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    Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

    Guerra do Iraque já matou 1 milhão, diz pesquisa



    Guerra do Iraque já matou 1 milhão, diz pesquisa

    Plantão Publicada em 30/01/2008 às 18h21m

    Reuters/Brasil Online

    LONDRES (Reuters) - Mais de 1 milhão de iraquianos já morreram por causa da guerra iniciada com a invasão norte-americana de 2003, segundo pesquisa realizada por um dos principais institutos britânicos, o Opinion Research Business (ORB).

    Depois de ouvir pessoalmente 2.414 adultos, os pesquisadores concluíram que 20 por cento tiveram pelo menos uma morte na família por causa do conflito, ao invés de causas naturais.

    O último censo completo no Iraque, realizado em 1997, determinou haver 4,05 milhões de lares no país, cifra que o ORB usou para calcular que aproximadamente 1,03 milhão de pessoas morreram por causa da guerra.

    A margem de erro da pesquisa, conduzida em agosto e setembro, é de 1,7 por cento - o que significa que podem ter ocorrido de 946.258 a 1,12 milhão de mortes.

    Originalmente, o ORB havia estimado 1,2 milhão de mortes, mas alterou o número porque houve uma nova rodada de entrevistas, em áreas rurais, para tornar a amostragem mais precisa. Foram ouvidos moradores de 15 das 18 províncias iraquianas - ficaram de fora as violentas Kerbala e Anbar, além de Arbil (norte), onde as autoridades proibiram o trabalho dos pesquisadores.

    Estimativas sobre mortes na guerra do Iraque costumam ser muito controversas. Em 2004, a revista médica The Lancet publicou artigo dizendo que houvera 100 mil mortes a mais do que o esperado desde março de 2003, o que provocou protestos.

    O site Iraq Body Count, bastante respeitado, atualmente estima entre 80.699 e 88.126 mortes no conflito, embora autoridades dos EUA e outros questionem sua metodologia e suas cifras.

    O ORB, instituto fundado em 1994, realiza pesquisas para governos, empresas e ONGs. Seu diretor, Allan Hyde, disse que o objetivo é apenas registrar com o máximo de precisão o número de mortes entre a população iraquiana como consequência da ocupação e dos confrontos.

    (Reportagem de Luke Baker)

    Perito: Vírus da varíola pode ser usado como arma biológica



    Perito: Vírus da varíola pode ser usado como arma biológica

    O vírus que provoca a varíola poderá ser usado como arma numa guerra biológica ou em ataques terroristas e «deve tomar-se essa hipótese em atenção, mas não criar exageros», avisou hoje um especialista português.

    No âmbito das sextas jornadas de Actualização em Doenças Infecciosas, o professor universitário Henrique Lecour lembrou à Lusa que a doença está extinta há várias décadas, existindo, porém, duas reservas do vírus guardadas em laboratórios de Ataranta (Estados Unidos) e Kotsovo (Rússia).

    «Com a globalização actual, qualquer surto iria expandir-se rapidamente, embora com alguma limitação porque também há formas rápidas de controlo. Estaríamos a falar de milhares e não de milhões de casos. De qualquer forma não se devem criar exageros com esta hipótese, tal como não se deve fazer com a possibilidade de uma epidemia de gripe das aves», reforçou.

    Para fazer face à eventual ameaça, os governos, «especialmente o norte-americano por ser particularmente vulnerável no actual cenário internacional», têm investido em novos meios de diagnósticos e investigação científica.

    «Com o desmantelamento do regime da Antiga União Soviética poderão ser encontrados outros laboratórios ou aliciados cientistas. A ameaça pode surgir especialmente de países párias», disse.

    O especialista recordou que o Iraque dispôs da toxina do botulismo em meados da década de 90 e que poderia tê-lo usado como arma biológica.

    A varíola é uma doença infecciosa grave, muito contagiosa, tendo sido no passado epidémica e frequentemente mortal.

    Depois de uma vasta campanha de erradicação realizada pela Organização Mundial de Saúde a partir de 1965, a doença desapareceu totalmente.

    Após a confirmação oficial da erradicação da varíola, em 1980, foram destruídas todas as estirpes excepto duas, para garantir as investigações.

    Diário Digital / Lusa

    31-01-2008 12:58:30

    Aquecimento da água em 0,5°C aumenta furacões



    Quinta-Feira, 31 de Janeiro de 2008 Versão Impressa

    Aquecimento da água em 0,5°C aumenta furacões

    Estudo publicado na Nature ajuda a explicar por que temporadas têm sido severas nos últimos anos, entre elas a que trouxe o Katrina, em 2005

    AP E REUTERS

    Quando a água superficial do Atlântico Norte aquece 0,5°C, os furacões ficam cerca de 40% mais violentos e mais freqüentes, segundo uma nova pesquisa publicada hoje na revista Nature (www.nature.com). O estudo ajuda a explicar por que as temporadas de furacões têm sido tão severas nos últimos anos, entre elas a que trouxe o Katrina, em 2005.

    Os autores, os cientistas Mark Saunders e Adam Leam, da University College London, na Grã-Bretanha, calcularam quanto pioram a freqüência e a força dos furacões a partir do momento que a água esquenta, como tem acontecido freqüentemente nos últimos 12 anos. A conexão numérica que eles viram entre os eventos indica inclusive que 2007 (com águas ligeiramente mais frias e uma temporada de furacões relativamente calma) foi uma exceção numa tendência de piora.

    Os dois não chegam a dizer se indubitavelmente o Atlântico fica mais quente por causa do aquecimento global. Mas consideram a causa altamente provável. A dupla diz apenas que não procurou a causa da flutuação de temperatura. Essa é a informação que ainda falta para dizer com certeza que o Katrina, por exemplo, que devastou Nova Orleans, nos Estados Unidos, teria sido tão forte por causa da ação do homem. Seus ventos atingiram 280 quilômetros por hora e o evento matou mais de mil pessoas. Os dados são calculados em US$ 2 bilhões.

    A análise foi concentrada em um trecho tropical que pega Porto Rico e costa norte da América do Sul e se estende até quase a África. A região produziu 90% dos furacões que atingiram os Estados Unidos desde a década de 1950.

    PASSADO E PRESENTE

    A dupla montou um modelo estatístico que remonta a temperatura oceânica e os padrões de vento nos últimos 40 anos, e comparou com os dados registrados nos últimos 55 anos. A comparação mostrou que o modelo teve sucesso entre 75% e 80% dos casos, fidedigno o suficiente para estabelecer uma relação de causa e efeito entre os fatores. Quando tiraram o impacto do padrão dos ventos, puderam isolar o papel da temperatura da água.

    Essa é mais uma peça do quebra-cabeças do clima - que, por definição, é caótico - e aumenta a confiança nos modelos climáticos que indicam tal tendência. ''''É importante que os modelos climáticos futuros possam reproduzir a relação entre os fatores'''', explica Lea. ''''Se estamos tentando projetar alguns dos impactos do aquecimento global, é preciso ter esse grau de sensibilidade.''''

    Os cientistas já sabiam que os furacões obtêm energia do calor das águas oceânicas - então, quanto mais quente elas estão, mais combustível o fenômeno consegue. Agora o estudo mostra que uma mínima variação de temperatura tem efeitos devastadores. ''''(O fenômeno) É surpreendentemente sensível a pequenas alterações na superfície dos oceanos'''', diz Sauders.

    Eles descobriram que, para cada variação mínima, menos de 1°C a mais, o número de furacões fortes, com ventos de mais de 160 quilômetros por hora, aumenta em 45%; de forma geral, a índice é de 36% a mais. O número de tempestades tropicais sobe em 31%.

    IMPLICAÇÕES

    A temporada de 2005 foi a mais ativa já registrada na região: foram 28 tempestades e 13 furacões, 7 deles de intensidade alta. No mesmo ano, as temperaturas do Atlântico Norte atingiram seu pico.

    Em 1971, quando as temperaturas da água eram mais baixas, ocorreram 13 tempestades e 6 furacões, dos quais apenas 1 era de alta intensidade. Em 2005, a atividade média de furacões tinha portanto mais do que dobrado.

    Outros cientistas, que já ligam o aquecimento global a furacões piores na região, apóiam o estudo e dizem que, no mínimo, ele redefine o que eles já disseram. ''''A chave para antecipar os riscos futuros é desvendar a ciência que existe atrás dessas estatísticas'''', afirma Matt Huddleston, consultor do Met Office, escritório responsável pelos modelos climáticos usados pelo governo britânico.

    ''''Esse artigo sugere que a ligação entre as tempestades tropicais e a água mais quente seja talvez ainda mais forte do que imaginávamos. Isso tem implicações imensas no impacto sobre medidas de adaptação na infra-estrutura americana e nos mercados financeiros globais'''', diz Huddleston.

    Para Chris Landsea, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, que nega tal relação, o estudo não excluiu que causas naturais, cíclicas, causam as mudanças observadas.

    Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

    Beijar na boca pode transmitir doenças



    Beijar na boca pode transmitir doenças

    Os beijoqueiros devem ter cautela durante o ano todo, mas principalmente no Carnaval, onde muitos intensificam o ato de beijar. O beijo na boca pode transmitir várias doenças, inclusive as sexualmente transmissíveis.
    Além do carinho, do afeto e das emoções compartilhadas durante o beijo na boca, as pessoas trocam saliva (fluido formado por 99% de água e que contém amilase, enzima digestiva que decompõe o amido contido nos alimentos), sais minerais e uma gama de microrganismos, muitos deles causadores de doenças.
    Por mobilizar cerca de 30 músculos da face, um beijo caloroso pode consumir de três a cinco calorias e faz o coração bater mais rápido, podendo chegar a 150 batimentos por minuto; ativa a circulação sangüínea, aumenta a oxigenação nas células, estimula a produção de hormônios como ocitocina (produzida no hipotálamo e armazenada na glândula hipófise, também responsável pela sensação de confiança, calma e bem-estar) e serotonina (secretado por certas células do tubo digestivo e no tecido cerebral).
    É claro que, dado com carinho, afeto e paixão, o beijo acalma, relaxa e combate o estresse. No entanto o hábito de “ficar”, de beijar várias pessoas, geralmente desconhecidas, em uma mesma noite, não é nada salutar, pois, além de bactérias, o beijo também pode transmitir vírus causadores de doenças.
    Cuidar da saúde bucal reflete na saúde como um todo. Não se trata apenas de uma mera informação. Acima de tudo, é uma questão de saúde pública (pois todos têm o direito de cuidar de sua saúde). Os cuidados da saúde bucal também devem fazer parte da educação escolar.
    Doenças transmitidas pelo beijo
    • Cárie dental – doença infectocontagiosa causada por bactérias como Streptococcus mutans, que provoca a desmineralização do esmalte do dente, ocasionando destruição localizada, progressiva e irreversível.
    • Gengivite – inflamação da gengiva, causada por bactérias (placas), que pode se agravar e atingir o osso alveolar, o qual envolve e mantém firmes os dentes. Tem-se observado o aumento do número de casos de gengivite. É de se crer que, além da ausência de cuidados com a higiene bucal, a prática do “ficar”, muito comum entre os jovens e adultos de hoje, esteja contribuindo para isso.
    • Faringite – inflamação da faringe, região situada entre as amígdalas e laringe (onde se forma a voz), pode ser causada por vírus e bactérias.
    • Laringite – inflamação aguda ou crônica da laringe (onde estão as cordas vocais), causada por vírus e também bactérias.
    • Amigdalite – inflamação das amígdalas, geralmente provocada por uma infecção estreptocócica (bacteriana) ou, com menos freqüência, por uma infecção viral.
    • Herpes labial – afecção cutânea aguda causada pelo Herpes simplex virus.
    • Mononucleose – é uma doença de progressão benigna e muito comum; 79% dos casos são causados pelo vírus Epstein-Barr, e 21%, pelo Cytomegalovirus, ambos transmitidos pelo beijo, saliva e troca de outras secreções. Caracteriza-se por febre, aumento do número de monócitos (globulos brancos) no sangue, angina (sensação de angústia, opressão torácica, devido a um fornecimento insuficiente de oxigênio ao coração), aumento do volume do baço, erupções cutâneas, etc.
    • Hepatite A e B – infecção inflamatória do fígado. A vacinação pode preveni-la.
    • HPV – vírus do papiloma humano, infecta a pele ou mucosas, possui mais de 200 variações diferentes, cuja maioria dos subtipos encontra-se associada a lesões benignas (verrugas); no entanto alguns tipos são encontrados em certas neoplasias (cancro do colo do útero). Sua principal forma de transmissão é por via sexual. Considerada uma das mais freqüentes das doenças sexualmente transmissíveis.
    • Meningite – inflamação das meninges (conjunto das três membranas que envolvem o eixo cerebroespinhal). Pode ser cerebral, espinhal ou cerebroespinhal, de origem bacteriana, tóxica, parasitária ou secundária a diversas doenças.
    • Uretrite – inflamação da mucosa da uretra.
    • Candidíase – afecção aguda, subaguda ou crônica causada por leveduras pertencentes ao gênero Candida albicans.
    • Gripe – doença infecciosa muito contagiosa, quase sempre epidêmica, devido a vários vírus do grupo Myxovirus influenzae.
    • Tuberculose – doença infecciosa e contagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch).
    • Sífilis – doença sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum (treponema pálido).
    • Gonorréia – ou blenorragia, é causada por gonococo, caracteriza-se por uma inflamação das vias genitourinárias (relativo às funções de reprodução e de eliminação de urina), com corrimento purulento e dores à micção. Sua transmissão ocorre através do contato sexual.
    Curiosidades
    • A saliva não transmite o vírus da AIDS, que só é transmitido através do sangue. Se o beijo acontece entre duas pessoas que têm gengivite, ou qualquer outro ferimento na boca, o HIV pode penetrar na corrente sangüínea.
    • Após ter comido doce e sem a devida escovação dos dentes, se o beijo acontece, pode haver a transmissão de um coquetel de ácidos de bactérias e açúcares.
    • Se a pessoa tem placa bacteriana, as chances de se adquirirem novas cáries são bastante grandes; idem em relação à gengivite.
    Receita da Índia: para o bom hálito e gengivas saudáveis
    Após a limpeza da boca, da língua, dos dentes e da gengiva, deve-se mascar um pedaço pequeno de gengibre (Zingiber officinale, que apresenta propriedades antiinflamatórias e digestivas) e um cravo-da-índia (Syzygium aromaticum, poderoso antisséptico, bastante utilizado na Odontologia) durante cinco minutos. Logo após, jogar fora e fazer um bochecho com água fria. O odor do cravo com o gengibre é agradável, o que ajuda a liberar serotonina, neurotransmissor responsável pelo bem-estar e prazer.
    • A Echinacea purpurea (equinácea) e a Uncaria tomentosa (Unha-de-gato) têm demonstrado ser muito efetivas no combate do herpes. Num estudo envolvendo 500 pacientes tratados com equinácea, houve 100% de melhora do quadro.
    Precauções
    • Feridas nos lábios, mau hálito, dentes mal cuidados e sangramento gengival (gengivite) são indicativos de maus cuidados com a higiene bucal; e o beijo deve ser evitado.
    • Um beijo mais ardente pode provocar sangramento na região do body-piercing, havendo o risco de infecção do vírus HIV, se o sangue entrar em contato com a lesão bucal.
    • É necessário realizar uma boa higiene bucal diariamente e sempre após as refeições. Usar fio dental, escovar os dentes e usar um anti-séptico bucal.
    • Também, antes e após o beijo, além dessa escovação, usar um anti-séptico bucal, para que se diminuam as chances de transmissão de algum tipo de doença.

    UOL29/01/2008 19:04h

    Terça-feira, Janeiro 29, 2008

    EUA: Bush pedirá ao Congresso US$ 70 bilhões para guerras em 2009



    EUA Bush pedirá ao Congresso US$ 70 bilhões para guerras em 2009

    Publicado em 28.01.2008, às 19h12

    O Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos EUA) anunciou nesta segunda-feira (28) que a Casa Branca (sede do governo norte-americano) se dispõe a pedir ao Congresso US$ 70 bilhões para financiar as guerras no Iraque e no Afeganistão na "primeira parte" do ano fiscal 2009 até a chegada do novo governo, anunciou hoje o Pentágono.

    Esse montante, no entanto, "não cobrirá o conjunto do ano", explicou o porta-voz do departamento de Defesa Bryan Whitman.

    O presidente George W. Bush havia pedido ao Congresso que desbloqueasse um orçamento de US$ 196,400 bilhões para financiar as operações de combate em 2008. Porém, até o momento o Congresso aprovou menos da metade dessa soma, isto é, 70 bilhões para as operações de combate e US$ 16,8 bilhões para a compra de veículos blindados resistentes a minas.

    Fonte: Diário do Grande ABC

    Brasil: Crimes contra religião poderão ter penas maiores




    Projeto - 28/01/2008 15h54

    Crimes contra religião poderão ter penas maiores

    Bernardo Hélio

    Foto: Henrique Afonso quer que crimes contra religião constem da Lei Anti-Racismo.

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 2024/07, do deputado Henrique Afonso (PT-AC), que aumenta a pena para os crimes contra a religião e os religiosos. Pela proposta, quem escarnecer publicamente de alguém devido a crença religiosa, impedir ou perturbar culto ou desrespeitar publicamente ato ou objeto religioso será punido com reclusão de um a três anos. Se houver emprego de violência, a pena será aumentada em 1/3, sem prejuízo da pena correspondente à violência.

    Atualmente, o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) prevê detenção de um mês a um ano ou multa para esse tipo de crime. A proposta revoga o artigo do Código Penal, transferindo-o para Lei Anti-Racismo (7.716/89), que "constitui diploma legal específico que já trata dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito", conforme lembra o deputado.

    Henrique Afonso destaca que, embora a Constituição assegure a liberdade de crença, "cultos e religiões têm sido alvo de críticas e ofensas crescentes e injustas". O deputado lembra que incluem-se entre as ocorrências mais graves roteiros de ódio, rancor e desrespeito aos templos, objetos e sentimentos religiosos. "A responsabilidade por tais atitudes muitas vezes é também de quem dá apoio à divulgação", afirma.

    Na opinião do parlamentar, é urgente aumentar a pena para esses casos. "Pretendemos evitar que o réu se livre com a concessão de benefícios, como a transação penal e a suspensão condicional do processo", afirma.

    Tramitação

    A proposta, sujeita à análise do Plenário, foi enviada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Íntegra da proposta:


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    Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

    Moçambique: Mais de 94.000 deslocados, caudais voltam a subir



    Moçambique:Mais de 94.000 deslocados, caudais voltam a subir

    O número de deslocados devido às cheias no centro de Moçambique aumentou, fixando-se agora em 94.225, numa altura em que os caudais dos rios voltaram a subir, indica o último balanço oficial.

    O porta-voz do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), Belarmino Chivambo, afirmou que cerca de duas mil famílias chegaram nas últimas 48 horas, pelos seus próprios meios ou resgatadas pelas equipas de salvamento, aos 41 centros de «reassentamento» no Vale do Zambeze.

    A subida nos últimos dois dias do nível dos caudais de três dos quatro principais rios do vale do Zambeze constitui motivo de grande preocupação para o CENOE, pois poderá aumentar o perímetro das áreas inundadas e o número de pessoas afectadas, disse Chivambo.

    «Houve nas últimas 48 horas precipitações intensas e o incremento nos caudais dos principais rios do Zambeze, isso terá um impacto nas áreas inundadas», sublinhou o porta-voz do CENOE.

    As descargas da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), uma das fontes das inundações no centro de Moçambique, mantém-se em 3.700 metros cúbicos por segundo (já estiveram a mais de seis mil no pico das cheias), afirmou o porta-voz do CENOE.

    As autoridades estão preocupadas com o regresso de algumas famílias às zonas de onde foram evacuadas, apostando agora na colocação de elementos das forças armadas e da polícia nas áreas de risco, como forma de desencorajar a presença de pessoas e a protecção de bens deixados pelos deslocados, assinalou Belarmino Chivambo.

    A médio e longo prazo, o Governo moçambicano projecta a construção de diques ao longo do vale do Zambeze, para permitir que a população continue com a actividade agrícola, sem correr o risco de perda de culturas, por causa das cheias.

    Nos centros de «reassentamento», montados no vale do Zambeze e noutras regiões do país, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) de Moçambique tem procurado organizar a distribuição em curso de alimentos, face à necessidade de evitar uma ruptura de stocks.

    Numa reunião realizada no fim-de-semana entre a direcção do INGC e parceiros de cooperação ficou ainda decidido que os alimentos começarão a ser distribuídos segundo o critério «comida pelo trabalho» - a atribuição de alimentos mediante prova de trabalho efectivo na beneficiação dos centros de «reassentamento», nomeadamente na construção de casa própria.

    As atenções das autoridades moçambicanas viram-se também para o sul do país, onde as descargas efectuadas em represas na África do Sul têm provocado o aumento do nível de água armazenado na barragem de Massingir.

    Durante o fim-de-semana as autoridades estiveram também alerta face à formação, ao largo da costa norte do país, de um ciclone - o «Fame» - , que acabou por mudar de rumo na direcção da ilha de Madagáscar.

    Diário Digital / Lusa
    28-01-2008 13:18:00

    Moldávia: As vistorias tinham como objectivo as congregações ou os migrantes?


    Tradução parcial de:

    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1076

    Este artigo foi publicado pelo F18News em: 28 de Janeiro de 2008

    MOLDÁVIA: As vistorias tinham como objectivo as congregações ou os migrantes?

    Por Felix Corley, Forum 18 News Service

    A expulsão da Moldávia dos sacerdotes romenos ao serviço do Metropolitanato Ortodoxo Bessárabe faz parte da campanha opressiva contra a igreja, segundo soube o Forum 18 News Service. A igreja tem também enfrentado vistorias por parte da polícia e do Serviço de Informação e Segurança (SIS), assim como o fazem as paróquias pertencentes aos Patriarcados de Moscovo e de Kiev. Uma congregação das Testemunhas de Jeová foi também vistoriada. As autoridades insistem que as vistorias servem para apanhar imigrantes ilegais, no entanto os líderes das comunidades religiosas declaram que as autoridades estavam muito mais interessadas em saber como as congregações funcionavam. Mais de 60 párocos Bessárabes tiveram de enfrentar vistorias forçadas. O diácono Andrei Deleu do Metropolitanato Bessárabe disse ao Forum 18 que os agentes haviam dito que"tinham instruções do primeiro-ministro". As congregações das Testemunhas de Jeová pediram à polícia que apresentasse as suas razões por escrito. Depois de terem sido mostrado à polícia os seus estatutos especificando as funções da congregação no distrito, a polícia foi-se embora.

    Trad. por Carlos Queiroz

    AIEA adverte para "epidemia" de cancro nos próximos 10 anos


    AIEA ADVERTE PARA "EPIDEMIA" DE CÂNCER NOS PRÓXIMOS 10 ANOS

    GENEBRA, 28 JAN (ANSA) - O mundo está próximo de uma "epidemia" de câncer que irá causar a morte de 84 milhões de pessoas nos próximos 10 anos, isso caso não seja tomada nenhuma medida para contrastar esta tendência atual, revelou um prognóstico divulgado hoje em Genebra pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).
    O crescimento dos casos de tumor poderá ser particularmente alto nos países em desenvolvimento e recentemente industrializados, e estima-se que por volta de 70% das mortes por câncer irão ocorreram em países de médio e baixo desenvolvimento, explicaram especialistas da Aiea, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Uicc (União Internacional Contra o Câncer).
    Enquanto que para muitos casos de câncer a radioterapia é uma cura possível, nos países em desenvolvimento muitos dos doentes não têm acesso a este tratamento.
    (ANSA) 28/01/2008 12:46

    Alemanha: Diocese de Hildesheim prevê fechamento de 80 igrejas



    26/01/2008 11.49.49

    ALEMANHA: DIOCESE DE HILDESHEIM PREVÊ FECHAMENTO DE 80 IGREJAS

    Hildesheim, 26 jan (RV) - A diocese de Hildesheim prevê, por motivos financeiros, o fechamento 80 igrejas a partir do próximo ano.

    Outras 197 igrejas receberão, entretanto, investimentos da diocese, pois são pontos fundamentais para seu projeto pastoral. A notícia foi difundida pelo vicariato geral.

    O projeto que prevê o fechamento das 80 igrejas será discutido no decanato até o dia 1º de outubro. A decisão da reforma estrutural foi obtida em 2003, pelo então bispo de Hildesheim, Dom Josef Homeyer, devido ao fato de a diocese não dispor de recursos suficientes para manter todos os imóveis.

    Desde 2000, a diocese alemã já fechou 13 igrejas, que foram demolidas ou destinadas a outros fins como asilo, habitação ou transferidas à igreja ortodoxa. O conselho diocesano divulgou um comunicado no qual lamenta os dolorosos motivos que levaram á necessidade do fechamento das 13 igrejas. (EP-SP)

    ONU afirma que corrupção é uma epidemia fora de controle



    28/01/2008 - 04h52

    ONU afirma que corrupção é uma epidemia fora de controle

    da Efe, em Nusa Dua (Indonésia)

    A corrupção é, em algumas regiões do mundo, uma "pandemia que está fora de controle", a qual não está sendo combatida como deveria ser, denunciou hoje o UNODC (Escritório de Nações para a Droga e a Delinqüência).

    O diretor Antonio María Costa fez a advertência às delegações de quase cem países que participam da conferência da ONU contra a corrupção realizada na ilha indonésia de Bali.

    "A corrupção é uma doença contagiosa e, em algumas regiões, uma pandemia que está fora de controle", disse Costa em seu discurso de abertura, após ressaltar que está se fazendo muito pouco para combater o problema, principalmente nos países africanos.

    A segunda Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção discutirá durante cinco dias assuntos como a recuperação de ativos roubados ao Estado, a assistência técnica aos países menos desenvolvidos para combater a corrupção, e a melhora da cooperação nesses âmbitos.

    As delegações dos 107 países que ratificaram a convenção debaterão iniciativas destinadas a revisar o progresso que os membros fazem na aplicação do acordo, que penaliza os casos de corrupção.

    "É necessário adotar medidas específicas para reduzir as emissões venenosas da corrupção e dos subornos", apontou o chefe do UNODC.

    Indonésia

    A conferência na Indonésia --país considerado um dos mais corruptos do mundo-- segue a realizada há dois anos na Jordânia.

    A Indonésia, onde hoje transcorre o primeiro dia de luto nacional pela morte do ex-ditador Suharto, ocupou no ano passado o 143º lugar da lista de 179 países elaborada pela organização Transparência Internacional.

    Suharto morreu sem responder perante a Justiça de seu país, que em diversas ocasiões tentou levá-lo ao banco de réus por suposto envolvimento no saque dos cofres do Estado, assim como por muitos casos de suborno e nepotismo.

    A fortuna de sua família foi estimada pela revista "Time" em US$ 15 bilhões, enquanto a Transparência Internacional eleva o valor para US$ 35 bilhões.

    No início da conferência, o chefe do UNODC pediu aos delegados um minuto de silêncio para "somar-nos à homenagem e às condolências pelo falecimento do ex-presidente Suharto".

    O atual presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, a quem correspondia inaugurar oficialmente a conferência de Bali, cancelou sua viagem à ilha para liderar o funeral de Estado em homenagem a Suharto, que morreu no domingo no hospital Pertamina de Jacarta, onde ficou internado por 23 dias.
    Em seu nome, Yudhoyono enviou o ministro para Assuntos Políticos e a Segurança, Widodo, que leu o discurso do chefe do Estado após lembrar "nosso querido ex-presidente".

    "A Indonésia é um país hostil à corrupção (...) é a ameaça pública número um em nosso país, infelizmente difícil de erradicar", admitiu o ministro no discurso do presidente.

    Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

    As guerras e a fome de que ninguém fala



    As guerras e a fome de que ninguém fala

    25 01 2008 09.12H

    O site do jornal gratuito espanhol 20 Minutos dava conta dos grandes conflitos humanitários a que a comunicação social não liga nenhuma, segundo uma lista elaborada pelos Médicos Sem Fronteiras (MSF). «Os cenários do Inferno», como lhes chama o jornal, que a maioria de nós ignora.

    Começam pela Somália, em África, onde nove milhões de pessoas sofrem ainda as consequências de uma guerra civil: «A situação é aterradora, com milhares de desalojados ou internados em campos, sem comida nem água». Segue-se-lhe o Zimbabué, com 12 milhões de habitantes, pobres e mal nutridos, e uma taxa de infectados pelo vírus da Sida de um em cada seis pessoas! No Congo, apesar de se terem realizado eleições livres, o governo continua a combater, com o apoio da ONU, as forças rebeldes, e os que não morrem da guerra, mor-rem da cólera. Uma situação parecida com a da República Centro Africana, em que dois anos «de guerra aberta com os rebeldes deixaram um saldo de milhares de deslocados, aldeias arrasadas, e uma falta absoluta de assistência médica», explicam os MSF.

    Na Ásia, o enfoque vai para a Birmânia, que depois de umas semanas nas primeiras páginas dos jornais, voltou a desaparecer, sem que nada mudasse. Ou seja a Junta Militar tortura e prende, não deixando que a ajuda internacional chegue à população esfomeada. O Sri Lanka sofre uma situa-ção parecida: prosseguem as «matanças em silêncio», denuncia esta organização. No continente americano, a Colômbia é um cenário dantesco. Se não faltam notícias sobre os grupos paramilitares, e o narcotráfico, «calam-se os seus efeitos sobre quatro milhões de pessoas, um em casa dez habitantes, sem terra, nem cuidados de saúde. Chegados à Europa, o dedo é apontado ao escândalo que se vive na Chechénia. Uma realidade mesmo à nossa porta.

    Isabel Stilwell
    editorial@destak.pt

    Corais em risco de extinção



    Corais em risco de extinção

    Águas superficiais invulgarmente quentes no Atlântico sudoeste causaram em 2005 um número inusitado de 13 furacões de grande intensidade, com danos materiais e humanos muito elevados em toda a região das Caraíbas. Mas os prejuízos totais não foram apenas os visíveis. No fundo marinho, revelou ontem a União Mundial para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla de língua inglesa), houve também nesse ano uma devastação sem precedentes nas populações de corais.

    Estas consequências são, afinal, uma terrível antevisão do que pode suceder a breve prazo se o aquecimento global não for travado, alertou aquela organização científica internacional, sublinhando que "é preciso agir para evitar a extinção dos corais no mar das Caraíbas".

    No âmbito do seu programa de investigação marinha, a IUCN avaliou há dois anos a saúde dos corais naquela região e o resultado não podia ser mais preocupante. Em certas zonas, numa faixa ao longo da Florida e junto às ilhas Caimão e Antilhas, morreu mais de metade da população de corais, chegando essa mortandade a atingir, em alguns pontos, os 95%. Nas ilhas Caimão, nomeadamente, a devastação nas colónias de corais bateu todos os recordes anteriores.

    "Infelizmente, para as barreiras de coral, é muito provável que estas temperaturas excepcionalmente altas no oceano se repitam num futuro próximo", disse Carl Gustaf Lundin, que dirige o programa de investigação marinha da IUCN na apresentação do estudo sobre os corais, sublinhando que "quando isso voltar a acontecer, as consequências serão ainda mais severas". E deixou o alerta: "Se não fizermos alguma coisa em relação às alterações climáticas, as barreiras de coral não viverão muito mais tempo."

    O relatório, que mostra uma devastação de 95% dos corais em algumas zonas devido ao aumento da temperatura do oceano, lança também um alerta sobre a situação das barreiras de coral a nível global.

    Para preservar estas espécies marinhas, dizem os investigadores que assinam o documento, será também necessário avaliar e gerir as diferentes pressões ambientais, como a poluição e a pesca excessiva. E depois esperar que algumas espécies de corais consigam adaptar-se ao aumento da temperatura da água do mar.

    Parte integrante e vital dos ecossistemas marinhos, os corais são igualmente fundamentais para as economias de muitos países. Só nas Caraíbas, as barreiras de coral são responsáveis por algo como 3,1 a 4,6 mil milhões de dólares para um conjunto de actividades, que vão da pesca ao turismo de mergulho e à protecção costeira, segundo a IUCN.

    "Este é um momento crucial para as barreiras de coral", escrevem Clive Wilkinson e David Souter, os investigadores responsáveis pelo relatório ontem divulgado. E sublinham que "uma redução significativa" das emissões de gases com efeito de estufa durante os próximos 20 anos "será crítica para estabilizar e controlar o aquecimento da biosfera", sendo que o aumento da temperatura atingido até agora já demonstrou causar estragos nestas espécies sensíveis ao desequilíbrio no seu habitat.

    Com a divulgação do relatório, a IUCN marcou também o início do Ano Internacional das Barreiras de Coral, cujo objectivo é alertar a opinião pública mundial para o valor ecológico e económico das espécies de corais e motivar as pessoas a agir no sentido da sua preservação.

    Desflorestação da Amazónia aumentou a ritmo «preocupante»



    Desflorestação da Amazónia aumentou a ritmo «preocupante»

    A desflorestação da Amazónia aumentou a ritmo «preocupante», no segundo semestre do ano passado, após três anos consecutivos de diminuição, anunciaram hoje fontes governamentais.

    Nos últimos cinco meses de 2007, cerca de 3.200 quilómetros quadrados da floresta foram destruídos, segundo imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

    Como as imagens de satélite só registam grandes áreas desflorestadas, o Ministério do Meio Ambiente acredita que o total da destruição pode ter atingido 7.000 quilómetros quadrados.

    O aumento da desflorestação levou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a convocar uma reunião de emergência para hoje, em Brasília, com a presença de seis ministros ligados ao sector.

    Uma das medidas analisadas será o aumento da fiscalização nos pontos críticos, como forma de evitar a desflorestação ilegal da floresta.

    As razões para o aumento da desflorestação são o avanço de plantações de soja e da pecuária, nomeadamente nos estados do Mato Grosso e do Pará.

    «A pecuária e a soja são actividades típicas desses Estados e a realidade económica indica que essas actividades pressionam a desflorestação», salientou a ministra Maria Silva.

    Para os ambientalistas, sempre que os preços da soja e da carne bovina aumentam no mercado internacional há uma intensificação da destruição da Amazónia.

    No ano passado, Lula da Silva comemorou, durante a Assembleia Geral da ONU sobre alterações climáticas, a diminuição de 25 por cento da desflorestação, entre Agosto de 2005 e Julho de 2006.

    A área total desflorestada diminuiu de 27 mil quilómetros quadrados, em 2004, para 14 mil quilómetros em 2006, o que teria evitado a destruição de 600 milhões de árvores e a morte de mais de 20.000 aves e 750.000 primatas, chegou a afirmar Lula da Silva.

    Dados oficiais indicam que cerca de 17 por cento de toda a Amazónia brasileira, uma área equivalente a duas vezes a Alemanha, já foram desflorestados.

    A Amazónia brasileira, uma das mais ricas do mundo em biodiversidade, ocupa uma área de 4,1 milhões de quilómetros quadrados, incluindo os Estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e partes do Mato Grosso, Tocantins e do Maranhão.

    Especialistas acreditam que apenas 53 por cento da área total da Amazónia brasileira permanece verdadeiramente intacta, tendo o restante sido desflorestado, ocupado ou alterado pelo homem.

    Diário Digital / Lusa

    24-01-2008 16:53:00

    Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

    As razões das guerras



    AS RAZÕES DAS GUERRAS

    ABEL COELHO DE MORAIS

    A ameaça de guerra civil no Quénia, a perspectiva de novo ciclo de violência no Kosovo, a sombra da Al-Qaeda no Magrebe e certas áreas da África subsariana, a intensificação dos confrontos no Sri Lanka, as provas de força da guerrilha das FARC, o regresso dos ataques terroristas no Iraque, acções de retaliação israelitas sobre os radicais palestinianos são algumas das provas de que a paz prometida no último quartel do século XX está longe de garantida.

    O mundo vive sob a ameaça de uma longa série de conflitos degenerarem em guerras abertas e de antigas tensões ressuscitarem sob forma violenta em diferentes pontos do globo.

    A presente crise no Quénia - visto como uma nação estável e relativamente desenvolvida - ilustra um dos aspectos dos novos conflitos e o modo como um país politicamente pluralista e aberto em termos sociais assiste, num momento, ao curto-circuito dos mecanismos de resolução pacífica de tensões e passam para primeiro plano reivindicações de redistribuição de poder, político e étnico, e se perspectiva um longo período de violência que pode culminar numa guerra civil.

    Ainda em África, guerras de atrito de longa duração entre países adjacentes (que parasitam por vezes conflitos internos: o sucedido na RDCongo e no Ruanda, por exemplo), com os seus ciclos de represália e contra-ofensivas, conduzem à desagregação do aparelho do Estado, a vagas de populações deslocadas que "invadem" países fronteiriços, alastram a esfera de instabilidade e convidam à intervenção de novos actores na crise.

    Afeganistão e Iraque são, na actualidade, exemplos daquela forma de conflito, cujo controlo ou extinção se afigura improvável, perspectivando, pelo contrário, a hipótese do seu agravamento ou a sua perpetuação por tempo indefinido.

    É ainda no Médio Oriente que Israel, palestinianos, Líbano e Síria estão envolvidos num conflito poliédrico e de geometria variável envolvendo, à vez, alguns ou todos estes protagonistas numa lógica de tensões que desafia qualquer hipótese de solução pacífica. Neste quadro, o braço-de-ferro entre a Fatah, de Mahmoud Abbas, e o Hamas, em certa medida apoiado pelo Irão, acrescentou um factor de guerra civil à sociedade palestiniana que só veio tornar ainda mais complexo negociar a paz na região.

    Uma região em que não se deve esquecer a longa guerra civil libanesa e a recente afirmação de poder do Hezbollah como principal representante da comunidade xiita, demograficamente maioritária mas politicamente menorizada, e a longa sombra de Damasco sobre o Líbano, que considera o seu "quintal" privativo e interface operacional no conflito com Israel. A soma destes factores deixa antever uma conjuntura regional explosiva no curto, no médio e no longo prazo.

    Conjuntura explosiva é também aquela que se perpetua no Sri Lanka, onde as reivindicações de tâmiles e a supremacia política e social dos cingaleses desembocaram numa guerra civil, que provocou mais de 60 mil mortos em duas décadas.

    Num espaço actualmente pacificado em termos de conflitos internos armados, a América Latina, persistem algumas organizações de guerrilha que - passado a época do fervor ideológico - actuam hoje como predadores sociais e económicos, mantendo forte pressão sobre o Governo dos países em que operam. As poderosas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) representam uma real ameaça ao Governo de Bogotá, pela capacidade de mobilização e força armada (cerca de 20 mil efectivos), pelo domínio sobre largas regiões do país e pela renda resultante do controlo da produção e comercialização de cocaína.

    É contudo na Europa que se manifesta uma das situações mais críticas, numa zona com longa e violenta história: o Kosovo. O cenário da independência desta região, central no imaginário nacionalista sérvio, e a possibilidade de retaliações de Belgrado pode conduzir a uma escalada em que o cenário de uma adesão da Sérvia à União Europeia ou o peso da presença da NATO naquela região de maioria albanesa podem não ser dissuasor suficiente para evitar o conflito aberto. Mas o preço da paz sempre é elevado.

    Al Gore adverte que o aquecimento global é pior que o esperado



    Al Gore adverte que o aquecimento global é pior que o esperado

    DAVOS, Suíça (AFP) — O aquecimento global está acontecendo mais rápido do que o previsto pelos piores prognósticos do painel científico da ONU que recebeu o Nobel da Paz, advertiu o ex-vice-presidente americano Al Gore no Fórum Econômico de Davos.

    "Evidências recentes mostram que a crise do clima é significativamente pior e está se desenvolvendo mais rápido do que nos haviam advertido as projeções mais pessimistas do IPCC", disse Gore, um dos líderes da luta contra o aquecimento do planeta.

    De acordo com Gore, existem previsões de que as camadas de gelo do Pólo Norte poderiam desaparecer por completo nos meses de verão dentro de cinco anos.

    "Esta é uma emergência planetária. Nunca houve, nem remotamente, uma coisa assim em toda a história da civilização humana. Estamos colocando em risco toda a civilização", acrescentou.

    Em 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou um grande relatório sobre a realidade e os riscos do aquecimento do planeta.

    Em outubro do ano passado, Gore e o IPCC, integrado por 3.000 cientistas, ganharam de maneira conjunta o prêmio Nobel da Paz por seu papel em destacar os riscos de mudança climática.

    Gore disse, no entanto, que a conferência sobre o clima realizada em dezembro em Bali, Indonésia, obteve algum progresso.

    Porém, destacou que existe uma "mancha branca grande" no que foi discutido em Bali, a respeito da política ambiental dos Estados Unidos até a eleição do novo presidente em novembro, que só tomará posse em janeiro.

    De acordo com Gore, a política mais importante que pode ser implementada é um imposto sobre as emissões de gases que provocam o efeito estufa em todo o mundo, "para que aqueles que não pagam pelo preço do carbono não tenham uma vantagem sobre os que pagam".

    Ao lado do ex-vice-presidente americano, o cantor Bono, que lidera um movimento pelo perdão da dívida dos países pobres, brincou a respeito do que representa estar ao lado de Al Gore.

    Quando o líder da luta contra o aquecimento do planeta te visita em sua casa, isso equivale a uma experiência de culpa e autoflagelação, confessou nesta quinta-feira o vocalista do U2.

    O roqueiro irlandês dividiu as atenções com o ex-vice-presidente americano na reunião anual dos mais ricos e poderosos do mundo na estação de esqui de Davos, e brincou ao dizer que sua amizade é uma fonte constante de pressões domésticas.

    "Gore esteve em minha casa e é como (...) bom, aqui chegou o reciclador Al, já sabem (...) Tenho um carro luxuoso, mas funciona a etanol, Al", disse Bono.

    Bono admitiu que uma carreira no rock nem sempre é compatível com um estilo de vida ecológico, e comparou uma conversa com Gore a uma confissão.

    "É como estar com um padre irlandês. Você começa a confessar seus pecados", afirmou. "Padre Al, não sou apenas um poluidor sonoro, sou um poluidor sonoro, uma estrela do rock ensopada de diesel que viaja em jato particular", acrescentou.

    "Vou abandonar este mau costume. Estou sofrendo com o padre Al, mas o petróleo foi muito bom para mim, esses comboios de caminhões, produtos petroquímicos, gel para o cabelo", afirmou.

    Bono e Gore viajaram para Davos para promover suas respectivas campanhas de combate à pobreza e pela redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa.

    Degelo no Pólo Ártico alcançou proporções inesperadas, dizem cientistas



    Degelo no Pólo Ártico alcançou proporções inesperadas, dizem cientistas

    PARIS (AFP) — O Pólo Ártico sofreu no verão passado um degelo recorde, situação esta que vai piorar por causa da mudança climática, anunciaram nesta quarta-feira especialistas do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), um instituto de francês.

    "O verão de 2007 esteve marcado por uma grande redução da calota polar, que não esperávamos", destacou, em uma entrevista coletiva, Jean-Claude Gascard, diretor de pesquisa no CNRS e coordenador do programa europeu Dâmocles de Observação do oceano Ártico.

    Em setembro, o gelo cobria 4,13 milhões de Km2, uma diminuição de 23% em relação ao recorde precedente de 5,3 milhões de km2 registrado em 2005. Trata-se de uma perda de mais de 1 milhão de km2, ou seja, pelo menos duas vezes a superfície da França, explicou Gascard.

    O Pólo Norte perdeu 40% em 20 anos, e a espessura média do gelo ficou dividida por dois, de 3 metros a 1,50 metro. Os períodos de glaciação diminuíram e, em contrapartida, aumentaram os períodos de degelo.

    "A aceleração da velocidade de deriva do gelo no mar é entre duas a três vezes mais rápida do que antes", acrescentou Gascard.

    "O ano 2008 se anuncia muito crítico", advertiu o especialista. "O degelo pode fazer desaparecer 1 milhão (de km2) a mais em um verão", completou.

    Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

    Estudo: Portugueses têm das pensões mais baixas da Europa



    Estudo: Portugueses têm das pensões mais baixas da Europa

    Os portugueses têm das pensões mais baixas da Europa e associam a idade da reforma a velhice, doença e dificuldades financeiras, de acordo com os dados de um barómetro hoje revelados.

    Segundo as conclusões do estudo, que envolve 26 países de todo o mundo incluindo Portugal, as pessoas activas gostariam de se reformar mais cedo do que a idade actualmente prevista, mas isso acontece de facto cada vez mais tarde.

    Portugal é o país europeu com as pensões mais baixas, a seguir à Hungria e à República Checa, e tem ainda um desfasamento de menos 109 euros entre o que é recebido e o montante que seria necessário para fazer face às despesas domésticas.

    No entanto, neste caso os campeões pela negativa são a França (-362 euros) e Bélgica (-271).

    Na generalidade dos países, reforma significa um decréscimo do rendimento, mas Hungria, Marrocos e Portugal são os países com piores expectativas sobre a evolução da qualidade de vida nesta fase.

    O Japão (63 por cento) é o país onde a reforma é sinónimo de nível de vida mais baixo, assim como em Portugal e também França.

    A China é o país onde os inquiridos referem conseguir mais conforto financeiro através da reforma, seguido da Suíça, EUA, Canadá, Austrália, Alemanha, Reino Unido e Bélgica.

    À semelhança dos italianos, húngaros e japoneses, os portugueses, tanto activos e reformados, são quem tem uma visão mais negativa da reforma, a que associam «morte, velhice, doença e dificuldades financeiras».

    Os japoneses são os que mais trabalham ou querem trabalhar depois de reformados, com 78 por cento da população activa a pretender ter uma actividade remunerada durante a reforma.

    A seguir a Marrocos, Portugal e a Hungria são dos países com maior percentagem de activos que prevê continuar a trabalhar.

    Apesar de o maior desejo dos portugueses ser viajar, na realidade isto é conseguido pelos franceses e a principal actividade dos reformados portugueses é cuidar da família.

    De todos os países inquiridos, Portugal é, junto com Marrocos, o que tem a maior percentagem de activos que desconhece o valor da sua futura reforma.

    Portugal, Espanha, Itália e Hungria são os países que menos se preparam a reforma, numa lista em que a República Checa e EUA (ambos com 79 por cento) são os mais preparados.

    Em Portugal, começa-se a poupar para a reforma ligeiramente mais tarde do que nos outros países e tendencialmente só depois de um acontecimento, como doença ou um acidente.

    O montante poupado por mês para a reforma pelos portugueses está, no entanto, acima dos países da Europa do Sul (Itália e Espanha), apesar dos rendimentos portugueses serem significativamente mais baixos.

    Portugueses, espanhóis e marroquinos são os que maior importância dão ao apoio emocional dos filhos para com os pais e Portugal é o país europeu em que a ajuda financeira dos filhos é mais esperada.

    Suíça, Canadá, Estados Unidos, Japão e Austrália são os países onde mais se poupa e os países anglo-saxónicos, especialmente Austrália e EUA, são os que mais investem em produtos de alto rendimento mas mais arriscados, enquanto os portugueses, marroquinos e espanhóis são os que menos arriscam em investimentos dedicados à reforma.

    Na maioria dos países europeus, as reformas dependem do Estado, mas a responsabilidade individual é em Portugal, Espanha e Itália menos considerada do que noutros países da Europa Ocidental.

    Portugal está entre os países que mais consideram que o seu sistema de Segurança Social está numa situação caótica, acima da média da Europa Ocidental e Central, numa lista encabeçada pelo Japão, onde 98 por cento dos activos e 94 por cento dos reformados consideram um caos o sistema de Segurança Social.

    Itália, China, Espanha e França são dos países que mais esperam de uma reforma da segurança social respectiva nos próximos 10 anos, enquanto que Portugal, quase sem expectativas, só ganha à Alemanha.

    Portugal e Espanha são ainda os países que mostram maior interesse num sistema de pensões comum aos países da União Europeia, seguidos pela Polónia e Hungria.

    O Japão, seguido a longo passo pela China, é o país onde as pessoas, sobretudo as activas mais aprovam um eventual aumento da idade mínima de reforma, numa tabela que tem no lado oposto Portugal, Hungria, Alemanha, República Checa e Suíça.

    Portugueses e húngaros são os que menos se dizem «muito felizes» de todos os países inquiridos, e também os menos satisfeitos com a qualidade dos cuidados de saúde.

    Portugal é o país em que a população activa demonstra mais preocupação com as alterações climáticas e o aquecimento global, mas quando se trata de pagar mais por soluções e produtos ecológicos a percentagem baixa em todos os países e os portugueses fazem parte dos que estão menos dispostos a pagar.

    A Suécia é um país frequentemente escolhido pelos europeus como o melhor para se viver daqui a vinte anos.

    O Barómetro foi realizado em 26 países, num total de 18.114 entrevistas, pelo quarto ano consecutivo para a AXA Seguros, através de chamadas telefónicas realizadas pela empresa GfK Metris, entre meados de Julho e princípios de Agosto do ano passado, com o objectivo principal de «analisar e perceber as atitudes em relação à reforma, comparar a percepção e a realidade dos activos versus reformados ou em reforma antecipada e analisar os resultados de Portugal de um ponto de vista internacional».

    Portugal foi comparado sobretudo com a Austrália, Bélgica, Canadá, China, República Checa, França, Alemanha, Hungria, Itália, Japão, Marrocos, Espanha, Suíça, Reino Unido e EUA.

    Diário Digital / Lusa

    22-01-2008 10:00:00

    Azerbaijão: "Conduta de consciência ou religiosa não deveria ser o único motivo para as pessoas irem para a prisão"


    Tradução parcial de:

    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1075

    Este artigo foi publicado pelo F18News em: 22 de Janeiro de 2008


    AZERBAIJÃO: "Conduta de consciência ou religiosa não deveria ser o único motivo para as pessoas irem para a prisão"


    Por Felix Corley, Forum 18 News Service http://www.forum18.org/


    Cinco dias depois de terem prometido perante o Conselho da Europa que haveria uma alternativa cívica em substituição ao serviço militar, o Azerbaijão continua a sentenciar aqueles que não podem cumprir o serviço militar por motivos de consciência, observa o Forum 18 News Service. A Testemunha de Jeová Samir Huseynov foi condenada a dez meses de prisão em Outubro de 2007 e está na prisão de Gyanja, a aguardar aparentemente transferência para um campo de trabalho de Baku. "Nós, no Conselho da Europa, achamos que as pessoas não deveriam ser presas apenas pela sua conduta religiosa ou de consciência", disse ao Forum 18 Denis Bribosia, representante do Conselho da Europa em Baku. "Afirmando em termos categóricos, é prematuro dizer-se que o Azerbaijão falhou em honrar os seus compromissos", disse ao Forum 18 Marat Kangarlinski, membro da representação azeri junto do Conselho da Europa. Mas não explicou o motivo pelo qual não está a vigorar qualquer serviço alternativo e por que os objectores de consciência continuam a ser processados. Igualmente na prisão se encontra o pastor Baptista Zaur Balaev, a cumprir uma pena de dois anos sob acusações que os membros da igreja consideram forjadas. Ele continua à espera que a audiência do seu recurso seja ouvida pelo Supremo Tribunal.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Terça-feira, Janeiro 22, 2008

    Quase 10 milhões de crianças menores de 5 morrem ao ano



    Quase 10 milhões de crianças menores de 5 morrem ao ano

    Plantão Publicada em 22/01/2008 às 12h36m

    Reuters/Brasil Online

    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA (Reuters) - Quase 9,7 milhões de crianças morrem todos os anos antes de completar 5 anos de idade por conta de doenças como a pneumonia e a malária, mas medidas simples conseguiriam salvar muitas dessas vidas, afirmou na terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

    Apesar de a cifra ter baixado para menos de 10 milhões pela primeira vez, o número atual ainda significa que mais de 26 mil crianças morrem todos os dias, a maior parte delas de causas evitáveis.

    No Brasil, a taxa de mortalidade na infância caiu de 57 mortes de menores de 5 anos por mil nascidos vivos em 1990 para 20 mortes por mil nascidos vivos em 2006. O país passou da 86a para a 113a posição no ranking mundial que coloca nas primeiras colocações as nações com as mais altas taxas de mortalidade na infância.

    O Unicef alertou que, apesar dos avanços recentes, a África, o sul da Ásia e o Oriente Médio não se encontram no caminho para cumprir a meta fixada pela Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir a mortalidade das crianças em dois terços entre 1990 e 2015, para menos de 5 milhões de mortes por ano.

    "O tamanho do desafio não deveria ser subestimado", disse a agência em seu relatório anual, o "Estado das Crianças do Mundo".
    Segundo a organização, o maior desafio encontra-se à frente: tentar aumentar a expectativa de vida das crianças em países assolados por epidemias de Aids e nos quais há governos fracos e sistemas de saúde ruins.

    A África subsaariana está em uma situação pior do que em 1990, respondendo hoje por 49 por cento das mortes de crianças com menos de 5 anos, mas apenas por 22 por cento dos nascimentos. De cada seis crianças nascidas nessa empobrecida região, uma morre antes dos 5 anos de idade.

    A partir de 1990, segundo o relatório, quase metade dos 46 países da África subsaariana registrou uma taxa de mortalidade de crianças estável ou em expansão. Apenas três deles - Cabo Verde, Eritréia e as Ilhas Seichelles - encontram-se no caminho de atingir a meta para 2015.

    "Não há espaço para sermos complacentes", disse a diretora-executiva do Unicef, Ann Veneman.

    "Precisamos nos esforçar mais para aumentar o acesso aos tratamentos médicos e aos recursos de prevenção, para enfrentar o impacto devastador da pneumonia, da diarréia, da malária, da desnutrição grave e do HIV (vírus da Aids)", disse Veneman, ex-secretária da Agricultura dos EUA.

    As crianças dos países em desenvolvimento costumam sucumbir a infecções respiratórias ou diarréicas que não são mais fatais em países ricos.

    Muitas delas morrem também em virtude do sarampo e de outras doenças que podem ser evitadas por meio de campanhas de vacinação.

    A ingestão de água suja e as condições precárias de saneamento provocam ainda um grande número de doenças e de mortes, especialmente entre as crianças subnutridas.

    No entanto, medidas simples e factíveis, como o aleitamento materno, as vacinas e a colocação de redes contra mosquitos nas camas podem reduzir dramaticamente o número de mortes entre as crianças, afirmou o Unicef.

    O órgão elogiou o Timor Leste e o Nepal, bem como o Haiti e a Etiópia, por adotarem estratégias responsáveis por aumentarem a expectativa de vida das crianças, apesar de continuarem sendo países extremamente pobres.

    OMS destaca que a espécie humana é a mais ameaçada pela mudança climática



    21/01/2008 - 17h28 - Atualizado em 21/01/2008 - 18h51

    OMS destaca que a espécie humana é a mais ameaçada pela mudança climática

    Organização teme pela saúde da humanidade com o aquecimento global.

    África será o continente mais atingido pelo caos no clima.

    A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, destacou hoje a estreita relação entre mudança climática e saúde, e disse que" a humanidade é a espécie mais importante ameaçada" por esta mudança no clima.

    Chan se referiu à ameaça da mudança climática para a saúde humana, em seu discurso na abertura do Conselho Executivo da OMS, no qual ressaltou a importância da aceitação, por parte dos líderes mundiais, dos perigos da mudança climática.

    "Segundo as últimas previsões, divulgadas em novembro, a África será severamente afetada (pela mudança climática) até 2020. Restam apenas 12 anos. Nosso setor tem boas provas do que as secas, inundações, tempestades, ondas de calor, poluição do ar, desnutrição, deslocamento de povoações e doenças transmissíveis significam para a saúde", assinalou Chan.

    Ela lembrou, nesse sentido, que a relação entre mudança climática e saúde será o tema central do Dia Mundial da Saúde, que será celebrado em 9 de abril.

    A diretora-geral se mostrou otimista em relação à evolução do combate a algumas doenças cujos índices de mortalidade são altos, como a aids e a tuberculose.

    Sobre a aids, disse que as estimativas publicadas em 2007 indicam que a incidência global teve seu pico máximo no final dos anos 90, e que o número de pessoas mortas em decorrência da doença vem caindo nos últimos dois anos.

    "É encorajador. Mas ainda estamos muito longe do objetivo do acesso universal. Não fazemos o suficiente para prevenir o contágio de mãe para filho", assinalou.

    Sobre a tuberculose, disse que as taxas da doença se estabilizaram em algumas partes do mundo e chegam até a cair, mas chamou a atenção para a aparição de novos tipos de tuberculose resistentes aos medicamentos.

    Ela lembrou ainda que a doença segue causando 1,4 milhão de mortes evitáveis por ano.

    Chan se mostrou bastante otimista acerca do combate à malária, que nos últimos anos adotou um alto perfil em nível político e público.

    "A melhor razão para o otimismo vem dos resultados que obtivemos em alguns países africanos, especialmente graças a uma cobertura mais ampla e ao uso da nova estratégia de gestão doméstica", assinalou.

    Por fim, Chan destacou os benefícios para as crianças da estratégia global de imunização, que foi desenvolvida conjuntamente pela OMS e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

    "A OMS constatou uma redução das mortes por sarampo, especialmente na África, e um contínuo aumento na vacinação rotineira", afirmou.

    O Conselho Executivo da OMS é integrado por representantes de 34 Estados-membros da ONU, designados para um mandato de três anos.

    Esta reunião, que ocorrerá até o dia 26, é a primeira das duas realizadas anualmente pelo organismo.

    Outras questões que serão abordadas durante o encontro são a preparação para uma possível pandemia de gripe; a erradicação da poliomielite e as estratégias para reduzir o consumo nocivo de álcool e as mutilações genitais femininas.

    Aumentam os desastres naturais ligados à mudança climática



    Aumentam os desastres naturais ligados à mudança climática

    A região asiática concentrou 74% das mortes, seguida do continente americano, com 12%

    EFE

    GENEBRA - A freqüência dos desastres naturais ligados a mudanças climáticas vem aumentando, principalmente as enchentes, em relação à média registrada entre 2000 e 2006, segundo um relatório tornado público nesta sexta-feira, 18, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

    Das 197 milhões de vítimas por desastres naturais, 164 milhões foram por inundações.

    A Ásia foi, novamente, o continente mais afetado pelas catástrofes naturais, sendo cenário de oito das dez maiores acontecidas no ano passado - incluindo seis inundações.

    As inundações foram os únicos desastres que aumentaram de maneira significativa, registrando-se 206 só no ano passado, em relação à média de 172 nos últimos sete anos.

    O país mais afetado por mortes foi Bangladesh, com mais de 5.000, seguido da Índia (1.103), Coréia do Norte (610), China (535) e Peru (519), segundo um relatório elaborado pelo Centro de Pesquisa da Epidemiologia dos Desastres (Cred), um organismo com sede na Bélgica, e apresentado pelo Secretariado da ONU para a Redução de Desastres (ISDR).

    A região asiática concentrou 74% das mortes, seguida do continente americano, com 12%, principalmente por causa do terremoto que sacudiu o Peru em agosto do ano passado e das tempestades tropicais no Caribe, segundo disse o diretor do Cred, Debarati Guha-Sapir.

    O número de vítimas mortais, no entanto, foi menor em 2007 - 16.517 mortos - diante da média de 73.931 registrada entre 2000 e 2006.

    Os EUA, com 22 catástrofes naturais em 2007, foram o país mais afetado, seguido da China (20), Índia (18), Filipinas (16) e Indonésia (15).

    Em entrevista coletiva em Genebra, Guha-Sapir explicou que, embora a China e a Índia tenham liderado nos últimos anos a lista de países mais afetados por tragédias, isso se deve ao fato de serem os mais povoados do mundo.

    O diretor explicou que uma metodologia mais justa para calcular o impacto de uma calamidade em um país - em relação à população - indica que os lugares mais afetados, em 2007, foram a Macedônia, com 49.000 vítimas, Suazilândia, na África (36.000), Lesoto (23.000), Zimbábue (15.000), Bangladesh (14.000) e Zâmbia (12.000).

    O especialista assinalou que o impacto das mudanças climáticas na incidência de catástrofes naturais é provado pelo aumento de inundações, furacões e tempestades tropicais, claramente influenciadas pelo fenômeno planetário.

    "A tendência atual é consistente com os prognósticos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, e a Ásia e a África Ocidental já estão sofrendo inundações mais severas e seguidas", comentou, ao se referir à equipe de cientistas que estudam o fenômeno do aquecimento global para a ONU.

    Guha-Sapir também disse que existe a possibilidade de doenças infecciosas - como o dengue e a leptospirose, transmitidas, respectivamente, por mosquitos e ratos - se expandirem nos próximos cinco anos, conforme aumenta a incidência das enchentes, e cheguem inclusive à Europa e aos EUA.

    Brasil: Folha enfrenta ação judicial de fiéis da Universal



    21/01/2008 17:25

    Por: Carla Soares Martin www.comunique-se.com.br -->

    Folha enfrenta ação judicial de fiéis da Universal

    Vinte e oito fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus entraram na Justiça com ações individuais contra a empresa Folha da Manhã S.A., que publica a Folha de S. Paulo. Os religiosos contestam a reportagem “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”, da jornalista Elvira Lobato, de 15/12/07. O jornal e a repórter estão sendo processados por danos morais.

    A matéria traça um panorama econômico dos 30 anos da Igreja Universal, completados em julho do ano passado. Diz que a Igreja não é detentora apenas de empresas de comunicação (23 emissoras de TV e 40 de rádio), como também seria dona de agência de turismo, saúde, imobiliária e empresa de táxi aéreo, indiretamente, por meio dos bispos da Universal.

    O trecho que mais provoca polêmica é o seguinte: “Uma hipótese é que os dízimos dos fiéis sejam esquentados em paraísos fiscais”, diz a jornalista, em relação à empresa Cremo Empreendimentos, que financiaria a compra das empresas pelos bispos, e teria ligações com a Cableinvest, localizada no paraíso fiscal da Ilha de Jersey, Canal da Mancha.

    Teor das ações

    Os fiéis de cidades como Alegre e Barra de São Francisco, no Espírito Santo, e Bom Jesus da Lapa e Canavieiras, na Bahia, expressam seu descontentamento. Dizem que passaram a ser desrespeitados publicamente, chamados de “safados”, e que os xingamentos teriam relação com a reportagem. “Você não lê jornal, não?”, teria dito um dos ofensores.

    Os religiosos entraram com ações muito semelhantes no Juizado Especial Cível (ex-Juizado das Pequenas Causas). Pediram um valor indenizatório a ser estipulado pelo juiz.

    O Comunique-se entrou em contato com a assessoria da Igreja Universal. Até o momento, não houve uma resposta sobre as acusações da reportagem da Folha nem a respeito da similaridade das ações individuais.

    Defesa

    Segundo Elvira Lobato, a matéria não é, em momento algum, ofensiva aos fiéis. “Não cogitei que o dinheiro dos fiéis fosse limpo”, afirmou. “O que coloco em questão é a possibilidade de o dízimo doado à obra divina estar sendo utilizado para investimentos privados”, justificou. A Folha de S. Paulo assumirá a defesa da repórter.

    A advogada Taís Gasparian, contratada pela Folha, diz que a defesa ficará em torno da inexistência de uma citação formal aos fiéis da Igreja na matéria. “As pessoas não foram mencionadas na reportagem”, afirmou.

    Moçambique: Nº de deslocados pelas cheias sobe para 77.150O



    Moçambique: Nº de deslocados pelas cheias sobe para 77.150
    O número de pessoas deslocadas pelas cheias no vale do Zambeze, centro de Moçambique, elevou-se para 77.150, enquanto as descargas efectuadas pela barragem de Cahora Bassa estabilizaram.

    De acordo com o porta-voz do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), Belarmino Chivambo, não se registou nas últimas 24 horas nenhum óbito relacionado com as cheias, mantendo-se em quatro o número de pessoas mortas em consequência das inundações, arrastadas pelas correntes, mais três óbitos devido a ataques de crocodilos, que proliferam na área devido à subida das águas.

    A barragem de Cahora Bassa, uma das principais fontes de inundações no vale do Zambeze, continua a registar pequenas oscilações nas suas descargas, mas com uma tendência para a estabilização.

    Nas últimas 24 horas o volume das descargas de água da sua albufeira em direcção ao vale do Zambeze era de 4.800 metros cúbicos por segundo quando há dois dias era de 4.600 metros cúbicos por segundo (depois de ter atingido um pico de 5.500 metros cúbicos por segundo na actual estação chuvosa).

    Nas cheias do ano passado, as descargas superaram os 8.000 metros cúbicos por segundo.

    O porta-voz do CENOE apontou o rio Púngué como um dos principais focos de preocupação das autoridades, já as chuvas que têm caído a montante, no Zimbabué, poderão reflectir-se nos próximos dias no caudal do rio em Moçambique.

    O governo estimou, entretanto, em 24 milhões de euros o montante necessário para fazer face às inundações no centro de Moçambique.

    Ainda assim, o executivo moçambicano continua a pôr de lado a hipótese de lançar um apelo internacional, confiando nos recursos internos e noutros prometidos pelos parceiros de cooperação.

    As autoridades moçambicanas prevêem para Fevereiro a ocorrência de ciclones que, a juntarem-se às cheias, poderão contribuir para mais de um milhão o número de desalojados por calamidades naturais em 2008 e provocar necessidades financeiras acima dos 300 milhões de euros.

    Diário Digital / Lusa

    22-01-2008 12:30:00

    Porto: Violência contra idosos triplicou em apenas cinco anos



    Violência contra idosos triplicou em apenas cinco anos

    Os mais recentes números conhecidos revelam que o fenómeno de violência contra idosos tem vindo a aumentar em Portugal, com os registos deste tipo de violência a triplicarem, nos últimos cinco anos.

    Segundo a edição desta terça-feira do jornal Diário de Notícias, o número de registos deste tipo de ocorrências, envolvendo vítimas com mais de 64 anos, passou dos mais de oito mil casos para os quase 25 mil.

    Em 2007, «a tendência é a de que se registe um aumento da criminalidade denunciada neste contexto», defende fonte oficial da PSP, ainda que «não necessariamente pelo aumento de crimes, mas antes pelo aumento das queixas.

    De resto, das 2911 queixas recebidas na PSP em 2006, apenas 139 são respeitantes a violência contra idosos, o que, segundo afirma fonte do gabinete do procurador-geral da República (PGR) ao DN, vem confirmar que «os idosos são vítimas silenciosas, já que não apresentam queixa por medo».

    Por esse motivo, Fernando Pinto Monteiro já assegurou que vai pedir às procuradorias distritais de Lisboa, Porto, Évora e Coimbra que alertem as autarquias, juntas de freguesia e serviços da Segurança Social para denunciarem os casos de que tenham conhecimento.

    22-01-2008 8:48:46

    Igreja suíça encobriu padre pedófilo




    Suíça

    21/01 20:41 CET

    Igreja suíça encobriu padre pedófilo

    A igreja católica suíça admitiu pela primeira vez responsabilidades num caso de pedofilia. Um padre implicado no abuso sexual de menores entre 1968 e 1972 foi enviado pelas chefias eclesiásticas para França onde permaneceu até 2005, sem que os responsáveis religiosos tivessem alertado a justiça.

    Um porta voz eclesiástico suíço reconheceu em entrevista televisiva que a Igreja foi cúmplice ao ter encoberto o franciscano cujo nome não foi divulgado. "vai haver primeiro um inquérito canónico, é a igreja que se deve encarregar, a igreja tem o direito,e paralelamente nós vamos pedir a essa pessoa, a esse abusador, desde que os factos sejam verificados, que se apresente à justiça civil. E se essa pessoa não o fizer nós fazêmo-lo, porque nós precisamos do braço secular para poder contar a verdade", declarou.

    O padre, agora com 67 anos, já foi interrogado pela polícia suíça a pedido da justiça francesa depois de ter confessado a um jornal de Lyon ter reincidido em actos pedófilos em território francês.

    O sacerdote estará efugiado num mosteiro na Suíça, em Delmont, capital do cantão de Jura.

    Cheias em Moçambique, seca em Angola: Duas realidades do rio Zambeze



    Cheias em Moçambique, seca em Angola

    Duas realidades do rio Zambeze

    Data: 21-01-2008

    O Rio Zambeze, ao longo dos seus 1708 quilómetros, atravessa oito países africanos, dois destes lusófonos a viver, por estes dias, realidades distintas: as cheias do centro de Moçambique e a seca no sul de Angola.

    No lado do Índico, o Zambeze, que atravessa também o Botswana, Namíbia, Malawi, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué, já desalojou, com as cheias deste ano, cerca de 70 mil pessoas em Moçambique e deixou intransitáveis muitas estradas do país.

    No lado Atlântico lusófono da África Austral, em Angola, atravessada a norte pelo Zambeze, que nasce na vizinha Zâmbia, o problema da seca afecta essencialmente as províncias do sul, Benguela, Huíla e Namibe, mais distantes daquele que é um dos maiores rios africanos, com três dezenas de barragens ao longo do seus 1708 quilómetros de curso.

    Enquanto no Namibe, região árida dominada pelo deserto, com fronteira com a Namíbia, há já registo de centenas de cabeças de gado morto pela falta de chuva, em Benguela a seca já destruiu quase 50 mil hectares de culturas de milho, feijão, Jinguba (amendoim) e sorgo.

    Isso mesmo confima o presidente da Unaca (confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuária no Bocoio), Henrique Handa, que aponta a existência de mais de 30 mil famílias afectadas pela falta de chuva, com destaque para o município do Bocoio e para as comunas do Cubal, Lumbo, Passe, Chila e Monte-Belo, a cerca de 100 quilómetros da cidade de Benguela.

    Henrique Handa garantiu já publicamente que há mais de 100 mil pessoas em risco de sofrerem uma crise alimentar grave por falta de colheitas destruídas pela estiagem.

    Para ultrapassar esta situação em Angola, as autoridades estão a apostar na criação de perímetros irrigados através da construção de canais a partir dos rios do país para as zonas onde a água não abunda.
    Lusa

    Moçambique precisa de R$ 62,6 mi para vítimas das cheias



    21-01-2008 10:09:28

    Moçambique precisa de R$ 62,6 mi para vítimas das cheias

    Maputo, 21 jan (Lusa) - O governo moçambicano disse nesta segunda-feira em Maputo que necessita de cerca de 24 milhões de euros (R$ 62,6 milhões) para enfrentar a crise provocada pelas cheias no centro do país, que já causou o deslocamento de 75.900 pessoas na região.

    Apesar de contarem com a ajuda da comunidade internacional para a obtenção dessa verba, as autoridades moçambicanas insistem que não vêem razões para um apelo internacional de emergência, reiterou nesta segunda aos jornalistas o ministro da Administração Estatal, Lucas Chomera.

    "Depois das consultas realizadas com os parceiros internacionais da cooperação, chegamos à conclusão de que a abordagem até agora seguida, de mobilizar recursos internos e internacionais sem um apelo internacional, tem resultado”, destacou Chomera, em entrevista coletiva em Maputo, da qual participaram também representantes das Nações Unidas e da União Européia.

    O valor total necessário para a continuação das operações de busca, resgate, re-assentamento e assistência social às vítimas das calamidades naturais no vale do Zambeze é estimado em cerca de 30 milhões de euros, dos quais estão disponíveis apenas 5,5 milhões de euros, indicou o ministro moçambicano da Administração Estatal.

    Do valor já pronto para ser utilizado, dois milhões de euros foram garantidos pelo governo moçambicano e pouco mais de três milhões de euros pela comunidade internacional, acrescentou Lucas Chomera.

    Chomera disse também que o número de famílias deslocadas das zonas inundadas no centro de Moçambique para áreas seguras atinge agora 75.950 pessoas, havendo ainda para serem resgatadas cerca de cinco mil famílias.

    No que diz respeito ao número de vítimas mortais das inundações, o governante afirma que é mantido o balanço de sete óbitos - quatro pela correnteza e três como resultado de ataques de crocodilos, que proliferam ao longo do rio Zambeze.

    Em declarações na mesma entrevista, o coordenador das agências das Nações Unidas em Moçambique, Ndalamb Ngokwe, e o representante da Comissão da União Européia em Maputo, Glauco Calzuola, elogiaram a eficácia do governo na gestão da crise humanitária provocada pelas cheias no vale do Zambeze e prometeram trabalhar com as autoridades moçambicanas nos esforços de mitigação do problema.

    África: quase uma guerra por ano



    África: quase uma guerra por ano

    Publicada em 20/01/2008 às 18h37m

    Por Luciano Furtunato

    A imprensa internacional tem veiculado nos últimos dias notícias sobre a onda de violência que vem ocorrendo no Quênia, iniciada após a divulgação dos resultados da última eleição presidencial ocorrida no dia 27 de dezembro. O número de mortos já ultrapassou a casa das centenas, e um número cada vez maior de refugiados busca abrigo nos países vizinhos, situação que só tende a piorar. Calcula-se que o número de refugiados chegue a 250 mil pessoas, segundo informações do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Infelizmente, casos de violência como estes que têm ocorrido no Quênia não representam uma exceção aos demais países africanos.

    Se voltarmos os olhos para o passado do continente, a constância de conflitos armados que tanto penalizam sua população impressiona. Para que possamos ter uma idéia da dimensão do problema, desde 1970, mais de trinta guerras aconteceram no continente, sendo a maioria delas no próprio interior dos Estados. Apenas em 1996, quatorze dos cinqüenta e sete países africanos sofreram conflitos armados, o que provocou mais de oito milhões de refugiados.

    CAIXA:
    " Os conflitos que ocorrem no Continente Africano ajudam a movimentar um comércio bilionário, que tem como principais interessados os países exportadores de armamentos, entre eles, os Estados Unidos "

    Mas qual seria a explicação para o surgimento de tantos conflitos na região?

    Se observarmos bem, o surgimento desses conflitos se confunde com o período de independência dos países africanos, ocorrido após a década de 1960, em um movimento conhecido como descolonização. Ou seja, estão intimamente ligados ao passado de exploração e violência imposto durante séculos pelas nações européias.

    A própria divisão territorial do continente africano, imposta pelas potências européias durante a Conferência de Berlim, ocorrida em 1885, é um claro exemplo, da interferência negativa desses países na região. Com objetivo central de garantir a manutenção da exploração da região e afastar o perigo de conflitos entre as nações européias, a divisão foi feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais de cada povo. Esta mesma divisão territorial se manteve após a independência, representando um entrave para a manutenção da paz e estabilidade da região, contribuindo assim para as sangrentas disputas internas pelo controle do poder. Uma indesejável herança do período colonial para os países africanos.

    Mas a quem interessaria a manutenção desses conflitos?

    Com toda certeza ele não interessa aos países africanos, que segundo relatório divulgado em 2007, pela ONG Oxfam International, tiveram um custo econômico superior a US$ 300 bilhões com os conflitos armados ocorridos entre 1990 a 2005. Uma cifra extremamente alta para uma região tão carente.
    Se quem está dentro não ganha, ganha quem está de fora. E é exatamente isso que acontece.

    Os conflitos que ocorrem no Continente Africano ajudam a movimentar um comércio bilionário, que tem como principais interessados os países exportadores de armamentos, entre eles, os Estados Unidos, o maior exportador de armas para a África.

    A ONU, tem se mostrado incapaz, por meio de suas ações, de apresentar alternativas para colocar fim nos conflitos que tanto castigam a população africana. Resta saber se este fracasso é real, ou seria proposital.

    Luciano Furtunato de Souza é historiador

    Domingo, Janeiro 20, 2008

    Rússia pode usar armas nucleares de modo preventivo, diz general



    Rússia pode usar armas nucleares de modo preventivo, diz general

    Plantão Publicada em 20/01/2008 às 10h45m

    Reuters/Brasil Online

    MOSCOU (Reuters) - O chefe das forças armadas da Rússia disse que Moscou pode usar armas nucleares de modo preventivo caso esteja sobre séria ameaça. Embora os comentários não signifiquem uma mudança na política de defesa, ressaltam uma confiança militar renovada.

    A agência de notícias Interfax citou o chefe de Estado Yuri Baluyevski dizendo também que a Rússia, reconstruindo suas defesas sob o governo do presidente Vladimir Putin após o declínio nos primeiros anos pós-soviéticos, deve se proteger contra a "militarização excessiva" da sociedade.

    Ele disse que a Rússia não vai atacar ninguém.

    "Mas acreditamos que todos os nossos parceiros na comunidade internacional entenderão claramente e não terão dúvidas de que, para proteger a própria soberania e integridade territorial, bem como a de seus aliados, a Rússia usará suas forças armadas, incluindo armas nucleares, e pode fazer isso de modo preventivo", disse ele em uma conferência científica.

    Na era soviética, a doutrina militar declarava que Moscou não seria a primeira a usar armas militares em qualquer conflito com o ocidente. Com o declínio das forças convencionais nos anos 1990, Moscou eliminou esse elemento de sua política.

    Putin, que colocou em vigor uma nova doutrina em 2000 como presidente em exercício, deve deixar o cargo após a eleição de março, que provavelmente será vencida por seu candidato à sucessão, o primeiro-ministro Dmitry Medvedev.

    Pobreza é a principal causa dos conflitos e crises políticas em África



    Pobreza é a principal causa dos conflitos e crises políticas em África

    Vladimir Prata

    O fenómeno pobreza vivido por muitos países é apontado pelo historiador Júlio Mendes como sendo uma das principais causas de conflitos e crises políticas em África.

    Numa breve conversa telefónica com o Dossier, o historiador e professor do Instituto Superior de Ciências da Educação (Isced) referiu que, em África, para se ter acesso à riqueza é necessário antes ter acesso ao poder, razão pela qual muitos grupos optam pela via do conflito armado.

    Júlio Mendes é de opinião que situações de crise como a que vive actualmente o Quénia, que se encontra mergulhado num conflito resultante de eleições mal sucedidas, são resultado de má gestão.

    Para exemplificar, referiu que, quando os sócios de uma empresa começam a esbanjar os lucros, acontece que ficam sem dinheiro para pagar os trabalhadores, o que leva a mesma à falência.

    “O mesmo se passa a nível macro, a nível dos Estados: quando não há uma gestão correcta dos diferentes aspectos da sociedade, então acontecem problemas como esse que se está a viver no Quénia”, referiu.

    O historiador considera, por outro lado, que várias outras questões estão igualmente na base de crises políticas em África, e aponta o facto de as democracias no continente berço serem muito recentes como sendo uma delas.

    “Estamos num processo de aprendizagem, e isso ainda vai levar algumas gerações”, referiu, exemplificando os conflitos vividos no continente europeu que vieram a terminar apenas em 1945, depois de muitos séculos de guerras.

    “Desde Roma, Grécia Antiga, até ao século vinte, a Europa esteve permanentemente em conflitos: guerra dos cem anos, guerra dos trinta anos, guerras napolitanas, primeira guerra mundial, segunda guerra mundial, conflitos localizados, enfim”, recordou, referindo que o tempo levado pela Europa para que se tornasse hoje num continente com estabilidade política pode ser igualmente o mesmo tempo de que África vai precisar para atingir o mesmo estágio.

    “Até atingirmos um regime democrático de estabilidade política, económica e social, ainda temos muita coisa por passar; temos muitos problemas por resolver”, reforça.

    Júlio Mendes considerou ser difícil analisar se a situação de crise pós-eleitoral vivida no Quénia pode vir a se repetir em Angola, referindo que tudo dependerá da maturidade política dos angolanos.

    “Se as elites políticas tiverem maturidade para gerir o dossier eleições com um certo à vontade, naturalmente que será possível evitar-se situações do género”, disse.

    O professor referiu ainda que, em Angola, deveria haver institutos de investigação para recolher dados no seio da sociedade a fim de prever tais situações.

    Sábado, Janeiro 19, 2008

    ONU revela maiores catástrofes climáticas de 2007



    ONU revela maiores catástrofes climáticas de 2007

    GENEBRA (AFP) — As catástrofes ligadas ao clima, como inundações, secas, tempestades e ondas de calor, fizeram mais vítimas no ano passado, principalmente na Ásia, de acordo com um relatório publicado nesta sexta-feira pelas Nações Unidas.

    As inundações, que representaram a grande maioria das catástrofes climáticas, mataram 8.382 pessoas em 2007, ou seja, muito mais que a média dos sete anos precedentes (5.407 mortes), indicou o Centro de pesquisa sobre epidemiologia dos desastres (Cred) da Universidade católica de Louvain (Bélgica).

    As catástrofes naturais de qualquer tipo - climáticas, mas também terremotos, etc - fizeram no total 16.517 mortes no ano passado, menos que em 2006 (21.342 mortes). O número de pessoas atingidas, em contrapartida, aumentou consideravelmente, sendo quase 200 milhões contra 135 milhões em 2006, de acordo com o estudo anual do Cred.

    Sobre este total, a grande maioria (164 milhões) foi vítima de inundações, sendo metade na China durante as cheias dos meses de junho e julho, afirmou a diretora do Cred, Debarati Guha-Sapir. Entre 2000 e 2006, 95 milhões de pessoas foram atingidas em média por inundações.

    Sem citar os efeitos da mudança climática, Guha-Sapir assinalou que os fenômenos meteorológicos matam cada vez mais: as tempestades provocaram 5.970 mortes no ano passado contra 3.127 em média desde o início da década.

    Este aumento de vítimas parece também estar ligado ao desenvolvimento sem planejamento nos grandes países emergentes da Ásia.

    "Está diretamente relacionado com as políticas de desenvolvimento ou com a ausência delas", declarou. No futuro, "a China e a Índia vão certamente sofrer um aumento" das inundações, acrescentou.

    No ano passado, as 10 catástrofes mais mortíferas estavam ligadas ao clima, exceto uma: o tremor de terra de agosto no Peru (519 mortes).

    Bangladesh sofreu as duas catástrofes mais graves, com o ciclone Sidr em novembro (4.234 mortes) e as inundações do verão (1.110 mortes).

    A Ásia, deste modo, foi de longe a área mais atingida pelas catástrofes. O continente sofreu oito dos dez acontecimentos mais graves, sendo os outros dois no Peru e na Hungria, que foi vítima de uma onda de calor que matou 500 pessoas.

    Os Estados Unidos sofreram o maior número de catástrofes naturais (22), na frente da China (20) e da Índia (18).

    Em relação à população, a Macedônia se encontra na ponta da lista, com uma onda de calor que matou ou afetou 49.000 pessoas em cada grupo de 100.000 habitantes.

    Quando casar é pecado





    18/01/2008 - 18:03 Edição nº 505

    Quando casar é pecado

    Há 8 mil padres casados no Brasil. Eles não podem celebrar missa nem oficializar união na Igreja. E lutam para acabar com a exigência do celibato

    Nelito Fernandes

    SEM ARREPENDIMENTO
    Casado com Maria Regina desde 1974, o padre Mauro Queiroz diz que deixou a batina por ser contrário à obrigatoriedade do celibato

    Assim que terminou a missa de domingo, o padre Lauro Nogueira Sá Motta anunciou aos fiéis que iria se casar. Diante do alvoroço que tomou conta da paróquia, alguém deu a idéia de um plebiscito. Quem aceitasse a permanência dele como chefe da igreja local que levantasse a mão. Quase todos ergueram os braços. Depois de ovacionado, o pároco tomou coragem e foi falar com o bispo. “Disse a ele que o povo queria que eu ficasse na igreja mesmo casado. O bispo respondeu que o Vaticano não deixaria”, diz Motta. “Era mais um motivo para eu sair, porque o Vaticano estava distante do povo.”

    O episódio, que movimentou a pequena cidade de Iguatu, no Ceará, aconteceu em 1972. Dois anos depois, Motta se casou com Laura, ex-secretária em um curso em que ele dava aulas de Teologia. Ele hoje tem três filhos e quatro netos. A Igreja Católica não mudou em nada a postura de proibir que seus padres se casem. Mas não pode impedi-los de largar a batina. A organização Rumos, que reúne os sacerdotes que largaram a Igreja, estima haver 8 mil padres que se casaram no Brasil. No mundo, eles seriam 150 mil. É um número expressivo. Pelos dados do Vaticano, há 400 mil padres em atividade.

    No Brasil, o grupo é unido e organizado. Tem até um jornal próprio, que circula mensalmente. A cada dois anos, ocorre o Encontro Nacional das Famílias dos Padres Casados. A 17ª edição foi no Recife, entre os dias 10 e 13 de janeiro. Na reunião, eles trocam experiências, orientam os recém-casados e divulgam um manifesto pedindo o fim do celibato. O Vaticano, mais uma vez, vai ignorar o documento, como fez com os outros 16 já enviados pelo grupo. “O Vaticano é irredutível, mas a forma como o sacerdócio está regulamentado é ultrapassada, e há necessidade de uma diversificação”, diz Armando Holyzewski, presidente da associação Rumos. Ele foi padre durante 11 anos. Saiu da Igreja para se casar.

    A saída do ministério costuma ser dramática para quase todo pároco. Depois dos nove anos de seminário e de outros tantos exercendo o sacerdócio, quem renuncia à vida na paróquia abandona bem mais que uma escolha ou vocação. “Deixar a batina não é como trocar de emprego, sair de um banco e ir para o outro. É deixar para trás uma opção de vida, os votos feitos, o comprometimento assumido”, diz o psicanalista João Batista Ferreira. “É uma escolha difícil, e vários padres passam a vida se perguntando se o caminho escolhido é o certo.” Ele fala com conhecimento de causa. Ex-padre, deixou a Igreja e hoje tem entre seus pacientes párocos na mesma situação. Para muitos, o ideal seria conciliar o sacerdócio com a vida conjugal.

    O movimento dos padres casados não reivindica o fim do celibato, mas o de sua obrigatoriedade. Para Holyzewski, o celibato deveria ser opcional. “A Igreja não tem o direito de impedir o homem de se reproduzir.” O celibato tornou-se obrigatório na Igreja no século XVI, no Concílio de Trento. Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutor em Direito Canônico, Jesus Hortal diz que o celibato segue o ensinamento de Cristo, que o teria defendido para dar mais liberdade à pregação. “Jesus exortou os pregadores a permanecerem céleres como ele, a seguir seu exemplo para ter disponibilidade completa para a pregação.” Hortal afirma que os padres precisam de dedicação exclusiva e não podem perder tempo com questões familiares quando têm assuntos da Igreja a tratar. “É uma medida disciplinar e uma questão de prudência.”

    SOLTEIRO, NÃO
    Antes de se casar com Eucivan e ter a filha, Ana Raquel, Clemir Fernandes perdeu uma vaga de pastor na igreja Batista

    Em outras religiões não é assim. Há até preferência por sacerdotes casados. Pastor da Igreja Batista, Clemir Fernandes diz que perdeu uma vaga na congregação por ser solteiro. “O trabalho pastoral envolve aconselhamento familiar. Como alguém que não constituiu família pode falar sobre casamento?” Casado há 18 anos e pai de três filhos, o rabino Nilton Bonder diz que o judaísmo estimula o casamento pelo mesmo motivo. “Esse tipo de disciplina vai contra a natureza humana. O rabino tem de casar, trabalhar, conhecer a vida em seus meandros”, diz. Hortal afirma que esses argumentos não são válidos. “Um médico precisa já ter sofrido a mesma doença para poder tratar o paciente?”

    Os padres casados costumam citar o exemplo da turma de 1958 do seminário de Mariana, Minas Gerais, para mostrar s como o casamento de sacerdotes afeta o catolicismo. Dos 29 formandos daquele ano, sete morreram, oito se casaram e 14 continuam na Igreja. O padre que decide deixar a Igreja é obrigado, pelo Vaticano, a assinar uma carta de desligamento, na qual assume que não tem vocação para o ministério. Depois, o Vaticano o rebaixa ao “estado de leigo”: os padres ficam proibidos de pregar, dirigir paróquias e não podem se casar na Igreja – o que parece ser uma última penitência. “Claro que eu preferia ter casado no religioso, mas a Igreja nos ensina que Deus não está preso aos sacramentos”, diz o ex-padre Wilde Ricardo, de 41 anos, que deixou a igreja que comandava em Niterói, no Rio de Janeiro, em 2001. Wilde se casou um ano depois com uma ex-freqüentadora da paróquia. Hoje eles têm um filho de 6 meses, e Wilde dá aula de Teologia e Filosofia num curso da cidade. “Estou feliz, mas ficaria mais realizado se pudesse continuar na Igreja. As duas coisas não se excluem.” Uma vez do lado de fora, os padres têm de se recolocar no mercado de trabalho com um diploma que lhes permite dar aulas de Teologia ou Filosofia. Os que se casam iniciam um novo estilo de vida, mas rejeitam o termo “ex-padre”. “Um médico que não exerce a medicina continua sendo médico, um advogado também. O padre é um padre pelo sacramento que recebeu. Não somos ex-padres, somos padres que se casaram. Continuamos com nossa fé”, afirma Holyzewski. Para ele, começar um relacionamento conjugal foi difícil. “Ela via em mim a figura do padre. Era viúva, não pensava em se casar, muito menos comigo.” Holyzewski diz que a adaptação ao casamento é demorada. “O padre se acostuma a ser o chefe, muitos têm um viés autoritário e acham que a mulher tem de se comportar como sua coroinha.”

    A GRANDE FAMÍLIA
    O padre Lauro Motta (no centro) tem três filhos e quatro netos. “O povo queria que eu ficasse na Igreja mesmo casado. O Vaticano, não”

    Os casos de pedofilia que envolvem padres, no mundo inteiro, suscitam um debate sobre até que ponto a repressão sexual influi na deturpação da libido. “A pedofilia na Igreja é conseqüência direta do celibato”, afirmou Arnaldo Jabor, ex-seminarista, num artigo publicado no jornal O Globo. “A sexualidade, força máxima da vida, uma vez esmagada, vira uma máquina de perversões.” Hortal rebate. “Isso é uma estupidez sem tamanho. A pedofilia não se dá exclusivamente entre pessoas céleres, dá-se também entre os casados. Aliás, a imensa maioria dos pedófilos é casada”, diz.

    Doutor em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, Paulo Fernando Carneiro de Andrade afirma que o celibato pode ser revisto porque não é um dogma da Igreja, mas uma disciplina eclesiástica. Segundo ele, em dois episódios, padres casados puderam entrar para a Igreja Católica. Os papas Pio XII e João Paulo II ordenaram pastores anglicanos casados que se converteram ao catolicismo e viraram padres. Nas contas dos casados, nada menos que 39 papas tiveram mulheres. O celibato, diz Andrade, vale apenas para a igreja latina, que segue a doutrina romana. Na Ucrânia e no Líbano, padres católicos podem ser casados, porque a Igreja Católica do Oriente permite.

    Foi inconformado com o celibato que o padre Mauro Queiroz, hoje com 75 anos, deixou a Igreja. Ele se casou em 1974 e hoje tem três filhos. “Não me arrependo. O futuro de um padre é muito triste. Ele não tem família, não tem quem cuide dele na velhice. Morre sozinho, agarrado a uma causa em que a maioria não acredita mais.”

    Nível de Mar Mediterrâneo poderá aumentar meio metro nos próximos 50 ano



    Sábado, 19 Janeiro 2008

    Alterações Climáticas

    Nível de Mar Mediterrâneo poderá aumentar meio metro nos próximos 50 anos

    O nível do Mar Mediterrâneo poderá aumentar até meio metro nos próximos 50 anos a manter-se a actual tendência de aquecimento das águas, revela um estudo do Instituto Espanhol de Oceanografia, citado hoje pelo jornal El Mundo

    Manuel Vargas, oceanógrafo do Instituto Espanhol de Oceanografia e coordenador da investigação, referiu que «a subida da temperatura superficial» do Mar Mediterrâneo «entre 1948 e 2005 variou entre 0,1 e 0,5 graus ao longo dos 3.200 quilómetros» que banham Espanha.
    A manter-se a tendência de aumento da temperatura, que se registou em especial a partir da década de 90, o nível do Mar Mediterrâneo «poderá aumentar até meio metro nos próximos 50 anos», sustentou, por sua vez, o director do Instituto, Enrique Tortosa.

    A subida do nível do mar poderá inundar parcial ou totalmente praias e afectar infra-estruturas costeiras.

    De acordo com o mesmo estudo, citado pela edição electrónica do diário, o nível do Mar Mediterrâneo aumentou aceleradamente nos últimos 15 anos.

    A variação da subida é de 2,5 a 10 milímetros anuais. Os investigadores assinalam que águas mais salgadas e quentes sofrem um processo de «expansão térmica», que explica o aumento acelerado do nível do mar.

    Os resultados da investigação basearam-se em 60 anos de estudos e medições científicas.

    O mais recente boletim do Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas das Nações Unidas aponta uma subida do nível dos oceanos de 17 centímetros durante o século XX.

    Lusa/SOL

    Desastres naturais afectaram 197 mi no mundo em 2007



    18/01/2008 (14:16)

    Desastres naturais afetaram 197 mi no mundo em 2007

    Agencia Estado

    Em 2007, 16,5 mil pessoas perderam suas vidas em todo o mundo por causa de desastres naturais e cerca de 197 milhões de pessoas foram afetadas, das quais 164 milhões por enchentes. No Brasil, em torno de 1 milhão de pessoas foram atingidas diretamente pela seca, com importante impacto para a agricultura. Os dados foram divulgados ontem pela ONU em levantamento sobre os desastres naturais que atingiram o mundo no ano passado. Segundo a entidade, os prejuízos em todo o mundo com chuvas, secas, tufões e outros desastres foi de US$ 62,5 bilhões em 2007, mais que o dobro das perdas registradas em 2006. No total, cinco importantes desastres naturais foram registrados no Brasil em 2007. Um número bem menor que nos Estados Unidos, com 22 casos, e da China, com 20 desastres. Enquanto o Brasil sofria com a seca, a Ásia passava por um dos piores períodos de chuvas da década.

    O número de desastres em 2007 também ficou acima da média dos últimos sete anos. Foram 399 desastres, contra uma média de 394. "As tendências estão comprovando o que os especialistas sobre mudanças climáticas já estavam nos avisando sobre o impacto do meio ambiente na vida das pessoas", afirmou Debarati Guha sapir, diretora do Centro de Estudos sobre Desastres, entidade que fornece os dados à ONU. Tudo indica também que os custos dos desastres ficarão cada vez mais altos. Apenas o terremoto no Japão em julho custou à economia local US$ 12,5 bilhões. As enchentes na Inglaterra ainda consumiram outros US$ 8 bilhões dos ingleses.

    Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

    Igreja Católica negocia zona de encontro com as Farc

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/01/080117_farcigreja.shtml

    Atualizado às: 17 de janeiro, 2008 - 08h22 GMT (06h22 Brasília)

    Igreja Católica negocia zona de encontro com as Farc

    Igreja tenta negociar visita da Cruz Vermelha a reféns do grupo

    A Igreja Católica da Colômbia disse que já está em contato com o grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em uma tentativa de garantir a libertação de mais reféns em poder dos guerrilheiros.

    O presidente da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), Luis Augusto Castro, disse que está mantendo contatos "discretos" com os rebeldes para que eles concordem com uma visita de representantes da Cruz Vermelha a mais de 40 reféns, incluindo a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt.

    O governo oferece às Farc um encontro em uma zona neutra para discutir o acordo para a libertação.

    Segundo as autoridades colombianas, o local teria cerca de 150 quilômetros quadrados, de preferência em área rural pouco povoada e sem postos militares ou policiais.

    Reféns libertadas

    Na segunda-feira, o presidente Álvaro Uribe se reuniu, ao lado do alto comissário para Paz da Presidência, Luis Carlos Restrepo, e de outros representantes do governo, com as reféns libertadas Consuelo González e Clara Rojas.

    Durante a reunião, eles discutiram possíveis locais para o encontro com as Farc.

    Restrepo sugeriu ainda que o lugar pode ser decidido em um encontro com o "chanceler" das Farc, Rodrigo Granda.

    As Farc libertaram as duas reféns na semana passada. A ex-parlamentar Consuelo González apresentou cartas de alguns dos reféns que deixou para trás, no cativeiro, e que revelam o sofrimento físico e mental deles.

    Desde o final de 2006, quando decidiu encerrar a mediação do presidente venezuelano Hugo Chávez com as Farc, Uribe autorizou a Igreja Católica do país a entrar em contato com o grupo guerrilheiro.

    EUA: O mórmon Romney vence em Michigan




    O mórmon Romney vence em Michigan

    Reportagem publicada em 16/01/2008

    Última atualização 16/01/2008 17:43 TU

    Foto: Mitt Romney, de 60 anos, ficou conhecido como organizador dos Jogos Olímpicos de inverno, de 2002, em Salt Lake City.Foto: Reuters

    O ex-governador do Estado de Massachusetts, Mitt Romney, confirmou os prognósticos. Nas primárias Republicanas, da terça-feira, no Estado de Michigan, ele saiu vencedor com 39 por cento dos votos, superando seu rival John McCain que ficou com 30 por cento. Esse êxito do pré-candidato Republicano às presidenciais americanas de novembro, Romney, um milionário seguidor da religião dos mórmons, se explica pela história de família. Mitt nasceu em Michigan e seu pai foi governador do Estado por três mandatos.

    No contexto atual da campanha do Partido Republicano, o jogo está totalmente aberto. Em três prévias já realizadas, ganharam três candidatos diferentes: o evangélico Mike Huckabee, o senador John McCain e Mitt Romney.

    O que surpreendeu nas primárias de Michigan foi a escolha dos eleitores evangélicos, que deram mais votos para o mórmon Romney do que para o pastor Huckabee.

    Quanto ao quarto pré-candidato Republicano, Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova Iorque, o resultado da terça-feira foi desencorajador. Entretanto, apesar de seus modestos 3 por cento, Giuliani disse que vai se apresentar com força total nas primárias da Flórida, dia 29 de janeiro.

    Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

    Moçambique: Cheias podem tornar-se nas piores dos últimos anos




    2008-01-17 11:39

    Moçambique
    Cheias podem tornar-se nas piores dos últimos anos

    O aviso é das Nações Unidas que temem que as águas do Rio Zambeze subam ainda mais nos próximos dias.

    [ Última actualização às 11:39 do dia 17/01/2008 ]
    As cheias que estão a assolar Moçambique podem vir a tornar-se nas piores dos últimos anos.

    O aviso é das Nações Unidas que temem que as águas do Rio Zambeze subam ainda mais nos próximos dias. Até agora morreram sete pessoas. Uma organização não governamental que está no terreno diz que há mais 250 mil em perigo. O número de desalojados está já na casa das dezenas de milhares.

    A barragem de Cahora Bassa não suporta todo o caudal do Zambeze, que tem sido engrossado por chuvas torrenciais nos países vizinhos de Moçambique. A única solução tem sido efectuar descargas que provocaram cheias no centro do país.

    18% dos residentes em Portugal em risco de pobreza



    18% dos residentes em Portugal em risco de pobreza

    De acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2006 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 18 % da população residente em Portugal encontrava-se em situação de risco de pobreza naquele ano, o que significa uma redução face aos dois anos anteriores. Em 2005, esta percentagem era de 19% e em 2004 era de 20%.

    Raquel Godinho
    rgodinho@mediafin.pt

    De acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2006 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 18 % da população residente em Portugal encontrava-se em situação de risco de pobreza naquele ano, o que significa uma redução face aos dois anos anteriores. Em 2005, esta percentagem era de 19% e em 2004 era de 20%.

    Neste inquérito, a taxa de risco de pobreza diz respeito à proporção de habitantes com rendimentos anuais por adulto equivalente inferiores a 4.386 euros no ano anterior, ou seja, cerca de 366 euros por mês.

    "A distribuição dos rendimentos caracterizava-se por uma acentuada desigualdade: o rendimento dos 20% da população com maior rendimento era 6,8 vezes o rendimento dos 20% da população com menor rendimento (6,9 nos dois anos anteriores)", refere o INE que acrescenta que, tal como em 2005, o impacto das transferências sociais (excluindo pensões) na descida da taxa de risco de pobreza em 2006 foi de 7 pontos percentuais.

    Quanto ao sexo, as taxas de risco de pobreza eram superiores para as mulheres, nos três últimos anos analisados, sendo de 19% em 2006 face a 18% para os homens. Também neste três anos foram os idosos e os indivíduos com menos de 18 anos a registar as maiores taxas neste risco.

    O risco de pobreza para a população desempregada era de 31%, enquanto o risco para a população empregada era de 11%.

    "Considerando apenas os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, 40% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2006 (41% em 2005)", afirma o INE.

    Orkut 'tranca' acesso a fotos, mas já sofre invasão de hackers





    quarta-feira, 16 de janeiro de 2008, 11:24 Online


    Orkut 'tranca' acesso a fotos, mas já sofre invasão de hackers

    Cadeado no perfil é nova ferramenta de segurança da rede social, mas já tem como abrir conteúdo

    SÃO PAULO - A rede social de maior sucesso no Brasil, o Orkut, lançou ferramentas de segurança e privacidade que possibilitam a usuários "esconder" as fotos e vídeos. Agora é possível escolher quem terá acesso ao material postado no site - só os amigos, amigos de amigos ou qualquer um.

    VEJA TAMBÉM
    Google recorre a YouTube para explicar política de privacidade Google Brasil vai responder judicialmente pelo Orkut

    O problema é que, mal foram divulgadas, as atualizações já sofreram ataques. Hackers conseguiram quebrar o código de proteção e disponibilizaram na internet sistemas que acessam fotos e vídeos de usuários mesmo sem permissão.

    A segurança do Orkut é tema de discussão no Brasil há anos, devido aos casos de ameaça, racismo e pedofilia já registrados. Em setembro do ano passado, o Google Brasil, que controla o site, anunciou que a partir de então responderia judicialmente como procuradora da matriz da empresa, o Google Inc, com sede nos Estados Unidos. A decisão alterou a forma de a empresa lidar com processos relacionados a crimes também no YouTube.

    Justiça busca depoimento de Kaká sobre dizimo à Renascer


    Justiça busca depoimento de Kaká sobre dizimo à Renascer

    Quarta Feira, 16/1/2008 , 19h13Geral - Brasil

    Acostumado a ocupar as primeiras páginas de jornais, revistas e portais da internet, o melhor jogador do mundo em 2007, Ricardo Izecson Santos Leite, o Kaká, do Milan, da Itália, e da Seleção Brasileira, é capa da revista Carta Capital, desta semana, menos pelo futebol que apresenta nos campos e mais pela fé e seu vínculo com a Igreja Renascer.

    Matéria do repórter Paolo Manzo informa que o juiz da 1a Vara Criminal de São Paulo, Marcelo Batlouni Mendroni, encaminhou à Procuradoria-Geral de Milão, no dia 14 de setembro de 2007, um questionário, para o qual solicita o depoimento de Kaká.

    Destaque-se, contudo, que Kaká não aparece como acusado, mas testemunha, num processo que corre na Justiça brasileira sobre lavagem de dinheiro e operações financeiras envolvendo a Renascer e seus fundadores, o apóstolo Estevam Hernandes Filho e a bispa Sônia Haddad Moraes Hernandes.

    O juiz Mendroni aguarda, desde setembro, o depoimento de Kaká, pois suas respostas podem ajudar a esclarecer as relações entre o apóstolo e a bispa com operações financeiras da Renascer. Além de melhor jogador do mundo, Kaká é, seguramente, o maior dizimista do país, repassando, estima-se, 2 milhões de reais (cerca de 1,16 milhão de dólares) ao ano para a igreja.

    Depois do anúncio, no final do ano, de que Kaká cederia o troféu que ganhou da Fifa como melhor jogador do mundo para a Renascer, começaram as especulações de quanto o atleta fatura por ano e que montante disso daria por conta do dízimo. Tem até blog na internet perguntando “será que Kaká paga direitinho o dízimo para a Renascer?”

    Segundo o principal jornal esportivo da Itália, Kaká ganha 17 mil euros, algo em torno de 45 mil reais por dia, o que daria 16 milhões de reais por ano, sem considerar os prêmios por partida e os patrocínios.

    O senhor contribui com a igreja do ponto de vista financeiro? Desde quando? Quanto deposita por mês? Quanto já depositou desde que começou a colaborar com a igreja? O senhor tem conhecimento do destino que foi e é dado ao dinheiro que deposita? – são algumas das perguntas que o juiz Mendroni encaminhou a Kaká.

    Acompanha o documento que pede o depoimento de Kaka, de acordo com a reportagem da Carta Capital, a constatação de que “as operações financeiras não teriam sido declaradas às autoridades brasileiras”, o que comportaria crimes como “lavagem de dinheiro e a obtenção de atividades ilegais, seja por meio do engano da fé de outros, seja por uma série de fraudes”.

    O juiz apurou que o casal Hernandez desviou dinheiro apurado do dízimo de fiéis para o seu patrimônio pessoal, estimado em 130 milhões de reais (cerca de 75,5 milhões de dólares). Mendroni também apurou que existe “uma grande quantidade de empresas ligadas à Renascer por um esquema formado por um clã familiar que controla os investimentos e que, em pouquíssimo tempo, acumulou verdadeiras fortunas aproveitando da fé religiosa dos outros e realizando negócios ilegais”.

    Como se não bastassem esses incômodos a Kaká, de informar quanto contribui financeiramente para a Renascer, em outra revista, também na capa, aparece um sósia do atleta. Trata-se de Lucas Pugliessa, 1,94 metro de altura, ex-goleiro, que posa para a G Magazine, uma revista voltada ao público gay. A revista chegou às bancas no dia 3 de janeiro, mas não cita explicitamente, em 20 páginas do ensaio fotográfico, o nome do milionário atleta do Milan e mais bem-sucedido Atleta de Cristo.

    Fonte : ALC

    2007 foi o segundo ano mais quente num século, diz Nasa





    quarta-feira, 16 de janeiro de 2008, 18:09 Online


    2007 foi o segundo ano mais quente num século, diz Nasa

    Maior aquecimento do ano ocorreu no Ártico e latitudes vizinhas; efeito estufa atingiu mais os pólos

    NOVA YORK - Climatologistas do Goddard Institute for Space Studies (GISS) da Nasa descobriram que 2007, junto com 1998, foi o segundo ano mais quente num século na Terra. Pesquisadores do instituto usaram dados de temperaturas das estações de tempo em terra, medições por satélite das temperaturas marinhas desde 1982 e informações enviadas por navios nos últimos anos.

    Veja também:
    Mundo esquenta, apesar de La Niña e de neve em Bagdá

    O maior aquecimento de 2007 ocorreu no Ártico e latitudes vizinhas. O aquecimento global teve um efeito maior nas regiões polares, e a perda de neve e gelo se transformou num maior volume de água para os oceanos, consumindo assim mais luz solar e gerando calor.

    "Como previmos no ano passado, 2007 foi mais quente que 2006, confirmando a forte tendência de aquecimento dos últimos 30 anos. Atribuímos isso ao efeito estufa e outros gases criados pela ação humana", disse James Hansen, diretor do GISS. "É improvável, porém, que 2008 seja um ano de temperaturas mais altas. Exceto por uma erupção vulcânica, uma temperatura global recorde pode ser esperada para os próximos anos, perto do próximo El Ñino", completa.

    Os oito anos com temperaturas mais quentes que o GISS registrou foram após 1998, o ano mais quente do século. Apesar de ter sido encontrado um erro nas medições do GISS no começo de 2007, a falha não afetou os resultados da pesquisa do instituto para o ano.

    Quarta-feira, Janeiro 16, 2008

    Uzbequistão: Três membros de uma minoria religiosa ainda se encontram a cumprir sentenças


    Tradução parcial de:

    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1071

    Este artigo foi publicado pela F18News em: 16 de Janeiro de 2008

    UZBEQUISTÃO: Três membros de uma minoria religiosa ainda se encontram a cumprir sentenças

    Por Mushfig Bayram, Forum 18 News Service , e Felix Corley, Forum 18 News Service

    Apenas dois dos cinco membros das minorias religiosas, que se encontravam a cumprir penas ao abrigo do Código Penal por actividade religiosa pacífica, foram libertos na sequência da amnistia a presos feita em Dezembro, segundo soube o Forum 18 News Service. O pastor Pentecostal Dmitry Shestakov está ainda a cumprir uma pena de quatro anos de trabalhos forçados, a Testemunha de Jeová Irfon Khamidov está ainda a cumprir uma pena de prisão de dois anos, e outra Testemunha de Jeová, Dilafruz Arziyeva, está ainda a cumprir uma sentença de dois anos de trabalho correctivo, sendo que 20% dos seus salários são deduzidos e recertem a favor do Estado. O falhanço em libertar Arziyeva da sua sentença está a surpreender, visto que a amniistia aplica-se a quase todas as mulheres que se encontram a cumprir sentenças. A situação de Khamidov' é ainda pior, visto que "ele tem tido um número de visitantes na prisão, que não são do agrado das autoridades prisionais", disseram as Testemunhas de Jeová ao Forum 18, pelo que "eles fabricaram algumas acusações contra ele". A amnistia foi proclamado para marcar o décimo quinto aniversário da adopção da Constituição do Uzbequistão.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Gronelândia regista maior degelo dos últimos 50 anos



    Groenlândia registra maior degelo dos últimos 50 anos

    Plantão Publicada em 15/01/2008 às 15h25m

    Reuters/Brasil Online

    Por Alister Doyle

    OSLO, Noruega (Reuters) - As mudanças climáticas provocaram o maior degelo registrado na Groenlândia em meio século, anunciando talvez um derretimento ainda mais amplo que aceleraria a elevação do nível dos oceanos no planeta, disseram cientistas na terça-feira.

    "Atribuímos o verão sensivelmente mais quente da Groenlândia e o derretimento do gelo verificado desde 1990 ao aquecimento global", escreveu um grupo de pesquisadores na revista Journal of Climate, acrescentando haver indícios recentes de um degelo mais acelerado também no Ártico e na Antártida.

    "A camada de gelo da Groenlândia é provavelmente altamente suscetível ao aquecimento global hoje em andamento", afirmaram os cientistas.

    A ilha contém gelo suficiente para elevar o nível dos mares em 7 metros, um processo que poderia levar séculos para completar-se caso algum dia de fato comece a ocorrer.

    O gelo derretido na Groenlândia - excluindo a perda de gelo representada pela queda de geleiras no mar - somou 453 quilômetros cúbicos em 1998, o maior volume já registrado. Os outros anos com o maior grau de derretimento foram 1995, 2002, 2003 e 2006.

    Dados preliminares mostraram que 2007 ficaria em segundo ou terceiro lugar nessa lista, confirmando os últimos dez anos como o período de maior derretimento, afirmou Edward Hanna, da Universidade de Sheffield (Inglaterra), que comandou o estudo também realizado por pesquisadores da Bélgica, dos EUA e da Dinamarca.

    Até agora, o escoamento de água viu-se compensado quase totalmente pelo aumento do volume de neve que caiu sobre a Groenlândia, o que também pode ser um efeito colateral das mudanças climáticas.

    O ar frio pode reter mais umidade, e então provocar mais neve, caso apresente uma temperatura um pouco maior.

    Mas o aquecimento cada vez mais acentuado pode provocar um degelo irreversível. O artigo científico observou que os modelos típicos de previsão meteorológica apontam para um aquecimento de 4 a 5 graus Celsius na Groenlândia até 2100.

    Minoria religiosa enfrenta discriminação na Arménia


    Tradução de:

    Minoria religiosa enfrenta discriminação na Arménia

    John Martirosyan, que foi preso por ser objector de consciência

    © Private-->

    16 de Janeiro de 2008

    As Testemunhas de Jeová na Arménia enfrentam discriminação e prisão devido às suas crenças, de acordo com um novo relatório da Amnistia Internacional.

    Muitos jovens da organização religiosa estão na prisão devido à sua crença os proibir de cumprir serviço militar, enquanto outros estão a ser atacados - alegadamente por apoiantes do grupo religioso dominante no país.

    "Mancebos das Testemunhas de Jeová continuam a ser levados para a prisão. Visto não haver serviço cívico alternativo na Arménia, a Amnistia Internacional considera-os prisioneiros de consciência e apela à sua libertação imediata e incondicional", disse Laurence Broers, investigador da Amnistia Internacional na Arménia.

    Há um número estimado de 9.000 Testemunhas de Jeová na Arménia. Elas têm sido sujeitas a um número aparentemente crescente de ataques desde que obtiveram alguma proeminência em 2004, na sequência de terem sido registadas como organização religiosa (depois de uma série de rejeições). A Amnistia Internacional está preocupada quanto ao alegado falhanço das autoridades em investigarem e processarem estes claros abusos dos direitos humanos.

    A violência tem coincidido com uma crescente fricção com a Igreja Apostólica Arménia, à qual formalmente pertencem 90 por cento da população.

    "As autoridades arménias estão a ignorar o facto de que as Testemunhas de Jeová estão a ser especificamente o alvo dos ataques, inclusive por parte de representantes da Igreja Apostólica Arménia", disse Laurence Broers.

    Como membro do Conselho da Europa, a Arménia está obrigada a fazer provisões para um genuíno serviço cívico alternativo ao serviço militar compulsório. Mas o serviço alternativo na Arménia está ainda sob a alçada militar, tornando-o incompatível com as crenças das Testemunhas de Jeová e de outros. Desde 26 de Setembro de 2007, que há 82 Testemunhas de Jeová detidas como objectores de consciência na Arménia.

    "Todos esses que foram erradamente detidos devem ser libertados imediatamente e receber uma compensação adequada. As autoridades arménias devem também assegurar que não lhes sejam negados documentos necessários para que eles possam usufruir dos seus plenos direitos como civis – incluindo o direito à liberdade de movimento e os direitos de entrarem em empregos na função pública e os de contraírem matrimónio", disse Laurence Broers.


    Relatórios para Download:
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    Número do Índex: EUR 54/001/2008
    Data da publicação: 16 de Janeiro de 2008
    Categorias: Arménia

    A Amnistia Internacional está preocupada quanto às Testemunhas de Jeová continuarem a ser vítimas das violações aos direitos humanos na Arménia, apesar das obrigações do país no âmbito da lei internacional dos direitos humanos para que respeitem e protejam o direito à liberdade de consciência e de religião. As Testemunhas de Jeová na Arménia enfrentam também violações à liberdade e à segurança da pessoa; para que não sejam discriminadas contra nem a favor no que respeita às disposições legais. Este relatório esquematiza as preocupações da Amnistia Internacional relativas às Testemunhas de Jeová na Arménia.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Terça-feira, Janeiro 15, 2008

    Moçambique: Cheias no vale do Zambeze obrigam à deslocação de quase 54 mil pessoas



    Moçambique
    Cheias no vale do Zambeze obrigam à deslocação de quase 54 mil pessoas

    As cheias no vale do Zambeze, centro de Moçambique, já obrigaram à deslocação de 53.982 pessoas, das quais 2.121 foram resgatadas hoje para centros de acomodação temporária, de acordo com o último balanço oficial

    Os números totais deverão, no entanto, ser mais elevados já que ao longo do rio, sobretudo em localidades sitiadas como Mutarara, Mopeia, Chine e Inhangoma, permanecem populações por resgatar, como adiantou João Ribeiro, director-adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) de Moçambique.

    Para terça-feira, adiantou ainda João Ribeiro, está previsto o resgate de 180 famílias que permanecem na localidade de Malulo, no distrito de Mopeia, para dois centros de acomodação temporária situados ao longo do rio Zambeze.

    O número dois da equipa que está no terreno a coordenar a resposta às cheias indicou ainda que existem já locais onde o nível das águas do rio Zambeze ultrapassou o registado nas cheias de 2007, nomeadamente em Mutarara e Inhamgoma.

    Para os próximos dias, está previsto o aumento do nível das águas, mas a um ritmo inferior ao dos últimos dias, já que as descargas efectuadas pela barragem de Cahora Bassa passaram hoje de 6.600 para 6.200 metros cúbicos. A abertura das comportas da mega-represa no Zambeze, motivada pelas chuvas que têm caído nos países vizinhos, é um dos principais motivos para as cheias na região.

    As chuvas intensas que têm caído no Malaui e Zâmbia podem motivar nos próximos dias ou semanas um novo aumento das descargas de Cahora Bassa, notou o responsável do INGC.

    Apesar da situação, João Ribeiro considerou «muito cedo para dizer» se as cheias deste ano vão ultrapassar os níveis de 2001, ano em que o vale do Zambeze assistiu a uma das piores inundações registadas.

    «As previsões indicam que vai haver muita chuva e os níveis de precipitação que normalmente acontecem em Fevereiro já foram atingidos em Janeiro. Tudo vai depender agora da precipitação que haja a montante», disse.

    A par do resgate das populações, que deverá prosseguir ainda nos próximos dias, as atenções das autoridades voltam-se agora para os centros de acomodação, em especial para o de Chiburiburi, onde estão concentradas quase 800 pessoas que fugiram de uma das ilhas do Zambeze.

    «Há um sítio crítico no centro de acomodação de Chiburiburi. Com a entrada de muitas pessoas nos últimos dias está a começar a sentir-se falta de comida e de lonas para abrigos. Uma equipa será enviada amanhã (terça-feira) para o terreno», adiantou João Ribeiro.

    Como constatou a agência Lusa, as populações continuam a chegar ao centro de Chiburiburi, percorrendo em frágeis jangadas de madeira a distância entre a ilha fluvial de Sazungué, de onde a maioria é proveniente, e terra firme.

    O centro foi desenvolvido no meio de uma densa floresta, localizada a alguns quilómetros do rio Zambeze, onde os deslocados abrem clareiras para aí montarem as suas casas feitas de caniço.

    Em Caia, principal ponto de atravessamento do rio, as águas do Zambeze atingiram já um nível próximo das cheias do ano passado, com a água a submergir a estrada em alguns pontos.
    Lusa/SOL

    Antárctico: degelo acelera 140% em 10 anos



    Antárctico: degelo acelera 140% em 10 anos

    O ritmo de redução da calote glaciar acelerou fortemente nos últimos 10 anos, com a perda de gelo a atingir um aumento de 140% em relação ao degelo de há dez anos atrás, revela um artigo da revista Nature GeoScience sobre o pólo Sul do planeta.

    Segundo a cartografia elaborada pelos investigadores, só em 2006, cerca de 1 900 milhões de toneladas de gelo foram derretidas no oceano em resultado da subida da temperatura dos oceanos.

    Segundo referia esta segunda-feira a edição online do jornal Le Monde, o estudo realizado por uma equipa liderada por Eric Rignot mostra que a massa de gelo do «continente branco» diminuiu entre 60 e 140%, consoante as regiões, em apenas uma década.

    Em contrapartida, com base na observação a partir de cinco satélites, a parte oriental do continente polar austral manteve-se praticamente inalterada no mesmo período.

    14-01-2008 14:24:22

    Poluição de dióxido de carbono mata centenas de pessoas por ano



    Poluição de dióxido de carbono mata centenas de pessoas por ano

    Internacional
    13/01/2008 08:01:8

    O dióxido de carbono produzido por usinas de energia alimentadas com carvão e veículos movidos a combustíveis fósseis tem causado nas últimas décadas, a cada ano, centenas de mortes prematuras nos EUA, afirmou um novo estudo.

    As mortes devem-se a doenças do pulmão e do coração ligadas ao ozónio e às partículas poluentes encontradas no ar, elementos decorrentes do dióxido de carbono emitido pelos seres humanos, disse o autor do estudo, Mark Jacobson, da Universidade Stanford.

    À medida que o planeta aquece-se em virtude do dióxido de carbono, o número anual de mortes deve aumentar. As mortes prematuras ocorridas nos EUA em virtude do gás carbónico gerado pelas actividades humanas devem chegar a mil por ano quando a temperatura global tiver subido 1 grau Celsius.

    Quando o planeta atingir essas temperaturas, algo que pode acontecer ainda neste século, a taxa mundial de mortes deve elevar-se para 21.600, disse Jacobson.

    A Terra aqueceu-se cerca de 0,8 grau Celsius nos últimos 150 anos, e a maior parte desse aquecimento ocorreu nas últimas três décadas. Segundo Jacobson, cerca de 700 a 800 mortes anuais registradas nos EUA nos últimos anos podem ser atribuídas às emissões de carbono advindas de actividades humanas.

    Os gases do efeito estufa têm provocado o aquecimento global. Esse, por sua vez, deve elevar o nível dos oceanos e tornar mais frequentes e fortes as secas e as tempestades, neste século.

    O estudo de Jacobson é o primeiro a relacionar directamente um gás do efeito estufa à taxa de mortalidade entre os seres humanos.

    O dióxido de carbono é um dos vários dos gases do efeito estufa responsabilizados pelas mudanças climáticas. Mas é também um dos que a humanidade mais facilmente poderia controlar, regulamentando actividades nas quais se queimam carvão e petróleo.

    O gás também é produzido em processos naturais.

    Usando um complexo modelo de computador e dados sobre as emissões de carbono fornecidos pela Agência de Protecção Ambiental dos EUA, Jacobson descobriu que o impacto é maior em locais mais densamente povoados e mais poluídos.

    "Das mortes adicionais registradas anualmente devido ao ozónio e às partículas em suspensão, cerca de 30% ocorreram na Califórnia, que possui 12% da população (norte-americana)", afirmou, observando que na Califórnia estão seis das dez cidades mais poluídas dos EUA.

    "Então, fica bastante claro que as mudanças climáticas afectam a saúde dos californianos de forma desproporcional", disse o pesquisador.

    Clima agrava impacto negativo que a poluição tem na saúde


    Clima agrava impacto negativo que a poluição tem na saúde

    MARIA JOÃO CAETANO E RITA CARVAL

    Alterações climáticas trarão secas e calor que provocam mais ozono

    A poluição do ar causada pela concentração de ozono e de partículas inaláveis é o principal problema ambiental detectado no Relatório do Estado do Ambiente de 2006, divulgado ontem. Um problema com forte impacto na saúde pública e que será agravado pelas alterações climáticas.

    O aumento da temperatura, de vagas de calor e secas provocará condições favoráveis à formação de ozono e partículas inaláveis. "A radiação solar gera maior libertação de ozono. E com fenómenos climáticos extremos (chuvas intensas e secas) haverá também uma distribuição diferente dos poluentes. O que trará problemas respiratórios e cardíacos aos grupos de risco como os idosos e as crianças", disse ao DN, Paulo Diegues, da divisão de Saúde Ambiental da Direcção-geral de Saúde.

    Na origem da concentração destes poluentes estão causas humanas, como a poluição industrial ou o tráfego automóvel, mas também fenómenos meteorológicos. "A deterioração da qualidade do ar tem a ver com a poluição que fazemos mas as condições meteorológicas são decisivas pois podem agravar este problema", explica Francisco Ferreira, da Quercus. Prova disso é a grande concentração de ozono em zonas rurais onde a poluição causada pela indústria e pelos transportes é baixa.

    Enquanto não se conseguem reduzir drasticamente as origens da poluição, há que actuar na prevenção. "Temos de monitorizar cada vez melhor, para podermos alertar as populações e reduzir os impactos na saúde", diz Paulo Diegues. Há sistemas de monitorização que quando detectam excesso de concentrações poluentes obrigam a lançar alertas à população para que os grupos de risco tomem medidas de prevenção.

    Em dias de Verão com céu limpo e temperaturas altas, as pessoas mais vulneráveis devem evitar fazer esforços físicos para não agravarem os seus problemas respiratórios e cardíacos. Paulo Diegues afirma que apesar dos riscos para a saúde serem mais elevados quando se excedem os limites legais, ainda não há estudos que estabeleçam uma relação directa entre a concentração de poluentes e a ida às urgências hospitalares.

    Apesar das situações graves decorrentes do ozono troposférico e das partículas, que são concentradas em algumas zonas do país e são esporádicas, numa apreciação global a qualidade do ar no território é boa, diz o relatório. Ou seja, os problemas de ozono e partículas são localizados e as excedências pontuais.

    Relatório

    Os 24 indicadores avaliados pela Agência Portuguesa do Ambiente apontam cinco áreas onde houve uma evolução desfavorável em relação às metas estabelecidas. Houve 12 indicadores com uma tendência favorável mas ainda insuficiente para atingir as metas estipuladas e sete com bom desempenho.

    Para o secretário de Estado do Ambiente não há uma tendência de deterioração ambiental em Portugal. "Não quer dizer que estejamos óptimos. Mas há bons sinais", afirmou Humberto Rosa. "Há muitos indicadores que são pertinentes para a saúde humana e é para esses que temos de olhar", acrescentou o Governo.

    Atlas mostra alterações no planeta causadas pelo aquecimento global



    Atlas mostra alterações no planeta causadas pelo aquecimento global

    14/01/2008

    O aquecimento global já começou a modificar a silhueta do planeta. O degelo progressivo do Ártico e o avanço da desertificação estão provocando alterações geográficas que, à medida em que se consolidam, encontram espaço nos mapas.

    Um exemplo é a forma do lago Chade, que fica na fronteira entre Chade, Nigéria, Níger e Camarões, que tinha tamanho muito diferente do atual ao ser descoberto e mapeado por exploradores europeus no século XIX. A extensão do lago se reduziu em mais de 80%, em função das alterações climáticas e da demanda crescente por água. A imagem do novo lago Chade é uma das alterações geográficas reveladas no novo Atlas Universal compilado por uma parceria entre o Instituto Cartográfico da Catalunha (ICC) e a Editora Planeta.

    Trata-se do primeiro atlas publicado na Espanha com cartografia própria, graças ao bem equipado fundo de documentos do ICC. Para a execução do trabalho, que levou dois anos, foram utilizadas as mais recentes tecnologias aplicadas à cartografia, o que permitiu trabalhar com novos desenhos que facilitam a leitura e interpretação dos mapas.

    O atlas foi publicado em espanhol, mas o Grupo Planeta está negociando com outras editoras traduções para o francês e o italiano. Também está disponível uma edição em catalão lançada há sete anos pelo ICC e pela Enciclopédia Catalã.

    MySpace fecha acordo nos EUA para combater crimes sexuais



    14/01/2008 - 13h52

    MySpace fecha acordo nos EUA para combater crimes sexuais

    da Folha Online

    O MySpace fechou um acordo com 45 Estados norte-americanos e vai intensificar as medidas para combater a ação de criminosos sexuais no site de relacionamentos.

    De acordo com uma fontes da empresa, o site concordou em incluir ferramentas para combater esse tipo de crime e também em participar de um grupo de trabalho para desenvolver uma tecnologia eficiente para verificação da idade dos usuários.

    O site de relacionamentos, pertencente à News Corp, também vai permitir o monitoramento externo de suas páginas e deve fazer mudanças na estrutura do portal.

    O acordo deve ser anunciado hoje em Manhattan, por representantes de Estados como Nova Jersey, Carolina do Norte, Connecticut, Pennsylvania, Ohio e Nova York.

    Na concorrência com outros portais de relacionamento, o MySpace utiliza o discurso da segurança como ferramenta de promoção.

    Quando chegou ao Brasil, em dezembro do ano passado, o site
    anunciou que queria ser "amigo" da Justiça brasileira, em clara referência ao Orkut, concorrente a ser batido no país e que enfrenta uma série de problemas judiciais.

    Com informações da Associated Press

    Segunda-feira, Janeiro 14, 2008

    Brasil: País vive sob ameaça de doenças tropicais



    País vive sob ameaça de doenças tropicais

    13/01/2008 -11:10

    POR: LUCIANO AUGUSTO

    O risco da volta da febre amarela aos centros urbanos, que levou milhares de brasileiros aos postos de vacinação nas duas últimas semanas, deixou à mostra que o país ainda vive sob a ameaça de doenças que já deveriam estar fora de catálogo há algum tempo.

    Conhecidas como doenças tropicais, enfermidades como doença de Chagas, malásia e leishmaniose - além da dengue e da febre amarela - ainda infectam milhares e matam centenas de brasileiros todos os anos, de acordo com matéria publicada na Edição de hoje do Jornal O Globo. Uma possível volta dessas doenças numa escala que fuja do controle, preocupa infectologistas e assusta o governo.

    Histórico da Doença

    Em 1996, 13 pessoas morreram por causa da febre amarela. No ano seguinte, foram três. Em 1998, os óbitos totalizaram 14. Em 1998, a doença causou a morte de 29. O ano em que a febre amarela mais matou no país na última década foi 2000, quando 40 pessoas morreram devido às complicações da doença. No ano seguinte, foram 22, 16 a menor que o verificado em 2002.

    Em 2003, a febre amarela matou 23 brasileiros. A doença matou ainda três em 2004, outros três em 2005 e dois em 2006. Desde 1942 não há registro de febre amarela urbana no Brasil. Todos os casos são de pessoas não-vacinadas e estiveram em áreas silvestres nas regiões de risco, segundo matéria publicada hoje no Jornal do Brasil.

    Ceará

    Em Fortaleza, mesmo mesmo depois que a Secretaria de Saúde deciciu só vacinar pessoas que comprovarem viagem para áreas de risco, muitos cearenses continuam procurando os postos da Capital.

    Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde de Fortaleza, a restrição à vacinação está sendo feita de forma gradativa para que as pessoas possam ser informadas. Na próxima segunda-feira, 15 mil doses devem chegar ao Ceará.

    Número de mortos na violência político-étnica no Quênia chega a 700



    Número de mortos na violência político-étnica no Quênia chega a 700

    Da France Presse
    13/01/2008

    12h00-A violência político-étnica desencadeada após as eleições gerais de 27 de dezembro no Quênia já deixou cerca de 700 mortos. O anúncio foi feito pela polícia após a descoberta de várias dezenas de corpos.

    "Encontramos nos últimos cinco dias 89 corpos nos matagais do vale de Rift e das províncias do oeste do país", indica um alto oficial da polícia, cujas informações foram confirmadas por um membro da Cruz Vermelha.

    Um porta-voz da entidade confirmou as novas mortes registradas, e revisou seu registro de 486 para 575 mortos. Segundo um levantamento não-oficial, no total, o número de mortes chega a 693. Esse registro inclui quatro mortos em confrontos na noite de sábado em dois distritos do vale de Rift, acrescentou o policial. Cerca de 260 mil pessoas fugiram do vale de Rift em conseqüência da violência étnica.

    O Quênia está afundado há mais de duas semanas em uma grande crise, suscitada pela contestação, por parte da oposição, da reeleição do presidente Mwai Kibaki. Os distúrbios e a violência político-étnicos posteriores à divulgação dos resultados das eleições que deram a vitória a Kibaki.

    O partido do líder opositor Raila Odinga acusa o presidente reeleito de ter cometido fraude para se manter no cargo. Segundo a ONU, meio milhão de pessoas precisarão assistência humanitária no Quênia nas próximas semanas.

    Sábado, Janeiro 12, 2008

    Justiça quer ouvir Kaká por ligação com Renascer, diz revista



    12/01/2008 - 08h48

    Justiça quer ouvir Kaká por ligação com Renascer, diz revista

    Do UOL Esporte
    Em São Paulo

    A ligação do meia Kaká, do Milan, com o casal Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandes, fundadores e líderes da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, está na mira da justiça. A informação foi dada neste sábado pela revista "CartaCapital".

    TROFÉU NA RENASCER
    Kaká recebe prêmio da Fifa de Pelé
    O troféu de melhor jogador do mundo em 2007 dado pela Fifa a Kaká está exposto na sede da Igreja Renascer em Cristo, no bairro do Cambuci, em São Paulo.A atitude partiu do próprio jogador, que participou ao lado de sua mulher das festividades de fim de ano no local. "Quero agradecer a Deus por todas as vitórias e conquistas que tive nesse ano como jogador", disse.Segundo a assessoria de imprensa do jogador, o prêmio da Fifa, ao lado da Bola de Ouro, honraria concedida pela renomada revista francesa "France Football", também serão expostos no São Paulo, clube que revelou Kaká.
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    O promotor da 1ª Vara Criminal de São Paulo, Marcelo Batlouni Mendroni, pediu à Procuradoria-Geral de Milão no dia 14 de setembro do ano passado para ouvir o jogador. Até quinta-feira, não houve resposta sobre a requisição. Kaká também não se pronunciou sobre o assunto.
    A ligação pessoal de Kaká com Estevam e Sônia, com visitas do casal ao meia no Brasil e na Itália, é um dos alvos da justiça. Outro fator é o dízimo anual pago pelo meia à Renascer, que gira em torno de R$ 2 milhões.
    A revista cita algumas perguntas que Mendroni gostaria de fazer para Kaká, como "qual é seu grau de amizade e que relação tem com as pessoas acusadas? Os acusados costumam freqüentar sua casa na Itália e no Brasil? O senhor costuma freqüentar a casa deles, no Brasil e nos Estados Unidos? A partir de 31 de julho de 2006, quando teve início a acusação por crime de lavagem de dinheiro, quantas vezes os acusados freqüentaram sua casa? O senhor tem conhecimento do fato que eles tiveram prisão decretada? Durante o período de vigência do decreto de prisão, as duas pessoas citadas ficaram hospedadas em sua casa, na Itália ou no Brasil?".
    Estevam e Sônia Hernandes foram presos nos Estados Unidos e condenados pelos crimes de contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro. Até a condenação em agosto, o casal ficou em liberdade condicional e vigiada. Estevam começou a cumprir o período de reclusão no dia 20 de agosto de 2007 e saiu em 29 de dezembro. Já Sônia cumpria a prisão domiciliar desde 17 de agosto de 2007 e agora deve se apresentar à Justiça do país para cumprir os 140 dias de reclusão a que foi condenada em agosto.

    Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

    Transfusões preocupam soldados



    Transfusões preocupam soldados

    Dezoito soldados britânicos poderão ter sido expostos a doenças como HIV e hepatite ao receberem transfusões de sangue no Iraque e no Afeganistão. O sangue em causa foi doado por tropas norte-americanas para ser utilizado em tratamentos de emergência em soldados britânicos. Mas, entre as doações e as transfusões, o sangue não terá sido devidamente testado, colocando em risco membros do Exército britânico bem como seis cidadãos que ali se encontravam ao serviço de empresas privadas de segurança.

    Desde então, testes realizados nos doadores indicam que não há contaminação no sangue em causa mas os receptores de tais transfusões foram alertados para possíveis riscos, uma vez que as transfusões poderão ter sido realizadas entre 2001 e 2007. Os soldados fizeram já exames médicos e, até agora, dois homens apresentaram testes negativos.

    Embora o Governo britânico defenda que "sem estas transfusões as hipóteses de sobrevivência destes homens eram muito baixas", o caso está a ser comparado a incidentes de fogo amigo por membros do Exército. "Esta falha era inteiramente evitável e é incompreensível que a América permita que tal suceda", disse um membro do Exército ao tablóide "The Sun".

    R.J.

    Portugal: Consumidores: 1976 casos de sobreendividamento em 2007 - Duplicam as famílias com dívidas a mais



    2008-01-11 - 00:00:00

    Consumidores: 1976 casos de sobreendividamento em 2007

    Duplicam as famílias com dívidas a mais

    O aumento imparável do desemprego, em conjunto com a subida das taxas de juro, está a colocar cada vez mais famílias em situações de sobreendividamento. As estatísticas da DECO não deixam margem para dúvidas: em 2007 o número de casos de famílias com dívidas descontroladas ascendeu a 1976, um aumento de 118 por cento face aos 905 casos registados no ano anterior. “É uma situação preocupante, com famílias em ruptura financeira total”, frisa Natália Nunes, responsável da DECO.

    A análise comparativa da evolução do sobreendividamento revela que nos últimos oito anos ocorreu um aumento progressivo do número de famílias com dívidas fora de controlo. Por isso, “as causas do sobreendividamento continuam a ser as mesmas de sempre”, afirma Natália Nunes. “A principal causa da ruptura financeira é o desemprego” com “particular importância na maioria dos casos em 2006 e 2007”.

    Natália Nunes afirma que, “regra geral, as famílias que pedem ajuda à DECO têm mais de quatro créditos: habitação, automóvel e dois créditos pessoais”. Em muitos casos as famílias sobreendividadas contam com um rendimento mensal superior a mil euros, mas o número de casos com rendimentos de quatro mil e cinco mil euros por mês também tem aumentado.

    Lisboa e Porto são as zonas do País com o maior número de pedidos de ajuda para a resolução dos problemas de ruptura financeira: representam, respectivamente, 52 por cento e 30 por cento do total de pedidos de ajuda apresentados à Associação para a Defesa do Consumidor.

    Natália Nunes faz um diagnóstico dramático da situação: “As famílias quando pedem ajuda à DECO já estão em incumprimento dos créditos e já cometeram muitos erros”. Por isso, recomenda a especialista, “a atitude correcta é, quando começa o incumprimento dos créditos, renegociar logo a dívida com as entidades credoras”.

    AUSÊNCIA DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA

    A responsável da DECO aponta como uma das causa para o sobreendividamento a falta de informação das famílias sobre matérias financeiras. “A família portuguesa não tem formação financeira e as pessoas não sabem o que é um spread”, afirma Natália Nunes. Como os consumidores “têm perdido a noção do valor do dinheiro, porque passaram a usar cartões electrónicos”, a especialista da Associação para a Defesa do Consumidor considera que o combate ao sobreendividamento passa por “apostar nesta temática da formação de saber utilizar o dinheiro”. E, remata Natália Nunes, “essa formação financeira deveria ser feita nas escolas, até porque a banalização do crédito fomenta o recurso ao mesmo”. Nos últimos anos o recurso ao crédito pessoal teve um forte aumento.

    DECO RECOMENDA

    ORÇAMENTO FAMILIAR

    A elaboração do orçamento familiar, no início do mês, é indispensável para fazer frente às necessidades: comparar o rendimento familiar mensal com o total das despesas fixas e variáveis nesse mês permite controlar os gastos.

    PESO DOS CRÉDITOS

    O peso dos créditos no rendimento mensal familiar deverá ser inferior a 40 por cento. Caso seja superior, a família deverá renegociar os créditos.

    POUPANÇA

    A poupança global de uma família deverá ter um valor correspondente cinco/seis vezes o montante total do rendimento mensal. Deste modo será possível fazer frente as despesas e situações imprevistas.

    SAIBA MAIS

    6 é o número de gabinetes de apoio ao sobreendividado de que a DECO dispõe em vários pontos do País: Viana do Castelo, Porto, Coimbra, Santarém, Évora e Faro.

    APOIO

    Além de ajudar a renegociar a dívida ao banco a DECO auxiliaos consumidores na gestão do orçamento familiar e consolidação dos créditos num único empréstimo.

    PROCESSOS DE SOBREENDIVIDAMENTO

    Em número de processos

    2000 – 152

    2001 -241

    2002 – 379

    2003 – 515

    2004 – 573

    2005 – 737

    2006 – 905

    2007 – 1 976

    António Sérgio Azenha

    Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

    Turquemenistão: Sentenciado outro objector de consciência, novo raide policial


    Tradução parcial de:

    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1069

    Este artigo foi publicado F18News em: 10 de Janeiro de 2008

    TURQUEMENISTÃO: Sentenciado outro objector de consciência, novo raide policial

    Por Felix Corley, Forum 18 News Service http://www.forum18.org/

    Ashirgeldy Taganov é o sexto objector de consciência a ser sentenciado no Turquemenistão nos últimos meses por se negar a cumprir o serviço militar compulsório por motivos de consciência religiosa, segundo soube o Forum 18 News Service. Os seus companheiros Testemunhas de Jeová queixam-se de que o procedimento judicial foi "apressado" e "descuidado" e que Taganov não pôde apresentar o seu caso plenamente. Foi sentenciado a uma pena suspensa de 18 meses, a qual impõe amplas restrições. Os incriminados não poderão abandonar Ashgabad e deverão regressar às suas casas pelas 8 horas da noite. Deverão também procurar emprego. "Isto é bastante difícil visto que não há empregos disponíveis", de acordo com o que outro objector de consciência contou ao Forum 18. Entretanto, uma congregação Baptista foi alvo de uma incursão policial, na qual foram confiscados livros de cânticos, uma concordância bíblica, livros de poesia e 47 gravações de sermões e hinos em CD. A Vice-Presidência do Gengeshi (Comité governamental) para os Assuntos Religiosos concordou com o Forum 18 segundo o qual qualquer raide poderia ser "desagradável", mas disse que não teve conhecimento de nenhum. Após isso, ele desligou o telefone.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Terrorismo internacional trava Lisboa-Dacar


    http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=80096


    Terrorismo internacional trava Lisboa-Dacar


    Notícia: Comunicado do braço da Al-Qaeda no Magrebe leva a cancelamento inédito

    Um comunicado divulgado pelo braço magrebino da Al-Qaeda, no passado dia 29 de Dezembro, denunciando o apoio do Governo mauritano à organização do Rali Lisboa-Dacar, estará na origem do cancelamento da 30ª edição da prova, revelou uma fonte da diplomacia francesa.

    Na mensagem, divulgada por sites islamistas, o grupo de base argelina critica a colaboração do Governo de Nouakchott com os “cruzados, apóstatas e infiéis” (terminologia habitualmente usada pelos radicais nas ameaças ou reivindicações de atentados).

    Após o ataque que vitimou quatro turistas franceses, na véspera de Natal, em Aleg, no Sul da Mauritânia, as autoridades locais lançaram uma caça ao homem e, temendo o cancelamento das etapas do rali no país, disponibilizaram dois mil militares e outros tantos agentes para protegerem a passagem da caravana.

    Segundo uma fonte próxima do processo, que falou à AFP sob condição de anonimato, a ameaça, apenas cinco dias depois do ataque, “veio confirmar as motivações dos terroristas, autores dos assassinatos, bem como uma alteração radical da estratégia do grupo”.

    O ataque aos turistas e a nova mensagem “ilustram tragicamente a capacidade e a vontade dos grupos que se aliaram à Al-Qaeda para atacar, em qualquer momento, franceses na Mauritânia”, adiantou o diplomata, explicando as razões que levaram ontem o Governo francês a desaconselhar a passagem do rali pela Mauritânia.

    A AFP adianta ainda que, os serviços secretos franceses terão interceptado, nas últimas semanas, comunicações de militantes da Al-Qaeda na região do Sara, nas quais eram discutidos projectos de ataques contra cidadãos franceses em zonas da Mauritânia por onde deveria passar a caravana do Lisboa-Dacar.

    Etienne Lavigne, director do rali, justificou o inédito cancelamento da prova com “razões de Estado” que disse “não poder comentar ou explicar”. “O Governo francês invocou razões de Estado para nos recomendar formalmente que não partíssemos para Dacar e acrescento que comunicados da Al-Qaeda no Magrebe citava, a prova. Não conheço estes comunicados mas o Quai d'Orsay tem-nos em sua posse”, explicou o responsável.

    JC / RS

    13:43 domingo, 06 janeiro 2008

    Morte de civis iraquianos chega a 151 mil desde invasão, diz OMS



    Morte de civis iraquianos chega a 151 mil desde invasão, diz OMS

    Plantão Publicada em 10/01/2008 às 09h24m

    Reuters/Brasil Online

    Por Laura MacInnis

    GENEBRA (Reuters) - Cerca de 151 mil civis iraquianos foram mortos entre o início da ocupação norte-americana, em março de 2003, e junho de 2006, segundo dados divulgados na quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Essa estimativa é uma média da variação estimada pela OMS - entre 104 mil e 223 mil mortos. O estudo, considerado o mais abrangente desde o início da guerra, se baseou em uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde iraquiano em quase 10 mil residências - o quíntuplo de um polêmico estudo da Universidade Johns Hopkins (EUA), de 2006, que indicava mais de 600 mil mortos iraquianos no período.

    Embora a cifra da OMS seja bem inferior àquela, supera de longe a soma da entidade Iraq Body Count, que calcula, com base em relatos de hospitais e necrotérios, que a guerra já tenha matado entre 80 mil e 87 mil iraquianos.

    "Há muitas incertezas ao fazer tais estimativas", disse o estatístico da OMS Mohamed Ali, co-autor do estudo, a jornalistas.

    Segundo ele, a violência torna inacessíveis aos pesquisadores partes de Bagdá e da província de Anbar. As entrevistas incluíam também questões sobre gravidez e doenças.

    Muitas famílias também fugiram de suas casas e até mesmo do país por causa dos ataques, o que dificulta ainda mais uma avaliação precisa da situação. Por isso, segundo Ali, a margem de erro é tão grande.

    O relatório da Johns Hopkins, publicado na revista médica britânica The Lancet, foi criticado pela Casa Branca e por outros por aparentemente exagerar o número de vítimas da guerra.

    Saleh Al Hasnawi, ministro iraquiano da Saúde, disse que o novo relatório é "muito sólido", por se basear em pesquisas que indicam "um enorme saldo de mortos desde o início do conflito". "Acredito nesses números", afirmou ele na entrevista coletiva por telefone da OMS.

    A Casa Branca disse não ter visto o estudo da OMS, mas que lamenta a morte de civis iraquianos.

    Desde o início da guerra, foram registradas também as mortes de 3.915 militares norte-americanos e de 174 militares britânicos. Não há dados oficiais sobre o número de militares iraquianos mortos, apenas uma estimativa - entre 4.900 e 6.375.

    Terra está vivendo nova era geológica, diz cientista



    Terra está vivendo nova era geológica, diz cientista

    Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2008 10:45
    Le Monde

    A Terra está vivendo uma nova era geológica, a antropocênica. O neologismo foi proposto por Paul Crutzen, químico holandês premiado com o Nobel de sua disciplina em 1995, para descrever o impacto cada vez mais intenso da humanidade sobre a biosfera.

    De acordo com ele, essa era se iniciou por volta de 1800, com a chegada da sociedade industrial, caracterizada pela utilização maciça de hidrocarbonetos. Desde então, não pára de crescer a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, causada pela combustão desses produtos. A acumulação dos gases do efeito-estufa contribui para o aquecimento global.

    Na edição de dezembro da revista Ambio, Crutzen detalha os marcos que caracterizam a chegada da era antropocênica. Com Will Steffen, especialista em meio ambiente da Universidade Nacional australiana, em Canberra, e John McNeill, professor de história na Escola de Serviço Diplomático de Washington, ele publicou um artigo intitulado: ¿Era Antropocênica: será que os seres humanos submergirão as grandes forças da natureza?"

    Depois de ter modificado seu ambiente de maneira jamais vista no passado, ao longo dos últimos 50, de perturbar a maquinaria do clima e prejudicar o equilíbrio da biosfera, a espécie humana se tornou "uma força geofísica de alcance planetário", e é preciso agir com grande rapidez para evitar que os desgastes que ela causa continuem. Mas seremos capazes de superar esse desafio? É essa a questão proposta pelos três pesquisadores.

    De acordo com eles, vivemos hoje a fase 2 da era antropocênica (1945-2015), que eles designam como "grande aceleração", porque os efeitos das atividades humanas exageradas sobre a natureza passaram por aceleração considerável no período. "A grande aceleração se encontra em estado crítico", eles escrevem, porque 60% dos serviços fornecidos pelos ecossistemas terrestres já enfrentam degradação. "Um ponto positivo é que, entre 1980 e 2000, os seres humanos tomaram progressivamente consciência sobre os perigos que sua atividade cada vez ais intensa gerava para o 'sistema Terra'".

    A humanidade terá três escolhas, para a terceira fase da era antropocênica (que se inicia em 2015): A primeira consiste em manter as mesmas atitudes e esperar que a economia de mercado e o espírito humano de adaptação cuidem dos problemas ambientais. A escolha oferece "riscos consideráveis", segundo os autores, porque quando forem decididas medidas adequadas de combate aos problemas pode ser "tarde demais".

    A segunda opção, a de atenuação, tem por objetivo reduzir consideravelmente a influência humana sobre o planeta, por meio de uma melhor gestão ambiental, com novas tecnologias, uso mais sábio de recursos e restauração de áreas degradadas, mas requereria "importantes mudanças no comportamento dos indivíduos e nos valores sociais".

    Caso isso não se prove possível, resta sempre a terceira opção: o uso de geo-engenharia para alterar o clima e combater o aquecimento global. A opção envolveria manipulações bastante poderosas do meio ambiente em escala mundial, com o objetivo de contrabalançar as atividades humanas. Por exemplo, já existem planos para reter o gás carbônico em reservatórios subterrâneos, ou espalhar na atmosfera partículas que reflitam a luz solar, refrigerando a temperaturas. Mas isso exigiria cuidado para não criar uma nova era glacial, a qual teria de ser combatida por meio da promoção de novas medidas de aquecimento global. Conclusão: "O remédio pode ser pior que a doença".

    Tradução: Paulo Migliacci ME

    Portugal: Queixas de violência doméstica aumentam 25%



    Queixas de violência doméstica

    Nelson Morais Coimbra/Figueira da Foz

    O número de denúncias de violência doméstica apresentadas nas esquadras da PSP de Coimbra e Figueira da Foz, em 2007, aumentou 25%, relativamente ao ano anterior. Em 2006, foram feitas 424 queixas, enquanto que, no ano passado, foram apresentadas 539 (87 na Figueira e 452 em Coimbra).

    Ao apresentar os números, ontem, em conferência de imprensa, o comandante distrital da PSP, Bastos Leitão, defendeu que eles não correspondem a um aumento da violência doméstica. Em sua opinião, devem-se, antes, à maior propensão das vítimas para denunciar as agressões e a uma segunda "tendência dos últimos tempos" quando um cônjuge se queixa à polícia, o suposto agressor faz o mesmo.

    Os números apresentados também revelam que a maioria das participações - 436, em 2007 - envolve cônjuges. Mas destacam-se ainda 41 queixas contra filhos ou enteados maiores de 16 anos, 45 contra "ascendentes" e 46 contra "outro tipo de familiares" (os ex-cônjuges estão nesta categoria). Segundo o comissário da PSP Manuel Jesus, 39% dos queixosos manifestaram, mais tarde, desejo de levar o procedimento criminal avante. Já os restantes vieram a pedir o arquivamento ou suspensão dos processos. Jesus fez notar que, embora esteja em causa um crime público, a indisponibilidade das vítimas para prestar testemunho, em sede judicial, pode inviabilizar o julgamento dos agressores.

    A mesma conferência de imprensa serviu igualmente à PSP para afirmar que, em 2007, a sinistralidade rodoviária nas duas cidades "estabilizou". Por fim, foi deixado o aviso de que a PSP vai iniciar uma campanha, de Carnaval, contra a venda de bombas de arremesso e artigos com componentes pirotécnicos.

    Quarta-feira, Janeiro 09, 2008

    Uzbequistão: Ameaças de morte e multas em massa seguem-se a requerimento de registo


    Tradução parcial de:

    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1068

    Este artigo foi publicado pela F18News em: 9 de Janeiro de 2008

    UZBEQUISTÃO: Ameaças de morte e multas em massa seguem-se a requerimento de registo

    Por Felix Corley, Forum 18 News Service http://www.forum18.org/

    Dois anos depois de terem requerido estatuto legal, as Testemunhas de Jeová da cidade uzbeque de Kagan ainda não obtiveram registo estatal, segundo soube o Forum 18 News Service. Em vez disso, têm sido importunadas, com uma incursão policial e com dez membros da comunidade a serem ameaçados de morte, tendo sido cada um deles recebido multas equivalentes a cinco anos de salário mínimo. Funcionários judiciais têm feito repetidas visitas para se apropriarem de bens com o objectivo de as multas serem pagas. A actividade religiosa não registada constitui uma ofensa penal no Uzbequistão, em violação dos compromissos do país em relação aos direitos humanos internacionais. Quando o Forum 18 questionou o Hokim (chefe da administração) da cidade, Murot Hudoyorov, sobre o motivo pelo qual a comunidade estava a ser tratada deste modo, ele declarou enquanto se ria "Vocês estão errados" e de seguida desligou o telefone. Testemunhas de Jeová, Protestantes e Muçulmanos continuam a sofrer repressão por parte do Estado à liberdade religiosa. Até mesmo comunidades que se encontram registadas - tais como a dos Baptistas em Jizak - são alvo das autoridades.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Unicef precisa de US$ 2,5 milhões para desabrigados em Moçambique



    Unicef precisa de US$ 2,5 milhões para desabrigados em Moçambique

    08/01 - 11:42 - EFE

    Genebra, 8 jan (EFE).- O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) precisa de cerca de US$ 2,5 milhões para atender as crianças e mulheres desabrigadas pelas inundações em Moçambique.
    De acordo com as estimativas do Unicef, as inundações que afetaram o sul da África deixaram em Moçambique 56 mil desabrigados, dos quais 13 mil tiveram que ser alojados em centros de amparo.
    Em 2007, as chuvas fortes e a passagem de ciclones destruíram os meios de subsistência de quase um milhão de pessoas na região atingida, e se teme "que muitos deles sejam afetados outra vez por esta nova temporada de chuvas", indicou um porta-voz da ONU em Genebra.
    A organização afirmou que enviou equipes às regiões devastadas para identificar as necessidades mais urgentes nas áreas de agricultura, abastecimento de água, saneamento, nutrição, educação e proteção à infância.
    O Unicef indicou que armazenou produtos básicos em novas regiões que também poderiam ser atingidas pelas inundações, para responder de maneira rápida caso haja emergência. EFE is jfc/gs

    Ansiedade aumenta risco de doenças cardíacas, diz estudo



    Ansiedade aumenta risco de doenças cardíacas, diz estudo

    Plantão Publicada em 08/01/2008 às 11h49m

    BBC

    Uma nova pesquisa da University of Southern Califórnia, nos Estados Unidos, indica que a ansiedade pode aumentar o risco de uma pessoa desenvolver doenças cardíacas em até 40%.

    Estudos anteriores já apontavam que pessoas com a personalidade do chamado Tipo A - com tendência à competitividade, falta de tempo, envolvimento em múltiplas funções, ansiedade excessiva e incapacidade de relaxar, entre outras características - têm maior propensão a desenvolver doenças cardíacas.

    Agora, a nova pesquisa publicada na revista especializada Journal of American College of Cardiology diz que ansiedade a longo prazo eleva esse risco, mesmo quando outros fatores comuns são levados em consideração.

    "O que estamos vendo vai além do que pode ser explicado por pressão sanguínea, obesidade, colesterol, idade, fumo, níveis de açúcar no sangue e outros fatores de risco para doenças cardiovasculares", afirma Biing-Jiun Shen, professor assistente de psicologia na University of Southern Califórnia, em Los Angeles, e um dos líderes da pesquisa.

    Segundo Shen, o papel da ansiedade vai elém dos efeitos de depressão, raiva, hostilidade e outras emoções negativas. "Esses fatores psicológicos são importantes na previsão dos riscos de doença cardíaca, mas a ansiedade é única."

    Ansiedade constante

    "Homens mais velhos, com ansiedade constante ao longo de suas vidas, parecem ter maior risco de doenças cardíacas mesmo depois de considerados os níveis de depressão, raiva, hostilidade e comportamento do Tipo A."

    Na pesquisa, Shen e sua equipe analisaram dados de um estudo anterior, realizado para analisar mudanças médicas e psicológicas associadas à idade de um grupo de 735 homens inicialmente saudáveis.

    Os homens foram testados psicologicamente em 1986, quando apresentavam boa saúde cardiovascular. Durante os 12 anos seguintes, os participantes passaram por exames médicos em média a cada três anos.

    A equipe de Shen mediu a ansiedade em quatro níveis diferentes:

    Além disso, os testes mediram hostilidade, raiva, comportamento do Tipo A, depressão e emoções negativas.

    Também foram levados em consideração os hábitos de saúde dos participantes, como fumo, consumo de álcool e dieta.

    Segundo os cientistas, os homens cujas respostas se encontravam entre os 15% com maior nível de ansiedade - em qualquer um dos tipos, ou em todas elas combinadas - apresentavam risco de desenvolver doenças cardíacas de 30% a 40% mais alto do que os outros participantes.

    Aqueles com níveis de ansiedade mais altos apresentavam riscos ainda maiores. A relação continuou mesmo depois de levados em consideração riscos padrões de doenças cardíacas, como hábitos de saúde e características da personalidade.

    "A boa coisa da ansiedade é que ela é bastante tratável", disse Shen. "Se alguém for muito ansioso, se sofre de ataques de pânico, fobia social ou preocupações constantes, nós recomendamos terapia."

    "Apesar de serem necessárias mais pesquisas, nós esperamos que, reduzindo a ansiedade, nós consigamos diminuir o risco futuro de doenças cardíacas", acrescentou o pesquisador. "Esta é mais uma razão para pedir ajuda."

    O estudo, no entanto, não analisou os efeitos da ansiedade para doenças cardíacas em mulheres.

    Tabaco: fumo mata quase 1300 não fumadores



    Tabaco: fumo mata quase 1300 não fumadores

    2008/01/08 15:35

    Fumo do tabaco associado a efeitos como cancro do pulmão, e doenças cardiovasculares

    Um estudo realizado por investigadores da Agência de Saúde Pública de Barcelona (ASPB) e o Instituto Catalão de Oncologia (ICO) assegura que a exposição ao fumo do tabaco pode provocar em Espanha a morte de 1228 pessoas por ano.

    Segundo informa o El Mundo, o fumo do tabaco está associado a efeitos sobre a saúde como o cancro do pulmão, doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e outras doenças.

    O objectivo do estudo, publicado na revista Tobacco control, foi avaliar o número de mortes causadas pela exposição ao fumo do tabaco entre pessoas que nunca fumaram.

    Até agora, o máximo que se tinha estudado era o efeito do consumo de tabaco nos fumadores e as suas consequências para a saúde.

    As conclusões atribuem ao tabagismo passivo um mínimo de 820 mortes entre mulheres e de pelo menos 408 homens que nunca fumaram.

    Somando ambos os sexos, a mortalidade pela exposição ao fumo do tabaco situa-se num mínimo de 1228 pessoas.

    Cirurgias sem sangue: Cada vez mais pessoas desejam não ser transfundidas durante uma operação (artigo em castelhano)




    Cirugías sin sangre
    Cada vez más personas desean no ser transfundidas durante una operación.

    Por Elba Betancourt Díaz / Especial El Nuevo Día

    De seguro has escuchado que los Testigos de Jehová no aceptan que les realicen transfusiones de sangre durante un proceso médico por sus creencias religiosas. Sin embargo, ellos no los únicos que hoy día solicitan a los médicos que no se les transfunda sangre durante una operación. La pregunta que surge es si es posible realizar cirugías sin trasfundir sangre.

    El doctor Aryeh Shander, anestesiólogo y experto en técnicas de ahorro de sangre, asegura que sí. Según explica, existen varias razones para que las personas decidan no transfundirse durante una operación, como evitar que se utilice un tipo de sangre equivocado; que se contagien con alguna enfermedad; que se suprima el sistema inmunológico lo que les hace propenso a padecer una infección y alarga el proceso de recuperación; y por el alto costo que conlleva el procedimiento. Aunque se sabe que en la actualidad las transfusiones de sangre son más seguras que en el pasado, siempre existe el riesgo, aunque sea mínimo, de contraer alguna enfermedad.

    Shander, quien labora en el Instituto para el Estudio de la Cirugía sin Sangre adscrito al Englewood Hospital and Medical Center en Nueva Jersey, enfatiza en que los médicos necesitan repensar el uso indiscriminado de las transfusiones de sangre, pues en muchos casos se puede evitar. Desde la fundación del Instituto, en 1994, se han realizado más de un millar de intervenciones, con técnicas de ahorro de sangre.

    El médico israelí menciona que una alternativa que se puede emplear para evitar las transfusiones es mantener un nivel adecuado de hemoglobina en el paciente antes de la intervención, ya sea con el uso de medicamentos que incrementen la producción de glóbulos rojos o con el consumo de hierro y vitaminas en la dieta diaria.

    Quién es el doctor Shander
    •Se ha destacado en el campo de la cirugía sin uso de transfusiones de sangre.
    •Es jefe de Anestesiología y Cuidado de Pacientes Críticos del Instituto para el Estudio de la Cirugía sin Sangre adscrito al Hospital Englewood en Nueva Jersey.
    •Es profesor de Anestesiología en la Escuela de Medicina de Monte Sinaí en Nueva York.

    Además, durante la operación se puede recuperar la sangre que se pierde utilizando una máquina, conocida como “cell server”, que la filtra y devuelve al cuerpo. Asimismo, el equipo médico debe ser muy cuidadoso durante el procedimiento para evitar la pérdida de sangre que pudiera requerir una transfusión.

    En centros especializados u hospitales con programas dirigidos a operar sin sangre existen instrumentos o técnicas especializadas que contribuyen a evitar las transfusiones, como por ejemplo: la criocirugía que congela el tejido a extirpar; el escarpelo armónico, el cual tiene un láser vibrador que a la vez que corta el tejido coagula la sangre, y la cámara hiperbárica, que distribuye grandes cantidades de oxígeno en la sangre antes de la cirugía.

    El doctor Iván González Cancel, codirector del programa de trasplante del Hospital Cardiovascular Dr. Ramón Suárez Calderón, explica que lo novedoso de estas técnicas es que hacen que los médicos reflexionen sobre la utilización adecuada de la sangre y se reduzca su uso sólo para cuando sea necesario. “Nos hace pensar sobre las consecuencias del uso de la sangre y la preparación del paciente antes de la operación”, comenta el cirujano cardiovascular y toráxico.

    El galeno explica que como regla general se trasfunde sangre cuando la persona no cumple con lo que se considera un nivel adecuado de hemoglobina en sangre, que debe ser 10 gramos por decilitros y 30% de hematocritos (número de glóbulos rojos). Sin embargo, estos niveles no siempre son necesarios porque depende de la condición del paciente, su edad y el procedimiento a realizar. Entonces si una persona joven tiene menos de 10 de hemoglobina, pero clínicamente está bien y no demuestra complicaciones de salud podría no ser necesaria una transfusión.

    “El uso de sangre como regla para cualquier cirugía no debe ser porque eso tiene costo y el riesgo de complicaciones. Las indicaciones para trasfundir tienen que ser circunstancias clínicas, no sólo números. La meta es no usar sangre en el futuro, sino que su uso dependa de la condición del paciente y de la cirugía”, añade González Cancel.

    El cirujano enfatiza que cuando la intervención sea una emergencia, pudiera ser necesaria la trasfusión por lo que se deben examinar las peculiaridades de cada caso. Otra preocupación que expresa González Cancel es que la utilización inadecuada de los abastos de sangre produce escasez, por lo que luego cuando se necesita no hay disponible.

    Terça-feira, Janeiro 08, 2008

    Bad Ischl (Áustria): Anel de Honra ao Mérito Para Leopold Engleitner



    Tradução de:


    04 Janeiro de 2008, 16:18

    Bad Ischl: Anel de Honra ao Mérito Para Leopold Engleitner

    Em Dezembro de 2007, o Conselho Municipal da cidade de Bad Ischl, perto de Salzburgo, na Áustria., na sua reunião anual, condecorou Leopold Engleitner, com Anel de Honra ao Mérito da cidade de Bad Ischl . Leopold Engleitner é um sobrevivente nazista austríaco de St. Wolfgang em Salzburgo.
    Atualmente continua residindo em Bad Ischl. Como uma Testemunha de Jeová, Engleitner adotou firme posição, recusando o serviço militar e sobrevivendo a três campos concentração nazistas.

    Foto: Leopold Engleitner
    Atualmente com 102 anos de idade, ele é o mais idoso sobrevivente dos campos concentração de Buchenwald, Niederhagen e Ravensbrück. Engleitner foi premiado com Honra ao Mérito Golden da República da Áustria, Honra ao Mérito de Prata da Alta Áustria, e da Associação de Méritos da Ordem ao Mérito da República Federal da Alemanha.

    Trad. por Paulo Vieira Costa

    Brasil - Em nome do pai: gays têm procurado igrejas evangélicas para se casar



    Em nome do pai: gays têm procurado igrejas evangélicas para se casar

    Por Redação 7/1/2008 - 12:41

    O ano de 2007 vai ficar marcado como o do aquecimento do mercado editorial gay. Em 2008 outro mercado que deve crescer voltado ao segmento GLS é o da religião. A revista Época de 24/12 publicou reportagem de Rafael Pereira sobre casamentos gays acontecendo em igrejas evangélicas.
    Clique aqui para ler, não é necessário ser assinante.

    De acordo com a reportagem, os gays evangélicos que optarem por se casar no país contam com pelo menos três igrejas. A Igreja Contemporânea, a Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM) – denominação americana com filiais em sete estados brasileiros e a Comunidade Cristã Nova Esperança, de São Paulo.

    A revista cita o exemplo da Igreja Contemporânea. “Não é uma igreja gay, mas que aceita gays. Os homossexuais estavam em busca de um lugar para professar a sua fé” afirmou o fundador Marcos Gladstone.

    Marcos percebeu que no mercado religioso brasileiro havia espaço para um igreja que acolhesse os gays, mas que não fosse militante. Desde que passou a aceitar homossexuais e mudou algumas regras, viu o número de fiéis na igreja quintuplicar. Passou de 20 para cem. Para os seguidores é proibido consumir álcool e cigarros e não é permitido fazer sexo fora do namoro ou casamento. O dízimo de 10% da renda familiar é obrigatório.

    No templo da ICM, em Niterói no Estado do Rio de Janeiro, que já existe há dois anos, são 40 fiéis e 12 casamentos gays no currículo.

    Como gancho da reportagem a revista acompanhou o casamento de Eduardo Silva, ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e Paullo de Oliveira, filho de um famoso pastor da Assembléia de Deus, casados há duas semanas. “Eduardo subiu primeiro ao altar. Paullo o alcançou depois de um atraso programado, buquê de flores nas mãos. Cantava “Uma Vez Mais”, tema da abertura da novela Alma Gêmea, da TV Globo”.

    A reportagem fez bem em citar que embora casados sob as bênçãos de Deus, civilmente os pombinhos não são considerados como um casal. E lembrou do Projeto de Lei 1.151 de 1995 da então deputada federal Marta Suplicy.

    A revista cita ainda a emoção dos pombinhos em outro trecho. “As mães prefiriram não dar o ar da graça para não criar polêmicas em suas próprias igrejas. Perderam a cena dos filhos chorando tanto ao pronunciar os votos de amor eterno que Eduardo foi obrigado a tirar as lentes azuis compradas para a ocasião. Casou-se de olhos castanhos.”

    Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

    Hepatite é considerada epidemia do século 21



    07/01/2008 - 08h11

    Hepatite é considerada epidemia do século 21

    Doença é silenciosa e pode causar cirrose e câncer de fígado. Tratamento é feito com remédios e injeções. Quando se agrava, é preciso fazer transplante.

    A hepatite é uma doença silenciosa que preocupa especialistas. Os médicos consideram a doença como a epidemia do século 21. Em todo o mundo, a hepatite é a principal causa de cirrose e de câncer de fígado.

    Veja o site do Bom Dia Brasil

    Ervin Moreti é um engenheiro falante, adora ler e levava uma vida tranqüila até descobrir em um exame de rotina da empresa que tinha uma doença grave. “Fiquei meio desnorteado porque nunca tinha ouvido falar. Como é que estou com cirrose? Não tinha idéia de que cirrose é causada por várias doenças”, diz.

    No caso de Moreti, a cirrose foi provocada pela hepatite, que é uma infecção do fígado causada principalmente por vírus. Existem seis tipos. A hepatite A é mais a comum em crianças, e a pessoa fica imunizada depois que adquire.

    Mais graves

    As hepatites B e C são mais graves, porque evoluem de forma lenta mas progressiva.

    “A hepatite B é chamada doença sexualmente transmissível. O que importa é o sexo e drogas. É por esse motivo que o Ministério da Saúde, no Brasil, adotou a vacina para crianças e adolescentes. A vacina é disponível na rede pública até os 19 anos de idade”, explica o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz Hoel Sette Junior.

    A hepatite C se transmite por sangue contaminado. “A transfusão de derivados do sangue, de transplantes e qualquer acidente percutâneo, que fura a mão do indivíduo ou um procedimento invasivo, que seja de uso coletivo, apresentam riscos”, afirma o coordenador do Grupo de Hepatites do Hospital Emílio Ribas, Roberto Focaccia.

    Câncer de fígado

    São portadores de hepatite C 170 milhões de pessoas – 3% da população mundial. Ela mata quatro vezes mais que a aids. E é a maior causa de câncer de fígado, que mata cerca de 5 mil brasileiros por ano.

    O número de casos de câncer de fígado vem crescendo a cada ano em todo o mundo. O principal motivo é que a hepatite, que pode levar ao câncer, é uma doença silenciosa, não apresenta sintomas, e muitas vezes só é detectada quando já está num estágio avançado.

    “A prevenção é muito mais barata do que o tratamento e não tem sido dada a ênfase necessária para que possamos identificar esses pacientes e tratá-los adequadamente sem que eles caminhem para um câncer, ou para uma insuficiência hepática, ou para uma cirrose, que é irreversível”, diz Focaccia.

    Tratamento

    O tratamento é feito com remédios e injeções. Quando a doença se agrava, é preciso fazer um transplante.

    Os planos de saúde não cobrem os transplantes de fígado. A única alternativa para esses pacientes é entrar em uma fila do Sistema Único de Saúde (SUS), que dá preferência para os casos mais graves.

    Violência deixa 250 mil deslocados no Quénia



    06/01/2008 - 22h45

    Violência deixa 250 mil deslocados no Quênia

    da Folha Online

    A violência que se seguiu após o processo eleitoral no Quênia provocou ao menos 250 mil deslocados.

    Apesar da violência ter diminuído um pouco no país nos últimos dias, o Quênia continua a viver a crise provocada após o líder de oposição Raila Odinga acusar o presidente Mwai Kibaki de fraudar as eleições de 27 de dezembro.

    As acusações reacenderam conflitos étnicos e a violência ocorreu na capital, na costa e no interior do país.

    O presidente de Gana, John Kufuor, deve visitar o país nos próximos dias como presidente da União Africana para ajudar na mediação do conflito.

    "Eu não posso acreditar nisto. Nós somos refugiados em nossa própria terra", disse Dan Mugambi, 35, que estava em um abrigo improvisado em uma escola entre na cidade de Kachibora, à Associated Press.

    Mugambi disse que começou a sofrer os efeitos dos confrontos no dia de Ano Novo, quando jovens da etnia Kalenjin armados desceram em sua vila, Geta Farm, a cerca de 10 km ao norte de Kachibora.

    Eles queimaram casas de homens da tribo Kisii, que teriam apoiado Kibaki no pleito, segundo Mugambi. Ele fugiu com sua família e se refugiou na escola, porque há uma pequeno posto de polícia muito próximo.

    A escola esteve tranqüila até hoje, quando a chegada de centenas de Kalenjin espalhou terror pelo local, segundo Mugambi. O ataque durou cerca de 45 minutos, mas Mugambi contou ter visto, entre outras cenas, o corpo de uma mulher e de seu bebê.

    Com Associated Press e Reuters

    Sábado, Janeiro 05, 2008

    Moçambique: Cheias podem intensificar-se, 55.000 afectados



    Moçambique: Cheias podem intensificar-se, 55.000 afectados

    As autoridades moçambicanas destacaram hoje uma equipa do executivo central para dar assistência aos governos provinciais das regiões de Moçambique já em alerta vermelho devido às cheias que atingiram 55.000 pessoas e tendem a piorar.

    A equipa é liderada pelo ministro da Educação e Cultura de Moçambique, Aires Aly, que, na qualidade de membro do Conselho Coordenador de Gestão de Calamidades, se encontra em Nova Mambone, vila de Inhambane, sul, também afectada pelas cheias que assolam sobretudo o centro e norte do país.

    A equipa pretende igualmente analisar a resposta dada pelas autoridades locais, bem como capacitá-las para, de «forma sustentável, enfrentar a situação das cheias», disse Aly.

    Informações disponíveis até ao momento dão conta de que as regiões atingidas poderão continuar submersas, devido à contínua queda de chuvas no Zimbabué, Zâmbia e Malawi, países vizinhos de Moçambique, e às descargas da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, em Tete, centro do país.

    Pelo menos 2.500 famílias foram resgatadas das zonas ribeirinhas, consideradas de risco.

    O governador de Sofala, Alberto Vaquina, afirmou há dias que três pessoas morreram por afogamento, mas um porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) já desmentiu a notícia, afirmando que, até ao momento, não se registou nenhuma morte directa em consequência das cheias.

    Quinta-feira, o Governo moçambicano activou o alerta vermelho, ainda em vigor, e accionou o Centro Nacional Operacional de Emergência (CNOE) para coordenar operações de socorro e retirada de populações em risco.

    O alerta máximo de cheias foi decretado por proposta do INGC, durante uma reunião do Conselho Coordenador de Gestão de Calamidades, que analisou quinta-feira a situação de cheias e inundações da época chuvosa 2007/08.

    O CNOE coordenará as operações de socorro e de retirada coordenada e compulsiva das populações em risco ou sitiadas devido às cheias.

    O ministro da Administração Estatal de Moçambique, Lucas Chomera, que preside àquele órgão, referiu que o alerta vermelho visa permitir que os parceiros de cooperação revejam os seus planos para a assistência humanitária.

    Contudo, as autoridades moçambicanas afastam, para já, a hipótese de lançar um apelo internacional.

    A situação das cheias na região centro e norte de Moçambique tende a atingir proporções alarmantes, facto que está a forçar as autoridades moçambicanas a reverem o seu plano de contingência.

    Dados oficiais divulgados em Maputo indicam que o nível das quatro Bacias Hidrográficas continuará acima do normal devido às chuvas na Zâmbia, Zimbabué e Malawi, regiões de onde vêm grande parte dos principais rios que atravessam Moçambique.

    A bacia do rio Save, a sede do distrito de Machanga e a vila de Nova Mambone, no distrito de Govúro, continuam inundadas, enquanto as bacias do Búzi e do Púngoe, ambas na região centro, estão alagadas extensas áreas dos distritos de Dondo e Nhamatanda, tendo já sido cortadas algumas vias de acesso rodoviário.

    Em 2007, as cheias em Moçambique provocaram pelo menos 29 mortos e cerca de 60.000 deslocados.

    Diário Digital / Lusa

    05-01-2008 11:49:00

    EUA (LA, CA): Mulher que sofreu abuso de padres vai receber US$ 500 mil



    06/12/2007

    Mulher que sofreu abuso de padres vai receber US$ 500 mil

    Los Angeles. Uma mulher que sofreu abusos sexuais praticados por sete padres católicos e gerou uma filha de um deles será indenizada em US$ 500 mil pela maior arquidiocese dos Estados Unidos. Rita Milla, hoje com 46 anos, entrou com um processo em 1984, quando denunciou que havia sido vítima de abusos por parte de padres da região de Los Angeles quando ainda era adolescente.

    A indenização a Milla faz parte de um acordo total de US$ 660 milhões que a arquidiocese californiana fechou com vítimas de abusos sofridos no passado. "Eu nunca fugirei das memórias, sempre combaterei os efeitos do trauma pelo qual passei, mas agora posso buscar uma cura", disse Milla em entrevista coletiva.

    Um tribunal estadual decidiu em 2003 que o padre Valentine Tugade era o pai da filha de Mia, que hoje tem 25 anos. Outro padre, Santiago Tamayo, admitiu ter mantido relações sexuais com Milla e pediu desculpas em público antes de sua morte, em 1999.

    A arquidiocese recusou-se a comentar o caso de Milla. O paradeiro dos outros cinco padres é desconhecido. Milla denunciou ter sido molestada por Tamayo em uma igreja de Carson quando tinha 16 anos. Depois dos 18, ela voltou a manter relações sexuais com o religioso. Ele a apresentou então a outros seis padres que, segundo Milla, também abusaram dela. Em 1982, a vítima ficou grávida de Tugade e, segundo ela, Tamayo primeiro recomendou que abortasse e depois elaborou um plano para que ela viajasse às Filipinas para ter a criança. Milla retornou à Califórnia depois de ter a criança e pediu ajuda da arquidiocese, mas foi ignorada.

    Gloria Allred, advogada de Milla, afirma que no dia em que ela abriu o processo, 23 anos atrás, os sete padres acusados desapareceram. Tamoyo viajou mais tarde para as Filipinas. Em 2004, Allred divulgou documentos mostrando que a igreja pressionou o padre a não retornar aos EUA e passou a enviar cheques a ele.

    Milla, que no passado pretendia ter sido freira, não acredita mais em Deus. Ela afirma ter perdido a fé por causa da insensibilidade da igreja com seu drama. "Eu pensei que a igreja resolveria tudo, que puniria eles (os padres)", declarou. "Depois que a igreja me mostrou que não se importa com o que aconteceu, percebi com o que eles realmente se preocupam: com os negócios".

    Sexta-feira, Janeiro 04, 2008

    Ártico: Aumento da temperatura é duas vezes mais rápido do que no resto do planeta



    Ártico
    Aumento da temperatura é duas vezes mais rápido do que no resto do planeta

    O aumento das temperaturas no Ártico tem sido, nas últimas décadas, quase duas vezes mais rápido do que no resto do planeta mas os cientistas não sabem se esse aumento se deve à acção humana ou a ciclos naturais, segundo artigos hoje publicados na revista Nature

    Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

    Moçambique: 25 mil pessoas ameaçadas pelas cheias



    Moçambique: 25 mil pessoas ameaçadas pelas cheias

    Os caudais de quatro rios moçambicanos ultrapassaram os níveis considerados de alerta e já há registo de cheias em algumas regiões do centro de Moçambique, disse hoje o director do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

    Segundo Paulo Zucula, as bacias hidrográficas dos rios Zambeze, Púnguè, Buzi e Save ultrapassaram já os níveis de alerta e, como consequência, cerca de 25 mil pessoas serão afectadas pelas inundações, resultantes das descargas da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e da queda de chuvas no Zimbabué e Malaui, países vizinhos de Moçambique.

    «Os rios estão acima do nível crítico. Em algumas partes há uma situação clara de inundações», afirmou o director do INGC.

    De acordo com o Boletim Hidrológico da Administração Regional de Águas (ARA-Sul) de Moçambique, o nível do rio Save - que nasce no Zimbabué, corre para sul e depois atravessa Moçambique de oeste para leste, desaguando no Oceano Índico - atingiu mais de sete metros, ultrapassando em dois metros o nível de alerta, que é de 5,5 metros.

    O rio Buzi também transbordou inundando Govuro e Machanga, na província de Sofala, distritos que ficaram sem comunicação com o resto do país. Esta situação forçou a retirada da maior parte da população, que se albergou nas escolas e igrejas.

    As previsões meteorológicas apontam para a possibilidade de o rio Zambeze também transbordar durante o mês de Janeiro.

    O responsável pelo INGC dissera anteriormente à Lusa que as previsões meteorológicas apontavam para «níveis de pico nos países vizinhos» nas primeiras semanas do ano, pelo que «o rio Zambeze poderá transbordar, provocando cheias» entre Janeiro e Março.

    Zucula previu três cenários para os próximos meses: o pior, que poderá atingir um milhão de pessoas em toda a zona centro do país e parte da região sul, o médio, afectando um máximo de 700 mil pessoas, e o ideal, aliás, um cenário que se repete todos os anos, que eventualmente atingirá 50 mil moçambicanos.

    Além dos distritos e vilas do centro do país que estão isolados, estima-se que, pelo menos 42 mil pessoas estejam em risco por ainda se encontrarem nas ilhas e nas margens nas províncias da Zambézia, Sofala e Manica.

    O INGC pretende que até ao final do ano, mais de 30 mil pessoas residentes nas ilhas e nas zonas baixas da região do Vale do Zambeze se instalem definitivamente nos centros de realojamento criados em Janeiro de 2007.

    O Governo moçambicano estimou em 20,4 milhões de euros o valor necessário para um plano de emergência para apoiar os afectados pelas cheias e ciclones que se prevê que ocorram entre os meses de Janeiro e Março deste ano.

    Apesar de os caudais dos rios terem atingido o nível considerado crítico, o executivo moçambicano considera «controlada» a situação depois de ter criado comités de gestão de risco em todas as zonas atingidas pelas cheias.

    «Actualmente, está-se a proceder à evacuação nos rios Save, Púngué, Buzi e Zambeze. Nos próximos dias pode haver abrandamento das chuvas, mas a seguir tudo voltará à carga», assinalou Zucula.

    Diário Digital / Lusa

    02-01-2008 12:40:00

    Gripe das aves já mata entre humanos



    2007-12-29 - 00:00:00

    Europa em risco

    Gripe das aves já mata entre humanos

    O Paquistão tornou-se no quarto país do Mundo a registar uma vítima de gripe das aves que contraiu o vírus H5N1 de outro ser humano. A confirmação surge da Organização Mundial da Saúde, que afasta porém qualquer risco de contaminação generalizada.

    De acordo com a Organização, nos últimos meses já se registaram contaminações entre humanos no Vietname, Camboja e Indonésia. De referir que o contágio não se alarga a mais de uma pessoa.

    John Rainford, porta-voz da Organização Mundial da Saúde, explicou que a vítima paquistanesa não teve qualquer contacto com aves infectadas: “Estamos na presença de uma pessoa que não foi exposta directamente a aves contaminadas. Isso evoca uma transmissão limitada do vírus do homem ao homem.”

    Francisco George, director-geral da Direcção-Geral da Saúde, garante que Portugal está a acompanhar o assunto, mantendo-se em contacto com os colegas da rede europeia e da Organização: “Esta não é a primeira vez que se dá um caso de transmissão do vírus entre humanos, mas ainda não foi identificada uma cadeia de transmissão, o que implica 25 casos. Estamos integrados numa rede de troca de informações na Europa, em conjunto com a Organização Mundial da Saúde e acompanhamos a evolução deste caso. Uma coisa é certa, não vamos aumentar o patamar de alerta que se encontra na fase três.”

    Sobre este caso, registado no Paquistão, Francisco George aguarda a resposta a uma questão que considera fundamental. “É preciso saber-se como é que a vítima foi contaminada. Sabemos que um dos elementos da família era veterinário e que esteve envolvido no abate de aves. Posteriormente contaminou um familiar. Temos de saber como se processou essa contaminação”, refere, acrescentando ainda que “este caso não deu origem a outros fora do meio familiar”.

    Questionado sobre se será inevitável a transmissão do vírus entre humanos, conforme afirma Carolino Monteiro, especialista em genética, o director-geral reconhece que existe essa probabilidade: “À luz da teoria cíclica é certo que iremos ter uma pandemia. Agora tanto pode acontecer dentro de seis meses como daqui a seis anos.”

    Para Carolino Monteiro, o ser humano pode ser afectado pela mutação do vírus da gripe das aves. “Falando só em genética, um dia o vírus terá a capacidade de se transmitir de homem para homem”, afirma.

    No cenário de uma pandemia em Portugal, segundo as estimativas do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, mais de 32 mil pessoas morrerão devido à gripe das aves. Os autores deste relatório basearam o cálculo em três taxas de ataque: 30, 35 e 40%. O que corresponderia, respectivamente, a 3 106 835 casos de gripe; 3 624 641 ou 4 142 447.

    TRATAMENTOS PARA 2,5 MILHÕES DE PESSOAS

    Portugal dispõe actualmente de antivirais para 2,5 milhões de pessoas para serem usados em caso de pandemia de gripe de origem aviária. Segundo Graça Freitas, subdirectora-geral da Saúde, estão disponíveis 2,5 milhões de tratamentos completos de Oseltamivir – o antiviral recomendado pela Organização Mundial da Saúde em caso de pandemia de gripe. O medicamento foi comprado no ano passado e segundo apurou o CM estará guardado no Campo de Tiro de Alcochete. Este tratamento tem uma validade de cinco anos, mas as autoridades esperam que seja alargada. “Supõe-se que a validade vá ser ainda maior, porque está liofilizado, em pó, em condições ideais de temperatura e humidade”, justificou Graça Freitas. O Infarmed – Autoridade do Medicamento – e o laboratório que comercializa o Oseltamivir testarão o produto anualmente para comprovar se a sua validade pode ser alargada.

    NÍVEL TRÊS DE ALERTA PANDÉMICO

    Portugal não vai aumentar a fase de alerta pandémico, conforme afirmou Francisco George, mantendo-se no nível três. No total existem seis fases de alerta, distribuídas por três períodos. No primeiro, Interpandémico, encontram-se as fases 1 e 2. No período Alerta Pandémico estão as fases 3, 4 e 5. A última fase corresponde ao período Pandémico. No que diz respeito ao estado de alerta actual em Portugal lê-se o seguinte: “Existe infecção humana com um novo subtipo do vírus, mas não foi detectada transmissão pessoa a pessoa ou, no máximo, houve situações de transmissão para contactos próximos.”

    NOTAS

    MAIS DE 70 MIL PATOS ABATIDOS NO RIBATEJO

    Em Setembro foi detectado o vírus H5N2 em duas explorações em Tomar e Vila Nova da Barquinha, na zona do Ribatejo, locais onde foram abatidos mais de 70 mil patos.

    VIRÚS DETECTADO EM DUAS EXPLORAÇÕES

    Há uma semana, duas explorações em Mafra e na Lourinhã assistiram ao abate, pela Direcção-Geral de Veterinária, de 11 510 aves com o vírus H5 da gripe das aves.

    INCÊNDIO MATA 8500 PATOS EM BENAVENTE

    Um incêndio, num pavilhão de uma exploração de aves em Benavente, matou ontem 8500 patos. Esta exploração esteve sob vigilância por ter importado patos de uma zona contaminada.

    UMA DÚZIA DE ESTIRPES

    Existem mais de uma dúzia de estirpes da gripe das aves. A maioria é inofensiva. A H5N1 é a mais grave

    H5N1 DE ORIGEM ASIÁTICA

    A estirpe H5N1 terá tido origem na Ásia. Milhões de aves já morreram desde 2003, quando se registaram os primeiros casos

    GRIPE ESPANHOLA MATOU MILHÕES

    Entre 1918 e 1920 a gripe espanhola (H1N1) matou mais de 20 milhões de pessoas em todo o Mundo

    CRONOLOGIA

    1902

    Detectada estirpe H3N2

    1918-19, GRIPE ESPANHOLA

    O subtipo H1N1 provoca a mais letal pandemia, matando 20 milhões de pessoas em 16 semanas

    1933

    Foi isolada a estirpe H1N1

    1957-58, GRIPE ASIÁTICA

    Pandemia de H2N2, no sudoeste da China, matando mais de 750 mil em todo o mundo

    1968-69, GRIPE DE HONG KONG

    Pandemia H3N2, mata mais de 700 mil pessoas

    1997, HONG KONG

    O vírus H5N1 infecta 18 pessoas e mata 6.

    1999

    Estirpe H9n2 infecta crianças

    OUTUBRO DE 2005

    O vírus H5N1 chega à Europa

    DEZEMBRO DE 2007

    Paquistão é o quarto país a ter um caso de transmissão do vírus entre humanos.

    H5N1: COMO CHEGA AOS HUMANOS

    - A gripe aviaria é provocada por três vírus relacionados entre si: Influenza A, B ou C. Os B e C são mais frequentes nos humanos. A estirpe A cruza a barreira das espécies e muda a sua estrutura. Neste caso, a infecção é mais grave e mortal, podendo ocorrer focos em todo o mundo.

    HOSPEDEIRO NATURAL

    Todas as variantes da estirpe A têm origem em aves de água, principalmente patos. Por resistirem à gripe aviaria, os patos são os transportadores ideais. As galinhas não são tão resistentes. Vírus da gripe das aves normalmente não infectam humanos.

    INFECÇÃO HUMANA

    Galinhas infectadas libertam o vírus pelas fezes. O homem é contagiado, pelo contacto com os excrementos, através da inalação do pó fecal.

    ALTERAÇÃO ANTIGÉNICA

    Se dois tipos de vírus diferentes infectam a mesma célula, dá-se inicio ao processo de mistura do RNA e das proteínas HA e NA. Surge então um novo subtipo de vírus

    SISTEMA IMUNITÁRIO

    Os anticorpos ‘antigos’ já não respondem à nova contaminação.

    TRATAMENTO

    Inibidores das enzimas neuraminidases são eficazes em todas os tipos de gripe

    O NOVO GENOMA RNA

    Após o ataque das proteínas HA e NA, o vírus obteve o potencial de propagar-se rapidamente entre humanos.

    INIBIDORES E NEURAMINIDADES

    O Tamiflu e o Relenza bloqueiam o processo de disseminação do vírus.

    CASOS EM HUMANOS

    EGIPTO: 38 casos / 15 mortes

    TURQUIA: 12 casos / 4 mortes

    IRAQUE: 3 casos / 2 mortes

    AZERBEIJÃO: 8 casos / 5 mortes

    LAOS: 2 casos / 2 mortes

    CHINA: 25 casos / 16 mortes

    VIETNAME: 100 casos / 46 mortes

    CAMBODJA: 7 casos / 7 mortes

    INDONÉSIA: 109 / 88

    TAILÂNDIA: 25 casos / 17 mortes

    DJIBOUTI: 1 casos / 0 mortes

    NIGÉRIA: 1 casos / 1 mortes

    Total: 331 casos / 203 mortes
    André Pereira / Lusa

    Brasil: Ex-pastor da Assembléia de Deus quer celebrar uniões gays em sua nova igreja



    Ex-pastor da Assembléia de Deus quer celebrar uniões gays em sua nova igreja

    Por Redação

    02.01.08

    Os homossexuais brasileiros poderão ter em breve mais um espaço para "celebrar" suas uniões. É o que pretende o chileno Victor Ricardo Soto Orellana, de 31 anos, ex-pastor da Assembléia de Deus e agora fundador da sua própria igreja evangélica, a Acalanto.

    Gay assumido, Victor Orellana concedeu uma entrevista à revista Época em que fala sobre a homossexualidade nas igrejas, a suposta condenação presente na bíblia, sua intenção de celebrar uniões entre homossexuais, entre outros assuntos.

    Perguntado sobre os grupos religiosos que querem "curar" a homossexualidade, Orellana afirma que o quadro mudou bastante. "(...) os grupos que falavam em 'cura' dos homossexuais estão diminuindo, graças ao maior esclarecimento, que levou a mudanças no código social. As igrejas estão mudando o tom agressivo contra os gays. Agora há grupos que se denominam de auto-ajuda, não de libertação ou cura", afirma ele.

    Sobre o fato da Igreja Católica perdoar os homossexuais, mas desejar que eles pratiquem o celibato, Orellana responde: "A Igreja Católica ao menos reconhece a existência de homossexuais. Os evangélicos ainda crêem que as pessoas nascem heterossexuais mas se tornam homossexuais. Na verdade, ninguém escolhe a orientação sexual que tem."

    Quando o assunto é "casamento" gay, Orellana fala que é a favor da parceria civil registrada e revela que quer celebrar essas uniões em sua igreja. "Antes de fundar a Acalanto, já casei dois amigos que me pediram a bênção. Acho positiva a parceria civil registrada porque ela reconhece uma relação verdadeira. E está na Constituição que o Estado não pode discriminar ninguém. Como o governo só confere direitos previdenciários a casais heterossexuais? Onde está a lógica disso?", questiona Orellana, que está solteiro no momento, mas confirma que já teve parceiros estáveis.

    Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

    Quénia vive cenário de guerra civil



    Quénia vive cenário de guerra civil

    Perto de cinquenta pessoas foram queimadas vivas numa igreja em Eldoret, no oeste do país, numa altura em que ronda as três centenas o número de mortos nos confrontos após as eleições presidenciais.

    Um voluntário da Cruz Vermelha, sob condição de anonimato, disse que foram resgatados 50 cadáveres da igreja onde algumas centenas de pessoas estavam refugiadas dos confrontos que assolam a região.

    Centenas de casas e abrigos de Eldoret foram também incendiados. As estradas foram cortadas por bloqueios populares.

    A situação está cada vez mais fora do controlo das autoridades do país e para Al Amin Kimathi, da organização não governamental Fórum Muçulmano dos Direitos do Homem, trata-se de "um cenário extremamente assustador. O número de mortos é assustador e está-se assistir a uma escalada da violência que assume proporções de uma guerra civil. Não se pode falar de outra coisa que não seja uma guerra civil", conclui.

    Nos subúrbios de Nairobi e no oeste do país a repressão policial sobre membros da oposição e as escaramuças entre tribos rivais, provocaram em quatro dias pelo menos 200 mortos.

    As acusações de fraude contra o presidente reeleito Mwai Kibaki reabriram as tensões ancestrais contra a etnia do chefe de Estado, os Kikuvu, acusada de monopolizar os cargos de poder.

    Os Luo, partidários da oposição são por sua vez alvo das acções dos militares e paramilitares nos bairros pobres nos arredores de Nairobi e no leste do país. Os observadores da União Europeia falam de manipulação de resultados e exigiram a abertura de um inquérito independente ao desenrolar do sufrágio.

    Aquecimento ameaça mata atlântica



    Aquecimento ameaça mata atlântica

    Pesquisa indica que espécies de árvores do bioma perderão espaço por causa das mudanças climáticas

    Herton Escobar

    Dezenas de espécies de árvores da mata atlântica poderão ter sua sobrevivência comprometida pelo aquecimento global nas próximas quatro décadas - inclusive aquelas que estão dentro de unidades de conservação, segundo um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa é uma das primeiras a avaliar o impacto das mudanças climáticas sobre a biodiversidade do bioma, considerado um dos mais ameaçados do mundo.

    O pesquisador Alexandre Colombo analisou a área propícia de ocorrência de 38 espécies arbóreas da mata atlântica, levando em conta condições ideais de temperatura e precipitação. Depois, lançou sobre elas as previsões do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima (IPCC) para o ano 2050.

    No cenário mais otimista, com aumento de temperatura menor ou igual a 2°C, quase todas as espécies (37) deverão perder, em média, 25% das áreas hoje propícias para sua sobrevivência. Uma única espécie seria beneficiada, com um pequeno ganho de 8% de área.

    No cenário mais pessimista, com aumento menor ou igual a 4°C, todas as 38 espécies sofreriam redução média de 50% de sua área potencial de ocorrência - um duro golpe para um bioma que já teve 93% de sua cobertura florestal devastada.

    “Todas as espécies, nos dois cenários, sofrem um deslocamento para o sul do País, em direção a áreas mais frias”, afirma Colombo, que defendeu o trabalho como sua tese de mestrado no Instituto de Biologia da Unicamp. “O impacto não será catastrófico, mas será grande. Nossos filhos verão a mata atlântica, mas ela não será a mesma que vemos hoje.”

    FRAGMENTAÇÃO

    O estudo é conservador, pois baseia-se na área potencial total de ocorrência das espécies, e não na área real de ocorrência atual - muito menor, já que a maior parte do bioma não existe mais. As florestas que sobraram estão fragmentadas, separadas por cidades, pastos e plantações. Por causa disso, aponta Colombo, muitas espécies estão “ilhadas” e não serão capazes de fazer as migrações necessárias naturalmente.

    A solução seria recompor áreas degradadas e estabelecer corredores florestais para que sementes de espécies pressionadas se dispersem para áreas de clima mais favorável.

    O Parque Estadual da Serra do Mar, maior unidade de conservação de mata atlântica do País, no litoral paulista, é um dos que deverão sofrer com a mudança do clima. “A Serra do Mar poderá ser bastante afetada pelo fato de a maioria das espécies ser típica daquela região e se estabelecer em uma faixa de terra muito estreita e intimamente ligada à altitude”, avisa Colombo.

    Os modelos ainda precisam ser refinados, especialmente com relação aos mapas de temperatura, mas já dão uma idéia de como a mata atlântica poderá reagir (ou sucumbir) ao aquecimento global. A pesquisa faz parte de um grande projeto temático financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), chamado Biota Gradiente Funcional, iniciado em 2005.

    O programa busca justamente entender a composição, a biologia e a ecologia das florestas no Parque Estadual da Serra do Mar e sua relação com fatores climáticos. Um dos destaques do projeto é uma torre de pesquisa de 60 metros de altura, que entrou em operação em novembro. Equipada com diversos instrumentos, ela permitirá aos cientistas acompanhar em tempo real o “metabolismo” da floresta, como absorção de carbono, produção de vapor d’água e variações de temperatura.

    Quénia: Três centenas de mortos em cinco dias de violência



    Três centenas de mortos em cinco dias de violência

    Carlos Gomes

    A União Europeia (UE) e os Estados Unidos da América (EUA) apelam às forças em confronto no Quénia para que ponham termo às lutas étnicas, que já provocaram cerca de 250 mortes no país, na sequência da publicação dos resultados das polémicas eleições gerais de 27 de Dezembro passado.

    Entre os mortos, contam-se 30 pessoas (incluindo crianças) que foram queimadas vivas numa igreja, em Eldoret .

    Denunciando aquilo que classifica como "insana carnificina", a Cruz Vermelha do Quénia admite que cerca de 70 000 pessoas tenham fugido da zona ocidental do país, por força dos actos de violência ocorridos depois do anúncio da contestada reeleição do presidente Mwai Kibaki por mais um mandato.

    Recorda-se que o candidato da Oposição, Raila Odinga, insiste que as eleições foram fraudulentas, e marcou um comício de protesto para amanhã. A missão de observadores da UE, que acompanhou estas eleições, considerou que a comissão eleitoral queniana (ECK) não tinha conseguido garantir credibilidade da eleição presidencial.

    Imagens aéreas revelam terem sido queimadas centenas de casas e palhoças. Existem também inúmeras barreiras levantadas ao longo das estradas.

    "É um desastre nacional", declarou ontem à Imprensa o secretário geral da Cruz Vermelha, Abbas Gullet, acrescentando que apenas os membros do "grupo étnico bom" estão autorizados a transpor as referidas barreiras. Abbas Gullet não indicou a que etnia pertencem as pessoas que levantaram esses obstáculos.

    Várias centenas de quenianos pertencentes à tribo Kikuyu (do presidente Mwai Kibaki) refugiaram-se no vizinho Uganda. Segundo as autoridades deste país, essas pessoas fogem das operações policiais e dos actos de vingança de outras tribos leais a Raila Odinga.

    Kisumu e Eldoret, situadas a cerca de 80 quilómetros da fronteira com o Uganda, são as duas cidades mais atingidas pela violência. Também houve confrontos na capital, Nairobi, e na cidade de Mombaça.

    Os EUA, que já haviam felicitado Kibaki pela vitória, expressaram entretanto preocupação pela forma como os votos foram apurados.

    Terça-feira, Janeiro 01, 2008

    A Pandemia (da Sida) no Mundo

    Segundo os mais recentes dados sobre o VIH/Sida no mundo, divulgados pela ONUSIDA – Programa das Nações Unidas para o VIH/Sida – e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) constantes no relatório “2007 AIDS Epidemic Update”, existem no mundo 33.2 milhões de pessoas infectadas com o vírus (VIH). Destas, 15.4 milhões são mulheres e 2.5 milhões crianças abaixo dos 15 anos de idade. Só em 2007 foram infectadas 2.5 milhões de novas pessoas, tendo morrido da doença 2.1 milhões em todo o mundo.
    O surgimento de novos casos infectados teve o seu pico nos últimos anos da década de 90. Nessa altura, ocorriam três milhões de novas infecções por ano. Agora, em 2007, o número de novos casos desceu para 2.5 milhões, significando isto 6.800 contágios por dia. Segundo o relatório, isto reflecte uma tendência natural da epidemia, assim como o resultado dos esforços de prevenção realizados.
    Desde 2001, quando foi assinada a Declaração de Compromisso VIH/Sida das Nações Unidas, o número de pessoas a viver com o vírus na Europa de Leste e Ásia Central aumentou mais de 150 por cento, de 630 mil para 1.6 milhões de casos em 2007.
    África é o continente que, de longe, regista o maior número de casos. Na África Subsahariana existem cerca de 22,5 milhões de pessoas infectadas pelo VIH, mas o número de novos casos anuais (1.7 milhões) é menor do que os registados nos anos precedentes. O número de pessoas que morrem de Sida diminuiu nos últimos dois anos no continente, mas a doença continua a ser uma das principais causas de morte nesta região do mundo. Apenas oito países desta região contabilizam um terço das novas infecções e mortes por Sida no mundo. Na Swazilândia, por exemplo, 33.4 por cento da população entre os 15 e os 49 anos está infectada. No Botswana, são quase 25 por cento da população, no Lesotho cerca de 23 por cento e no Zimbabwe 20 por cento da população
    Europa -Depois da Estónia, Portugal é o país com a maior taxa de número de novos casos de VIH por habitante dentro da União Europeia, revela o último relatório. Em Portugal, são diagnosticados 205 novos casos por cada milhão de habitantes, valor só ultrapassado pela Estónia, onde ocorrem 504,2 novas infecções em cada milhão de habitantes. Em terceiro lugar, encontra-se o Reino Unido (148,8 por milhão) e, em quarto lugar, a Letónia (130.3 por milhão). A média europeia é de 67 novos casos por cada milhão de habitantes. A análise aos dados dá ainda conta de que o número de casos de VIH na Europa e partes da Ásia quase que duplicou nos últimos seis anos
    Ásia - Certas zonas da Ásia apresentam as taxas de crescimento de infecções mais rápidas. Só no Vietname, estima-se que o número de infectados tenha duplicado entre 2000 e 2005. A Indonésia apresenta o crescimento mais rápido da epidemia. Na Ásia, existem 4,9 milhões de pessoas infectadas.
    América - Segundo a ONUSIDA e a OMS, até há pouco tempo 1,6 milhão de pessoas viviam com o vírus da Sida na região da América Latina. O mais recente relatório conjunto ONUSIDA/OMS sobre a pandemia não faz alusão à América.

    VIH/Sida e aquecimento global continuam a ser as principais preocupações no mundo

    http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=75027&Seccao=geral
    VIH/Sida e aquecimento global continuam a ser as principais preocupações no mundo
    JOSÉ CRISTÓVÃO
    A nível internacional, duas grandes preocupações sociais continuaram a dominar o mundo em 2007: A pandemia do século, o VIH/Sida, e o aquecimento global.
    Dados fornecidos pela ONUSIDA, o organismo das Nações Unidas criado para liderar a luta contra a doença, e a Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que, apesar de o número de novas infecções não ter crescido na proporção que se receava, a doença continua a ser um dos maiores problemas de saúde no mundo.
    Em 2007 registaram-se no mundo 33.2 milhões de pessoas infectadas. As entidades reduziram, no entanto, as estimativas do número de infectados de 40 milhões, em 2006, para 33 milhões de pessoas, em 2007.
    Apesar de a taxa de novos casos e de mortalidade pela doença estar a diminuir, as estimativas apontam para o surgimento de 6.800 novos casos por dia e cerca de 5.700 mortes.
    África é o continente que, de longe, regista o maior número de casos, enquanto que certas zonas da Ásia apresentam as taxas de crescimento de infecções mais rápidas. Na África subsahariana existem cerca de 22,5 milhões de pessoas infectadas pelo VIH, mas o número de novos casos anuais (1.7 milhão) é menor do que os registados nos anos precedentes.
    Os dados dão conta de que, em 2007, foram infectadas 2.5 milhões de pessoas, um valor abaixo do ponto alto registado no fim dos anos 90, onde se registavam cerca de três milhões de novas infecções por ano.
    A queda do número de mortes anuais para 2.1 milhões deve-se ao maior acesso a medicamentos anti-retrovirais e tratamentos, diz o relatório.
    Quanto às alterações climáticas, 2007 registou o agravamento das consequências do fenómeno. O Fundo Mundial dos Monumentos, no seu mais recente relatório sobre os locais mais ameaçados do planeta, indica que a elevação do nível dos mares, o crescimento dos desertos e a intensificação dos fenómenos climáticos ameaçam importantes marcos culturais do Canadá à Antártida.
    A lista de 2007 dos 100 locais mais ameaçados - que inclui regiões em 59 países - é a primeira a incluir o aquecimento global entre as diversas pressões que, segundo a organização, ameaçam o património cultural e arquitectónico da humanidade.
    "Nesta lista, o homem é, de facto, o inimigo", conforme disse a presidente do Fundo, Bonnie Burnham. "Mas, da mesma forma que causamos o dano, podemos repará-lo", afirmou.
    O aquecimento gerará ainda um outro fenómeno: milhões de "emigrantes ambientais".
    O aquecimento global não está só a descongelar as camadas de gelo e a secar os rios. Segundo teorias de alguns pesquisadores, o aquecimento global está, além de tudo, a tirar milhares de pessoas da sua terra natal. Estima-se que milhões de emigrantes fujam de catástrofes naturais ou mudanças naturais, as quais tenham consequências imediatas na vida do ser humano.

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