal". "All Samir wanted to do was to perform alternative non-military service as guaranteed in Article 76 of Azerbaijan's Constitution."

    The Jehovah's Witness said Huseynov remains in Prison No. 16 in the Baku suburb of Bina, to which he was transferred in February. He is awaiting his appeal hearing.

    Refusing to comment on whether Balaev will be safe from future official harassment, whether his congregation will be able to worship without obstruction and gain state registration and why Huseynov has not been freed from prison was the State Committee for Work with Religious Organisations. After Forum 18 had introduced itself on 19 March, the official who answered the phone of Committee spokesperson Yagut Alieva said she was not there and that Forum 18 should phone back later to speak to someone else. When Forum 18 called back the official repeatedly put the phone down.

    Present on 19 March outside the prison to welcome Balaev on his release were Zenchenko and Balaev's son. "Zaur was brought to the Baptist church and a joyful prayer service was held," Elnur Jabiev, General Secretary of the Baptist Union, told Forum 18 from Baku on 19 March. "Then he left immediately for Aliabad, where his wife and daughter and all those who've been concerned about his imprisonment are waiting for him."

    Despite their joy at Balaev's release, Baptists point out that he still has a criminal record. "Zaur was given a certificate that he had been pardoned, while the original verdict still stands," Jabiev told Forum 18. "We want the original sentence overturned. We have to decide now how to proceed." Zenchenko added that the country's Supreme Court has still not responded to Balaev's latest appeal and they are still considering an appeal over what they regard as an unjust sentence to the European Court of Human Rights in Strasbourg.

    Forum 18 tried to find out from state officials in Aliabad and in the regional capital Zakatala [Zaqatala] whether they will continue to harass Balaev and his congregation, as they have done for many years. However, an official at the Aliabad village council told Forum 18 on 19 March that council chairman Hasan Hasanov was not in his office. Reached on 19 March, Asif Askerov – head of the Zakatala Regional Administration – declined to talk to Forum 18. The telephone of Faik Shabanov, regional police chief, went unanswered.

    The member of Balaev's congregation told Forum 18 on 19 March that despite earlier harassment, "things have been quiet for the last three months".

    Over the past fifteen years, Baptists in the village have faced police raids, threats, destruction of property, dismissal from their jobs and religiously-motivated insults from officials (see F18News 9 August 2007 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1005). Some of their children have even been denied birth certificates because their parents have chosen Christian first names. Without a birth certificate a child cannot enter school or be treated in hospital (see eg. F18News 22 May 2007 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=961).

    Novruz Eyvazov, a member of a different Baptist congregation in the village, also suffered this from of official harassment. After Eyvazov's son Ilya was born in June 2006, officials long refused to issue him with a proper birth certificate. In September 2007 he was given a small fine and had his tractor confiscated to punish him for his religious activity. The tractor was subsequently returned (see F18News 6 February 2008 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1082).

    Balaev's release is unlikely to make any difference to his Baptist congregation's unsuccessful fifteen-year registration battle. Forum 18 believes the congregation holds the record for the Azerbaijani religious community denied registration for the longest time (see F18News 9 August 2007 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1005).

    Ilya Zenchenko, the head of the Baptist Union, told Forum 18 that in July 2007 he had gone to the Zakatala offices of the town's two public notaries, both of whom yet again refused to sign the application for no reason. A public notary is required to sign a registration application before it can be sent on to be processed.

    Other religious believers have also been handed criminal sentences as a result of their peaceful religious activity. In July 2006, conscientious objector Mushfiq Mammedov, who was studying to become a Jehovah's Witness, was found guilty of violating Article 321.1 of the Criminal Code. He was given a suspended sentence of six months (see F18News 26 July 2006 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=818). The authorities have repeatedly – as in other cases such as that of Pastor Balaev – violated due legal process in hearing Mammedov's appeal see F18News 22 January 2008 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1075).

    Freed under a previous presidential amnesty in January 2006 was a Sunni imam Kazim Aliev. Originally a Shia (the dominant Muslim community in Azerbaijan), Aliev became a Sunni and was appointed to lead the Sunni mosque in Azerbaijan's second city Gyanja [Gäncä]. The mosque community insisted to Forum 18 that the charges against him of organising an armed uprising were trumped-up. On his release the authorities refused to allow him to return to serve the Gyanja mosque (see F18News 10 March 2006 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=741).

    Azerbaijan's authorities keep religious activity under tight control. Police often raid services held by religious communities they do not like, especially Protestant Christians and Jehovah's Witnesses. One recent example was a Seventh-day Adventist pastor, Elshan Samedov, who was threatened with jail for not banning children from church and leading worship in church-owned properties (see F18News 20 December 2007 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1065).

    Some 30 police officers raided a Jehovah's Witness meeting in a private house in the central town of Barda on 30 January, claiming the meeting was "illegal". Police beat several of the people present at the meeting. The raid came six weeks after a similar raid on a meeting in Baku's Nizami District, where some of those present were also beaten. Seventh-day Adventist communities were also raided in December in Baku and in Gyanja (see F18News 6 February 2008 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1082).

    Religious communities the authorities do not like cannot gain legal status. Many religious communities have complained to Forum 18 that even if their applications are approved by public notaries and the local authorities, the State Committee for Work with Religious Organisations often denies registration.

    The State Committee also operates the system of compulsory prior censorship of religious literature, despite government claims that censorship has been abolished (see F18News 6 April 2004 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=295). The head of the State Copyright Agency's Monitoring Department, Ali Ismailov, told the Azeri Press Agency (APA) on 12 March that it would conduct a joint "monitoring programme" across Azerbaijan to check up on religious literature and audiovisual material being imported, sold or distributed. "Control in this sphere will be stepped up," he told APA.

    Ismailov told Forum 18 on 13 March that check-ups would be made in bookshops and publishing houses, but he seemed vague on the details. "I don't know when the monitoring programme will start." He claimed that the sole interest by his Agency was in checking that books were not pirated but published with authors' permission. "We're not going to ban anything," he told Forum 18. "The job of controlling religious literature is done by the State Committee for Work with Religious Organisations".

    As is their customary practice, officials at the State Committee declined to make any comment to Forum 18 on the check-ups on religious literature or the religious censorship carried out by its "Expertise Department". (END)

    For a personal commentary, by an Azeri Protestant, on how the international community can help establish religious freedom in Azerbaijan, see http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=482.

    For more background information see Forum 18's Azerbaijan religious freedom survey at http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=92.

    More coverage of freedom of thought, conscience and belief in Azerbaijan is at http://www.forum18.org/Archive.php?query=&religion=all&country=23&results=50.

    Terça-feira, Março 18, 2008

    Kaká terá de explicar relação com líderes de igreja [Renascer em Cristo] na Justiça do Brasil



    Kaká terá de explicar relação com líderes de igreja na Justiça do Brasil

    17-03-08

    O melhor jogador de futebol do mundo na temporada passada, Kaká, está na mira da Justiça brasileira. O jogador do Milan, Itália, foi convocado por um tribunal de São Paulo, sob responsabilidade do promotor Marcelo Batlouni Mendroni, a dar esclarecimentos sobre a relação que mantém com os fundadores da Igreja Renascer em Cristo.

    Os líderes da Renascer, Estêvam Hernandes e Sónia Hernandes, foram presos por agentes do FBI nos Estados Unidos, em Janeiro de 2007, acusados de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O promotor quer analisar o grau de amizade de Kaká, evangélico convicto, com os suspeitos e saber o destino do dinheiro dos dízimos doados pelo jogador. O Secretário Nacional de Justiça do Brasil, Romeu Tuma Júnior, confirma tais informações e diz que o pedido e os documentos do processo já foram encaminhados para a Itália.

    Kaká teria doado um dízimo anual estimado em um milhão de dólares e deixou que a taça da Fifa, conquistada em Dezembro último, ficasse exposta na sede central da igreja, na capital de São Paulo. O jogador faz questão de demonstrar sua fé ao comemorar golos ou títulos com uma camisa que contém os dizeres “eu pertenço a Jesus”. Kaká pretende ser pastor quando encerrar sua carreira nos relvados.

    Segunda-feira, Março 17, 2008

    Diminuição de glaciares bateu recorde em 2006



    Perderam em média 1,4 metros em todo o mundo

    Diminuição de glaciares bateu recorde em 2006

    17.03.2008 - 14h27 PÚBLICO

    Foto: Em 1989 foi o último ano em que em média os glaciares aumentaram de tamanho

    Em 2006, os glaciares tiveram a maior redução dos últimos 30 anos. A informação foi adiantada pelo Serviço de Monitorização Global dos Glaciares, num relatório preliminar agora publicado. Durante esse ano, as massas de gelo encolheram em média 1,4 metros por todo o mundo, perto de cinco vezes mais do que o registo médio entre 1980 e 1999, que foi de 30 centímetros por ano.

    “Continua a verificar-se a tendência das últimas duas décadas e meia na aceleração do degelo” diz Wilfried Haeberli, director do Serviço, à BBC “sendo que a perca total desde 1980 é de 10,5 metros”. Há três décadas que se faz a monitorização de cerca de 30 glaciares, o relatório de 2006 tem por base a monitorização de 27 glaciares distribuídos por oito regiões montanhosas.

    Os glaciares são acumulações de gelo em locais do mundo em que a neve não derrete totalmente durante as estações quentes. Isto acontece ou em regiões de montanha ou nos pólos, permitindo um acumular sucessivo de gelo ano após ano. A importância para o ecossistema e para o homem é enorme e milenar. Os glaciares são uma fonte segura de água durante as épocas secas, que alimenta rios, populações e culturas agrícolas.

    Segundo as Nações Unidas, cerca de 1500 a 2000 milhões de pessoas na Ásia, Europa e Américas dependem das redes de água que são alimentadas pelos glaciares. Os glaciares são “armazéns naturais para água potável, agricultura, indústria e energia durante alturas chave do ano”, diz Achim Steiner director do programa de ambiente das Nações Unidas.

    O desaparecimento de glaciares pode originar o colapso de infra-estruturas, migrações em massa e até conflitos. "Estamos a discutir algo que acontecerá durante o nosso tempo de vida”, avisa Steiner, à BBC. É cada vez mais consensual que o aquecimento global, devido à actividade humana, seja a causa deste fenómeno.

    Nova imagem de Jesus crucificado irrita a Igreja



    Segunda, 17 de março de 2008, 14h53

    Nova imagem de Jesus crucificado irrita a Igreja

    A rede de televisão britânica BBC irritou setores mais tradicionais da Igreja Católica ao exibir uma nova imagem da crucificação de Jesus Cristo, segundo o jornal El País. Nela, Cristo aparece com os braços para cima, crucificados em lugar das mãos, e as pernas flexionadas.

    Diversos teólogos se manifestaram contra a imagem por "reinventar" a narração bíblica e "enganar deliberadamente" o público, mas seus responsáveis asseguram que se apoiaram em um intenso trabalho de investigação para construir a versão da crucificação de Cristo.

    O produtor do desenho, Simon Elliott, tomou como referência o descobrimento de um esqueleto crucificado próximo de Jerusalém em 1968, o único resgate arqueológico deste tipo e que está na mesma posição da imagem reproduzida pela BBC.

    "Os romanos crucificavam as pessoas de diversas formas, e este método era um dos mais usados e eficazes", afirma o professor de religião da Universidade de Duke, Mark Goodcare, ao jornal El País.

    Porém, entidades religiosas alegam que a imagem distorce os fatos e deprecia o significado que cerca a imagem tradicional de Jesus crucificado.

    Redação Terra

    Brasil: Testemunhas de Jeová celebram a morte de Cristo em Porto Velho, RO



    CIDADES-RO * 16/3/2008 - 18:19:00

    Testemunhas de Jeová celebram a morte de Cristo em Porto Velho

    As Testemunhas de Jeová celebram a morte de Cristo no dia 22 deste mês, após o pôr-do-sol. O evento ocorrerá nas catorze congregações distribuídas em Porto Velho, onde haverá uma palestra bíblica recordando a morte de Cristo, a importância e as bênçãos desse fato para a atualidade.

    Eles se reúnem para cumprir o que Jesus disse em Lucas 22:19: “Persisti em fazer isso em memória de mim”. Na congregação Central localizada na avenida Campos Sales, Bairro Areal, a reunião da comemoração será às 20h.

    Práticas da Comemoração

    A comemoração, anual, inclui palestras bíblicas e cânticos de louvor a Jeová Deus. Também, envolve distribuir pão sem fermento ou não levedado e taça com vinho puro, sem aditivos, nas mãos dos presentes. O pão representa o corpo de Jesus e o vinho, sangue.

    Não há decoração especial ou reverências a algum objeto. Nem são realizadas coletas de dinheiro e os visitantes podem assistir às reuniões sem compromisso religioso.

    Ovos de páscoa ou pães quentes marcados com cruz, também não fazem parte da comemoração desta organização.

    O livro Easter and Its Customns (Easter [Páscoa] e Seus Costumes) declara que a cruz era um símbolo pagão muito antes de obter seu significado duradouro dos eventos da primeira Sexta-Feira Santa, e pães e bolos, às vezes eram marcados com ela nos tempos pré-cristãos.

    Por causa dessas ligações pagãs, a organização não participa de qualquer ritual ligado a Páscoa.

    Data de comemoração

    Assim como o aniversário de uma pessoa cai em dias diferentes da semana a cada ano, assim também ocorre com a data de comemoração da morte de Jesus Cristo pelas Testemunhas de Jeová.

    Neste ano, os membros da organização comemoram o evento no dia 22, porque esta data corresponde ao dia 14 do mês de nisã, do calendário judaico, ocasião em que Jesus morreu. As testemunhas de Jeová entendem que se deve celebrar o fato no dia do mês e não o dia da semana.

    “É a data mais importante para as Testemunhas de Jeová, porque, neste dia, Jesus deu sua vida para salvar os que exercem fé nele, segundo o texto de João 3:16, diz o membro da organização, Francisco Pinto de Souza.

    Campanha de divulgação do evento

    As testemunhas de Jeová divulgam o evento por meio da entrega mundial de um convite intitulado: Nunca ninguém demonstrou tanto amor assim. O conteúdo deste material envolve responder perguntas relacionadas a vida de Jesus e as influencias de seus ensinamentos na vida pessoal. A distribuição deste material iniciou no dia 1 de março e terminará no dia 22 deste mês.

    Não há discriminação de convidados. Pessoas de todas as crenças, cor e nível social estão convidadas a participar desta celebração.

    Segundo o Anuário das Testemunhas de Jeová (Relatório de atividades), a assistência mundial da comemoração da morte de cristo, em 2007, foi de 16,6 milhões de pessoas.

    Autor: Dalila Nogueira Pinto - Acadêmica do 5° período de
    Fonte: O NORTÃO

    Uzbequistão: Ataques físicos da polícia contra as Testemunhas de Jeová



    This article was published by F18News on: 17 March 2008

    UZBEKISTAN: Physical assaults by police on Jehovah's Witnesses

    By Mushfig Bayram, Forum 18 News Service

    Uzbek police have threatened and physically assaulted members of the Jehovah's Witness religious minority, following raids on homes in Samarkand, Forum 18 News Service has learnt. In once case, a young female Jehovah's Witness was taken to a police station, stripped and touched inappropriately by an apparently drunk police officer, Akmal Tilyavov. Asked by Forum 18 why he needed to question her alone and search her, he responded: "I cannot give you any information on that since we are a closed organisation." Asked directly whether he had touched her inappropriately, Tilyavov's tone of voice changed in apparent embarrassment. He refused to answer directly. "Why don't you talk to the Chief of the Division," he eventually said. Jehovah's Witnesses complain that no warrants were provided to justify the raids, nor was legal protocol adhered to. Various personal belongings disappeared from the homes searched. The raids were a week after a Jehovah's Witness student was expelled from a Samarkand school.

    Police officers and local officials in the central Uzbek city of Samarkand [Samarqand] raided the homes of local Jehovah's Witnesses and took 18 congregation members to the police station, Jehovah's Witnesses told Forum 18 News Service on 11 March. About 18 different homes of adherents were searched in the raids, most of which took place on 19 February, Jehovah's Witnesses stated. They say that during questioning at the police station, one young female Jehovah's Witness was stripped and touched inappropriately by an intoxicated police officer. The police officer concerned refused to answer Forum 18's question about whether he did so or not. The raids came a week after a Jehovah's Witness student was expelled from a local college.

    The Jehovah's Witness community in Samarkand is one of more than 30 Jehovah's Witness communities in Uzbekistan – and many more of other faiths - that have been unable to gain state registration (see F18News 21 August 2007 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1009). In defiance of international human rights conventions, Uzbekistan bans all activity by unregistered religious communities.

    One Jehovah's Witness told Forum 18 on 12 March that the young female Jehovah's Witness was taken to Samarkand Regional Police Department at 6 pm on 17 February. She was taken to the Investigations Division of the police Anti-terrorism Department, and was questioned by an apparently drunk officer named Akmal Tilyavov. The Jehovah's Witness said that in the absence of witnesses, the officer searched her and touched "intimate parts of her body". She was released from the police station only at 10 pm.

    Forum 18 reached Tilyavov on 13 March to ask about the questioning of the young female Jehovah's Witness. Asked why he needed to question her alone and why he needed to search her, he responded: "I cannot give you any information on that since we are a closed organisation." Asked directly whether he had touched her inappropriately, Tilyavov's tone of voice changed in apparent embarrassment. He refused to answer directly. "Why don't you talk to the Chief of the Division," he eventually said.

    Forum 18's call on 13 March to Bahadyr Kazakov, the Chief of the Investigations Division, was directed to Serzod Hakverdiev, the Assistant Chief. He confirmed that Tilyavov had conducted the questioning of the young female Jehovah's Witness but would not comment on whether Tilyavov had acted inappropriately. "I think you should talk to Kazakov about it," he said. Forum 18 tried to reach Akabir Kurbanov of the district police several times, but the phone went unanswered.

    Between 12 and 14 March, Forum 18 unsuccessfully tried to reach Kurbanov, who participated in and assisted the Regional Police Department with the raids. Three times Forum 18 was asked to call back, and each time given different reasons why Kurbanov was not there to answer the call.

    Members of religious minorities have often complained to Forum 18 about physical assaults and threats by Uzbek officials (see eg. F18News 4 October 2007 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1029).

    The raids on the Jehovah's Witnesses in Samarkand coincided with attacks on other religious communities elsewhere in Uzbekistan. A Baptist in the eastern city of Fergana [Farghona] was fined the equivalent of nine months' average wages, a Pentecostal pastor near the capital Tashkent fined over two months' average wages and Grace Presbyterian Church in Tashkent was forced to halt all its activities (see F18News 12 March 2008 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1099).

    Jehovah's Witnesses also reported on other victims of the mid-February raids. A 17-year-old boy, had his hair pulled and was hit repeatedly on the head, they said. Also a 14-year-old girl was interrogated alone and was threatened with being beaten. All of the victims faced extreme pressure to incriminate fellow members and disclose private information. All were severely verbally abused and threatened with physical assault. The Jehovah's Witnesses insist that the "obvious intent" of the police was to intimidate and pressure all involved to deny their faith. Some of the officers participating in these raids were drunk, as were "eye-witnesses" called on to serve as search witnesses.

    In many of the cases, Jehovah's Witnesses complain that no warrants were provided to justify the raids, nor was legal protocol adhered to. Various personal belongings disappeared from the homes of the individuals searched, including identification papers and employment documents. An infirm 86-year-old woman was not able to move as the police searched her son's home and confiscated both their belongings.

    One Jehovah's Witness told Forum 18 that the community filed a complaint on 21 February with the Prosecutor of Samarkand region Bakhtiyor Nurmukhamedov, a copy of which was also sent to Uzbekistan's General Prosecutor, Rashidjon Kodirov. He told that they also filed a complaint, a copy of which Forum 18 has seen, with the Uzbek Parliament's Human Rights Ombudsperson, Sayora Rashidova. "Since the matter concerns religion, the Ombudsperson forwarded our complaint to the Committee of Religious Affairs," the Jehovah's Witness told Forum 18.

    The person who answered the phone at the Human Rights Ombudsperson's office in Tashkent on 13 March identified himself as Jamshid Yusupov, the Assistant of the Ombudsman. But he was unwilling to answer Forum 18's questions about the raids, molestation and aggressive questioning. "Send us an email and we'll answer you promptly." Forum 18 sent emailed questions on 13 March, but by the end of 17 March had received no response.

    Meanwhile, a Jehovah's Witness student was expelled from the Academic Lyceum No.2 of Samarkand's Institute of Economics and Service, Forum 18 was told on 12 March. "The director of the Lyceum was summoned to the Samarkand Regional Police Department on 7 February, and three days later the student was expelled from the school," the source told. Five weeks later, the student has still not been reinstated.

    Forum 18 reached the Academic Lyceum No.2 on 17 March to ask why the Jehovah's Witness student had been expelled. Oktam Temirov, the Deputy Director, categorically denied that any student was recently expelled from the school. "Why don't you call back in 20 minutes, and I will check into that once again and assure you that no one was expelled." But when Forum 18 called back neither Temirov nor Bakhitdin Tokhliev, the Director of the school, were there to answer the call.

    Ilham Usmonov, the Pro-Rector of the Samarkand Institute of Economics and Service, told Forum 18 on 14 March that students in Uzbekistan are never expelled from schools or higher education institutions for their religious beliefs. "Maybe this student was slack in attendance and academic performance," he said.

    Forum 18 tried to reach officials of the government's Religious Affairs Committee on 13 and 14 March to ask why the Jehovah's Witnesses and other religious communities are being harassed, but the phones went unanswered.

    Students have in previous years faced expulsion in retaliation for their religious affiliation. Protestant university students in the north-western region of Karakalpakstan [Qoraqalpoghiston], where all non-Russian Orthodox and non state-controlled Muslim activity is a criminal offence, have long been targeted by the authorities (see F18News 26 January 2006 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=719). Hare Krishna students in Khorezm region, also in north-western Uzbekistan, have been targeted as well (see F18News 22 July 2004 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=368).

    Uzbekistan has recently stepped up pressure on Jehovah's Witnesses, alongside many other religious communities. Jehovah's Witnesses have been handed heavy fines, one has been imprisoned and another is serving a criminal sentence at home, with 20 percent of her wages being docked (see F18 News 16 January 2008 http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1071). (END)

    For a personal commentary by a Muslim scholar, advocating religious freedom for all faiths as the best antidote to Islamic religious extremism in Uzbekistan, see http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=338.

    For more background, see Forum 18's Uzbekistan religious freedom survey at http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=777.

    Full reports on freedom of thought, conscience and belief in Uzbekistan can be found at http://www.forum18.org/Archive.php?query=&religion=all&country=33.

    A survey of the religious freedom decline in the eastern part of the Organisation for Security and Co-operation in Europe (OSCE) area is at http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=806, and of religious intolerance in Central Asia is at http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=815.

    2007, o pior de dois extremos climáticos



    2007, O PIOR DE DOIS EXTREMOS CLIMÁTICOS

    RITA CARVALHO

    O mais seco dos últimos cinco anos e o sexto de seca consecutiva na Austrália. No México, foi o ano das piores inundações de sempre. Em Moscovo, foi aquele em que as temperaturas subiram pela primeira vez aos 30 graus num dia de Maio. 2007 foi assim: mostrou o que de pior pode acontecer quando os fenómenos climáticos se extremam. Portugal não fugiu a este (aparente) desgoverno do clima: por cá sentimos o impacto da seca nos meses de Inverno e da chuva intensa nos de Verão. Isto é prova suficiente de que o clima já está a mudar como prevêem os cientistas?

    Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia, reconhece as reticências de alguns meteorologistas em assumir que há mudanças no clima. Até porque, por definição, o clima possui sempre alguma variabilidade intrínseca e só se deve falar em mudanças climáticas quando estão em causa alterações manifestadas ao longo de várias décadas. "Tendemos a ser muito conservadores e apontamos sempre como explicação para o que acontece a variabilidade do clima", afirma ao DN. Mas é preciso mudar o discurso, admite. "A realidade está a obrigar-nos a isso, pois já estamos para além da mudança climática."

    Até porque as "evidências" - é a palavra utiliza- da - parecem indiscutíveis: "sobreaquecimento em relação ao passado; tendência dos fenómenos extremos registada nos últimos 30 anos; recorrência cada vez maior destes fenómenos". Um exemplo: ondas de calor como a que vivemos em 2003, dizem os modelos, só deveriam ocorrer uma vez em 500 anos. Agora os modelos dão uma recorrência muito maior.

    Se 2007 encerra a segunda década mais quente de que há registo (1998-2007), a primeira foi a década anterior. O ano passado foi ainda aquele em que o gelo do Árctico atingiu o mínimo histórico: só num ano perdeu uma superfície duas vezes igual a Espanha.

    Essa tendência é apontada nos cenários do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas, grupo de peritos que traçou os impactos da evolução do aquecimento global. E mais fenómenos extremos, como o aumento da temperatura, das ondas de calor, das secas e dos incêndios e, por outro lado, episódios de chuva mais intensos e devastadores.

    A responsabilidade do homem neste agravamento dos fenómenos climáticos é apontada pelo painel como uma causa altamente provável. Sobre isto, Adérito Serrão diz haver já "consenso científico". Por isso, mais do que discutir o que vai acontecer e como se pode evitar o que aí vem, há que trabalhar ao nível da adaptação, para que episódios extremos como as recentes cheias de Lisboa, não façam estragos tão devastadores. A nível técnico, há que aperfeiçoar os sistemas de monitorização (cheias ou secas, por exemplo) e de alerta para avisar atempadamente as populações. A nível psicológico, diz Adérito Serrão, "temos de habituar-nos a viver com normalidade dentro da anormalidade que nos espera".

    Domingo, Março 16, 2008

    Brasil: Bispos [da IURD] não comparecem à audiência sobre o assassinato de Lucas Terra



    14/03/2008 (16:40)

    Bispos não comparecem à audiência sobre o assassinato de Lucas Terra

    Lis Grassi, do A TARDE

    Estava marcado para hoje o julgamento dos bispos acusados de participar do assassinato do adolescente Lucas Terra, de 14 anos, que aconteceu em 14 de março de 2001 dentro da Igreja Universal do reino de Deus, no Rio Vermelho.

    Porém, o bispo Fernando Aparecido e o pastor Joel Miranda não compareceram ao Fórum Ruy Barbosa e alegaram que não receberam intimação, nem tinham dinheiro para pagar o transporte. Na audiência, eles foram convocados mais uma vez para depor.

    O pai do garoto, Carlos Terra, passou a manhã na porta do Fórum distribuindo panfletos pedindo justiça. Segundo ele, a expectativa é que o juiz Vilebaldo Freitas, da 2ª Vara Crime, decrete a prisão preventiva dos acusados. Até o momento, o pastor Sílvio Galiza é o único dos participantes do crime já preso. Ele cumpre pena no Complexo Penitenciário Lemos de Brito, no bairro da Mata Escura.

    Uma acareação entre Sílvio Galiza e o bispo e o pastor foi marcada pelo juiz Freitas para o dia 18 de abril. Segundo o promotor David Gallo, caso os acusados não compareçam, restará a opção de decretar a prisão preventiva para os dois.

    Dignidade para pobres só com 1000 euros/mês



    2008-03-16 - 00:30:00

    Técnicos de acção social recolheram dados no Oeste

    Dignidade para pobres só com 1000 euros/mês

    Mercia Gonçalves, Lusa

    Pobres sem oportunidades

    Os técnicos de intervenção social de cinco concelhos do sul do distrito de Leiria analisaram o fenómeno da pobreza e chegaram à conclusão de que só com mil euros é que se consegue viver com dignidade.

    “Ponham-se no nosso lugar, saiam dos gabinetes e venham para o terreno, criem condições de emprego, falem menos e ajam mais.” Estas foram as mensagens que os técnicos ouviram da população pobre dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral, Peniche e Nazaré.

    A revelação foi feita num encontro nas Caldas da Rainha, no âmbito do Projecto ‘O combate à pobreza começa localmente’, promovido pelo Núcleo Distrital de Leiria da Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal (REAPN), em parceria com as Redes Sociais concelhias do distrito de Leiria.

    Para as pessoas em situação económica difícil, o fenómeno é encarado como algo de “hereditário”, causado pela “falta de oportunidades, a existência de um agregado familiar numeroso e a falta de emprego”. Os técnicos consideram que só com 1000 euros mensais se “pode ter acesso a condições dignas”.

    Sábado, Março 15, 2008

    Religião: Número de religiosas em Portugal desceu 23,5 por cento desde 1992



    Sábado, 15 de Março 2008

    Religião: Número de religiosas em Portugal desceu 23,5 por cento desde 1992

    * * Por Helena de Sousa Freitas, da Agência Lusa * *

    Lisboa, 14 Mar (Lusa) - O número de religiosas dos institutos portugueses tem vindo a decrescer na última década e meia, em resultado da forte inserção da mulher no mercado laboral e da possibilidade de viver a religião sem abdicar de constituir família.

    As estatísticas facultadas pela Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) são claras: em 1992 o total de religiosas era de 7.995, tendo decrescido para 7.566 em 1996, depois para 6.797 (2002), em seguida para 6.539 (2004) e cifrando-se em 6.105 em 2006, o que equivale a uma quebra de 23,5 por cento em 16 anos.

    Estes dados referem-se apenas às congregações de vida activa, ou seja, "àquelas em que as irmãs estão em contacto com o mundo exterior, trabalhando em colégios, hospitais ou paróquias", esclareceu Cidália Costa, do secretariado geral da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal, à agência Lusa.

    "É o caso das Irmãs Doroteias, das Missionárias Combonianas, das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, das Servas de Nossa Senhora de Fátima, das Irmãs da Apresentação de Maria ou da Companhia de Santa Teresa de Jesus", exemplificou.
    Excluídas destas estatísticas - por não haver informação recolhida - estão as congregações em regime de isolamento ou clausura, "aquelas em que a irmãs vivem em mosteiros tendo por actividade principal a oração e sem qualquer contacto com o exterior, como acontecia com a Irmã Lúcia", acrescentou a responsável, indicando alguns institutos femininos nesta situação: as Clarissas, as Monjas Carmelitas Descalças, a Ordem da Visitação, as Monjas Beneditinas, as Irmãs Concepcionistas ou as Monjas Dominicanas.

    O declínio do número total de religiosas é acompanhado da redução do número de formandas que se verifica desde 1996 e apenas foi ligeiramente contrariado em 2006.

    Entre postulantes (que estão na primeira fase de formação, com a duração de um a dois anos), noviças (que frequentam os dois anos seguintes) e juniores (que estão na terceira fase, que dura de seis a nove anos e tem lugar após serem feitos os votos temporários), o total de formandas era de 660 em 1996 e situava-se nos 235 uma década depois, reflectindo uma queda de 64,4 por cento.

    Nos institutos masculinos de vida activa, entre 1992 e 2006 o total de religiosos desceu cerca de 23 por cento (de 2182 para 1682) e o número de formandos baixou 65 por cento (de 560 para 195).

    Os valores mínimos foram registados em 2005, com apenas 227 formandas e 186 formandos, mas a ligeiríssima subida que ocorreu entre esse ano e o seguinte não anima a Irmã Matilde de Jesus Faneca, superiora provincial da congregação das Irmãs de São José de Cluny e vice-presidente da Conferência dos Institutos Religiosos.

    "A verdade é que as vocações estão a declinar e a pequena subida de 2006 não é suficiente para contrariar essa tendência, até porque, muito provavelmente, deveu-se à entrada de formandos estrangeiros nas congregações portuguesas", reconheceu.

    A responsável da CIRP convocou o exemplo do Inter-noviciados de Braga, um centro de estudos com programas para os noviços e noviças dos vários institutos religiosos que "vai fechar em 2009 por falta de formandos".

    "Este ano, metade dos formandos que lá estão nem são portugueses. Vêm dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, de Timor-Leste e de outros países", assinalou.

    Helena Vilaça, investigadora na área da Sociologia das Religiões com incidência no Pluralismo Religioso, reiterou a possibilidade de o pequeno aumento de formandos em 2006 se dever aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e "à Europa de Leste, cujas comunidades têm uma grande proximidade com a Igreja Católica e estabelecem uma colaboração que pode levar à integração de alguns elementos nos institutos religiosos portugueses".

    Membro do departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, participa no estudo "A Igreja Católica face aos novos desafios éticos, sociais e políticos nos países da Europa Ocidental de Tradição Católica", que compara Portugal, Espanha, Bélgica, França e Itália.

    "Os números referentes aos anos entre 1989 e 2004, inclusive, mostram que, efectivamente, o número de religiosas em Portugal tem vindo a descer, embora essa diminuição seja mais lenta e menos acentuada aqui do que nos outros países estudados", contou à Lusa.

    Avançando razões que podem explicar a tendência, Helena Vilaça recordou que, no passado, "as mulheres iam para um convento como alternativa à pobreza ou a um casamento forçado, ou seja, não era necessariamente uma questão de vocação mas de condicionantes sociais".

    "Agora, o cenário é completamente diferente por vários motivos, como o facto de, a partir do 25 de Abril de 1974, as mulheres terem entrado em força no mercado de trabalho e terem passado a intervir mais activamente em diversas esferas sociais, sendo a religião apenas uma delas", afirmou.

    Além disso, "hoje existem formas de a mulher poder viver a religiosidade sem ter de abdicar de constituir família, podendo participar nas missas como leitora, cantar no coro da igreja ou dar catequese", acrescentou.

    Especialista em Antropologia e Sociologia da Religião, Donizete Rodrigues, docente e investigador da Universidade da Beira Interior, considerou as estatísticas da Conferência dos Institutos Religiosos uma expressão da "crise institucional na Igreja Católica, que se depara com menos pessoas interessadas em ingressar em seminários, tendo, portanto, dificuldade em renovar os operadores eclesiásticos".

    Para Donizete Rodrigues, "inquéritos recentes colocam a tónica central no celibato, pois um jovem quando pensa na sua vocação pensa também na decisão que tem de tomar nesse campo e gera-se um conflito íntimo".

    "A exigência do celibato é um impedimento, sobretudo quando se está inserido numa sociedade bastante erotizada, e até jovens que frequentam seminários ponderam não se ordenarem padres por esse motivo", assegurou o antropólogo, para quem "se a Igreja Católica abrisse mão do celibato, o sucesso seria enorme".

    "Assim, o que vai continuar a acontecer é que uma pessoa que sinta o apelo da religiosidade optará por igrejas ortodoxas ou evangélicas, onde o celibato não é uma obrigação, e a Igreja Católica terá de enfrentar um grave problema de renovação", declarou.

    Segundo o investigador, que é também titular convidado da Universidade de Salamanca, "actualmente já existem na Igreja Católica muitos leigos que, embora gostassem de ser operadores eclesiásticos, não seguem a sua vocação porque não querem abdicar de casar e ter filhos".

    No caso específico das vocações femininas, além do celibato está em causa "a impossibilidade de as mulheres acederem a funções eclesiásticas", outro aspecto que "devia ser repensado, pois podia operar importantes mudanças".

    "As freiras estão muito limitadas dentro da Igreja Católica, que gira em torno da figura masculina e onde a mulher desempenha um papel que, mesmo sendo importante, é sempre secundário", sublinhou.

    Donizete Rodrigues não acredita que o facto de as mulheres actuais poderem dedicar-se a outras áreas as desvie da vida religiosa, pois a opção por essa via "depende de uma vocação intrínseca, não é uma alternativa desligada desse apelo interior".

    O papel do "chamamento" à consagração foi igualmente destacado pela Irmã Matilde de Jesus Faneca, embora a vice-presidente da Conferência dos Institutos Religiosos conteste que o impedimento de constituir família seja um obstáculo, "pois há muitas jovens que querem ficar solteiras e nem por isso optam pela vida religiosa".

    HSF.
    © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
    2008-03-14 11:10:04

    Cada vez menos padres na Igreja católica



    15 de Março de 2008 - 8:32

    Cada vez menos padres na Igreja católica

    O número de padres da Igreja Católica Romana na Suíça declinou em um quarto nos últimos quinze anos, uma realidade que chega a colocar em jogo a viabilidade da Igreja no país.

    Apesar da crise de vocações, alguns jovens ainda sonham em trajar a batina de padre. swissinfo visitou o Seminário de Sion e encontrou aqueles que ainda se mantém firmes na fé.

    Construído em 1975, o Seminário de Friburgo, cidade localizada na parte oeste da Suíça, teria a capacidade para abrigar 28 candidatos ao sacerdócio. Atualmente, apenas nove dos simples quartos são ocupados pelos estudantes.

    Porém seu diretor, o frade Pierre-Yves Maillard, cuja formação foi realizada no Seminário de Sion, se recusa a perder a batalha dos novos tempos. "A situação era pior no século XIV", lembra-se.

    Maillard vê o problema como o reflexo da sociedade que se distancia das igrejas. "É lógico que o fato de ter menos casamentos, batismos, fiéis e cristãos, diminua o espaço para que as novas vocações possam surgir", conclui.

    O declínio das vocações na última geração é um fenômeno dos países desenvolvidos, como Maillard ressalta. Partes da África, Ásia e América do Sul teriam na atualidade um número recorde de padres e seminarista. As estimativas vivem o seu ápice.

    A duração normal de uma formação no Seminário de Sion é de sete anos, incluindo a combinação de estudo interno e universitários na área de teologia, liturgia, filosofia, psicologia e trabalho pastoral.

    Apoio familiar

    Como explica Maillard, os poucos candidatos suíços que se candidatam para a formação são originários de famílias praticantes e religiosas, que apóiam fortemente sua decisão.

    "No meu caso, minha família era bem religiosa. Quando disse que gostaria de me tornar padre, eles reagiram de uma forma muito positiva e como uma grande alegria para todos. Meus pais também me ajudaram a encontrar meu caminho. Ao tomar a decisão final, eles ficaram super-alegres", conta Pierre-Yves Pralong, estudante no segundo ano.

    "Um aspecto estar entre poucos é que somos realmente como uma família. Nós estamos muito próximos e conhecemos bem um aos outros. Esse é o lado positivo do número reduzido de estudantes", acrescenta.

    A atmosfera na hora do almoço é convivial. Depois de dez minutos de reza e cantos na capela, os seminaristas e seus professores sentam juntos e começam a conversar.

    Quando os debates chegam à questão da escassez de vocações, os jovens falam sobre o seu otimismo e a confiança no futuro.

    "Uma coisa não podemos esquecer: a Igreja começou com 12 pessoas e eu estou esperançoso de que a situação irá melhorar. Um dia esses seminários estarão cheios de novo. Eu acredito nisso", diz o estudante Jacques Papaux.

    Fusão de paróquias

    Os bispos, porém, estão menos convencidos da reversão dessa tendência já fortemente estabelecida. Algumas dioceses já começaram a fusionar as paróquias e formar equipes pastorais para cobrir áreas que, no passado, eram servidas por até sete padres.

    As equipes dispõem de um padre e o resto do grupo é formado por diáconos, teólogos leigos e assistentes pastorais. Essas pessoas podem exercer diversas, mas não todas as funções de um padre.

    "Quando menos padres tivermos, mais difícil será para assegurar os serviços semanais de domingo", lamenta-se Judith Könemann, do Instituto Sociológico Pastoral Suíço.

    O instituto publicou recentemente um relatório sobre a situação geral da Igreja católica na Suíça. Este mostra que o declínio no número de padres é muito mais pronunciado que o declínio do número de fiéis.

    "Quando a taxa de mortalidade entre os padres diocesanos ultrapassa da longe o número de ordenações, a continuação do declínio do número de colaboradores é uma realidade esperada", conclui o relatório.

    O obstáculo do celibato

    Könemann vê três razões para a escassez de padres: celibato, a perda do status social e o aumento exponencial do trabalho para o número reduzido dos padres que sobram.

    "O celibato é uma escolha radical que pode ser um obstáculo para muitas pessoas", concorda Maillard. Porém ele lembra que igrejas cristãs que permitem o casamento dos seus pastores também estão vivendo o mesmo problema de queda no número de vocações.

    Maillard prefere uma análise de longo prazo frente à questão. "Estamos vivendo atualmente um período de recessão, que deve nos preocupar e ser causa para a uma reflexão mais aprofundada. Porém isso não significa uma catástrofe e também não é a primeira vez que ocorre".

    swissinfo, Clare O'Dea

    Sexta-feira, Março 14, 2008

    Alemanha: Escolas vão passar a ter aulas de religião islâmica em alemão



    Alemanha: Escolas vão passar a ter aulas de religião islâmica em alemão

    Berlim, 13 Mar (Lusa) - As escolas públicas na Alemanha vão passar a ter aulas de religião islâmica em alemão, decidiram hoje, em Berlim, representantes do governo e da comunidade imigrante muçulmana, na terceira ronda da chamada Conferência Islâmica.

    O ministro do Interior alemão, Wolfgang Schaeuble, que convocou a referida conferência em 2006, para dinamizar o diálogo entre civilizações, disse à imprensa que os debates de hoje versaram o tema da integração dos imigrantes, "e foram em parte muito controversos".

    Para que as escolas alemãs passem a ter a disciplina de Religião Islâmica, será ainda necessário que os 16 estados federados tenham parceiros adequados entre a comunidade muçulmana, anunciou Schaeuble.

    Após um debate de quatro horas na Conferência Islâmica, O ministro democrata-cristão admitiu também que "nem todos" os estados federados estão dispostos a introduzir a Religião Islâmica nós estabelecimentos de ensino.

    Num balanço intermédio após ano e meio de reuniões, os 30 membros da Conferência Islâmica - 15 representantes do Estado alemão e outros tantos da comunidade muçulmana - voltaram a sublinhar a importância de os muçulmanos residentes na Alemanha acatarem as leis e a Constituição do país de acolhimento.

    "Isto significa que homem e mulher são iguais perante a lei e perante Deus", afirmou o porta-voz do Conselho Coordenador dos Muçulmanos, Bekir Alboga.

    Schäuble aproveitou também a ocasião para refutar críticas de alguns dirigentes políticos à Conferência Islâmica, garantindo que este processo de diálogo "não fracassou e não tem alternativa válida".

    Antes do início dos trabalhos de hoje, o ministro admitira, porém, que entre os imigrantes muçulmanos na Alemanha e a maioria da sociedade "continua a haver "dificuldades de entendimento".

    Para melhorar a compreensão mútua, Schaeuble apelou a "uma cultura de saber ouvir".

    O político da CDU constatou, simultaneamente, que a abertura das associações muçulmanas à grande maioria dos imigrantes muçulmanos na Alemanha "ainda está nos primórdios".

    Segundo dados do governo federal, estas associações representam apenas um quinto dos 3,3 milhões de muçulmanos residentes na Alemanha.

    A Igreja Protestante na Alemanha, que tem praticamente o mesmo peso do que a Igreja Católica, já anunciou, entretanto, o seu apoio à introdução nas escolas de aulas de religião islâmica em Alemão.

    Em declarações ao jornal Bild, o bispo protestante Wolfgang Huber lembrou, todavia, que tal disciplina só pode ser leccionada sob a tutela do Estado, segundo as leis em vigor.

    Huber disse ainda que as aulas deverão ser só em Alemão e ministradas por professores que tenham sido formados na Alemanha.

    "Até lá, no entanto, ainda há alguns obstáculos a ultrapassar", advertiu o prelado.

    Na terceira reunião da Conferência Islâmica foi também decidido apoiar a construção de mesquitas e criar condições a nível nacional para a realização de funerais muçulmanos.

    Além disso, para melhorar a coordenação entre as autoridades policiais e os imigrantes muçulmanos, será criada uma comissão coordenadora junto da Agência Federal das Migrações e dos Refugiados.

    FA.
    Lusa/Fim
    © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

    2008-03-13 16:55:02

    Divorcie-se na net



    Divorcie-se na net

    2008/03/13 12:25

    Divórcios de casamentos portugueses em poucos minutos e a baixo custo

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    Ao fim de 13 anos separada, Maria divorciou-se finalmente. Enquanto aguardava por informações numa conservatória de Lisboa, tornou-se a primeira a obter um divórcio electrónico em Portugal, em poucos minutos e a baixo custo, noticia a agência Lusa.

    O advogado que lhe permitiu acelerar o processo acredita mesmo tratar-se do primeiro divórcio electrónico do mundo.

    Na conservatória onde se encontrava para obter informações sobre como divorciar-se, Maria foi abordada por Januário Lourenço, um mandatário judicial, para ser a primeira a usar o sistema Divórcio na Hora, um portal lançado por uma empresa de tecnologias da justiça sediada na Inglaterra que permite acabar com o tradicional requerimento de divorcio em papel.

    O Divórcio na Hora consiste num requerimento electrónico de divórcio que permita a dois cidadãos requerer o seu divórcio por via electrónica e fazendo uso das tecnologias já existentes e do Cartão do Cidadão, com igual valor legal que o requerimento em papel com assinaturas a caneta.

    Este novo processo serve, para já, apenas para casos que não envolvam realidades jurídicas complexas, nomeadamente quando não existam bens comuns, filhos menores ou pensão de alimentos.

    Portugueses casam-se cada vez menos Bolo de casamento com cara e tamanho da noiva

    No entanto, o portal divorcionahora.com pretende avançar para outro tipo de divórcios electrónicos, envolvendo outros operadores, designadamente, mediadores, psicólogos e mandatários, para casos mais complexos que envolvam questões afectivas.

    Este portal faz já parte do recente projecto Procuração na Hora.PT, lançado em Janeiro. Em declarações à Lusa, Maria Araújo explicou que este sistema, que desconhecia existir, lhe deu a oportunidade de resolver sem custo uma situação pendente há 13 anos.

    «Já não estou com o meu marido há 13 anos nem tenho contacto com ele. Hoje tive a oportunidade de resolver esta questão rapidamente e sem custos adicionais. Pelo meio tradicional teria de pagar muito dinheiro, até pelo menos mil euros», disse.

    Portugal tem a maior taxa de divórcios da UE

    Portugal é o país com a maior taxa de divórcios da União Europeia, de acordo com um estudo do Instituto de Política Familiar (IPF), de Madrid. Entre 1995 e 2004, o país registrou um aumento de 89 por cento no número de casamentos desfeitos, o maior aumento da UE.

    Depois de Portugal, os países que registraram os maiores aumentos na taxa de divórcios entre 1995 e 2004 são a Itália, com 62 por cento e a Espanha, com 59 por cento.

    Em toda a União Europeia, ocorre um divórcio a cada 33 segundos. Ao todo, são quase um milhão de rupturas matrimoniais por ano.

    México: Testemunhas de Jeová, a segunda religião do país



    09-Marzo-2008

    Atestiguan despunte

    Lilian Hernández

    Foto:
    Casi 15 por ciento de los adeptos a la Torre del Vigía en México se concentra en la Ciudad de México y zona conurbada, con 67 mil 656 fieles distribuidos en Ecatepec, Iztapalapa, Nezahualcóyotl y Gustavo A. Madero. Fotos: Abdel Meza

    Están dispersos, parecen pocos, pero conforman la segunda religión con más creyentes en todo el territorio nacional. Son los Testigos de Jehová, quienes en la actualidad suman un millón 057 mil 736 practicantes, según el el Atlas de la Diversidad Religiosa en México.

    Si bien esto no significa que vayan a convertirse en la religión mayoritaria, lo cierto es que ha sido una de las opciones religiosas no católicas más adoptadas en el país. De hecho, según el Centro de Información sobre Sectas, Religiones y Nuevos Movimientos Espirituales, cada 30 minutos, un mexicano se convierte en integrante activo de los Testigos

    A pesar de que en nuestro país 88 por ciento de los mexicanos son católicos, pues 74 millones 612 mil 373 profesan esta religión, en los últimos 30 años los Testigos de Jehová o Torre del Vigía han aumentado en casi todos los rincones del país. Solamente en diez por ciento de los dos mil 443 municipios no tienen presencia.

    Pero el boom de su tasa de crecimiento anual no es reciente: ocurrió en la década de los ochenta, época en la que tuvieron crecimientos anuales de hasta 16 por ciento, aunque después esta tasa disminuyó a uno por ciento, en 2003.

    Sin embargo, la disminución no es sinónimo de que hay perdido fuerza entre los mexicanos. Rodolfo Casillas, investigador de la pluralidad religiosa de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (Flacso), enfatiza que su velocidad de crecimiento ha bajado porque entró en un periodo de estabilización, pues no sólo se trata de captar fieles, sino de conservarlos.

    Al respecto, Bernardo Barranco, sociólogo especializado en temas religiosos, apunta que su crecimiento se ha detenido porque hay una competencia religiosa muy fuerte, sobre todo ante el movimiento neopentecostal y hasta la Santa Muerte, ésta última que va encaminada al mundo de la informalidad y a sectores más humildes.

    Hasta 1950, la mayoría de los Testigos de Jehová se localizaba en países anglosajones, pero a partir de los años 80 empezó a concentrarse en países latinos, como México y Brasil.

    Pero ¿cómo lograron adentrarse en el país? A diferencia de otros cultos, que sólo se concentraron en ciertas regiones, esta religión logró su expansión a través de misioneros que se asentaron en diversas comunidades e hicieron una labor de ir casa por casa para invitar a leer la Biblia.

    Aunado a ello, Elio Masferrer, profesor e investigador de la Escuela Nacional de Antropología e Historia (ENAH), asegura que la Iglesia católica empezó a sufrir una crisis, pues dejó de ser la fuente que definía los valores en la sociedad mexicana.

    “La gente empezó a sentir que la Iglesia católica dejó de tener el control social y esto la hizo perder credibilidad, sobre todo cuando aparecieron otras ofertas religiosas”, apunta el antropólogo e historiador.

    En palabras de Bernardo Barranco, el catolicismo perdió autoridad moral, porque algunos lo perciben como una Iglesia “anciana”.

    Además, añade, la imagen de los jerarcas católicos para muchos mexicanos ha ido en detrimento, porque no son líderes espirituales o morales, sino políticos.

    Otro aspecto que ocasionó su disminución es que en México la Iglesia católica se ha alejado de una base popular y le da prioridad a la clase alta. “Dejó en el abandono a un sector un tanto segregado que le dio cabida a otros cultos, como los Testigos de Jehová”, explica.

    Mientras la dinámica social y económica en el país durante los años 80 estuvo dirigida a la exclusión, el éxito de los Testigos de Jehová fue la incorporación social.

    En opinión de Barranco el culto al trabajo, a la higiene y a la adquisición de hábitos como no beber alcohol, con una filosofía incluyente en sectores que fueron excluidos por la misma dinámica de la economía del país, hizo que esta Iglesia les ayudara a ser parte de una sociedad.

    No obstante, los especialistas Casillas y Barranco coinciden en que si bien la gente de sectores marginados ha adoptado esta religión, esto no quiere decir que sólo se dé en grupos pobres; también están presentes en la clase media tanto en zonas urbanas como rurales.

    Su aceptación radica también en su metodología. Las formas de proselitismo de ir casa por casa para invitar a leer la Biblia han resultado efectivas porque le han dado un sentido de vida a sectores muy lastimados.

    “Hay de clase baja, media y media alta. Es gente que ha sufrido crisis familiares severas como violaciones, golpes familiares, alcoholismo o drogadicción y, de alguna manera, convertirse en Testigo de Jehová le da una posibilidad de vivir sin mayores problemas haciendo cosas que le agradan a Dios”, asevera Masferrer.

    Al aceptar esta doctrina, agrega, es como encontrar la forma de alejarse de problemas y le da dignidad a gente que ha tenido baja autoestima.

    De acuerdo con el Atlas de la Diversidad Religiosa en México, elaborado por varios centros de investigación social y universidades, casi 15 por ciento de los Testigos de Jehová se concentra en la Ciudad de México y zona conurbada, con 67 mil 656 fieles distribuidos principalmente en Ecatepec, Iztapalapa, Nezahualcóyotl y Gustavo A. Madero. Después le siguen Tijuana, Ciudad Juárez, Puebla, Mérida, Culiacán, Monterrey, Tuxtla Gutiérrez y Guadalajara.

    Pero no sólo aquí tienen presencia. También los hay en poblaciones rurales del sureste del país, pues aunque el mayor número está en Ecatepec, en cuestión de concentración de población porcentual, ésta se percibe en los municipios Santiago Laxopa, Santa María Temaxcalapa y San Miguel Quetzaltepec, en Oaxaca.

    Un caso especial ocurre en Bejucal de Ocampo, Chiapas, donde los Testigos de Jehová representan más de la cuarta parte de su población, lo cual lo convierte en el único municipio donde la presencia de esta religión es predominante.

    En este municipio 36 por ciento de la población no profesa ninguna religión, 26% es testigo de Jehová, 17 por ciento comulga con el catolicismo, siete por ciento lo suman la variedad de religiones protestantes (cinco por ciento es pentecostal y cuatro por ciento adventista).

    En cuestión de sexos, esta organización religiosa muestra una mayor presencia de mujeres, sobre todo, entre los 15 a 49 años, aumentando en las de 50 años y más.

    Cada religión tiene su propia estructura. Los Testigos de Jehová poseen una red de organización compleja ligada a una disciplina que rechaza festividades nacionales, cumpleaños, Navidad y símbolos patrios.
    Están prohibidos los honores a la Bandera, cantar el Himno Nacional, hacer servicio militar y tampoco pueden votar.
    Otro punto que ha sido muy criticado es que no aceptan transfusiones de sangre, lo cual ha propiciado conflictos con instancias médicas.

    En ese sentido, algunos los han calificado como antisociales y “cerrados”, lo cual para los investigadores Casillas y Masferrer no tiene fundamento.

    Bandera tricolor sin honores Los alumnos de la primaria Miguel Alemán, del barrio El Pino, no llevan uniforme, aunque en su vestimenta no se nota la religión. Sin embargo, cuando se rinden los honores a la Bandera, el Himno Nacional no tiene eco en la mayoría. Cuando lo entonan, se escuchan más los profesores que los estudiantes.

    “¡Saludar... ya!”, indicó el director de la escuela, Eleazar Roblero López, pero a esta orden sólo respondió 40% de los alumnos. Los demás se mantuvieron erguidos como soldaditos, mientras la minoría efectuaba el acto cívico.

    “De nuestros alumnos, 60% son testigos de Jehová; para ellos el saludo a la Bandera equivale a amar a dioses ajenos a su religión. No los obligamos, pero lamentamos que confundan la creencia con la idolatría”, afirmó el profesor Roblero.

    En los 18 años de estar al frente de esta primaria, como docente “queda cierta frustración al no poder inculcar los símbolos que identifican a los mexicanos”, confiesa. “El Día de la Bandera les hablamos sobre su origen y la representatividad que tiene ante otros países, pero su creencia es inquebrantable”, añadió.

    Comentó que esa falta de participación limita la realización de eventos dentro de la escuela, además de que los segrega. Aunque cuando llega el recreo, las diferencias se esfuman. Juegan y conviven como en cualquier escuela del país.

    Lo mismo pasa dentro del aula. Los alumnos testigos de Jehová son participativos, educados y ordenados, tienen buenas calificaciones, pero no le dan importancia a las materias de civismo e historia. Su religión no afecta su desempeño académico, aseguró el maestro Francisco Barrios Reyes de la Telesecundaria número 50. “Son destacados en clase y no son latosos”.

    Pero en los actos cívicos o culturales, los profesores se sienten limitados. “Si queremos hacer bailables regionales para el Día de las Madres, no participan y a veces por su ausencia no completamos parejas. Son contados los que bailan. Esto es un poco triste, porque propicia que no haya mucha participación”, lamentó el maestro. En esto coincidió Lucio Escalante, profesor de primer grado de la telesecundaria. De los 20 alumnos a su cargo, ocho son testigos, tres católicos y los demás profesan otra o ninguna religión. Dentro del aula, su buen comportamiento destaca sobre los de otras creencias, se nota que leen porque tienen más facilidad de palabra, afirmó.

    Floriberta es la alumna más sobresaliente de su grupo. Es testigo de Jehová y en marzo representará a los de primer grado de su escuela en una competencia de conocimientos entre escuelas de la región de la Sierra. Para el maestro Lucio es una alumna con talento, pero Floriberta no podrá ser parte de la escolta, porque su religión se lo prohíbe.

    En esta secundaria es más fácil identificar a los testigos. Cuidan higiene y presentación. “Las niñas llevan faldas más largas y los niños traen camisas bien planchaditas, en comparación con otros que asisten sucios”, comentó el profesor.
    En un rincón de Bejucal “Viva Cristo Rey en mi corazón, en mi casa y en mi patria”. Ésta es la única frase religiosa que hay en la parroquia de Bejucal de Ocampo, donde la austeridad se confunde con el abandono.

    Sus puertas están abiertas, pero los fieles brillan por su ausencia. En el sencillo altar sobresale un Jesucristo en la cruz y, a un lado, la Virgen de Guadalupe. En las paredes de los costados no hay imágenes de otros santos, tampoco arreglos florales ni confesionario.

    Sólo hay tres celebraciones en el año. El 19 de marzo festejan al santo patrono San José; el 8 de diciembre celebran a la Virgen de la Concepción, y el 12 del mismo mes a la Virgen Morena.

    Es en marzo cuando la Iglesia católica del pueblo se viste de manteles largos. La feria en honor a San José inicia el 16 y concluye el 19. “Esos días se pone bien bonito. La iglesia luce con vida, hay pelea de gallos, baile popular con marimba y juegos pirotécnicos”, explicó Juan Daniel González, uno de los pocos católicos deBejucal .

    Sabe que los feligreses de esta confesión son pocos, pero nunca ha tratado de cambiarse a otra. Su principal creencia es tener fe en un ser supremo, servirle a su pueblo y respetar las leyes del hombre.

    No se cuestiona si esto es malo o bueno, pero a sus 62 años, este pensamiento le ha permitido tener “una vida sencilla con grandes satisfacciones”, según enfatizó.

    Alejados del reino de este mundo En el Salón del Reino del barrio El Pino los testigos se reúnen viernes y domingos. Adoran a Jehová y uno de los objetivos es predicar las buenas nuevas del Reino.

    Abisaí Domínguez, representante de la congregación de los testigos, contó que en estas reuniones aprenden a conocer a un Dios amoroso y, al mismo tiempo, reciben las advertencias para salvarse.

    Con mirada evasiva y un poco renuente a la entrevista, el predicador destacó que su religión se encuentra en 235 países con más de 94 mil congregaciones que suman más de seis millones de fieles de los Testigos de Jehová.

    “Esto quiere decir que la obra de nuestro creador se lleva a cabo en todos lados, porque las personas quieren conocer la advertencia de que este mundo en el que vivimos va a desaparecer. Jehová viene a advertirnos lo que debemos hacer para salvarnos”, señaló el predicador.

    El señor Domínguez tiene 43 años y cuatro hijos. Deli, la mayor, terminó la secundaria, pero no continuó el bachillerato, porque le queda muy lejos. Ahora ayuda en los quehaceres de la casa.

    Su papá es conocido en el barrio como uno de los que mejor se expresa, porque les enseña a conocer a Jehová y así encontrar el camino a la vida eterna.

    Para ello, hay que arrepentirse y alejarse de las prácticas prohibidas por la Biblia. “No festejamos cumpleaños ni otras celebraciones nacionales. La Biblia rige nuestros principios y la adoración que le damos a nuestro Creador es limpia, porque Jehová es un Dios santo y quienes lo seguimos tenemos que imitar su ejemplo”, afirmó.

    Su disciplina, sin embargo, es muy rígida. Quien comete adulterio, bebe alcohol, consume drogas o cae en la inmoralidad sexual tiene la oportunidad de salvarse; sólo si no se arrepiente y reincide, entonces es expulsado, porque con esos pecados no puede servir a su Dios Jehová.

    Nota na margem:
    Cada 30 minutos, un mexicano se convierte en miembro activo de los Testigos de Jehová, denominación que ha logrado posicionarse como la segunda religión del país, con más de un millón de adeptos. Muchos de ellos, dicen expertos, son católicos desilusionados que encuentran un lugar dónde resolver problemas de violencia y drogadicción. El clero asegura que dicho fenómeno le tiene sin cuidado, pero ya existen municipios donde hay más población leyendo las atalayas que el catecismo.

    Quinta-feira, Março 13, 2008

    Portugal com 22 mil crimes de violência doméstica em 2007



    Portugal com 22 mil crimes de violência doméstica em 2007

    PSP e GNR registaram quase 22 mil crimes de violência doméstica em 2007, número que corresponde a um aumento global de mais de 6% relativamente ao ano anterior.

    Segundo a edição desta quinta-feira do Diário de Notícias, as duas forças policiais registaram, em conjunto, 21 907 queixas, sendo que, só a PSP, apurou 13 050 casos, mais 1412 do que em 2006. Ou seja, uma subida de 10,8%.

    Já a GNR, conta, pelo contrário, uma ligeira descida, menos 1,1%, fruto de menos cem casos do que em 2006, tendo passado dos 8957 para os 8857.

    De referir ainda que, dos casos apurados pela Guarda, 265 eram jovens menores de 16 anos.

    Estes dados, a que o DN teve acesso, irão constar do relatório de segurança interna, que está a ser ultimado pelo Gabinete Coordenador de Segurança para ser entregue ao Governo e apresentado no Parlamento no próximo mês.

    13-03-2008 8:26:17

    Terça-feira, Março 11, 2008

    'Marcha para Vida' traz histórias de sobreviventes do Holocausto



    segunda-feira, 10 de março de 2008, 19:29 Online

    'Marcha para Vida' traz histórias de sobreviventes do Holocausto

    Documentário brasileiro retrata trajeto pelos campos de concentração de Varsóvia até Auschwitz-Birkenau

    Flávia Guerra, de O Estado de S. Paulo

    Flávia Guerra/AE
    Foto: Campo de concentração de Majdanek, em Lublin, na Polonia

    POLÔNIA - Os bisavós de Anna Ren morreram no campo de concentração de Auschwitz, no sul da Polônia. A avó foi prisioneira lá. O avô também. "Ela trabalhava na cozinha. Ele era bombeiro. Tinham bons trabalhos. Por isso sobreviveram. Mas se conheceram em campos de trabalho forçado da Alemanha", conta Anna, que hoje é guia do museu em que se transformou o mais sangrento campo de extermínio nazista da história. Anna, em vez de fazer como a grande maioria dos jovens poloneses, e passar o mais longe possível de uma das grandes feridas que a Segunda Guerra deixou em seu país, preferiu rememorar, e reconstruir, sua trajetória todos os dias. Sem mágoas ou rancores que acometem, compreensivelmente, tantos judeus sobreviventes do Holocausto. Sem a culpa que acomete tantos poloneses não judeus. Anna é a cara jovem de um drama que, terminada a guerra, ainda permaneceu soterrado sob a névoa da repressão ideológica do comunismo, regime que dominou a Polônia após os nazistas deixarem o território.

    Assista imagens do Holocausto

    Por esses belos acasos, ou não, do destino, foi Anna quem guiou, em fevereiro, a equipe do documentário Marcha para Vida em sua visita de reconhecimento pelo complexo Auschwitz-Birkenau, centro de extermínio onde mais de 1,5 milhão de prisioneiros (a grande maioria judeus, além de outras minorias, como ciganos, homossexuais, presos políticos e até Testemunhas de Jeová) foram assassinados de 1940 a janeiro de 1945, quando o exército soviético libertou o complexo. "Minha avó falava o que viu. Foi ela quem quis voltar para Oswiecim (nome polonês da cidade, chamada de Auschwitz pelos alemães). Ela queria ficar perto do lugar onde seus pais tinham morrido. Meu avô virou guarda aqui quando o campo virou museu, em 1947. Gostaria de saber mais. Mas ele era muito calado."

    Traumatizada, uma geração se calou. Com décadas de silêncio, muitos relatos se perderam. Hoje, com a abertura política da Polônia (que após a queda do comunismo, em 1989, tem se disposto a debater temas como o Holocausto), o resgate da história das milhões de vidas que se perderam para o nazismo, assim como o de milhares que sobreviveram, é tarefa desta nova geração. E o resgate começou há quase 20 anos, em 1988, quando sobreviventes do Holocausto resolveram pegar pela mão seus jovens descendentes e percorrer com eles a trilha da morte que vai de Varsóvia (capital, no norte da Polônia) até Auschwitz-Birkenau (na Cracóvia), passando por campos da morte como Treblinka, Majdanek, até chegar a Israel. Nascia a Marcha para Vida, que, desde então, ganha mais peregrinos a cada ano. Para este, estima-se que cerca de 15 mil pessoas farão o percurso e se encontrarão em uma cerimônia em Auschwitz em 1º de maio.

    E são os 20 anos desta peregrinação que Marcha para Vida (o documentário) vai contar. Engana-se quem pensa que será um filme restrito a uma comunidade. "Mais que uma bela história, Marcha faz uma leitura jovem da guerra. E revela o que pensa a juventude que herdou esta experiência, como assimila o que ocorreu e como celebra a vida, sem esquecer o passado terrível por que passaram seus avós. E este é um tema que interessa a todos pelo caráter histórico e humano", declara o produtor LG Tubaldini Jr.

    A realidade a que se refere o produtor pode também parecer distante do brasileiro. Mas vale lembrar que a comunidade judaica no Brasil é de cerca de 120 mil pessoas e que todo ano cerca de 400 jovens brasileiros participam da Marcha. Este número vai aumentar em 2008, quando também são comemorados os 60 anos do Estado de Israel.

    Marcha marca também um caso raro do cinema nacional. A produção de um documentário brasileiro e internacional ao mesmo tempo. O documentário foi idealizado pelo publicitário Márcio Pitliuk e tem produção da Latinamerica Internacional e da Conspiração Filmes. A direção, no entanto, fica a cargo de uma jovem americana, Jessica Sanders (que concorreu ao Oscar de melhor curta em 2002 por Sing e foi premiada em Sundance 2005 com o documentário After Innocence). Mas o filme não é só internacional por contar com diretora americana, equipe brasileira e ser rodado em vários países. A meta é também atingir o público pelo mundo. Esta é uma tendência forte que vem sendo firmada pela nova geração de produtores brasileiros.

    Marcha tem orçamento de cerca de R$ 3 milhões, deve ficar pronto no fim do ano e participar de festivais de cinema no Brasil e no exterior. Previsões audaciosas, mas à altura de uma produção que será rodada em formato HD digital (e ser transferida para película 35 mm) e passar por quatro países: Brasil, EUA, Polônia e Israel. "A primeira fase começa agora em abril. Jessica chega e já começam as entrevistas com os participantes brasileiros da Marcha", conta Tubaldini. "Em seguida, volta para os EUA, onde realiza entrevistas com os americanos. Voltamos para a Polônia no fim de abril e percorremos a Marcha até chegar, em maio, a Auschwitz, onde haverá uma cerimônia com participantes e líderes políticos de todo o mundo", explica o produtor paulista. "A fase final será em Israel, onde a Marcha chega a seu objetivo que é não remoer com mágoa e rancor os horrores por que passaram os judeus, mas celebrar a vida. É transmitir para as novas gerações a história que foi terrível, mas sem esquecer que este é um caminho que celebra a reconstrução", completa Jessica.

    "Sempre quis saber mais sobre a Marcha. Não havia informação. Resolvi contar esta vivência. E a parceria com o Tubaldini foi crucial", diz o publicitário, que conheceu o parceiro de projeto em 2006, quando o produtor montou sua peça Iidiche Mamma Mia. "Escrevi a comédia para falar das diferenças, e semelhanças, entre a comunidade judaica (já que eu sou judeu) e italiana (minha mulher é filha de italianos). E propus ao Tubaldini documentar a Marcha", conta Pitliuk, que, com o fotógrafo Márcio Scavone, vai editar também um livro fotográfico sobre a Marcha.

    Superada a primeira fase, a dupla partiu para a Polônia. "Precisávamos conhecer o terreno em que queríamos semear. Descobrimos lugares incríveis e que ainda há histórias maravilhosas que precisam ser contadas", acrescenta o produtor, revelando-se, em uma comparação grosso modo, mas não equivocada, uma espécie de Oskar Schindler brasuca. Aderiu ao projeto por profissionalismo e acabou se apaixonando pela cultura judaica. "Achei que seria um grande desafio, mas, principalmente nesta última viagem, percorrendo todos os campos e conversando com tantos especialistas e pessoas comuns que viveram este drama, virei um entusiasta", confessa ele, que, com Pitliuk, Jessica, a produtora-executiva Valéria Amorim e Scavone refizeram, em fevereiro, os caminhos da Marcha em uma viagem não só de ‘pesquisa de locação’, mas de descobertas e encantamentos.

    Segunda-feira, Março 10, 2008

    Quatro em cada dez trabalhadores são pobres



    Quatro em cada dez trabalhadores são pobres

    Domingo, 09 de Março de 2008 09:36
    Quatro em cada dez trabalhadores são pobres

    Quatro em cada dez trabalhadores do mundo são pobres, segundo diagnóstico da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Das 3 bilhões de pessoas empregadas, 1,3 bilhão ganha até US$ 2 diários e 489,7 milhões ganham menos de US$ 1 por dia.

    Os números constam no relatório Tendências Mundiais do Emprego, divulgado no dia (23) pela OIT. O número de desempregados, segundo a organização, chegou a 189,9 milhões em 2007.

    “Para reduzir no longo prazo o número de desempregados e de trabalhadores pobres, é indispensável que em períodos de alto crescimento sejam adotadas medidas para criar mais emprego produtivo e trabalho decente”, recomenda a organização.

    De acordo com o relatório, o nível de emprego se manteve estável em 2007 graças ao crescimento de 5,2% no Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Foram criados 45 milhões de novos postos, um crescimento de 1,6% em relação a 2006. O setor de serviços foi o que mais empregou em 2007: 42,7% da força de trabalho. Em segundo lugar vem a agricultura, com 34,9% das vagas. A indústria representou 22,4% dos empregos.

    A taxa mundial de desemprego permaneceu em 6%, embora o número de desempregados tenha aumentado em 2,9 milhões. Na América Latina e Caribe, porém, o desemprego é maior: atingiu 8,5% da população em 2007.

    O perfil do emprego também é diferente da média mundial. A região apresenta a maior concentração no setor de serviços, que responde por 58,9% do emprego. Em segundo lugar vem a indústria, com 20%, e, por último, agricultura, com 18,6% da força de trabalho.

    De acordo com a OIT, a região é a única que registra crescimento do emprego vulnerável. Entre 1997 e 2007, o índice de trabalhadores nesta categoria subiu de 31,4% para 33,2%.

    “Isso indica que os postos de trabalho criados no setor de serviços são inseguros, provavelmente mal-remunerados, e que as condições de trabalho são insatisfatórias”, diz o relatório.

    No setor de serviços, 74,8% dos trabalhadores são mulheres. “É provável que entre as mulheres tenha aumentado o emprego vulnerável. Talvez a única vantagem paralela esteja no fato de que deixaram de trabalhar na agricultura como familiar não remunerado para converterem-se em trabalhadoras por conta própria no setor de serviços”, pondera a OIT. Na região, 25,4% dos trabalhadores ganham até US$ 2 diários e 8% recebem menos de US$ 1 por dia.

    A OIT também faz previsões para 2008. Acredita que as turbulências causadas pela crise no setor de financiamento de moradia nos Estados Unidos e a persistente alta do preço do petróleo podem resultar em 5 milhões de novos desempregados já em 2008, o que elevaria a taxa de desemprego para 6,1%. Ainda assim, devem ser criados cerca de 40 milhões de postos de trabalho este ano.

    Fonte: Agência Brasil

    Bebida alcoólica pode reduzir risco de doença cardiovascular na meia-idade, diz estudo




    Bebida alcoólica pode reduzir risco de doença cardiovascular na meia-idade, diz estudo

    Plantão Publicada em 08/03/2008 às 19h25m

    Pessoas abstêmias na meia-idade podem reduzir em pouco tempo o seu risco de desenvolver doenças cardíacas se incluirem diariamente bebida alcoólica em pequena quantidade em sua dieta, de acordo com pesquisa da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

    Indivíduos com idades entre 45 e 64 anos que começaram a consumir bebidas alcoólicas com moderação tiveram uma redução de 38% do risco de desenvolver doenças cardíacas, em relação às que se mantiveram abstêmias, revelou o estudo, realizado durante quatro anos com 7,5 mil pessoas.

    O maior benefício registrado foi para pessoas que tomavam apenas vinho, disseram os pesquisadores em artigo no American Medical Journal.

    Mas cardiologistas advertiram que o álcool não é uma panacéia para a boa saúde.
    Arteriosclerose

    O estudo analisou os fatores de risco para o desenvolvimento de arteriosclerose - o endurecimento das artérias.

    Nenhum dos participantes ingeriu bebida alcoólica no início do estudo, mas 6% começaram a beber quantidades moderadas - uma dose por dia ou menos para mulheres, e duas doses por dia ou menos para homens - durante a realização do estudo.

    A redução do risco de doença cardiovascular se manteve quando os pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul levaram em conta a atividade física, índice de massa corporal (IMC, calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado), idade e fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas.

    Não havia diferença na incidência de mortes nos quatro anos que se seguiram.

    Colesterol

    As pessoas que consumiram vinho apresentaram a maior redução em distúrbios cardiovasculares tais como ataques cardíacos, em comparação a grupos de abstêmios, consumidores de grande quantidade de bebidas e pessoas que bebiam outros tipos de alcoólicos.

    O estudo verificou ainda que houve alguma melhora no HDL ou colesterol "benéfico" nos que começaram a consumir bebidas alcoólicas.

    Apesar de vários estudos demonstrarem uma associação entre o consumo de bebida alcoólica e a redução do risco de desenvolver doenças cardiovasculares, a recomendação da Associação do Coração dos Estados Unidos desaconselha que abstêmios adotem o hábito de beber.

    O líder do estudo, Dana King, disse que ficou surpreso ao verificar que a mudança na dieta teve um impacto tão grande e tão rápido. Ressaltou, contudo, que que os benefícios têm que ser avaliados com cuidado em relação aos efeitos adversos do consumo de álcool e que o novo hábito não seria recomendável para algumas pessoas com problemas hepáticos ou câncer.

    Domingo, Março 09, 2008

    Portugal: Crimes sexuais fazem quatro vítimas por dia



    Crimes sexuais fazem quatro vítimas por dia

    07 03 2008 08.26H

    O número de crimes sexuais cometidos em Portugal é cada vez mais preocupante, sendo que todos os dias quatro pessoas são vítimas deste tipo de acto ilícito contra a liberdade e autodeterminação sexual.

    Patrícia Susano Ferreira
    pferreira@destak.pt
    A maioria, cerca de 87%, são do sexo feminino e grande parte destas têm menos de 16 anos, um cenário que traz «consequências altamente nefastas», segundo defende a Amnistia Internacional (AI) que avançou ontem estes valores.

    380 crianças abusadas em 2007

    No relatório, a AI precisa que no ano passado a PSP e a GNR receberam 1443 notícias de crimes, correspondentes a 1526 vítimas. Só nos abusos sexuais de crianças e adolescentes foram registados 380 casos durante 2007.

    Os crimes mais comuns são os «perpetuados dentro do lar de forma incestuosa ou pelo padrastro ou pelo pai, aos quais se seguem os levados a cabo por pessoas conhecidas, que podem ser desde professores, até colegas de escola passando pelo marido da ama que toma conta do menor». Além destes crimes, há também os 'assinados' por «pedófilos», adianta ao Destak Marlene Rodrigues, assistente social que trabalha no Instituto de Medicina Legal de Lisboa, no atendimento às vítimas de violência sexual.

    «São inúmeros os casos marcantes que chegam diariamente a este gabinete, principalmente quando a criança não consegue romper com o silêncio, o que se confirma principalmente em jovens que são abusados desde crianças.»

    «Ver uma menina de 12 anos que era vítima de violações continuadas e que abortou sozinha em casa já num estado avançado da gravidez» deixa qualquer um sem palavras. No entanto, a intervenção adequada ainda continua a falhar em Portugal, o que contribui para duplicar o sofrimento destas crianças.

    Entenda os principais conflitos religiosos do mundo



    06/03/2008 - 09h05

    Entenda os principais conflitos religiosos do mundo

    da Folha Online

    Atualmente, vários países vivem intensos conflitos religiosos. No Iraque, ataques suicidas de homens-bombas motivados por princípios do fundamentalismo islâmico. Outro exemplo é a Nigéria que em 2006 teve um confronto entre cristãos e mulçumanos que resultou na morte de 150 pessoas em apenas uma semana.Mas não é de hoje que este problema assola o mundo. As Cruzadas, por exemplo, aconteceram do século 6 ao 8 e tinham como objetivo impor o cristianismo na Terra Santa (Palestina).

    Reprodução

    Atlas das Religiões oferece o mapeamento das crenças no mundo

    "O Atlas das Religiões", da Publifolha, mapeia as tensões históricas no mundo e mostra as nações que sofreram perseguições religiosas.

    O título está em pré-venda no site da
    Publifolha por R$ 32,90. A pré-venda é uma ferramenta que permite que o leitor faça a reserva para compra e receba a encomenda na data do lançamento. A cobrança só é feita quando for enviada a entrega.

    Leia abaixo trecho do livro sobre os conflitos religiosos.
    *
    CONFLITOS E TENSÕES

    Uma das acusações mais comuns que feitas às religiões é que elas causam mais violência do que paz. Por essa óptica, o mundo seria um lugar melhor sem elas e suas rixas. Há alguma verdade nisso. As divisões religiosas atravessam continentes e épocas e ainda hoje influenciam a política, a economia e as comunidades. Debates históricos, guerras, lutas e disputas internas criaram os mapas contemporâneos do mundo e o fizeram de modo que poucos se deram conta. Por exemplo, a União Européia, "cristã", surgiu da vivência das invasões muçulmanas nos séculos 14-17 e da ocupação de parte da Europa oriental pelo islã até o século 20. Os violentos conflitos no Iraque têm suas raízes na dissidência entre muçulmanos sunitas e xiitas, no século 7o, e lutas no Sudão, Etiópia e Nigéria remontam em certas áreas ao século 10o.

    A violência, contudo, não vem apenas do lado da religião. Nos últimos cem anos, as principais religiões foram mais perseguidas do que em qualquer outro período histórico. E, na maioria dos casos, trata-se não de religião perseguindo religião, mas de ideologia perseguindo religião. Isso abrange desde as investidas da revolução socialista de 1924 no México contra o poder, as terras e, por fim, o clero e os edifícios da Igreja Católica até as agressões aos bahaístas no Irã a partir da década de 1970, passando pela repressão a todas as religiões na URSS, pelo extermínio dos judeus no nazismo e pela agressão maciça a toda religiosidade na China da Revolução Cultural.

    Infelizmente, as zonas de tensão se mantêm: à medida que as religiões se recuperam da perseguição, alguns reiniciam suas próprias perseguições. Entretanto, o tempo e a vivência dos últimos cem anos, mais o impacto dos movimentos ecumênicos e multiconfessionais, começaram a mudar muitos grupos religiosos, e, nesses casos, as velhas divisões e inimizades foram se desvanecendo.

    Divisões históricas, várias delas com séculos de existência, criadas por diferenças na crença e na prática religiosa, estão na origem de muitas das tensões e conflitos atuais. No Iraque, a cisão entre sunitas e xiitas, remontando à segunda metade do século 7, nutre a guerra civil que tanto afeta o país desde a queda de Saddam Hussein (2003). A tensa linha divisória entre o islã e a cristandade na Europa oriental e no Cáucaso é ilustrada pela controversa candidatura turca à União Européia. E a cisão entre católicos, luteranos e russo-ortodoxos ainda repercute na Europa e na Rússia.

    Algumas linhas divisórias, como o litoral suaíli (África oriental), se tornaram mais regiões de diferença cultural que fontes de tensão. Já outros choques, muito antigos, como entre cristãos, hindus e muçulmanos na Indonésia, ressurgiram onde, poucos anos atrás, essas comunidades viviam lado a lado.

    Perseguição religiosa

    A religião é freqüentemente criticada com o argumento de que a maioria das guerras surge de tensões e discordâncias confessionais. Isso pode ter sido verdade nos séculos passados (embora tal afirmação seja extremamente discutível), mas certamente não foi o caso nos últimos cem anos, quando a religião é que se viu violentamente perseguida por ideologias temporais. O comunismo, o fascismo, o socialismo e o nacionalismo, todos eles, encararam a religião como a maior ameaça ao projeto que tinham para criar novas sociedades, pois em muitos casos era ela um importante acessório do regime que os revolucionários queriam derrubar. Em conseqüência, deu-se uma investida sem precedentes contra edifícios religiosos, clérigos e fiéis.

    Com o colapso daquelas ideologias e a recuperação de muitas religiões em várias partes do mundo, tem ocorrido um grande aumento da violência, dos ataques e das guerras de motivação religiosa.

    O marxismo afirmava que, com o advento do socialismo e do comunismo, "a religião definharia e morreria". Na realidade, aconteceu o inverso: foram as ideologias que definharam, ainda que ao custo de dezenas de milhões de vidas. A religião sobreviveu e constituiu muitas vezes a inspiração para os movimentos de resistência que ajudaram a derrubar as ideologias. Da Igreja Católica na Polônia aos budistas no Camboja, passando pelos muçulmanos na Ásia central e pelos luteranos na Alemanha Oriental, ela permaneceu depois que os regimes coercivos se foram. Em muitos países, embora não tenha mais o mesmo papel que tinha antes de perseguições e mudanças sociais tão vastas, a religião voltou ao centro do palco para tentar desempenhar de novo seu papel na construção e manutenção de nações, povos e culturas.

    "O Atlas das Religiões"
    Autoras: Joanne O'Brien e Martin Palmer
    Editora: Publifolha
    Páginas: 112
    Quanto: R$ 32,90
    Onde comprar: pré-venda no site da Publifolha
    Disponibilidade: Lançamento em 15/03/2008

    Brasil (Rio Grande, RS): Investigação aponta que religioso mantinha encontros com três meninas



    Rio Grande, 08 de Março de 2008, Sábado.

    Investigação aponta que religioso mantinha encontros com três meninas

    As investigações sobre o caso do padre de 37 anos acusado de molestar sexualmente uma menina de 12 anos apontam que o religioso também manteve relações com mais duas vítimas, uma de nove e outra de 11 anos.

    Após o pedido de prorrogação de mais 10 dias para a conclusão do inquérito policial, na última quarta-feira, 5, o delegado responsável pelo Posto da Mulher, Júlio Fernandes Neto, concluiu e enviou inquérito para a Justiça.

    Com o fechamento do inquérito, o religioso foi indiciado por atentado violento ao pudor mediante presunção de violência e pelo fornecimento de bebida alcoólica às crianças.

    O delegado Fernandes informou que usando um nome falso, o acusado dirigia-se até a periferia da cidade e aliciava as meninas com presentes e agrados. "Todas as vítimas eram carentes, visto que havia uma disparidade cultural e financeira muito grande", salientou. Após conseguir a confiança das meninas, o religioso as convencia de entrar no carro.

    Nos encontros, o religioso fornecia bebidas alcoólicas às vítimas e logo em seguida praticava atos libidinosos, mas segundo o delegado, sem penetração vaginal. O local onde ocorreria os encontros não foi revelado pelo delegado, assim como também não foi confirmado que os encontros teriam ocorrido num motel, como foi divulgado anteriormente.

    Durante as investigações, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão, que resultou na apreensão do laptop e provas contra o acusado. No equipamento, os policiais encontraram vários materiais que confirmam a pedofilia, sendo que alguns programas estavam protegidos por senhas e não puderam ser examinados durante a conclusão do inquérito. Diante disso, o delegado informou que técnicos em informática da Polícia Civil estão trabalhando com o intuito de liberarem o material para ser investigado.

    "O material encontrado no computador é repugnante, pois causou uma revolta muito grande nos experientes profissionais que o examinaram, fortalecendo assim que o acusado possui um desvio sexual, pedofilia", destacou Neto. Desde que foi preso em flagrante, no dia 16 de fevereiro, o religioso permanece preso na Penitenciária Estadual do Rio Grande (Perg).
    O caso

    O sacerdote foi preso em flagrante no início da noite do dia 16 de fevereiro, quando estava em seu carro, na garagem da escola, onde exercia função de diretor há cerca de um ano. Durante o dia o padre havia levado a menina para comprar material escolar e depois para o colégio, com a promessa de mostrar-lhe computadores e deixá-la usar a internet. Por volta das 19h, dentro do seu automóvel, o sacerdote teria molestado a menina, mas em determinado momento ela conseguiu fugir, entrando na igreja ao lado da escola para pedir socorro. O padre foi detido por um rapaz que chamou a Brigada Militar. A garota contou que já havia tido outros três encontros com o sacerdote, sendo que teria conhecido ele na rua, durante o Carnaval e que ele já abusou de outras duas meninas.

    Patrick Chivanski

    EUA: Pedofilia: 689 queixas contra padres em 2007



    Pedofilia: 689 queixas contra padres em 2007

    2008/03/07 22:40

    Igreja católica norte-americana gastou 615 milhões de dólares, o ano passado, em processos de pedofilia

    MAIS:
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    Abuso sexual: «Falta vontade política» para actuar

    Seiscentas e oitenta e nove queixas contra padres pedófilos da Igreja católica norte-americana foram apresentadas em 2007, por factos em geral anteriores aos anos 1990, afirma um relatório anual divulgado esta sexta-feira, noticia a agência Lusa.

    Em 2007, o escândalo da pedofilia custou 615 milhões de dólares às dioceses e comunidades religiosas implicadas, dos quais 526 milhões para pôr fim aos processos judiciais, 23 milhões em apoio às vítimas e aos padres incriminados e 60 milhões em avenças com advogados.

    Mais de 600 crianças terão sido abusadas em 2007 São pedófilos. Conhece-os?

    Numa altura em que as despesas continuam a subir à medida dos acordos celebrados entre as dioceses e as vítimas, o número de queixas diminuiu três por cento em relação ao ano anterior, e 36 por cento em relação a 2004.

    Só cinco das queixas registadas o ano passado diziam respeito a factos que decorreram em 2007. Em 93 por cento dos casos, os factos são anteriores a 1990.
    No total, estas queixas visavam 491 padres ou diáconos, 58 por cento dos quais já tinham sido anteriormente acusados por outras vítimas. Deste total, 76 por cento já tinha falecido ou regressado, voluntariamente ou não, à vida laica.

    A Igreja Católica norte-americana, que tem cerca de 69 milhões de fiéis e vai receber o papa Bento XVI em Abril, luta por livrar-se do escândalo dos padres pedófilos, que mina há mais de cinco anos a sua reputação e finanças.

    Sábado, Março 08, 2008

    Comunidades: Portugal tem a sétima maior comunidade de emigrantes no mundo



    Comunidades: Portugal tem a sétima maior comunidade de emigrantes no mundo

    Lisboa, 07 de Jan (Lusa) - Portugal tem a sétima maior comunidade de emigrantes no mundo, revelou, com base em dados estatísticos nacionais e internacionais, fonte dos assuntos consulares e das comunidades do Estado português.

    No âmbito do "Colóquio sobre as políticas para a juventude, cultura e associativismo nas comunidades portuguesas", foram apresentados, hoje, na Universidade Lusófona, dados estatísticos das comunidades portuguesas, com base em dados públicos do Instituto Nacional de Estatística (INE), da Organização da Cooperação para o Desenvolvimento Económico (OCDE) e das Nações Unidas.

    Segundo Ana Cristina Ribeiro, da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, dados da OCDE publicados em 2007, evidenciam Espanha e Suíça como os maiores destinos de emigração portuguesa nos últimos anos.

    "Com 1 049 500 emigrantes portugueses no mundo, Portugal possui a sétima maior comunidade do mundo", afirmou Ana Cristina Ribeiro, da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, durante a apresentação de dados estatísticos das comunidades portuguesas, na Universidade Lusófona.

    O México, o Reino Unido e a Turquia ocupam os primeiros lugares.

    Ana Cristina Ribeiro refere que "a comunidade portuguesa representa 13,1 por cento da população do país" e evidencia que "não há como negar a saída cada vez maior de portugueses para o estrangeiro", o que reflecte também a livre circulação entre as fronteiras da União Europeia.
    Quanto aos países de destino, os dados entre 2003 e 2006 revelam um aumento significativo de emigrantes portugueses a deslocarem-se para a Suíça e para a Espanha.

    A França, o Reino Unido e o Luxemburgo são outros destinos frequentes da emigração portuguesa.

    Prevê-se a criação do Observatório da Emigração, com vista a revelar dados estatísticos sobre as comunidades portuguesas no estrangeiro, congregando entidades estatais, que produzem estudos estatísticos, e académicos para a realização do projecto, informou Paulo Amaral, do gabinete da Secretário de Estado das Comunidades, presente no Colóquio.

    Face ao número de emigrantes portugueses no mundo, a directora do Gabinete de Relações Culturais e Internacionais do Ministério da Cultura, Patrícia Salvação Barreto, também presente no Colóquio, afirmou que "as comunidades lusófonas são a maior rede diplomática que o país tem no estrangeiro".

    "Estas comunidades projectam o que é ser português, no quotidiano, ao mostrarem de modo singular a capacidade de adaptação às realidades, por vezes diferentes das que encontrariam em Portugal", adiantou.

    A directora do gabinete de Relações Culturais e Internacionais acredita que estas comunidades complementam e até substituem o corpo diplomático, no caso de esta participação oficial não existir no país.

    Patrícia Salvação Barreto acentuou que, de acordo com o trabalho desenvolvido do Ministério da Cultura, é necessário difundir a criação dos autores portugueses no mundo, mas também promover o diálogo intercultural.

    "Da mesma forma que é essencial integrar de forma pacífica os imigrantes que vivem em Portugal, também os vários estados (no estrangeiro) onde residem portugueses devem fazê-lo do mesmo modo", afirmou.

    No que diz respeito aos luso-descendentes, a directora lançou a ideia de criar um portal, com base numa parceria entre entidades institucionais e a rede das comunidades portuguesas, onde ambos pudessem dialogar e estabelecer planos de acção.

    Desta forma a directora pretende aproximar os luso-descendentes a Portugal e melhorar o diálogo entre os portugueses e os seus representantes.

    "Não creio que estejam bem estruturados, nem são frequentes, os diálogos entre os portugueses e os seus representantes", lamentou.

    O "Colóquio sobre as políticas para a juventude, cultura e associativismo nas Comunidades Portuguesas" decorreu quinta-feira e hoje, na Universidade Lusófona.

    © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-03-07 18:10:01

    Inundações afectam mais de 250 mil pessoas em Moçambique



    Inundações afectam mais de 250 mil pessoas em Moçambique

    -->Maputo, Moçambique (PANA) - Mais de 250 mil pessoas afectadas pelas recentes inundações no centro de Moçambique precisam de assistência humanitária, pelo menos até ao fim de Março corrente, segundo um estudo do Secretariado Técnico para a Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN) citado na edição de quarta- feira do diário de Maputo "Notícias".

    O estudo considera que o número de sinistrados poderá diminuir para 226 mil e 500 indivíduos em Abril e Maio próximos, pois algumas pessoas afectadas poderão começar a recuperar do choque e das deslocações causadas pelas inundações.

    A pesquisa identificou famílias que perderam as suas casas, os seus campos e o seu gado este ano, bem como as que foram reinstaladas após as inundações de 2001 e 2007.

    Porém, o SETSAN considerou que a eficácia dos sistemas de alerta precoces de chuvas, do nível dos cursos de água e dos débitos da barragem de Cahora Bassa, bem como a formação dos comités locais de gestão dos riscos a uma reacção rápida, contribuíram para atenuar o impacto das inundações deste ano.

    O estudo mostrou igualmente que as vítimas receberam imediatamente assistência de base mínima em locais onde se refugiaram.

    Uma ajuda alimentar começou a ser distribuída em Dezembro último às vítimas das inundações que beneficiam deste apoio em todos os distritos afectados.-->

    Maputo - 06/03/2008

    Quinta-feira, Março 06, 2008

    Ação deve ser rápida para conter mudança climática, diz OCDE



    quarta-feira, 5 de março de 2008, 16:12 Online

    Ação deve ser rápida para conter mudança climática, diz OCDE

    Segundo relatório, 'mudanças climáticas são o desafio mais importante da humanidade'

    Doug Mellgren, AP

    OSLO, Noruega - O mundo tem que lidar com as alterações climáticas agora - ou pagará um preço muito mais elevado depois, disse a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira, 5.

    Em duas décadas, danos ambientais que não forem contidos poderiam levar metade da população mundial a ficar sem água potável, afirmou a Secretária Geral da OCDE, Angel Gurria.

    "Mudanças climáticas são o desafio mais importante da humanidade. Nós conhecemos o inimigo: se chama carbono", acrescentou.

    Um relatório sobre o cenário ambiental para 2030, parte de uma série de relatórios compilados a cada cinco anos, se concentra na mudança climática, falta de água, necessidade de energia, perda de biodiversidade, transportes, agricultura e pescaria.

    "Sem políticas mais ambiciosas, a pressão crescente sobre o meio ambiente poderá causar danos irreversíveis em poucas décadas", diz o relatório. "O custo da falta de ação é alto, enquanto ações ambiciosas para proteger o ecossistema são sustentáveis e podem ser conjugadas ao crescimento econômico".

    O relatório sublinha também a necessidade de responsabilidade global. Gurria exortou países como Estados Unidos e os de economia emergente (como China e Índia) para que aceitem um acordo internacional de compromisso para reduzir o lançamento de gases estufa.

    Até 2030, a população mundial - hoje de 6,5 bilhões de pessoas - estará próxima de 8,2 bilhões, segundo estimativas, e a economia global pode dobrar de tamanho, principalmente devido ao crescimento de países como Brasil, Rússia, China e Índia, diz o relatório.

    O crescimento descontrolado no consumo de energia nesses países pode chegar a 72% nesses países, em contraste com 29% dos países europeus membros da OCDE.

    Isso levaria a um crescimento de 38% nas emissões de dióxido de carbono até 2050. Entretanto, se medidas de contenção forem tomadas para estabilizar o crescimento das emissões, há possibilidade de permanecermos nos níveis de 2000, sustenta o relatório.

    O relatório diz ainda que governos devem criar políticas como "impostos verdes" para encorajar o desenvolvimento de práticas e tecnologias, e que países ricos devem ajudar os pobres a se desenvolverem sem espalhar poluição através do fornecimento de tecnologias e know-how.

    "O relatório da OCDE identifica situações ambientais críticas que todos os países do mundo enfrentarão", disse o Congressista americano Bart Gordon em uma declaração em Washington. "Ele fornece um bom mapa para avaliar desafios ambientais e impactos econômicos que enfrentaremos caso nenhuma atitude seja tomada".

    O OCDE é formado por 30 países europeus e se concentra em políticas sociais e econômicas.

    Domingo, Março 02, 2008

    Ciclone deixa 44 mortos e 145 mil desabrigados em Madagascar




    Ciclone deixa 44 mortos e 145 mil desabrigados em Madagascar


    ANTANARIVO, Madagascar - A passagem do ciclone Ivan pela ilha de Madagascar na última semana, deixou 44 mortos e 145 mil desabrigados, conforme as estimativas do governo divulgadas nesse domingo.

    Após a passagem do ciclone, que acometeu a região Leste da ilha com ventos de até 230 km/h, o país, um dos mais pobres do mundo, foi atingido por intensas chuvas torrenciais, deixando algumas regiões da ilha completamente alagadas.Na última sexta-feira, o governo fez um apelo por mais ajuda humanitária, quando o número de desabrigados estava em 14 mil. Dois dias depois, as estimativas praticamente dobraram, e o governo concluiu que 1% da população perdeu suas casas.

    O governo dos Estados Unidos já doou US$ 100 mil, que não são o suficiente para evitar uma crise no país, de acordo com o governo. A ilha de Madagascar está com várias áreas isoladas que só podem ser alcançadas por ar ou água. Além disso, doenças como diarréia estão contaminando a população.

    Ainda de acordo com o governo, cerca de 15 mil hectares de lavoura de arroz foram perdidas, o que pode significar escassez de alimentos nos próximos meses.
    (MS)

    Com BBC Brasil

    Sábado, Março 01, 2008

    Poluição sonora mata 50 mil por ano na UE, diz estudo



    28-02-2008 10:59:46

    Poluição sonora mata 50 mil por ano na UE, diz estudo

    Lisboa, 28 fev (Lusa) - Pelo menos 50 mil pessoas morrem anualmente na União Européia (UE) devido a ataques cardíacos causados pelo excesso de ruído rodoviário ou ferroviário, alerta um estudo que será apresentado nesta quinta-feira em Bruxelas.

    O documento a que a Agência Lusa teve acesso, produzido pela Federação Européia para os Transportes e Ambiente (T&E), indica também que outros 200 mil europeus passam a sofrer todos os anos de doenças do coração.

    As estimativas da organização indicam que os custos financeiros da poluição sonora, em especial para os serviços de saúde, atingirão pelo menos 40 bilhões de euros por ano na UE.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir de 55 decibéis, o ruído ambiental começa a ter efeitos negativos sobre os humanos. O valor se situa entre o provocado por uma tempestade (50 decibéis) e uma conversa entre duas pessoas (60).

    O estudo da T&E , intitulado “Tempo de Escutar”, calcula que, em 25 países da UE - excluindo Malta e Chipre -, a maioria da população (54%) está regularmente exposta a índices de ruído acima de 55 decibéis, proveniente do tráfego rodoviário e ferroviário, totalizando 245 milhões de pessoas afetadas.

    O trabalho foi realizado com base em dados cumulativos reunidos ao longo dos últimos anos.

    A maioria dos europeus vive em cidades e, desses, uma grande parte junto de vias por onde circula tráfego ruidoso. O problema, segundo o documento, "tem sido subestimado e ignorado” pelas autoridades.

    A organização, com sede em Bruxelas, realça a preocupação da União Européia com a poluição do ar, ao estabelecer níveis de emissões cada vez mais baixos e impor menores índices de poluentes para os veículos, mas lamenta a negligência a que tem sido submetida a poluição sonora.

    Exemplo das conseqüências do excesso de ruído são as crianças em idade escolar que, sujeitas a elevado nível de barulho vindo de ruas e estradas, têm dificuldade em se concentrar, dispersam a atenção com facilidade, ficam com problemas para memorizar questões mais complexas, lêem mal e tem baixo rendimento escolar.

    Combinando as novas tecnologias na produção de veículos com a evolução na construção de pavimentos e vias, a T&E considera possível baixar os tetos de ruído em cerca de cinco decibéis, o que equivaleria a uma redução da poluição sonora a 70% da atual.

    A federação internacional recomenda, por isso, que a UE altere sua legislação, fazendo com que o ruído da circulação das rodas no asfalto baixe para 71 decibéis em 2012, seguindo em queda gradual até 2016.

    Portugal — INE: Relação divórcio-casamento é de 48 por cada 100 uniões



    INE: Relação divórcio-casamento é de 48 por cada 100 uniões

    A relação entre os divórcios e casamentos passou de 46 divórcios por cada 100 casamentos em 2005, para 48 em 2006, tendo-se assistido igualmente a um envelhecimento da população portuguesa, de acordo com os «indicadores demográficos» do INE divulgadas esta segunda-feira.

    O número de casamentos realizados (47 857) diminuiu e o número de divórcios decretados (23 935) aumentou pelo que a relação divórcios/casamentos reflecte a progressão das dissoluções.

    A população residente, em 31 de Dezembro de 2006, foi estimada em 10 599 095 indivíduos, o que representa umacréscimo populacional de 29 503 indivíduos face a 2005. Assim, a população portuguesa registou uma taxa de crescimento efectivo de 0,28%.

    Verificaram-se 105 449 nados vivos e 101 990 óbitos de indivíduos residentes em Portugal, valores que se traduzem numa taxa de crescimento natural de 0,03%. Assim, a taxa de crescimento efectivo da população foi induzida sobretudo pela taxa de crescimento migratório, que se situou em 0,25%.

    CONTINUA ...

    25-02-2008 11:51:14

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