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    Segunda-feira, Dezembro 31, 2007

    Escola usa aula de espanhol para integrar bolivianos



    Educação

    Escola usa aula de espanhol para integrar bolivianos

    Plantão Publicada em 30/12/2007 às 11h05m

    Fábio Mazzitelli, Diário de S. Paulo

    SÃO PAULO - Testemunha de Jeová e moradora da zona norte da capital, onde leciona, a professora Sibelle dos Santos, de 26 anos, aproximou-se da comunidade boliviana ao oferecer estudos bíblicos semanais nas casas dos imigrantes da região.

    Neste ano, para preencher a jornada, apresentou um projeto de aula de espanhol que ajudou a integrar crianças bolivianas e brasileiras na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Maria Helena Faria Lima, no Jardim Brasil, zona norte, um dos redutos da comunidade boliviana.

    - Montei o projeto para todos e as crianças brasileiras começaram a perceber que os bolivianos já sabiam aquilo que eles estavam ainda aprendendo. A partir daí, passaram a dar valor ao colega - conta a professora, formada em Letras.

    - Tinha aluno que rejeitava os bolivianos e a gente foi aprendendo a lidar com isso. O projeto ajudou na integração - garante.

    Entre as 1.649 crianças estrangeiras matriculadas na rede municipal de ensino neste ano, 1.023 (ou 62%) são bolivianos, 343 deles estão na Coordenadoria de Educação Jaçanã-Tremembé, na zona norte. Em geral, os alunos são filhos de famílias que vieram ao Brasil para ganhar a vida em longas jornadas de confecções, à margem das leis trabalhistas. Parte da comunidade, estimada em 80 mil pessoas na capital, está ilegalmente no país. Até por isso interagem pouco, falam menos ainda e são desconfiados.

    - O projeto os deixou visíveis para os demais. Isso fez bem para a auto-estima deles - diz a coordenadora-pedagógica da Emef, Regiane de Oliveira.

    O projeto de espanhol foi direcionado a crianças de 1ª e 2ª séries da escola e, para o pequeno Yordy, de 9 anos, fez muita diferença. Ele chegou ao Brasil há um ano, vindo da casa da avó, em Santa Cruz de La Sierra.

    - Gosto da escola - diz.

    Há sete anos no Brasil, a mãe, Ada Pereira, de 29 anos, incentiva Yordy.

    - Tenho dois filhos que nasceram aqui e não gostam de falar espanhol porque temem o preconceito, são insultados nas ruas - conta.

    Neste ano, a Emef do Jardim Brasil matriculou 16 alunos da Bolívia, um deles se tornou integrante do grêmio estudantil.
    Madrugada

    Mesmo fora do horário de aula, os portões da Emef Maria Helena Faria Lima estão abertos à comunidade da Bolívia.

    Jogar futebol na quadra da escola, de madrugada, só com a iluminação dos postes da rua virou a principal diversão do grupo liderado por José Luis Laura, de 25 anos; Santos Plata, de 30 anos; e Graciela Ticona, de 24 anos. A pelada, que não faz distinção entre homens e mulheres, ocorre toda sexta-feira e, invariavelmente, invade a madrugada do sábado.

    - Ninguém molesta nesse horário. É melhor para evitar problema com os malandros - diz José Luis, o dono da bola.

    A diretora da escola, Marisa Darezzo, de 51 anos, mantém há anos a rotina de abrir a escola aos finais de semana para a comunidade. E, nos últimos tempos, passou a trabalhar a inclusão dos bolivianos.

    - Abrir a escola nesse horário para eles partiu de uma necessidade deles, um pedido. Até em noite de chuva eles aparecem, com a bola debaixo do braço, chamando pelo segurança para abrir o portão - relata.

    Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

    Uma curiosidade acerca do filme "Eu Sou a Lenda"

    ----- Original Message -----
    From:
    Carlos Queiroz
    Sent: Thursday, December 27, 2007 8:14 PM
    Subject: Uma curiosidade

    ----- Original Message -----
    From: Vitor Reis
    To: Vitor VFX
    Sent: Thursday, December 27, 2007 5:50 PM
    Subject: Uma curiosidade

    Reparem no fundo, vejam qual o edificio que ainda resta de pé.
    O link é
    http://iamlegend. warnerbros. com/media/ images/downloads /wallpapers/ IAL-Wallpaper15_ 1280.jpg
    A referencia é a um filme que ainda não estreou em Portugal, "Eu sou a Lenda". Notem que não estou a recomendar este filme.

    Um abraço,
    Vítor

    Indonésia: 78 mortos e 28.000 desalojados pelas cheias



    Indonésia: 78 mortos e 28.000 desalojados pelas cheias

    Dezenas de cadáveres foram hoje resgatados da lama acumulada devido às cheias e deslizamentos de terra que afectaram a região ocidental da Indonésia e provocaram pelo menos 78 mortos e 28.000 desalojados, segundo fontes dos serviços de emergência.

    Outras fontes avançam com um balanço de 91 mortos

    A lama e outros detritos arrastados pelas águas bloquearam várias estradas da ilha de Java, dificultando o encaminhamento dos meios de salvamento, designadamente a maquinaria pesada, o que em alguns casos obrigou as equipas de resgate a escavarem a lama com as próprias mãos.

    Cerca de 28.000 pessoas tiveram de ser retiradas das cidades de Solo e de Sragen, alagadas quando os rios transbordaram as margens devido às fortes chuvadas, segundo o responsável do Ministério da Saúde indonésio para os desastres naturais, Rustam Pakaya.

    Segundo testemunhas destas localidades, o nível da água chegou a um metro.

    Mas as cheias também afectaram pelo menos quatro outras regiões do arquipélago indonésio, segundo notícias dos 'media' locais.

    No centro da província, sobretudo nos distritos de Ledoksari e Karanganyar, os deslizamentos de terra provocaram o colapso de algumas colinas sobre diferentes pequenas povoações, esmagando casas e pessoas.

    Em Karanganyar 36 cadáveres foram retirados da lama hoje, continuando os trabalhos para encontrar outras três dezenas de pessoas da povoação que estão desaparecidas e presumivelmente mortas.

    Diário Digital / Lusa

    27-12-2007 11:40:00

    Degelo no Árctico eleito como acontecimento meteorológico do ano no Canadá



    Ambiente

    Degelo no Árctico eleito como acontecimento meteorológico do ano no Canadá

    27.12.2007 - 19h25 AFP

    O degelo no Árctico em 2007 foi eleito como o acontecimento meteorológico mais marcante do ano no Canadá, anunciou hoje o Ministério canadiano do Ambiente.
    Todos os anos, desde 1995, o ministério publica uma lista com os dez fenómenos climáticos ou meteorológicos mais marcantes no Canadá.
    Este ano, o “desaparecimento” dos gelos no oceano Árctico “foi tão significativo que rapidamente foi classificado como o acontecimento meteorológico mais marcante”, explicou o ministério em comunicado.
    Em Setembro, os gelos não cobriam mais de quatro milhões de quilómetros quadrados de oceano Árctico, representando uma diminuição de 23 por cento em relação ao anterior recorde de 5,3 milhões de quilómetros quadrados, registado em 2005.
    A superfície gelada que derreteu tem uma dimensão próxima da província canadiana de Ontário ou de um país como a África do Sul.
    “Os canadianos vão lembrar-se de 2007 como o ano em que as alterações climáticas começaram a fazer-se sentir a sério no seu país”, salientou o ministério.
    Excepcionalmente, foi possível navegar durante cerca de cinco semanas em Agosto e Setembro na passagem Norte-Oeste, via marítima do arquipélago árctico que permite passar do Atlântico ao Pacífico. Ao longo dos 2300 quilómetros desta passagem, “só em 20 quilómetros havia gelo, em vez dos 400 quilómetros observados habitualmente”, o que permitiu a quase cem navios passar por esta via.

    Mulheres são maiores vítimas de violência doméstica, mas homens também já começam a denunciar



    Núcleo Mulher Menor de Vila Franca recebeu até ao final do ano 181 queixas

    Mulheres são maiores vítimas de violência doméstica, mas homens também já começam a denunciar

    As mulheres são as principais vítimas de violência doméstica, mas alguns homens começam a apresentar queixa. São sobretudo idosos que se queixam de falta de assistência.

    O Núcleo Mulher Menor (NMUNE) do Destacamento Territorial da Guarda Nacional Republicana de Vila Franca de Xira recebeu 181 denúncias de casos de violência doméstica ao longo de 2007, segundos dados oficiais divulgados a O MIRANTE. Os processos incluem casos de violência doméstica e maus-tratos a crianças e a idosos.

    A maioria das vítimas são mulheres, mas os homens também começam a apresentar queixa, como confirma Catarina Maurício, uma das militares do Núcleo Mulher Menor, especializada em investigação criminal na área da violência doméstica. Os casos do sexo masculino correspondem normalmente a idosos que se queixam que o cônjuge se recusa a tratar-lhe da roupa e a garantir-lhe a alimentação.

    O homem sofre sobretudo maus-tratos verbais. “As mulheres funcionam muito com a chantagem e com a ameaças”. A mulher é sujeita sobretudo à violência física, mas também à psicológica. “Uma violência que é difícil visualizar”, analisa Catarina Maurício.

    As crianças também são vítimas, ainda que secundárias, porque acabam por presenciar tudo. “Quando há crianças envolvidas sinalizamo-las logo para a protecção de menores. De alguma forma acabam por ser marcadas com a situação”, analisa.

    As denúncias são feitas nos vários postos da GNR – os oito na área do destacamento - que estão mais próximos da população, mas Catarina Maurício revela que muitas pessoas têm conhecimento da existência do núcleo, nas instalações da GNR em Vila Franca de Xira, e deslocam-se lá directamente. A vítima desloca-se ao posto ou a patrulha vai ao local alertada por vizinhos. “Há pessoas que fazem chamadas anónimas a denunciar actos de violência independentemente da vontade da vítima”, ilustra.

    Um dos casos que mais impressionou a militar foi o da mulher que ao fim de 40 anos decidiu apresentar queixa do marido. “Não deve ser uma situação nada fácil. E muitas mulheres não conseguem dar esse salto. Mas se quiserem nós temos tudo preparado para as ajudar”, refere lembrando que é preciso esperar.

    O sistema funciona articulado a nível nacional e já têm acolhido na zona mulheres do norte. Catarina Maurício lembra que muitas vezes tudo prende a mulher à casa porque é obrigada a sair sem nada. Muitas têm a ajuda dos filhos para sair de casa.
    Catarina Maurício recorda o caso de uma mulher que era mantida em casa e controlada pelo marido e que conseguiu pedir a um familiar que pedisse ajuda às autoridades. A GNR foi ao local, depois de localizar a chamada, e resgatou a mulher de casa que já tinha as malas feitas e escondidas e um bilhete de avião numa das meias. “Conseguimos antecipar-lhe o voo. Foi um daqueles exemplos em que tudo funcionou, mas entretanto a mulher falou ao telefone com o marido e acabou por voltar atrás e não embarcou”, exemplifica.

    A militar lembra que qualquer cidadão tem o dever de denunciar um crime público e adianta que mesmo que não seja vontade da vítima denunciar o ministério público avança. “Já nos tem acontecido dizerem: só o queria chamar à razão. Queria meter-lhe um bocadinho de medo”..., revela, adiantando que muitas conseguem quebrar o elo de ligação e refazer a vida.

    Planeta sofreu mais cem catástrofes naturais este ano do que em 2006



    Dados da resseguradora alemã Munich Re

    Planeta sofreu mais cem catástrofes naturais este ano do que em 2006

    27.12.2007 - 12h54 AFP, PUBLICO.PT

    O planeta sofreu em 2007 mais cem catástrofes naturais do que no ano passado, passando das 850 para as 950, segundo dados do relatório anual da resseguradora alemã Munich Re. A evolução deve-se, em parte, ao sobre-aquecimento global.
    Este número é o mais elevado alguma vez avançado pela Munich Re desde 1974, ano em que começou a reunir a base de dados sobre catástrofes naturais.
    Além de mais numerosas, estas catástrofes custaram mais caro em relação a 2006. O seu custo total eleva-se a 75 mil milhões de dólares (51,9 mil milhões de euros), contra os 50 mil milhões (34,6 mil milhões de euros) do ano passado. As seguradoras tiveram de desembolsar mais, porque os prejuízos que cobriram atingiram os 30 mil milhões de dólares (20 mil milhões de euros), duas vezes mais do que em 2006.
    Um sismo no Japão, em Julho, causou os maiores prejuízos, orçados em 12,5 mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros).
    Além de não se terem registado o que a resseguradora chama de "mega catástrofes", o número de mortos baixou para cerca de 15 mil pessoas, contra as 20 mil em 2006. Uma vez mais, são os países em vias de desenvolvimento os mais afectados pelas tempestades, inundações e aluimentos de terras que, em várias regiões da Ásia, mataram mais de onze mil pessoas. Só o ciclone Sidr, que atingiu o Bangladesh no mês passado, causou cerca de 3300 mortes.
    “A tendência em relação aos fenómenos climatéricos extremos mostra que as alterações climáticas já se estão a fazer sentir e que devem ser esperados mais fenómenos extremos no futuro. Não nos devemos deixar enganar pela ausência de mega catástrofes em 2007", avisou Torsten Jeworrek, membro da direcção da Munich Re, em comunicado.
    Para Jeworrek, o calendário de negociações adoptado em Bali, para combater o sobre-aquecimento global, vai no bom sentido.
    Este responsável lembrou que a luta contra as alterações climáticas oferece também enormes oportunidades económicas para as empresas.

    Quinta-feira, Dezembro 27, 2007

    Exportações de armamento russo atingem novo recorde em 2007



    Rússia 2007-12-26 11:27

    Exportações de armamento russo atingem novo recorde em 2007

    As exportações de armamento da Rússia conseguiram este ano um novo recorde para o país, ao superarem os 7 mil milhões de dólares (4,85 mil milhões de euros), o que representa um aumento de 7,7% face ao anterior recorde de facturação estabelecido no ano passado.

    Cristina Barreto

    Segundo a Europa Press, o vice-primeiro ministro russo, Sergei Ivanov, que liderou anteriormente a Defesa da Federação da Rússia, salientou que as exportações de armamento do país quase que duplicaram nos últimos sete anos e que poderiam superar os 7 mil milhões de dólares no exercício corrente.

    Por seu turno, o director do serviço federal para a cooperação militar, Mikhail Dmitriyev, frisou que as exportações de armamento poderão vir a exceder os 7,2 mil milhões de dólares (4,99 mil milhões de euros).

    "Já superámos a quota de 7 mil milhões de dólares nas vendas para o exterior de armas e hardware militar", afirmou Dmitriyev, acrescentando que "este valor poderá chegar aos 7,2 ou 7,3 mil milhões de dólares ou até mais".

    Neste sentido, o director-geral da agência estatal russa de exportação de armamento, Sergei Chemezov, indicou que, de acordo com as últimas estimativas do instituto internacional independente SIPRI, a Rússia terá inclusivamente ter tomado alguma vantagem sobre os EUA na quota de mercado, ao responder a 31% da procura mundial, contra os 30% dos norte-americanos.

    As exportações de armamento russo, através da agência estatal Rosoboronexport, chegam a mais de 80 países, sendo os principais clientes a China, Índia, Argélia, Venezuela, Irão, Malásia e Sérvia, de acordo com a agência Ria Novosti.

    Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

    O governo espanhol inclui ministros das Testemunhas de Jeová na Segurança Social (texto em castelhano)



    El Gobierno incluye a ministros de Testigos de Jehová en la Seguridad Social

    Casi 700 ministros de la orden religiosa de los Testigos de Jehová se beneficiarán en España de un real decreto aprobado hoy por el que se regula su inclusión en el Régimen General de la Seguridad Social.

    Así los ministros ordenados que se dediquen de forma permanente a funciones misionales, pastorales o de formación religiosa, así como a actividades que sean necesarias para el cumplimiento de los fines de esa confesión religiosa, quedan incluidos en la Seguridad Social, con las exclusiones de la protección por desempleo, incapacidad temporal, maternidad, paternidad, y riesgo durante el embarazo.

    Las contingencias de enfermedad y accidente, cualquiera que sea su origen, se considerarán en todo caso como común y no laboral, respectivamente.

    La cotización se realizará de acuerdo con lo establecido en el artículo 29 del Reglamento General sobre cotización y liquidación de otros derechos de la Seguridad Social.

    Queda excluido únicamente de la base mensual de cotización el incremento correspondiente a las pagas extraordinarias.

    En este sentido no tendrán obligación de cotizar por las contingencias excluidas de su acción protectora, así como por las prestaciones del Fondo de Garantía Salarial y por Formación Profesional.

    Los Testigos de Jehová asumirán los derechos y obligaciones establecidos para los empresarios en el Régimen General de la Seguridad Social.

    La decisión adoptada hoy beneficiará a alrededor de 663 personas que ejercen su actividad en toda España.

    La norma sigue el precedente de un Real Decreto de 1999 que fijó los términos y condiciones de inclusión en el Régimen General de la Seguridad Social para los ministros de culto de las iglesias pertenecientes a la Federación de Entidades Religiosas Evangélicas de España, en el marco del Acuerdo entre el Estado y esa Federación.

    Con la incorporación de los Testigos de Jehová se completa la integración de los religiosos de las confesiones con mayor arraigo en la sociedad española.

    BOE de 22/12/2007 sobre concessão de Segurança Social às TJ em ESpanha

    ----- Original Message -----
    From:
    Carlos Queiroz
    Sent: Saturday, December 22, 2007 11:22 PM
    Subject: BOE de 22/12/2007 sobre concessão de Segurança Social às TJ em ESpanha
    Com data de hoje, sábado, 22/12/2007, o BOE (Boletin Oficial del Estado) de Espanha publicou o Real Decreto 1614/2007, de 7 de Dezembro, através do qual ficam regulamentados os termos e condições de inclusão no Regime Geral da Segurança Social espanhola dos membros da Ordem Religiosa das Testemunhas de Jeová em Espanha. Estes membros incluem quem se acha integralmente dedicado à obra, tais como os Betelitas, Missionários, Pioneiros Especiais, Superintendentes de Circuito, Superintendentes de Distrito e outros.
    Para quem gostar deste tipo de matéria e dominar ou se der ao trabalho de entender a língua espanhola (castelhano), envio em anexo o respectivo documento oficial.

    (ver reprodução abaixo)

    Clima afetará mais agricultura dos pobres



    Clima afetará mais agricultura dos pobres

    Em 25/12/2007

    Os países em desenvolvimento devem perder 9% da capacidade de produção agrícola até 2080 se as mudanças climáticas não forem controladas, estima o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2007/2008, do PNUD, a partir de diversas projeções sobre a evolução do clima do planeta. Um estudo citado no texto aponta que a América Latina está entre as regiões em que a agricultura mais sofrerá: o potencial produtivo deve cair 13%, proporção só menor que a da África (17%), maior que a da Ásia (9%) e do Oriente Médio (9%). Nos países desenvolvidos, a tendência é oposta: deve haver crescimento de 8%. Esses efeitos significam que serão mais atingidos os países mais pobres e, neles, as pessoas mais pobres.
    A produção agrícola será afetada pela elevação das temperaturas das áreas tropicais e subtropicais, que incluem a maioria dos países em desenvolvimento, como o Brasil. Previsões do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) mencionadas no relatório apontam que o aquecimento global provocará chuvas irregulares, desertificação, derretimento de geleiras e períodos mais longos de estiagem em rios e lagos. “Em muitas regiões marcadas pela escassez hídrica, prevê-se que as alterações climáticas reduzam bastante a disponibilidade da água em razão do aumento das secas”, afirma o estudo.
    Os impactos na capacidade produtiva vão aumentar a pobreza, diminuir a oferta de alimentos e elevar a subnutrição no mundo. Se a tendência de elevação das temperaturas não for alterada, de acordo com o relatório, o número de subnutridos deverá ter um acréscimo de 600 milhões — saltará dos 1,1 bilhão atual para 1,7 bilhão até 2080, mais do que a população atual da China (1,3 bilhão), dos Estados Unidos (299 milhões) e do Brasil (186,8 milhões) somadas.
    Intitulado “Combater a mudança do clima: solidariedade humana em um mundo dividido”, o relatório do PNUD observa que quase metade dos empregos nos países em desenvolvimento está na agricultura. “A produção agrícola sustenta muitas economias nacionais. O setor é responsável por mais de um terço das receitas de exportação em cerca de 50 países em desenvolvimento”, diz o documento. Embora a agricultura responda por uma parcela pequena do PIB (Produto Interno Bruto) da América Latina e do Caribe (7%), "permanece como fonte de subsistência para uma grande parte dos pobres [da região]", segundo o relatório. O acesso limitado à irrigação e o fato de o milho, uma cultura particularmente vulnerável ao aquecimento global, ser bastante usado na produção de subsistência agravam o quadro. O RDH prevê uma queda de 10% na capacidade de produção de milho na América Latina até 2055; no Brasil, o recuo deve ser ainda maior: 25%.
    Os impactos mais devastadores devem ser sentidos nas partes áridas, como a África Subsaariana, justamente a que abriga as piores condições de desenvolvimento do planeta. A região pode ter um prejuízo de US$ 26 bilhões no setor agrícola até 2060, se a temperatura subir 2,9 °C e houver queda de 4% nas chuvas no mesmo período. O valor estimado do prejuízo supera a ajuda bilateral à região em 2005, de acordo com o relatório.
    As perdas na agricultura tendem não só a aumentar a fome, mas também a agravar as desigualdades internas dos países mais pobres. Cerca de 75% das pessoas que vivem com menos de US$ 1 por dia residem em áreas rurais e dependem da agricultura para sobreviver, observa o estudo.
    Nos países ricos, a produção agrícola deve aumentar devido aos ciclos mais longos de crescimento das culturas e ao aumento das precipitações em latitudes elevadas, como áreas de clima temperado. Este efeito pode aumentar a dependência econômica dos países em desenvolvimento com relação aos mais desenvolvidos. "São os pobres que sofrerão as piores conseqüências e que terão que enfrentar a crise (climática) com os escassos recursos que possuem", resume o relatório.

    Alemanha: Jovens muçulmanos estão mais propensos à violência



    Europa 25.12.2007 13:00 UTC

    Jovens muçulmanos estão mais propensos à violência

    Um novo estudo sobre adeptos do islã na Alemanha preocupa os políticos do país: 44% dos jovens muçulmanos seguem "orientações fundamentalistas" e quase de 25% estão dispostos a empregar violência contra os que professem outra fé.

    A pesquisa foi realizada pelo Ministério alemão do Interior. O mais assustador é que quase a metade dos entrevistados concorda com a seguinte afirmativa: "Os muçulmanos mortos na luta armada pela fé vão para o paraíso."

    Segundo o ministro do Interior Wolfgang Schäuble, da União Democrata Cristã (CDU) os resultados confirmam suas próprias advertências. O relatório abarca 515 páginas, e fora encomendado por seu antecessor, Otto Schily, em 2004.

    Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

    Mais de 12 mil pessoas são acusadas de pedofilia pela internet na Alemanha



    24/12/2007 - 14h38

    Mais de 12 mil pessoas são acusadas de pedofilia pela internet na Alemanha

    da Efe, em Berlim

    Mais de 12 mil pessoas são suspeitas de ter divulgado ou baixado pela internet fotografias e vídeos de conteúdo pedófilo na Alemanha, disse nesta segunda-feira um porta-voz da promotoria de Berlim, confirmando informações publicadas pela imprensa.

    As autoridades judiciais dos Estados de Berlim, Baden Wurttemberg e Saxônia-Anhalt já abriram procedimento contra suspeitos de possuírem esse tipo de imagens em seus computadores.

    Enquanto em Baden Wurttemberg as autoridades investigam cerca de 1.700 suspeitos, na Saxônia-Anhalt já foram abertos processos em 325 casos concretos, disse um porta-voz da promotoria de Halle, enquanto o Ministério Público em Berlim não quis divulgar números.

    As mais de 12 mil pessoas foram localizadas e registradas de acordo com a operação "Himmel" (Céu), promovida há meses na Alemanha. Ao longo de todo esse tempo a polícia alemã realizou várias revistas domiciliares e confiscou material suspeito.

    A operação tem sua origem em uma empresa de comunicações de Berlim que suspeitou do intenso tráfego de dados registrados em alguns de seus servidores, parte dele de material pedófilo. A empresa denunciou imediatamente o caso à polícia.

    Nas investigações iniciais foi processado, entre outras pessoas, o então prefeito de Merseburg (Saxônia-Anhalt), Reinhard Rumprecht, que foi condenado a uma multa de 8.000 euros por posse de material pedófilo e teve que renunciar a seu cargo.

    A vida de Papai Noel (Pai Natal) em detalhes



    Domingo, 23 de Dezembro de 2007 Versão Impressa

    A vida de Papai Noel em detalhes

    O norte-americano Gerry Bowler revela aspectos inusitados e pouco conhecidos desse imbatível campeão de popularidade

    Elias Thomé Saliba

    E nem o Papai Noel escapou da fúria biográfica. Sorte nossa que o historiador americano Gerry Bowler, mais do que uma biografia, escreveu uma história completa das representações do Papai Noel na cultura ocidental, revelando aspectos inusitados e pouco conhecidos do curriculum deste imbatível campeão de popularidade. Se a polêmica sobre sua existência virou lugar comum, pelo menos a história de sua representação coletiva existe, concretamente, nas centenas de estudos e livros consagrados ao surgimento, invenção e reinvenção cultural dessa figura tão conhecida.

    Muitas pesquisas recentes procuram demonstrar as fortes relações lendárias de São Nicolau - e por extensão, do Papai Noel - com seus ascendentes pagãos. A associação das festas natalinas às prodigalidades gastronômicas e à entrega de presentes é bem mais antiga que o cristianismo: já eram costumes arraigados e bastante difundidos nas festas pagãs da Saturnália e das Calendas - consagradas ao excesso e à abundância - e depois lentamente transferidos para as festas cristãs do Natal e da Epifania. "Mas que coisa mais absurda. As pessoas vêm chegando boquiabertas, esperando receber alguma coisa umas das outras. Os que deram estão abatidos; os que receberam um presente não o conservam consigo, pois passam-no adiante para outros, e aquele que recebeu de um inferior o dá para um superior. Isso não é nada mais que uma nova forma de suborno e servilismo, à qual se liga inevitavelmente o constrangedor elemento da obrigação." Esta advertência ancestral - não destituída de uma certa lucidez - do bispo Astério de Amaséia, a todos os cristãos, é de janeiro do ano 401!

    Apesar disso, o surgimento anual de um presenteador mágico, que gostava particularmente das crianças, levou mais de mil anos até tornar-se a mais conhecida e divulgada criação cultural chamada Papai Noel. Embora narrativas desencontradas afirmem que São Nicolau era um bispo da cidade de Mira, na costa da atual Turquia, apenas no século 11 ele se tornou um dos santos mais poderosos da Igreja. E depois que os primeiros colonizadores vikings batizaram uma catedral com o seu nome, o culto se espalhou por toda a Europa, principalmente nos países nórdicos. Bowler detalha também lugares e épocas nas quais surgiram novos hábitos, como o costume medieval das freiras de deixarem presentes às crianças pobres na véspera do dia de São Nicolau, no começo de dezembro. Analisa ainda como a ascensão do cristianismo fez com que a festa começasse a ser transferida para a véspera do aniversário de nascimento de Jesus; e como a figura de São Nicolau esteve muito distante da figura moderna e benevolente do Papai Noel - sobretudo porque sempre foi representado como um santo severo, rígido e disciplinador, hábil em fustigar incréus e malfeitores com varas e chicotes. No longo período de tempo entre a Reforma no século 16 e a revolução tecnológica no 19, São Nicolau foi associado a uma série de representações lendárias e fantasmagóricas que incluíam, além da óbvia figura barbuda, com um gorro cinzento e rosto sério, uma variedade imensa de espantalhos desgrenhados, feiticeiras, figuras fantasmagóricas, fadas, reis, anjos, duendes e, até um espantoso pedaço de tronco que urinava e defecava.

    Foi na pragmática e utilitária cultura oitocentista norte-americana que toda esta tradição complexa, variada, multiforme e sincrética de representação de Nicolau acabou sendo escoimada, filtrada e desinfetada para inventar - ou reinventar - esta figura gorducha e coberta de peles chamada Papai Noel. As primeiras menções impressas são de 1810: versos anônimos publicados no New York Spectator e um poema do nova-iorquino Clemente Moore, o qual - inspirando-se na figura do condutor holandês que o conduzia, de carruagem, para sua casa - descreve o gorducho personagem à sua família. Mas, quando este último poema é publicado, em 1823, a figura de Noel já foi completamente dessacralizada e secularizada - tanto que ele já se mostrava capaz de descer pelas chaminés tanto dos lares católicos quanto protestantes. Sua vocação disciplinadora também foi mantida e bem temperada com traços do seu caráter mágico - em resumo, surgiu uma figura que dispunha de uma autoridade sedutora e transcendente, à qual se podia apelar tanto quanto a qualquer outra autoridade em casa, na família ou na imaginação nacional. No final do século 19, o Papai Noel era tão popular que os movimentos sociais e políticos começaram a recrutá-lo como porta-voz das mais variadas bandeiras de lutas e reivindicações na arena pública, transformando-o num precoce lobista das mais diversas causas.

    O paradigma atual de sua imagem, vestido de vermelho e branco, contudo, só se consolidou nos famosos desenhos realizados pelo ilustrador Haddon Sundblon para a Coca-Cola Company, em 1931. Daí a figura que conhecemos ganhou enorme prestígio e popularidade em canções, filmes, folhinhas, revistas e lojas de departamentos - sem contar que chegou a ser recrutado como uma espécie de propagandista neutro durante a 2ª Guerra Mundial. Ressaltando-se sua prodigalidade e auto-indulgência, durante todo o século 20, Noel transformou-se num autêntico pau para toda obra, virando propagandista, aliciador mercantil, tema de arte kitsch natalina, e, até, personagem de sites pornográficos na internet. Fundamentalistas condenaram e proibiram seu culto como mera idolatria. Já intérpretes estruturalistas chegaram a descrevê-lo como profeta-vendedor cujo papel era induzir astuciosamente as pessoas a comprar e - ao mesmo tempo - disfarçar as origens comerciais desses presentes. Lévi-Strauss definiu-o como o único deus de um grupo etário específico: as crianças, que sempre o homenageavam com cartas e preces. Uma visada pós-moderna chegou mesmo a inverter o mecanismo da crença: nós não estamos mais engendrando a figura de Noel - é ele que está veladamente nos moldando, porque todo ano ele renasce e nos torna participantes de uma aventura de consumo que dura um mês inteiro.

    Hoje, é grande até a disputa turística por Papai Noel: muitos países europeus negam a crença norte-americana no Pólo Norte como o lar do famoso velhinho. Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia divulgam folhetos turísticos indicando cidades onde nasceu e viveu São Nicolau. Recentemente, até a Turquia muçulmana entrou na disputa, reivindicando ser o lar original do primitivo santo. Mas não será uma olhada na enorme bibliografia referente ao bom velhinho que vai decidir a questão. Em síntese, Papai Noel ficou tão trivial que provavelmente ninguém mais se interesse pelas suas origens. Bowler resume grande parte das mais recentes pesquisas, voltadas para entender como se formam e perduram os mecanismos de uma crença cultural tão renitente. E, neste caso, as crenças não se limitam ao Papai Noel. Em muitos países, o menino Jesus ainda é o seu mais poderoso concorrente. Muitas crianças italianas escrevem bilhetes não para Noel, para o Gesù Bambino. Recentemente, saíram duas coletâneas com trechos das melhores cartas e bilhetinhos das crianças, nos quais surgem perguntas muito pertinentes, surpreendentes até para os mais profundos teólogos. Como a de Marcello, um milanês de 9 anos, que, fazendo jus à criatividade implacável desta idade, escreve: "Querido Jesus, em vez de você fazer as pessoas morrerem e aí criar novas pessoas, por que você não fica com as que já tem?"

    Elias Thomé Saliba é historiador, professor da USP e autor, entre outros, de As Utopias Românticas

    Domingo, Dezembro 23, 2007

    Fumo passivo pode levar à morte, alerta especialista


    23/12/2007

    Fumo passivo pode levar à morte, alerta especialista

    Tatiana Paysan

    Ser fumante passivo ultrapassou a barreira apenas do incômodo para se transformar em risco de doenças graves que pode levar à morte. Esse é o alerta do presidente da Associação Brasileira de Cardiologia, Aloir Queiroz de Araújo.

    Segundo ele, a exposição ao fumo no ambiente de trabalho e doméstico aumenta muito os riscos de doenças pulmonares e cardiovasculares. E o pior não há um nível seguro de exposição. "O fumante passivo está adoecendo, de fato, e morrendo", lamentou.

    Por isso é necessário que as pessoas fumem ao ar livre ou em ambientes apropriados para não colocar em risco a vida de outros.

    Apesar de não haver números do Espírito Santo sobre a quantidade de infartos em fumantes passivos, dados do Hospital da Universidade de São Paulo (USP) revelam, por exemplo, que, em esposa não-fumante de marido fumante, o risco de acidente coronário aumenta 25%; e o risco de câncer do pulmão, 26%.

    No caso das crianças, a situação é ainda mais preocupante: o risco de ataques de asma aumenta 14%, 38% e 48%, respectivamente, se for o pai, a mãe ou os dois a fumar.

    Outro estudo

    A edição de outubro do jornal da Associação Européia de Cardiologia mostrou que, na Alemanha, seis mortes por doenças coronarianas (infarto) poderiam ser atribuídas, todos os dias, ao fumo passivo. Segundo o mesmo estudo, dez novos casos de doença coronariana, por dia, seriam atribuídos ao fumo passivo.

    Essa também é a realidade de outros países. Na Inglaterra, um estudo publicado em 2005 reforça essa tese, já que aproximadamente 5.500 mortes anuais em decorrência de doenças do coração também teriam sido causadas por fumo passivo.

    Segundo Aloir Queiroz, o fumo, de qualquer tipo, é um dos quatro grandes fatores de risco cardiovascular, junto de hipertensão, colesterol elevado e diabetes, o que pode antecipar um infarto em dez anos, em média.

    Para Queiroz, a saída para o fumante é mesmo parar de fumar. Caso não consiga, a dica é ter a consciência de que está prejudicando a saúde de outras pessoas e buscar fumar ao ar livre. "A grande dificuldade é que muitos só deixam de fumar depois de sofrerem um infarto, o que poderia ser evitado", diz.

    Consumo

    20%

    Essa é a porcentagem de fumantes entre a população adulta do Brasil. O consumo médio é de 14 cigarros por dia.

    Outro estudo

    A edição de outubro do jornal da Associação Européia de Cardiologia mostrou que, na Alemanha, seis mortes por doenças coronarianas (infarto) poderiam ser atribuídas, todos os dias, ao fumo passivo. Segundo o mesmo estudo, dez novos casos de doença coronariana, por dia, seriam atribuídos ao fumo passivo.

    Essa também é a realidade de outros países. Na Inglaterra, um estudo publicado em 2005 reforça essa tese, já que aproximadamente 5.500 mortes anuais em decorrência de doenças do coração também teriam sido causadas por fumo passivo.

    Segundo Aloir Queiroz, o fumo, de qualquer tipo, é um dos quatro grandes fatores de risco cardiovascular, junto de hipertensão, colesterol elevado e diabetes, o que pode antecipar um infarto em dez anos, em média.

    Para Queiroz, a saída para o fumante é mesmo parar de fumar. Caso não consiga, a dica é ter a consciência de que está prejudicando a saúde de outras pessoas e buscar fumar ao ar livre. “A grande dificuldade é que muitos só deixam de fumar depois de sofrerem um infarto, o que poderia ser evitado”, diz.

    "O fumante passivo está adoecendo, de fato, e morrendo. O fumante tem que se conscientizar que não tem o direito de prejudicar a saúde dos outros”

    Aloir Queiroz de Araújo , Cardiologista

    Pesquisa

    Dados de estudo feito pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e pelo Instituto Datafolha:

    Sexo. Homens (28%) fumam mais do que as mulheres (17%)

    Idade. A faixa etária em que há mais fumantes é de 45 a 50 anos (28%); a menor proporção (19%) se encontra na faixa 18 a 24 anos

    Regiões. No Sul e no Sudeste do país, os percentuais são mais altos (27%) do que nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (17% nas três)

    Classe. Por classe econômica, as taxas são estatisticamente equivalentes: "A" e "B" (22%), "C" (21%) e "D" e "E" (25%)

    Riscos. 94% dos entrevistados (fumantes e não-fumantes) acreditam que o tabagismo aumenta a chance de ataque cardíaco

    A pesquisa foi realizada em setembro de 2006. Foram ouvidas 2.012 pessoas

    Sexta-feira, Dezembro 21, 2007

    Cirurgia sem sangue a cancro nos testículos

    Cirurgia sem sangue a cancro nos testículos

    (queiram desculpar a má qualidade das imagens, mas foi o que foi possível arranjar)

    in revista Sábado (Lisboa, Portugal) de 29 de Novembro de 2007

    Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

    Principais crimes ocorridos no mundo em 2007



    Principais crimes ocorridos no mundo em 2007

    Há 22 horas

    PARIS (AFP) — Do misterioso desaparecimento da inglesinha Madeleine McCann ao julgamento do "assassino do xadrez" na Rússia, alguns dos crimes mais marcantes que ganharam as páginas dos jornais em 2007.

    - O russo Alexander Pichushkin, que ficou conhecido como "assassino do xadrez" após ter orgulhosamente confessado o assassinato de 48 pessoas, foi condenado à prisão perpétua por uma corte de Moscou em 29 de outubro. Depois de 10 semanas de julgamento, ele foi considerado culpado das 48 mortes e de três outras tentativas de homicídio. Pichushkin disse que planejava matar ao todo 64 pessoas, uma para cada casa do tabuleiro de xadrez.

    - No dia 16 de abril, um estudante sul-coreano com problemas mentais, Seung-Hui Cho, mata 32 colegas da universidade Virginia Tech, no mais sangrento massacre já visto em um campus americano. As investigações revelam que, não fosse a ação lenta dos agentes de segurança da universidade após os primeiros disparos (que mataram dois estudantes), a morte das outras vítimas poderia ter sido evitada. O atirador cometeu suicídio após a ação.

    - A investigação sobre a obscura morte por envenenamento radioativo do ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko, em novembro de 2006 em um hospital londrino, continua. O ex-espião da KGB, um crítico ferrenho do regime do presidente Vladimir Putin, a quem acusava por seu envenenamento, morava com a família em Londres e havia recentemente conseguido a cidadania britânica. Moscou se recusou a extraditar para a Inglaterra o principal suspeito do crime, Andrei Lugovoi, também ele um ex-membro do serviço secreto russo, que atualmente trabalha como executivo. Lugovoi foi eleito para o parlamento russo em dezembro, e agora goza de imunidade parlamentar.

    - A polícia portuguesa investiga o desaparecimento de Madeleine McCann, inglesa de três anos de idade que passava as férias com os pais e os irmãos na Praia da Luz, no sul de Portugal, e sumiu do quarto do hotel onde a família estava hospedada no dia 3 de maio. Gerry e Kate McCann organizaram uma campanha mundial para encontrar Maddie ("Find Maddie"), e receberam o apoio de personalidades como o jogador de futebol inglês David Beckham e o próprio Papa Bento XVI. O casal contou que jantava com amigos em um restaurante do complexo turístico, a apenas alguns metros do quarto onde as crianças dormiam, no momento do suposto seqüestro. Apesar de não estarem sendo processados e negarem veementemente qualquer participação no sumiço da filha, os pais de Maddie foram oficialmente listados como suspeitos no caso.

    - Em abril, dois funcionários de um banco são condenados à morte na China por roubar 51 milhões de yuans (6,6 milhões de dólares). A dupla gastou todo o dinheiro em bilhetes de loteria. Ren Xiaofeng, de 34 anos, e Ma Xiangjing, de 37, eram responsáveis pelo cofre de uma agência do Banco Agricultor da China na cidade de Handan, na província de Hebei. O plano era recuperar o dinheiro ganhando na loteria.

    - No dia 7 de novembro, a pacífica Finlândia se questionava, em estado de choque, porque Pekka-Eric Auvinen, um estudante de 18 anos, abriu fogo em sua escola, matando oito pessoas antes de cometer suicídio, em Tuusula, uma pequena cidade de 30.000 habitantes 40 km ao norte de Helsinque, cenário de uma das maiores tragédias do país em décadas. O jovem, solitário e simpatizante da extrema-direita, não escondia a admiração por Hitler e Stalin. Ele matou a diretora da escola, a enfermeira e seis alunos. Em um vídeo disponibilizado no YouTube, este fã de hard rock, Auvinen olha para a câmera e se descreve como um "existencialista cínico", "pronto para morrer pela causa" e a eliminar aqueles que "considera indignos da raça humana".

    Brasil: Em greve de fome, bispo desmaia



    19/12/2007 - 18h23 - Atualizado em 19/12/2007 - 19h23

    Em greve de fome, bispo desmaia

    Dom Luiz Cappio faz protesto contra a transposição do Rio São Francisco.Nesta quarta-feira (19), Supremo Tribunal Federal (STF) liberou obras.

    Do G1, em São Paulo

    Em greve de fome contra o projeto de transposição do Rio São Francisco, o bispo de Barra (BA), Dom Luiz Flávio Cappio, desmaiou nesta quarta-feira (19).

    A informação é da assessoria da Articulação São Francisco Vivo, que acompanha o bispo.

    Segundo a entidade, Cappio desmaiou quando planejava uma nota sobre a
    decisão do STF que libera as obras do projeto de transposição do Rio São Francisco.

    O bispo, de 61 anos, está no 23º dia de greve de fome. Ele teria comentado que estava sentindo um "desalento muito grande" devido ao julgamento. Cappio foi amparado por duas pessoas e não chegou a cair no chão. O religioso foi socorrido por um médico, recobrou a consciência e foi dormir.

    Saúde

    O frei vem apresentando fragilidade física, que aumenta a cada dia. Desde que iniciou o jejum, em 27 de novembro, até a última segunda-feira (17), ele já tinha perdido oito quilos. Seu peso agora é de 63,5 kg.

    Ao invés de soro, Dom Cappio vem se alimentando apenas com água. Esta é a segunda vez que o bispo faz greve de fome contra a transposição. Em outubro de 2005, ele permaneceu 11 dias sem se alimentar em protesto contra o projeto.

    A transposição do rio São Francisco, um antigo projeto que pode beneficiar 12 milhões de pessoas, é tratada como uma das principais prioridades do governo Lula, e suas obras começaram em junho deste ano.

    Quarta-feira, Dezembro 19, 2007

    Portugal: Pobres, cada vez mais pobres



    Pobres, cada vez mais pobres

    2007/12/18 18:30
    Hugo Beleza

    O poder de compra dos portugueses caiu, com o país a afastar-se da média europeia

    O poder de compra dos portugueses está cada vez mais distante da média da União Europeia. Caiu um ponto percentual no ano passado, mas acabou por perder terreno também relativamente a países que há bem pouco tempo estavam muito atrás neste indicador, que nem sequer estavam na União.

    Os últimos dados do Eurostat são reveladores, a indicarem que Produto Interno Bruto (PIB) português por habitante - que era de apenas 76 por cento em relação ao de um europeu médio - recebeu no ano passado uma nota negativa, com a seta vermelha a apontar para os 75 por cento, no final da lista de países onde circula o euro.

    As fronteiras do mapa da moeda única não conseguiram, contudo, conter a evolução negativa. E entre os países que entraram na UE, em 2004, há já quatro (República Checa, Malta, Chipre e Eslovénia) que têm de olhar sobre o ombro para encontrar Portugal no ranking. Parece distante o tempo em que a referência era a Grécia, a Espanha e a Irlanda - os dois primeiros países dentro média da UE, e o último a uma margem telescópica de 146 por cento -, apesar de não ter sido assim há tanto tempo.

    É certo que a produtividade dos portugueses fica aquém da maior parte dos seus congéneres europeus e que sem a inversão deste dado será difícil pensar num crescimento maior dos ordenados. Mas por outro lado, é fácil pensar que
    trabalhar compensa pouco em Portugal, onde o salário mínimo foi fixado em 426 euros, para 2008, com um aumento de 23 euros.

    É quase irónico que o primeiro-ministro tenha dito aos milhões de portugueses que vão usufruir deste acréscimo que esta é a «maior actualização do salário mínimo da última década», quando não chega sequer para pagar a mensalidade média de uma ligação de banda larga do choque tecnológico.

    Há milhões de portugueses que não são idóneos, por falta de meios, para entrarem no círculo virtuoso da formação contínua e suportarem a elasticidade da flexigurança nórdica. E há milhões de portugueses que nem com formação contínua, de anos sentados nas cadeiras das universidades, conseguem vislumbrar a oportunidade de trabalharem em troca de um salário acima da linha de flutuação, que lhes permita, pelo menos, saírem da casa dos pais antes dos trinta anos.

    Num país em que as grande fortunas registaram aumentos astronómicos - algumas duplicaram -, a
    «geração quinhentos euros» não é só a de um conjunto de jovens com formação superior que acabaram de entrar no marcado de trabalho, mas também de um conjunto significativo de pessoas que trabalharam por menos desse valor durante toda a sua vida laboral.
    Longe dos queixosos «mileuristas» espanhóis, franceses e italianos, e sem outros motivos para celebrar, resta a muitos a tranquilidade de já não terem de sair do país a salto, se quiserem imigrar. Pobres, cada vez mais pobres. A porta aberta das oportunidades fica para muitos portugueses cada vez mais longe das suas casa, cada vez mais longe do seu país.

    Portugal: José (Testemunha de Jeová) será submetido a cirurgia facial sem sangue



    7 perguntas a... Iain Hutchison (CIRURGIÃO ESPECIALISTA EM RECONSTITUIÇÃO FACIAL): "Além do aspecto, vamos ajudar o José a respirar, a comer e a falar"

    Como ficou a saber do caso do português José Mestre?

    O canal de televisão Discovery fez um programa especial com ele e convidou-me, a mim e a outro cirurgião, para analisarmos o caso. Foram eles que, primeiro, me mostraram fotografias do José e que, depois, o trouxeram a Londres.

    Qual foi a primeira impressão?

    As fotografias eram chocantes. Também me trouxeram scans e angiogramas para que, com a minha equipa, pudesse fazer um diagnóstico e escolher o tratamento mais adequado. Nesta fase, pensei que talvez pudéssemos cortar a pele, entre a lesão e o osso. Mas ele não tem muita pele normal por isso ficaria praticamente sem pele na cara. Depois, teríamos duas opções: ou faríamos um transplante de pele de outra parte do seu corpo (seria pele com cor e textura diferente e com menos mobilidade, estaríamos a substituir uma anormalidade por outra) ou faríamos um transplante de face, usando a cara de alguém que morreu (mas isso pode implicar uma espera de meses ou anos).

    Mudou de ideias quando o viu?

    As lesões de José são como caules que crescem na cara e que têm na ponta pequenas plantas. Pensei, então, que poderíamos atar uma corda em cada caule, para evitar que o sangue corra. Dessa forma, a planta não tem alimento, morre e cai.

    É isso que vão fazer?

    Sim, mas em vez de uma corda vamos usar um bisturi harmónico. Esta é uma técnica inovadora em que, em vez de cortar, aplicamos ondas de ultra-som. Mas o efeito é o mesmo e tem uma vantagem: diminui as perdas de sangue.

    Essa é uma preocupação, porque o José, como testemunha de Jeová, não quer receber transfusões de sangue?

    Sim, esse é um dos motivos por que o José se recusou a fazer outras cirurgias.

    O rosto dele ficará 100% normal?

    Não posso garantir que o José ficará com o rosto perfeito, mas, além do aspecto, vamos resolver os maiores problemas dele, que são funcionais: ele tem imensa dificuldade em respirar, em comer, em falar.

    Acha que ele vai aceitar esta intervenção?

    Espero que sim. A família está a favor da operação. Penso que ele fará, pelo menos, a operação experimental.- M. J. C.

    Número de mortos em desastres naturais dobrou nos últimos 10 anos



    Suiça: Número de mortos em desastres naturais dobrou nos últimos 10 anos

    Genebra, 13/12 - O número de mortos por causa de desastres naturais duplicou nos últimos 10 anos, passando de 600 mil para 1,2 milhão, segundo o último relatório da Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho.

    "O número de desastres naturais pode chegar este ano ao record de 500 catástrofes, devido em grande parte ao efeito da mudança climática", disse o director de Coordenação e Programas da organização, Thomas Gurtner, em declarações à imprensa.

    O relatório mundial sobre desastres em 2006, apresentado hoje pela Federação, aponta que o número de catástrofes naturais aumentou 60% na década de 1997 a 2006, em comparação com os 10 anos anteriores (1987-1996). O total passou de 4.241 para 6.806.

    O relatório se baseia nos números do Centro para as Investigações sobre Epidemiologia e Desastres (CRED). E revela que em 2006 houve 427 desastres naturais. Em 2005, foram 433.

    Além disso, o texto diz que o número de desabrigados por desastres naturais em 2006 foi de cerca de 142 milhões, 10% a menos que no ano anterior. Morreram 23.833 pessoas, quase 75% a menos que em 2005.

    No ano passado houve 297 desastres tecnológicos derramamento de gases ou compostos químicos tóxicos), 20% a menos que em 2005. Eles causaram a morte de 9.900 pessoas, queda de 15% em relação ao ano anterior.

    No entanto, o número de pessoas afectadas subiu de 100 mil para 172 mil.

    O texto especifica que em 2006, o número de mortos por desastres naturais ou tecnológicos foi de 33.733, o número mais baixo no período entre 1997 e 2006.

    O caso mais mortífero do ano foi o terramoto de Maio, em Yogyakarta, na Indonésia, que custou 5.778 vidas.

    O relatório pede a atenção dos Governos para os casos de discriminação durante os desastres, que muitas vezes, mesmo sem uma intenção expressa, prejudica os menos favorecidos da sociedade.

    "O aumento do número de desastres reflectiu uma forte presença de casos de discriminação. A Federação procura evitar isso com planos de resposta rápida e flexível", disse Gurtner.

    "A discriminação após os desastres é muito mais frequente contra as mulheres e grupos vulneráveis, como pessoas incapacitadas e imigrantes ilegais, e piora entre populações mais pobres", acrescentou.

    Detectado fenómeno de rara violência galáctica




    2007-12-18 15:55

    Nasa

    Detectado fenómeno de rara violência galáctica

    Trata-se de uma corrente de partículas de um buraco negro que atinge e destrói uma galáxia vizinha.

    [ Última actualização às 15:55 do dia 18/12/2007 ]

    Um fenómeno de rara violência galáctica acaba de ser detectado pelos telescópios da Nasa. Trata-se de uma corrente de partículas de um buraco negro que atinge e destrói uma galáxia vizinha.

    Duas galáxias estavam em vias de se fundirem, mas da maior saiu um jacto de partículas e uma radiação magnética que destruiu a constelação vizinha. O sistema chamado «3C321» possui duas galáxias, cada uma com um buraco negro no centro.

    De acordo com os astrónomos, ambas as galáxias devem ter planetas, mas nada poderá sobreviver a este enorme jacto de radiação, especialmente, raios x e gama. Centenas de milhões de estrelas, que estão no caminho, também não escaparam.

    Se já está a pensar que este fenómeno pode atingir o planeta terra, não fique alarmado. Os especialistas garantem que não há perigo algum pois o fenómeno desenrola-se a 1 400 milhões de anos-luz de distância do nosso planeta.

    Terça-feira, Dezembro 18, 2007

    Brasil: Estado não fornece remédio a religiosa



    18/12/2007 - 07h13

    Estado não fornece remédio a religiosa

    Bruno Ribeiro

    Do Diário do Grande ABC

    A dona de casa Idelzuiete de Moraes, 62 anos, diagnosticada com câncer nos ossos, está sem receber dois medicamentos no Hospital Estadual Mário Covas para tratar de uma anemia desenvolvida em decorrência do câncer. O motivo, segundo a família, é religioso: testemunha de Jeová, a paciente recusa-se a receber transfusão de sangue. Por isso, o hospital teria se recusado a fornecer outros medicamentos.

    A filha de Idelzuite, Ana Maria de Moraes, 35 anos, que não é testemunha de Jeová, afirma que a mãe teria de tomar dois medicamentos: a eritroitina (
    remédio que regula os níveis de células hematopoiéticas da medula óssea) e a talidomida (antinflamatório e sedativo). O primeiro age na medula óssea para regular os níveis de hemoglobina no sangue. Substituindo, assim, a transfusão de sangue.

    Entretanto, os médicos teriam afirmado que o tratamento adequado seria a transfusão. Com a recusa da paciente em receber sangue, segundo a filha, o hospital recusou-se a fornecer tanto o antiinflamatório como o medicamento regulador os níveis das células.

    Receita - A família obteve a receita médica do talidomida para comprar os remédios. A paciente tem de tomar duas ampolas a cada dois dias, ao custo de R$ 50 cada uma. No caso da eritroitina, o medicamento não é vendido em farmácias. É só fornecido pelo governo.

    Ana Maria diz ter sido aconselhada pelo hospital a autorizar a transfusão, uma vez que a mãe estaria recebendo sedativos e não tinha condições de tomar tal decisão.

    A filha, apesar de não ser da mesma religião da mãe, disse preferir respeitar a vontade de Idelzuite – uma vez que existem os medicamentos que podem ajudá-la.
    Idelzuite descobriu o câncer há oito meses e os médicos disseram à família que ela deve viver por mais três anos, aproximadamente. A filha se mostra revoltada com a possibilidade de esse período ter sido reduzido por intolerância religiosa ou para que o Estado economize dinheiro com o uso dos medicamentos.

    Secretaria alega que faltava remédio no estoque

    Bruno Ribeiro

    Do Diário do Grande ABC

    A Secretaria de Estado da Saúde informou que os remédios de Idelzuite não foram ministrados ainda porque não estavam em estoque. Segundo a secretaria, a compra dos medicamentos foi feita. O Estado nega que os medicamentos não foram aplicados por conta da recusa da paciente em receber a transfusão de sangue.

    A dona de casa deve começar a receber nesta terça-feira as ampolas de talidomina e até sexta-feira as doses de eritroitina. O governo do Estado reconhece que o processo de compra de alguns medicamentos é demorado e que pacientes com câncer como Idelzuite podem demorar até 15 dias para receber os remédios prescritos pelos médicos.

    Segundo a Secretaria da Saúde, alguns desses medicamentos têm de ser importados, o que atrasa o processo.

    No fim da tarde de segunda-feira, a família recebeu a informação de que a dona de casa receberia alta médica e sairia do hospital nesta terça-feira.

    O temor da filha de Idelzuite, Ana Maria de Moraes, é que, em casa, a mãe continue sem os medicamentos.

    Dez acontecimentos que marcaram o mundo em 2007



    Dez acontecimentos que marcaram o mundo em 2007

    Há 20 horas

    PARIS (AFP) — - A Revolução Açafrão da Birmânia: Apoiados pela população, milhares de monges budistas se manifestaram durante vários dias de setembro em Rangun e em outras cidades contra a junta militar, no poder desde 1988, que reprimiu duramente este movimento motivado pela alta dos preços dos combustíveis. O enviado da ONU, Ibrahim Gambari, tentou estabelecer um diálogo entre os militares e a líder da oposição Aung San Suu Kyi.

    - Peloponeso em chamas: Incêndios florestais de grandes proporções arrasaram a Grécia em julho e agosto, especialmente a região do Peloponeso, devido à seca e a um calor excepcional, causando 77 mortos. O fogo destruiu 147.230 hectares de oliveiras, vinhas e outros cultivos.

    - Massacre no Iraque: Em 3 de fevereiro, um camicaze fez saltar seu caminhão carregado com uma tonelada de explosivos em um bairro popular xiita de Bagdá, causando ao menos 130 mortos e 305 feridos. Foi o segundo maior atentado no Iraque após a invasão do país em março de 2003, quando foram mortas 202 pessoas na Cidade de Sadr em novembro de 2006.

    - Ataque à Mesquita Vermelha de Islamabad: Em 11 de julho, tropas paquistanesas tomaram o controle da Mesquita Vermelha de Islamabad, matando os últimos islamitas que resistiam após dois dias de confrontos que causaram cem mortos. O episódio pôs fim aos seis meses de tensões ao redor deste foco do fundamentalismo mulçumano.

    - Atentado contra a comitiva de Benazir Bhutto: Um atentado suicida matou 119 pessoas em 18 de outubro em Karachi entre os que acompanhavam a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto de sua volta do exílio.

    - Êxito no espaço: Um astronauta da nave espacial "Discovery", Scott Parazynski, funcionário da agência espacial norte-americana NASA e médico de formação, conseguiu em novembro uma reparação orbital sem precedentes e potencialmente perigosa de painéis danificados de uma antena solar da Estação Espacial Internacional (ISS).

    - Inundações no sul da Ásia: Mais de 3.200 pessoas morreram vítimas das inundações de verão na Índia, Bangladesh e Nepal, enquanto outros 28 milhões ficaram desabrigados, à mercê da fome, da sede e das epidemias.

    - Êxodo na Califórnia: Cerca de 640.000 pessoas abandonaram suas casas ameaçadas pelo fogo que devastou o sul da Califórnia em outubro. Foi a maior evacuação da história desse estado americano, num balanço final que estabeleceu 203.000 hectares queimados e 1.800 casas destruidas.

    - Recorde mundial do TGV francês: Em 3 de abril, o TGV (Trem de alta velocidade) francês estabeleceu um novo recorde do mundo em velocidade sobre trilhos ao alcançar 574,8 km/h na linha da Europa. Os testes dos dias anteriores sugeriam que seriam alcançados 568 km/h. O recorde de velocidade de um trem permanece com o Maglev japonês com 581 km/h em 2003, porém tratava-se de um trem experimental de sustentação magnética e não sobre trilhos.

    - Harry Potter superstar: Em julho, o sétimo e último volume das aventuras de Harry Potter, de J.K. Rowling, "Harry Potter e as relíquias da morte", bateu o recorde de vendas em 24 horas no Reino Unido (2,65 milhões de exemplares) e nos Estados Unidos (8,3 milhões de exemplares).

    Alto preço dos alimentos pode aumentar fome no mundo, adverte ONU



    Alto preço dos alimentos pode aumentar fome no mundo, adverte ONU

    Plantão Publicada em 17/12/2007 às 16h11m
    BBC

    A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) alertou nesta segunda-feira que o aumento dos preços dos produtos alimentares de base nos países em desenvolvimento pode elevar a fome, afetando milhões de pessoas.

    "Menos pessoas terão acesso aos produtos alimentares devido ao aumento dos preços", afirmou o diretor-geral do órgão, Jacques Diouf. "Devemos agir de modo precoce para não chegar a essa situação. A criação de um sistema de financiamento internacional ajudará a enfrentar esse problema."

    A organização propôs um plano de ação que inclui o estabelecimento de bônus destinados aos agricultores e anunciou que investirá US$ 17 milhões (cerca de mais de R$ 30 milhões) de seu próprio fundo na iniciativa.

    Com os bônus, cujos detalhes ainda não foram definidos, Diouf acredita que é possível chegar a um crescimento de 20% da produção.

    No entanto, o diretor-geral da FAO alertou que a organização não poderá agir sozinha na iniciativa e espera a ajuda financeira dos países-membros e de organizações não-governamentais.

    Diouf disse que é necessário criar uma rede de segurança alimentar, incentivando a produção por meio de medidas como o melhor acesso a sementes, fertilizantes e atividades de zootecnia, além de dar mais proteção aos consumidores pobres e mais vulneráveis ao aumento de preços.

    "O aumento dos preços tem gerado tensões em muitas partes do planeta. Países como a Argentina, Bolívia, Equador, México e Índia estão buscando reduzir os efeitos locais dessa alta de preços com a limitação das importações e a redução das tarifas alfandegárias de importação sobre os produtos alimentares", disse.

    "Mas é impossível que as políticas nacionais sejam suficientes para proteger os setores vulneráveis da população. Por isso, é necessária uma ação internacional combinada para aumentar a produção nos países mais atingidos."

    O diretor-geral da FAO disse ainda que a política de biocombustíveis deve ser coordenada em nível internacional, tendo sempre como prioridade o combate à fome.

    Em junho do próximo ano, a organização realiza uma conferência internacional sobre segurança alimentar em que deve ser discutido o mercado de biocombustíveis, seu impacto no ambiente e na produção de alimentos.

    O uso crescente de cereais, açúcar e oleaginosas para produzir etanol e biodiesel, substitutos de combustíveis fósseis, é uma das questões que serão analisadas.

    A meta é construir um marco regulador para os biocombustíveis, que libere seu potencial para reduzir a fome e a pobreza em países que têm condições competitivas para produzi-los.

    A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto com outros chefes de Estado, é aguardada.

    Para mais notícias, visite o site da
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    Domingo, Dezembro 16, 2007

    Igreja Universal completa 30 anos com império empresarial



    15/12/2007 - 09h02

    Igreja Universal completa 30 anos com império empresarial

    da Folha Online

    O império erguido pela Igreja Universal do Reino de Deus, que completou 30 anos em julho deste ano, vai além das 23 emissoras de TV e 40 de rádio. Reportagem publicada neste sábado na Folha
    (íntegra somente para assinantes do jornal e UOL) traz levantamento de outras 19 empresas registradas em nome de 32 membros da igreja, na maioria bispos.

    Entre as empresas reveladas pelo levantamento da reportagem estão dois jornais diários --"Hoje em Dia", de Belo Horizonte, e "Correio do Povo", de Porto Alegre--, as gráficas Ediminas e Universal, quatro empresas de participações (que são acionistas de outras empresas), uma agência de turismo, uma imobiliária, uma empresa de seguro saúde.

    Segundo a reportagem, a Igreja Universal também tem sua própria empresa de táxi aéreo, a Alliance Jet, de Sorocaba (SP), que fatura cerca de R$ 500 mil mensais e tem três aviões, um deles adquirido por US$ 28 milhões, neste ano. A empresa está em nome de Adilson Higino da Silva, bispo auxiliar de São Paulo.

    Se um bispo se envolve em escândalos --caso de parlamentares-- ou entra em atrito com a igreja, as ações mudam de mãos, segundo a reportagem da Folha.

    Foi o que aconteceu com o ex-bispo e ex-deputado federal Wanderval Santos (que pertencia ao PL de São Paulo), denunciado pelo Ministério Público por envolvimento com a máfia das sanguessugas. Depois que o escândalo veio à tona, ele deixou a igreja e vendeu as ações que possuía na Rádio Liberdade (de João Pessoa, Paraíba) e na Rádio Continental (de Florianópolis, Santa Catarina). "Os homens podem ter seus erros, mas a igreja é santa", afirmou o ex-bispo à reportagem.

    Outro lado

    A igreja não quis dar declaração ou informação sobre seu vínculo com as emissoras de TV da Rede Record, as emissoras de rádio e as empresas registradas em nome de bispos ou outros membros da instituição.

    A Folha encaminhou dois e-mails com detalhes sobre o conteúdo da reportagem, além de pedidos de entrevista feitos por telefone. A resposta, via assessoria de imprensa, foi de que não se manifestaria sobre nenhum dos temas abordados.

    Aquecimento global complica o combate à dengue



    BRASIL
    15/12/2007 (09:53)

    Aquecimento global complica o combate à dengue

    Os piores meses no combate à dengue no Brasil são tradicionalmente entre março e maio, quando as altas temperaturas e a umidade atmosférica criam situações propícias para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença. Contudo, neste ano, começou a ser observado um aumento dos casos nos outros meses, que geralmente eram considerados mais tranqüilos pelos agentes de vigilância sanitária. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aquecimento global, cujo reflexo foi sentido no prolongamento do período de calor no País, pode ser responsabilizado pelo avanço de doenças como malária, cólera e dengue pelo mundo.

    Para o virologista Hermann Schatzmayr, do Instituto Oswaldo Cruz, o clima realmente pode ser considerado como um inimigo a mais na luta contra o Aedes. "Infelizmente, a dengue conseguiu se espalhar de maneira forte por todo o ano. No Brasil, ela já está deixando de ser epidêmica para ser endêmica", afirma. O clima também deixa o biólogo da coordenação do Programa de Combate à Dengue da Prefeitura de São Paulo, Adriano Ogera, apreensivo. "Não fossem as condições climáticas, eu poderia quase ter certeza de uma queda nos números absolutos da dengue em São Paulo para o ano que vem, depois de medidas que nós tomamos. Mas, com esse fator, não dá para projetar nada", lamenta.

    Apesar de ser apontado como um forte fator de contribuição à proliferação do mosquito, o clima não é o único inimigo externo a ser combatido pelos agentes de saúde. Para Schatzmayr, a falta de informação de qualidade ainda impede o avanço na prevenção da dengue. "É muito pouco eficaz o resultado obtido com campanhas de conscientização em jornais e TVs. A população responde muito melhor às visitas dos agentes de saúde, que indicam o que deve ser feito", afirma o virologista.

    Já Ogera crê que uma das maiores dificuldades é a organização para a realização de um programa coordenado entre todas as unidades da Federação para garantir um amplo combate à dengue. "Muitas vezes, não adianta nada um trabalho ser bem-feito num Estado, se em outro não há mobilização e a epidemia explode. É preciso que todos façam sua parte", cobra.

    Inseticidas

    Em São Paulo, a Secretaria de Saúde decidiu, após estudos, oferecer à população carente uma tela especial para ser colocada acima das caixas dágua, que é um dos locais onde mais se concentram criadouros dos mosquitos. De acordo com Ogera, o objetivo é, além de educar, permitir que a população elimine a possibilidade de os mosquitos se reproduzirem.

    Também empresas se mobilizam para auxiliar no combate à doença. Além do lançamento de produtos como inseticidas para serem utilizados em jardins, que matam o mosquito mas são inócuos às plantas, também lançam campanhas para conscientização. O químico responsável pela Indústria Anhembi, Celso Miranda, alerta para o uso de uma solução de água sanitária e água que é eficiente para matar as larvas do Aedes. "Basta misturar um litro de água com uma colher de chá de água sanitária e regar as plantas com isso, especialmente as bromélias, que acabam acumulando água onde o mosquito se reproduz. Também pode ser usado em ralos e grelhas de quintal", afirma.

    Portugal (Lisboa): Inglês quer operar homem-elefante





    Inglês quer operar homem-elefante

    2007/12/15 15:12

    Foto:Homem da «máscara» em Lisboa (Manuel de Almeida/Lusa)

    Pedinte do Rossio ainda não disse e aceita submeter-se a técnica inovadora. Médico fará operação de borla, sem transfusão de sangue. É uma exigência de José Mestre, que é testemunha de Jeová

    Um médico britânico ofereceu-se para tratar gratuitamente, com uma técnica inovadora que evita a transfusão de sangue rejeitada por José Mestre, o homem com a cara deformada que há mais de duas décadas pede no Rossio, em Lisboa, refere a Lusa

    A solução foi proposta por Iain Hutchison, do Hospital São Bartolomeu, em Londres, após uma consulta na capital britânica, em meados de Julho, mas, até agora, José Mestre não deu resposta.

    «Eu ofereci-me para fazer a operação sem cobrar e penso que as autoridades portuguesas pagariam pelo internamento hospitalar [no âmbito da cooperação europeia entre os serviços de saúde dos 27]», revelou o cirurgião.

    Técnica inovadora de cirurgia

    O tratamento seria feito através de uma técnica recente, «o bisturi harmónico, que usa ondas de ultra-som para coagular os vasos sanguíneos», reduzindo a perda de sangue, indica.

    Este método facilitaria a intervenção cirúrgica necessária para tratar a malformação vascular e o angioma de que padece, sem a transfusão de sangue que José Mestre rejeita por ir contra a sua crença religiosa, enquanto Testemunha de Jeová.

    Angioma compromete fala e coluna

    O angioma, que progride desde a infância e hoje chega abaixo do pescoço, está a comprometer-lhe cada vez mais a fala e a vergar-lhe a coluna devido ao peso.

    O médico ilustra o resultado da técnica como «cortar o caule a uma flor sem cortar a flor».

    «Era isso que faríamos, cortar todos os caules que ele tem, reduzindo grande parte da lesão, o que o deixaria com a cara relativamente normal», prognostica, propondo dividir o tratamento em duas fases.

    Devido ao angioma, explica o cirurgião, a pele ainda estaria vermelha como está agora, o lábio inferior continuaria pendurado e o nariz deformado.

    «A segunda etapa seria uma operação correctiva convencional de reconstrução que teria como objectivo reduzir o volume do lábio e dar uma melhor forma ao nariz», acrescenta.

    Associação de solidariedade «Salvar caras»

    Cada intervenção cirúrgica teria uma duração de seis a sete horas, calcula o clínico, espaçadas por entre três e cinco meses.

    Reconhecendo o caso como «altamente invulgar e complexo», Hutchison, que é fundador de uma organização de solidariedade intitulada «Salvar caras», garante que esta solução é mais simples e segura do que outras hipóteses.

    Sábado, Dezembro 15, 2007

    Geleiras tibetanas perderam 18% de sua massa devido ao aquecimento global



    14/12/2007 - 12h49 - Atualizado em 14/12/2007 - 14h49

    Geleiras tibetanas perderam 18% de sua massa devido ao aquecimento global

    Derretimento médio foi 7,4% maior, em relação ao estudo anterior, de 2002. Apesar de serem principais emissores do planeta, chineses culpam o Ocidente.

    As geleiras do planalto tibetano e do oeste chinês perderam 18% de seu volume nos últimos cinco anos devido ao aquecimento global, segundo um estudo preliminar feito por cientistas chineses que foi publicado nesta sexta-feira (14).

    Cerca de 18% da massa das geleiras da bacia de Junggar e do rio Ili, no oeste de Xinjiang, e do curso alto do rio Zangbo, no Tibete, já derreteram, indicam os resultados da pesquisa divulgados pela agência "Xinhua".

    Na montanha Qilian, no noroeste da China, e no rio Lancang, no sudoeste do país, as geleiras perderam em média 10% de seu volume.

    "O degelo das geleiras é de fato uma manifestação da pressão ambiental sobre a China devido ao aquecimento global", disse Ding Yongjian, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências.

    Em maio, um grupo de especialistas da instituição e o Ministério de Ciência e Tecnologia deram início à pesquisa, ainda em curso, que indica que as geleiras chinesas derreteram em média 7,4% em relação ao estudo anterior, de 2002.

    A pesquisa cobre uma área de 20 mil quilômetros quadrados, um terço do total ocupado pelas 46 mil geleiras chinesas e que representam a metade das que ficam a uma altitude média e alta no planeta.

    Apesar destes resultados e de a China ter ultrapassado em 2006 os Estados Unidos como principal emissor de carbono do planeta, os representantes chineses nas negociações de Bali (Indonésia) sobre mudança climática, que termina nesta sexta, alegam que o país está em desenvolvimento, culpando o Ocidente pelo aquecimento global.

    Milhares de morsas se esmagam até a morte na Rússia




    sexta-feira, 14 de dezembro de 2007, 17:31 Online

    Milhares de morsas se esmagam até a morte na Rússia

    Desaparecimento do gelo levou esses animais a se espremerem em grupos enormes em faixas de terra na costa

    Dan Joling, da Associated Press

    Foto: Divulgação/Greenpeace
    Morsa em calota de gelo no ártico

    ANCHORAGE, EUA - Milhares de morsas que vivem no Círculo Polar Ártico morreram esmagando umas a outros no início deste ano após o desaparecimento do gelo no Estreito de Bering, informaram cientistas. A causa do degelo, segundo os pesquisadores, seria o aquecimento global, que derrete as calotas próximas aos pólos.

    As mortes ocorreram durante o fim do verão boreal no lado russo do Estreito de Bering, que separa o Alasca da Rússia. "Foi um ano violento para as morsas", disse Joel Garlach-Miller, especialista nesses animais.

    Diferentemente de focas, morsas não conseguem nadar a esmo durante muito tempo. Esses mamíferos gigantes precisam das placas de gelo para descansar. Quando não encontram essas "ilhas congeladas", vão para terra firme e lá ficam por, no máximo, semanas até voltar ao mar.

    Mas o gelo desapareceu no Mar de Chukchi neste ano - por causa das altas temperaturas do verão, das correntes marítimas e dos ventos contínuos vindos do leste, informou Garlach-Miller.

    Conseqüentemente, as morsas foram para terra firme mais cedo do que o usual e ficaram por mais tempo lá, reunidas em grupos com milhares de indivíduos - há registros de até 40 mil animais num local conhecido Point Shmidt, faixa de terra que não é pisada por morsas há mais de um século.

    Esses animais ficam muito vulneráveis quando se reúnem em grandes grupos, pois, com a chegada de ameaças como ursos polares, caçadores ou até aviões voando baixo, eles fogem desesperados em direção ao mar, esmagando uns aos outros.

    Cientistas foram informados sobre a descoberta de milhares de corpos de morsas com graves ferimentos internos após serem esmagadas. A maioria dos filhotes e dos mais fracos morreu dessa forma.

    O biólogo Anatoly Kochnev, do Instituto de Pescaria e Oceanografia da Rússia, estima entre 3 mil e 4 mil morsas mortas - número três vezes maior que o esperado. Vale lembrar que a população desse animal é de apenas 200 mil indivíduos.

    Kochnev acrescentou que as morsas apenas começaram a ficar por longos períodos em terra firme no final dos anos 90, após o gelo do ártico recuar. "A razão disso é o aquecimento global", disse o biólogo.

    Cientistas afirmam que a morte de tantas morsas é alarmante. Mas se o degelo continuar a ponto de esses animais não terem mais blocos de gelo no verão para descansar, eles podem ficar por mais tempo em áreas costeiras, acabando com a comida nessas regiões. Com isso, sua população pode reduzir-se ainda mais.

    No lado norte-americano do Estreito de Bering, porém, não foram registradas mortes em grande escala no mesmo período. Cientistas acreditam que o fato dos animais terem reunido-se em pequenos grupos no Alasca os salvou de serem esmagados. A maior manada de morsas registrada na região tinha apenas 2.500 indivíduos.

    Uma Europa de 78 milhões de pobres



    14/12/2007 - 21:48

    Uma Europa de 78 milhões de pobres

    Com neoliberalismo pobreza já chega a 16% na UE e a 19% entre as crianças

    Acostumados a tratar a pobreza apenas como uma questão internacional, os europeus começam a descobrir e a se preocupar com esse problema dentro de seu próprio continente. Dados da Comissão Européia apontam que 78 milhões de pessoas do bloco estão à beira da pobreza, o que representa 16% da população da União Européia (UE), hoje com 27 países.

    O número inclui os cidadãos dos dois mais recentes países da UE, Bulgária e Romênia, além dos imigrantes que todos os dias desembarcam no continente vindos de África, Ásia e América Latina.

    Mas as autoridades em Bruxelas alertam que o problema não se restringe ao Leste Europeu ou aos estrangeiros. Nas periferias de Paris ou Roma, cresce o número de bairros com populações locais que vivem longe da imagem de luxo e glamour dessas duas capitais. Segundo a Unicef, 19% das crianças do bloco vivem sob o risco de sofrer com a pobreza.

    Os europeus não contabilizam a pobreza nos mesmos termos internacionais. Segundo a ONU, a linha da pobreza é ultrapassada por quem ganha menos de US$ 2 por dia. Na Europa, uma família que ganhe menos de 60% da média do país pode ser considerada como pobre.

    Mas as diferenças regionais são enormes, segundo os estudos da Fundação Robert Schuman. Uma pessoa pobre nos países nórdicos - nos quais existe a melhor qualidade de vida do mundo - pode ser considerada como classe média em Portugal.

    A UE estima que a pobreza na Estônia inclua todos que ganhem menos de US$ 2,1 mil por ano. Em Luxemburgo, é considerado pobre quem recebe abaixo de US$ 14 mil por ano.

    Em Paris, os enfrentamentos entre os jovens da periferia com a polícia há dois anos - e que se repetiu há duas semanas - recolocou o tema da exclusão social na agenda dos políticos europeus.

    Dados divulgados pela UE esta semana apontam que o problema da exclusão social está espalhado por todo o continente.

    Fábrica da Morte (Veja, Fevereiro de 1945)







    VEJA, Fevereiro de 1945
    FÁBRICA DA MORTE
    Tropas soviéticas libertam Auschwitz-Birkenau, maior campo de extermínio dos nazistas - Poucas centenas de prisioneiros sobrevivem, mas há sinais de massacre em larga escala - Atrocidades contra judeus abalam mundo




    Foto: Crueldade impensável: crianças judias em foto achada no arquivo de Auschwitz-Birkenau

    Nas escrituras sagradas da religião judaica, ensina-se que nada vale mais que a vida humana - tanto que, dos 613 mandamentos do judaísmo, 609 podem ser violados quando se trata de evitar um óbito. Ao judeu é não só permitido como também mandatório que os fundamentos de sua crença sejam ignorados se isso for necessário para salvar uma vida. A explicação está no Talmude, que lembra que todas as pessoas descendem de um só indivíduo; portanto, salvar uma vida equivale a redimir um mundo inteiro, e ceifar propositalmente uma vida, em qualquer circunstância e sob qualquer justificativa, é o mesmo que dizimar a humanidade inteira.

    ...No curso das últimas semanas, um mundo já atônito pela agonia de cinco anos de guerra ouviu relatos que parecem indicar o desaparecimento da humanidade, pelo menos em sua concepção previamente conhecida. Não se atentou contra a vida de um indivíduo; buscou-se varrer um povo inteiro da face da terra. Os outros povos, entretanto, não impediram a barbárie; alguns, ensandecidos pela brutalidade impiedosa da guerra, até sancionaram a matança. Campanhas de extermínio coletivo não são episódio inédito nas páginas mais escuras do compêndio de crimes da raça humana. Mas como explicar a prática de uma mortandade em escala tão monstruosa, com ódio tão febril e, paradoxalmente, com tamanha frieza? E como sustentar que ainda somos civilizados se, apesar dos desesperados alertas de um povo com 4.000 anos de história, uma corja de assassinos com pouco mais de uma década de poder conseguiu materializar suas ambições mais insanas?
    Os indícios se acumulavam sobre as mesas das autoridades ocidentais havia anos. Testemunhos inquietantes das atividades dos nazistas nos países ocupados eram cada vez mais freqüentes. Em 27 de janeiro de 1945, contudo, encontrou-se a prova inconteste em Oswiecim, sombrio vilarejo a cerca de 60 quilômetros de Cracóvia, no sul da Polônia. Por volta do meio-dia, quatro jovens soldados de um batalhão de cavalaria soviético caminharam cautelosamente por uma estrada que conduzia a um complexo de galpões e cabanas. Por meio do arame farpado, avistaram ao longe esqueletos vivos errando lentamente de lado a lado. Ponteando o terreno forrado de neve, viram pilhas indistinguíveis de coloração acinzentada. Quando chegaram mais perto, sufocaram-se de pavor. Estavam às portas de em Auschwitz-Birkenau, o campo da morte, o maior centro de extermínio nazista.
    Apenas algumas centenas de prisioneiros ainda habitavam o amplo complexo, já abandonado pelos alemães - quando o ruído da artilharia soviética pareceu próximo demais, os nazistas bateram em retirada. Com difteria, febre escarlate e tifo, os sobreviventes foram largados à morte entre os amontoados de cadáveres putrefatos. Nos dias que precederam a chegada da tropa vermelha, conseguiram resistir de forma inexplicável ao frio e à fome. Alguns tentaram rasgar o arame e colher batatas nas cercanias do campo. Não conseguiram sequer romper os fios. Desorientados e fragilíssimos, os espectrais prisioneiros pareciam perguntar, com seus olhares vazios e distantes: aquele pesadelo impensável havia enfim terminado?
    Máquina fria - Como se o chocante encontro com os sobreviventes não fosse o bastante para assombrar os recrutas, a abertura das portas dos galpões que ainda estavam de pé - só seis dos 35 que formavam o complexo - apresentou evidências ainda mais horripilantes das atividades praticadas ali. Um dos pavilhões escondia montanhas de artigos diversos: ternos, vestidos, trajes infantis, sapatos, malas, óculos, dentaduras. As etiquetas das roupas e selos das bagagens indicavam que os proprietários vinham de todas as partes da Europa. Uma rápida estimativa feita com a contagem das escovas de dente estocadas no galpão gelou a espinha dos soviéticos. Eram centenas de milhares de hóspedes. Mas onde estavam todos eles?
    Os galpões que ficavam logo adiante abrigavam a indizível resposta. Sempre orgulhosos de suas proezas técnicas e da notável eficiência de seu maquinário, os alemães montaram em Auschwitz-Birkenau uma verdadeira fábrica da morte, em que seres humanos eram abatidos em escala industrial. Ao contrário dos outros massacres cometidos pelos povos bárbaros na História, a matança não ocorria no fervor do campo de batalha, na fúria da conquista de terras inimigas ou sob o fanatismo das investidas religiosas. A fria máquina de extermínio nazista tinha planejamento, organização, precisão e eficácia. Os germânicos arianos, a "raça superior" que salvaria o mundo, eliminavam e incineravam indivíduos indesejados como quem ateia fogo no lixo para se eximir do trabalho de despejá-lo.
    De acordo com testemunhos dos prisioneiros resgatados, sobreviver no abatedouro polonês era a possibilidade mais rara entre os diversos destinos de quem chegava ao campo. Logo de cara, uma porção significativa das vítimas trazidas através da ferrovia que corta Auschwitz era condenada à morte de forma sumária. Nesta primeira triagem, separava-se quem era capaz de trabalhar dos que eram frágeis demais para produzir. Para o segundo grupo, era o fim. Tropas nazistas conduziam o contingente - na maioria mulheres, crianças e idosos - para uma ala mais afastada. Os carrascos anunciavam: era hora de tomar banho e se livrar dos piolhos contraídos na viagem nos vagões de carga. Não era. Espremidos em câmaras seladas, sem roupas, no escuro, eram fatalmente sufocados por uma nuvem letal de gás Zyklon B. Em instantes, todos mortos - sem sangue nas mãos, sem esforço braçal, sem chance de erro, como deve ser em toda indústria de qualidade. No passo seguinte, a faxina: gigantescos crematórios vizinhos às câmaras engoliam os cadáveres, cuspindo fumaça negra de forma quase ininterrupta.
    Estrela amarela - Quem passava na triagem inicial e seguia na outra fila não sabia ao certo o que produzia aquela nuvem permanente que brotava das chaminés. De qualquer forma, não tinha muito tempo para tentar adivinhar - escravizados, os prisioneiros considerados saudáveis eram colocados em galpões e campos de trabalho para intermináveis turnos de duríssimas tarefas. Sob a ilusão da reconquista da liberdade, cumpriam suas funções e tornavam-se engrenagens da máquina bélica alemã - no portão principal, um letreiro de ferro prometia aos que chegavam: "Só o trabalho liberta". A promessa, é evidente, era mais uma trapaça nazista. Morrer na linha de produção ou na rotina de sadismo dos guardas alemães era, para quase todos, só questão de tempo. Os relatos de presos que escaparam são, por enquanto, extremamente escassos. Sabe-se que, em outubro do ano passado, um grupo de presos tentou promover um levante no campo. Mulheres que trabalhavam numa fábrica de armas próxima conseguiram levar materiais explosivos a Auschwitz. Um crematório foi parcialmente destruído, mas todos os 250 envolvidos na tentativa de resistência foram executados em poucos minutos.
    Conforme informações obtidas pelo comando dos Aliados, cerca de 20.000 prisioneiros com maiores chances de sobrevivência para a prática de trabalho forçado foram transportados a outros campos semelhantes quando os soviéticos se aproximaram. Acovardados, os alemães não só fugiram como também tentaram eliminar todos os indícios do massacre, explodindo os crematórios e incendiando os registros que detalhavam a "produtividade" dos fornos. Deixaram para trás, no entanto, documentos e evidências que ajudam a esclarecer o que se passava ali. Já é possível saber, por exemplo, quais grupos "indesejados" eram eliminados: eslavos, ciganos, deficientes físicos e mentais, testemunhas de Jeová, dissidentes políticos, homens homossexuais. Todos eram identificados por triângulos coloridos costurados às roupas. O triângulo rosa identificava um homossexual; o vermelho, um opositor político. O grupo majoritário, porém, não era nenhum desses. Identificado por dois triângulos, compondo uma estrela de Davi de cor amarela, ele foi sem dúvida o alvo prioritário da fúria dos fornos nazistas: os judeus.
    Odiada e perseguida de forma implacável por Adolf Hitler desde sua ascensão ao poder, em 1933, a comunidade judaica européia foi aniquilada. Algumas dezenas de milhares ainda conseguiram fugir para a Palestina antes da adoção da "solução final", no fim de 1941. Mas quem caiu nas garras de Hitler dificilmente escapou. Pior: Auschwitz-Birkenau é apenas uma das fábricas da morte. Sabe-se da existência de pelo menos mais dez campos, incluindo os de Sobibór, Treblinka, Ravensbruck, Buchenwald e Dachau - os três últimos, no próprio terriório alemão. Por enquanto é impossível saber quantos judeus ainda vivem no continente, mas algumas autoridades ocidentais estimam que seis entre cada dez judeus tenham sido eliminados. E quem sobrou para contar a história guarda cenas de horror inimaginável na lembrança.
    Quando relatam as monstruosidades presenciadas nos campos da morte, os sobreviventes geralmente se recordam primeiro das crianças. Falam dos bebês arremessados vivos nos crematórios; dos moribundos corroídos pelas doenças injetadas pelo médico de Auschwitz, doutor Josef Mengele; dos concursos de arremessos de crianças judias entre os guardas da SS. Também falam das mulheres; as mais jovens, estupradas repetidamente antes de mortas, seus corpos usados como tochas humanas em fogueiras de mortos - a carne delas, constataram os guardas, queima mais rápido. Quando pergunta-se sobre as pilhas de corpos, as testemunhas lembram de ratazanas mordiscando os cadáveres; de prisioneiros ainda vivos lutando para se expelir de uma montanha de mortos; de mulheres grávidas abortando fetos. E do cheiro, dizem todos.
    ...
    Nas escrituras sagradas da religião judaica, ensina-se que, consumada a morte, nada é mais importante do que respeitar o corpo sem vida. O cadáver jamais deve ser deixado sozinho - um shomerim, ou "guardião", permanece ao seu lado. Na preparação para o sepultamento, o corpo é cuidadosamente lavado e envolto num sudário modesto; o féretro jamais fica aberto, para que ninguém presencie a ausência de vida. O luto é profundo e prolongado. Ao judeu, porém, a morte é um processo natural - como a vida, é parte do plano de Deus para cada um. Morto, o judeu inicia uma nova vida, tem um novo mundo à sua frente. E todos os que viveram uma existência digna são recompensados.

    ...
    Cenas do campo de concentração de Dachau 56k 100k 200k

    Sexta-feira, Dezembro 14, 2007

    Mudança climática representa risco à saúde pública, alerta OMS



    Mudança climática representa risco à saúde pública, alerta OMS

    Plantão Publicada em 13/12/2007 às 11h47m

    Reuters/Brasil Online

    Por Sugita Katyal

    NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - Milhões de pessoas correm o risco de enfrentarem doenças como a malária e a diarréia em um mundo mais quente e assolado por ondas de calor e falta d'água, disse na quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Especialistas em questões climáticas afirmam que as temperaturas e as ondas de calor farão aumentar o número de mortes relacionadas com o calor, ao passo que uma maior concentração de ozônio decorrente da poluição se traduzirá em um número maior de pessoas sofrendo de doenças cardiorrespiratórias.

    Um mundo mais quente significaria ainda a disseminação de doenças patogênicas transmitidas por insetos como a malária e a dengue.

    "Alguns dos males que mais provocam mortes possuem uma íntima relação com o clima", disse, na conferência do clima realizada em Bali, Maria Neira, diretora da área de saúde pública e meio ambiente junto à OMS.

    "Estamos preocupados com a subnutrição relacionada com a escassez de produtos agrícolas, estamos preocupados com a diarréia decorrente da falta d'água e de redes de esgoto, e estamos preocupados com um aumento dos casos de dengue e malária e com o surgimento dessas doenças em áreas onde antes estavam ausentes", afirmou.

    Neira afirmou durante a conferência que um aumento na temperatura média de 1 grau Celsius significaria um aumento de 8 por cento no número de casos de diarréia.

    As mudanças climáticas também devem fazer crescer entre 50 e 60 por cento a parcela da população mundial exposta à dengue.

    O encontro realizado em Bali, de 3 a 14 de dezembro, sob o comando da Organização das Nações Unidas (ONU), pretende dar início a um processo de dois anos de negociação ao final dos quais o mundo assinaria um novo pacto de combate às mudanças climáticas.

    Aquecimento global causa número recorde de catástrofes



    Aquecimento global causa número recorde de catástrofes

    Há 1 dia

    GENEBRA (AFP) — O número de catástrofes naturais no planeta cresceu 20% em 2007, atingindo a cifra recorde de mais de 500, revelou nesta quinta-feira a Federação Internacional da Cruz Vermelha, que atribuiu o fenômeno ao aquecimento global.

    Em 2006, a Federação registrou 427 catástrofes naturais, e no período anterior, entre 2004 e 2006, a alta foi de 70%, segundo o relatório anual sobre o tema.

    "As cifras confirmam a tendência dos últimos anos", disse a imprensa Markku Niskala, secretário-geral da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

    Durante os últimos dez anos (de 1997 a 2006), o número de catástrofes aumentou em 60% em relação à década anterior (1987 a 1996), passando de 4.241 para 6.806.

    O número de mortos duplicou entre os dois períodos, passando de 600.000 a 1,2 milhão.

    ONU: 1998 a 2007 foi o período mais quente do planeta



    14/12/2007 Internacional

    ONU: 1998 a 2007 foi o período mais quente do planeta

    O período entre 1998 e 2007 já pode ser considerado o mais quente desde que os cientistas começaram a medir a temperatura do planeta, em 1850. Nessa mesma época, o Ártico já perdeu sua camada de gelo equivalente a todo o território da Alemanha. Os dados são da ONU que, nesta quinta-feira (13), divulgou o levantamento para provar, mais uma vez, que o aquecimento do planeta já está ocorrendo.Segundo os cientistas, 2007 ficará entre o sétimo e o quinto ano mais quente da história.

    Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o ano mais quente já registrado foi o de 1998, seguido por 2005, 2001, 2003, 2004 e 2006. Em 2007, o aumento da temperatura em relação à média dos últimos 30 anos foi de 0,4 graus Celsius. Janeiro deste ano ainda foi o janeiro mais quente desde que os registros foram iniciados.

    Um dos efeitos desse aquecimento está sendo o número cada vez maior de eventos extremos, como as secas que atingiram os Estados Unidos em 2007. Quarenta milhões de hectares na China também foram afetados pela falta de chuva e milhões ficaram com o abastecimento de água comprometido.

    A África, por sua vez, viveu suas piores inundações em três décadas e o Uruguai sofreu as maiores enchentes desde 1959. Várias cidades européias, como a Bulgária, registraram temperaturas recordes de 45 graus. Na Argentina e Chile, as temperaturas no inverno deste ano atingiram marcas de 22 graus negativos.

    Mas o que mais vem assustando os cientistas é a camada de gelo no Ártico, que desaparece em um ritmo considerado preocupante. Segundo a ONU, o gelo ártico atingiu a menor área desde que o assunto começou a ser monitorado, nos anos 1970. O degelo chegou a abrir a passagem Noroeste do Ártico por cinco semanas. Já o nível dos Oceanos subiu em 20 centímetros desde 1870. (AE)

    Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

    Mudanças climáticas "podem mergulhar o mundo em conflito"



    Mudanças climáticas "podem mergulhar o mundo em conflito"

    Responsável da ONU sobre Alterações Climáticas alertou para a eminência de um novo género de refugiados

    Data: 12-12-2007

    As alterações climáticas "poderão mergulhar o Mundo em conflito" se não houver redução drástica de emissões de gases, alertou hoje em Bali o secretário da Conferência Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC).

    "Em 2010, poderá haver cerca de 50 milhões de deslocados ambientais devido às alterações climáticas, desertificação e desflorestação", declarou Yvo de Boer, no primeiro dia das reuniões ministeriais de alto nível da 13ª ronda da UNFCCC.

    "Existem estudos que relacionam as alterações climáticas e a segurança, incluindo para efeitos de planeamento militar", afirmou o secretário executivo da UNFCCC.

    "Como é possível que a segurança seja considerada antes de se definir uma certeza política que possibilite aos agentes económicos darem a resposta" para as alterações climáticas, perguntou Boer no plenário da conferência.

    Yvo de Boer ilustrou o apelo aos delegados com o cenário inevitável em caso de não haver redução substancial de emissões.

    "Um décimo da população mundial vive em áreas apenas 10 metros acima do nível do mar", notou Yvo de Boer.

    "O aumento do nível do mar ameaçará cidades em todo o Mundo, de Alexandria a Hamburgo, Lagos, Los Angeles, Jacarta, Xangai e outras", concluiu.

    A cada 6 segundos morre um fumador



    A cada 6 segundos morre um fumador

    Prof. Henrique Queiroga

    Data: 2007-12-12

    Na actualidade, estima-se que existam 1300 milhões de fumadores no mundo. Mais de 900 milhões vivem em países em desenvolvimento. A taxa global de fumadores a nível mundial é de 29% por cento. Cerca de 47,5 por cento dos homens e 10,3 por cento das mulheres maiores de quinze anos são fumadores.

    Actualmente, o tabagismo é responsável pela morte de um em cada dez adultos. A cada seis segundos morre um fumador devido a uma doença relacionada com o tabaco. Efectivamente, o uso do tabaco é hoje responsável pela morte de cerca de 4,9 milhões de pessoas por ano. A manter-se a taxa de consumo actual, o número de mortes aumentará para dez milhões no ano 2020 (70 por cento em países em desenvolvimento). Por consequência, o tabaco poderá ser nessa data a maior causa de morte em todo o mundo.

    Doenças ligadas ao tabaco

    Existem provas científicas suficientes que o tabaco é nocivo para a saúde. A lista das doenças a que está intimamente relacionado inclui, além dos cancros do pulmão, esófago, laringe, as doenças pulmonares (bronquite crónica, enfisema) e cardiovasculares (enfarte de miocárdio, angina de peito), crónicas, e ainda outras situações como os cancros do estômago, pâncreas, a úlcera duodenal e as insuficiências arteriais dos membros inferiores.

    Não só os fumadores sofrem as consequências do tabaco. Existe evidência científica a demonstrar que a exposição involuntária ao fumo do tabaco aumenta a incidência de doenças respiratórias e cardiovasculares, bem como infecções nos ouvidos em não fumadores. As crianças com pais fumadores apresentam maior frequência de infecções respiratórias e auditivas.Os custos do tabagismo ultrapassam as consequências nocivas para a saúde, e têm também uma componente económica individual (orçamento familiar) e social (perda de produtividade) não desprezível, que pode ser um travão ao desenvolvimento.

    Apesar dos malefícios conhecidos do tabaco, o consumo mundial mostra tendência para aumentar. O tabagismo está a deslocar-se dos países industrializados (onde as campanhas anti-tabágicas têm obtido alguns resultados positivos) para os países em desenvolvimento (onde existem grupos populacionais particularmente vulneráveis). A indústria tabaqueira tem desenvolvido uma estratégia de modo a criar novos mercados, focando o seu interesse nos que ainda não são consumidores, nomeadamente os jovens e as mulheres.

    Estratégia global

    A situação actual do tabagismo requer uma estratégia global e concertada com o objectivo de reduzir a ocorrência de doenças e mortes provocadas pelo tabaco, protegendo as gerações futuras das consequências sanitárias, sociais e económicas derivadas da exposição ao fumo do tabaco. Uma intervenção eficaz de controlo do tabagismo, além de tentar mudar o comportamento do consumidor individual (consultas anti-tabágicas), deve ser mais abrangente com medidas para prevenir e diminuir o consumo do tabaco (publicidade, impostos, preços), proteger os não fumadores e regular os produtos derivados do tabaco.

    O tabagismo é um problema de saúde pública mundial muito importante e que requer uma estratégia global firme e adequada.

    A lista das doenças

    A lista das doenças com que o tabaco está intimamente relacionado inclui, além dos cancros do pulmão, esófago, laringe, as doenças pulmonares (bronquite crónica, enfisema) e cardiovasculares (enfarte de miocárdio, angina de peito), crónicas, e ainda outras situações como os cancros do estômago, pâncreas, a úlcera duodenal e as insuficiências arteriais dos membros inferiores.

    Prof. Henrique Queiroga

    Pneumologista

    Satélites da Nasa captam três importantes provas da mudança climática



    12/12/2007 (22:01)

    Satélites da Nasa captam três importantes provas da mudança climática

    Agência EFE

    A mudança climática da Terra ficou em evidência com o degelo ártico, uma modificação dos padrões pluviais e a contaminação das nuvens, disse hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa.

    O órgão informou em comunicado que os dados proporcionados por seus satélites ajudaram os cientistas a ter uma melhor idéia dos fatores que influem na situação meteorológica, assim como a compreender mais a longo prazo a atual mudança climática.

    Os resultados de suas análise fizeram parte de três estudos apresentados esta semana em uma assembléia da União Geofísica dos Estados Unidos, realizada em San Francisco (Califórnia).

    Um desses estudos, realizado pelo Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas, examinou a influência das nuvens polares na diminuição recorde sofrida pela camada de gelo no Ártico em 2007.

    Com a informação do satélite CloudSat e o satélite de raios infravermelhos, além da proporcionada por satélites geoestacionários, os cientistas descobriram que a camada total de nuvens sobre a região onde ocorreu a maior parte do degelo foi um 16% menor que em 2006.

    Isso significou um aumento de 2,4 graus centígrados na temperatura de água, o suficiente para derreter uma boa quantidade de gelo marinho.

    "Estes resultados ressaltam a importância da variedade climática em um ambiente ártico mais quente", disse Jennifer Kay ao apresentar o relatório.

    Os cinco satélites geoestacionários cujos dados proporcionam a distribuição e evolução globais das nuvens, ajudam a melhorar as previsões meteorológicas e o prognóstico climático, disse o JPL.

    Outro estudo realizado também com o CloudSat e dirigido por cientistas da Universidade do Colorado descobriu que as chuvas árticas foram mais freqüentes e mais intensas sobre os oceanos que o que se achava.

    "Estes resultados sugerem que está caindo mais água do céu, pelo menos sobre os mares, que o que supúnhamos", disse John Hayness, cientista da Universidade do Colorado.

    Acrescentou que, além disso, sugerem a possibilidade de se reconsiderar os atuais modelos climáticos baseados no ciclo hidrográfico.

    "Ao melhorar nosso conhecimento sobre os atuais patrões pluviais poderiam ser melhoradas as projeções sobre um aumento ou uma diminuição da chuva no futuro", acrescentou.

    No último estudo, estudantes da mesma universidade disseram ter descoberto a primeira prova global de que a contaminação das nuvens com aerossóis, ou pequenas partículas suspensas no ar, faz com que estas sejam mais brilhantes e tenham maior capacidade de refletir a luz.

    Isto faz com que seja menor a quantidade de raios solares que caem sobre as águas para aumentar a temperatura.

    Os cientistas disseram que, por enquanto, desconhecem as conseqüências diretas deste fenômeno, mas acrescentaram que constituem um novo fator de incerteza para os modelos climáticos do futuro.

    Alarme climático no oceano Árctico: Aquecimento global com efeito muito rápido



    Alarme climático no oceano Árctico

    Aquecimento global com efeito muito rápido

    O oceano Árctico poderá ter o primeiro Verão livre de gelo dentro de apenas cinco anos, afirmou Wieslaw Maslowski, da Escola Naval de Monterrey, da Califórnia, numa reunião científica. Citado pela BBC, o académico fez uma previsão alarmante sobre os efeitos do aquecimento global, que reduz em 20 anos a esperada longevidade da camada de gelo naquela zona do planeta.

    O modelo da equipa de Maslowski (que inclui ainda NASA e Academia Polaca de Ciências) utiliza dados entre 1979 e 2004. O resultado que aponta para um degelo em 2013 surge, assim, sem a série incluir os dois anos mais quentes já registados nesta zona, 2005 e 2007.

    Só este ano, o recuo de gelo no Árctico foi gigantesco, tendo deixado navegável a famosa Passagem do Noroeste, no Norte do Canadá e Alasca. Calcula-se que a camada de gelo do oceano tenha atingido, este Verão, pouco mais de quatro milhões de quilómetros quadrados. Em 2005, o outro ano muito quente na região árctica, foi de 5,3 milhões de quilómetros quadrados. A média entre 1979 e 2000 cifrou-se em 6,7 milhões. Ou seja, a perda registada este ano atingiu o equivalente a quase 29 vezes o território de Portugal continental, na comparação com a média do final do século XX.

    Segundo Maslowski, a projecção da sua equipa "poderá já ser conservadora". O cientista estima que as restantes projecções, todas mais optimistas do que a sua, estejam a neglicenciar efeitos que o cientista considera cruciais para o processo de degelo, nomeadamente a forma como a água mais quente flui dos oceanos Atlântico e Pacífico.

    Os novos dados estão a ser incorporados nos complexos modelos e outros cientistas afirmam ter chegado a conclusões semelhantes às de Maslowski. Um cientista da NASA, Jay Zwally, fala num oceano praticamente livre de gelo em 2012.

    Na Gronelândia, os cálculos dos peritos apontam para um degelo de 19 mil milhões de toneladas acima do anterior valor máximo. Em volume, o gelo do Árctico, neste Verão, foi igual a metade do valor de 2003.

    Cientistas noruegueses detectaram nas ilhas Svalbard as temperaturas mais elevadas dos últimos 800 anos, desde o final da Era dos Vikings. Usando núcleos de gelo retirados de glaciares, foi possível perceber que as temperaturas actuais são as mais altas desde o século XIII naquela região. As medições de temperatura atmosférica estão a ser feitas desde 1911. Nessa série, 2006 é o ano mais quente.

    Cazaquistão: "Desculpas ridículas" para negarem estatuto legal


    Tradução parcial de:

    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1060

    Este artigo foi publicado pela F18News em: 12 de Dezembro de 2007

    CAZAQUISTÃO: "Desculpas ridículas" para negarem estatuto legal

    Por Mushfig Bayram, Forum 18 News Service

    A não indicação de números de telefone de trabalho pelos fundadores da comunidade das Testemunhas de Jeová no porto de Atyrau no Mar Cáspio no seu requerimento de registo foi o suficiente para que o Departamento de Justiça regional negasse o estatuto legal. O advogado das Testemunhas de Jeová, Yuri Toporov, queixou-se ao Forum 18 News Service das "desculpas ridículas" para o facto de o terem recusado, bem como a todos os anteriores requerimentos apresentados pela comunidade desde 2001. O professor de Direito Roman Podoprigora disse ao Forum 18 que as entidades estatais usam por vezes "qualquer tipo de pretexto", mesmo o mais insignificante, para indeferirem os requerimentos apresentados pelas comunidades religiosas. Autoridades da Região de Atyrau negaram estatuto legal a, pelo menos, duas igrejas Protestantes locais, e no último verão pressionaram uma comunidades Muçulmana independente a entregar a sua mesquita ao Muftiado [instituição clerical islâmica, especializada na lei muçulmana — N.T.] apoiado pelo Estado. A actividade religiosa não registada no Cazaquistão é ilegal e punível por lei. As Testemunhas de Jeová e os Protestantes locais têm sido multados devido à sua adoração não registada. As autoridades negam estar a exercer quaisquer restrições. "Vejam, nós não temos tido qualquer tipo de problemas relacionados com a liberdade religiosa na nossa região", disse ao Forum 18 o vice-governador regional Kenef Kosybaev. "Apenas não dêem atenção a essas notícias negativas a nosso respeito".

    Trad. por Carlos Queiroz

    Quarta-feira, Dezembro 12, 2007

    Áreas costeiras são as mais ameaçadas pelo aquecimento global



    Áreas costeiras são as mais ameaçadas pelo aquecimento global

    Há 1 dia

    NUSA DUA, Indonésia (AFP) — Inundações, aumento do nível do mar, erosão do solo e impacto na agricultura são alguns dos maiores riscos enfrentados pelas zonas costeiras em função do aquecimento do planeta, segundo os especialistas que participam na Conferência Internacional sobre o Aquecimento Climático.

    Densamente povoadas, as zonas costeiras concentram uma grande atividade humana em zonas restritas, agravando sua vulnerabilidade.

    "Cinqüenta por cento da população mundial vive, no litoral", recordou Jordi Galofré, do ministério espanhol do Meio Ambiente, para quem a principal preocupação reside nos ecossistemas dos deltas do Ebro e de Guadalquivir.

    Esta cifra chega a 70% em países como latino-americanso como o Uruguai, segundo Luís Santos, chefe do grupo de estudo sobre mudanças climáticas uruguaio.

    Devido ao dinamismo econômico dessas zonas, os governos enfrentam a urgente necessidade de aplicar medidas de adaptação que impeçam a perda de renda nos setores de atividade que, paradoxalmente, contribuem para a vulnerabilidade dos litorais.

    "A erosão é muito forte nas zonas em que cresce rapidamente o desenvolvimento turístico", explica Eduardo Reyes, delegado do governo do Panamá. "Mas as pessoas só levam em conta quando é muito tarde", acrescenta.

    Segundo os especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), se não for feito nada para evitar, o aumento da temperatura mundial terá conseqüências graves nas zonas litorâneas mundiais.

    As conseqüências podem ser dramáticas no próximo século, com o aumento do nível do mar, a degradação da qualidade do solo e do habitat marinho, a redução da qualidade da água e a introdução da água salgada nos estuários, com impactos na pesca e na biodiversidade.

    O objetivo da Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática é lançar um processo de negociação que resulte num novo acordo internacional para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, assim que o Protocolo de Kyoto chegar a seu fim, em 2012.

    Outro ponto-chave é a criação de um fundo de adaptação para permitir aos países em desenvolvimento enfrentar as conseqüências da mudança climática.

    Aquecimento ameaça pinguins da Antártida, alerta a WWF



    11/12/2007 - 08h08

    Aquecimento ameaça pingüins da Antártida, alerta a WWF

    da Efe, em Nusa Dua (Indonésia)

    A população de pingüins da Antártida está ameaçada pelo aquecimento global, porque o degelo tira seus alimentos e seu território de reprodução, alertou nesta terça-feira (11) a ONG WWF (Fundo Mundial para a Natureza, na sigla em inglês) na ilha de Bali.

    Os pingüins, símbolo do continente gelado, "enfrentam uma batalha diária para se adaptar às novas circunstâncias", disse a subdiretora do programa de mudança climática do grupo ambientalista, Anna Reynolds.

    Segundo o WWF, o gelo cobre hoje 40% a menos da região oeste da Antártida que há 26 anos. A redução exauriu os bancos de kril, um pequeno crustáceo que é o principal alimento dos pingüins.

    Algumas comunidades diminuíram de 30% a 66%. A falta de comida torna cada vez mais difícil a subsistência para os filhotes.

    O pingüim imperador, a espécie de maior porte, também luta para proteger sua prole de camadas de gelo mais finas, que racham e engolem nas profundezas os ovos e filhotes, disse o WWF.

    "A sobrevivência destes e outros animais da Antártida depende do futuro da cobertura polar", disse o chefe da seção internacional da organização, James Leape. Ele pediu que as delegações governamentais que assistem à Conferência da ONU sobre a Mudança Climática, em Bali, se comprometam a reduzir drasticamente as emissões de gases poluentes para proteger o continente gelado e a saúde de todo o planeta.

    Terça-feira, Dezembro 11, 2007

    Portugal: Profissionais de saúde são as principais vítimas — Dez mil morrem devido a infecções hospitalares



    2007-12-10 - 00:00:00

    Profissionais de saúde são as principais vítimas
    Dez mil morrem devido a infecções hospitalares

    Dez mil pessoas morrem por ano devido a infecções hospitalares, em cem mil que contraem doenças em ambiente hospitalar. Até 2013 a Direcção-Geral da Saúde pretende reduzir em cinco mil o número de vítimas das infecções hospitalares e que a Agência Europeia para a Segurança e Saúde do Trabalho reconhece “serem um perigo especialmente alto para os profissionais da saúde”.

    A Direcção-Geral da Saúde estima que 25 por cento dos pacientes já dão entrada nas unidades de saúde infectados. As infecções mais frequentes são as respiratórias, urinárias e cirúrgicas. Para controlar a situação, esta entidade criou em Junho o Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde.

    Até 2009, as metas visam conhecer as incidências em 60 por cento das unidades de saúde. Para 2013 o objectivo é reduzir em cinco por cento os casos de infecção. Uma das soluções passa por os profissionais de saúde lavarem as mãos regularmente. É que trinta por cento das infecções resulta da não desinfecção das mãos.

    Os enfermeiros são as primeiras vítimas das doenças adquiridas em hospitais. Cerca de trinta por cento dos trabalhadores dos hospitais são infectados pela variante B ou C da hepatite.

    Em Espanha estima-se que cerca de mil profissionais das unidades de saúde se expõem ao risco da picada acidental com agulhas enquanto desempenham funções de rotina de limpeza e manutenção do material.

    A cândida, fungo que provoca a candidíase, infecção vaginal muito frequente, prevalece 12 dias no meio ambiente. O vírus da sida tem vida útil de três dias fora do organismo.

    Mesmo assim, a Ordem dos Médicos considera que um cirurgião infectado com o vírus da sida pode continuar a trabalhar e inclusive realizar intervenções cirúrgicas. A Ordem recomenda aos médicos o reforço das medidas de precaução e segurança, de modo a evitar o risco de contágio ao doente.

    Os responsáveis da Ordem dos Médicos sublinham que doenças profissionais como a sida ou a hepatite não podem ser confundidas com as infecções hospitalares, porque as primeiras não resultam de ligação médico-doente, não podendo por isso ser vistas como um perigo para os pacientes hospitalares.

    ENFERMEIROS NA FRENTE

    Os enfermeiros são as primeiras vítimas das doenças adquiridas nos hospitais. Guadalupe Simões, secretária-geral do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, indica que as maiores incidências são picadas com seringas, recordando o perigo que constituem os doentes infectados com o vírus da sida e tuberculose. A sindicalista é uma defensora das regras recentemente impostas no sistema de saúde britânico, que proíbe o uso de acessórios como gravatas, brincos ou relógios e salienta que há hospitais sem serviços de limpeza permanente, com falta de auxiliares de enfermagem, de lavatórios e de desinfectantes. Médicos fogem para os privados por falta de incentivos?

    PEDRO NUNES

    Quando alguém foge não é certamente por ser bem tratado. Os médicos têm concordado em trabalhar em condições difíceis e com baixas remunerações, pelo que o que está a acontecer traduz muito do desencanto com que se vive. O risco está em o privado deixar a descoberto áreas menos interessantes do ponto de vista financeiro destruindo a imprescindível harmonia e organização que permite a eficácia do sistema. É necessário encarar o problema de frente e definir politicamente o que se pretende para o público e para o privado, como se articulam, se são complementares ou se se substituem, etc.

    MIGUEL LEÃO

    Ao contrário da posição omissa do actual presidente da Ordem, não tenho qualquer pejo em afirmar que os médicos estão indecorosamente mal pagos no Serviço Nacional de Saúde. Várias medidas recentemente tomadas (o despropositado ponto por impressão digital, a criação de um absurdo regime de incompatibilidades, as interferências de órgãos administrativos na prática clínica, a redução do pagamento das horas extraordinárias) levaram a uma enorme crispação na classe, a um desencanto profundo face ao ambiente que se vive no SNS e, por isso, ao abandono do serviço público. Por isso apoiei firmemente a decisão da FNAM e do SIM de aderirem à greve.

    C. SILVA SANTOS

    A mobilidade dos médicos entre o sector público e privado está em desenvolvimento e são múltiplas as razões para que tal aconteça tão sistematicamente. Uma delas é que as condições materiais aparentemente irrecusáveis são determinantes. Essa é aliás uma questão de partida com a qual tem de se contar, porque ela está presente na sociedade. Para a OM o importante é assegurar em ambos os sectores as condições de desenvolvimento das carreiras médicas, a formação pré e pós-graduada e o cumprimento dos princípios éticos e deontológicos apropriados à pratica de uma medicina de qualidade autónoma de outros interesses que não sejam os dos doentes.

    NOTAS

    INFECÇÃO HOSPITALAR

    Doença não relacionada com a causa básica que provocou o internamento. Resulta, no essencial, do mau controlo da higiene nas unidades hospitalares e dos maus hábitos da visita aos doentes, como sentar-se na cama, levar flores ou tocar no paciente.

    CUIDADOS A TER

    Os profissionais devem usar máscaras, luvas e lavar as mãos entre as consultas a cada doente. Nos espaços cirúrgicos é importante a touca bem como protectores para os pés. Ar condicionado e materiais como o respirador ou cateter encerram riscos.

    6 MESES

    Se o médico não efectuar o pagamento das quotas anuais da Ordem durante um semestre pode ver a inscrição anulada

    NÃO INSCRITO NA ORDEM PODE EXERCER?

    Não. Para o exercício da Medicina é obrigatória a inscrição na Ordem. Podem inscrever-se os licenciados em Medicina

    Ano de 2007 teve recorde de desastres naturais, aponta relatório



    Ano de 2007 teve recorde de desastres naturais, aponta relatório

    2007/12/03

    PARIS (AFP) — O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) informou que, em 2007, foi batido o recorde de desastres naturais extremos, em um relatório divulgado nesta segunda-feira, coincidindo com a abertura da conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Bali, Indonésia.

    No informe "Breaking Records in 2007 - Climate Change" (Batendo recordes em 2007 - Mudança Climática), o WWF menciona como o dia 16 de setembro marcou um recorde no Ártico com o desaparecimento de 2,61 milhões de quilômetros quadrados de superfície gelada, aproximadamente dez vezes a extensão do Reino Unido.

    O documento também menciona as persistentes secas na Austrália, Ásia, África, Sul da Europa e Estados Unidos, que, além de levarem a graves carências de água e ondas de incêndio gigantes como, por exemplo, os sofridos pela Grécia e os estado americano da Califórnia.
    Da mesma forma, monstruosas inundações atingiram alguns países da Europa como Grã-Bretanha, assim como o oeste da África e da Ásia, concretamente a Indonésia, país anfitrião da conferência da ONU.

    A capital indonésia, Jacarta, ficou paralisada em fevereiro por causa das chuvas torrenciais que desencadearam as piores inundações de sua história, com danos no valor calculado de 450 milhões de dólares e mais de 420.000 desabrigados.

    O WWF enfatiza que o degelo acelerado dos mares árticos e antárticos "terá um impacto considerável, entre eles a inundação de algumas localidades costeiras ou o desaparecimento de certas espécies como os ursos polares".

    Ao mesmo tempo, "os incêndios nas florestas produziram milhões de toneladas de carbono na atmosfera, criando perigosos efeitos de amplificação suscetíveis de acelerar o aquecimento do planeta".

    Para frear isso, "os países ricos devem provar sua seriedade comprometendo-se, em Bali, em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 30% antes de 2020", afirmou um especialista em clima do WWF-Europa, Stephan Singer.

    A comunidade internacional iniciou nesta segunda-feira, em Bali, a conferência sobre mudança climática que deve desenhar as grandes linhas de um futuro acordo mundial para limitar a catástrofe anunciada pelos cientistas.

    Mais de 180 governos participam nesta conferência, a 13ª dos países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas para a Mudança Climática (CMNUCC, UNFCCC sigla em inglês), até 14 de dezembro.

    Os especialistas do Painel Intergovernamental Sobre as Mudanças Climáticas (IPCC, por suas siglas em inglês), que dividiram o último Nobel da Paz com o ex-vice-presidente Al Gore, deram detalhes sobre o alcance e a rapidez das alterações climáticas este ano.

    Os impactos da ação humana no meio ambiente trazem uma preocupação de tal ordem, que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban ki Moon, os considera como "um dos principais desafios do nosso tempo".

    Aquecimento: atlas mostra modificações no planeta


    Aquecimento: atlas mostra modificações no planeta

    O aquecimento global já começou a modificar a silhueta do planeta. O degelo progressivo do Ártico e o avanço da desertificação estão provocando alterações geográficas as quais, à medida que se consolidam, encontram espaço nos mapas. Um dos exemplos são as dimensões do lago Chade, que fica na fronteira entre Chade, Nigéria, Níger e Camarões, que tinha tamanho muito diferente do atual ao ser descoberto e mapeado por exploradores europeus no século XIX. A extensão do lago se reduziu em mais de 80% em função das alterações climáticas e da demanda crescente por água. A imagem do novo lago Chade é uma das alterações geográficas reveladas no novo Atlas Universal compilado por uma parceria entre o Institut Cartográfic de Catalunya (ICC) e a Editorial Planeta, apresentado esta semana.

    Trata-se do primeiro atlas publicado na Espanha com cartografia própria, graças ao bem equipado fundo de documentos do ICC, como disse Jesús Badenes, diretor geral da divisão editorial do Grupo Planeta. Para a execução do trabalho, que levou dois anos, "foram utilizadas as mais recentes tecnologias aplicadas à cartografia, o que permitiu trabalhar com novos desenhos que facilitam a leitura e interpretação dos mapas", destacou Jaume Miranda, diretor geral do ICC. Trata-se do atlas mais atualizado do mercado e está em nível semelhante aos da National Geographic, Encyclopedia Britannica ou Larousse, de acordo com Miranda. O diretor do ICC afirmou que o documento, "com uma base geográfica de alta precisão e de alta resolução, com imagens obtidas por satélite de cidades, vias de comunicação, desertos e tundras, está completamente atualizado".

    Além do impacto das alterações climáticas sobre a geografia universal, o atlas atualiza fronteiras e mudanças que o planeta experimentou como fruto da atividade humana. Com impacto quase tão sério como o da redução das dimensões do lago Chade, ele registra também a perda de água no Mar de Aral, entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, nesse caso devido às plantações de algodão ao longo dos rios que alimentam essa espécie de grande lago. Em um contexto de monopolização da informação geográfica, Miranda considera que "dispor de informações geográficas próprias é essencial para a soberania pessoal e empresarial". Nesse sentido, os bancos de dados cartográficos do ICC, premiados pela International Geographic Association, se revelam como ferramenta de grande valor.

    Com 584 páginas, o atlas se estrutura em três seções: uma de geografia universal; os mapas, realizados em escala 1 por 4.000.000, exceto os da União Européia, cuja escala é de 1 por 1.000.000; e o índice toponímico, com mais de 225 mil verbetes, organizados de acordo com as resoluções da ONU. A informação gráfica - mapas gerais e temáticos, imagens de satélites, fotografias e ilustrações - é complementada por análises de temas atuais como os riscos naturais, as alterações climáticas, os conflitos sociais, a sustentabilidade ou a globalização.

    O atlas foi publicado em espanhol, mas o Grupo Planeta está negociando com outras editoras traduções para o francês e o italiano. Também está disponível uma edição em catalão lançada há sete anos pelo ICC e pela Enciclopèdia Catalana, cuja atualização está em estudo. Badenes acrescentou que novas versões do atlas, entre as quais uma dirigida a estudantes, serão lançadas dentro de um ano.

    OMS adverte que mudança climática pode provocar aumento de doenças



    10/12/2007 - 11h37 - Atualizado em 10/12/2007 - 11h50

    OMS adverte que mudança climática pode provocar aumento de doenças

    Declaração foi dada durante conferência da ONU em Bali, Indonésia. Problemas vão de aumento de vetores de doenças a problemas cardíacos por salinidade.

    Da EFE

    A mudança climática pode propiciar o auge de doenças como dengue e malária, entre outras, por isso o mundo deve se preparar, advertiu nesta segunda-feira (10) a Organização Mundial da Saúde (OMS) em Bali, na Indonésia.

    Este impacto também se refletirá em um aumento considerável do contágio por patologias associadas à água, assim como os infartos e as mortes por causa de ondas de calor, afirmou em entrevista coletiva Alex Hildebrand, do escritório regional da OMS em Nova Délhi.

    A organização lembrou que o aumento das temperaturas causou direta ou indiretamente a morte de mais de 1 milhão de pessoas no mundo todo desde 2000, e mais da metade dos casos ocorreram na região da Ásia e do Pacífico.

    Países como Nepal e Butão, que, por estar situados muito acima do nível do mar nunca tinham sofrido doenças que têm sua origem em águas estagnadas, como dengue e malária, já informaram de seus primeiros casos dessas patologias, porque os mosquitos transmissores encontram agora neste local um clima mais propício.

    A poluição ambiental também é responsável por cerca de 800.000 mortes por ano a escala mundial, segundo a OMS.

    Em zonas litorâneas, o aumento do nível do mar devido ao degelo das calotas polares fará com que a água tenha maior teor de sal. Essa circunstância, junto com as cada vez mais freqüentes ondas de calor, provocarão mais problemas cardíacos, acrescentou Hildebrand.

    Representantes de 190 países participam de 3 a 14 de dezembro da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, na ilha indonésia de Bali, na qual discutem as bases das negociações de 2008 e 2009 para um novo acordo contra a mudança climática em lugar do Protocolo de Kioto, que expira em 2012.

    Mares Negro e Azov: Naufrágio de cargueiro com 4.000 toneladas de combustível — Agência de protecção ambiental russa fala em “desastre muito grave”



    Naufrágio de cargueiro com quatro mil toneladas de combustível
    Agência de protecção ambiental russa fala em “desastre muito grave”

    11.11.2007 - 11h40 Reuters

    O naufrágio do cargueiro “Volganeft-139” no Mar Negro, que levava a bordo quatro mil toneladas de combustível, está a causar um “desastre muito grave”, segundo o presidente da agência de protecção ambiental russa, Oleg Mitvol.

    O “Volganeft-139” seguia hoje do porto de Azov, na região russa de Rostov, no Sul, para Kerch, quando a forte agitação marítima quebrou o casco.

    A agência AFP avançou que foram derramadas para o mar duas mil toneladas mas a Reuters cita autoridades do Ministério das Emergências que disseram à televisão estatal Vesti-24 que foram derramadas cerca de 1300 toneladas.

    “O vento está a soprar na direcção da costa da Ucrânia. Por isso, este é um problema que temos em comum”, disse Oleg Mitvol, presidente da Rosprirodnadzor, agência de protecção ambiental russa, à Vesti-24.

    “Este problema pode levar alguns anos a ser resolvido. O fuelóleo é uma substância pesada e está a afundar-se e a alojar-se nos fundos marinhos”.

    Nas palavras de Mitvol, “este é um desastre ambiental muito grave”.

    Desastres ambientais quadruplicaram nos últimos 20 anos



    Relatório da Oxfam
    Desastres ambientais quadruplicaram nos últimos 20 anos

    26.11.2007 - 12h26 PUBLICO.PT

    Os desastres ambientais relacionados com o clima quadruplicaram nas últimas duas décadas, de acordo com um relatório publicado ontem pela Oxfam, uma fundação de caridade internacional sediada no Reino Unido.

    Enquanto em 1980 a média registada era de 120 desastres por ano, neste momento o número ascende aos 500, um crescimento de quase 400 por cento que a Oxfam atribui ao aumento da imprevisibilidade das condições meteorológicas devido ao aquecimento global.

    “Este ano assistimos a inundações no sul da Ásia, no coração de África e do México e que afectaram mais de 250 milhões de pessoas”, disse a directora da Oxfam, Barbara Stocking, citada pela agência Reuters.

    “Este não é um ano excepção. Segue um padrão de maior frequência, imprevisibilidade e condições climáticas extremas que estão a afectar as pessoas”, alertou Barbara Stocking.

    O número de pessoas afectadas por catástrofes naturais cresceu cerca de 68 por cento, passando de uma média de 174 milhões, entre 1985 e 1994, para 254 milhões, entre 1995 e 2004.

    A directora da Oxfam acrescentou ainda que “é preciso agir agora para prevenirmos eventuais novos desastres, caso contrário a ajuda humanitária será em vão e os avanços da humanidade registarão retrocessos”.

    A Oxfam espera que a conferência sobre da Nações Unidas sobre as alterações climáticas, que decorrerá em Dezembro em Bali, sirva para chegar a um acordo global de cooperação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para tentar reduzir os impactos ambientais, nomeadamente a emissão dos gases responsáveis pelo efeito de estufa.

    Declarado estado de catástrofe natural depois de maré negra na Coreia do Sul



    Mais de seis mil pessoas ajudam nas operações de limpeza
    Declarado estado de catástrofe natural depois de maré negra na Coreia do Sul

    09.12.2007 - 10h10 AFP, Reuters, PUBLICO.PT

    O estado de catástrofe natural foi declarado ontem à noite na região de Taean, na Coreia do Sul, depois da maré negra causada pelo petróleo derramado pelo petroleiro “Hebei Spirit”. Mais de seis mil pessoas, 90 barcos e seis aviões mobilizados nas operações de limpeza.

    O petróleo começou a sair de três tanques do “Hebei Spirit” na sexta-feira mas hoje já não há derrame, depois das operações de bombagem de um deles, realizada esta noite. O conteúdo dos outros dois já tinha sido vertido para o mar.

    “A tripulação a bordo do petroleiro conseguiu bombear o combustível do terceiro tanque danificado para um outro reservatório intacto (...). Hoje, o petróleo deixou de fluir”, informou um responsável da Guarda Costeira de Taean. “A limpeza prossegue mas vai demorar algum tempo”, advertiu.

    Ontem as manchas negras chegaram às praias, originando o que as autoridades chamam catástrofe natural, numa zona turística onde existe um parque nacional marinho com várias espécies de aves migradoras e 445 explorações de aquacultura. “As explorações foram muito afectadas pela maré negra. Ninguém sabe quantos anos serão necessários para as recuperar”, disse Park Tae-Soon, responsável do cantão de Taean, onde uma mancha de 17 quilómetros de comprimento por dez de largura ameaça a costa.

    No mar foram colocadas barreiras para conter a mancha.

    "O combustível tem cerca de dez centímetros de profundidade na praia de Mallipo e nem sequer conseguimos ver a areia por baixo. Não há uma única gaivota por perto, devem ter fugido depois do derrame", contou Lee Hee-yeol, responsável autárquico local.

    O petroleiro “Hebei Spirit”, de 146 mil toneladas e registado na região chinesa de Hong Kong, estava ancorado ao largo da Coreia do Sul, à espera de descarregar 260 mil toneladas de crude vindo do Médio Oriente quando foi atingido por uma grua que se soltou de uma barcaça industrial, de 11.800 quilos. As amarras ter-se-ão rompido devido ao mau tempo. A colisão abriu buracos em três tanques do petroleiro.

    Em 1995, o petroleiro “Sea Prince” encalhou num recife na costa meridional do país e derramou cinco mil toneladas de combustível. Seul avaliou os prejuízos em cerca de 48 milhões de dólares (32,7 milhões de euros).

    Domingo, Dezembro 09, 2007

    H5N1: Pior receio dos cientistas é a transmissão do vírus — Forte suspeita de contágio humano



    2007-12-09 - 00:00:00

    H5N1: Pior receio dos cientistas é a transmissão do vírus
    Forte suspeita de contágio humano

    Há fortes suspeitas de transmissão do vírus mais perigoso da gripe das aves (H5N1) entre os humanos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) admite a possibilidade de contágio e a Direcção-Geral da Saúde (DGS), no nosso país, apela à calma enquanto se aguardam os resultados das análises feitas em laboratórios internacionais, o que deverá acontecer dentro de poucos dias.

    A transmissão do H5N1 entre pessoas constitui um dos maiores receios das autoridades de saúde internacionais. Os cientistas temem que o vírus da gripe aviária possa criar uma mutação na transmissão entre as pessoas, o que iria causar a morte a largas dezenas de milhões de pessoas em todo o Mundo.
    Segundo a OMS, o caso suspeito surgiu na China, após a infecção pelo H5N1 ter sido detectada no pai de um jovem chinês que morreu no dia 2 de Dezembro.
    Trata-se de um indivíduo de apelido Lu, 52 anos, a viver na região oriental da província Jiangsu. Lu começou a sentir sintomas da infecção respiratória na segunda-feira e, dois dias depois, foi confirmado o vírus. Permanece sob vigilância hospitalar.
    O porta-voz da OMS, John Rainford, sublinha: “Estamos preocupados. O facto de haver dois casos sem que tenham necessariamente uma fonte clara de infecção animal e na mesma família significa que precisamos de ter a certeza de que estamos a fazer uma investigação completa.”
    A esse propósito, Graça Freitas, subdirectora-geral da DGS, explica ao CM: “É necessário ter a certeza se o indivíduo foi contagiado pelo filho ou se foi infectado pelo mesmo foco de infecção ou por um foco diferente.”
    Aquela responsável sublinhou não ser possível falar, por enquanto, numa eventual mutação do vírus. “Não haverá uma mutação do vírus da gripe das aves, porque não são conhecidos casos de contágio a vizinhos ou familiares directos das vítimas. O que poderá explicar a transmissão do vírus do filho para o pai será uma predisposição genética.”
    Este não é o primeiro caso suspeito de transmissão entre pessoas. Houve dois casos pontuais, designadamente na Tailândia e na Indonésia, que não deram origem a uma cadeia de transmissão e que poderão ser explicados pela predisposição genética, segundo explica Graça Freitas.
    ANTIVIRAM TEM PRAZO DE VALIDADE
    Portugal gastou mais de 23 milhões de euros na aquisição de uma Reserva Estratégica de Medicamentos Antivirais, com o nome comercial Tamiflu. Este medicamento, prescrito para o tratamento da gripe sazonal, tem normalmente uma validade de cinco anos. Contudo, segundo a Direcção-Geral da Saúde, os antivirais desta reserva encontram-se sob a forma de pó (não estão em cápsula), acondicionados em contentores duplos e em condições ambientais optimizadas, incluindo a protecção total contra a humidade. Assim, os medicamentos têm um tempo de validade superior aos cinco anos. “Vários anos a mais”, diz Graça Freitas. O local do armazenamento é considerado segredo de Estado. A reserva estratégica destina-se ao tratamento de 2,5 milhões de indivíduos e é a ‘arma’ terapêutica mais indicada para combater a infecção pelo H5N1. Uma vez por ano são feitas análises aos medicamentos pelo laboratório que o produz, a Roche, e pelo Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.
    APONTAMENTOS
    MUTAÇÃO
    Os vírus da gripe sofrem sempre alguma mudança genética e essa mutação ocorre especialmente quando ultrapassa a barreira genética, ou seja, passa de um animal para outro, de espécie diferente.
    SEM IMUNIDADE
    O receio dos cientistas é que o H5N1 possa sofrer essa mutação para a qual não existe conhecimento científico nem uma vacina que possa imunizar as pessoas. É por isso que o vírus pode ser fatal para milhões.
    ABATE DE AVES
    Milhões de aves de consumo (frangos, perus), em vários países, já foram abatidos devido a focos de infecção que ciclicamente vão surgindo.
    SAIBA MAIS
    207 pessoas já morreram devido ao vírus da gripe das aves (H5N1). Quase todas devido ao contacto directo com aves infectadas (galinhas, patos).
    91 vítimas sucumbiram ao vírus da gripe aviária na Indonésia, o país que regista o maior número de óbitos. Segue-se o Vietname (46 mortes). A China e a Tailândia registaram 17 vítimas.
    DOENTES
    Os casos de infecção são na maioria fatais. Contudo, há alguns casos de sobreviventes. A OMS regista, de 2003 até à data, um total de 336 casos de doença e 207 casos de morte. Sobreviveram 129 pessoas.
    ÁSIA
    As pessoas que contraíram o vírus da gripe das aves vivem em países asiáticos e, normalmente, tiveram contacto directo com aves. Não há casos fora da Ásia.
    VÍRUS RESISTENTE
    O vírus H5N1 tem a capacidade de estar activo durante um mês, ou mais, no meio ambiente, em fezes, penas, solo e pode infectar uma pessoa.
    Cristina Serra

    Epidemia de Ebola mata 25 pessoas em Uganda



    Epidemia de Ebola mata 25 pessoas em Uganda

    Há 19 horas

    CAMPALA (AFP) — A atual epidemia de Ebola já matou 25 pessoas em Uganda, com o registro de mais três óbitos nas últimas 48 horas, informaram fontes médicas neste sábado.

    Centenas de pessoas estão de quarentena no distrito de Bundibugyo, onde foi localizado o foco da epidemia.

    "Duas pessoas morreram na noite passada", informou Sam Okware, funcionário do ministério da Saúde encarregado do combate ao Ebola.

    Até o momento, o vírus já infectou 104 pessoas, incluindo membros da equipe médica que não utilizaram luvas e máscaras para tratar dos pacientes.

    O atual foco da epidemia está muito próximo à fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).

    Oito especialistas em agentes infecciosos do Centro de Controle e Prevenção de Enfermidades de Atlanta (CDC, em inglês) estão investigando esta nova cepa do vírus, que tem "características e sintomas diferentes" e é a quarta conhecida, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

    O Ebola provoca febre e dores musculares, seguidas de vômitos, diarréia e hemorragia interna. Segundo as primeiras informações, a nova cepa mata principalmente devido à febre alta.

    Não existe tratamento específico ou vacina contra o Ebola.

    A transmissão ocorre por contato direto com sangue, secreções corporais ou manipulação sem cuidados dos corpos da vítimas.

    O fim da vida humana na terra



    Domingo, 09 de dezembro de 2007

    Edição nº 11987 09/12/2007

    APARECIDO DE ASSIS

    O fim da vida humana na terra

    A nossa vida na terra corre um grande risco de ser extinta. Isso já é uma realidade do ponto de vista científico. Inúmeros estudos científicos alertam que, se não diminuirmos a emissão de gás carbônico na atmosfera, a vida humana na terra será extinta em pouco tempo. É interessante observar o documentário feito por Al Gore com o título Uma verdade inconveniente. Neste documentário Al Gore apresenta diversos estudos e provas científicas sobre a veracidade do aquecimento global.
    Já há uma comprovação científica sobre o aquecimento global e também sobre o efeito estufa. Ultimamente temos estudos científicos basicamente em quase todo mundo que afirmam o aumento da temperatura na terra progressivamente a cada ano que passa. O efeito de tudo isso é catastrófico, chuvas intensas em alguns lugares associadas os ventos fortes com tornados e furacões, calor insuportável em outros; enquanto no nordeste brasileiro a seca castiga, no sul as chuvas transbordam os rios; enquanto no centro oeste há muito calor, no sudeste ocorrem temperaturas baixas associadas a chuvas e calor ao mesmo tempo.
    Todos esses acontecimentos, de acordo com os cientistas, são sinais evidentes da reação da natureza à agressão que vem sofrendo em todos os lugares do planeta. Gostaria aqui de me situar de modo especial aos problemas ecológicos do Brasil. Mesmo quando julgamos que países como os Estados Unidos e a China são os maiores poluidores do mundo, não podemos deixar de fazer a lição de casa. O nosso país tem uma grande contribuição para a poluição do planeta. Um exemplo são as queimadas. Mato grosso e o Pará foram considerados neste ano os campeões em queimadas. No Mato Grosso o cerrado já foi substituído, em grande parte, pela plantação de soja. No Pará e em grande parte da floresta amazônica, o desmatamento cresce em larga escala, em que empresas madeireiras e fábricas de papel derrubam a mata para atender aos seus interesses. O excesso de queimadas em Mato Grosso no período da seca é um exemplo da grande quantidade de terras dominadas pela pecuária e pela agricultura. Apesar de medidas governamentais tomadas pelo Ibama e pela Fema, as queimadas em Mato Grosso continuam crescentes a cada ano que passa.
    Acredito que o que está por trás da poluição no Brasil e no mundo não é a falta de consciência ecológica como muitos pensam, mas sim o retorno financeiro que grandes latifúndios, fábricas e comércios de grande porte têm com a própria poluição. Um exemplo são as madeireiras, é muito claro que quem derruba árvores valorosas da floresta amazônica tem o objetivo do ganho financeiro com a venda da madeira. Outro exemplo são os grandes latifundiários de Mato Grosso, que desmatam e queimam para ter o espaço para o gado e o plantio da soja. Tudo isso tem um enorme retorno financeiro e até mesmo para o governo com a arrecadação de impostos. Não nego a existência de métodos modernos como o uso sustentável do solo, no entanto, o grande peso econômico e financeiro impede que o uso sustentável se efetive na prática. Infelizmente o domínio das grandes corporações econômicas contribui e muito para a poluição do ar, dos rios e do solo.
    Penso que um grupo de pequenos agricultores pode mudar aos poucos todo esse processo destrutivo da natureza. Hoje em dia há uma tendência à agricultura familiar e outros métodos sustentáveis de plantio sem prejudicar a natureza. O grande problema, em relação às grandes corporações econômicas, consiste em colocar em prática esses novos métodos sem pôr acima de tudo o lucro. A ganância pelo lucro é extremamente exagerada e isso acaba impedindo tudo e qualquer consciência ecológica ou qualquer desejo de preservação ambiental. A ganância pelo lucro também estimula a atitudes antiéticas em relação à ecologia, porque a pessoa não pensa no outro e muito menos no bem-estar do outro. Pelo contrário, cada um pensa no seu próprio bem-estar. A partir do momento que eu pratico atitudes antiéticas em relação à natureza, fico impedido de imaginar que a poluição que provoco irá prejudicar não apenas a mim, mas toda uma comunidade em que convivo.
    O alerta continua se não tomarmos uma medida rápida pela preservação da natureza no Brasil e em todo o mundo, a vida humana na terra estará com os dias contados em curto espaço de tempo. Há vozes em todo o mundo alertando sobre o aquecimento global e o efeito estufa. Cabe principalmente às autoridades políticas, exigir que leis de preservação ambiental sejam cumpridas a risca. E que outras medidas sejam tomadas como a reciclagem de lixo, a despoluição dos rios, o uso de energia solar e eólica dentre outras.
    * APARECIDO DE ASSIS, Professor de Filosofia da Universidade do Estado de Mato Grosso – Campus de Cáceres. Doutorando em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Pulo (PUC/SP)

    Os pobres sofrem mais com mudanças climáticas



    Notícias Locais

    Os pobres sofrem mais com mudanças climáticas

    Em 08/12/2007

    O diretor-executivo da secretaria da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, Unfccc, Yvo de Boer (foto), pediu aos participantes da reunião maior atenção aos problemas dos países em desenvolvimento.

    Ele fez essas declarações, nesta quarta-feira, no terceiro dia do encontro que ocorre em Bali na Indonésia.

    De Boer disse que um atraso nas medidas de adaptação é um ataque direto aos pobres porque, segundo ele, os pobres são os mais vulneráveis aos impactos das alterações climáticas.

    Na terça-feira, os participantes da Conferência da ONU sobre Mudança Climática decidiram criar um grupo de trabalho que irá preparar as bases de um tratado que entrará em vigor após expirar o Protocolo de Kyoto.

    O documento é, até agora, o único acordo internacional sobre a redução de emissões de gases que causam o efeito estufa. O primeiro período de compromisso do tratado terminará em 2012.

    Para Yvo de Boer, a criação do grupo de trabalho é um sinal encorajador, e põe em marcha um mecanismo para se chegar a um consenso em Bali.

    Os representantes de governos e das agências da ONU concordaram também com a necessidade de estabelecer vias que acelerem as inovações tecnológicas para o combate ao aquecimento global.

    O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, participará da Conferência de Bali, entre os dias 12 a 14 deste mês. A reunião termina em 15 de Dezembro.

    Sábado, Dezembro 08, 2007

    Diocese americana pagará US$ 37 milhões a vítimas de abuso sexual



    05/12/2007 14.32.39

    DIOCESE AMERICANA PAGARÁ US$ 37 MILHÕES A VÍTIMAS DE ABUSO SEXUAL

    Washington, 04 dez (RV) – A Diocese de Davenport, Iowa, EUA, aceitou pagar 37 milhões de dólares a mais de 100 vítimas de abusos sexuais cometidos por membros de seu clero, de 1930 e 2003, informa o site do jornal "Quad City Times".

    "Nenhuma soma será adequada para compensar as vítimas por toda uma vida de dor, angústia, culpa e sofrimento. Como afirmaram os sobreviventes, isso nunca foi uma questão de dinheiro. Foi e ainda é uma questão de justiça, prevenção e prestação de contas" _ disse um membro de um comitê que representava as vítimas.

    Os 37 milhões de dólares serão divididos, a partir de julho de 2008, por 156 pessoas que demonstrem ter sido vítimas dos abusos. O dinheiro virá de companhias de seguros e da própria diocese, que venderá alguns de seus imóveis.

    O bispo de Davenport, Dom Martin John Amos, declarou que o acordo é "a melhor oportunidade de cura" para as vítimas dos abusos. Além disso, permitirá acabar com a incerteza financeira da Igreja.

    A Diocese declarou falência no ano passado, após as denúncias de abusos sexuais, alguns dos quais teriam sido cometidos há mais de 70 anos.

    A Diocese também vai oferecer assessoria psicológica às vítimas e publicará os nomes dos autores dos abusos. (JD/AF)

    Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

    30% da superfície terrestre será afectada por seca extrema em 2090



    Alterações climáticas

    30% da superfície terrestre será afectada por seca extrema em 2090

    Cerca de 30 por cento da superfície terrestre poderá ser afectada por seca extrema em 2090, de acordo com dados de um relatório da ONG Oxfam sobre os efeitos do aquecimento global em África

    O relatório África: com água até ao pescoço?, apoiando-se nos modelos de investigação do Hadley Centre for Climate Prediction and Investigation, do Reino Unido, e usando dados de 2006, refere que a percentagem da superfície terrestre afectada por seca extrema passou de um para três por cento em menos de uma década no início deste século, prevendo ainda que os números aumentem para oito por cento até 2020 e para cerca de 30 por cento em 2090.

    Em 2090, metade da superfície da Terra será afectada por seca moderada, severa ou extrema, prevendo-se também que os períodos de seca aumentem a sua duração, ainda segundo o mesmo documento que foi divulgado em Londres há 15 dias e será apresentado em Espanha na próxima semana.

    A Europa, América do Norte, Rússia, Ásia Central, Norte e Sul de África, Amazónia e América Central são algumas das regiões do globo referidas no relatório que sentirão os efeitos da seca em áreas de cultivo de cereais.

    Por outro lado, as regiões do centro e Este do continente africano, assim como as regiões costeiras da África Ocidental, a China e Ásia Oriental são alguns dos pontos que se tornarão mais húmidos.

    Quanto ao aumento da temperatura média do planeta, o relatório refere que o continente africano está hoje 0,5º C mais quente que há cem anos atrás, o que provoca uma pressão acrescida sobre os recursos hídricos.

    Todos estes factos fazem prever que em meados deste século o mundo se veja confrontado com a realidade dos refugiados ambientais.

    O relatório considera que África é «provavelmente o continente mais vulnerável aos efeitos negativos das alterações climáticas», devido a factores como a pobreza, conflitos, doenças, os problemas governamentais, a dívida aos países ricos, entre outros.

    Em 2001, o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas da ONU apontou as seis razões que considerou fazerem de África um continente particularmente vulnerável: os conflitos com origem na gestão partilhada dos recursos hídricos; a ameaça à segurança alimentar devido à quebra na população agrícola; o risco a que a produtividade com base em recursos naturais e a biodiversidade estão sujeitas; doenças decorrentes de infra-estruturas sanitárias deficientes; as zonas costeiras vulneráveis à subida do nível da água do mar; e o aumento da desertificação devido a chuvas irregulares e ao uso intensivo dos solos.

    Promover a agricultura sustentável deverá também tornar-se uma prioridade para África, uma vez que as estimativas apontam para uma redução em 10 por cento nas colheitas, em consequência das alterações climáticas.

    No Sudão, por exemplo, estima-se que o milho tenha quebras na produção até 76 por cento, e o sorgo, uma planta usada para produzir farinha, poderá sofrer quebras até 82 por cento.

    Em África, 70 por cento da população activa depende da agricultura como meio de subsistência, uma actividade que contribui para 40 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do continente.

    A ajuda ao desenvolvimento direccionada para a produção agrícola na África subsahariana baixou de 1.700 milhões de dólares para 975 milhões de dólares entre 1990-92 e 2000-02, valores que desde então apresentam uma ligeira recuperação.

    As chuvas instáveis e os seus efeitos negativos para as colheitas são responsáveis pelo agravamento dos casos de subnutrição, o que acelera os efeitos negativos das doenças.

    Estima-se que no final do século na África subsahariana possam vir a morrer 182 milhões de pessoas em consequência de doenças associadas às alterações climáticas.

    A Oxfam recomenda ainda à comunidade internacional que adopte «medidas urgentes» que permitam combater «a ameaça das alterações climáticas ao desenvolvimento humano em África».

    Limitar as emissões de gases com efeitos de estufa dos países ricos; alargar o Protocolo de Quioto com o objectivo de reforçar os esforços internacionais depois de 2012; apoiar a adaptação às alterações climáticas, um processo com custos gerais estimados entre os 10.000 milhões e os 40.000 milhões de dólares por ano, dar poder às comunidades pobres para que sejam parte da solução no combate às alterações climáticas e combater a pobreza são as principais recomendações apresentadas no relatório.

    Lusa / SOL

    Clima, conflitos e doenças levam fome e pobreza a África



    06-12-2007 15:53:48

    Clima, conflitos e doenças levam fome e pobreza a África

    Cidade da Praia, 6 dez (Lusa) - Condições de clima adversas, fome, conflitos e doenças fazem da África a região mais pobre do planeta, apesar de petróleo, matérias-primas e bons níveis de crescimento atuais.

    Considerado o berço da civilização, o continente africano convive com um clima hostil, visível em secas prolongadas em alguns países e chuvas em excesso em outros, tornando muitas zonas do continente dependentes de ajuda externa.

    Exemplos da fome na África foram as crises na Etiópia, entre 1983 e 1985, quando milhares de pessoas morreram devido a uma seca prolongada, e, na mesma época, no Sudão, onde cerca de 250 mil pessoas morreram por falta de alimentos. Mais recentemente, a vítima foi Uganda.

    A fome na África não é coisa do passado. Números da ONU indicam que atualmente 200 milhões de africanos sofrem com a fome e estão na África 16 dos 18 países pior alimentados do mundo.

    Cheias, secas, erosão do solo, falta de meios e de técnicas (três quartos das terras são cultivadas sem fertilizantes e sementes melhoradas), mas também instabilidade política e conflitos (e a conseqüente fuga da população) levam às constantes crises humanitárias, ainda que todos os relatórios internacionais indiquem hoje um aceleramento da economia africana.

    Em outubro passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmava que a África Subsaariana está vivendo o melhor período de crescimento econômico sustentando desde as independências, prevendo uma aceleração das economias de 6,1% este ano e de 6,8% em 2008.

    Segundo o FMI, a economia de países do Chifre da África, como Etiópia e Sudão, vai crescer mais de 10% neste e no próximo ano. Na África Austral, o crescimento passará de 9,2% para 11% em 2008, com Angola na liderança do grupo.

    As regiões dos Grandes Lagos, Centro e Oeste e a Zona Franco CFA também devem acelerar seu crescimento, prevê o FMI.

    Estimativas otimistas da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento) também apontam para um crescimento na África, especialmente nos países exportadores de petróleo. Ainda assim, esse crescimento ficará abaixo do necessário para alcançar os objetivos de desenvolvimento, alerta a ONU no relatório econômico África 2007, apresentado no último mês de abril.

    Em maio passado, na reunião do Banco Africano de Desenvolvimento, em Pequim, o secretário-executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas, Abdoulaye Janneh, foi muito claro ao afirmar que o atual crescimento econômico da África é insuficiente para reerguer as economias do continente.

    A própria ONU, aliás, através do Programa Alimentar Mundial (PAM), alertava em março para a iminente crise alimentar na África Austral, provocada pelas cheias em Angola e Moçambique e pela seca em Lesoto, Zimbábue e Suazilândia.

    O PAM, segundo palavras do diretor regional Amir Abdulla, assiste 4,3 milhões de pessoas na África Austral, vítimas de pobreza crônica e da epidemia de Aids.

    Doenças

    A Aids é a doença que mais causa mortes na África, onde, segundo dados divulgados pela ONU em 20 de novembro, só este ano foram registrados cerca de 1,7 milhão de novos casos.

    Estima-se, segundo a Unaids, que 68% dos 22,5 milhões de infectados com o vírus vivam na África Subsaariana. Só na África do Sul, em 2005, a epidemia foi responsável por 346 mil dos 737 mil óbitos no país.

    Em 2005, a Aids matou 2 milhões na África Subsaariana, enquanto 24,5 milhões pessoas - entre elas, 2 milhões de crianças - vivem com a doença, que já deixou 12 milhões de órfãos.

    Na África, o vírus atingiu proporções alarmantes, infectando 5,5 milhões na África do Sul, 2,9 milhões na Nigéria, 1,8 milhões em Moçambique, 1,7 milhões no Zimbábue, 1,4 milhões na Tanzânia e 1,3 milhões no Quênia.

    Alarmantes são também os números sobre a malária. A infecção que mata mais de 1 milhão de pessoas por ano, deixa 80% de suas vítimas na África Subsaariana, segundo a Unicef, que especifica que 18% das mortes na África são de crianças até 5 anos.

    A malária consome anualmente uma média de 40% das verbas gastas pelos serviços de saúde africanos, sendo que a África é também o continente onde os Estados investem menos em saúde, segundo dados da ONU, que exemplifica com os casos da Tanzânia e do Maláui, onde existem apenas dois médicos por cada cem mil habitantes.

    Além da Aids e da malária, o continente é responsável por 50% dos casos mundiais de meningite (do Senegal à Etiópia, passando por Níger, Burkina Fasso e Mali, segundo o Instituto Pasteur) e por 25% dos casos de tuberculose notificados anualmente, embora viva na África apenas 10% da população do planeta.

    Água e saneamento

    Muitas das doenças que afligem o continente poderiam ser reduzidas com melhores condições sanitárias, já que mais de 40% dos africanos não dispõe de água potável e condições sanitárias adequadas. A água tratada representa de 3% a 5% do total da água consumida no continente.

    Na África, a capacidade de armazenamento de água é cem vezes inferior ao conseguido na Europa e na América, o que fragiliza os países em termos de desenvolvimento social e econômico e diante de catástrofes meteorológicas.

    Ainda que no continente se situem mais de 60% das bacias hidrográficas, a falta de cooperação limita o aproveitamento. A situação é agravada com a contaminação de recursos, mudanças climatéricas, desertificação, cheias e erosão.

    Programas para minimizar o problema da falta de água na África custarão 235 milhões de euros (R$ 618,58 milhões) nos próximos três anos, subindo para 3 bilhões de euros (R$ 7,9 bilhões) entre 2011 e 2015, estimam os especialistas da AWF (African Water Facility).

    Segundo a OMS e a Unicef, todos os dias morrem 4.500 crianças no mundo devido à falta de acesso a água potável e à ausência de saneamento básico, que causam diarréias e doenças infecciosas.

    A situação mais grave é, mais uma vez, na África Sub-Saariana, onde apenas 56% da população tem acesso a água potável e 37% a condições de saneamento, segundo as duas entidades.

    Conflitos

    A escassez de alimentos e falta de água são também agravadas pela instabilidade política em vários países do continente (que registra o maior número de conflitos no mundo). As guerras levam à fuga das populações rurais, deixando um grande número de refugiados e causando o abandono de investimentos que seriam necessários.

    No princípio deste ano, em fevereiro, a Unicef alertava para a crise humanitária na República Centro-Africana, por estar aumentando o conflito armado, que já dura mais de uma década. Centenas de milhares de pessoas abandonaram suas casas e as colheitas ficaram comprometidas.

    A crise em Darfur (Sudão), que se prolonga há quatro anos e já provocou mais de 200 mil mortos e 2,4 milhões de deslocados, levou à aprovação pelas Nações Unidas do envio de uma força de 26 mil homens para ajudar os refugiados nas fronteiras com Chade e República Centro-Africana.

    A guerra em Darfur começou quando dois movimentos rebeldes do Sudão se revoltaram acusando de discriminação o governo árabe de Cartum que, em resposta, teria armado milícias contra a população.

    Até recentemente, ainda permaneciam conflitos em Congo e Ruanda (com 1 milhão de mortos entre Tutsis e Hutus, desde 1994), Burundi, Chade, Somália, Libéria e Serra Leoa, entre outros. Também Etiópia e Eritréia, Angola, Moçambique, Costa do Marfim, Uganda, Mali e Guiné-Bissau têm um passado sangrento.

    O continente africano tem uma superfície de 30 milhões de quilômetros quadrados e mais de 800 milhões de habitantes, divididos em 54 países.

    Mais da metade da Amazónia pode sumir até 2030, alerta WWF



    Relatório

    Mais da metade da Amazônia pode sumir até 2030, alerta WWF

    Publicada em 06/12/2007 às 11h30m

    O Globo Online

    Gilberto Scofield Jr. - Enviado especial do 'Globo' a Bali

    EFE

    BALI, Indonésia, e WASHINGTON - A mudança climática e o desmatamento poderiam destruir ou pelo menos danificar gravemente 55% da floresta amazônica até 2030, segundo um relatório publicado na quarta-feira pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, em inglês). A publicação do estudo "Os círculos viciosos da Amazônia: seca e fogo na estufa" coincide com a realização da
    Conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática, em Bali.

    O documento revela que o desmatamento da Amazônia pode liberar de 55,5 a 96,9 bilhões de toneladas de dióxido de carbono nas próximas décadas. O número equivale a mais de dois anos de emissões globais de gases do efeito estufa. Além disso, a destruição da área, segundo o boletim, eliminaria um dos principais estabilizadores do sistema climático global.

    " A combinação é explosiva e perigosa porque as últimas projeções previam este tipo de catástrofe somente no fim do século "

    - A combinação é explosiva e perigosa porque as últimas projeções científicas sobre o avanço da destruição humana e por aquecimento na floresta previam este tipo de catástrofe somente no fim do século - disse Dan Nepstad, cientista do centro de pesquisa Woods Hole, em Massachusetts.

    Pelas previsões do relatório, as chuvas diminuiriam 10% no futuro. A seca afetaria 4% das florestas.

    - A importância da floresta amazônica para o clima global não pode ser minimizada. A Amazônia não só resfria a temperatura do mundo, mas é, ao mesmo tempo uma fonte de água doce, de tal magnitude que poderia bastar para influir em algumas das grandes correntes oceânicas.

    O texto estima que o aquecimento global reduzirá as chuvas na Amazônia em mais de 20% durante esse período, especialmente no leste da floresta. Isso provocaria um aumento em mais de dois graus centígrados nas temperaturas locais, e de até oito graus centígrados durante a segunda metade do século.

    " Nosso sucesso depende da velocidade com que os países ricos reduzirão as suas emissões "

    Segundo o documento, o carbono produzido pela conversão de florestas por causa do uso de terrenos para a pecuária e a agricultura está penetrando a atmosfera. O volume foi calculado em 200 a 300 milhões de toneladas por ano.

    - Ainda podemos deter a destruição da floresta amazônica, mas precisamos do apoio dos países ricos. Nosso sucesso depende da velocidade com que os países ricos reduzirão as suas emissões prejudiciais ao clima, a fim de desacelerar o aquecimento global - explicou Karen Suassuna, analista do WWF no Brasil.

    Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

    Metade da Amazónia pode cair até 2030



    06/12/2007 - 08h27

    Metade da Amazônia pode cair até 2030

    CLAUDIO ANGELO
    da Folha de S.Paulo, em Bali

    A mudança climática e o desmatamento já estão empurrando a floresta amazônica rumo à transformação em savana, e até 2030 metade da mata será derrubada, explorada por madeireiros ou afetada pela seca. A previsão é de um relatório feito por um dos maiores especialistas em ecologia amazônica, o americano Daniel Nepstad.

    Intitulado "Os Ciclos Viciosos da Amazônia", o documento, encomendado pela ONG WWF, tem dados científicos novos e um objetivo político: levar a agenda da redução das emissões por desmatamento (REDD, na sigla em inglês) para as negociações do acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto após 2012. Espera-se que a COP-13, a Conferência do Clima de Bali, aborde isso, e que a manutenção da estabilidade do clima pela conservação de florestas entre na pauta.

    Mas mesmo a delegação brasileira, maior interessada em incluir a redução do desmatamento no acordo, parece ter posição contraditória. Apesar de o governo já ter manifestado a vontade de ver um fundo de compensação por desmate reduzido funcionando antes de 2012, membros da delegação têm expressado dúvidas.

    Na terça, Thelma Krug, secretária brasileira de Mudanças Climáticas, havia dito que era "prematuro" incluir florestas no acordo -foi corrigida ontem pelo chefe da delegação, Luiz Alberto Figueiredo Machado, para quem a secretária fora "infeliz" na colocação.

    Logo depois, Sergio Serra, embaixador extraordinário para mudança do clima, disse que o Brasil não quer ver as florestas na negociação. "Para a delegação brasileira, Bali não é o fórum de discutir se floresta entra ou não." Para ele, é uma "reunião de processo", ou seja, não define modos de ação.

    Cenário apocalíptico

    O relatório do WWF dá um tom de urgência ao debate ao afirmar que o ponto de não-retorno da Amazônia --ou seja, o momento a partir do qual a floresta se transforma em savana e não volta mais- pode estar mais perto do que se pensava.

    Até agora, modelos de clima e de vegetação têm mostrado que o colapso da floresta deveria acontecer só depois de 2080. Cruzando um modelo de desmatamento com novos dados sobre exploração madeireira e sobre chuvas ao longo dos últimos dez anos, além de tendências recentes de expansão da cana, da soja e da pecuária, Nepstad produziu o que ele chama de "um dos piores cenários que eu já vi em 23 anos de Amazônia": a savanização ocorrendo nos próximos 15 a 25 anos, com a emissão de 15 a 25 bilhões de toneladas de carbono até o final do período --algo como quatro vezes o que o Kyoto se propôs a cortar.

    A seca prevista para a Amazônia pode já ter se instalado. No nordeste de Mato Grosso, onde Nepstad mantém um projeto de pesquisa, 2007 foi um ano atípico, muito seco e muito quente. '"Normalmente faz 32C na sombra da mata no verão [época de seca]. Neste ano fez 38C", diz. A fumaça das queimadas pode estar colaborando para secar a floresta, ao inibir a formação de nuvens.

    Nepstad assume que os cenários propostos por ele --a área desmatada crescendo de 17% para 31% e a área seca ou danificada pelo corte seletivo chegando a 24% da mata-- são parciais, baseados em só cinco anos de dados de desmatamento e dez de precipitação. Mas afirma que "em vários sentidos o relatório é conservador".

    Políticas como a REDD poderiam ajudar a evitar a catástrofe. Com ela, seria possível, por exemplo, pagar pecuaristas para não desmatarem.

    "Duas faces"

    Em referência à cobrança para o Brasil reduzir suas emissões, o chanceler Celso Amorim disse ontem que países ricos possuem "duas faces".

    "Há uma face de bom moço, de quem está defendendo as causas benéficas para o mundo [o ambiente], e uma face, que em geral fica escondida, que é a face protecionista", afirmou, aludindo às tarifas sobre biocombustíveis e à pressão da Europa de exportar pneus reformados. "É preciso saber com que voz eles falam na Conferência de Bali e com que voz eles falam na OMC [Organização Mundial do Comércio]."

    Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

    Relatório da OCDE sobre grandes cidades costeiras: Risco de inundações vai ameaçar 150 milhões de pessoas em 2070



    Relatório da OCDE sobre grandes cidades costeiras
    Risco de inundações vai ameaçar 150 milhões de pessoas em 2070

    05.12.2007 - 13h52 Reuters, PUBLICO.PT

    Em 2070 serão 150 milhões as pessoas ameaçadas pelo risco de inundações nas grandes cidades costeiras do planeta, um número três vezes superior ao actual, alerta um relatório da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico).

    As alterações climáticas, o crescimento populacional e o desenvolvimento urbano vão aumentar o risco que enfrentam hoje 40 milhões de pessoas.

    Mumbai é a cidade com mais pessoas em risco. Mas em 2070, Calcutá será a mais vulnerável, sendo que a população exposta deverá aumentar mais de sete vezes para mais de 14 milhões de pessoas.

    Outras cidades no topo desta lista são Shangai, Banguecoque e Rangum (Birmânia). Miami está em nono lugar e será a única cidade nas dez primeiras de um país desenvolvido.

    O relatório da OCDE analisou a vulnerabilidade actual e futurade 130 cidades costeiras em relação a grandes inundações, num horizonte temporal de cem anos, e com base num aumento de 0,5 metros do nível do mar em 2070.

    “Este relatório levanta considerações políticas cruciais e salienta a urgência da mitigação e estratégias de adaptação aos riscos, a nível municipal”, comentou Jan Corfee-Morlot, conselheiro político para as alterações climáticas na OCDE.

    As políticas de mitigação permitirão ganhar tempo para as cidades mais expostas implementarem estratégias de adaptação e se protegerem do elevado risco de inundações. Como fez Londres com a construção da Thames Barrier. Mas, diz o relatório, estudos mostraram que montar defesas costeiras eficazes pode demorar 30 anos ou mais.

    “A adaptação tem de subir para o cimo da agenda política hoje se quisermos fazer a diferença amanhã”, escreve o relatório.“

    As alterações climáticas já estão a acontecer e é precisa acção concertada para evitar impactos piores”, comentou Angel Gurría, secretário-geral da OCDE.

    Este foi o primeiro de uma série de relatórios que a OCDE vai publicar sobre o impacto das alterações climáticas mas cidades.

    Cardeal americano é agredido após escândalos de pedofilia




    Cardeal americano é agredido após escândalos de pedofilia
    Há 23 horas

    LOS ANGELES (AFP) — O cardeal Roger Mahony, arcebispo de Los Angeles, foi agredido por um homem supostamente enfurecido com o escândalo de padres pedófilos, informou nesta terça-feira o jornal "Los Angeles Daily News".

    A agressão aconteceu em julho, quando Mahony, de 71 anos, estava na rua próxima à catedral de Los Angeles, contou ao jornal Sal Pilato, diretor de um liceu católico da região.

    Um transeunte reconheceu o prelado e o insultou, antes de agredi-lo e jogá-lo no chão, acrescentou Pilato. Aparentemente, o agressor estava furioso com o escândalo de pedofilia que enfraquece a arquidiocese de Los Angeles.

    Foto:


    Cardeal Roger Mahony, arcebispo de Los Angeles

    O cardeal levou um mês para se recuperar, mas não tornou o incidente público.

    Em 16 de julho, um juiz obrigou o arcebispado de Los Angeles a pagar 660 milhões de dólares a vítimas de abusos sexuais cometidos por religiosos.

    Mahony foi acusado por algumas vítimas de ter acobertado suspeitos de envolvimento em casos de pedofilia e de proteger padres de processos penais.

    EUA: Igreja edita álbum a alertar para padres pedófilos




    EUA: Igreja edita álbum a alertar para padres pedófilos


    A Igreja católica nova-iorquina editou um álbum de colorir para alertar as crianças para os riscos de abusos sexuais de padres pedófilos, anunciaram terça-feira responsáveis.


    álbum, intitulado «Ser amigos, católicos, com toda a segurança», foi distribuído a várias centenas de escolas da região de Nova Iorque no quadro de um programa da Igreja, indicou uma porta-voz do arcebispado de Nova Iorque.


    «Para maior segurança, uma criança e um adulto não deviam ficar juntos numa sala fechada», aconselha um anjo no álbum para colorir. Um outro adverte o jovem leitor sobre um predador sexual que tenta dialogar com uma criança na Internet.


    David Clohessy, responsável pela Organização «Rede de sobreviventes dos que foram abusados por padres» congratulou-se com esta iniciativa apesar de achar que ela não vai suficientemente longe.


    A Igreja católica norte-americana tem vindo a ser abalada por vários escândalos pedófilos desde 2002 e já teve de gastar mais de três mil milhões de dólares em indemnizações e juros às vítimas de padres pedófilos, forçando várias dioceses a pôr à venda os seus bens. Todavia, é raro que as queixas cheguem ao penal.


    A diocese de Davenport (Iowa, centro) vai pagar 37 milhões de dólares a 156 pessoas que foram sexualmente abusadas por padres pedófilos, soube-se terça-feira junto desta diocese.


    O acordo, concluído a 29 de Novembro, deve pôr fim aos processos judiciais contra a diocese que conta com 154 paróquias no Sudeste do Iowa.


    Este acordo «representa o melhor meio de ajudar os que sofreram abusos sexuais cometidos por padres da nossa diocese a sarar os seus ferimentos», indicou Martin Amos, bispo da Diocese de Davenport num comunicado colocado no sítio da Internet da Diocese.


    Alguns abusos remontam ao final dos anos 30.


    As vítimas, que manterão o anonimato, poderão testemunhar a sua dolorosa experiência nas paróquias e no jornal da diocese. O nome dos padres implicados será também publicado pelo jornal da Diocese de Davenport.


    Uma parte dos 37 milhões de dólares será paga pelas companhias de seguros da diocese assim como pela venda de propriedades da Igreja.


    A Igreja católica norte-americana, com 69 milhões de fiéis, ainda não se refez do escândalo dos padres pedófilos que mina desde 2002 a sua reputação e finanças.


    Segundo a organização «A responsabilidade dos bispos», cerca de 3.000 padres, dos 42.000 existentes nos Estados Unidos foram objecto de denúncias por abusos sexuais.


    Enquanto isto, uma mulher que disse ter sido sexualmente abusada por sete padres católicos e ter tido uma criança de um deles recebeu terça-feira quinhentos mil dólares depois de um acordo concluído com a Arquidiocese de Los Angeles.


    Rita Milla, agora com 46 anos, recebeu a verba nos escritórios da sua advogada Gloria Allred.


    A queixa de Milla contra a arquidiocese foi apresentada em 1984.


    Um tribunal do Estado determinou em 2003 que o padre católico Valentine Tugade era o pai da filha de Milla.


    Unm outro padre, o reverendo Santiago Tamayo, admitiu ter tido sexo com Milla e desculpou-se publicamente anos antes de morrer em 1999.


    O pagamento está incluído num pacote de 660 milhões de dólares que a Diocese acordou colectivamente com as vítimas de abusos sexuais.


    O cardeal Roger Mahony disse no comunicado em que anunciava o pagamento parcial desses fundos que a arquidiocese vai continua a esforçar-se por proteger as crianças e prevenir os abusos sexuais.


    Diário Digital / Lusa


    05-12-2007 0:13:00

    Trabalho em banca de publicações em Curitiba, Paraná - Brasil

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    From: ARK Tradução Simultânea
    To: Undisclosed-Recipient:;
    Sent: Wednesday, December 05, 2007 2:35 PM
    Subject: Fw: Banca depublicações em Curitiba

    Trabalho em banca de publicações em Curitiba, Paraná - Brasil

    Exportações de armas superam 65 bilhões de euros no mundo



    Exportações de armas superam 65 bilhões de euros no mundo
    Há 18 horas

    PARIS (AFP) — A França caiu do terceiro para o quarto lugar no ranking mundial de exportadores de armas, ficando atrás de Estados Unidos (país que responde por cerca de 55% do total), Grã-Bretanha e Rússia, os quatro grandes responsáveis por "mais de 85%" das exportações mundiais de armamentos.

    O mercado mundial - 55 bilhões de euros em média por ano ao longo da última década - registrou "um certo aumento em todos estes últimos anos" e atinge, hoje, mais de 65 bilhões de euros, de acordo com um relatório anual do setor, divulgado nesta terça-feira.

    Entre outros pontos, o informe apresenta o desenvolvimento dos sistemas de vigilância e proteção dos territórios.

    As vendas de armas aumentaram em 2006, na França, mas, ainda assim, os franceses perderam seu lugar de terceiro exportador mundial para a Rússia.

    No ano passado, a região do Oriente Médio liderou os pedidos da França (29,3%), sobretudo, com mísseis para a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, à frente da Ásia (25%), dos países europeus (17,4%) e da Oceania (12,4%), informou o representante do Ministério francês Laurent Teisseire, ao apresentar o relatório à imprensa.

    Um "plano estratégico de apoio à exportação" deve ser apresentado nos próximos dias pelo ministro da pasta, Hervé Morin.

    Ex-padre pedófilo é condenado a 10 anos de prisão nos EUA



    Ex-padre pedófilo é condenado a 10 anos de prisão nos EUA

    Há 1 dia

    LOS ANGELES, EUA (AFP) — Um ex-padre católico foi condenado nesta segunda-feira a dez anos e quatro meses de prisão, após admitir que realizou atos de pedofilia com dois menores, informou uma fonte judicial da Califórnia.

    Michael Stephen Baker, de 59 anos, assumiu a culpa e evitou assim uma pena mais severa.

    Os três anos que Baker já passou na prisão serão descontados do tempo total da pena, por decisão do juiz Curtis Rappe, do tribunal de Los Angeles.

    A Igreja Católica americana, que tem 69 milhões de fiéis, é abalada desde 2002 por uma série de escândalos envolvendo padres pedófilos, que manchou sua reputação e prejudicou suas finanças com indenizações milionárias.

    Segundo a organização "Bishop Accountability", cerca de 3.000 padres já foram denunciados por pedofilia nos EUA.

    Pobreza afecta um em cada cinco portugueses


    Pobreza afecta um em cada cinco portugueses

    Projecto 'isto inclui-me' quer combater este problema

    Data: 04-12-2007

    Um em cada cinco portugueses vive em situação de pobreza, dados que incluem a Madeira e os Açores. Esta é uma das situações que o projecto 'Isto Inclui-me' quer combater. No âmbito desta iniciativa, foi realizado, esta manhã, na Escola Hoteleira, o 'workshop' dinamizado pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), 'Pobreza e exclusão social: um problema que nos inclui'. Criar dinâmicas de grupo interactivas e participativas foi o objectivo deste 'workshop' que contou com a presença de 37 participantes de vários organismos regionais.

    “Não deixe que a pobreza se transforme em paisagem' é o apelo deste projecto que é apoiado por várias associações nacionais.

    Por vezes as pessoas não sabem onde pedir ajuda” disse a técnica do projecto 'Isto Inclui-me', em representação da APAV, Carmen Rasquete. Quanto aos madeirenses que pedem ajuda à associação “o número ainda não muito expressivo”.”As pessoas têm que conhecer o quê que nós fazemos e talvez essa informação ainda não esteja muito divulgada” acrescentou Carmen Rasquete. A maioria dos pedidos de ajuda na Região estão relacionados com a violênecia doméstica, sublinhou a técnica do projecto 'Isto Inclui-me'.

    Brasil: Testemunhas de Jeová fazem inclusão dos surdos




    Testemunhas de Jeová fazem inclusão dos surdos

    A congregação cristã Testemunhas de Jeová inclui os surdos em suas atividades religiosas, por meio de um trabalho social. Intérpretes traduzem as palestras bíblicas para a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Eles utilizam recursos de vídeo para a compreensão dos discursos bíblicos. Robinsom e Regiane Aguilera, são coordenadores do grupo de Libras há 2 anos. O grupo foi criado há seis anos com o objetivo de ensinar a bíblia aos surdos.

    As testemunhas de Jeová promovem a inclusão social por ensinar Libras aos surdos e a seus familiares e também por meio da interpretação em atividades que não oferecem tradutores.

    “Vejo a alegria deles em aprender a lidar melhor com a família, com o próximo. Sinto-me gratificado em poder transmitir valores bíblicos que quando aplicados poderão ter a aprovação de Deus, além da felicidade pessoal”, diz Robinsom Aguilera.

    Simone Barbosa Furtado também participa como voluntária do grupo de Libras ao pregar e interpretar os discursos bíblicos.

    “Assim como os ouvintes sentem a necessidade de uma orientação moral e espiritual, eles também precisam desse tipo de orientação. No grupo de Libras, damos a oportunidade de aprender sobre princípios bíblicos, o que gera resultados positivos na vida familiar e social”, diz Simone.

    Em todo o Brasil há em média 700 grupos de surdos reunidos nas congregações das testemunhas de Jeová.

    Pregação semanal

    As testemunhas de Jeová pregam de casa em casa semanalmente para os surdos, com o objetivo de divulgar o reino de Jeová Deus. Também, realizam estudos bíblicos gratuitos com os interessados em aprender sobre a bíblia. Durante essas visitas, os religiosos fazem exposição de vídeos voltados para o aprendizado bíblico.

    Publicações elaboradas para os surdos

    Na filial das testemunhas de Jeová, Betel, em São Paulo, são elaboradas e editados os vídeos voltados para os surdos por uma equipe de tradução da Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. A distribuição dos vídeos é a nível nacional sem custos financeiros. A obra de educação religiosa com é mantida pelos próprios membros da congregação, por meio de donativos.
    Reuniões

    Os surdos e seus familiares podem aprender Libras no Salão do Reino das Testemunhas de Jeová, por meio de um curso gratuito e sem distinção religiosa. As palestras bíblicas ocorrem nas segundas e quintas às 19h30 e aos sábados às 16h, na Avenida Campos Sales, 1622, entre Jaci Paraná e Raimundo Cantuário.

    Autor: Dalila Nogueira Pinto – Estudante de jornalismo na Uniron.

    Terça-feira, Dezembro 04, 2007

    Turquemenistão: Baptista forçado a abandonar a pátria, e mullah ainda mantido num hospital psiquiátrico?


    Tradução parcial de:

    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=1057

    Este artigo foi publicado pela F18News em: 4 de Dezembro de 2007

    TURQUEMENISTÃO: Baptista forçado a abandonar a pátria, e mullah ainda mantido num hospital psiquiátrico?

    Por Felix Corley, Forum 18 News Service

    Libertado da prisão em Novembro, o pastor Baptista Vyacheslav Kalataevsky – um cidadão ucraniano - falhou na sua tentativa de ficar com a sua esposa, filhos e a sua congregação na sua cidade natal de Turkmenbashi. Está previsto que parta num voo para Moscovo em 11 de Dezembro. As autoridades recusaram dar explicações acerca da sua negação de conceder um visto. "Mas, como é claro, isso tem a ver com a minha actividade como crente", disse ele ao Forum 18 News Service. "Tudo o que aconteceu comigo desde 2001 está relacionado com isso". A sua congregação ficou sem pastor. Entretanto, Kakabai Tejenov, ex-detido à força num hospital psiquiátrico, disse ao Forum 18 que, entre os seus companheiros de prisão, estava um mullah (versado na lei islâmica — NT), que havia chegado em fins de 2006 ao hospital já encerrado da Região de Lebap. O Forum 18 não conseguiu saber o nome do mullah ou se ele ainda se encontra preso. "Se ele ainda estiver preso, gostaria que ele fosse liberto", declarou Tejenov. Além disso, o Testemunha de Jeová de 18 anos, Ashirgeldy Taganov, ainda está à espera de um provável julgamento por se ter recusado ao cumprimento do serviço militar compulsório.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

    Entenda as ameaças que as alterações climáticas podem trazer à saúde no futuro



    03/12/2007 - 09h35

    Entenda as ameaças que as alterações climáticas podem trazer à saúde no futuro

    da Folha Online

    As mudanças climáticas ameaçam a saúde humana e as regiões mais pobres serão as mais atingidas. As alterações no clima deverão causar um aumento dos problemas de nutrição, diarréia, enchentes e malária no mundo.

    Reprodução

    Livro faz mapeamento completo do maior desafio do planeta

    Estas e outras previsões sobre a saúde do planeta estão descritas no livro
    "O Atlas da Mudança Climática", da Publifolha.

    O título está em pré-venda no site da
    Publifolha por R$ 29,90. A pré-venda é uma ferramenta que permite que o leitor faça a reserva para compra e receba a encomenda na data do lançamento. A cobrança só é feita quando for enviada a entrega.

    De acordo com o livro, temperaturas mais altas podem favorecer o aumento de doenças transmitidas por carrapatos (como a doença de Lyme) e por mosquitos, como é o caso da Malária.

    As alterações climáticas também poderão causar situações extremas de estiagem e de enchentes. A falta de água em períodos seca dificulta a higiene e aumenta a incidência de doenças. Já as enchentes facilitam a disseminação de doenças como antraz e contaminadores tóxicos como metais pesados e químicos orgânicos.

    Veja abaixo mais algumas conseqüências que as alterações climáticas podem trazer à saúde.

    *
    Ameaças à Saúde
    As temperaturas globais mais altas estão alterando os climas locais: em algumas regiões já se notam padrões de chuva mais variados, invernos mais quentes e verões mais secos. Nos lugares onde as pessoas estão mais expostas a doenças associadas à pobreza e à desnutrição qualquer mudança no clima afetará a saúde.

    Chuvas, temperatura e umidade são as maiores influências na disseminação de patogenias e epidemias. Altas temperaturas, períodos de cultivo mais longos, ausência de temperaturas abaixo de zero para matar as bactérias e aumento das chuvas contribuem para os ambientes propícios a insetos, roedores e outros organismos que transmitem doenças. As mudanças climáticas se encarregarão de espalhá-las por regiões antes não atingidas.

    Menos gente morrerá de frio, mas as altas temperaturas poderão provocar um desgaste ainda maior. Também aumentarão os níveis de poluentes na atmosfera por incêndios florestais nas áreas rurais e pela formação de ozônio e compostos orgânicos voláteis nas áreas urbanas, assim como o número de mortes por problemas respiratórios.

    As enchentes espalharão doenças transmitidas pela água, como cólera, tifo e disenteria, e por mosquitos, como malária e febre amarela. A escassez de água e a seca não só prejudicarão a produção de alimentos como ajudarão a espalhar doenças causadas por água de má qualidade e falta de saneamento básico. Os efeitos cumulativos dessas condições ambientais adversas, associados à desnutrição, diminuirão a capacidade humana de combater infecções.

    Doenças transmitidas por carrapatos
    A doença de Lyme, que acaba causando invalidez, está se espalhando pelos EUA e pela Europa com os invernos mais quentes e as temperaturas diárias mais altas. Os hábitats favoráveis aos carrapatos portadores da doença têm probabilidade de se multiplicar. A febre Q, identificada nas Montanhas Rochosas, e a encefalite causada por carrapato, principalmente na Europa, poderão se espalhar com as alterações do clima.

    Doenças intestinais
    As fortes chuvas podem contaminar os reservatórios de água. A falta de água em períodos de estiagem e seca dificulta a higiene e aumenta a incidência de doenças. Os dois extremos tendem a tornar-se mais freqüentes.

    Malária
    Cerca de 3,2 bilhões de pessoas correm risco de contrair malária e mais de 1 milhão morrem por ano. Esses números tendem a aumentar com as mudanças climáticas. A malária é transmitida por mosquitos, que em temperaturas quentes toleráveis amadurecem mais rápido, picam mais, se reproduzem mais e se multiplicam. A umidade também ajuda a espalhar a doença. As mudanças climáticas levarão a malária para o norte e para as regiões montanhosas se outros fatores ecológicos não impedirem.

    Os efeitos das enchentes para a saúde
    As enchentes causadas pelas mudanças climáticas em muitas partes do mundo trazem várias ameaças à saúde. Os reservatórios de água podem ser contaminados e a água parada é o ambiente ideal para a reprodução de mosquitos portadores de doenças. A terra levada pelas enxurradas arrasta consigo doenças como antraz e contaminadores tóxicos como metais pesados e químicos orgânicos a áreas antes preservadas. O mofo que se cria nas casas inundadas contribui para aumentar os problemas respiratórios.

    "O Atlas da Mudança Climática"
    Autores: Kirstin Dow e Thomas E. Downing
    Editora: Publifolha
    Páginas: 112
    Quanto: R$ 29,90
    Onde comprar: pré-venda no site da Publifolha
    Disponibilidade: Lançamento em 12/12/2007

    Ano de 2007 teve recorde de desastres naturais, aponta relatório



    Ano de 2007 teve recorde de desastres naturais, aponta relatório

    Há 6 horas

    PARIS (AFP) — O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) informou que, em 2007, foi batido o recorde de desastres naturais extremos, em um relatório divulgado nesta segunda-feira, coincidindo com a abertura da conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Bali, Indonésia.

    No informe "Breaking Records in 2007 - Climate Change" (Batendo recordes em 2007 - Mudança Climática), o WWF menciona como o dia 16 de setembro marcou um recorde no Ártico com o desaparecimento de 2,61 milhões de quilômetros quadrados de superfície gelada, aproximadamente dez vezes a extensão do Reino Unido.

    O documento também menciona as persistentes secas na Austrália, Ásia, África, Sul da Europa e Estados Unidos, que, além de levarem a graves carências de água e ondas de incêndio gigantes como, por exemplo, os sofridos pela Grécia e os estado americano da Califórnia.
    Da mesma forma, monstruosas inundações atingiram alguns países da Europa como Grã-Bretanha, assim como o oeste da África e da Ásia, concretamente a Indonésia, país anfitrião da conferência da ONU.

    A capital indonésia, Jacarta, ficou paralisada em fevereiro por causa das chuvas torrenciais que desencadearam as piores inundações de sua história, com danos no valor calculado de 450 milhões de dólares e mais de 420.000 desabrigados.

    O WWF enfatiza que o degelo acelerado dos mares árticos e antárticos "terá um impacto considerável, entre eles a inundação de algumas localidades costeiras ou o desaparecimento de certas espécies como os ursos polares".

    Ao mesmo tempo, "os incêndios nas florestas produziram milhões de toneladas de carbono na atmosfera, criando perigosos efeitos de amplificação suscetíveis de acelerar o aquecimento do planeta".

    Para frear isso, "os países ricos devem provar sua seriedade comprometendo-se, em Bali, em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 30% antes de 2020", afirmou um especialista em clima do WWF-Europa, Stephan Singer.

    A comunidade internacional iniciou nesta segunda-feira, em Bali, a conferência sobre mudança climática que deve desenhar as grandes linhas de um futuro acordo mundial para limitar a catástrofe anunciada pelos cientistas.

    Mais de 180 governos participam nesta conferência, a 13ª dos países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas para a Mudança Climática (CMNUCC, UNFCCC sigla em inglês), até 14 de dezembro.

    Os especialistas do Painel Intergovernamental Sobre as Mudanças Climáticas (IPCC, por suas siglas em inglês), que dividiram o último Nobel da Paz com o ex-vice-presidente Al Gore, deram detalhes sobre o alcance e a rapidez das alterações climáticas este ano.

    Os impactos da ação humana no meio ambiente trazem uma preocupação de tal ordem, que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban ki Moon, os considera como "um dos principais desafios do nosso tempo".

    Jovem morre nos EUA após rejeitar transfusão de sangue por razões religiosas





    Jovem morre nos EUA após rejeitar transfusão de sangue por razões religiosas

    Qui, 29 Nov, 09h04

    LOS ANGELES (AFP) - Um menino de 14 anos morreu de leucemia após se negar a receber transfusões de sangue por motivos religiosos, apesar dos apelos de seus pais para que aceitasse o tratamento, informou nesta quinta-feira a imprensa em Washington.

    Dennis Lindberg morreu na quarta-feira no Hospital Infantil de Seattle, poucas horas após um juiz rejeitar o último recurso de seus pais para forçar o filho a aceitar a transfusão, revelou o jornal Post-Intelligencer de Seattle.

    Segundo o jornal, Lindberg, Testemunha de Jeová, rejeitou as transfusões com o apoio de seu tio e tutor legal.

    Na quarta-feira, o juiz John Meyer, da Corte Superior do condado de Skagit, concluiu que o jovem tinha idade suficiente para saber que ao rejeitar a transfusão poderia estar assinando sua "sentença de morte, e que tinha o direito de tomar esta decisão.

    "Não acredito que a decisão de Dennis seja resultado de algum tipo de coação. É maduro e entende as consequências de sua decisão", destacou o juiz.

    Domingo, Dezembro 02, 2007

    Sida mata 4 pessoas por minuto



    Publicação: 01-12-2007 10:04 Última actualização: 01-12-2007 20:18

    Sida mata 4 pessoas por minuto

    "Stop à Sida" é o mote do Dia Mundial de luta contra a doença
    Mais de 32 mil casos de VIH/Sida estavam notificados em Portugal até finais de Setembro, quase metade em pessoas sem sintomas, segundo dados apresentados por especialistas nas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a Sida, que se assinala hoje. No último estudo sobre a população infectada a nível global, feito pela Organização Mundial de Saúde, conclui-se que há 33 milhões de pessoas vítimas da doença.

    SIC

    "Stop à Sida" é, este ano, o mote do Dia Mundial de luta contra a doença, para chamar a atenção para a Sida, que mata quatro pessoas em cada minuto, ou mais de 5.700 por dia, segundo a ONUsida. Publicadas em Novembro, as últimas estimativas daquela agência das Nações Unidas assinalam cerca de 6.800 novas contaminações por dia.

    Para assinalar a data, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, participou numa cerimónia religiosa, à meia-noite, em Nova Iorque (EUA), apelando ao acesso universal à prevenção e tratamento da doença.

    "A Sida é uma doença diferente das restantes, porque é um problema social, de direitos humanos e económico. Atinge os jovens adultos no momento em que estes deviam começar a contribuir para o desenvolvimento económico, atingir o crescimento intelectual e educar as suas crianças", disse.

    Uma revisão das técnicas estatísticas permitiu à Organização Mundial de saúde aferir melhor o número de infectados a nível global: em vez de 40 são 33 milhões. O continente mais afectado é a África sub-sahariana com 22,5 milhões, dos quais mais de cinco milhões vivem na África do Sul.

    O prémio Nobel da Paz, arcebispo Desmond Tutu, afirmou, ontem, em Pretória, capital sul-africana, ser inaceitável que 600 pessoas morram todos os dias no país, em consequência de infecções relacionadas com o VIH/SIDA.

    Para Desmond Tutu, o governo merece ser elogiado pelo estabelecimento do Conselho Sul-Africano Contra a Sida, embora os planos elaborados não produzam quaisquer resultados antes de serem implementados na prática.

    "Se derrotámos o apartheid também podemos derrotar esta praga", salientou Desmond Tutu, para quem as igrejas têm falhado no apoio às vítimas da SIDA, tratando-as muitas vezes como "leprosos dos tempos modernos".

    Situação em Portugal

    Segundo o mais recente relatório anual do Programa das Nações Unidas sobre a doença, o número de casos notificados torna Portugal o quarto dos países da Europa Ocidental que mais casos novos de infecções por VIH diagnosticou em 2006.

    Entre as 32.205 pessoas com HIV registadas em Portugal, 43,8 por cento já apresentavam sida, o que representa um total acumulado de 14.110 até ao final de Setembro.

    Ser seropositivo ao HIV (vírus da imunodeficiência humana) não significa necessariamente ter sida, uma vez que a doença só é definida quando existe a presença do vírus em conjugação com uma doença infecciosa (como a tuberculose ou pneumonia) ou com um tumor.

    Em relação aos cerca de 18 mil casos notificados de HIV em pessoas que não tinham evoluído ainda para a Sida, a esmagadora maioria dos infectados não apresentava qualquer sintoma, segundo Elizabeth Pádua, do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.

    A especialista sublinhou que se tem acentuado a tendência para um aumento de casos de sida no grupo dos heterossexuais, o que tem sido particularmente evidente nas mulheres.

    Uma das explicações avançadas para Portugal ser um dos países da Europa Ocidental com maior número de notificações é, segundo o especialista em medicina interna, a falha na prevenção, que existe muito graças à escassez de campanhas.

    O número de notificações poderá aumentar com um novo sistema, em vigor este ano, que prevê que o Ministério da Saúde pague anualmente às instituições de saúde por cada doente que inicia o programa de tratamento ao HIV.

    Com Lusa

    Brasil (GO): Igreja Universal deve pagar R$ 10 mil por fazer filha enganar a mãe



    Igreja Universal deve pagar R$ 10 mil por fazer filha enganar a mãe

    O juiz Jeová Sardinha de Moraes, da 7ª Vara Cível de Goiânia (GO), condenou nesta sexta-feira (30/11) a Igreja Universal do Reino de Deus a pagar indenização por danos morais e materiais a uma viúva, Gilmosa Ferreira dos Santos. Ela alegou que, por pressão de representantes do templo, sua filha a enganou e doou o carro da família à instituição.

    Segundo a viúva, a filha começou a freqüentar a igreja após a morte do pai, em janeiro de 2005. Ela passou a ser pressionada a fazer doações exacerbadas à instituição, sob a promessa de retribuição em dobro.

    Após vender todos os seus utensílios e mobílias, inclusive a cama onde dormia, a filha acabou doando o veículo da mãe. Para tanto, fez com que ela assinasse o documento de transferência do carro, sob alegação de que iria vendê-lo e que, com o dinheiro, compraria outro em melhor estado de conservação.

    Ao perceber o que ocorrera e tentar reaver o veículo, a viúva diz ter sido maltratada, agredida fisicamente e exposta à humilhação por membros da igreja.

    Na sentença, o juiz determinou que o veículo seja restituído imediatamente e que sejam pagos valores referentes a lucros cessantes, depreciação e desgastes do carro. Além disso, ela receberá reparação de R$ 10 mil por danos morais.

    Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que a má-fé da igreja foi “inconteste”, pois aceitou um veículo de quem não era seu proprietário. Para o juiz, houve “erro substancial” —pelo fato de a mãe ter imaginado estar vendendo seu veículo quando, na verdade, fez uma doação.

    “A igreja agiu através de Edilene, a qual disse em juízo, com todas as letras que, vencida pela pressão pastoral, convenceu sua mãe a assinar o documento de transferência do veículo, sob o argumento de que o estava vendendo”, afirmou o juiz.

    “Apesar da condição de filha de Gilmosa, Edilene não foi contestada por nenhuma outra prova nos autos, aliás, nem mesmo contraditada, em suas declarações, pelos representantes da igreja”, completou.

    O juiz também considerou ter ficado comprovado, por meio de testemunhas, que a viúva tentou reaver o veículo com a igreja e, na ocasião, foi extremamente maltratada e agredida.

    “A potencialidade da ofensa se eleva mais ainda ao concluir que ocorreu no interior de um templo religioso, onde, objetivamente, espera-se reinar a paz espiritual”, concluiu.

    Última Instância entrou em contato com a Igreja Universal, mas não recebeu atendimento pela assessoria de imprensa.

    Sábado, 1 de dezembro de 2007

    Pobres na AL sofrerão mais com mudanças climáticas, diz ONU



    POBRES NA AL SOFRERÃO MAIS COM MUDANÇAS CLIMÁTICAS, DIZ ONU

    Segs - Fonte ou Autoria é : Estadão Online

    27-Nov-2007

    Tempestades mais intensas, escassez de água, redução da produtividade agrícola e desaparição de numerosas praias do Caribe seriam alguns dos desastrosos efeitos do aquecimento global na América Latina, segundo um relatório divulgado na terça-feira.

    O Relatório sobre o Desenvolvimento Humano 2007-2008, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), indicou também que esses efeitos podem provocar um grave retrocesso social numa região onde a pobreza já é endêmica e onde há pouca capacidade de manejo dos riscos climáticos.

    "Os lares pobres se vêem obrigados a enfrentar as crises geradas pelo clima em circunstâncias desfavoráveis, situação que aprofundará as desigualdades econômicas e sociais e agravará as condições de privação em que vivem", disse o relatório divulgado em Brasília.

    "Serão os pobres que sofrerão as piores consequências e quem terão de enfrentar esta crise com os escassos recursos que possuem", disse o texto, prevendo maior intensidade e tempestades tropicais e um aquecimento da água do mar.

    "As regiões da América Central e Caribe são especialmente vulneráveis a estes fenômenos. O aumento de 50 centímetros no nível do mar provocaria a perda de mais de um terço das praias do Caribe", afirmou o trabalho, num alerta sobre os danos ao setor turístico.

    Outro problema citado é a infiltração de água salgada na rede de abastecimento, o que obrigaria os governos a fazerem pesados investimentos em dessalinização.

    O Pnud advertiu no relatório que o aquecimento global pode criar riscos à produção agrícola e à segurança alimentar da América Latina, por causa das mudanças nos regimes de chuvas e temperaturas, afetando a disponibilidade de água para os cultivos.

    "Podem-se esperar perdas consideráveis na produtividade agrícola, o que terá efeitos negativos diretos na redução da pobreza", afirmou o texto.

    Os alertas se baseiam em estudos sobre os efeitos de diferentes furacões nos últimos anos na América Central e Caribe, em que famílias rurais pobres foram as mais afetadas por perdas na safra e na renda.

    Em relação ao Brasil, o relatório diz que o país é o quinto maior emissor mundial de gases do efeito estufa, especialmente por causa da devastação da Amazônia.

    Disponibilidade de água em risco

    O aquecimento global ameaça também a disponibilidade futura de água na região, devido particularmente ao degelo dos glaciais na zona andina.

    "Os glaciares se derretem com rapidez no Peru e na Bolívia, e se projeta a desaparição daqueles localizados a baixa altitude em poucas décadas. O recuo dos glaciares ameaça diminuir a disponibilidade de água para milhões de pessoas", afirmou o Pnud.

    No Peru, os glaciares fornecem 80 por cento da água consumida nas principais cidades.

    Novos surtos de dengue, doença epidêmica em países como Brasil, Honduras, El Salvador e Venezuela, poderiam ocorrer por causa da mudança climática, chegando inclusive a regiões do continente hoje imunes à infecção.

    O colapso dos ecossistemas marítimos também poderia provocar um sem-número de problemas, afetando desde a nutrição da população até o setor turístico. [1]

    O trabalho do Pnud propõe que os países em desenvolvimento recorram à cooperação internacional para a transferência e financiamento de novas tecnologias que ajudem a mitigar o impacto da mudança climática e recomenda aos países pobres incluir a adaptação ao aquecimento global em suas estratégias de redução da pobreza.

    ONU: mundo não está preparado para pandemia de gripe



    ONU: mundo não está preparado para pandemia de gripe

    Há 2 dias

    NOVA YORK (AFP) — Apesar dos avanços constatados há um ano na reação aos casos de gripe aviária, o mundo continua insuficientemente preparado para enfrentar uma pandemia de gripe humana, informa um relatório divulgado nesta quinta-feira pela ONU e pelo Banco Mundial (Bird).

    "Persiste o risco de uma mutação do vírus (H5N1, da gripe aviária) em uma forma facilmente transmissível ao homem, o que teria o potencial de provocar uma pandemia de gripe" em escala mundial, destaca o informe anual.

    "A ameaça de epidemia levou a maioria dos governos a melhorar suas técnicas de detecção, de controle e de reação aos agentes patogênicos. Vários planos nacionais não são suficientemente operacionais, porém, e a coordenação desses planos entre os países exige mais atenção", alertou o documento.

    "Os agentes patogênicos se tornam mais móveis, devido à maior mobilidade das pessoas e dos bens e das mudanças que ocorrem nos ecossistemas", afirmou o coordenador da luta contra a gripe na ONU e co-autor do relatório, David Nabarro.

    "A segurança em longo prazo da humanidade exige que todos os países se preparem juntos para enfrentá-la", acrescentou ele, poucos dias antes de uma conferência ministerial internacional que analisará o tema, de 4 a 6 de dezembro, em Nova Délhi.

    Nos últimos três anos, o vírus H5N1 se espalhou rapidamente pela Ásia Oriental, depois pelo norte e oeste da África, pela Europa Central e até na Grã-Bretanha, lembra o texto, que se baseia em dados de 143 países.

    Apenas no mês de novembro, novos surtos de gripe aviária foram detectados na Arábia Saudita, Mianmar, Grã-Bretanha e Romênia.

    Segundo o informe, o vírus, que havia sido detectado em 16 países em 2005, já estava presente em 55 países em 2006 e deve chegar a 60 este ano. Em seis nações, a situação é preocupante, porque nestas o vírus H5N1 é considerado "enzoótico", ou seja, que continua se difundindo entre as aves domésticas ou silvestres.

    O caso mais grave é a Indonésia, quarto país do mundo em população e onde há cerca de 1,4 bilhão de aves de criadouro. De acordo com Nabarro, o vírus continua se propagando em mais da metade das regiões deste território.

    Os outros cinco países, onde o vírus é "enzoótico" em algumas áreas, são Bangladesh, China, Egito, Nigéria e Vietnã.

    Desde 2003, a gripe aviária já dizimou milhões de aves de criação em todo o mundo e matou 201 pessoas de um total de 330 casos humanos em 10 países. A Organização Mundial de Saúde (OMS) teme que se registre uma mutação do vírus, que poderia torná-lo contagioso entre humanos.

    Uma pandemia da mesma amplitude que a gripe espanhola de 1918-1920 deixaria de 51 a 81 milhões de mortos no mundo, dos quais 96% nos países periféricos, estimou, no ano passado, a revista médica britânica "The Lancet".

    63 por cento dos sidosos encontram-se na África Subsariana, diz BAD



    63 por cento dos sidosos encontram-se na África Subsariana, diz BAD

    -->Rabat, Marrocos (PANA) - Mais de 63 por cento das pessoas vivem com o HIV/Sida na África Subsariana que representa 10 por cento da população mundial e onde numerosos países obtiveram resultados positivos que podem ser comprometidos por esta pandemia, indica um comunicado do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) transmitido sábado à PANA em Rabat por ocasião do Dia Mundial de Luta contra esta patologia.

    O BAD sublinou, nesta nota, a importância da sua liderança e do seu envolvimento na luta contra a sida.

    "A sida tornou-se no maior desafio do século XXI. Razão pela qual a comunidade internacional deve mobilizar-se para ultrapassar este desafio, pois, senão, a doença pode comprometer as oportunidades de desenvolvimento que se apresentam particularmente à África onde numerosos países registaram uma melhoria da sua situação económica e política", lê-se no comunicado.

    O primeiro caso de sida foi assinalado formalmente em 1981, recorda o documento, acrescentando que, até ao momento, mais de 30 milhões de pessoas morreram vítimas duma infecção pelo vírus.

    Em 2006, mais de dois milhões de novas infecções foram registadas. Os jovens de 15 a 24 anos de idade e as mulheres são os mais vulneráveis, indica o BAD, estimando finalmente que a luta contra a pandemia é uma responsabilidade colectiva e individual.

    Portugal tem mais de 32 mil casos de HIV notificados



    Portugal tem mais de 32 mil casos de HIV notificados

    Mais de 32 mil casos de HIV/SIDA estavam notificados em Portugal até finais de Setembro deste ano, quase metade deles em pessoas que não apresentavam sintomas, segundo novos dados apresentados por especialistas.

    Só nos primeiros nove meses deste ano foram notificados 1.766 novos casos de HIV/SIDA, o que equivale a 6,5 casos registados por dia, revelam os mesmos dados, divulgados nas vésperas do Dia Mundial da Luta Contra a Sida, que se assinala sábado.

    Segundo o mais recente relatótio anual do Programa das Nações Unidas sobre a doença, o número de casos notificados torna Portugal o quarto dos países da Europa Ocidental que mais casos novos de infecções por VIH diagnosticou em 2006.

    Entre as 32.205 pessoas com HIV registadas em Portugal, 43,8 por cento já apresentavam sida, o que representa um total acumulado de 14.110 até ao final de Setembro.

    Ser seropositivo ao HIV (vírus da imunodeficiência humana) não significa necessariamente ter sida, uma vez que a doença só é definida quando existe a presença do vírus em conjugação com uma doença infecciosa (como a tuberculose ou pneumonia) ou com um tumor.

    Em relação aos cerca de 18 mil casos notificados de HIV em pessoas que não tinham evoluído ainda para a sida, a esmagadora maioria dos infectados não apresentava qualquer sintoma, segundo Elizabeth Pádua, do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.

    A especialista sublinhou que se tem acentuado a tendência para um aumento de casos de sida no grupo dos heterossexuais, o que tem sido particularmente evidente nas mulheres.

    Já o número de casos em toxicodependentes tem vindo a decrescer, embora lentamente.

    «O número de casos nos heterossexuais está a subir, tendo ultrapassado o grupo dos toxicodependentes em 2002 e atingindo já 70 por cento dos casos notificados», resumiu a especialista do Laboratório de Referência da SIDA.

    Por outro lado, a transmissão do vírus de mãe para filho é actualmente inferior a dois por cento em Portugal, quando há uma década era de 25 por cento.

    «Isto é um grande sucesso na prevenção nesta área. Estamos ao nível dos países mais desenvolvidos», sublinhou Elizabeth Pádua.

    Para este decréscimo na taxa de transmissão contribuiu o facto de todas as grávidas acompanhadas no Serviço Nacional de Saúde fazerem o teste ao VIH e, naquelas em que é detectado o vírus, ser realizada profilaxia (prevenção do contágio).

    Num encontro recente com jornalistas, o médico Eugénio Teófilo explicou ainda que, nas grávidas com VIH, é sempre feita cesariana e promovido o aleitamento artificial, para minimizar os riscos de transmissão do vírus.

    Entre as pessoas que têm HIV, há a distinguir três grupos: os que não têm sintomas, os que apresentam alguns sintomas, mas ainda não têm sida e os que já evoluíram para um caso de SIDA.

    Quanto aos portadores assintomáticos, que representam 46,8 por cento do total, são predominantemente pessoas jovens, entre 15 e 39 anos.

    Para Eugénio Teófilo, Portugal continua com «valores muito altos de casos de sida por milhão de habitantes».

    Uma das explicações avançadas para Portugal ser um dos países da Europa Ocidental com maior número de notificações é, segundo o especialista em medicina interna, a falha na prevenção, que existe muito graças à escassez de campanhas.

    Por isso, o médico do hospital dos Capuchos considera necessário melhorar a comunicação das campanhas, através de linguagem mais simples e de imagens mais atractivas.

    «As campanhas são poucas, pouco apelativas e devia haver distinção entre campanhas para a população geral e para alvos específicos», criticou.

    Alertou ainda que os casos de HIV por transmissão estão a aumentar, o que mostra uma continuação dos comportamentos de risco.

    Segundo contou, há «muitos casos» de homens que nunca fizeram o teste ao HIV por não se identificarem com o que tradicionalmente se designava por grupos de risco: toxicodependentes e homossexuais.

    «Aparecem agora muitos já doentes e sem nunca terem feito o teste», frisou.

    O número de notificações poderá aumentar com um novo sistema, em vigor este ano, que prevê que o Ministério da Saúde pague anualmente às instituições de saúde por cada doente que inicia o programa de tratamento ao HIV.

    Isto porque o HIV/sida já é uma doença de declaração obrigatória em Portugal, mas estima-se que haja uma sub-notificação dos casos, que poderá ser revertida com este programa de pagamento, uma vez que para receberem o dinheiro do Ministério da Saúde os hospitais têm obrigatoriamente de notificar os doentes que entram em programas de tratamento.

    Quanto aos casos de HIV/sida na população imigrante em Portugal, Elizabeth Pádua adiantou que a percentagem de pessoas de naturalidade estrangeira é «pouco importante», apesar de a nível internacional as migrações assumirem uma dimensão importante na transmissão do vírus.

    Diário Digital / Lusa
    30-11-2007 10:23:55

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