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    Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

    Segurança nuclear do mundo preocupa, diz agência atômica da ONU



    Segurança nuclear do mundo preocupa, diz agência atômica da ONU

    Plantão Publicada em 26/02/2008 às 18h35m

    Reuters/Brasil Online

    Por Wojciech Moskwa e Aasa Christine Stoltz

    OSLO (Reuters) - A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse na terça-feira que a segurança nuclear mundial é preocupante e que os líderes mundiais deveriam iniciar rapidamente uma nova rodada de negociações contra armas atômicas.

    "Precisamos reforçar o regime de não-proliferação e avançar para o desarmamento nuclear", afirmou Mohamed El Baradei, diretor da agência da Organização das Nações Unidas.

    "Estamos numa encruzilhada. O sistema está fraquejando", disse El Baradei numa conferência em Oslo, onde em 2005 ele e a AIEA receberam conjuntamente o Prêmio Nobel da Paz.

    Segundo ele, a AIEA está ciente de 150 casos anuais de desaparição de armas ou materiais nucleares, que podem ir parar nas mãos "do crime organizado ou pior - de extremistas".

    El Baradei disse que a questão nuclear, tão importante durante a Guerra Fria, "saiu de moda e quase desapareceu da pauta internacional", dando espaço a temas como o aquecimento global.

    "Continua havendo muitas lacunas no atual sistema de segurança, o que o tornou vulnerável a abusos. Esse é na verdade o maior perigo que enfrentamos - que armas ou material nucleares caiam nas mãos erradas", declarou o egípcio.

    Segundo ele, armas atômicas em mãos de extremistas "quase certamente seriam usadas", pois o conceito da dissuasão mútua entre os países com armas nucleares "é totalmente irrelevante para a ideologia extremista".

    El Baradei não mencionou grupos ou países, nem quis falar do programa nuclear do Irã - cujo governo nega as acusações ocidentais de que vá desenvolver armas atômicas.

    Na mesma conferência, o ex-secretário norte-americano de Estado George Schultz disse que as tensões globais continuam elevadas devido à proliferação de armas de destruição em massa, e que os líderes mundiais deveriam imediatamente dar um novo foco às questões nucleares.

    "Não podemos esperar um Pearl Harbor nuclear", disse Schultz, referindo-se ao ataque-surpresa japonês no Pacífico que levou os EUA para a Segunda Guerra Mundial.

    El Baradei disse que "não é impossível" livrar o mundo das armas nucleares, e defendeu reduções significativas nos atuais arsenais, além de mudanças no status do sistema de armas nucleares, a fim de reduzir o risco de acidentes e defeitos.

    OMS alerta para crescimento da tuberculose resistente



    terça-feira, 26 de fevereiro de 2008, 16:14 Online

    OMS alerta para crescimento da tuberculose resistente

    Taxas da bactéria resistente chegam a alarmantes 20% em algumas partes do mundo

    Maria Cheng, da AP

    LONDRES - A tuberculose resistente a drogas está se espalhando mais rápido do que os especialistas previam, de acordo com um novo relatório divulgado nessa terça-feira, 26, pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Taxas da bactéria resistente a drogas chegam a 20% em alguns países, as maiores já encontradas. "Há dez anos, seria impensável ver taxa como essas," disse Mario Raviglione, diretor do departamento para controle da tuberculose da OMS. "Isso demonstra o que acontece quando se cometem muitos erros no tratamento da tuberculose."

    Veja também:
    Relatório completo da OMS (em inglês)

    Apesar de o relatório ser o maior já feito sobre tuberculose resistente a antibióticos, baseando-se em informações coletadas entre 2002 e 2006, ainda há grandes falhas: os números só estão disponíveis para metade dos países do mundo.

    Na África, onde especialistas estão particularmente preocupados com a combinação letal entre as pandemias de Aids e tuberculose, apenas seis países forneceram informações.

    "Nós não sabemos exatamente qual a situação da África," Raviglione disse. "Se a tuberculose resistente a diversos antibióticos já tiver penetrado na África, e coincidir com a Aids, haverá um grande desastre." Raviglione disse que é provável que pacientes - e mesmo surtos - não estejam sendo identificados.

    Especialistas estão preocupados, também, com a dispersão de XDR-TB, sigla em inglês para tuberculose altamente resistente a drogas, uma variedade letal cujo tratamento é extremamente difícil em países pobres. Quando um surto foi identificado em pacientes portadores do vírus da Aids na África do Sul em 2006, ele matou praticamente todos os infectados em poucas semanas. De acordo com o relatório, o XDR-TB agora se encontra em 45 países.

    No mundo, surgem aproximadamente 500.000 novos casos de tuberculose resistente cada ano, perto de 5% dos 9 milhões de novos casos de tuberculose.

    As mais altas taxas de resistência da bactéria são encontradas no leste europeu. Quase um quarto de todos os casos de tuberculose em Baku, Azerbaijão, são resistentes a drogas, seguido dos aproximadamente 20% dos casos em Moldova e 16% em Donetsk, Ucrânia.

    Altas taxas de resistência foram também encontradas na China e na Índia, países que, juntos, representam metade do problema mundial.

    Algumas autoridades disseram que esses novos números são provavelmente um valor subestimado do problema, pois alguns governos simplesmente não reportaram suas situações.

    O tipo resistente da tuberculose aparece quando o tratamento primário da doença é fraco. Países com programas de tratamento fortes deveriam, teoricamente, ter baixas taxas da bateria resistente.

    Esse não é o caso da China, entretanto, onde o governo reporta 94% de tratamentos completos.

    "Há uma enorme discrepância se eles estão também reportando 25% de toda a variedade resistente a drogas no mundo," disse Mark Harrington, executivo diretor do Treatment Action Group, um órgão de pesquisa em saúde pública. "Eles estão claramente nutrindo uma epidemia da bactéria resistente e falhando em reportar qualquer XDR-TB."

    Com os números crescentes de pacientes infectados pela variedade resistente, há uma preocupação que sistemas de saúde sejam sobrecarregados.

    "Estamos totalmente fora dos trilhos agora," disse Tido von Schoen-Angerer, diretor-executivo da campanha dos Médicos Sem Fronteiras para o acesso à assistência médica essencial. No último ano, somente 30.000 pacientes portadores da variedade resistente foram tratados.

    "A resposta, até agora, foi completamente insuficiente e nós vamos continuar a ter números crescentes até que o mundo acorde para essa emergência," disse von Schoen-Angerer.

    Para refrear o surto, especialistas disseram que novos testes de diagnóstico são necessários para identificar a variante resistente da bactéria mais rapidamente - testes atuais levam cerca de um mês - assim como novos medicamentos.

    A OMS disse que novos diagnósticos capazes de dar resultados em um dia estão sendo testados no Sul da África e Lesoto. Se bem sucedidos, o novo tipo de diagnóstico poderia ser implantado na África em poucos meses, embora novos laboratórios sejam necessários para fazer os testes.

    Especialistas têm esperança que o relatório estimule governos e doadores a agir. "Tuberculose resistente é uma ameaça para cada uma das pessoas do planeta," disse Harrington. "Não é como HIV que só contamina através de ações específicas," afirmou. "A tuberculose é uma ameaça para qualquer um que ande de trem ou avião", pois é transmitida pela dispersão de gotículas de saliva no ar.

    Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

    Lisboa: Idosos, famílias desestruturadas e pessoas endividadas entre os mais pobres da capital



    Lisboa: Idosos, famílias desestruturadas e pessoas endividadas entre os mais pobres da capital

    Lisboa, 25 Fev (Lusa) - Os mais velhos, as famílias desestruturadas, as pessoas menos qualificadas e as mais endividadas estão entre as que mais facilmente empobrecem, conclui o I Relatório do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa.

    O documento, que será apresentado terça-feira, explica que o risco de pobreza é mais acentuado também nas populações vulneráveis (crianças, jovens dos bairros mais periféricos e mulheres isoladas com enormes responsabilidades familiares), nos que vêem as suas ocupações e qualificações tornar-se obsoletas e ficam obrigados a fechar os seus negócios, "vendo degradar-se, muitas vezes em idades já avançadas, as suas condições económicas, de habitação e saúde".

    "Importa ainda ter em consideração que tais condições se concentram muitas vezes nas mesmas pessoas ou agregados familiares", assinala o relatório.

    Ainda de acordo com o documento, "estas situações tendem a concentrar-se nos bairros mais antigos das grandes cidades", ou seja, "nos centros históricos que não são renovados e que, frequentemente, são `invadidos` por uma indústria e um comércio ligados ao turismo", que chamam sobretudo "pessoas vindas de fora de Lisboa".

    O estudo alerta igualmente para o facto de existir na capital portuguesa "uma pobreza difusa, não concentrada, que permanece escondida e que, por vezes não expressa as suas necessidades e carências (idosos, pobreza "envergonhada", deficiência...)", bem como "novas formas de empobrecimento e exclusão (endividamento, toxicodependência, destruição das estruturas familiares tradicionais...)".

    Existe ainda "uma pobreza extrema com tendência a ser cada vez mais crónica e muito visível", resultante do facto de "as mesmas pessoas concentrem em si diferentes problemas (não possuírem emprego nem grandes qualificações, estarem sem-abrigo, sofrerem de diferentes dependências e encontrarem-se envolvidas nas formas mais subterrâneas de economia informal)".

    O relatório destaca igualmente a existência de "uma população que se encontra em risco de pobreza e que, devido a circunstâncias que as ultrapassam e que não podem minimamente controlar (doença prolongada, perda de emprego, viuvez, catástrofes naturais, etc.), podem cair em situações de grave carência e, no limite, numa situação de pobreza extrema".

    O documento adianta outros dados, revelando que, em 2006, Lisboa tinha 16.302 pessoas a receber o subsídio de desemprego e 4.332 titulares do Rendimento Social de Inserção.

    Refira-se igualmente que, em 2005, havia cerca de 136.300 beneficiários da pensão de velhice em Lisboa (recebendo em média cerca de 486,25 euros mensais), enquanto ao nível da pensão por invalidez foram contabilizados, nesse mesmo ano, 23.961 beneficiários, que auferiam em média 315,15 euros mensais.

    A análise realizada pelo Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa conclui ainda que a heterogeneidade que caracteriza muitas freguesias de Lisboa (onde existem pessoas em situação de grande pobreza e outras a viver medianamente) dificulta a aplicação de soluções de combate à pobreza.

    Segundo o documento, verifica-se um desajustamento entre as respostas dadas pelo organismos públicos e as necessidades das populações pois, apesar da lista de planos, programas e medidas que actuam na capital ser "enorme", apenas 10,9 por cento mostram ter "objectivos directos no combate à pobreza".

    © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
    2008-02-25 21:20:01

    Quase metade dos adultos dos EUA já trocou de religião



    segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008, 14:47 Online

    Quase metade dos adultos dos EUA já trocou de religião

    País tem mais ateus e agnósticos que judeus e muçulmanos; católicos são os que mais abandonam a fé

    AP

    WASHINGTON - O "mercado" religioso nos Estados Unidos é extremamente volátil, com cerca de metade dos adultos do país tendo abandonado o credo dos pais por outro ou abandonado a religião de vez, diz um a nova pesquisa.

    O estudo, divulgado nesta segunda-feira, 25, pelo Fórum Pew para Religião e Vida Pública destaca-se pelo escopo, tendo entrevistado mais de 35 mil adultos.

    Boa parte do estudo confirma resultados anteriores - as igrejas protestantes clássicas estão em declínio, as igrejas não filiadas às grandes denominações ganham espaço e a população sem filiação religiosa cresce - mas o trabalho lança um olhar mais profundo sobre essas tendências.

    "A economia religiosa americana é como um mercado, muito dinâmico e competitivo", disse o diretor do Fórum Pew, Luis Lugo.

    A pesquisa mostra que os EUA são 78% cristãos, e com a maioria protestante em 51% , mas caindo.
    Mais de 25% dos adultos trocaram a fé dos pais por outra ou fé nenhuma, mostra a pesquisa. Se forem levadas em conta as transferências entre diferentes igrejas protestantes, a mobilidade chega a 44%. Um em cada quatro adultos alega não ter filiação com instituição religiosa.

    Essa mobilidade religiosa beneficia o grupo dos sem filiação: o número de pessoas que entra na categoria supera o das que saem em três para um.
    A maioria dos sem filiação - 12% da população total - descreve sua religião como "nenhuma em particular", e cerca de metade desses descrevem a fé como pelo menos um pouco importante. Ateus e agnósticos são 4% da população.

    O catolicismo romano é a denominação que mais perde fiéis para outras igrejas. Cera de 30% dos americanos foram criados como católicos, mas menos de um quarto professam a religião na idade adulta. Isso significa que 10% dos adultos nos EUA são ex-católicos.

    A parcela da população que se declara católica, no entanto, mantém-se constante graças à migração da América Latina: quase metade dos adultos católicos com menos de 30 anos são hispânicos.
    O hinduísmo é a religião com maior retenção de fiéis: 84% das crianças criadas na fé mantêm-se nela quando atingem a idade adulta. A menor retenção é a das Testemunhas de Jeová, em 37%. A despeito disso, o grupo cresce rapidamente.

    A proporção de americanos que se declara budista é maior que a de muçulmanos, e ambas as categorias têm, cada uma, menos de 1% da população adulta. Os judeus são 1,7%.

    População em Portugal sobe e divórcios aumentam



    Agravou-se o índice de envelhecimento da população

    População em Portugal sobe e divórcios aumentam

    2008/02/25 11:56


    Idade média da mulher ter o primeiro filho subiu para 28,1 anosA população portuguesa registou uma taxa de crescimento efectivo de 0,28%, de acordo com os indicadores demográficos disponíveis relativos a 2006.

    Verificaram-se 105.449 nados vivos e 101.990 óbitos de indivíduos residentes em Portugal, valores que se traduzem numa taxa de crescimento natural de 0,03%, diz o Instituto Nacional de estatística (INE).

    A redução do número de nados vivos traduziu-se na diminuição da taxa bruta de natalidade de 10,4 para 10,0 nados vivos por mil habitantes.

    A idade média da mulher ao nascimento do primeiro filho subiu de 27,8 anos, em 2005, para 28,1 anos em 2006.

    Número de casamentos baixou

    Assim, a taxa de crescimento efectivo da população foi induzida sobretudo pela taxa de crescimento migratório, que se situou em 0,25%.

    Registou-se, ainda, o agravamento do índice de envelhecimento da população, que se situou em 112 idosos por cada 100 jovens, decorrente do declínio da fecundidade e do aumento da longevidade.

    O número de casamentos realizados (47.857) diminuiu e o número de divórcios decretados (23.935) aumentou, implicando que a relação entre o número de divórcios e o número de casamentos tenha passado de 46 divórcios por cada 100 casamentos em 2005, para 48 em 2006.

    INE: Há 112 idosos por cada 100 jovens em Portugal



    INE: Há 112 idosos por cada 100 jovens em Portugal

    Por Catarina Osório - ljcc05028@letras.up.pt

    Publicado: 25.02.2008

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    Indicadores demográficos relativos a 2006 mostram que o envelhecimento da população é uma tendência crescente.

    A tendência de envelhecimento da população continua a crescer desde 2000, ano em que o número de idosos suplantou o número de jovens. A população jovem (indivíduos com menos de 15 anos) diminuiu face a 2005 e o número de idosos (65 ou mais anos) aumentou para 17,3%. O índice de envelhecimento passou de 110 idosos por cada 100 jovens em 2005 para 12 idosos por cada 100 jovens em 2006.

    As estatísticas demográficas relativas ao ano de 2006,
    publicadas esta segunda-feira pelo INE (Instituto Nacional de Estatística), mostram ainda que a população portuguesa cresceu pouco em 2006 - mais 29.503 indivíduos face a 2005, registando uma taxa de crescimento efectivo de 0,28%.

    O número de nascimentos diminuiu em Portugal situando-se nos 105.449, o que significa um decréscimo de 3,6 % face a 2005. A região norte é aquela onde nasceram mais bebés. O Algarve, os Açores e a Madeira foram as regiões que registaram menos nascimentos. Portugal registou uma das taxas de natalidade mais baixas da União Europeia ao lado de países como Alemanha, Áustria, Bulgária,Eslovénia, Hungria e Ucrânia.

    O número de óbitos em Portugal sofreu também uma diminuição de 5,1 % face ao período homólogo anterior.

    Portugueses casam menos e mais tarde

    Em 2006 foram celebrados cerca de cerca de 48 mil casamentos, menos 1,7% do que em 2005. Os homens e as mulheres casam cada vez mais tarde em 2006. O norte foi a região onde se contraíram mais matrimónios. As mulheres casaram-se em média com 29 anos, enquanto os homens casaram-se em média com 32 anos.

    Os divórcios aumentaram 4,7%, representando mais 1.082 divórcios face ao ano anterior. Lisboa e Porto registam a maior incidência de separações conjugais.

    Violência no Quênia já deixou 1.500 mortos



    Violência no Quênia já deixou 1.500 mortos

    Número foi fornecido em novo relatório da polícia.Negociações entre presidente e rival foram paralisadas nesta segunda-feira (25).

    Do G1, com agências
    entre em contato

    Tony Karumba /AFP

    Moradores fogem de gás lacrimogêneo lançado pela polícia em favela no Quênia, em janeiro (Foto: Tony Karumba /AFP)

    A onda de violencia que tomou conta das ruas do Quênia desde o pleito realizado em 27 de dezembro de 2007 já deixou mais de 1.500 mortos, segundo um novo balanço policial, informou a agência de notícias France Presse (AFP).

    Entenda o conflito no Quênia

    "Nossos dados indicam que mais de 1.500 pessoas morreram nos combates entre tribos, distúrbios políticos e todos os ocorridos relacionados com as eleições", informou à agência AFP um comandante da polícia que pediu anonimato.

    As negociações para colocar fim à crise no Quênia foram paralisadas nesta segunda-feira (25) e, de acordo com o presidente Mwai Kibaki e o rival Raila Odinga, devem seguir para a decisão em torno da divisão de poder entre eles, noticiou a agência de notícias Reuters.

    Após um fim de semana de consultas com seus diferentes líderes, o time de negociadores se encontrou na manhã desta segunda em um hotel em Nairóbi sob a mediação do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan. O objetivo é finalizar um acordo que poria fim aos conflitos no país.

    * Reuters e AFP contribuíram para este texto

    Brasil: “Tio” que abusou de criança é preso



    24/02/2008 - 04h32m - Domingo

    “Tio” que abusou de criança é preso

    Ivan Marcos Machado

    A pressão realizada pelos policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA), comandados pelo delegado Fernando Iwanaga deu resultado. Após estar foragido por cerca de dois anos, foi preso em Sorocaba o eletricista e músico Cláudio Roberto de Lima, de 50 anos. Em 2006 ele foi condenado pela juíza da 3ª Vara Criminal de Jundiaí, Jane Rute Nalini Anderson a cumprir 7 anos de cadeia por ter abusado de uma menina de 10 anos.

    O “tio da igreja”, como era conhecido, conquistou a confiança das mães de várias crianças. Durante os cultos de uma igreja do bairro do Retiro, principalmente nos grupos de oração, era Cláudio quem ficava cuidando de 17 crianças, ensinando música e canto.

    As suspeitas de que havia algo de errado surgiu quando uma professora notou o comportamento estranho de uma das alunas. Ela foi conversar com a diretora da escola do bairro.

    A diretora chamou a mãe, para saber com quem a menina ficava. O pai da garota, ao tomar conhecimento, ficou enfurecido. Ele procurou a delegada Fátima Regina Giassetti e a escrivã Rosita, fazendo denúncia. Esteve até mesmo na Cúria Diocesana, para pedir a intervenção do bispo.

    Condenação e fuga

    Após tomar conhecimento da condenação pela juíza Jane, Cláudio abandonou sua casa e fugiu. Nesse tempo seus advogados tentaram recurso no Tribunal de Justiça, que foi negado, mantendo-se a decisão da juíza Jane.

    O delegado Fernando Iwanaga determinou aos policiais Elisete Reynaldo, Marcos Lancesi e Emerson Turqueto, que fossem para todos os locais possíveis em que Cláudio poderia se esconder.

    “A nossa pressão foi tão grande, que ele não agüentou”, comentou o investigador Marcos.

    O pai da garota abusada disse que pretende mandar cartas de agradecimento a todos os envolvidos na operação, para a juíza Jane, para o promotor Francisco Bastos e também para a Secretaria de Segurança Pública, elogiando a atuação da Polícia Civil de Jundiaí.

    Tratamento funcionou

    De acordo com a mãe da criança, sua filha passou por tratamento e “funcionou”. Ela está consciente de tudo o que aconteceu e que o responsável pelas barbaridades está preso.

    Na comunidade, todos que acharam que era “invenção” da família os abusos se convenceram de que a violência ocorreu mesmo.

    “Ele teve muita sorte de não ter sido preso em Jundiaí. Do contrário, vai saber o que poderia ter acontecido quando chegasse na Cadeia”, comentou o pai.

    Domingo, Fevereiro 24, 2008

    Conheça os sinais de alarme do enfarte e do AVC




    Conheça os sinais de alarme do enfarte e do AVC

    Andreia Pereira

    Data: 2008-02-24

    Os outdoors não deixam ninguém indiferente. Um coração e um cérebro, parcialmente cortados, são a imagem de marca de uma campanha de sensibilização pública, que arrancou no passado dia 15 de Janeiro, e cujo objectivo é alertar a população para as doenças cardiovasculares.

    “Mais rápido que…” um acidente vascular cerebral (AVC) e um enfarte agudo do miocárdio (EAM) é o slogan de uma campanha, promovida pela Coordenação Nacional das Doenças Cardiovasculares do Alto Comissariado da Saúde, que, desde 15 de Janeiro, está nas ruas de todo o País. Em vários locais públicos, foram espalhados cartazes e outdoors com um objectivo cirúrgico: reduzir a mortalidade cardiovascular em Portugal.“

    É possível ganhar vidas se o tratamento for instituído a tempo, mas, para que tal aconteça, é preciso que a população conheça os sinais de alerta, de modo a poder accionar, através do 112, o sistema médico pré-hospitalar”, explica o Prof. Ricardo Seabra Gomes, coordenador nacional para as doenças cardiovasculares.

    Para servir este propósito, foram criadas as Vias Verdes que, como descreve Ricardo Seabra Gomes, “são estratégias organizadas de diagnóstico, encaminhamento e tratamento expedito, sobretudo na fase pré-hospitalar”. Mas, para que o doente seja encaminhado rapidamente para o hospital mais adequado, “é preciso actuar com urgência”.

    O factor tempo é, aliás, uma condição essencial para que a terapêutica seja administrada dentro das três primeiras horas, após o início das queixas. Só assim será possível “abortar” o evento cardiovascular e impedir eventuais sequelas que, no limite, podem conduzir à morte.

    “A primeira reacção do doente é esperar que os sintomas passem”, lamenta o coordenador nacional para as doenças cardiovasculares. E apela à população para que não se dirijam pelos seus próprios meios ao hospital, já que, através das Vias Verdes, os doentes beneficiam de um acesso directo e em tempo útil às unidades de intervenção mais apropriadas.

    Sinais de alerta

    Segundo Ricardo Seabra Gomes, perante uma dor forte no peito, suores, náuseas ou vómitos, o doente não deve ignorar os sintomas, principalmente se os mesmos persistirem por mais de 5 minutos. “O primeiro passo é ligar o 112”, afirma.

    O Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) – local onde são recebidas as chamadas de emergências médica – “conhecedor das queixas, desloca os meios necessários a casa do doente”. Tratando-se de um enfarte, “o objectivo é realizar, rapidamente, um electrocardiograma: um exame que poderá ser feito no domicílio ou na ambulância”.

    Confirmado o diagnóstico, o INEM transporta o doente para o hospital mais adequado, podendo iniciar o tratamento antes mesmo da chegada ao Hospital.

    A instalação súbita de boca de lado, a dificuldade em articular palavras e a falta de força num dos membros são sinais que, à partida, podem denunciar a ocorrência de um AVC.

    Contudo, neste caso particular, será necessário realizar uma TAC, em ambiente hospitalar, para confirmar se o evento é de origem trombolítica, ou seja, se resulta do entupimento de uma artéria. Para se proceder à realização deste exame, o INEM encaminha os doentes para um dos hospitais, definidos pela coordenação, onde exista uma unidade de AVC.

    “É preciso ressalvar que, em ambos os casos, deve ser accionado o INEM, através da linha 112. Com o mecanismo das Vias Verdes, o doente carimba directamente o passaporte para as unidades de tratamento especializado”, completa.

    Inundações nas Filipinas deixam 26 mortos e 300 mil desabrigados



    23/02/2008 - 09h48

    Inundações nas Filipinas deixam 26 mortos e 300 mil desabrigados

    da France Presse

    As inundações e deslizamentos de terra que afetam o centro e o sul das Filipinas há uma semana deixaram ao menos 26 mortos, nove desaparecidos e cerca de 300.000 desabrigados, informou na manhã deste sábado a Defesa Civil.

    A maior parte das vítimas morreu afogada nas ilhas de Smar e Leyte e na península de Bicol. Seis pessoas morreram vítimas de um deslizamento de terra na ilha de Mindanao, sul das Filipinas.

    Ao menos 294.000 pessoas ficaram desabrigadas e foram levadas para albergues. As inundações e deslizamentos deixaram um prejuízo de mais de 900 milhões de pesos (o equivalente a US$ 22,14 milhões) e destruíram parcialmente plantações e infra-estruturas.

    Sábado, Fevereiro 23, 2008

    Juiz italiano se recusa a julgar em sala com crucifixo



    Discórdia cristã

    Juiz italiano se recusa a julgar em sala com crucifixo

    O tribunal da cidade de Áquila, na Itália, condenou o juiz Luigi Tosti a um ano de prisão. Motivo: ele suspendeu três audiências porque havia um crucifixo na sala do tribunal. Depois de cumprir a pena, ele ficará ainda um ano fora da magistratura. O advogado do juiz, Dario Visconti, disse que irá apelar da decisão. Ele afirmou que Tosti não prevaricou, pois julgou o processo depois da retirada do crucifixo. As informações são da agência Lusa.

    Durante as audiências em 2006, Tosti, de 59 anos, afirmou que havia um conflito entre Estado e Igreja. O juiz determinou a suspensão da sessão para que o crucifixo fosse retirado. Para ele, só deste modo o caráter laico do Estado seria restaurado. “Não se pretende ofender os cristãos. Retirar o crucifixo significa eliminar um privilégio que permita que as salas dos tribunais se convertam em verdadeiros locais laicos e neutros”, explicou o advogado.

    Não é a primeira vez que Tosti sofre uma condenação por causa de suas idéias. Em fevereiro de 2006, a Suprema Corte dos Magistrados (uma espécie de Conselho Nacional de Justiça da Itália) fez o juiz mudar de cidade e cortou o seu salário por causa de seu “comportamento culposo”. O juiz propôs, em 2004, a colocação de símbolos de sua religião, o judaísmo, como a Menorá. Ele mudou de idéia posteriormente.

    A colocação de crucifixos em escolas e tribunais foi determinada na década de 1920 durante o regime fascista de Benito Mussolini. Eles não são obrigatórios, mas já se tornaram hábito e tiveram sua presença ratifica pelo Tribunal Constitucional em 2004. Apesar de o Vaticano estar incrustado na Itália, o catolicismo não é religião oficial do país.

    Países católicos

    No Brasil, nenhum juiz chegou a ser preso por querer tirar os símbolos religiosos do tribunal. No entanto, o assunto já foi discutido no Conselho Nacional de Justiça. Em maio do ano passado, os conselheiros julgaram que o uso de símbolos religiosos em órgãos da Justiça não fere o princípio de laicidade do Estado.

    O conselheiro Paulo Lobo, relator da questão, chegou a sugerir uma consulta pública, pela internet, pelo período de dois meses. No entanto, foi vencido pela maioria dos conselheiros. Oscar Argollo, que abriu divergência, argumentou que o uso de tais símbolos constitui um traço cultural da sociedade brasileira e “em nada agridem a liberdade da sociedade, ao contrário, só a afirmam”.

    No Rio Grande do Sul, em outubro de 2005, os juízes estaduais decidiram em um congresso que os crucifixos poderiam continuar adornando as paredes das salas de audiências gaúchas. A decisão foi apertada: 25 votos pela manutenção e 24 contra.

    Na ocasião, os juízes entenderam que a ostentação do crucifixo “está em consonância com a fé da grande maioria da população brasileira” e que “não há registro de usuário da Justiça que tenha acusado constrangimento em razão da presença do símbolo religioso em uma sala de audiência”.

    No Supremo Tribunal Federal, dois ministros já se manifestaram contra a manutenção do crucifixo localizado no plenário: Celso de Mello e Marco Aurélio. Embora respeitem a Igreja Católica, os ministros entendem que, desde que Igreja e Estado se separaram, não faz sentido projetar a idéia de que um tribunal que se pretende neutro em relação aos movimentos e manifestações sociais do país projete a noção de que se subordina a algum deles.

    No Pará, ficou entendido que até missas podem ser feitas nos tribunais. A ONG Brasil para Todos entrou na Justiça Federal para suspender o movimento “Reverência do Judiciário à Virgem de Nazaré”, promovido pelo juiz federal Daniel Santos Rocha Sobral.

    Nas comemorações, o Tribunal de Justiça do estado recebe visitas da imagem peregrina da santa. Em cada local, uma missa é rezada. A representação foi rejeitada pelo desembargador Jirair Aram Meguerian, corregedor-geral da Justiça Federal da 1ª Região. Para ele, não se pode ignorar a manifestação cultural da religião nas tradições brasileiras.

    Revista Consultor Jurídico, 23 de fevereiro de 2008

    Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

    Estudo diz que o aquecimento global vai afetar a Mata Atlântica



    Estudo diz que o aquecimento global vai afetar a Mata Atlântica

    Vai sobrar para a Mata Atlântica: os danos causados pelo aumento da temperatura do planeta também irão alcançar um dos mais ameaçados biomas brasileiros, como mostra um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As mudanças climáticas podem reduzir à metade as áreas de potencial ocorrência de 38 espécies da flora nativa do bioma. Além disso, é possível que florestas que hoje ocupam a região Sudeste do Brasil se desloquem para o Sul, onde essa vegetação encontraria novas condições propícias para o seu desenvolvimento.

    Esse é o quadro traçado pelo biólogo Alexandre Colombo em sua dissertação de mestrado, apresentada ao Instituto de Biologia da Unicamp. A partir do cruzamento de informações dos mapas confeccionados em 2001 pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) com dados geográficos atuais sobre a distribuição das 38 espécies que, juntas, caracterizam a vegetação típica da Mata Atlântica, ele elaborou três cenários distintos para o bioma: o atual, um com previsões mais otimistas e outro com perspectivas mais pessimistas.

    No quadro atual, o que se percebe é a contínua diminuição da Mata Atlântica, devido a fatores como o rápido crescimento das cidades, o avanço das práticas agrícolas e o extrativismo sem controle. Restam hoje apenas 7,3% de sua vegetação nativa.

    – Atualmente, a Mata Atlântica sofre de problemas muito graves e o aquecimento global só viria a complicar ainda mais a situação – alerta o pesquisador.

    Para o futuro, as previsões otimistas são de que a temperatura do planeta suba aproximadamente 2°C, o que provocaria redução de até 25% da mata atual. Em um cenário pessimista, o aumento poderia atingir 4°C e a diminuição da floresta chegaria a 50%.

    – Deve-se ter em mente que esse aumento gerado pelo aquecimento global afeta substancialmente o regime de chuvas que mantém biomas tropicais como a Mata Atlântica – explica Colombo. A partir de mapas com previsões de mudanças climáticas e dados sobre a distribuição atual da Mata Atlântica, o biólogo Alexandre Colombo projetou três cenários para o bioma: o atual (A), um otimista (B) e um pessimista (C). A integridade da floresta varia de 80% (amarelo) a 100% (vermelho) da biodiversidade. Sobre o deslocamento da flora típica da mata atlântica entre regiões do país, ele esclarece que isso levaria milhões de anos para ocorrer, ainda que algumas espécies já sejam encontradas no Sul. A transferência efetiva dependeria de diversos fatores, como o tempo que essa vegetação leva para gerar frutos e a ação de agentes polinizadores e dispersores.

    Essa mudança poderá ser ainda mais difícil, se for considerada a distribuição atual da Mata Atlântica, bastante fragmentada e com problemas de conectividade entre as áreas. Para permitir que essas espécies encontrem novas áreas adequadas a sua sobrevivência e garantam, assim, a perpetuação do bioma, Colombo propõe a criação de corredores ecológicos entre esses fragmentos e o reflorestamento de áreas estratégicas, também apontadas em sua pesquisa.Impactos serão sentidos mesmo em zonas distantesBruscas alterações na Mata Atlântica – como as que já ocorrem hoje – afetarão a vida de todos os brasileiros, e não apenas daqueles que vivem em suas proximidades. Isso é possível porque praticamente todos os biomas do Brasil estão relacionados. Existem, inclusive, espécies que transitam por dois biomas diferentes – a Mata Atlântica e o Cerrado, por exemplo – durante seu ciclo de vida.

    – A redução dos recursos hídricos, mudanças no regime de chuvas e perturbações nos microclimas são algumas das graves conseqüências que a destruição contínua da Mata Atlântica pode acarretar para todos os biomas, em especial os frágeis, como o Pantanal – enumera Colombo – Isso sem mencionar os prejuízos à biodiversidade, o comprometimento da fertilização do solo, o aumento das pragas agrícolas e a diminuição da qualidade do ar.

    Com a pesquisa, o biólogo espera incentivar outros trabalhos na área e chamar a atenção da comunidade e da imprensa para o estado de degradação em que se encontra a Mata Atlântica. Ele acredita que a conscientização popular, apoiada pela mídia, promoverá uma mudança nos hábitos de consumo que geram impactos sobre a mata atlântica e incentivará a cobrança por mais rigor das autoridades na fiscalização de unidades de conservação.

    Do Portal do Meio Ambiente

    Pobreza afeta o cérebro e prejudica o aprendizado



    quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008, 18:07 Online

    Pobreza afeta o cérebro e prejudica o aprendizado

    A relação entre pobreza e aprendizado é conhecida, mas os cientistas ainda tentam explicar como isso ocorre

    Herton Escobar, de O Estado de S. Paulo

    BOSTON, EUA - Crianças criadas em condições de pobreza têm mais dificuldade para aprender, não só por questões socioeconômicas, mas também biológicas. Pesquisas realizadas nos últimos anos comprovam que a pobreza tem impacto direto no desenvolvimento do cérebro, justamente no período mais crítico da infância, deixando seqüelas neurológicas que diminuem a capacidade de aprendizado e que podem durar para a vida toda.

    Em países onde a pobreza é disseminada, como o Brasil, as pesquisas trazem implicações importantes para a avaliação de performance escolar e para políticas de inclusão voltadas para alunos de baixa renda, como o sistema de cotas e o Programa Universidade para Todos (ProUni). Peloque estão descobrindo os neurobiólogos, o fraco desempenho dos alunos da rede pública tem raízes que vão muito além do que acontece na salade aula.

    Os resultados dessa relação entre pobreza e aprendizado já são bem conhecidos dos educadores, mas os cientistas ainda estão longe deexplicar como isso ocorre biologicamente. Ou, nas palavras do pesquisador Jack Shonkoff, da Universidade Harvard, “como é que a pobreza consegue atravessar a pele e chegar ao cérebro”.

    Uma explicação simples seria dizer que crianças pobres freqüentam escolas piores, têm menos acesso a informação e cultura, portanto énatural que aprendam menos do que as outras, mais privilegiadas.
    Nesse caso, é fácil jogar a culpa nos professores ou na falta de dedicação dos próprios alunos. Porém, segundo os cientistas, é preciso considerar também que esses alunos já entram no sistema em desvantagem, por mais dedicados que sejam.

    A capacidade do ser humano de memorizar, lembrar e aprender novas informações depende de uma constante reconfiguração de sinapses - as ligações entre um neurônio e outro, através das quais são transmitidas e armazenadas as informações no cérebro. A maior parte dos neurônios são formados "in utero", durante o desenvolvimento embrionário e fetal, mas a planta básica de conectividade dessas células só é estabelecida nos primeiros anos de vida, à medida que a criança aprende a falar eraciocinar.

    Numa situação de pobreza, em que há menos estímulos, piores condições de saúde, má nutrição, maior exposição a substâncias tóxicas, abuso eoutras dificuldades domésticas, esse desenvolvimento primordial do cérebro pode ser prejudicado. “Uma vez que esses circuitos sãofechados, não dá para voltar atrás e reconfigurar o sistema. A criança vai viver com os circuitos defeituosos para sempre”, afirma Shonkoff,diretor-fundador do Centro sobre Desenvolvimento Infantil de Harvard.

    O assunto foi tema de um simpósio da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) na semana passada, em Boston.

    “Não há dúvida de que ser pobre é ruim para o cérebro”, disse a organizadora do debate, Martha Farah, da Universidade da Pensilvânia. “Os efeitos sobre a criança são significativos; não se trata de uma mera curiosidade científica.”

    Estudos mostram, por exemplo, que crianças de três anos de idade cujos pais possuem diploma universitário têm um vocabulário três vezes maiordo que crianças cujos pais não completaram o ensino básico. “Com dois anos você já pode notar a diferença”, disse Shonkoff. Mesmo entre ratosde laboratório, filhotes que recebem menos lambidas e carícias de suas mães após situações de estresse saem-se pior em testes de memória eaprendizado.

    Segundo Martha, isso cria um círculo vicioso pelo qual crianças pobres vão mal na escola, não conseguem um bom emprego para melhorar de vida e acabam tendo filhos que vão crescer na mesma desvantagem.

    Há um custo também para a saúde: crianças pobres são mais suscetíveis a doenças como diabetes, obesidade, dependência química e problemascardiovasculares.

    Caminho com volta

    As seqüelas da pobreza no desenvolvimento cerebral, como disse Shonkoff, são profundas, mas não totalmente irreversíveis. Estudos comanimais mostram que o cérebro tem “plasticidade” suficiente para se recuperar, se os estímulos positivos para que isso ocorra forem tambémsuficientes. No caso dos seres humanos, esses estímulos podem variar desde um simples programa de leitura ou assistência social até aoportunidade de estudar numa boa escola - onde entram os programas de inclusão para alunos carentes.

    Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, estudantes de escolas públicas que receberam bônus para passar no vestibular se saíram melhor no primeiro ano de estudo do que os alunos “tradicionais”, que não receberam o benefício. Eles tiveram notas melhores em 31 dos 56 cursos avaliados no Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais) da universidade.

    “Quanto mais velho, mais difícil fica voltar atrás, mas não há evidências de que a partir de um certo momento seja tarde demais”, explicou a pesquisadora Courtney Stevens, da Universidade do Oregon.

    “O importante é lembrar que, se você quer construir uma boa casa, é melhor investir na fundação do que tentar reformar tudo depois.” Porisso, dizem os pesquisadores, é essencial que a intervenção seja feita de maneira preventiva, o quanto antes na vida da criança.

    “Não se trata de altruísmo”, completou Shonkoff. “Isso é um problema econômico tanto quanto social. A educação é o que constrói a capacidadeintelectual de um país, que é a base para o desenvolvimento.”

    Portugal: 21 mulheres morreram em 2007 vítimas de violência doméstica



    21 mulheres morreram em 2007 vítimas de violência doméstica

    RTP

    Violência doméstica ainda é uma realidade em Portugal

    No ano passado, 21 mulheres foram assassinadas pelos companheiros e com elas morreram três filhos (dois com 11 anos e uma com 21). 57 foram vítimas de tentativa de homicídio. Os números são divulgados pelo Observatório das Mulheres Assassinadas da Associação União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).

    Para Maria José Magalhães, do Observatório das Mulheres Assassinadas, este número peca por defeito. “São números que exigem uma atenção permanente da sociedade. No entanto, esses números são inferiores à realidade”, disse. O estudo do observatório baseia-se apenas nas notícias dos jornais porque em Portugal não há estatísticas oficiais que estudem o homicídio relacionado com a violência conjugal.

    “A agressão é de tal forma forte que passa a ser uma forma de terrorismo dentro de casa", disse Maria Magalhães. "A maior parte destas situações de violência doméstica podem com o tempo e com o agravamento da situação levar a casos extremos e nestes casos extremos é preciso que as instituições e as autoridades aprendam a avaliar o risco que corre a mulher”.

    Além destas 21 mulheres há as vítimas indirectas, os três filhos que foram assassinados juntamente com as mães, e seis familiares que se interpuseram entre a vítima e o agressor. Para evitar mais casos como esses, Maria José Magalhães deixa um alerta: “É preciso que as pessoas da própria família e os vizinhos compreendam que é necessário chamar as autoridades e as instituições que têm um papel importante porque sozinhos, às vezes, correm o risco de vida juntamente com as vítimas”.

    O agressor tem, em média, entre os 36 e os 50 anos e é quase sempre o marido ou o companheiro. No entanto, o perfil completo do agressor ainda não foi feito. “O agressor pertence a todas as classes sociais, desde as classes mais elevadas às mais baixas. Têm habilitações literárias das mais diversas”, afirma Maria José Magalhães.

    RTP2008-02-20 15:27:45

    Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

    MIT explica transmissão da gripe de 1918




    http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25171&op=all
    MIT explica transmissão da gripe de 1918

    2008-02-19

    Foto: Hospital do Exército em Camp Funston, Kansas, em 1918, cheio das primeiras vítimas da gripe espanhola

    Uma equipa de Investigadores do MIT descobriu por que razão duas mutações do vírus H1N1 foram determinantes na transmissão humana da "gripe espanhola" que em 1918 que matou 50 milhões de pessoas. O estudo publicado ontem na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" é o primeiro fornecer uma razão bioquímica para os diferentes níveis de contagiosidade das estirpes do vírus da gripe.

    Foto: Ram Sasisekharan

    Segundo o estudo, a estirpe da gripe de 1918 desenvolveu duas mutações numa proteína de superfície chamada hemaglutinina (HA), que permite ligar o vírus às células do aparelho respiratório, que alteraram dramaticamente a afinidade de ligação do vírus ao ser humano.

    Em estudos anteriores, a mesma equipa tinha chegado à conclusão de que o vírus da gripe só se ligava às células do aparelho respiratório que tivessem a mesma cadeia de açúcar no exterior das células, designada por glycan. Nos humanos, esta cadeia liga-se aos receptores do aparelho respiratório conhecidos por alfa 2-6 e podem assumir duas formas, uma parecida com um guarda-chuva aberto e outra parecida com um cone. Para que o vírus infectasse humanos, o vírus tinha de sofrer uma mutação que o fizesse ter maior afinidade com o receptor alfa 2-6 em forma de guarda-chuva.

    No estudo agora publicado, a equipa explica que o vírus só se liga aos receptores de glycan em forma de guarda-chuva devido a duas mutações na hemaglutinina (HÁ). "A afinidade entre a HÁ do vírus da gripe e os receptores de glycan parece ter sido um determinante na transmissão viral (de 1918)" disse Ram Sasisekharan, autor sénior do artigo publicado.

    Os investigadores estudaram o vírus da gripe espanhola como um sistema modelo para analisar as bases bioquímicas da ligação da hemaglutinina aos glycans, que conduz à transmissão viral. Compararam o vírus que causou a pandemia de 1918, conhecido por SC18, com a estirpe NY18, que difere da anterior apenas por um aminoácido, e com a AV18, que difere por dois aminoácidos.

    Testes em furões

    Através de testes em furões, sensíveis às estirpes humanas do vírus da gripe, os investigadores já tinham descoberto que a estirpe SC18 era transmitida de forma eficiente entre furões (logo, entre humanos), a NY18 só parcialmente e a AV18 não era de todo contagiosa.

    Ao relacionar esse conhecimento prévio com a descoberta de que o vírus se liga aos receptores alfa 2-6 em forma de guarda-chuva, dizem os investigadores, este estudo é o primeiro a explicar a razão bioquimica por detrás das diferenças de contagiosidade das estirpes, apesar dos vários trabalhos publicados sobre este tema ao longo do último ano.

    De acordo com as conclusões da investigação, a estirpe NY18, parcialmente contagiosa, não se liga tão bem aos receptores alfa 2-6 quanto a SC18, que é altamente contagiosa. Já a estirpe AV18, que não passa de humanos para humanos, não tem nenhuma afinidade de ligação com os receptores alfa 2-6, ligando-se aos alfa 2-3.

    Uma outra estirpe, a TX18, liga-se aos alfa 2-6 e alfa 2-3 mas é muito mais contagiosa do que a NY18, porque tem grande afinidade de ligação com os receptores em forma de guarda-chuva.

    De acordo com os investigadores, estas conclusões podem ajudar a monitorizar as mutações da hemaglutinina nas estirpes do vírus H5N1 que actualmente circulam na Ásia. Estas mutações podem fazer com que o vírus passe a transmitir-se das aves para humanos, como muitos epidemologistas temem que vá acontecer, dizem.

    Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008

    Brasil, RS: Após denúncia, padre é preso acusado de pedofilia



    Rio Grande, 18 de Fevereiro de 2008, Segunda-Feira.

    Após denúncia, padre é preso acusado de pedofilia

    Um sacerdote católico, de 38 anos, foi preso em flagrante pela Brigada Militar na noite do último sábado, 16, no interior de uma igreja localizada na avenida Buarque de Macedo. Ele é suspeito de crime de pedofilia e atentado violento ao pudor. No ato da prisão, o acusado estava na garagem que faz parte do prédio da escola cujo prédio está localizado ao lado da igreja. No local, ele seduzia uma menor de 12 anos.

    O padre, que pertence também à direção da instituição de ensino que funciona ao lado da igreja, foi autuado pelos policiais após uma denúncia realizada pela testemunha que acudiu a jovem. Segundo a delegada plantonista Vanessa Pitres Côrrea, o fato aconteceu por voltas das 19h. Os policiais receberam um telefonema de um homem que estava em uma festividade na paróquia, o qual solicitava o comparecimento da viatura, pois uma jovem gritava seminua pedindo socorro pelo interior do colégio. Em instantes, os policiais compareceram ao local e puderam confirmar a denúncia. O acusado não confirmou as acusações.

    A vítima, após prestar depoimento, foi encaminhada à casa de abrigo, onde permanecerá por medida de proteção. A jovem não foi encaminhada à família devido a algumas negligências verificadas, anteriormente, pelo Conselho Tutelar.

    De acordo com a delegada, as investigações seguirão no Posto da Mulher, para que sejam averiguadas questões como a existência de outras vítimas; possível envolvimento da mãe da vítima e se a mesma recebia alguma quantia em dinheiro do acusado.

    O acusado foi encaminhado à Penitenciária Estadual do Rio Grande (Perg), onde permanece em uma cela especial, devido à sua graduação, aguardando ordens da Justiça.

    O caso

    Há algumas semanas, segundo relatado no Boletim de Ocorrências, a jovem e o acusado, que usava identidade falsa, já estavam mantendo alguns encontros, e que o mesmo oferecia alguns agrados para atrair a menor. No sábado, ela foi persuadida pelo acusado e levada a convite dele para o interior da garagem. Ele afirmou a ela que iria fazer um conserto em um computador e depois a levaria em casa.

    Gabriela Torales

    Domingo, Fevereiro 17, 2008

    Inundações atingem 58.931 famílias e já mataram 54 pessoas na Bolívia



    Inundações atingem 58.931 famílias e já mataram 54 pessoas na Bolívia

    LA PAZ (AFP) — A Bolívia sofre desde o final do ano passado com graves inundações por todo o país, que já deixaram 54 mortos e causaram prejuízos a 58.931 famílias, informou a Defesa Civil boliviana neste sábado.

    O departamento de Santa Cruz (leste) é o mais afetado, com oito mortos, um desaparecido e 18.689 famílias prejudicadas. Em Beni, região amazônica, uma pessoa morreu e 12.826 famílias já foram evacuadas.

    As chuvas torrenciais e os rios que transbordaram também fizeram estragos na região central de Cochabamba, deixando 13 mortos e 9.605 famílias prejudicadas, principalmente na zona cocaleira de Chapare, segundo o relatório da Defesa Civil divulgado neste sábado.

    As chuvas castigam todos os departamentos do país, e o presidente Evo Morales já declarou estado de desastre nacional para enviar ajuda imediata às famílias atingidas, concentrando esforços no departamento de Beni, onde uma evacuação massiva chegou a ser considerada em sua capital, Trinidad.

    Vários países sul-americanos e europeus já enviaram ajuda humanitária para a Bolívia, e por todo o país são realizadas campanhas de doação de alimentos e roupas para os desabrigados da chuva.

    Sábado, Fevereiro 16, 2008

    Onda de frio deixa quase mil mortos no Afeganistão


    http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/02/16/onda_de_frio_deixa_quase_mil_mortos_no_afeganistao_1193275.html
    Onda de frio deixa quase mil mortos no Afeganistão

    16/02 - 14:09 - EFE

    Cabul, 16 fev (EFE).- Pelo menos 926 pessoas morreram devido à onda de frio que atinge o Afeganistão, especialmente o oeste do país, informou hoje a Autoridade Nacional Afegã de Gestão de Desastres (Andma, em inglês).

    Mais da metade das vítimas correspondem à província de Herat (oeste), na fronteira com o Irã.

    Os termômetros na região chegaram a registrar 25 graus abaixo de zero, segundo Shekib Amraz, porta-voz da Andma.

    Cerca de 50 pessoas tiveram as mãos ou os pés amputados devido ao congelamento.

    A neve e o frio, que afetam 24 das 34 províncias afegãs, causaram a morte de 316.550 cabeças de gado. Ao redor de 1.290 imóveis foram total ou parcialmente danificados, de acordo com Amraz.

    Segundo o Ministério de Saúde Pública afegão, entre os mortos há mulheres e crianças. A Cruz Vermelha calcula que mais de 200 mil foram afetadas pela onda de frio.

    Nas duas primeiras semanas de janeiro outras 145 pessoas tinham morrido em conseqüência dos temporais. EFE nh/dgr

    Aquecimento ameaça encher ecossistema antártico de tubarões e caranguejos



    Aquecimento ameaça encher ecossistema antártico de tubarões e caranguejos

    BOSTON, EUA (AFP) — O aquecimento global ameaça encher as calmas águas antárticas de tubarões e caranguejos, com conseqüências potencialmente catastróficas para esse ecossistema marinho único e preservado, advertiram biólogos nesta sexta-feira.

    "Há muito poucos predadores na Antártica capazes de romper mariscos e moluscos; o fundo marinho dessa zona está povoado de invertebrados, com seus suaves corpos deslocando-se lentamente, como ocorria no oceano há milhões de anos", explicou Cheryl Wilga, professora de Biologia da Universidade de Rhode Island (leste).

    As temperaturas da água na península antártica parmanecem todo o ano muito frias para que tubarões e outros peixes e caranguejos possam sobreviver.

    Mas, nos últimos 50 anos, a temperatura aumentou entre um e dois graus Celsius, sob o efeito do aquecimento climático, o que representa quase o dobro do ocorrido no restante do mundo, acrescentou, durante entrevista à imprensa junto com outros biólogos, paralelamente a uma conferência anual da Associação americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), realizada esta semana em Boston (Massachusetts, leste).

    Segundo a cientista, "uma vez chegados à zona, a ecologia e a fauna" do fundo marinho se ressentirão.

    Para Sven Thatje, do Centro nacional oceanográfico de Southampton na Grã-Bretanha, "esta será uma perda trágica da biodiversidade num dos poucos locais ainda preservados e verdadeiramente em estado selvagem do planeta.

    Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

    Padre acusado de pedofilia nos EUA é HIV positivo, diz diocese



    sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008, 08:41 Online

    Padre acusado de pedofilia nos EUA é HIV positivo, diz diocese

    Philip A. Magaldi, de 71 anos, é um dos 6 padres investigados por abuso sexual em Rhode Island, no Texas

    Associated Press

    FORT WORTH, Texas - Um padre acusado de abusar sexualmente de crianças em dois Estados americanos é HIV positivo, disseram autoridades da diocese católica de Fort Worth.

    Veja também:
    Para d. Cláudio, mídia exagera em casos de pedofilia

    Semana passada, um dos líderes da diocese de Fort Worth ouviu alguém comentar que o reverendo Philip A. Magaldi tinha o vírus da Aids.

    Posteriormente, o fato foi confirmado verbalmente pelo próprio acusado e por uma carta escrita pelo médico que acompanha o tratamento de Magaldi, segundo relatou o porta-voz da diocese, Pat Svacina. Autoridades da igreja acreditam que o sacerdote é portador da doença desde 2003.

    A diocese alertou as possíveis vítimas - cinco menores em dois Estados - e a paróquia onde Magaldi trabalhou por quase quarenta anos, relatou Svacina.

    Magaldi, 71, vive num asilo cujo endereço não foi revelado pela diocese.

    Em 1999, o padre foi afastado do cargo sob queixas de má conduta em Providence, Rhode Island, onde ele viveu de 1960 a 1990, e na região de Fort Worth, onde morou de 1990 a 1992 e de 1993 a 1999.

    Magaldi passou, em 2002, um curto período de tempo na prisão por desviar US$ 200 mil da paróquia de Rhode Island, disseram autoridades.

    Em 2006, um padre da igreja North Richland Hills se desculpou por não revelar à polícia que descobriu, no computador de Magali, em 2001, materiais pornográficos que envolviam crianças.

    David Clohessy, diretor da Survivors Network of those Abused by Priests (Rede de Sobbreviventes de Abuso por Padres), pressionou a igreja a procurar as possíveis vítimas. Clohessy declarou ainda que é impossível calcular o número exato de abusados, pois a maioria das crianças e adolescentes preferem não comentar o assunto.

    "Além da possibilidade de viver uma infância traumática, há grandes chances de alguém sofrer de uma grave doença por causa desse padre", acrescentou.

    Magaldi é um dos seis padres acusados de abusarem de menores na diocese de Fort Worth, de acordo com um relatório secreto de 700 páginas que faz parte de um processo iniciado em 2005. Os documentos foram divulgados no ano passado por um juiz.

    Gronelândia regista maior degelo dos últimos 50 anos



    terça-feira, 15 de janeiro de 2008, 14:23 Online

    Groenlândia registra maior degelo dos últimos 50 anos

    Até agora, o escoamento de água viu-se compensado quase totalmente pelo aumento do volume de neve

    ALISTER DOYLE - REUTERS

    OSLO, NORUEGA - As mudanças climáticas provocaram o maior degelo registrado na Groenlândia em meio século, anunciando talvez um derretimento ainda mais amplo que aceleraria a elevação do nível dos oceanos no planeta, disseram cientistas na terça-feira, 15.

    Antártida perdeu mais gelo nos últimos 10 anos, diz estudo

    "Atribuímos o verão sensivelmente mais quente da Groenlândia, e o derretimento do gelo verificado desde 1990, ao aquecimento global", escreveu um grupo de pesquisadores na revista Journal of Climate, acrescentando haver indícios recentes de um degelo mais acelerado também no Ártico e na Antártida.

    "A camada de gelo da Groenlândia é provavelmente altamente suscetível ao aquecimento global hoje em andamento", afirmaram os cientistas.

    A ilha contém gelo suficiente para elevar o nível dos mares em 7 metros, um processo que poderia levar séculos para completar-se ,caso algum dia de fato comece a ocorrer.

    O gelo derretido na Groenlândia - excluindo a perda de gelo representada pela queda de geleiras ao mar - somou 453 quilômetros cúbicos em 1998, o maior volume já registrado. Os outros anos com o maior grau de derretimento foram 1995, 2002, 2003 e 2006.

    Dados preliminares mostraram que 2007 ficaria em segundo ou terceiro lugar nessa lista, confirmando os últimos dez anos como o período de maior derretimento, afirmou Edward Hanna, da Universidade de Sheffield (Inglaterra), que comandou o estudo também realizado por pesquisadores da Bélgica, dos EUA e da Dinamarca.

    Até agora, o escoamento de água viu-se compensado quase totalmente pelo aumento do volume de neve que caiu sobre a Groenlândia, o que também pode ser um efeito colateral das mudanças climáticas.

    O ar frio pode reter mais umidade, e então provocar mais neve, caso apresente uma temperatura um pouco maior.

    Mas o aquecimento cada vez mais acentuado pode provocar um degelo irreversível. O artigo científico observou que os modelos típicos de previsão meteorológica apontam para um aquecimento de 4 a 5 graus Celsius na Groenlândia até 2100.

    Estudo: atividade humana e poluição já afetam quase todo o oceano



    Estudo: atividade humana e poluição já afetam quase todo o oceano

    CHICAGO (AFP) — Quase todo o oceano já foi danificado de alguma maneira pela ação do homem, e pelo menos 41% de suas águas foram seriamente afetadas, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira.

    As áreas costeiras estão contaminadas por resíduos. Ostras e pesca estão desaparecendo. Ilhas flutuantes de lixo e sujeira do tamanho de pequenos estados impedem a circulação da água. Aves e baleias são atingidas por barcos que deixam um rastro de petróleo e dejetos por onde passam.

    O maior dano, no entanto, são as mudanças climáticas, afirma o primeiro estudo em escala global sobre o impacto humano nos ecossistemas marinhos, que será publicado na revista "Science".

    "Há impactos amplos e intensos", lamenta Kim Selkoe, co-autora do trabalho e pesquisadora da Universidade do Havaí.

    Um aumento significativo na temperatura da água foi observado no Atlântico Norte entre 1995 e 2005, e se espera que o aquecimento global faça subir ainda mais as temperaturas em outros lugares.

    As altas temperaturas colaboram, por sua vez, para o aumento do nível de plâncton presente na água e modificam a composição de espécies nos níveis mais altos da cadeia alimentar. Além disso, elevam a ocorrência de doenças e mudanças na circulação marítima, explica Selkoe.

    Os oceanos estão se tornando cada vez mais ácidos, devido à absorção de dióxido de carbono em excesso, e as plantas estão sendo afetadas pelo aumento da radiação ultravioleta.

    "A outra coisa realmente surpreendente para mim é que nossos dados sobre a pesca mostram que 80% dos oceanos do mundo são explorados", afirma a pesquisadora. "Não sobra um só lugar onde os peixes possam se esconder (...). Os barcos pesqueiros estão por toda parte".

    Enquanto a pesca de subsistência tem um impacto limitado na ecologia marítima, a pesca comercial representa um alto impacto e joga toneladas de peixes, aves e mamíferos mortos no mar, e isso ameaça de extinção várias espécies de tartarugas, aves, baleias e golfinhos.

    O tráfego de barcos é o terceiro maior culpado pela poluição.

    "Quando olhamos o mapa do tráfego marítimo, há uma sólida cobertura dos oceanos do mundo", diz Selkoe. "O combustível é derramado, há poluição auditiva que perturba as baleias (...), o que tem um importante efeito nos ecossistemas".

    Afastar os percursos das embarcações das áreas sensíveis, como recifes de corais, poderia reduzir significativamente o impacto na vida marítima, sugere o estudo.

    As águas mais afetadas no mundo incluem imensas áreas do Mar do Norte, o sul e o leste do Mar da China, o Mar do Caribe, a costa leste da América do Norte, o Mar Mediterrâneo, o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Mar de Bering e várias regiões do oeste do Pacífico.

    Apenas 3,7% do oceano é considerado área de baixo impacto, e a maior parte disso fica perto dos pólos terrestres, onde o gelo temporário e permanente limita a atividade humana.

    "Infelizmente, ao passo que as calotas de gelo polar desaparecem com o aquecimento global e a atividade humana se estende a essas áreas, há um risco maior de degradação rápida desses e de outros ecossistemas", explica Carrie Kappel, co-autora do estudo e pesquisadora do National Center for Ecological Analysis and Synthesis.

    Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008

    Brasil: Crimes contra a religião poderão ter penas maiores



    Rio Branco-AC, 14 de fevereiro de 2008

    POLÍTICA

    Crimes contra a religião poderão ter penas maiores

    A Câmara analisa o projeto de lei 2024/07, do deputado Henrique Afonso (PT-AC), que aumenta a pena para os crimes contra a religião e os religiosos. Pela proposta, quem escarnecer publicamente de alguém devido a crença religiosa, impedir ou perturbar culto ou desrespeitar publicamente ato ou objeto religioso será punido com reclusão de um a três anos. Se houver emprego de violência, a pena será aumentada em 1/3, sem prejuízo da pena correspondente à violência.

    Atualmente, o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) prevê detenção de um mês a um ano ou multa para esse tipo de crime. A proposta revoga o artigo do Código Penal, transferindo-o para Lei Anti-Racismo (7.716/89), que “constitui diploma legal específico que já trata dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito”, conforme lembra o deputado.

    Henrique Afonso destaca que, embora a Constituição assegure a liberdade de crença, “cultos e religiões têm sido alvo de críticas e ofensas crescentes e injustas”. O deputado lembra que incluem-se entre as ocorrências mais graves roteiros de ódio, rancor e desrespeito aos templos, objetos e sentimentos religiosos. “A responsabilidade por tais atitudes muitas vezes é também de quem dá apoio à divulgação”.

    Na opinião do parlamentar, é urgente aumentar a pena para esses casos. “Pretendemos evitar que o réu se livre com a concessão de benefícios, como a transação penal e a suspensão condicional do processo”, afirma.

    Portugal: Falta de chuva nos últimos meses é a maior em 91 anos e já preocupa agricultores



    Barragens ainda têm reservas suficientes

    Falta de chuva nos últimos meses é a maior em 91 anos e já preocupa agricultores

    13.02.2008 - 08h34 Ricardo Garcia

    Portugal está a atravessar um período seco como não se via há 91 anos. Desde Setembro passado, choveu em todo o país menos de metade (48 por cento) da média entre 1941 e 1998, segundo dados do Instituto da Água (Inag). E embora as barragens ainda tenham reservas suficientes, os agricultores começam a ficar preocupados.

    Já em Dezembro, praticamente o país todo estava em situação de seca, de acordo com o último relatório mensal do Instituto de Meteorologia. Em 37 por cento do Continente, a seca era fraca, em 52 por cento moderada e em dez por cento severa. Neste último caso estavam o litoral Norte e o Baixo Alentejo.

    Em Janeiro choveu mais do que nos meses anteriores, mas ainda assim abaixo da média. E Fevereiro, que já vai a meio, não tem trazido boas notícias, apesar do extemporâneo tempo primaveril: até anteontem, a precipitação em todo o país era de apenas 17,8 milímetros, quando a média para o mês todo é de 112,2 milímetros.

    "Neste século, só em 1917 choveu tão pouco entre Setembro e Janeiro", afirma Rui Rodrigues, director do Departamento de Monitorização e Sistemas de Informação do Domínio Hídrico do Inag.

    Na última grande seca, em 2005, a situação foi mascarada por ter chovido muito em Outubro. Depois é que São Pedro fechou as torneiras.

    Agora, não. A situação arrasta-se já desde o fim do Verão. E se a precipitação falha no Outono e princípio de Inverno, que é quando mais chove em Portugal, torna-se difícil recuperar o atraso nos meses seguintes.

    Barragens ainda aguentam

    O país está em seca meteorológica, mas ainda não chegou à situação de seca hídrica. As principais barragens têm, neste momento, alguma folga para assegurar os principais usos ao longo deste ano, sobretudo a rega. "Estamos perfeitamente garantidos", afirma Rui Rodrigues.

    No final de Janeiro, das 56 albufeiras monitorizadas pelo Inag, 14 estavam cheias em mais de 80 por cento, 34 tinham entre 40 e 80 por cento de água e oito situavam-se abaixo dos 40 por cento.

    Os agricultores começam, no entanto, a ficar preocupados. Apesar de escassa, a chuva que tem caído garantiu algum pasto e o início da campanha de culturas de sequeiro, como o trigo e a cevada. "As culturas arvenses ainda se apresentam em bom estado vegetativo, mas é uma questão de dias", diz Manuel Castro e Brito, presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo.

    Se não chover em quantidade até ao fim do mês, o cenário vai piorar substancialmente, diz Castro e Brito. "A situação não é famosa. Estamos em estado de SOS", afirma.

    O que mais preocupa os agricultores do Alentejo, neste momento, é a questão das pastagens. Se forem prejudicadas pela seca, o efeito será multiplicado pela alta no preço das rações e palhas. "Vai haver falências nas explorações pecuárias", antecipa Castro e Brito.

    Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008

    Aquecimento global ameaça pingüins-reis na Antártida, diz estudo



    12/02/2008 - 21h22

    Aquecimento global ameaça pingüins-reis na Antártida, diz estudo

    da Efe, em Washington

    Os pingüins-reis da Antártida correm o "sério risco" de virarem uma espécie em extinção, já que, a cada 0,26°C que a temperatura da superfície marítima sobe, a população adulta deles diminui em 9%. A informação é de um estudo publicado na revista norte-americana "Proceedings" of the National Academy of Sciences" (PNAS).

    Pesquisadores do Instituto Multidisciplinar Hubert Curien, ligado ao Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, descobriram que as aves marinhas são "indicadores sensíveis" das mudanças no ecossistema marinho e sofrem de forma ampliada os efeitos da mudança climática.

    De acordo com estudo, o aquecimento global poderia obrigar os pingüins-reis a diminuirem suas necessidades nutritivas até um nível inferior da cadeia alimentar, em cujo topo eles se encontram.

    O artigo diz que os cientistas estudaram a reprodução e a sobrevivência dos pingüins-reis das Ilhas Crozet, um arquipélago subantártico, por meio de marcações subcutâneas de identificação eletrônica. Segundo o estudo, o aquecimento do planeta afeta negativamente a procriação e a sobrevivência dos pingüins-reis adultos.

    O aumento da temperatura dos mares afeta não só a oferta de alimentos perto da colônia de pingüins-reis das Ilhas Crozet como interfere no processo de acasalamento das aves.

    Cientistas revelam importância das alterações climáticas do passado na distribuição actual das espécies



    Cientistas revelam importância das alterações climáticas do passado na distribuição actual das espécies

    Estudo coordenado por Miguel B. Araújo diz que pelo menos répteis e anfíbios se enquadram na teoria do clima histórico::
    2008-02-08

    Miguel Araújo no seu gabinete em Madrid (cortesia de Bruno Rascão)

    A diversidade de espécies de anfíbios e répteis existentes hoje na Europa terá sido condicionada pelas alterações climáticas há 21 mil anos atrás, no período da última glaciação. Segundo um estudo publicado pela revista científica "Ecography", as regiões com uma elevada concentração de espécies endémicas devem mais ao Quaternário do que às variações do clima contemporâneo.

    O investigação, coordenada pelo investigador português Miguel B. Araújo e conduzida por uma equipa de cientistas do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), de Madrid, confrontou a teoria do "clima histórico" com a do "clima contemporâneo".

    Portugal: Número de crimes aumentou 10% entre 2000 e 2006



    Número de crimes aumentou 10% entre 2000 e 2006

    Nacional 2008-02-12 17:54

    O número de crimes registado pelas autoridades aumentou 10,2 por cento entre 2000 e 2006, de acordo com os Indicadores Sociais do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) hoje divulgados.

    Por tipo, os crimes que mais dispararam foram os concretizados contra o património, que quase duplicaram (89,9 por cento), seguidos dos previstos em legislação penal avulsa (44,6), contra vida em sociedade (21,9) e contra as pessoas (16,2).
    Da totalidade dos dados reunidos, entre 2000 e 2006 aumentaram os crimes perpetrados contra as pessoas (de 22,9 para 24,1 por cento), contra a vida em sociedade (9,4 para 10,4), previstos em legislação avulsa (8,1 para 10,6), enquanto contra o património houve uma descida (58,8 para 53,4).
    Sobre a condução sob efeito de álcool com taxa igual ou superior a 1,2 gramas por litro de sangue, que implica detenção, houve um agravamento de 1,7 por cento no número de casos (cerca de 20 mil) entre 2005 e 2006, depois de um decréscimo nos dois anos anteriores, de acordo com o INE.
    Sobre o funcionamento sistema judicial, as estatísticas indicam que o número de condenados em tribunais de primeira instância aumentaram 25 por cento entre 2000 e 2005, enquanto o número de detidos preventivos baixou de 30 por cento da população prisional em 2000 para 23 por cento em 2006.
    Da população prisional deste último ano, sete por cento eram mulheres.

    Lusa / AO online

    Brasil (MS): Megatemplo traduz ostentação da Igreja Universal



    12/02/2008 14:27

    Megatemplo traduz ostentação da Igreja Universal

    Jacqueline Lopes

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    Prevista para ser inaugurada em dezembro de 2007, a obra do megatemplo da Igreja Universal do Reino de Deus, na Avenida Mato Grosso, que fica no local onde era a antiga Feirona, já entra na reta final para a inauguração no domingo (17). Na programação cultos às 9 horas, 15 horas e 18 horas.
    A suntuosidade vista bem de perto traduz o poderio econômico da entidade. Foram pelo menos R$ 13,8 milhões de investimentos na chamada Catedral da Fé dona de uma capacidade para 4,2 mil fiéis e 700 veículos no estacionamento.
    A primeira igreja na Capital foi a da Avenida Júlio de Castilhos, região do Santo Amaro. Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Igreja Universal, somente em Campo Grande são pelo menos 45 mil seguidores.


    Somente o terreno custou por volta de R$ 3,8 milhões. A Feirona funcionou ali na Abraão Júlio Rahe por 40 anos.

    Os taxistas prejudicados com a remoção da Feirona para o fim da Rua 14 de julho dizem que a paradeira refletiu no bolso dos motoristas que hoje têm fé de que o movimento na igreja traga prosperidade na região. “Vai melhorar para nós. Sofremos com o fim da Feirona. Vou entrar ai no dia da inauguração porque estou curioso pra ver. Deve ser bem chique”, diz o taxista Paulo Aves Leonel, de 52 anos, desde 1983 no ponto na esquina da Avenida Mato Grosso com a Rua José Antônio. “Todo mundo passa aqui olhando, tem até gente que tira foto”, relata.

    Relatos

    Na parte interna, cerca de 15 pessoas, a maioria jovens, trabalhavam na limpeza. Com salário de R$ 15 por dia, a jovem Vanessa de Souza, de 18 anos, lava a escadaria do templo. “É muito bom trabalhar aqui. Vou trazer toda a minha família para a festa. Sou batizada e minha vida mudou muito porque só vivia na farra, bebia muito. Deus tirou isso de mim”, relata a jovem. Um segurança recebeu ordens para não deixar a imprensa entrar. A reportagem foi tirada de dentro do templo, mas foi possível observar o requinte da arquitetura da obra.

    O piso de mármore, as cadeiras de madeira e com uma acústica projetada para os cultos que envolvem multidões, o espaço é um misto de crença, fé, comércio e polêmica já que há a previsão da vinda do líder nacional Edir Macedo.

    Macedo foi criticado após a Rede Globo mostrar reportagem sobre os ensinamentos dos pastores para arrebanhar fiéis. A Igreja Universal está em 170 países, como Estados Unidos, Japão e Holanda. Começou no Brasil, no bairro carioca do Méier.

    Limite

    A igreja está no limite do Centro com os altos do Bairro São Frâncico, bem no quadrilátero das ruas José Antonio,
    Padre João Crippa, Abraão Júlio Rahe e Avenida Mato Grosso, e tem quatro entradas.

    A área ocupa 21 mil metros quadrados. A obra ficou paralisada por sete meses e foi retomada às pressas em setembro de 2007. Problemas trabalhistas e a morosidade dos serviços teriam resultado na troca da empreiteira e por conta disso, o atraso.

    Em 2006, quando deu início a obra, cerca de 400 operários foram contratados.

    História

    A igreja liderada nacionalmente pelo
    bispo Edir Macedo conta hoje com pelo menos 150 templos no Estado. A Universal tem uma infra-estrutura de comunicação com programas nas rádios AM e FM Ativa e até é dona da TV Record que transmite os programas religiosos através da TV MS.

    Até 2007 eram 300 pastores da Igreja Universal em todo o Estado. Junto com bispos e obreiros deverão participar da inauguração do maior templo de Mato Grosso do Sul no domingo. O bispo Max Alves é quem representa a entidade em Mato Grosso do Sul.

    A igreja foi fundada por Edir Macedo em 1977 e é conhecida por pregar a teologia da prosperidade. A Universal tornou-se a quarta maior corrente religiosa do País, segundo o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Ela é ainda dona do jornal Folha Universal, o de maior tiragem da América Latina, com 2,3 milhões de exemplares por semana.

    Riqueza

    Mesmo tendo como público alvo as pessoas de baixo poder aquisitivo, o patrimônio da Universal reúne riqueza como além das tevês Record, Rede Família, Rede Mulher, a Line Records, tem ainda 37 estações de rádio e o parque gráfico Universal Produções. Edir Macedo escreveu vários livros de caráter religioso e do polêmico best-seller "Orixás, Caboclos e Guias, Deuses ou Demônios", que causou briga judicial com os afro-brasileiros.

    Bruno Arce

    Macedo responde a processos na Justiça Federal pelos crimes de descaminho, (pena de 1 a 4 anos), uso de documento público falso (1 a 5 anos) e é acusado de importar equipamentos eletrônicos para a Rádio Record, no valor de R$ 4,3 milhões, em 1996, sem autorização legal nem pagamento de impostos.

    O CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) de Mato Grosso do Sul chegou a denunciar o risco da obra da Catedral da Fé em Campo Grande, pois causaria impacto nas obras do entorno. Porém, não há processos de investigação instaurados no MPE (Ministério Público Estadual). A perícia final do CREA descartou os problemas. (Matéria editada às 19h30 para correção de informações)

    Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

    EUA preocupados com terrorismo no Second Life



    EUA preocupados com terrorismo no Second Life

    O governo norte-americano está preocupado com a possibilidade dos grupos terroristas utilizarem os mundos virtuais, como o Second Life, para fazerem passar as suas mensagens, defendendo que este tipo de universos «têm um ambiente muito semelhante ao Oeste selvagem».

    De acordo com os especialistas do Intelligence Advanced Research Projects Activity (IARPA), uma agência da CIA que integra especialistas em tecnologia dos serviços de inteligência dos EUA, é recomendável a criação de equipas de investigadores exclusivas para estes mundos, «a próxima grande fronteira».

    «O que começou como um ambiente benigno está a transformar-se numa oportunidade para extremistas políticos e religiosos para recrutar, ensaiar, transferir dinheiro ou até aceder a informação sobre armamento ou pior», alerta a IARPA, em comunicado.

    Contudo, o aviso está a ser criticado por algumas organizações defensoras da privacidade, que alegam que, anteriormente, o governo dos EUA também fez alertas semelhantes em relação aos telemóveis e à Internet, pretendendo «controlar as tecnologias».

    11-02-2008 13:06:34

    Violência no Quênia deixou 600 mil deslocados internos



    11/02/2008 (12:18)

    Violência no Quênia deixou 600 mil deslocados internos

    Agencia Estado

    O subsecretário das Nações Unidas para assuntos humanitários, John Holmes, disse hoje que estima que 600 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas nas semanas de violência pós-eleitoral no Quênia, que já registrou cerca de mil mortos no país africano. Holmes afirmou que muitos desses deslocados internos, classificados como vivendo em campos de desabrigados, estavam "simplesmente em delegacias de polícia ou prisões ou igrejas ou em outros prédios públicos usados temporariamente como abrigos".
    Holmes voltou na manhã de hoje para a Finlândia depois de visitar vários campos no oeste do Quênia, onde ocorreram alguns dos piores incidentes de violência política desde a eleição de 27 de dezembro do ano passado. Ele disse que os deslocados internos estavam vivendo em 300 campos espalhados por todo o país - o que tornava impossível para organizações humanitárias e o governo providenciarem ajuda necessária. A volta dos desabrigados para casa "não é algo que possamos contemplar para um futuro próximo", lamentou.
    O presidente do Quênia, Mwai Kibaki, e o líder da oposição Raila Odinga, que acusa Kibaki de ter trapaceado nas eleições de dezembro, estão em busca de uma solução negociada para a crise política e para o fim da violência. As negociações começaram em 29 de janeiro e são mediadas pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Ambos estão sob intensa pressão internacional para considerar um acordo de partilha de poder como forma de solucionar a disputa em um país antes visto como modelo de democracia e estabilidade econômica na África.

    Estudo mostra que mudanças climáticas podem agravar fome no mundo



    10/02/2008 (15:46)

    Estudo mostra que mudanças climáticas podem agravar fome no mundo

    Marco Antônio Soalheiro, da Agência Brasil

    As mudanças climáticas poderão, já nas próximas duas décadas, ter efeitos negativos profundos sobre a agricultura e o sistema de alimentação, com consequências graves especialmente para os países mais pobres. É o que aponta artigo publicado na edição da Revista Science do dia 1º deste mês.

    O autor principal do estudo detalhado é David Lobell, do Instituto Woods para o Meio Ambiente, da Universidade de Stanford. No boletim eletrônico da Science , assinam o texto Molly Brown, da Agência Espacial Norte Americana (Nasa), e Christopher Funk, da Universidade da Califórnia.

    “O aumento das temperaturas e o declínio das precipitações nas regiões semi-áridas vão reduzir os rendimentos do milho, trigo, arroz e outras culturas primárias. As mudanças podem ter impacto substancial na segurança alimentar global”, destaca a publicação.

    Eventos naturais como o aquecimento do Oceano Índico e o agravamento do fenômeno El Niño deverão, segundo os autores do estudo, reduzir as temporadas de chuva nas Américas, África e Ásia, onde comunidades já têm sofrido, desde 1990, com o aumento dos preços das commodities (produtos primários negociados em bolsas de mercadorias) e o declínio da área per capita cultivada .

    Os cientistas garantem já ser possível projetar uma situação de insegurança alimentar consolidada. “Muitos fazendeiros consomem seus próprios produtos e vendem nos mercados locais. Expostos às variações climáticas, produzem menos, a renda diminui e aumentam os custos de manutenção do consumo básico. A fome em larga escala pode acontecer mesmo se houver comida nos mercados, importada de outros lugares”, explicam no estudo.

    Como milhões de pessoas sobrevivem com o que produzem, o estudo sustenta que “provavelmente haverá mais fome” se as mudanças climáticas reduzirem a produção e a população aumentar. Países de pequeno orçamento que tiveram a receita nacional afetada pela seca já enfrentam mais dificuldade de comprar grãos no mercado internacional.

    Browm e Funk citam o exemplo da Tanzânia, onde o acesso à comida para os pobres foi reduzido em função de recentes aumentos do preço de grãos. E, ressalta a publicação, o país da África Oriental ainda teria que “competir pelo milho” com a produção de etanol e com criadores de suínos nos Estados Unidos.

    Combinados com a produção reduzida, o aumento dos preços do óleo, a globalização do mercado de grãos, o aumento da demanda por biocombustíveis e o aumento do consumo per capita na Índia e na China foram citados como fatores agravantes. “Estas mudanças podem elevar o custo dos alimentos em 40% ou mais em muitas áreas de insegurança alimentar”.

    Sábado, Fevereiro 09, 2008

    Brasil (BA): MP pede prisão de pastor e bispo da Igreja Universal



    08/02/2008 (22:16)

    MP pede prisão de pastor e bispo da Igreja Universal

    Deodato Alcântara, do A TARDE

    Prestes a completar sete anos, o assassinato do adolescente Lucas Vargas Terra, 14 anos, abusado sexualmente, esganado e incendiado vivo em um monturo da Avenida Vasco da Gama, em 21 de março de 2001, ainda tem muita disputa judicial pela frente. Nesta sexta, o Ministério Público Estadual (MP) ofereceu denúncia, à Justiça, contra o bispo Fernando Aparecido da Silva, 30, e o pastor Joel Miranda, 42, ambos da Igreja Universal, e requereu a prisão preventiva deles. Os dois eram investigados desde 2006, quando foram apontados pelo ex-pastor Sílvio Roberto Santos Galiza, 25, que já cumpre pena de 18 anos pelo crime na Penitenciária Lemos Brito (PLB).

    Os pedidos do MP serão analisados a partir de segunda-feira, por um dos magistrados da 2ª Vara do Tribunal do Júri (o titular Vilebaldo José de Freitas Pereira ou o substituto Cláudio Daltro).

    Em março de 2006, – logo depois deterem sido apontados no crime, em depoimento gravado na Penitenciária Lemos Brito, pelo ex-pastor Galiza –, os dois não foram encontrados para depor e tiveram as prisões temporárias decretadas pela Justiça. Joel chegou a ser preso, no município de Breves (Pará), foi trazido ao Presídio Salvador, mas o Jurídico da Iurd obteve a revogação da prisão.

    Na ocasião, Miranda foi levado ao MP, para depor, mas recusou-se a responder perguntas. O bispo Fernando, que estaria morando no Paraná, não foi preso, mesmo foragido obteve a revogação da prisão. “Na ocasião que foram apontados por Galiza, foi preciso que a Justiça decretasse as prisões para descobrirmos seus endereços”, relatou o promotor de Justiça Davi Barouh, que representa o MP no caso.

    Sem recursos – No curso das investigações, quando intimados, segundo o MP, ambos alegaram falta de recursos financeiros para o deslocamento à Bahia, e o MP teve de mandar promotor aos Estados onde se encontravam os dois, para colher os depoimentos.

    “É por isso que há a necessidade de sejam recolhidos à prisão, pois além de já terem subornado Galiza e parentes e ameaçado todos eles de morte, se fossem denunciados em liberdade farão de tudo para inviabilizar o curso da instrução criminal”, acrescentou Barouh.

    O caso – A investigação do MP afirma que Lucas Terra, freqüentador da Iurd desde criança, no Rio de Janeiro, foi seviciado e morto no interior de um templo no bairro do Rio Vermelho – em 21 de março de 2001, quando já morava em Salvador –, pelos três acusados, levado para o templo da Pituba e colocado em um caixote de madeira, depois incendiado no terreno baldio da Vasco da Gama, onde hoje fica o Supermercado Extra.

    O corpo foi achado dois dias depois, mas levou 42 dias para ser sepultado, após confirmação de identidade por exame de DNA. Galiza foi preso e condenado em 2004.

    Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008

    BE: 600 mil pobres no Porto (Portugal), revela Livro Negro da Pobreza



    BE: 600 mil pobres no Porto, revela Livro Negro da Pobreza

    A pobreza atinge entre «25 a 30%» da população do distrito do Porto, de acordo com o levantamento efectuado pelo Bloco de Esquerda (BE) «desde há um ano», nomeadamente, junto de «dezenas de instituições de solidariedade social».

    O BE marcou para esta a noite desta sexta-feira um comício na Junta de Freguesia do Bonfim, no Porto, com a presença de Francisco Louçã, onde irá apresentar não só algumas conclusões desse seu estudo mas também medidas de combate à pobreza no distrito.

    O resultado final do estudo será o lançamento de um Livro Negro da Pobreza no Porto, que os bloquistas pensam poder apresentar «ainda este mês ou no princípio do próximo mês», segundo disse à Agência Lusa o sociólogo e dirigente daquele partido João Teixeira Lopes.

    Dados recolhidos pelo BE levam Teixeira Lopes a caracterizar a situação que se vive no distrito do Porto como «verdadeiramente assustadora e alarmante». De uma população de cerca de dois milhões de pessoas, entre meio milhão a 600 mil são pobres.

    A taxa de «pobreza relativa» é de 18 por cento a nível nacional, mas no Porto sobe para os «25 a 30 por cento», aponta o BE.

    Uma pessoa vive em «pobreza relativa» quando ganha menos de 60 por cento do rendimento médio nacional, o que em Portugal corresponde a 366 euros ou menos por mês.

    A causa deste problema são «as políticas económicas e sociais dos últimos três anos». «É o que nos dizem as instituições visitadas», afirma Teixeira Lopes.

    O dirigente conta que o Banco Alimentar contra a Fome, «que funciona como instituição pivô no distrito do Porto porque fornece alimentos a quase todas as instituições, não consegue dar resposta» às muitas solicitações que lhe são dirigidas.

    «Mais de uma centena dessas instituições encontra-se na lista de espera» daquela conhecida organização, exemplifica Teixeira Lopes.

    Outro dado revelador, acrescenta, é que «no distrito se concentram 45 por cento dos beneficiários do rendimento social de inserção, o que mostra bem a incidência da pobreza na região». São cerca de 56 mil famílias que, no Porto, beneficiam dessa ajuda estatal.

    O BE declara-se convicto de que esse número só não é porque «na Segurança Social há uma espécie de barreira à entrada de mais beneficiários, por não haver dinheiro».

    «Estou absolutamente convencido disto», realça Teixeira Lopes, reforçando que «a Segurança Social tem um numerus clausus». O dirigente bloquista baseia-se nas «instituiçõs, que dizem que a Segurança Social não abre mais vagas».

    As principais vítimas da pobreza são os idosos, as famílias monoparentais, em que mães sozinhas tomam conta dos filhos, e os desempregados de longa duração.

    Diário Digital / Lusa
    08-02-2008 7:42:00

    'Epidemia do tabaco' pode matar 1 bilhão no século, diz OMS



    quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008, 17:41 Online

    'Epidemia do tabaco' pode matar 1 bilhão no século, diz OMS

    Doenças relacionadas ao fumo mataram 100 milhões de pessoas durante o século 20, conclui relatório

    Associated Press

    NOVA YORK - A 'epidemia do tabaco' matou 100 milhões de pessoas no mundo todo durante o século 20 e pode matar um bilhão no século 21 se os governos não tomarem medidas drásticas para redução do consumo, declarou a Organização Mundial da Saúde (OMS), em relatório nesta quinta-feira, 7.

    Governos de todo o planeta recolhem mais de US$ 200 bilhões em taxas sobre o tabaco todos os anos, mas aplicam menos de um quinto de 1% dessa receita no controle de seu consumo, afirmou o relatório.

    "Nós temos em nossas mãos a solução para a epidemia mundial do tabaco, que ameaça a vida de um bilhão de homens, mulheres e crianças neste século", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, durante a divulgação do documento.

    "A cura para esta epidemia devastadora não depende de remédios ou vacinas, mas de ações dos governos e da sociedade", acrescentou.

    O relatório pede que os países aumentem drasticamente os esforços para evitar que pessoas jovens comecem a fumar, ajudem as pessoas que querem largar o vício e protejam os não-fumantes da exposição ao fumo.

    O documento sugere ainda que os governos adotem seis medidas de política de controle do tabaco: banir a publicidade de cigarros, aumentar os preços e taxas, proteger não-fumantes da exposição ao fumo, alertar as pessoas dos perigos do tabaco, ajudar aqueles que querem parar de fumar e monitorar o consumo.

    "A epidemia já mata 5,4 milhões de pessoas por ano. Sem um maior controle, o número poderá aumentar para mais de 8 milhões de mortes por ano até 2030", disse Margaret. De acordo com o relatório, dois terços dos fumantes do planeta vivem em 10 países: China - com quase 30% -, Índia, Indonésia, Rússia, Estados Unidos, Japão, Brasil, Bangladesh, Alemanha e Turquia.

    Mais de 80% das mortes relacionadas ao tabaco em 2030 serão em países de baixa e média renda, já que o consumo cresce rapidamente em países pobres.

    Somente dois países - Uruguai e Nova Zelândia - têm leis adequadas no combate ao fumo. Para a indústria do tabaco sobreviver e continuar atraindo consumidores, "são gastos US$ 10 bilhões ao ano em publicidade, promoção e patrocínios", concluiu o documento.

    Preço do trigo bate recordes



    Preço do trigo bate recordes

    07-Fev-2008

    O preço do trigo atingiu na última quarta feira os 10,33 dólares por alqueire (cerca de 14 quilos), o preço mais alto da sua história. Os industriais de panificação portugueses já avisaram que opreço do pão vai voltar a subir em Fevereiro. Segundo a Associação do Comércio e da Indústria da Panificação, é impossível manter os actuais preços com a crise actual dos cereais. Outros produtos alimentares podem ver subir os seus preços, em consequência da crise nos mercados mundiais de cereais.

    Em declarações à imprensa, Carlos Santos, presidente da Associação do Comércio e da Indústria da Panificação, explicou que, depois do recente aumento de quatro centimos por quilo de trigo, é impossível manter os preços do pão perante este novo aumento. Este aumento não será o único: também a Federação das Indústrias Agro-Alimentares admitiu que, caso se mantenha a tendência de subida dos preços dos cereais, outros produtos (como o leite, as massas, o arroz, os ovos ou a carne) tenderão também a ficar mais caros.

    Esta subida de preços parece ter origem numa quebra substancial dos stocks no Canadá, um dos principais produtores mundiais, que desceram dos 21,6 milhões de toneladas registadas no ano passado para cerca de 15 milhões registadas agora. As alterações climatéricas são a principal razão apontada para este problema canadiana, que provocou uma duplicação do preço do trigo, no espaço de seis meses, na Bolsa de Chicago, o principal mercado de referência mundial.

    Em Portugal, a produção de cereais - e em particular de trigo - está claramente abaixo das potencialidades nacionais, levando o presidente da Associação de Produtores de Cereais a declarar que a aposta nos cereias "depende da vontade política" e que, enquanto o governo não tomar iniciativas, "Portugal vai andar atrás da crise".

    Quase 70% da costa portuguesa em risco de perder terreno



    Quase 70% da costa portuguesa em risco de perder terreno

    Quase 70 por cento da costa portuguesa está em risco de perder terreno, segundo o climatologista Filipe Duarte Santos, que considera urgente definir os troços do litoral que necessitam de intervenções para prevenir os efeitos das alterações climáticas.

    "Apesar de haver pressão da União Europeia para os países terem uma gestão sustentada da costa, em Portugal não há uma visão e estratégia integrada", criticou o especialista, em declarações à Agência Lusa, à margem de uma conferência sobre os impactos das mudanças climáticas nas zonas costeiras.

    Duarte Santos criticou também a "inconsistência" do discurso do Governo em relação ao que é feito na prática: "O Governo considera, a nível internacional, as alterações climáticas como uma área muito importante, mesmo durante a Presidência Portuguesa da União Europeia foi uma área prioritária. Mas depois, a nível de investigação e na prática, nada avança".

    Para o climatologista, é necessário fazer uma monitorização ao longo de toda a costa, medindo a subida do nível do mar, a temperatura da água e os poluentes encontrados, para que se consiga depois estabelecer quais as intervenções a realizar.

    "Sabemos que 67 por cento da costa está em risco de erosão e perda de terreno. É necessário definir quais os troços em que vamos combater e quais aqueles em que vamos deixar os processos naturais dominar a questão. Mas para isso é necessário fazer um estudo em toda a costa", explicou.

    A zona de Viana do Castelo à Nazaré é considerada a mais problemática.

    Segundo Filipe Duarte Santos, Portugal tem feito intervenções no litoral de forma "reactiva e não de modo antecipatório", apontando o exemplo da Costa da Caparica.

    "Na Costa da Caparica, não será possível certamente combater tudo, é uma área vasta, mas haverá zonas em que é necessário aplicar medidas", declarou.

    O especialista referiu que o trabalho de monitorização costeira que se tem realizado é disperso e acredita que em três anos seria possível conseguir um retrato dos problemas do litoral português.

    Em relação às dificuldades criadas à investigação em Portugal, apontou o caso de um concurso na área das alterações climáticas aberto pela Fundação de Ciência e Tecnologia em Agosto de 2006 e sobre o qual não houve resultados divulgados durante todo o ano de 2007.

    No âmbito dos impactos das alterações climáticas nos ecossistemas costeiros, Filipe Duarte Santos está a coordenar um projecto, em fase final, onde se pretende traçar sobretudo os efeitos físicos do ambiente oceânico: plâncton, avifauna e peixes.

    Uma das questões analisadas foi o afloramento costeiro: um fenómeno que ocorre devido ao vento e às correntes e que faz com que ascendam à superfície águas mais frias.

    De acordo com os primeiros dados, o afloramento costeiro em Portugal tende a intensificar-se, o que terá como consequência o arrefecimento das águas e o seu enriquecimento em sais nutrientes (nitratos, fosfatos e silicatos).

    "Temos o sinal de que há uma intensificação desse fenómeno, mas ainda sem grande segurança, ainda temos uma margem de incerteza significativa", ressalvou Filipe Duarte Santos.

    A confirmar-se, a intensificação do afloramento costeiro levará a um maior desenvolvimento do fitoplâncton e consequente aumento de toda a cadeia alimentar, o que pode ser uma boa notícia para o sector das pescas.

    Diário Digital / Lusa
    07-02-2008 15:43:51

    Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

    Suiça: Padre sob denúncia de pedofilia se suicida




    6 de Fevereiro de 2008 - 17:23

    Padre sob denúncia de pedofilia se suicida

    Legenda da foto: Vista do convento de Capuchinhos de Moncroix, em Delemont: o caso do padre pedófilo que vive no convento causa polêmica na Suíça. (Keystone)

    Sobre o mesmo assunto
    Aquivo: "Polícia realiza vasta operação contra pornografia infantil"

    O suicídio de um padre acusado de pedofilia faz com que o Conselho da Imprensa discuta a abertura de um inquérito sobre o papel da mídia no caso. A Igreja era pressionada até por blogs a revelar a identidade do clérigo.

    Na carta de despedida, ele responsabilizou à imprensa pela sua morte. O caso, que ocupa há duas semanas as manchetes do país, obrigou autoridades da Igreja a instaurar uma comissão de inquérito e se desculpar publicamente às vítimas.

    O padre de 45 anos de idade deu um tiro com a arma do exército no próprio coração na noite de domingo. O suicídio foi confirmado pelo porta-voz da polícia cantonal de Neuchâtel, Pascal Luthi, durante coletiva de imprensa.

    Segundo o Vicariato de Neuchâtel, o religioso não suportou mais a pressão social. Na sua carta de despedida, ele acusou a pressão da mídia como responsável pelo seu ato trágico.

    Há duas semanas o tema domina as manchetes da imprensa. O protesto também foi refletido na Internet através de blogs e sites. Em um deles, os autores faziam pressão pública para que a Igreja revelasse a identidade do clérigo.

    Para Dominique von Burg, presidente do Conselho da Imprensa, órgão de autocontrole da mídia helvética, os órgãos de imprensa do país exageraram na cobertura do caso. Ele lembrou do perigo do "linchamento" público e ao direito de perdão em um caso onde os crimes já estão prescritos. "Como em qualquer crime, os jornais deveriam ser mais cuidadosos e respeitar a ética". O Conselho irá debater nos próximos dias a possibilidade de abrir um inquérito para investigar a cobertura jornalística no caso do padre pedófilo.

    "Uma questão muito crítica foi a publicação de fotos dessa pessoa, sem esconder o seu rosto", criticou von Burg. Para o antigo redator-chefe do jornal "Tribune de Genève", outro problema grave foi um blog criado por pessoas indignadas. "Os autores não se comportaram como jornalistas".

    Porém von Burg relativiza a crítica. "Em primeiro lugar, a imprensa também cumpriu seu dever. Esse problema foi omitido por muito tempo pela Igreja. Eu acho legitimo escrever e falar abertamente sobre ele", defende.

    Prescrição

    O padre havia sido denunciado em 2001 pelas vítimas. Ele teria abusado várias vezes de menores de idade nos anos 80, o que faz com que seus supostos crimes estejam prescritos por lei. Por essa razão a polícia não abriu inquérito. Nos últimos anos o religioso era acompanhado por médicos e não trabalhava mais com crianças. Seu enterro ocorreu na quarta-feira (seis de fevereiro).

    O suicídio coloca um ponto final na história desde que o caso. A gravidade das denúncias e a repercussão na imprensa obrigaram as autoridades religiosas a se pronunciar. No final de janeiro, Bernard Genoud, bispo de Lausanne, Genebra e Friburgo, pediu publicamente desculpas às vítimas. "Ler sobre casos de pedofilia nos jornais foi algo que me abalou profundamente. Muitas vezes e por muito nos calamos na Igreja e na sociedade sobre os casos de pedofilia", declarou.

    O bispo declarou no momento que a Igreja estava instaurando uma comissão de inquérito para investigar as denúncias de abusos sexuais cometidos por clérigos. Duas queixas - uma contra o padre do cantão de Friburgo e outra contra um padre de Genebra - também foram formalizadas oficialmente pela Dioceses na justiça cantonal.

    swissinfo com agências

    Portugal: Queixas de violência doméstica disparam



    Queixas de violência doméstica disparam

    2008/02/05 16:24

    Denúncias duplicaram desde 2000. Mulheres são as grandes vítimas

    MAIS:
    Homem confessa ter morto ex-companheira
    Grávida perdeu filho em caso de violência doméstica

    As queixas de violência doméstica duplicaram em Portugal nos últimos oito anos. Desde 2000, o número de agressões participadas às autoridades tem crescido a um ritmo preocupante: uma média de 11,2 por cento por ano. Segundo publica o Jornal de Notícias, há oito anos a PSP e a GNR registaram 11162 denúncias, enquanto em 2006 o número de participações atingiu as 20.595.
    Casa: um palco de violência Matou o marido porque a «maltratou»

    As mulheres continuam a ser o grande alvo da violência doméstica - 87 por cento das vítimas são do sexo feminino. E a maior parte das queixas refere-se mesmo a casos de maus tratos por parte do cônjuge: entre as 8.857 denúncias recebidas no ano passado pelo Núcleo Mulher e Menor da GNR (NMUME), 8.592 foram especificamente de violência conjugal. Agressões que, por vezes, apenas são reveladas com a morte - nos últimos dois anos, contabilizaram-se mais de 50 homicídios.

    Números alarmantes, mas que, ainda assim, estarão longe de ser um espelho fiel da realidade, como alerta Elza Pais, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género. «Não tenhamos dúvidas, ainda, de que a maioria dos casos não é sequer denunciada.Talvez dois terços ainda fiquem escondidos», referiu ao JN.

    Apesar disso, o aumento das queixas «indicia também menos tolerância da sociedade e menos medo em denunciar as situações», num País onde os abusos contra as mulheres ainda são um hábito.

    Brasil: Morte por dengue hemorrágica foi recorde em 2007



    Morte por dengue hemorrágica foi recorde em 2007

    Houve 158 óbitos no País, superando os dados de 2002; em janeiro, casos da doença voltaram a cair

    Emilio Sant’Anna

    Os casos de dengue hemorrágica, ou Febre Hemorrágica de Dengue (FHD), nunca foram tão letais como no ano passado. Em 2007, 158 mortes foram registradas no País. Isso é mais do que o dobro de 2006, ano em que 76 óbitos foram confirmados. O número supera também o recorde anterior de 2002, quando 150 pessoas morreram em conseqüência da doença.

    O vírus da dengue tem quatro subtipos. A pessoa que se infecta pela primeira vez adquire a dengue clássica. Curada, fica imune contra esse subtipo específico, mas não contra os outros três. Quando ocorre uma segunda infecção, a doença se manifesta de maneira mais violenta e pode matar.

    De acordo com o boletim sobre a situação da dengue no País, divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, 559.954 casos foram registrados em 2007, 1.541 de dengue hemorrágica. Procurado pela reportagem, o secretário adjunto de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Fernando Pimenta, não foi encontrado.

    Em 2007, 86% dos casos de dengue hemorrágica foram concentrados nos Estados do Ceará, Rio, Maranhão, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Piauí, Goiás, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em relação aos óbitos, 64% ocorreram nesses mesmos Estados.

    São Paulo registrou o maior número de casos (82.912), enquanto o Rio liderou o ranking das mortes (29). A região Centro-Oeste, no entanto, teve a maior taxa de incidência do País (827 casos por 100 mil habitantes), sendo classificada como de alta incidência de dengue. Em 2007, foram notificados no Centro-Oeste 111.757 casos de dengue e confirmados 192 de hemorrágica, o que causou a morte de 35 pessoas.

    CAPITAL DA DENGUE

    No Centro-Oeste, ao contrário do resto do País, a transmissão ocorreu, com mais freqüência, nos municípios com população maior que 500 mil habitantes. A capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, foi a cidade brasileira com o maior número de notificações de pessoas infectadas em 2007, 45.515 casos.

    De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde do Estado, Eugênio Barros, a alta taxa de letalidade da dengue hemorrágica foi causada pela circulação de sorotipo 3 do vírus da doença. “Não havia experiência para lidar com as complicações desse sorotipo”, diz. A perspectiva para 2008, no entanto, é melhor. No primeiro mês do ano passado, 19.731 pessoas infectadas pela doença já haviam sido identificadas. Em janeiro deste ano, apenas 30.

    Segundo Barros, o resultado está abaixo do esperado para essa época do ano, em que o calor e as chuvas proporcionam as condições ideais para a proliferação do vetor da dengue: o Aedes aegypti. O diretor de Vigilância em Saúde, no entanto, evita comemorar.

    Com a grande infestação do mosquito em 2007, a quantidade de ovos também foi alta. Em contato com a água, a tendência é que novos vetores sejam formados . “É cedo para nos considerarmos livres da epidemia”, diz. “Combater o mosquito adulto é apenas como tentar apagar um incêndio. Precisamos fazer o controle nas casas para impedir a eclosão dos ovos.”

    Outro Estado que chama a atenção das autoridades sanitárias é o Paraná. Em dezembro, o Estado mostrou que os casos de dengue subiram 827% na região Sul até aquele mês, em relação a igual período de 2006.

    Apenas o Paraná foi responsável por 95% desses casos. As cidades mais atingidas foram Maringá, com 8.356 notificações; Foz do Iguaçu, com 4.630 casos; e Londrina, com 3.777. Em 2007, todos os nove casos de dengue hemorrágica registrados no Sul do País ocorreram no Paraná. Cinco casos foram fatais. A proximidade com Mato Grosso do Sul é uma das hipóteses para a epidemia.

    Santa Catarina continua sendo o único Estado brasileiro sem transmissão autóctone de dengue, ou seja, adquirida no próprio local. Dos 678 casos registrados, todos foram contraídos em outros Estados.

    FORTE REDUÇÃO

    O boletim epidemiológico divulgado ontem pelo Ministério da Saúde traz pelo menos uma boa notícia, por enquanto parcial. Há uma clara tendência de queda nos casos de dengue no País na comparação entre janeiro deste ano e do ano passado. Ainda é cedo para comemorar, pois o ministério ainda não recebeu os dados completos dos Estados. Até agora, 7.520 casos foram confirmados em janeiro contra os 53.224 do mesmo período de 2007.

    São Paulo registra uma das maiores quedas. De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, até sexta-feira 170 casos haviam sido confirmados. Uma melhora em relação a janeiro de 2007, quando 4.694 pessoas foram infectadas.

    O regresso da superpotência russa



    O REGRESSO DA SUPERPOTÊNCIA RUSSA

    ABEL COELHO DE MORAIS

    Voos estratégicos de longo curso, manobras nos oceanos e mares de todo o mundo, afirmação da supremacia de Moscovo no espaço da ex-União Soviética, definição de um novo pensamento estratégico, desafio à hegemonia dos Estados Unidos - tudo isto indica que a superpotência russa está de volta.

    A guerra e a paz são vistas hoje no Kremlin com um novo olhar. Volta-se a dar a devida importância às armas nucleares, ao desenvolvimento e utilização da tecnologia militar, ao poder de fogo, aos recursos naturais e à garantia do seu acesso, à preparação e equipamento dos efectivos - os elementos que definem o poder estratégico de um Estado. Uma tendência que se afirma desde a chegada ao poder de Vladimir Putin, em Março de 2000.

    As manobras aeronavais no Golfo da Biscaia em finais de Janeiro e a multiplicação dos incidentes entre unidades russas e unidades da Aliança Atlântica, reproduzindo a lógica da Guerra Fria, do teste de nervos e da rapidez de resposta, são aspectos dessa estratégia de afirmação do poder russo.

    Se Boris Ieltsin minimizou a importância dos militares por os temer como centro alternativo de poder e pela necessidade de proceder a restrições orçamentais, Putin tornou claro que a Rússia necessitava de uma nova doutrina estratégica e que tinham chegado ao fim os tempos de humilhação e declínio das forças armadas.

    A sombra da guerra da Chechénia, em que foram mobilizados reservistas sem qualquer preparação, dos quais 1200 acabarão por morrer nas primeiras semanas, paira ainda sobre a reputação das forças armadas, como paira também o desastre com o submarino nuclear Kursk, em Agosto de 2000.

    Quando, em Fevereiro de 2007, em Munique, Putin descreve a conjuntura internacional como uma "nova Guerra Fria" e quando, em Agosto de 2007, anuncia o reatar dos voos dos bombardeiros estratégicos de longo curso no espaço aéreo internacional, suspensos desde o final da Guerra Fria, está a dizer ao mundo que a Rússia reivindica o estatuto não apenas de grande potência, mas o de potência indispensável num mundo que quer multipolar.

    Ao longo de 2007, o Presidente Vladimir Putin demonstra que para cada decisão dos EUA, que Moscovo considere um desafio ou uma ameaça aos seus interesses, haverá uma equivalente decisão russa. Disso é ainda exemplo o anúncio, em Julho, da suspensão no tratado de armas convencionais nunca ratificado pelos países da Aliança Atlântica, na versão revista de 1999, com o argumento de que a Rússia deve retirar primeiro todas as suas forças da Geórgia e da Moldávia.

    O anúncio das manobras aeronavais no Atlântico e no Mediterrâneo é um exemplo da determinação de Moscovo em fazer sentir a presença russa na área de influência da Aliança Atlântica, e dos Estados Unidos, em resposta à decisão de Washington instalar um sistema de defesa antimíssil na Polónia e na República Checa. Uma decisão que tem originado alguma da mais forte retórica belicista por parte dos responsáveis militares russos.

    A aproxima- ção da Aliança Atlântica às fronteiras russas, o cenário de uma adesão a prazo da Geórgia e da Ucrânia, a actuação da NATO nos Balcãs no final dos anos 90, o alargamento da sua esfera de actuação ao Afeganistão e as relações dos Estados Unidos com algumas das repúblicas da Ásia Central são argumentos que Moscovo pode esgrimir para justificar a sua actual estratégia.

    Forte das verbas resultantes do preço do petróleo e da venda de gás, Vladimir Putin pode prosseguir uma estratégia de modernização das forças armadas. Este ano, entrou em vigor legislação que estabelece novas regras de recrutamento e treino dos efectivos, reforça o combate à corrupção nas forças armadas e os mecanismos de denúncia de uma verdadeira praga no universo militar russo: as praxes sobre os recrutas (as dedovshchina), com frequência e resultados cruéis.

    Sendo secretos a maioria dos valores do orçamento de defesa na Rússia, não é possível conhecer na realidade o custo da modernização em curso. Estimativas indicam que os gastos previstos para o corrente ano se situam na ordem dos 105 mil milhões de rublos, ou três mil milhões de euros.

    Esta estratégia possui ainda uma vertente interna, em que a afirmação internacional serve de instrumento de legitimação política para os dirigentes do Kremlin.

    Terça-feira, Fevereiro 05, 2008

    Actividade humana pode levar o clima na Terra a limites críticos, diz estudo



    Alerta

    Atividade humana pode levar o clima na Terra a limites críticos, diz estudo

    Publicada em 05/02/2008 às 10h40m

    O Globo; Agências internacionais; O Globo Online

    RIO - A atividade humana pode levar o clima na Terra a limites tão críticos que alguns importantes componentes podem ter os seus padrões de funcionamento rompidos. O alerta está em um estudo, feito por um grupo internacional de cientistas e publicado na versão online da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

    "A sociedade atual pode estar iludida por uma falsa sensação de segurança por conta de previsões de mudanças climáticas a longo prazo", aponta o relatório publicado na PNAS, no qual os cientistas descrevem como pequenas alterações podem ter conseqüências de longo impacto nos sistemas ecológicos.

    O aquecimento global neste século pode provocar um degelo desenfreado da camada de gelo da Groenlândia e o apodrecimento de árvores da Amazônia, entre outros efeitos, segundo estudo.

    Os cientistas pedem aos governos que dêem mais atenção a pequenas mudanças que podem levar a alterações catastróficas, como o degelo do Ártico no verão ou perturbações nas monções do Índico.

    - Muitos desses pontos de alerta podem estar mais perto do que pensávamos - disse à Reuters o principal autor do estudo, Timothy Lenton, da Universidade de East Anglia (Grã-Bretanha).

    Já um outro trabalho, realizado por cientistas britânicos e publicado na edição deste mês da revista "Geological Society of America",
    sugere que a Terra pode estar entrando em um novo período geológico, o Antropoceno. Para os autores, o impacto dos seres humanos no planeta é a principal causa da transição. Leia mais na edição desta terça-feira do Globo Digital (só para assinantes).

    2008 é ano de novos perigos e crimes na Internet, diz relatório



    2008 é ano de novos perigos e crimes na Internet, diz relatório

    Internacional
    03/02/2008 08:02:8

    Gamers, redes sociais e eleições presidenciais nos EUA são alvos de ameaças online.

    O último relatório de segurança na Internet, o «Internet Security Outlook», divulgado pela CA, apresenta as previsões de segurança na Internet para 2008 e as tendências observadas em 2007. E todo o cuidado é pouco, pois as tácticas usadas por quem quer lançar o caos na web, são cada vez mais sofisticadas.

    Uma das conclusões do estudo é que o «malware» está cada vez mais inteligente: «existem novos modelos de sofisticação no malware, que se dirigem a computadores virtualizados e que utilizam cada vez mais técnicas de ocultação para se tornarem impossíveis de detectar à vista desarmada, que incluem estenografia e encriptações, que ajudam os cibercriminosos a encobrir as suas actividades», refere a CA.

    O relatório alerta igualmente para o facto dos utilizadores de jogos online e de redes sociais, bem como eventos de elevada importância, como as eleições presidenciais nos EUA ou as Olimpíadas de Pequim, estarem entre os principais alvos de ataques online em 2008. No caso destes mega-eventos, é provável que ocorram ataques destrutivos e de corrupção ou roubo de informação.

    «Os cibercrimininosos seguem as oportunidades, onde quer que estas estejam, e tiram vantagem de qualquer vulnerabilidade», explica o Vice-Presidente de Gestão de Produto da Unidade de Negócio de Segurança em Internet da CA, Brian Grayek.

    «Enquanto a protecção de segurança se torna melhor na detecção de malware, os ladrões online tornam-se cada vez mais inteligentes e dissimulados na forma como atacam os nossos computadores», refere.

    Os utilizadores de jogos online eram já um alvo cobiçado, e o roubo das credenciais das suas contas irá continuar a ser um dos principais alvos dos cibercriminosos. Os gamers online estão mais preocupados em optimizar os seus PCs para obterem um elevado rendimento do que prepará-los com uma boa segurança. «Em 2008, os activos virtuais irão equivaler ao dinheiro do mundo real para os cibercriminosos», explica a CA.

    Do mesmo modo, os sites de redes sociais são cada vez mais populares e, como resultado, mais vulneráveis. O elevado número de vítimas potenciais e a sua baixa preocupação com a segurança informática tornam estes sites numa oportunidade muito apelativa para os cibercriminosos.

    Quem também vai estar na mira dos criminosos são os sites e serviços web 2.0. Embora sejam relativamente simples de implementar, torna-se um desafio configurá-los para que sejam totalmente seguros. Por isso mesmo, muitos sites de Internet que utilizam estes serviços são alvos fáceis e com poucas indicações externas que façam suspeitar que a segurança do site está comprometida.

    Vista é mais seguro mas também mais cobiçado

    Em risco está ainda o Windows Vista. À medida que empresas e consumidores particulares compram novos computadores, a quota de mercado do Vista irá crescer. Embora esteja desenhado com o sistema operativo mais seguro da Microsoft, em 2007 foram publicadas 20 vulnerabilidades, segundo o National Institute of Standards and Technology. Quantas mais pessoas utilizarem este sistema, mais cibercriminosos o vão apontar como alvo.

    Este ano, o número de computadores infectados por botnets irá aumentar exponencialmente. Num esforço de se tornarem mais difíceis de detectar, os indivíduos que controlam os botnets têm vindo a mudar a sua táctica e a descentralizarem-se por meio de arquitecturas peer-to-peer. E utilizam cada vez mais mensagens instantâneas como o seu principal veículo de distribuição dos botnets.

    Valham-nos os dispositivos móveis, como os smartphones, que vão continuar a ser seguros, apesar dos rumores sobre malware móvel. A única vulnerabilidade significativa, publicada em 2007, foi a do iPhone da Apple.

    Aquecimento vai piorar fome até 2030



    Sexta-feira, 1 fevereiro de 2008

    Aquecimento vai piorar fome até 2030

    Equipe da Universidade Stanford identificou 12 regiões mais afetadas

    Carlos Orsi, estadao.com.br

    A mudança climática prejudicará nos próximos 20 anos a produtividade de culturas importantes para a alimentação humana em algumas das áreas mais pobres do mundo, segundo estudo de pesquisadores do Programa de Segurança Alimentar e Meio Ambiente da Universidade Stanford (EUA). O trabalho, coordenado por David Lobell, foi publicado nesta semana pela revista Science.

    Os autores apresentam o artigo como um guia para governos e organizações internacionais direcionarem investimentos na adaptação da produção agrícola à mudança climática.

    MAPA DA FOME

    Os pesquisadores focalizaram 12 regiões onde, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), vive a maior parte da população desnutrida do mundo. As áreas abrangem grande parte da Ásia, a África Subsaariana, o Caribe, a América Central e do Sul e têm 825 milhões de pessoas desnutridas, 95% do total mundial.

    Os autores analisaram 20 modelos teóricos sobre os efeitos do aquecimento global e concluíram que, até 2030, a temperatura média na maioria dessas regiões terá aumentado 1°C, enquanto as chuvas sazonais em alguns locais, como sul da Ásia, sul da África e Brasil, poderão diminuir. A redução mais intensa de chuvas é prevista para o sul da África, chegando a 10% em 2030.

    A equipe de Lobell combinou essas projeções com dados sobre a relação observada entre o clima e cada tipo de cultivo - como soja, arroz, cana-de-açúcar, milho, sorgo, trigo e cevada - e a relevância dessas culturas para a alimentação das populações mais pobres a partir de um “ranking de importância para a fome” (HIR, na sigla em inglês).

    A análise revelou duas zonas críticas: sul da Ásia e sul da África. A principal cultura do sul da África, o milho, com um HIR “muito importante”, poderá sofrer perdas de mais de 30% nas próximas duas décadas. No caso do Brasil, as maiores perdas previstas, de 15%, afetariam as culturas de trigo e soja. Isso ocorreria no mesmo prazo, mas com probabilidade bem menor que no caso africano. As duas culturas, no caso brasileiro, foram classificadas com HIR “menos importante”.

    Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

    Desmate acelera aquecimento



    Segunda-feira, 4 fevereiro de 2008

    Desmate acelera aquecimento

    Manutenção da floresta evitaria o agravamento do efeito estufa e das mudanças climáticas

    AP

    O desmatamento completo da Amazônia aceleraria o aquecimento global ao liberar na atmosfera cerca de 100 bilhões de toneladas de carbono - valor semelhante à emissão global, por todas as fontes existentes, em dez anos. O alerta é dado por cientistas que participam do Experimento Biosfera-Atmosfera de Larga Escala na Amazônia (LBA, na sigla em inglês).

    “Se cortarmos todas as florestas tropicais do mundo, a concentração atmosférica de CO2 pode subir em 25%”, diz o climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. “Devemos manter as florestas porque vivemos uma crise com o aquecimento global e é importante não atingir um ponto sem volta.”

    Segundo estimativas das Nações Unidas, cerca de 25 hectares de florestas tropicais caem a cada minuto no mundo, ou 13 milhões de hectares por ano aproximadamente. Uma geração atrás, o valor era de 20 hectares por minuto.

    Calcula-se que o desmatamento na Amazônia liberaria por ano cerca de 400 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa. A manutenção absorveria de 90 a 545 quilos de carbono pela fotossíntese.

    Uma variação tão grande nos números é uma das perguntas que permanecem sem resposta e que serão atacadas na segunda fase do LBA. O projeto, liderado por brasileiros e com verba de US$ 100 milhões, inclusive de fontes americanas e européias, já completou uma década com o envolvimento de centenas de cientistas.

    Agora, dois aviões medirão as emissões logo acima da floresta, para tentar responder definitivamente se ela absorve mais carbono do que produz. Como a Amazônia é formada por diferentes sistemas ecológicos, com diversos microclimas, a resposta não virá de extrapolações simplistas.

    INTERROGAÇÕES

    Além dos aviões, outras estratégias são usadas pelos cientistas para tentar elucidar a dinâmica de emissão e absorção de carbono pela Amazônia. Uma delas é conduzida em uma torre de 60 metros, montada pelo LBA.

    No topo, o meteorologista Julio Tota, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, observa “rios de ar” sobre a cobertura florestal. Essa “fumaça úmida”, diz Tota, indica que os gases-estufa liberados pela degradação do material orgânico no solo não se incorporam a atmosfera de imediato: eles flutuam sobre a floresta.

    “Aprendemos que a floresta amazônica é muito mais frágil e complexa do que imaginávamos”, diz Tota. “Minha pesquisa é bastante específica: ela é focada em mostrar por que todas as nossas medições anteriores são provavelmente falsas.”

    A despeito de todas as respostas ainda não serem conhecidas, o físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo, afirma ser essencial que o Brasil reduza a destruição da floresta. “Não há nenhuma maneira mais barata de reduzir as emissões do que pelo controle do desmatamento”, afirma. O desmatamento e as queimadas, principalmente da Amazônia, colocam o País entre os cinco maiores emissores de gases-estufa. Mundialmente, o ataque às florestas colaboram com até 20% das emissões.

    ESTRATÉGIAS

    Resultados iniciais do LBA também indicam que o corte seletivo da floresta, que alimenta o mercado madeireiro, afeta uma área tão grande quanto o corte raso - o que pode alterar a conta de quanto carbono sai da floresta.Além disso, coloca em dúvida o manejo florestal como estratégia sustentável, tal qual tem sido visto pelo governo brasileiro, diz Diane Wickland, gerente do Programa de Ecologia Terrestre da Nasa (a agência espacial americana, um dos financiadores do experimento).

    “Olhamos como isso tudo influencia o conceito de sustentabilidade e como podemos melhor informar tomadores de decisão sobre produtividade sustentável e uso da terra”, diz Wickland.

    Sábado, Fevereiro 02, 2008

    250 mil o número de crianças recrutadas para a guerra



    250 mil o número de crianças recrutadas para a guerra

    Uma estimativa das Nações Unidas (ONU) revela que mais de 250 mil crianças são recrutadas para a guerra no mundo e que, pelo menos em 13 países do mundo, o recrutamento e uso de crianças nos conflitos armados é válido.

    A denúncia partiu do Secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, num relatório relativo ao periodo entre Outubro de 2006 e Agosto de 2007.

    A participação de menores em conflitos armados e consequentemente a violação da lei internacional estaria a ocorrer principalmente em 13 países que, com excepção da Colômbia, estão concentrados em África e Ásia: Afeganistão, Burundi, Chade, Colômbia, Filipinas, Myanmar (antiga Birmânia), Nepal, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Somália, Sri Lanka, Sudão e Uganda.

    O comunicado da ONU refere, porém, que não foram registados novos casos de recrutamento de menores na Costa do Marfim, onde está a decorrer um processo de identificação, libertação e reabilitação das crianças soldados. Serra Leoa e Libéria, países com tradição no recrutamento infantil, também não são citados na «lista da vergonha».

    No último relatório sobre «Crianças e Conflitos Armados», apresentado a 21 de Dezembro de 2007, o representante especial do secretário-geral da ONU para a questão, Radhika Coomaraswamy, expressou a esperança de que o Conselho de Segurança possa tomar medidas decisivas para responder às conclusões do documento de Ban Ki-moon.

    O Conselho de Segurança deve se reunir para discutir o relatório «Crianças e Conflitos Armados» no próximo dia 12 de Fevereiro. Na ocasião, espera-se que sejam incluídos na «lista da vergonha» também os nomes de países onde ocorrem violações sexuais e violações dos direitos da criança.

    Ban Ki-moon pediu que a violação dos direitos das crianças seja submetido ao julgamento do Tribunal Penal Internacional, um tribunal que julga crimes de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.

    O relatório dá conta que 60% dos casos de violação registados em Kisangani, a Norte da República Democrática do Congo, as vítimas têm entre 11 e 17 anos.

    O Secretário geral da ONU aponta também o crescimento do número de ataques “sistemáticos e deliberados” contra escolas e instituições educativas, em algumas zonas de guerra, como o Afeganistão e o Iraque, um “fenómeno que pede a atenção da comunidade internacional”.

    Internacional Agência Ecclesia 02/02/2008 13:43 2344 Caracteres 29 Criança

    Freira de 79 anos vai presa nos EUA por pedofilia



    Freira de 79 anos vai presa nos EUA por pedofilia

    CHICAGO (AFP) — Uma freira de 79 anos passará um ano atrás das grades por abusos sexuais de dois adolescentes de 12 e 13 anos na década de 1960, informou um tribunal de Milwaukee (Wisconsin, norte), nesta sexta-feira.

    Norma Giannani aceitou a acusação de ter tido relações sexuais com os dois rapazes, quando era diretora de seu colégio.

    Quando o júri lhe perguntou o que achava que os meninos sentiam sobre os encontros sexuais com ela, respondeu: "eles estavam mandando ver. Quantos adolescentes teriam perdido esta oportunidade?".

    Uma psicóloga que entrevistou a freira como parte de uma investigação interna da igreja disse que ela havia descrito os abusos como "beijar-se e acariciar-se". Nessa mesma investigação, a freira reconheceu ter abusado de outros três rapazes.

    Durante o julgamento, nesta sexta, uma das vítimas contou que os atos de Giannani torturaram-no durante muito tempo e fizeram com que ele perdesse a fé religiosa.

    "Estava convencido de que iria para o inferno por macular uma freira", declarou, no tribunal.

    "Que pecado pior poderia haver? Passei muitos anos tentando esquecer isso, apelei para as drogas e o álcool, tive pensamentos suicidas", contou.

    Giannani foi condenada a 10 anos de prisão pelas duas acusações, mas apenas um ano de prisão em regime fechado, informou a Justiça à AFP.

    As acusações de abuso sexual contra a freira começaram a ser apresentadas em 1992, mas a Igreja não as levou às autoridades. A investigação criminal começou apenas em 2005.

    Espanha — El País: «Bispos entram em campanha»



    El País (logo)

    El País: «Bispos entram em campanha»

    2008/02/01 12:20

    Bispos terminaram quatro anos de oposição ao Governo com uma nota eleitoral em que pedem voto contra o PSOE

    Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008

    ONU adverte sobre possível escassez de água na América Latina



    01/02/2008 - 04h51

    ONU adverte sobre possível escassez de água na América Latina

    da Efe, em Santo Domingo (República Dominicana)

    O secretário-executivo da Convenção da ONU sobre a Mudança Climática, Yvo de Boer, advertiu hoje que 100 milhões de pessoas poderiam enfrentar uma "séria escassez" de água potável na América Latina e no Caribe nos próximos anos.

    O analista explicou que o aquecimento do planeta aumentará o risco de inundações e secas, além de fazer com que os furacões na região sejam "mais ferozes" no futuro.

    Durante o 16º Fórum de ministros do Meio Ambiente da América Latina e o Caribe, que acontece na República Dominicana, De Boer disse que a mudança climática causará "danos" à indústria pesqueira da região e alertou que as medidas necessárias para evitar isso devem ser tomadas imediatamente.

    "Os furacões serão mais ferozes, causando mortes, provocando danos na infra-estrutura, cultivos e na pecuária da região, e se acrescenta a isso uma mudança na queda de chuvas e um alto risco de inundações e secas", considerou.

    De Boer sugeriu que os países da região adotem ações em conjunto para aumentar o nível de vida de seus moradores e assumam como um "desafio" à mudança climática que pode impulsionar o desenvolvimento econômico.

    "A mudança climática pode ocasionar sérios danos às economias, às sociedades e aos ecossistemas de todo o mundo", expressou.

    Para De Boer, a estratégia contra a mudança climática deve ser acompanhada de uma mudança "radical" no comportamento econômico mundial, dirigido a "acelerar" os objetivos de desenvolvimento.

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