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    Domingo, Dezembro 31, 2006

    2006 entre os cinco anos mais quentes desde 1931



    http://jn.sapo.pt/2006/12/30/sociedade_e_vida/2006_entre_cinco_anosmais_quentes_de.html

    2006 entre os cinco anos mais quentes desde 1931
    arquivo jn
    Verão de 2006 teve a onda de calor mais signficativa para o mês de Julho (do dia 7 a 18) desde 1941
    Ivete Carneiro


    Oano de 2006 foi um dos cinco mais quentes em Portugal desde 1931 e bateu recordes nalguns indicadores meteorológicos. Segundo dados preliminares do Relatório Climatológico de 2006 do Instituto de Meteorologia (IM), este ano deverá terminar com uma temperatura média de 15,99 graus ou ligeiramente mais, o que representa mais um grau do que o valor médio do período de referência, tabelado pelos anos de 1961-1990. A nível mundial, este ano foi o sexto mais quente, com 0,42 graus acima da média.


    Ainda assim, deverá ficar aquém do ano de 1997, o mais quente dos últimos 76 anos, com uma temperatura média de 16,57 graus. Apesar de 2006 não ser o mais quente, a tendência de aquecimento global iniciada em meados dos anos 70 mantém-se, segundo a meteorologista Fátima Espírito Santo. E confirma-se com o facto de sete dos dez anos mais quentes desde 1931 terem acontecido depois de 1990 (por ordem, 1997, 1995, 2006, 1990, 1998 e 2003). As diferenças são muito pequenas e representam pequenas variações inter-anuais. "O facto de haver aquecimento não significa que cada ano seja mais quente do que o anterior", explica a especialista do IM.


    Além disso, cada ano apresenta os seus recordes. Este ano, por exemplo, a sequência de noites tropicais em Julho (com mínimas acima dos 20 graus) "foi em grande parte do território a maior observada desde 1990", lê-se no relatório. Da mesma forma, a onda de calor de 7 a 18 de Julho foi a mais significativa para esse mês desde 1941, pela duração (11 dias no Alentejo) e pela abrangência territorial a todo o país.


    O Verão de 2006 foi o quinto mais quente desde 1931 (depois de 2005, 1949, 2004 e 2003), com recordes absolutos de temperatura máxima em Setembro nalgumas zonas do país. Já o Outono deste ano foi o terceiro mais quente e apresentou a média de temperaturas mínimas mais alta dos últimos 76 anos.


    As cinco ondas de calor de 2006 são, aliás, dos fenómenos climáticos mais relevante do ano, a par da queda de neve a baixa altitude e no litoral no dia 29 de Janeiro, realça Fátima Espírito Santo. Em Lisboa, lembra, não se via neve havia 54 anos. No que toca a chuva, 2006 teve o segundo Outubro mais chuvoso desde 1990 e o quarto desde 1931. E bateram-se recordes de precipitação em Elvas, Castelo Branco e Portalegre para os últimos 66 anos.

    Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

    Quatro cidadãos estrangeiros continuam detidos no Azerbeijão, e um foi "deportado"



    29 de Dezembro de 2006

    Quatro cidadãos estrangeiros continuam detidos no Azerbeijão, e um foi "deportado"
    BAKU, Azerbeijão — Cinco dias após a intervenção policial do dia 24 de Dezembro contra uma reunião religiosa das Testemunhas de Jeová, quatro dos cidadãos estrangeiros, que haviam sido presos ilegalmente, estão ainda detidos e não lhes foi ainda formulada qualquer acusação oficial. Aos detidos foi-lhes retirada não apenas a sua liberdade mas também o acesso à justiça — tentativas de recorrer às autoridades e reconciliar a situação foram efectuadas juntamente com queixas de que ninguém estaria disponível em virtude do período de férias. Os quatro continuam a ser mantidos efectivamente sob prisão, e meramente devido ao facto de terem assistido a ofícios religiosos das Testemunhas de Jeová.
    A incursão de domingo interrompeu um serviço religioso de uma organização religiosa das Testemunhas de Jeová registada oficialmente, à qual estavam a assistir aproximadamente 200 pessoas. Os agentes da polícia arrombaram a porta de acesso ao auditório e escoltaram todos os que se encontravam no interior para fora do edifício. No mesmo prédio existem também escritórios e casas de habitação. Sem apresentarem qualquer ordem judicial, a polícia forçou caminho para dentro dessas áreas e começou a levar a cabo uma busca detalhada. Seis cidadãos estrangeiros estavam entre aqueles que foram levados à força para um autocarro e conduzidos até uma esquadra de polícia.
    O cidadão georgiano Manuchar Tsimintia foi detido enquanto exercia as suas funções profissionais de advogado, embora não tivesse estado entre a assistência ao evento religioso. Foi libertado pouco depois. Em 28 de Dezembro de 2006, Giorgi Gogichashvili, um ministro visitante, foi “libertado” quando amigos lhe compraram um bilhete de comboio de regresso à Geórgia. No entanto, o seu passaporte não lhe foi devolvido senão quando atravessou a fronteira para a Geórgia; ele foi, na verdade, deportado. Os restante quatro cidadãos estrangeiros foram detidos durante cinco dias, e há pouco esperança de que venha a ser libertado nesta época de feriados.
    Já em 1999, referente a um incidente no qual cidadãos estrangeiros foram deportados do Azerbeijão por motivos religiosos, o então presidente Heydar Aliyev foi citado como tendo declarado publicamente que “a nossa Constituição garante a liberdade de consciência e religião, e todos os direitos serão defendidos . . . Estes eventos não se repetirão.” (Traduzido do jornal Azadlyg, de 10 de Novembro de 1999.)
    Contacto para a imprensa: Matthew Kelly, telefone +7 812 432 9550
    Trad. por Carlos Queiroz

    Igreja - Crimes sexuais chocam América: Pedófilo em filme





    Igreja - Crimes sexuais chocam América
    Pedófilo em filme

    Foto:d.r.


    Na obra, o padre Oliver O’Grady não mostra qualquer arrependimento em relação às dezenas de crimes sexuais que cometeu
    O primeiro documentário sobre escândalos sexuais da Igreja Católica, ‘Deliver Us From Evil’, assinado pela realizadora Amy Berg, está a deixar a América, onde o filme estreou há cerca de um mês, em estado de choque.
    Depois de cinco meses de negociações, Berg convenceu Oliver O’Grady, padre que entre os anos 70 e 80 abusou de dezenas de crianças (incluindo um bebé de nove meses), a falar sobre os seus crimes.


    O resultado é um registo tenebroso, no qual O’Grady, hoje com 61 anos e afastado da Igreja, admite – com um leve sorriso – que ainda fica “sexualmente excitado” ao ver crianças nuas ou simplesmente a brincar nos pátios da escola. O seu tom dócil, pastoral, contrasta violentamente com as vozes das suas vítimas, às quais também é dada a palavra.


    Os relatos denunciam um comportamento compulsivo: O’Grady era amigo da família e, aproveitando-se da confiança destas, fazia-se convidado para pernoitar nos lares. De manhã, orava. À noite, enquanto todos dormiam, introduzia-se nos quartos dos menores e violava-os.


    Mais do que histórias de vidas devastadas, a película revela como a Igreja encobriu o pedófilo, limitando-se a transferi-lo para outra paróquia quando surgia uma queixa. No novo destino, ficava livre para continuar o seu comportamento monstruoso. O filme ainda não tem data de estreia em Portugal.
    Vanessa Fidalgo

    Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

    Ataque-surpresa da polícia contra as Testemunhas de Jeová no Azerbeijão


    Tradução de:

    http://www.jw-media.org/newsroom/index.htm?content=/region/europe/azerbaijan/english/releases/religious_freedom/aze_e061228.htm

    Para Publicação Imediata





    28 de Dezembro de 2006

    Ataque-surpresa da polícia contra as Testemunhas de Jeová no Azerbeijão
    BAKU, Azerbeijão — Mais de 200 pessoas tinham-se ajuntado para consideração pacífica de tópicos bíblicos no domingo de manhã, 24 de Dezembro, quando chegaram polícias armados em conjunto com equipas de televisão e autoridades locais com o intuito de interromper a reunião. A polcia arrombou a porta das instalações alugadas e deteve as pessoas na assistência. Pelo menos dois assistentes foram agredidos. A maioria foi conduzida de autocarro para o Departamento nº 34 da Polícia. Noticias da televisão com difusão nacional retratavam muitas vezes as Testemunhas de Jeová como perigosos agentes antigovernamentais e como espiões internacionais, banidos por toda a Europa.
    A polícia não vinha portadora de mandados de busca e recusou permitir que alguém os acompanhasse à medida que iam forçando a entrada noutras dependências do prédio, visto quie as Testemunhas de Jeová têm vindo a alugar espaços no local em base regular. A busca continuou até às 7 horas da tarde. A polícia apropriou-se da caixa de contribuições e do seu conteúdo, de documentos legais, de diversos computadores usados para a tradução da Bíblia e de literatura bíblica, e de uma grande quantidade de literatura bíblica. As autoridades presentes apareceram a fim de coordenar o assalto.
    Os detidos azeris foram libertados cerca das 5 da tarde 24 de Dezembro de 2006. Em 26 de Dezembro, um dos detidos, um advogado da vizinha Geórgia, que tem vindo a apoiar as Testemunhas locais, foi libertado com pedido de desculpas pela sua detenção ilegal. Os restantes cinco detidos incluem um cidadão da Holanda, um cidadão britânico, um georgiano e dois de nacionalidade russa, que ainda continuam presos.
    O departamento de polícia havia levado a cabo uma similar invasão ilegal contra uma reunião das Testemunhas de Jeová em língua azeri no mesmo local em 12 de Junho de 2005, também com a chegada de equipas de televisão e atribuindo ampla publicidade à invasão na televisão local.
    Contacto para a imprensa: Matthew Kelly, telefone +7 812 432 9550

    Copyright © 2006 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania. All rights reserved.
    Trad. por Carlos Queiroz

    Jesus Cristo nasceu no mês de dezembro?

    http://www.gazetadooeste.com.br/expressao2.htm

    Jesus Cristo nasceu no mês de dezembro?
    MÁRIO HÉLIO VASCONCELOS DA MOTA
    Oficial de Justiça - eternamente salvo por Jesus Cristo.
    A Bíblia Sagrada não menciona quando, porém nos dá fortes motivos a concluir que o nascimento do único salvador do mundo não ocorreu em dezembro, pois é só considerarmos as condições climáticas nessa época do ano em Belém, onde o Mestre dos mestres nasceu.
    O mês judaico de quisleu (que corresponde a novembro/dezembro) era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte era tebete (dezembro/janeiro). Era o mês que aconteciam as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionadas nos planaltos. O escritor bíblico Esdras mostra que quisleu de fato era um mês frio e chuvoso. Após expressar que uma multidão havia se reunido em Jerusalém "no nono mês (quisleu), no vigésimo dia do mês", Esdras diz que o povo "tiritava por causa das chuvas". Concernente às condições do tempo naquela época do ano, as próprias pessoas reunidas disseram: "É a época das chuvadas e não é possível ficar de pé do lado de fora." (Esdras 10:9, 13); Jeremias 36:22). Logo, não se é de admirar que os pastores que moravam naquela parte do mundo não ficassem ao ar livre à noite com seus rebanhos em dezembro. No entanto, a Bíblia mostra que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que o único caminho que nos conduz a Deus - Jesus nasceu.
    De fato, o escritor Lucas diz que naquela ocasião havia pastores "vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos" perto de Belém (Lucas 2:8-12). Perceba que os pastores estavam vivendo ao ar livre, não apenas saindo para os campos à noite. A referência de vida ao ar livre tem harmonia com o tempo frio e chuvoso do mês de dezembro em Belém? Não. As circunstâncias que cercaram o nascimento de Jesus Cristo determinam que o filho unigênito de Jeová não nasceu em dezembro. A Constituição divina e/ou Bíblia Sagrada, de forma precisa, informa a data em que Jesus morreu, mas dá poucos indícios atinentes ao nascimento do Príncipe da paz. É como expressa a infalível palavra divina, através do Rei Salomão: "Um nome é melhor do que bom óleo, e o dia da morte é melhor do que o dia em que se nasce". (Eclesiastes 7:1).
    A Bíblia fornece muitos detalhes com respeito ao mistério e à morte de Jesus, porém poucos concernentes à data do nascimento do grande Rei.
    Foi no monumento de Stonehenge onde os ingleses de 5 mil anos atrás já celebravam o natal deles. A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Roma, século 2, dia 25 e dezembro. O povo estava em festa, em homenagem àquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança. Negativo, essa festa não é o Natal. Refere-se a uma homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência. A história de Natal inicia, verazmente, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus Cristo. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante o sol fica cada vez mais tempo do céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz, o "renascimento" do sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a convicção de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) paa o símbolo Yin-Yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoraram: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumenro que começou a ser erguido em 3100 aC. A marcar a trajetória do sol ao longo do ano. Diante do exposto, a comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso.
    Cultuar Mitra, o deus da luz, no dia 25 de dezembro, era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade no dia 20 ou 21, dependendo do ano. O culto mencionado acima é o que daria origem ao nosso Natal, o qual chegou à Europa lá pelo século 4 aC., quando Alexandre,o Grande (Grande só Deus), conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade, a qual parou no centro do império. Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear saturno, senhor da agricultura". O ponto inicial dessa comemoração era os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todo se felicitavam, comiam e trocavam presentes, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome ("Religiões de Roma", sem tradução para o português).
    Os mais animados se entregavam a orgias - mas isso os romanos faziam o tempo todo. Enquanto isso, a chamada pequena religião crescia em Roma: o Cristianismo.
    Não me é nítido o porquê das igrejas evangélicas não ensinarem isso às pessoas, mas também comemorarem o natal, pois tal comemoração entra em desacordo com a Palavra de Deus, haja vista Jesus Cristo ter pedido que comemorassem a morte dele até que ele venha, mas não o nascimento. O verdadeiro Natal de Jesus é quando um ser humano nasce da água e do espírito de Deus. Logo, que os verdadeiros cristãos não continuem sendo burladores da Bíblia Sagrada, e nem tampouco se dêem às práticas pagãs, e nem sejam covardes para não anunciarem o verdadeiro Cristianismo.

    Brasil (Criciúma, SC): Uma construção na base do voluntariado


    http://www.atribunanet.com/home/site/ver/?id=42230
    Criciúma - 28/12/2006 - Quinta-Feira
    Uma construção na base do voluntariado
    Quem passa pelas ruas Melvin Jones e José de Pata, no bairro Comerciário, viu nas últimas três semanas uma construção ser erguida da base ao telhado por um número que varia entre 40 trabalhadores nos dias de semana até 200 nos sábados e domingos. São voluntários que cons- troem o novo auditório das Testemunhas de Jeová. Eles vêm de cidades como Tubarão, Araranguá, Florianópolis, Balneário Camboriú e Gaspar, entre outras, além daqueles que vivem em Criciúma. O contador aposentado Antônio Molina Munhoz, 68 anos, faz parte de um grupo que toma para si a responsabilidade de coordenar este tipo de construção entre Torres (RS) e Balneário Camboriú. Ele calcula já ter participado da construção de 44 auditórios como esse. "No nosso grupo há muitos aposentados por tempo de serviço que se dedicam a esse trabalho voluntário", diz. Todo o trabalho é voluntário. As refeições são feitas em uma casa alugada ao lado da obra e quem vem de fora é hospedado em casas de integrantes da igreja na cidade.
    A obra começou no dia 3 deste mês, e a expectativa é de que fique pronta até dia 7 de janeiro. As plantas e projetos são fornecidos pela sede da associação das Testemunhas de Jeová, em São Paulo. Quando estiver pronto, o Salão do Reino, como é chamado, poderá comportar até 215 pessoas - há cerca de mil Testemunhas de Jeová em Criciúma.

    Portugueses gastaram quase mil euros por segundo no Natal



    http://dn.sapo.pt/2006/12/27/sociedade/portugueses_gastaram_quase_euros_seg.html

    Portugueses gastaram quase mil euros por segundo no Natal


    Filomena Naves

    Os portugueses gastaram 2,1 mil milhões de euros em compras, que pagaram por multibanco, durante os primeiros 25 dias do mês. Ao todo, foram 45,6 milhões de operações. E feitas as contas ao segundo, os números tornam-se mais palpáveis: 21 operações que, somadas, corresponderam a um gasto de quase mil euros a cada instante (994).


    Estes dados representam um aumento de gastos de 5,4% por cento em relação ao ano anterior, o que até pode ser considerado uma boa notícia. Mas na comparação com o ano anterior - em 2005 tinha havido um aumento de 9% em relação a 2004 - verifica-se um abrandamento no crescimento do consumo com pagamento por multibanco.


    Trocado isto por miúdos, e se tomássemos como valor de referência cem euros para 2004, em 2005 essa verba teria subido para 109 (mais nove euros) e este ano para 115 (apenas mais seis). É este o abrandamento, preto no branco.


    Outra tendência interessante que pode extrair-se dos números é a da evolução dos gastos ao longo do mês de Dezembro. Pico tradicional de consumo, a quadra natalícia, não é toda uniforme neste ponto. Da primeira para terceira semana, o ritmo das compras (e respectivos gastos) assumem a forma de uma curva ascendente.


    Na primeira semana, por exemplo, houve no País 11,8 milhões de operações de pagamento por multibanco, que corresponderam a um valor global de 546,2 milhões de euros. Na segunda semana, os valores subiram para 12,3 milhões e 575,7 milhões, respectivamente. E nos sete dias que antecederam o Natal, os números disparam: 15,6 milhões de operações, que corresponderam a um gasto global de 768,3 milhões de euros.


    Os levantamentos nas caixas multibanco durante este mês ficaram aquém dos valores movimentados pelos pagamentos multibanco (menos 321 milhões de contos), o que confirma a preferência dos portugueses pelo dinheiro de plástico. Mas a evolução dos seus valores ao longo das três primeiras semanas do mês acompanhou a mesma tendência de aumento, à medida que o mês avançou, até ao Dia de Natal.

    Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

    Inevitável subida do nível do mar e da temperatura



    http://jn.sapo.pt/2006/12/27/sociedade_e_vida/inevitavel_subida_nivel_mar_e_temper.html

    Inevitável subida do nível do mar e da temperatura
    O planeta está a aquecer de forma inegável e o homem tem uma grande parte da responsabilidade. Esta é a principal conclusão de relatório das Nações Unidas, que será apresentado no início de 2007, elaborado por 2500 cientistas de todo o mundo, cujas primeiras conclusões foram ontem apresentadas pelo "El Pais".


    Num relatório, que agrava a responsabilidade humana, é referido que parte do aquecimento é inevitável. Prevê novas ondas de calor, aumento das temperaturas, degelo e subida do nível do mar, que vai continuar por mais um século, mesmo que hoje fosse possível eliminar as emissões de gases com efeito estufa (GEE).


    Estes são os principais tópicos do quarto relatório elaborado pelo Painel Governamental para as Alterações Climáticas (IPCC na sigla em inglês). O documento aumenta o grau de precisão do conhecimento relativo às alterações climáticas e o seu grau de atribuição ao homem, relativamente ao último de 2001.


    O relatório destaca que 2005 e 1998 foram os anos mais quentes desde que existem registos e que seis dos sete anos mais quentes de sempre ocorreram desde 2001. A temperatura média da superfície aumentou desde 1850. As observações do oceano, da atmosfera, a neve o gelo mostram dados consentâneos com o aquecimento global. E é muito improvável que o aquecimento observado se deva à variabilidade do clima, sublinha o documento.


    A temperatura do ar nas zonas terrestres aumentou o dobro da do oceano desde 1979. A temperatura do oceano a grandes profundidades também aumentou desde 1955, refere o documento.


    Explica ainda, que embora o aumento de temperatura do oceano seja muito pequeno, a sua importância advém da imensa quantidade de calor necessária para elevar a temperatura do mar.


    O trabalho dos cientistas envolvidos no IPCC, uma vez que existe a certeza do aquecimento, passa pela atribuição das causas.


    Por isso, define causas como "muito provável" (o que significa que o grau de atribuição é superior a 90%), provável (mais de 66%) ou tão provável como não (entre 33 e 66%).


    E a principal causa são os GEE, sobretudo o dióxido de carbono, mas também o metano ou os óxidos de nitrogénio que se libertam durante a queima de carvão, petróleo ou gás. Estes gases acumulam-se durante séculos na atmosfera. Embora deixem passar a radiação solar para a Terra, travam a saída de calor que a superfície terrestre emite aquecendo o planeta. A este efeito junta-se o das partículas em suspensão, também procedentes das fábricas e dos automóveis que travam a chegada da radiação solar ao planeta e o arrefecem.


    Tendo em conta os factores que incidem no balanço energético, predomina o aquecimento dos GEE. "É muito provável que os GEE sejam a causa dominante do aquecimento observado nos últimos 50 anos no mundo", estima o relatório.


    A atribuição do aquecimento ao homem é agora maior do que em 2001, data do último relatório. Na altura os cientistas foram mais cautelosos e agora consideram essa causa como muito mais provável. Este assinala que o incremento de situações extremas - como secas e ondas de calor - "pode ser atribuído à mudança climática antropogénica"- produzida pela acção do homem.


    O relatório do IPCC supõe um mínimo denominador comum científico sobre o aquecimento. A redacção final do texto pode mudar na reunião de Paris, de 29 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 2007, quando serão apresentadas as conclusões do painel.


    O que pode mudar, sobretudo, é o resumo para políticos, que é aprovado frase a frase, já que os governos medem cada palavra.

    Relatório da ONU sobre alterações climáticas diz que o planeta está a aquecer: Grande parte da culpa é do homem



    http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=54650ca787fae8485b5e51ef696f69ba

    Relatório da ONU sobre alterações climáticas diz que o planeta está a aquecer
    Grande parte da culpa é do homem

    O próximo relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas – do qual já se conheceu uma parte – é pessimista em relação ao futuro do planeta e acusatório relativamente ao comportamento humano. De tal maneira que – diz – já nada pode alterar o aquecimento.
    Novas ondas de calor, aumento das temperaturas, degelo e subida do nível do mar são algumas das previsões do painel científico das Nações Unidas para as alterações climáticas, que agrava o grau de responsabilidade humana no seu último relatório. O planeta está a aquecer de forma inegável e o homem tem grande parte da culpa, é a principal conclusão do relatório que vai ser divulgado no início de 2007 e cujo esboço foi ontem antecipado pelo jornal espanhol «El Pais». Em parte, o aquecimento é já inevitável e o nível do mar vai continuar a subir durante mais de um século, mesmo que hoje se conseguissem eliminar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE).
    Este é o resumo do próximo relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC na sigla em inglês), que reúne um grupo de mais de 2.500 cientistas que vão apresentar, no início de 2007, as suas conclusões sobre o aquecimento global. O relatório, o quarto emitido por este organismo, aumenta o grau de precisão do conhecimento relativo às alterações climáticas e o seu grau de atribuição ao homem, relativamente ao último relatório, de 2001. A concentração actual de GEE na atmosfera é a maior em 650 mil anos. Os modelos prevêem um aumento da temperatura de três graus em apenas um século, sem excluir subidas de mais de 4,5 graus.
    Apresentação
    A redacção final do texto pode mudar na reunião de Paris, de 29 de Janeiro a 1 de Fevereiro de 2007, quando serão apresentadas as conclusões do painel. O relatório das bases científicas do aquecimento, o primeiro e o mais importante (existem outros dois, sobre o impacto no planeta e tecnologias de mitigação) está pronto e já foi enviado pelas Nações Unidas a um grupo seleccionado de especialistas e aos governos para leitura.
    O relatório destaca que 2005 e 1998 foram os anos mais quentes desde que existem registos e que seis dos sete anos mais quentes de sempre ocorreram desde 2001. A temperatura média da superfície aumentou desde 1850. As observações do oceano, da atmosfera, a neve e o gelo mostram dados consentâneos com o aquecimento global. A temperatura do ar nas zonas terrestres aumentou o dobro da do oceano desde 1979. A temperatura do oceano a grandes profundidades também aumentou desde 1955, refere o esboço de relatório citado pelo «El Pais». Embora o aumento de temperatura do oceano seja muito pequeno, a sua importância advém da imensa quantidade de calor necessária para elevar a temperatura do mar. O estudo apresenta também dados sobre a redução de neve no mundo: o derretimento dos glaciares fez subir o nível do mar cerca de 0,5 milímetros ao ano entre 1961 e 2003 e 0,8 entre 1993 e 2003. O Árctico perde em cada década, desde 1978, 7,4 por cento da sua superfície gelada no Verão.
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    Causas
    Três níveis...
    O IPCC define causas como «muito provável» (grau de atribuição superior a 90 por cento), «provável» (mais de 66 por cento) ou «tão provável como não» (entre 33 e 66 por cento). E a principal causa são os gases com efeito de estufa, sobretudo o dióxido de carbono, mas também o metano ou os óxidos de nitrogénio que se libertam durante a queima de carvão, petróleo ou gás. Estes gases acumulam-se durante séculos na atmosfera e embora deixem passar a radiação solar para a Terra, travam a saída de calor que a superfície terrestre emite, aquecendo o planeta. A este efeito há que juntar o das partículas em suspensão (de fábricas e automóveis), travando a chegada da radiação solar ao planeta e arrefecendo-o.

    Segunda-feira, Dezembro 25, 2006

    Paraguai: Bispo renuncia para se candidatar às presidenciais


    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=255698

    Paraguai: Bispo renuncia para se candidatar às presidenciais
    O bispo católico Fernando Lugo renunciou esta segunda-feira oficialmente ao sacerdócio para se candidatar às eleições presidenciais do Paraguai, previstas para 2008.
    «Pediram-me que lidere um projecto e hoje, 25 de Dezembro, tomo oficialmente a decisão de me colocar ao serviço do povo do Paraguai através da política», afirmou Lugo.
    O antigo bispo, com trabalho reconhecido no centro do país a favor da população, anunciou a sua decisão numa mensagem aos cidadãos lida em casa dos seus pais, em Encarnação.
    «A decisão não foi fácil, mas não posso negar que é satisfatória», disse Lugo, de 55 anos.
    Fernando Lugo vai liderar o projecto que pretende derrotar o Partido Colorado, no poder desde 1947.
    Diário Digital / Lusa
    25-12-2006 15:36:00

    Oito perguntas e mitos sobre o dia de Natal



    Rute Araújo

    Quando é realmente noite de Natal?

    É como festejar o aniversário de alguém no dia errado, no mês errado e nem sequer acertar na idade do aniversariante. Sempre que o Ocidente cristão se senta à mesa, na consoada, para celebrar o nascimento do Menino Jesus, é isso que acontece. Ninguém sabe exactamente quando Cristo nasceu, há muitas datas possíveis, mas certo é que não foi a 25 de Dezembro.

    "Pensa-se que terá sido em Setembro, porque foi durante um recenseamento e houve um naquele mês. Agora, a data exacta não se conhece", explica o sociólogo das religiões Moisés Espírito-Santo. Não se sabe e, até ao século V, não era importante. "O que era celebrado era a aparição do Menino aos de fora, aos não judeus, o dia da epifania, que é a 6 de Janeiro". Foram os romanos que mudaram o calendário das celebrações. "A data de 25 de Dezembro apareceu para cobrir uma festa pagã muito popular em todo o Império, o culto do Sol, no solstício de Inverno". Festa com festa se paga e Constantino, o primeiro imperador cristão, sabia o que fazia quando decidiu trocar as voltas ao povo, dando origem a uma das celebrações mais importantes de hoje. Quanto ao dia do nascimento, por mais que se cruzem dados, não ficaram muitas pistas que permitam encontrar a resposta. "Naquele tempo, a idade tinha muito pouco valor. As pessoas podiam viver e morrer sem saber quantos anos tinham." Jesus Cristo tinha 33, mas terá morrido mesmo no ano 33 depois de Cristo? Se o dia e o mês do nascimento são um quebra-cabeças, já o ano é consensualmente errado. Cristo nasceu antes de Cristo. Seis anos. E só um erro no calendário explica o sucedido. Se quiser decorar o bolo-rei com velas, não se engane. Compre 2012.

    Os astrónomos de hoje acumulam o conhecimento de muitos séculos a olhar para os céus, e já viram um pouco de tudo. Mas a descrição que o Evangelho de Mateus faz da Estrela de Belém não bate certo com nenhum fenómeno astronómico conhecido. Não era um pássaro. Não era avião. O que apareceu nos céus aos reis magos podia ser muita coisa, mas também não era uma estrela. A melhor tradução para o texto sagrado seria astro, a palavra única dos romanos para algo que está para lá da Terra. "Cientificamente, nunca saberemos o que foi, não temos dados para fazer uma reconstituição fiel", afirma o astrofísico Rui Agostinho. Este episódio apenas é descrito numa passagem breve de um dos evangelhos, e "o texto é parco em detalhes e conhecimento científico". Do que se lê, percebe-se que a descrição do movimento da Estrela de Belém "não é como o movimento diurno que um astro normalmente tem". Surgiu no Ocidente, desapareceu, voltou a surgir. E parou sobre o estábulo onde Jesus tinha nascido. "Ora, nos céus, não há nada que possa parar." Além disso, lembra Rui Agostinho, "não foi um fenómeno deslumbrante, porque não chamou a atenção do povo judeu. Quando questionado sobre se viu a Estrela, Herodes responde: "Nós aqui não vimos nada". O que mostra que passou despercebido, não teve um forte impacto visual. O astrofísico diz que há apenas uma explicação possível, mas é "muito muito remota". Acontece quando Júpiter e Vénus passam ao pé um do outro, alinhados na vertical, dando a ilusão de um objecto luminoso. Chama-se conjunção tripla de planetas e é quase tão rara que pode ser mitológica. Como a Estrela de Belém.

    É possível uma virgem engravidar?

    O assunto é do domínio da fé, mas a ciência não o contraria. A doutrina cristã diz que Jesus foi concebido no útero da sua mãe, sem que tenha havido qualquer contacto com um pai humano. À luz das leis do mundo animal, é possível a uma fêmea conceber sozinha um filho? Sim, pelo menos teoricamente. E não seria inédito.

    O fenómeno ocorre em várias espécies, dos lagartos aos peixes, e já foi verificado também em ratinhos. Chama-se partenogénese, uma palavra que vem do grego e significa precisamente parto virgem. Desenvolve-se um embrião, sem que tenha ocorrido fertilização do óvulo, em animais que, por estratégia de sobrevivência ou adversidade do meio ambiente, evoluíram para uma reprodução assexuada.

    Mário de Sousa, especialista em genética e medicina de reprodução, explica que, no ser humano, "também é teoricamente possível, mas não existe nenhum caso descrito nem sequer previsão do risco de algo do género acontecer". Diz o especialista que a mulher pode ovular e o ovócito pode dividir-se e tornar-se maduro sem que tenha havido contacto com espermatozóides. As leis da vida não o impedem. Neste ponto, ciência e religião estão de acordo. Mas o mesmo não acontece com o resultado final de uma gravidez nestes moldes.

    No livro sagrado, Jesus nasceu da Virgem Maria e é homem. No livro da ciência, Jesus podia nascer da Virgem Maria, mas seria sempre mulher. Sem pai, não há cromossoma Y a cruzar-se com os cromossomas X femininos, nem forma de uma criança nascer do sexo masculino.

    Pode o Pai Natal entregar numa só noite todos os presentes?

    Se o seu filho lhe perguntar como é que o Pai Natal percorre o mundo inteiro numa noite, o melhor é pôr de parte as explicações científicas. Desde 1850 que os especialistas tentam embrulhar o mito numa fórmula científica realista. Os cálculos realizados mostram aquilo que todos intuem: o Pai Natal não tem uma vida fácil. A começar pela carga que transporta no seu trenó, qualquer coisa como 400 mil toneladas de presentes, na melhor das hipóteses. Como cada rena consegue apenas carregar 150 quilos, precisaria de 360 mil se quisesse manter a tradição e não recorrer a motores supersónicos. Além do peso, enfrenta o problema do tempo. Como apenas conta com as horas de sono das crianças, restam-lhe 31 horas para completar o serviço, beneficiando da ajuda dos fusos horários e da rotação da Terra. Divididas as horas por todos aqueles que esperam receber presentes a 25 de Dezembro - existem dois mil milhões de crianças, mas só 108 milhões de lares estão à sua espera - o velhinho de barbas teria de fazer perto de mil visitas por segundo. O que lhe dá apenas 715 microssegundos para estacionar o trenó, descer pela chaminé, deixar os presentes, comer alguma coisa que lhe tenham deixado, voltar a subir a chaminé, entrar no trenó e seguir para a próxima casa. Para que não haja atrasos, teria de deslocar-se a uma velocidade de 1046 quilómetros por segundo, mais ou menos três mil vezes a velocidade do som. As consequências da energia gerada por tamanha velocidade são inimagináveis. Mas não será difícil perceber que o transformariam e às suas renas em carvão. Por isso, se o seu filho lhe perguntar, deixe a ciência de lado.

    Quantos quilómetros viaja o bacalhau para chegar ao seu prato?

    Exactamente 2730,86 quilómetros em linha recta, a distância que separa a capital da Noruega, de onde vem a maioria do bacalhau consumido, da capital de Portugal. Mas o bacalhau não chega assim tão facilmente à sua mesa, percorre mais quilómetros, normalmente fica retido em Ílhavo, onde estão as fábricas que o transformam no peixe seco e salgado que se vende nos supermercados. Todos os anos, são importadas cerca de 8o mil toneladas, já chegaram a ser mais de cem mil. Cada português come, em média, oito a nove quilos.

    Mesmo assim, não tome o bacalhau que lhe chega todos os Natais ao prato como algo adquirido. Há mais de uma década que o peixe que se tornou prato tradicional anda a lutar pela sobrevivência. E mesmo com os limites impostos à captura, não recuperou da pesca intensiva das últimas décadas.

    É que não se trata de uma espécie de fácil reprodução. O bacalhau atinge a idade adulta aos quatro anos, mas só a partir dos seis a fêmea chega à maturidade reprodutiva. Cada uma produz milhões de ovos em cada ano, mas apenas um em cada milhão sobrevive até à idade adulta. Há registo de peixes capturados com 27 anos, mas são a excepção. Hoje, tem um carimbo que lhe confere a categoria de "espécie vulnerável". E muitos acreditam que só conseguirá voltar aos stocks de outros tempos se deixar mesmo de ser pescado. Os mares da Terra Nova, no Canadá, são o motivo de maior preocupação. Se estiver preocupado e não conseguir imaginar um Natal sem bacalhau, o melhor é apostar no peru. Pelo menos, até que os mares do norte se encham novamente de peixes.

    Porque é que, nesta altura, há uma árvore de Natal na sua sala?

    Diz-se que foi escolhido por ser a árvore verde que se destaca na imensidão da neve, a única que não perde as folhas por mais frio que seja o Inverno. Mas a tradição do pinheiro rapidamente viajou para os locais onde não há neve, não há frio e o verde é a cor predominante na paisagem de Natal. Impôs-se a tradição, nascida do cruzamento entre do católico e o pagão, e exportou-se a ideia para o mundo.

    A lenda diz que, 800 anos depois de Cristo, São Bonifácio encontrou, na Alemanha, um grupo de pagãos a adorar uma árvore. Enfurecido, decidiu cortá-la e, do tronco decepado, nasceu um novo pinheiro. Aos olhos de Bonifácio, foi o sinal de que aquela terra de pagãos seria semeada pela fé de Cristo. A forma triangular do pinheiro encaixou na perfeição na simbologia cristã, com os três pontos a representar a Santíssima Trindade. Foi o início da tradição natalícia. No século XVI, os primeiros pinheiros enfeitados foram transportados para o interior das casas. A estrela, as velas e as luzes, tudo foi acrescentado a pensar na celebração do nascimento e da vida.

    Mas não faltam lendas e histórias sobre árvores enfeitadas, muitas delas sem ligação à época natalícia. Na Idade Média, quem acreditava que as árvores tinham os seus espíritos, enfeitava-as logo que as primeiras folhas começavam a cair no Outono, para que eles não partissem em debandada. Os romanos celebravam o solstício de Inverno enfeitando as casas com plantas verdes, cujos ramos ofereciam em Janeiro. Os egípcios prestavam culto a tudo o que nascesse verde. Com ou sem Natal, a árvore representa a natureza e o triunfo da vida sobre a morte.

    Alguma vez temos realmente uma noite feliz?

    Não é possível fingir que ele não existe. Está em cada rua enfeitada, nas músicas dos elevadores, é motivo de conversas, notícia nos jornais, pretexto para mensagens de telefone e e-mails de boas-festas. Mesmo querendo, ninguém consegue fugir ao Natal. "Há um esforço quase mundial para que seja um dia feliz. O movimento da sociedade é de tal forma poderoso que é impossível ficar imune. Não se consegue não assumir uma posição, nem que seja de oposição ou indiferença", diz a psicóloga Gabriela Moita.

    O problema é que quem imaginou o Natal, imaginou-o feliz. E quando a realidade não se adequa às expectativas? "Para muita gente é o momento de maior infelicidade do ano", porque não há forma de o mundo encaixar no que se imaginou para a época.

    Os consultórios dos psicólogos e psiquiatras enchem-se nesta altura. "Em Novembro, já começam as dores de cabeça. Chega-nos muita gente com sintomatologia depressiva ou de ansiedade, porque antecipam a obrigação de estar num contexto familiar que lhes é muito agressivo", porque têm que fazer escolhas sobre onde passar o Natal, porque acabam por ser obrigados a estar com quem têm relações difícil. Se a época gira em volta da partilha, da paz e da harmonia, "há uma maior reflexão sobre isto". E aumenta a angústia de viver o oposto. Se é um dia para estar junto de quem se gosta, surgem as lembranças de quem está ausente, se é dia de harmonia, é mais difícil tolerar os conflitos, se há obrigação de ser feliz, suporta-se menos a dor. "Quando é bom, é bom, mas quando é mau é muito mau", sintetiza Gabriela Moita.

    No Natal, queremos paz e amor ou só presentes?

    Sábado, Dezembro 23, 2006

    Para muitos, como Testemunhas de Jeová, data é um dia comum


    http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=274873

    Sábado, 23 de Dezembro de 2006
    Edição nº 11700 24/12/2006
    Para muitos, como Testemunhas de Jeová, data é um dia comum

    Da Reportagem

    Enquanto muitos comemoram o Natal, há ainda aqueles que escolhem ficar em casa, sem festas, presentes e ceias. Alguns representantes desse grupo são os membros do Salão do Reino das Testemunhas de Jeová. Os membros da igreja recebem orientação para não comemorar e para seguir os ensinamentos de Cristo, que só pediu para lembrarmos de sua morte, seu sacrifício.

    O ancião Manoel Santiago explica que como uma religião cristã, a Testemunhas de Jeová segue todos os ensinamentos de Jesus Cristo. Inclusive, disse Manoel, Jesus, os apóstolos e nem mesmo os cristãos do primeiro século depois de Cristo comemoravam o Natal. Manoel comentou que não há nenhuma referência a uma data para o nascimento de Jesus Cristo na Bíblia.

    “Essas comemorações começaram por volta do ano 354 depois de Cristo, foi uma data instituída. Antes disso, era comum na Roma antiga uma festa, nessa mesma data, comemorando o nascimento do deus Sol. Aí, com intenção de cristianizar essas pessoas, passaram a celebrar o nascimento de Jesus no dia 25”, conta o Ancião.

    Manoel comentou que os membros da Testemunhas de Jeová têm a recomendação de trabalhar no Natal, se necessário, já que para eles é um dia comum. (AC)

    Natal diferente


    http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/657911.html

    FORTALEZA, SÁBADO, 23 de Dezembro de 2006
    Natal diferente
    23/12/2006 14:38
    Momento de homenagear Jesus Cristo, que é nosso grande orientador. Um espírito muito elevado que veio à terra para nos trazer bons ensinamentos, como respeito e dignidade. É assim que o espírita Elivaldo Sampaio Almeida afirma que os seguidores da doutrina vêem o Natal comemorado pelos cristãos.

    Festa para eles não há, tanto que o encerramento das atividades de 2006 na sede da Federação Espírita do Estado do Ceará (Feec), já ocorreu na noite da última quinta-feira, 21, com um encontro entre antigos e novos membros do Espiritismo, pessoas que concluíram o curso de formação para ingresso na doutrina, onde os que chegam aprendem os princípios filosóficos, religiosos e científicos que regem o Espiritismo. De acordo com Almeida, tendo como princípio básico a prática da caridade, os espíritas promovem na véspera do Natal a distribuição de um sopão para os necessitados.

    Já para os que são Testemunhas de Jeová, conforme Girlania Fontenele, o 25 de Dezembro não tem nenhum significado. Dizendo ser até elogiável que as pessoas procurem agradar a Deus comemorando o aniversário de Jesus Cristo, ela lembra que na Bíblia não consta a data que Cristo nasceu, nenhum registro, de modo que na crença dos seguidores de Jeová não existe motivos para comemoração nessa época. Girlânia diz que esse entendimento leva em conta inclusive que no dia 25 deste mês era comemorado pelos antigos povos pagãos o deus Sol, não sendo, portanto, a data do nascimento de Jesus.

    Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

    Aluno de 12 anos de colégio francês terá sido espancado ontem pelos colegas e morreu


    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=12&d=22&uid=&id=113564&sid=12532

    Director: José Manuel Fernandes Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6113 Sexta, 22 de Dezembro de 2006

    Aluno de 12 anos de colégio francês terá sido espancado ontem pelos colegas e morreu
    Andreia Sanches
    Ministro da Educação diz-se "chocado" e federação de pais critica falta de vigilância

    Um adolescente de 12 anos morreu ontem depois de alegadamente ter sido espancado na escola por colegas. Os alunos do colégio Albert-Camus de Meaux, em Seine-et-Marne, França, teriam terminado uma aula de Educação Física, ao final da manhã, quando se desentenderam. O rapaz que terá desferido o murro fatal terá apenas 11 anos, adiantou a AFP.

    A agência de notícias citava uma fonte policial para precisar que a vítima teria caído no chão no decurso de agressões e que vários colegas o teriam espancado.

    Mas os relatos que ao longo do dia foram surgindo nos media franceses não eram totalmente coincidentes em relação ao que se terá passado.

    A edição on line do Le Monde afirmava que eram dois os alegados agressores do rapaz e que os colegas que assistiram ao desentendimento tentaram até separá-los. De acordo com o Le Monde, que cita fontes da polícia judiciária, havia de resto vários dias que os dois alegados agressores e a vítima tinham um diferendo.

    A directora do colégio limitou-se, por seu lado, a confirmar que "um incidente dramático" tinha acontecido na escola, mas não se referiu a qualquer agressão. E Jean Lafontan, secretário-geral do sindicato de professores Snep-FSU, fez saber que no final de um jogo de andebol o professor de desporto do estabelecimento de ensino pediu aos alunos para despirem os equipamentos, depois viu uma "multidão e um aluno a cair". "Foi imediatamente em seu socorro, mas o rapaz já estava inanimado", explicou.

    A polícia interrogou o rapaz de 11 anos suspeito de agredir o colega e ao final do dia ouvia ainda um outro aluno da escola. Ambos estavam retidos pelas autoridades.

    O ministro da Educação Nacional, Gilles de Robien, declarou estar "muito chocado" com o caso e fez saber que o executivo tinha accionado um serviço de apoio psicológico para assegurar o acompanhamento de alunos e professores.

    O colégio Albert-Camus de Meaux é considerado um "estabelecimento de ensino sensível", onde os alunos "têm algumas dificuldades".

    O rapaz que morreu era o filho único de um jardineiro que começou a trabalhar na escola em Setembro. Frequentava o 6.º ano. Uma paragem cardíaca poderá ter sido a causa da morte. Os bombeiros ainda tentaram reanimá-lo, mas sem sucesso. A polícia já anunciou que o corpo deverá ser submetido a uma autópsia e que só depois se saberá exactamente o que o matou.

    Hamana Farride, presidente da principal federação de pais do país, já pôs em causa a escola e o professor. E fala de um grave problema de vigilância no local. com agências

    Grécia: Sete monges rivais lutam em mosteiro


    http://jn.sapo.pt/2006/12/22/mundo/sete_monges_rivais_lutam_mosteiro.html

    Sete monges rivais lutam em mosteiro

    Sete monges ficaram feridos durante confrontos pelo controlo de um mosteiro rebelde onde os ocupantes se opõem aos esforços para melhorar as relações entre a Igreja Ortodoxa e o Vaticano, informaram fontes do mosteiro. Os confrontos entre os monges de facções rivais ocorreram no mosteiro do Monte Atos, considerado o berço da ortodoxia cristã, situado no Noroeste da Grécia.

    Três dos feridos foram transferidos de barco para o hospital local de Poligiro para ser tratados a contusões na cabeça. O director do hospital, Dimitris Pajtas, informou a Imprensa que estes três feridos terão de fazer exames médicos devido à natureza dos golpes.

    A Polícia disse que não foram feitas detenções, mas três monges foram proibidos de regressar ao santuário.

    A altercação ocorreu entre os monges do chamado calendário antigo do mosteiro de Esfigmenos, que se negam a aceitar a autoridade do Patriarca Ecuménico como líder da ortodoxia, e monges que seguem a linha maioritária.

    O incidente ocorreu nos escritórios de representação dos 20 mosteiros da comunidade do Monte Atos.

    Segundo a versão dos seguidores do Patriarcado Ortodoxo, um grupo de monges "rebeldes" atacou-os sem causas aparentes, quando se preparavam para começar umas obras nas redondezas para construção de um novo edifício.

    Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

    França: Seis anos de prisão para padre pedófilo


    http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=9bd5593ea1762237ebdf7bd47989a809

    Seis anos de prisão para padre pedófilo
    Um padre, julgado por agressões sexuais a menores de 15 anos, foi terça-feira condenado a seis anos de prisão pelo tribunal correccional de Valence, no Sul de França. O tribunal declarou o padre, de 52 anos, culpado de agressões sexuais a 15 rapazes com idades compreendidas entre os oito e os 14 anos. O tribunal juntou à pena de prisão a proibição definitiva de ter uma actividade em contacto com menores assim como dez anos de acompanhamento sócio-judicial e a obrigatoriedade de tratar-se. A coberto de acções educativas, o padre, ordenado em 1985, entregava-se às carícias sexuais praticadas exclusivamente em jovens rapazes. Onze destes homens constituíram-se recentemente em partes civis no processo. Na audiência, o homem reconheceu todos os factos, desvalorizando-os e explicando que procurava apenas partilhar a ternura.

    Dois anos depois do tsunami, metade dos donativos não foram entregues


    http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=b24d0a8af208eda6eb8b2c73dc5c8845

    Dois anos depois do tsunami
    Metade dos donativos não foram entregues
    Metade dos donativos enviados por particulares, empresas e governos para ajudar as vítimas do tsunami que atingiu o sudeste asiático há dois anos ainda não foi entregue. Segundo a BBC, vários governos apenas doaram parte ou nenhum do dinheiro prometido.

    Dos 6,7 mil milhões de dólares (5,1 mil milhões de euros) prometidos um décimo não foi enviado e apenas 3,4 mil milhões de dólares foram utilizados, revelou terça-feira a cadeia televisiva britânica. Entre os países doadores que não cumpriram a sua promessa figura a China.

    Após a catástrofe, este país não enviou mais do que um milhão de dólares para o Sri Lanka quando tinha prometido 301 milhões. A Espanha deu ao Sri Lanka menos de um milhão de dólares (em 60 anunciados) e a França doou um milhão em 79. O Kuwait não enviou qualquer ajuda às ilhas Maldivas apesar de se ter comprometido a doar 10 milhões de dólares e os EUA não doaram mais do que 38 por cento do prometido.

    A União Europeia deve ainda doar 70 milhões de dólares e a Grã-Bretanha 12 milhões. A BBC, que conseguiu os valores a partir de um banco de dados do departamento de Ajuda e Desenvolvimento das Nações Unidas, refere ainda que apenas 1,3 mil milhões de dólares dos 2,2 mil milhões doados à Cruz Vermelha Internacional foram utilizados e somente oito mil casas foram reconstruídas das 50 mil prometidas, o que um dirigente da Cruz Vermelha britânica justificou com a dificuldade que a tarefa acarreta.

    Descobertas mais de 50 novas espécies


    http://jn.sapo.pt/2006/12/20/sociedade_e_vida/descobertas_mais_50_novas_especies.html

    Descobertas mais de 50 novas espécies

    O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) anunciou ontem que foram descobertas 52 novas espécies de animais e vegetais na ilha de Bornéu, considerada como uma das zonas mais ricas do mundo em biodiversidade.

    Entre as descobertas estão cerca de 30 espécies de peixes, nas quais se encontra uma com menos de um centímetro de comprimento, que vive em pântanos de água escura muito ácida e é considerado um dos mais pequenos do mundo. Também descobriram um silurídeo ou peixe-gato, com dentes projectados para fora da boca e um abdómen muito aderente às rochas, para além de seis tipos de peixes arqueiros, um dos quais de cores azul e verde muito vivas. Entre as descobertas ainda figuram duas espécies de rãs arbícolas e uma planta de folhas grandes única.

    A maioria destas descobertas foram feitas no "Coração do Bornéu", uma zona montanhosa de floresta húmida, com 220 mil quilómetros quadrados no centro da ilha, e que é partilhada pelo Brunei, Indonésia e Malásia. A WWF garante que ainda há muitas outras espécies no Bornéu porque, como defende Stuart Chapman, coordenador internacional do WWF para o Bornéu, "quanto mais se procura, mais se encontra" nesta ilha que é "um dos mais importantes centros de biodiversidade do mundo." Mas o WWF está preocupado com a perda contínua de floresta húmida equatorial, sobretudo devido à existência de explorações de borracha e óleo de palma na região.

    Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

    Uzbequistão: Governo tenta negar a realidade acerca da liberdade religiosa


    Tradução parcial de:
    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=891
    Este artigo foi publicado pela F18News em: 19 de Dezembro de 2006
    UZBEQUISTÃO: Governo tenta negar a realidade acerca da liberdade religiosa
    Por Felix Corley, Forum 18 News Service
    O Uzbequistão reclama cada vez mais ser um país de tolerância religiosa, onde é respeitada a liberdade religiosa, observa o Forum 18 News Service. Isto acontece apesar dos ataques à tolerância e à liberdade religiosa desferidos na estação de televisão estatal, da perseguição movida contra os Muçulmanos independentes, os Protestantes e as Testemunhas de Jeová, e as restrições apertadas contra os membros de outras comunidades. Fazendo eco das práticas herdadas da era Soviética, os líderes religiosos têm sido cada vez mais solicitados a apoiar as falsas declarações de liberdade religiosa. Um centro de pesquisas de opinião "não-governamental" afirmou ter sido levada a cabo uma sondagem que comprovava que "apenas" 3,9 por cento dos inquiridos haviam dito que os seus direitos religiosos estavam restringidos no Uzbequistão. Marat Hajimuhamedov, que esteve envolvido na pesquisa, riu-se e declinou comentar quando o Forum 18 lhe perguntou em que medida o inquérito estava de acordo com as experiências dos crentes religiosos alvos de batidas policiais, multas, detenções e perseguição às comunidades religiosas.
    Trad. por Carlos Queiroz

    Uzbequistão: A TV estatal incita em prime-time à intolerância contra as minorias religiosas e a liberdade religiosa


    Tradução parcial de:
    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=890
    Este artigo foi publicado pela F18News em: 19 de Dezembro de 2006
    UZBEQUISTÃO: A TV estatal incita em prime-time à intolerância contra as minorias religiosas e a liberdade religiosa
    Por Felix Corley, Forum 18 News Service
    Protestantes por todo o Uzbequistão expressaram grande preocupação ao Forum 18 News Service quanto a dois ataques feitos em prime-time pela TV estatal contra os Protestantes e as Testemunhas de Jeová. "Praticamente todo o país assistiu a isso", segundo um Protestante – que preferiu manter o anonimato por receio de represálias pelo facto de tornar pública essa perseguição religiosa – disse ao Forum 18. "Fomos acusados de tudo, incluindo de transformar as pessoas em seres estúpidos e de conduzi-las a hospitais psiquiátricos. Toda a gente nos aponta nas ruas". O programa encorajou abertamente à intolerância religiosa e aos ataques à liberdade religiosa. Embora "não tenham obtido impacto junto das pessoas sem televisão ou que tenham acesso à televisão via satélite ou aos canais russos", disse um Protestante de Tashkent ao Forum 18. "Mas o restante das pessoas com acesso apenas aos canais Uzbeques viram o que estava a ser noticiado. Isso levou a um aumento da intolerância". O Protestante acha que os programas foram transmitidos a fim de preparar a opinião pública para uma outra investida contra a liberdade religiosa.
    Trad. por Carlos Queiroz

    Domingo, Dezembro 17, 2006

    Quando festejar o Natal é proibido


    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=12&d=17&uid=&id=112781&sid=12444

    Director: José Manuel Fernandes Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6108 Domingo, 17 de Dezembro de 2006

    Quando festejar o Natal é proibido
    António Marujo
    Espanha, Reino Unido e Estados Unidos com polémicas sobre comemorações natalícias para não ofender não-cristãos
    Festas de Natal proibidas numa escola em Saragoça (Espanha) para não ofender crentes não-cristãos, empresas que não querem festas natalícias no Reino Unido, árvores de Natal removidas e depois recolocadas no aeroporto de Seattle (EUA) na sequência de polémicas sobre as decorações. O Natal, festa que comemora o nascimento de Jesus Cristo, está a ser limpo da sua raiz, com argumentos como o pluralismo e a laicidade.
    No Reino Unido, a polémica já levou à intervenção de dois ministros. O Fórum de Cristãos e Muçulmanos reagiu também, alertando para o risco de a proibição de festas alusivas à quadra provocar reacções anti-islâmicas. Diversas empresas e colectividades interditaram as celebrações natalícias com o argumento de que não queriam ferir os não-cristãos. Mas a decisão arrisca-se a provocar ricochete.
    "Aqueles que utilizam o pluralismo religioso como desculpa para descristianizar a sociedade britânica provocam um antagonismo para com os muçulmanos e os outros, impondo-lhes um calendário anti-cristão que eles não controlam", considerou o fórum. "A vontade de laicizar as festas religiosas é, ela mesma, ofensiva para as nossas duas comunidades."
    Em causa estão vários episódios vindos a público. David Gillett, bispo de Bolton (noroeste de Inglaterra) e membro do fórum, citou o caso de uma importante empresa que ordenou aos seus funcionários que não desejassem "Feliz Natal" aos seus clientes, mas apenas "boas festas". Um inquérito feito em Novembro revelou que três empresários britânicos em cada quatro proibiram decorações alusivas ao Natal.
    Há quinze dias, o The Sun, citado pela AFP, contava que uma escola tinha abandonado uma representação tradicional representando a Natividade, promovendo em seu lugar uma versão reggae de um canto de Natal. Numa outra, o requinte poderia ter chegado à culinária, com a troca, depois abandonada, do peru tradicional pelo frango.
    Posições políticas
    Os casos conhecidos motivaram a reacção de dois ministros: John Reid, do Interior, considerou "insensatas" tais iniciativas e que já há decisões de mais pretensamente tomadas em nome do "politicamente correcto". Jack Straw, responsável dos Assuntos Parlamentares, foi mais longe ao considerar estes casos como "parvoíce politicamente correcta": "Nunca encontrei um cristão incapaz de reconhecer o Yom Kipur [judaico], o Eid [muçulmano] ou o Diwali [hindu], nem nenhum muçulmano que me recuse o direito de celebrar o Natal."
    Em Espanha, foi a escola Hilarion Gimeno, de Saragoça, que decidiu que este ano não haveria festas natalícias, para não incomodar crianças de outras religiões. Nos EUA, na semana passada, a polémica foi outra: no aeroporto de Seattle, depois da queixa de um rabino judeu que queria ver também a lâmpada de Hanukkah (ou Festa da Dedicação, que este ano se assinala até ao próximo dia 23) ao lado das árvores de Natal.
    Os responsáveis do aeroporto resolveram retirar as árvores, mas depois recolocaram-nas. O rabi Elzar Bogomilsky sublinhou, no entanto, que nunca quis que as árvores fossem retiradas. Antes ficou "triste", referia a BBC on line, com a decisão de remover as decorações natalícias. Depois de esclarecida a queixa, as árvores natalícias voltaram a iluminar o aeroporto. Já o candelabro de Hanukkah ficará para o próximo ano.
    Em Portugal, a Associação República e Laicidade resolveu protestar com a lembrança dos factos históricos que estão na origem do Natal. Em causa está a revista Professores do 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico. No seu número de Dezembro, a publicação decidiu apoiar os professores que queiram desenvolver uma "Representação do Nascimento de Jesus".
    Citando excertos do texto sugerido na revista, a associação pergunta: "Quantos professores estarão habilitados para "trabalhar", para "analisar" e "aprofundar", com as crianças que têm sob a sua tutela pedagógica, as questões que aquele "simples" auto de Natal pode facilmente suscitar?"

    Mudança climática provoca mais fogos no Alasca


    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=12&d=17&uid=&id=112775&sid=12444

    Director: José Manuel Fernandes Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6108 Domingo, 17 de Dezembro de 2006

    Mudança climática provoca mais fogos no Alasca
    Mariana Oliveira
    Temperaturas estão a subir e a chuva é cada vez menos no maior Estado dos EUA
    Alasca igual a região coberta de gelo. É esta a associação que quase todos fazemos quando ouvimos falar do maior Estado dos Estados Unidos da América e o que apresenta a menor densidade populacional. Mas o Alasca, ao possuir um clima polar, tem Invernos longos e frios, mas também Verões amenos e com dias muito longos. É nesta época que parte das florestas do Alasca perdem a neve e ficam frágeis a uma realidade bem conhecida dos portugueses: os fogos florestais.
    A mudança registada no Alasca nos últimos anos em alguns índices meteorológicos, como a diminuição da precipitação e a subida da temperatura, tem gerado o aumento dos fogos florestais no Estado. É esta a convicção de vários investigadores japoneses e de um responsável dos serviços de incêndios do Alasca, que assinaram um estudo apresentado recentemente em Portugal.
    O ano de 2004 foi o pior desde 1956 para a floresta boreal do Alasca, que ocupa um terço da área florestal mundial. Arderam 26.700 quilómetros quadrados, uma área superior a todo o Alentejo. Logo em 2005, o Alasca voltou a registar a terceira pior marca, com 19.000 quilómetros quadrados devastados pelo fogo. No somatório destes dois anos, realçam os investigadores, ardeu cerca de 10 por cento da floresta boreal do Alasca. Na listagem dos anos com maior número de área ardida, seis aconteceram a partir dos anos 90. As quatro restantes marcas aconteceram uma por década: 1957, 69, 77 e 88.
    Vulnerável a relâmpagos
    Estatísticas dos últimos 50 anos, analisadas pelos estudiosos, "mostram claramente que os incêndios florestais no Alasca aumentaram desde os anos 90". A média ardida anualmente entre 1990 e 2005 é 2,3 vezes superior à mesma média elaborada entre 1956 e 1989, realçam os cientistas no estudo Recente Aumento dos Grandes Fogos na Floresta Boreal do Alasca Relacionando-o com os Padrões Climáticos.
    Porquê? Os estudiosos acreditam que o aquecimento global pode ser o responsável pelo aumento. "Desde os anos 90 a média das temperaturas entre Março e Julho aumentou no Alasca. A maior mudança foi detectada na média do mês de Abril, que subiu 2,8ºC nos últimos 15 anos", lê-se no estudo. A diminuição da chuva na Primavera (entre Março e Maio) entre 1990 e 2005, varia entre os 0,2 e os 0,9 milímetros por metro quadrado, quando comparada com o período de 1956 a 89. Por outro lado, os cientistas salientam o recente aumento das temperaturas máximas durante a Primavera, que varia entre 1ºC e os 2,8ºC.
    Os fogos florestais no Alasca são causados principalmente pelos relâmpagos das trovoadas, que justificam grande parte da área ardida e 40 por cento do número de ignições. Uma situação que pode estar a ser potenciada pela maior secura de certos meses.

    Sábado, Dezembro 16, 2006

    "Pregador do Papa" propõe jejum por abusos sexuais


    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=12&d=16&uid=&id=112599&sid=12425

    Director: José Manuel Fernandes Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6107 Sábado, 16 de Dezembro de 2006

    "Pregador do Papa" propõe jejum por abusos sexuais
    Iniciativa deveria exprimir arrependimento pelos crimes de membros do clero
    A Igreja Católica deveria decretar um dia de jejum e penitência para exprimir publicamente o seu arrependimento pelos crimes de pedofilia cometidos por alguns membros do clero, sugeriu ontem o pregador da Casa Pontifícia, padre Raniero Cantalamessa.

    Depois das reparações materiais e das medidas disciplinares tomadas por causa dessas "abominações", este é o tempo de a Igreja procurar a "reconciliação das almas", afirmou o frade franciscano. "Não poderíamos nós decretar um dia de jejum e penitência, ao nível local e nacional, nos sítios onde o problema foi particularmente grave, para exprimir o arrependimento diante de Deus e a solidariedade para com as vítimas, trabalhar, enfim, pela reconciliação das almas?", perguntou.

    Franciscano capuchinho de 72 anos, Cantalamessa proferiu estas afirmações durante a primeira "pregação de Advento", perante o Papa e os prelados da Cúria Romana. O "pregador do Papa", como é conhecido, acrescentou que a Igreja "pagou um preço muito elevado" pelas "abominações cometidas no seu seio por alguns dos seus pastores".

    Nível do mar pode subir 1,40m até 2100


    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=12&d=16&uid=&id=112594&sid=12425

    Director: José Manuel Fernandes Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6107 Sábado, 16 de Dezembro de 2006

    Nível do mar pode subir 1,40m até 2100
    Grandes cidades como Nova Iorque e Londres ficarão à mercê dos elementos
    O aquecimento climático poderá provocar uma subida do nível do mar mais rápida do que o previsto durante este século, segundo um estudo ontem publicado na revista Science. Essa subida poderá atingir 1,40 metros até 2100, ou seja, o dobro da estimativa estabelecida até agora, aumentando os riscos de inundações de regiões baixas e a ameaça de tempestades violentas em cidades como Nova Iorque e Londres.

    Os climatologistas previam até agora um aumento de entre nove e 88 centímetros em relação ao nível de 1990 daqui até ao fim do século. No estudo publicado na Science, o investigador alemão Stefan Rahmstorf, especialista de oceanos na Universidade de Potsdam (Alemanha), prevê uma subida de entre 50 centímetros e 1,40 metros.

    Na sua perspectiva, as estimativas actuais não são fiáveis por se basearem em modelos de simulação que subestimam a subida do nível do mar ocorrida até agora. "Durante os últimos 40 anos, o nível do mar aumentou cerca de 50 por cento mais do que previam os modelos climáticos. Isto revela que ainda não compreendemos o problema", afirmou.

    Rahmstorf estudou a relação entre a subida do nível do mar e as subidas das temperaturas médias do ar à superfície do globo. Desse trabalho concluiu que o aumento do nível do mar foi proporcional à subida das temperaturas e teve impacto nas alterações registadas no século XX.

    A subida do nível do mar mais importante do que previsto tem pesadas consequências, não só para as regiões baixas ameaçadas de inundações, como para algumas grandes cidades ocidentais.

    Num estudo publicado no ano passado, Rahmstorf e a sua equipa, do Instituto para a Investigação do Impacto das Alterações Climáticas de Potsdam, estimaram que o aquecimento do planeta poderia provocar uma subida do nível do mar no Atlântico Norte por fechar ou enfraquecer uma corrente oceânica conhecida por tapete rolante (Conveyor Belt, em inglês).

    Segundo este cenário, o nível do mar da região poderia aumentar até um metro e, juntando a isso o efeito dos gases com efeito de estufa, a subida poderia mesmo atingir dois metros, expondo Londres e Nova Iorque a "tempestades violentas devastadoras".

    Lusa

    O Inverno tarda a chegar à Europa


    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=12&d=16&uid=&id=112590&sid=12425

    Director: José Manuel Fernandes Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6107 Sábado, 16 de Dezembro de 2006

    O INVERNO TARDA A CHEGAR À EUROPA
    As estâncias de esqui não têm neve. Cidades habitualmente geladas assistem agora ao florescimento das árvores. Ursos polares invadem povoados em busca de alimento... humano. No Inverno, estranhamente, a Europa não treme de frio. Há pelo menos 500 anos que não se testemunhava uma coisa assim.

    Por José Bento Amaro
    As borboletas voam alegres nos países nórdicos. Em Moscovo as árvores estão a florir e nas regiões do Extremo Oriente, normalmente as mais gélidas da Rússia, os ursos polares invadem as povoações em busca de alimentos. Estâncias turísticas de Inverno, que vivem da neve habitual desta época do ano, ponderam agora transformar os seus espaços em campos de golfe. As alterações climáticas fazem-se sentir em toda a Europa. Só falta mesmo cair um nevão em Faro.

    Os meteorologistas afirmam estar a decorrer na Europa o período de Outono/Inverno mais quente dos últimos 500 anos. A explicação para este facto prende-se, dizem, com a emissão de gases para a atmosfera e o consequente efeito de estufa.

    Nos Alpes, onde as pistas de esqui costumam gerar enormes receitas aos operadores turísticos, o negócio só tem sobrevivido graças aos canhões que produzem neve artificial. Ontem havia, contudo, a esperança de reconquistar alguns milhares de turistas habituais que haviam cancelado as reservas, uma vez que a meteorologia anunciava um "abençoado" agravamento das condições atmosféricas.

    Mas se o negócio corre mal para os operadores dos Alpes, o mesmo não se pode dizer em relação aos donos do campo de golfe de Hartola, na Finlândia. Aquela estrutura tem por hábito encerrar as portas em Novembro, em consequência dos fortes nevões. Desta feita, na presença de sucessivos dias quase primaveris, os campos ainda mostram o verde e os jogadores ainda conseguem dar tacadas a preceito.

    Complicada está a situação de muitos agricultores europeus, nomeadamente na Alemanha e na Holanda. Face às variações climáticas, muitos já não sabem que produtos hão-de agora plantar nem se a época é a ideal para proceder a colheitas tradicionais.

    Sorrisos em Moscovo, pânico a oriente

    Nos últimos dias os termómetros moscovitas raramente desceram abaixo dos dois graus positivos. Um verdadeiro regalo para os habitantes da capital russa, habituados desde há muito a suportarem, nesta época do ano, temperaturas negativas. Nestes últimos dias já se verificaram mesmo temperaturas de sete graus: uma verdadeira Primavera moscovita. Quanto a neve, nem vê-la. Menos eufóricos andam os habitantes da região de Tchoukotka, no Extremo Oriente russo. Na zona as temperaturas rondam agora os 12 graus negativos, nada que se pareça com os 40 abaixo de zero habituais para a época.

    Face a tal "clemência", as superfícies geladas não se encontram solidificadas como de costume. Assim, muitos ursos polares que nesta época procuram outras paragens mais inóspitas para ali se aventurarem em pescarias, não ousam agora calcar as placas de gelo quebradiças. Privados do peixe, os ursos estão agora a invadir os povoados, lançando o pânico entre os habitantes. Segundo o jornal diário Izvestia, existem actualmente cerca de 170 animais bloqueados na costa árctica.

    O perigo que os ursos polares representam é de tal modo acentuado que as autoridades das zonas mais afectadas já foram obrigadas a tomar algumas medidas inéditas. Assim, é rigorosamente proibido sair à noite, tal como é proibido fazer qualquer descarga de alimentos desde que os mesmos não venham acondicionados em embalagens previamente impregnadas com petróleo, para que o odor deste produto engane o olfacto dos animais.

    Apesar de haver patrulhamentos de polícias e caçadores, as pessoas são aconselhadas a dirigirem-se para os seus postos de trabalho em veículos. Circular a pé numa dessas localidades corresponde a uma forte candidatura de alguém se transformar na refeição de um dos animais que mais humanos mata.

    Para já não existem relatos de vítimas humanas. Mas dois homens que trabalham numa estação meteorológica estiveram sitiados durante dois dias, ao fim dos quais conseguiram abater o urso polar que os tentava comer, depois de já ter feito o mesmo a dois cães que ali encontrou.

    Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

    Padre condenado por genocídio


    http://jn.sapo.pt/2006/12/14/mundo/padre_condenado_genocidio.html

    Padre condenado por genocídio

    O padre ruandês Athanase Seromba, primeiro religioso católico julgado pelo Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), foi condenado a 15 anos de prisão pela participação no genocídio de 1994 naquele país, tendo sido considerado também culpado de crimes contra a humanidade.

    Athanase Seromba é o primeiro padre pertencente à Igreja Católica a ser condenado por genocídio num tribunal internacional. A funcionar em Arusha (Tanzânia), o TPIR condenou Seromba pelos crimes de genocídio e lesa-humanidade na forma de extermínio, mas absolveu-o da acusação de conspiração para cometer genocídio.

    "O Tribunal considerou um factor agravante o facto de ser um religioso muito conhecido na respectiva comunidade e em quem muitos paroquianos confiavam", afirmou o porta-voz do tribunal, Bocar Sy.

    Em 1994, o condenado estava encarregue da paróquia de Nyange, na localidade de Kivumu, na província de Kibuye. Fugindo dos massacres, mais de duas mil pessoas, a maioria da comunidade tutsi, esconderam-se na igreja. A partir de 15 de Abril, o templo foi submetido a ataques regulares por parte de militares e milícias Interahamwe.

    Segundo o Tribunal, o padre ordenou a destruição da paróquia com máquinas escavadoras. Os que sobreviveram ao ataque foram mortos à facada.

    Entre 500 mil e um milhão de tutsis e hutus moderados, segundo diferentes fontes, foram massacrados por milícias extremistas, soldados e pela própria população civil durante o genocídio ruandês. Muitos deles morreram em igrejas, nas quais tinham procurado refúgio.

    Até agora o TPIR só julgara um outro religioso, o pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Elizaphan Ntakirutimana, condenado a 10 anos de prisão em Fevereiro de 2003.

    Ruanda condena padre a 15 anos de prisão por genocídio




    http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u102779.shtml

    13/12/2006 - 11h57
    Ruanda condena padre a 15 anos de prisão por genocídio
    da Efe, em Nairóbi


    O Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) condenou nesta quarta-feira o padre ruandês Athanase Seromba a 15 anos de prisão, ao considerá-lo culpado por genocídio e crimes contra a humanidade, informou o porta-voz da corte, Bocar Sy.


    Seromba é o primeiro padre pertencente à Igreja Católica condenado por genocídio em uma corte internacional


    A Sala Terceira do TPIR, situado em Arusha (Tanzânia), condenou Seromba pelos crimes de genocídio e contra a humanidade na modalidade de extermínio. O padre foi absolvido da acusação de conspiração para cometer genocídio.


    "A Sala considerou um fator agravante o fato de que era um religioso muito conhecido em sua comunidade e no qual muitos paroquianos confiavam", afirmou Sy.


    Em 1994, o condenado estava encarregado da paróquia de Nyange, na localidade de Kivumu, na Província de Kibuye. Fugindo dos massacres, mais de 2.000 pessoas, a maioria da comunidade tutsi, se esconderam na igreja. A partir de 15 de abril, o templo foi submetido a ataques regulares por parte de militares e milícias "Interahamwe".


    Segundo a Promotoria, o padre ordenou a destruição da paróquia com máquinas escavadeiras. Os sobreviventes do ataque foram mortos a facadas.


    Entre 500 mil e 1 milhão de tutsis e hutus moderados, segundo diferentes fontes, morreram massacrados com machetes e armas de fogo por milícias extremistas, soldados, e pela própria população civil durante o genocídio ruandês.


    Muitos deles morreram em igrejas nas quais tinham procurado refúgio.


    Duas freiras ruandesas foram condenadas pela Justiça belga a entre 12 e 15 anos de prisão por seu papel nos massacres.


    Mas esta foi a primeira vez que um membro da Igreja Católica se sentou no banco dos réus do TPIR, que só julgou até agora outro religioso, o pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia Elizaphan Ntakirutimana, condenado a dez anos de prisão em fevereiro de 2003.


    Seromba, 42, estava abrigado desde 1997 na diocese de Florença, mas, diante da pressão da então promotora do TPIR, Carla del Ponte, sobre as autoridades eclesiásticas, o religioso se entregou voluntariamente ao tribunal em 7 fevereiro de 2002.

    Terça-feira, Dezembro 12, 2006

    A verdadeira história do Natal (matéria publicada na Super Interessante de Dez/06

    ----- Original Message -----
    From: Ricardo Kataoka

    To:
    Carlos Queiroz
    Sent: Tuesday, December 12, 2006 1:33 AM
    Subject: Res: A relação entre o nascimento de Jesus e o sentido do Natal
    A matéria a seguir foi publicada pela Revista Super Interessante de Dez/06 (Editora Abril)

    A verdadeira história do Natal
    A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à Noite Feliz Por Thiago Minami e Alexandre Versignassi
    Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
    Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
    A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É Pontode virada das trevas para luz: o "renascimento" do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. Paramarcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
    A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno - pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
    Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. "O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes", dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome ("Religiões de Roma", sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias - mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

    Solstício cristão
    As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir - já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo - o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar - principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. "Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade", diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. "Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural", afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.
    Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.
    Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.

    Nasce o Papai Noel
    Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento - não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, "profissional". Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.
    Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
    Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 - daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.

    Natal fora-da-lei
    Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos - os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.
    Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.
    Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de "Christmas" (Christ's mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) - já que "missa" é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.
    A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo. Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.
    Tio Patinhas
    Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam "para acabar com o crescimento da população", dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.
    Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada - o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial. Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha - o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do "espírito natalino" que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal da Xuxa, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.
    Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra - aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam. Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte - para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.

    Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

    Prince fará apresentação no Super Bowl




    http://br.today.reuters.com/news/newsArticle.aspx?type=entertainmentNews&storyID=2006-12-11T125225Z_01_N11156422_RTRIDST_0_CULTURA-MUSICA-PRINCE-SUPERBOWL-POL.XML

    Prince fará apresentação no Super Bowl
    Segunda-feira 11 de Dezembro, 2006 9:52 GMT
    LOS ANGELES (Reuters) - O cantor Prince, veterano do funk rock, vai se apresentar durante o intervalo do Super Bowl, a final do futebol americano, em fevereiro.
    O show no programa televisivo mais assistido dos Estados Unidos passa por avaliações rigorosas desde que o "problema" do sutiã de Janet Jackson em 2004 provocou um aumento nas multas sobre a transmissão de obscenidades.
    Neste ano, os Rolling Stones foram censurados algumas vezes enquanto faziam uma apresentação de três músicas.
    Prince, 48 anos e que conquistou a fama por meio de músicas como "Little Red Corvette" e "Let's Go Crazy", vai se apresentar no Estádio Dolphin, perto de Miami, no domingo, dia 4 de fevereiro. O jogo será televisionado pela CBS, uma unidade da CBS Corp.
    O evento deste ano foi em Detroit e atraiu mais de 91 milhões de telespectadores nos Estados Unidos, de acordo com o Nielsen Media Research.
    É improvável que Prince tenha algum problema com os censores da rede e da National Football League. Ele se tornou testemunha de Jeová e rejeitou as músicas de natureza erótica, que compunham grande parte de seu repertório.
    Sua apresentação no Super Bowl foi anunciada no programa esportivo da CBS "NFL Today" três dias após o cantor ter recebido cinco indicações para o Grammy Awards, evento mais prestigioso da indústria musical.
    (Por Dean Goodman)

    Domingo, Dezembro 10, 2006

    Um quinto dos portugueses vive em situação de pobreza





    alfredo cunha
    Pobreza atinge 21% dos portugueses, alerta coordenadora do PNAI
    METAS DO PNAI
    Um quinto dos portugueses vive em situação de pobreza

    Virgínia Alves

    O Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI) foi apresentado e as suas linhas de de-senvolvimento aprovadas, "mas foi feito com base no que é uma média dos problemas, uma média que não existe na realidade, mas sim a sua tradução em cada local com as suas próprias singularidades", afirmou ontem, no Porto, a coordenadora do PNAI, Fernanda Rodrigues, à margem de um curso organizado pela Associação de Investigação e Debate em Serviço Social (AIDSS), para profissionais da área das ciências sociais.

    Fernanda Rodrigues debateu com os participantes o que se entende hoje por inclusão, lembrando que "durante muito tempo a definição passava pela ausência de exclusão, o que é muito restritivo", explicou, acrescentando que a ideia não é criar uma definição, mas perceber o alcance do problema.

    Os instrumentos usados para o combate à exclusão, documentos normativos, declarações, foram também abordados, mas como ponto de identificação da questão, para depois passar à intervenção, "que se tem vindo a alargar". O que antes se ficava pelas políticas sociais, hoje abrange áreas culturais, ambientais, de saúde e educação", salientou a coordenadora do PNAI.

    Áreas que devem convergir para actuar junto de um quinto da população portuguesa, ou seja, "21% dos portugueses vivem em situação de pobreza e exigem atenção às suas condições de vida", recordou.

    Nesse sentido, referiu os três objectivos do PNAI até 2008 o acesso universal aos direitos, a inclusão activa de todos os cidadãos e a monitorização e avaliação do programa ao longo de todo o seu percurso "para poder avaliar e corrigir atempadamente", defendeu a coordenadora.

    Quanto à inclusão activa, ou seja, a inclusão no mercado de trabalho, Fernanda Rodrigues não tem ilusões. "Não é fácil na actual conjuntura, mas não podemos desistir de ver no trabalho um pilar de inclusão, embora no nosso país existam muitos trabalhadores pobres".

    O coordenador da AIDSS referiu que o objectivo deste curso de formação era dar aos profissionais que trabalham nesta área uma explicação mais aprofundada sobre as linhas-mestras do plano nacional.

    Primeira prioridade

    Combater a pobreza das crianças e dos idosos, através de medidas que assegurem os seus direitos básicos de cidadania.Protecção e reforço de equipamentosAumentar em 50% a capacidade instalada em creches, até 2009, promover a desinstitucionalização de 25% das crianças e jovens, até à mesma data, e garantir a todos os idosos, com mais de 65 anos e baixos recursos, uma prestação monetária extraordinária.

    Segunda prioridade

    Corrigir as desvantagens na educação, formação e qualificação. Querem reduzir o abandono (em 30%) e o insucesso escolar para metade, qualificar um milhão de adultos em idade activa até 2010.

    Terceira prioridade

    Ultrapassar as discriminações, reforçando a integração das pessoas com deficiência e dos imigrantes.

    ONU: Indiferença dos ricos compromete luta contra pobreza


    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=253819

    ONU: Indiferença dos ricos compromete luta contra pobreza
    A indiferença e a falta de espírito solidário dos países ricos têm comprometido os esforços de luta contra a pobreza no mundo, defendeu a alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Louise Arbour.
    Na véspera das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, Arbour afirmou que os países desenvolvidos devem fazer mais pelas pessoas pobres e sugeriu um corte nos milhares de milhões dos orçamentos militares e o fim dos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos, considerados concorrência desleal aos produtos oriundos dos países pobres.
    Caso contrário, acrescentou, as Nações Unidas não vão conseguir atingir os Objectivos do Milénio, definidos em 2000, nomeadamente a redução da pobreza para metade até 2015.
    Em comunicado, para assinalar os 58 anos da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Arbour lembrou que os países assumiram então o com promisso de entregar 0,7% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para ajuda ao desenvolvimento, promessa que poucos cumprem.
    «Muitos países ricos ainda não atingiram as metas de ajuda ao desenvolvimento, mas continuam a gastar dez vezes mais em orçamentos militares», referiu.
    A responsável realçou ainda que o dinheiro gasto pelos países ricos em subsídios agrícolas «representa um valor praticamente igual ao PIB de países africanos».
    Arbour defendeu que «a pobreza deve ser tratada como uma questão de direitos humanos que cada país tem obrigação de combater, independentemente dos recursos de que dispõe.
    Para combater a pobreza, defende ainda a necessidade de acabar com a discriminação e a corrupção e alterar a forma como os recursos são distribuídos.
    Diário Digital / Lusa
    10-12-2006 15:51:00

    Sábado, Dezembro 09, 2006

    Transfusões de sangue potenciam um novo surto de Creutzfeld-Jacob



    http://dn.sapo.pt/2006/12/09/sociedade/transfusoes_sangue_potenciam_novo_su.html

    Transfusões de sangue potenciam um novo surto de Creutzfeld-Jacob


    Hugo Bordeira em Londres

    Centenas de pessoas no Reino Unido poderão estar em risco de contrair a doença de Creutzfeld-Jakob, a variante humana da doença das vacas loucas, através de sangue contaminado ou em cirurgias realizadas com instrumentos infectados. Esta é pelo menos a convicção do cientista britânico John Collinge, um especialista da Unidade Prião do Medical Research Council de Londres, que analisou um grupo de 66 pessoas vítimas de transfusões de sangue infectado e chegou à conclusão de que pelo menos três faleceram de causas directamente relacionadas com a doença.


    "O facto de três indivíduos deste grupo, que sabemos ter sido exposto através de sangue contaminado, terem desenvolvido a doença de Creutzfeld-Jakob sugere que a infecção pode ser transmitida de forma muito eficaz por esta via, pelo que o risco para os restantes indivíduos contaminados é bastante elevado", escreve o professor, num relatório publicado na revista científica The Lancet.


    Esta facilidade de propagação através de sangue infectado torna a doença potencialmente mais perigosa do que se pensava. Na verdade, sendo um vírus originado na Encefalopatia Espongiforme Bovina (também conhecida como BSE ou "doença das vacas loucas"), os principais receios tinham que ver com a propagação através de carne contaminada. No entanto, este estudo sugere que o risco de contaminação é maior através da transfusão de sangue, uma vez que por esta via não existe a barreira da mutação do vírus que ocorre na transmissão entre espécies.


    Do grupo de 66 pessoas que se sabe terem sido contaminadas através de transfusões de sangue, 39 morreram de causas não relacionadas (34 das quais nos cinco anos seguintes à infecção) e sabe-se que três faleceram devido a lesões provocadas por priões (proteínas transmitidas pela doença que se propagam e destroem as células cerebrais). Neste momento há 24 indivíduos portadores do vírus que podem vir a desenvolver a nova variante da doença de Creutzfeld-Jakob, que segundo os médicos tem um período de incubação relativamente longo - tipicamente vários anos - mas, uma vez activa, é geralmente fatal ao fim de um ou dois anos.


    Nos três casos estudados pelo professor John Collinge, a doença desenvolveu-se em seis/sete anos, bastante mais depressa do que nos casos de transmissão por carne contaminada. O último paciente analisado, cuja identidade foi reservada por motivos de privacidade, contraiu o vírus numa transfusão de sangue com 23 anos e começou a ter sintomas ao fim de sete anos. Iniciou um tratamento experimental em 2004 nesta unidade de investigação médica e acabou por falecer um ano depois, já com 32.


    Uma conclusão que levanta receios de uma segunda epidemia no Reino Unido e deixou em alerta o Serviço Nacional de Sangue britânico, que já reconheceu não ter testes de despistagem capazes de detectar o vírus. Até à data, a doença já provocou 160 vítimas mortais no país, a maioria das quais jovens que ingeriram carne contaminada.

    Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

    Alemanha terá acesso integral a acervo sobre o Holocausto

    http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2263680,00.html#headLinks
    Alemanha terá acesso integral a acervo sobre o Holocausto

    Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Cerca de 52 mil videodepoimentos de testemunhas do Holocausto estão disponíveis para a FUBEstudantes, professores e pesquisadores da Universidade Livre de Berlim terão acesso aos arquivos da Fundação Shoah. É a primeira vez que a fundação permite o acesso à integra dos registros fora dos Estados Unidos.
    A Fundação Shoah, da Universidade do Sul da Califórnia, criada pelo cineasta norte-americano Steven Spielberg, concedeu à Universidade Livre de Berlim (FUB), na Alemanha, acesso a todo seu acervo – a maior coletânea do mundo de videodepoimentos testemunhais sobre o Holocausto.

    É a primeira vez que a fundação permite o acesso à integra dos registros fora dos Estados Unidos, embora já tenha disponibilizado antes parte das gravações para diversas instituições parceiras, como as mais de mil entrevistas em alemão que foram liberadas para exibição no Museu Judaico em Berlim, em 2004.

    Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Universidade Livre de Berlim é a primeira a ter acesso à íntegra do acervo da Fundação Shoah, fora dos EUAAinda este mês, estudantes, professores e pesquisadores da FUB terão acesso online direto às informações estocadas no banco de dados da universidade. São cerca de 120 mil horas de entrevistas (o que corresponde a mais de 13 anos de gravações contínuas), distribuídas em quase 52 mil vídeos, que foram feitos em 56 países e em 32 línguas.

    "A história compõe-se não apenas de números e fatos, mas também de trajetórias individuais e destinos – e exatamente isso documenta o arquivo," disse o presidente da FUB, Dieter Lenzen.

    Douglas Greenberg, presidente e CEO da Fundação Shoah enfatizou que "um dos mais importantes objetivos do nosso instituto é este: proporcionar acesso ao arquivo a um público tão amplo quanto possível".

    Conteúdo do acervo

    A Fundação Shoah (termo em hebraico que designa o Holocausto) começou a ser idealizada na Polônia quando o cineasta Steven Spielberg filmava o premiado longa-metragem A Lista de Schindler – que conta a história de um alemão que empregava mão de obra 100% judaica em suas fábricas e assim livrou muitos dos campos de concentração. Spielberg foi inspirado pelos inúmeros sobreviventes do Holocausto, dispostos a dividirem suas histórias.

    Entre 1994 e 1999, voluntários e funcionários da Shoah coletaram os depoimentos de sobreviventes e testemunhas do Holocausto. Os sobreviventes incluem judeus, testemunhas de Jeová, ciganos das etnias rom e sinti, prisioneiros políticos e homossexuais. Entre as testemunhas estão os que libertaram os prisioneiros dos campos de concentração e participantes dos processos de crimes de guerra iniciados após o fim da Segunda Guerra.

    Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Nos depoimentos gravados pela Fundação Shoah, sobreviventes e testemunhas relatam o que viram e viveramOs depoimentos foram catalogados e podem ser localizados através de uma lista tecnológica que associa palavras-chave com trechos dos vídeos. "O que os testemunhos podem ensinar aos jovens é que eles têm a responsabilidade de fazer do mundo um lugar mais tolerante," destaca Douglas Greenberg.

    Os arquivos da fundação são acessíveis para propósitos educacionais e científicos, trazem relatos do que as pessoas viram e viveram. Como se separaram de suas famílias, quando viram seus parentes pela última vez, que sentimentos guardam e como crêem poder contribuir para um futuro melhor.

    "Eu diria: Não ignore! Você tem que estar envolvido, porque senão a mesma coisa pode acontecer de novo. Não importa o quão maravilhoso seja o país. Você só precisa de umas poucas pessoas que comecem a espalhar rumores", é o conselho que deixa uma das entrevistadas, Mollie Stauber, em vídeo disponível no site da fundação.

    Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

    Aquecimento global afecta vida nos oceanos


    http://jn.sapo.pt/2006/12/07/sociedade_e_vida/aquecimento_global_afecta_vida_ocean.html

    Aquecimento global afecta vida nos oceanos
    O fitoplâncton, um conjunto de algas microscópicas que é parte essencial da cadeia alimentar nos oceanos, será consideravelmente afectado pelo aquecimento climático, indica um estudo divulgado pela revista científica britânica "Nature".

    A vida marinha dos trópicos e das latitudes temperadas será severamente afectada pelo défice desses microrganismos causado pelo aquecimento das águas, segundo a equipa de investigação botânica de Michael Behrenfeld, da Universidade de Oregon (EUA).

    Para se desenvolver nas camadas superiores dos oceanos, o fitoplâncton precisa de luz e de azoto, tal como de fosfatos e ferro, mas estes nutrientes provêm dos fundos frios e são as correntes que os fazem chegar à superfície.

    Neste estudo, a equipa de Behrenfeld compilou mais de 10 anos de dados registados por satélites para compreender como é que essas minúsculas plantas reagem às mudanças de temperatura.

    Um desses satélites, o SeaWiFS da NASA, mede a luz reflectida pelos oceanos, que varia em função da presença ou não de plâncton.

    A partir desses dados, os investigadores estabeleceram um estado do fitoplâncton que testemunha duas importantes alterações no período estudado.

    Assim, de 1997-98, a produção de fitoplâncton aumentou durante um arrefecimento relativo dos oceanos devido a uma inversão do fenómeno El Niño.

    Mas, de 1999 a 2004, no regresso do ciclo de aquecimento do El Niño, o fitoplâncton diminuiu, para aumentar de novo em 2005 e 2006. Se, como mostram algumas simulações, as alterações climáticas provocam aparecimentos mais frequentes, ou mesmo a permanência, do El Niño.

    Para os cientistas, estes resultados permitem ligar a temperatura na superfície dos oceanos à produção de fitoplâncton e constituem um excelente indicador do que poderá acontecer por efeito do aquecimento climático.

    Além de ser um elemento essencial da cadeia alimentar, o fitoplâncton absorve dióxido de carbono, um dos principais gases com efeito de estufa e responsável pelo aquecimento global.

    A relação entre o nascimento de Jesus e o sentido do Natal


    http://www.duplipensar.net/artigos/2006-Q4/papai-noel-nao-vai-a-etiopia-a-relacao-entre-o-nascimento-de-jesus-cristo-e-o-sentido-do-natal.html

    Papai Noel não vai à Etiópia – A relação entre o nascimento de Jesus e o sentido do Natal
    Leonardo Silvino - Publicado em 07.12.2006

    O que Jesus de Nazaré tem a ver com o Natal atual? Muito pouco. Seus ensinamentos têm pouca relação com a atual festividade natalina. O próprio nome é contestado. Nos países de língua inglesa alguns sugerem a troca da palavra “Christmas”, pois de “Christ” o Natal não tem quase nada mais. A guerra do natal impulsionou os comerciantes a trocar a palavra “Christmas” por “Holiday”. Em 2005 ficaram famosos os casos da Sears e Kmart. As gigantes trocaram o termo cristão e tiveram de refazer as suas campanhas de natal. Os anúncios originais da Kmart divulgaram uma “Huge Holiday Sale” (Enorme liquidação de Feriado). Com a maciça reclamação dos consumidores indignados, eles trocaram para “Huge Christmas Sale”. Os desavisados nem notaram, já que o cartaz era semelhante. A maioria não nota a mudança nos cartazes nem o original significado do natal, mas são guardiões da tradição.
    O natal deveria celebrar o nascimento de Jesus. Deveria, mas como saber exatamente a data do nascimento de um carpinteiro que nasceu dois mil anos atrás? Não se pode afirmar precisamente em que ano Jesus nasceu. Muito menos o mês e o dia certo. Segundo relatos históricos da Bíblia, combinados com outros manuscritos, alguns historiadores acreditam que Jesus nasceu entre 21 e 24 de agosto do ano 7 a.C. Ou seja, Jesus nasceu antes de Cristo!
    O nome escolhido da festividade varia nos diversos países que ela é celebrada. São variações de nomes para denominar o nascimento do Cristo. Nos países de línguas latinas deriva de “Natividade”, nos de línguas anglo-saxônicas de “Missa de Cristo”. Na Alemanha é Weihnachten (Noite Bendita). Em todos os casos a origem da data real do nascimento do Cristo foi modificada para se ajustar a uma data comemorada anteriormente por vários povos.
    A escolha da data do Natal foi política. Durante uma semana no final de dezembro os romanos comemoravam a Saturnália para homenagear o deus Saturno, adaptação do deus grego Cronos - filho do Céu (Urano) e da Terra (Gaia). Os romanos o cultuavam como o deus da agricultura e da colheita. Saturno (Cronos) era um titã que mutilou os pais com uma foice dada por sua mãe; entretanto, ele foi expulso dos céus por seu filho Júpiter (Zeus). Refugiou-se no Lácio (região da cidade de Roma) e ensinou aos homens a agricultura.
    Em 354 o bispo romano Libério instituiu oficialmente o nascimento de Jesus, fixando a data em 25 de dezembro.
    A Igreja queria cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam no Solstício de Inverno – Dia em que um dos pólos da Terra está mais afastado do Sol. No hemisfério norte é o início do inverno.A Igreja reconhece que a Páscoa e o Corpus Christi são mais importantes que o Natal. De certo modo os povos do norte arranjaram um modo de continuar a celebrar os festivais de inverno. Os romanos, assim como outros povos, achavam que o solstício acontecia no dia 25.O imperador Marco Aurelio Antonio tentou emplacar o culto sírio ao deus Elagabalo Sol Invicto, um deus de Emesa, sua cidade natal na Síria. O excêntrico imperador não teve sucesso na troca de Júpiter por seu deus, e acabou conhecido como Heliogábalo (Heliogabalus).
    O imperador divorciou-se cinco vezes. Gostava de se maquiar em excesso, sendo considerado um transexual por alguns historiadores. Seu comportamento e idéias não agradaram muito. Foi assassinado junto com sua família pelos soldados. Os corpos foram jogados na rede de esgoto rumo ao rio Tibre.
    Para os persas e indianos Mitra era a deusa solar que representava o bem e a libertação da matéria. Desde a Antigüidade a data de seu nascimento também era 25 de dezembro. Alguns imperadores romanos a cultuavam também. A associação com o Deus Elagabalo era evidente. Mitra foi denominada Protetora do Império. Inspirado em Mitra, o imperador Aureliano criou um feriado para todo império para a realização do festival Natalis Solis Invicti, em 274. Esta data era comemorada em 25 de dezembro para homenagear o Deus Sol Invicto. Uma forma de absorver outras culturas, mas que oficialmente era negado que Mitra era a inspiração do Deus Sol Invicto. O nascimento do Invicto servia para separar o tempo, assim como o nascimento de Mitra.
    As relações do nascimento de Mitra com o nascimento de Jesus são evidentes. O mitraísmo era um forte concorrente do cristianismo em seus primeiros séculos no império até a conversão de Teodósio, que instituiu o cristianismo como única religião permitida no império multicultural. A escolha do nascimento de Jesus não foi por acaso. Será que o próprio aprovaria a sua mudança de data de nascimento? Para os cristãos isto tem tanta importância quanto a mudança do sentido do Natal?
    O que aprendemos com os relatos históricos é a constante apropriação de valores religiosos e culturais com intuito político. Se não pode vencê-los, junte-se a eles. Os romanos absorveram dos gregos, sírios e persas e demais culturas subjugadas as mitologias, festas e rituais. Os católicos se apropriaram deste histórico para criar uma nova data de nascimento para o Salvador. A data de nascimento de Cristo foi inventada para que os romanos e demais povos absorvessem melhor a nova religião. Assim como a figura do Papa é uma adaptação dos chefes pagãos e o sincretismo religioso no Brasil absorveu as religiões africanas.
    O sincretismo religioso faz parte de todas as religiões. À medida que os povos têm domínio sobre outros sua cultura e religião também são incorporados. Na transformação das religiões africanas no Brasil temos um exemplo de sincretismo. Entretanto, acusar o sincretismo de todos os males é um caminho bastante fácil. O sincretismo faz parte das culturas da mesma forma que a miscigenação. Ele é incorporado pelo dominador e pelo dominado, que para se integrar na cultura dominante ajuda a moldar o processo. Nem sempre o sincretismo significa adaptação ou catequese. Os escravos africanos trouxeram diversas religiões consigo de diversos dialetos e idiomas. Não apenas uma. É inegável que o sincretismo favorece mais ao dominador. O dominado aceita à força uma nova realidade. O candomblé, por exemplo, incorporou elementos do catolicismo, assim como a religião católica incorporou elementos do candomblé. Como seriam os cultos neopentecostais sem as religiões africanas Em 354 o bispo romano Libério instituiu oficialmente o Natal em 25 de dezembro. A Igreja Ortodoxa comemora o natal em 7 de Janeiro, por que mantém fiel ao calendário Juliano, substituído pelo calendário gregoriano em 1582.
    As mensagens e ensinamentos de Cristo pouco têm a ver com o atual natal. Além do comércio desenfreado qual a relação entre Papai Noel e o nascimento do Cristo? São Nicolau Taumaturgo ajudava os necessitados anonimamente no século IV. Não era celebridade. Não queria ganhar o Nobel da paz pregando a coexistência dos povos.
    São Nicolau colocava nas chaminés das casas moedas de ouro retiradas de um grande saco que carregava consigo. Foi declarado santo. Obviamente histórias foram criadas para nascer o mito do Papai Noel (Pai Natal em Portugal). São Nicolau é o santo padroeiro da Grécia, Noruega e Rússia.
    Em 1822 Clemente C. Moore impulsionou a criação do Papai Noel. No conto “Uma visita de São Nicolau”. Ele descrevia-o num trenó puxado por renas. O cartunista Thomas Nast fez a primeira versão moderna do visual do Papai Noel na edição especial de Natal da revista Harper’s Weeklys de 1886. Sua indumentária lembra as dos bispos católicos. Na Internet se divulga muito um mito que a Coca-Cola influenciou das vestimentas do Papai Noel. Antes de estrear nas propagandas natalinas da Coca-Cola em 1930 o Papai Noel já havia aparecido em outras propagandas de grandes empresas. Já era Pop Star.
    E o que tudo isso tem a ver com o Papai Noel e entrega de presentes? Na festa Saturnália havia a troca de presentes. O costume foi relacionado com a história dos Três Reis Magos. Baltasar, Melquior e Gaspar teriam visitado Jesus pouco após o seu nascimento. Melquior ofereceu ouro; Baltasar incenso; e Gaspar mirra. Para a Igreja é a confirmação da profecia que os reis reconheceriam o Messias. A troca de presentes relacionados aos reis Magos é um remendo para manter antigas tradições de outras religiões.
    Dois milênios depois as tradições permanecem. O natal é a salvação do comerciante preocupado em como pagará o 13º salário. Também é a salvação para o empregado preocupado em pagar suas dívidas com o carnê das lojas. O governo preocupa-se apenas em como tirar mais dos dois sem perder votos.
    Uma carga tributária absurda é necessária para manter o rombo do Estado. Em vez de criar condições econômicas para realizar um crescimento de salários real, criam-se paliativos. O 13º salário é uma hipocrisia tão grande quanto o natal. Recentemente foi aprovado o 13º salário para o bolsa-família. Interessante é que se comemoram esses paliativos como “conquistas sociais”. O sujeito recebe vale-isso e vale-aquilo para disfarçar o salário indigno. Essas enganações encobrem o lento e gradual empobrecimento da classe média. Se mantiver este ritmo chegará o dia em que o bolsa-família não terá mais recursos, já que as classes serão reduzidas a apenas duas: os que nunca sustentaram esse programa e os que recebem dinheiro do programa.
    O Natal é uma hipocrisia. Os consumidores costumam ser mais hipócritas nesta época do ano. Nas lojas de 1,99 não se importam em que condições foram criados os brinquedos baratos. Também não se importam em associar presentes caros aos ensinamentos cristãos.
    Papai Noel não vai à Etiópia porque as crianças que não comem não ganham brinquedo! Os presentes de Natal foram criados para as crianças que podem comer. As que não podem que recebam a ajuda da ONU! Este é o verdadeiro espírito natalino que a programação de fim de ano não passa.
    A solidariedade do Natal sem Fome e Criança Esperança é passageira. É uma solidariedade que tem pressa. Pressa para limpar a consciência. Pressa para esquecer. Quem se importa com a auditoria das contas dessas campanhas? Obviamente tem muita gente honesta, mas o inferno está cheio de boas intenções. O esquecimento é um ato repetitivo. Em qual deputado estadual você votou nas eleições de semanas atrás?
    No país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza celebramos o natal com pinheiros e nozes. Esperamos o Papai Noel entrar na chaminé que não tem em casa, distribuir os presentes fabricados nos países asiáticos por um escravo. Vamos celebrar o Natal com lâmpadas baratas. Viva a hipocrisia!
    O Natal é celebrado em quase todo o mundo. Até mesmo nos países de minoria cristã. Existem diferenças entre as tradições natalinas. Na Colômbia e outros países da América do Sul quem entrega os presentes é "El Niño Jesus"; na Polônia e Alemanha, por exemplo, o Papai Noel envia presentes em duas ocasiões - no dia 6 e no dia 25 de dezembro. Na Hungria Papai Noel faz a entrega no dia 6 e o Menino Jesus no dia 25; na Espanha os presentes são entregues no dia 6 de janeiro; na Escócia no dia 31 de dezembro. Para famílias mais abastadas destes países "Papai Noel" entrega os presentes nos dois dias e o papai e a mamãe pagam as contas do cartão de crédito em janeiro. Para os pobres o Papai Noel não aparece nenhum dia do ano. Periferia é periferia. Em qualquer lugar.
    Na Holanda e Bélgica os presentes também são dados no dia 6 no Sinterklaas. Nestes e em outras localidades Papai Noel é acompanhado pelo Zwarte Piet (Pedro Negro), ajudantes do "bom velinho" que usam o mesmo nome medieval do Diabo. Diz a lenda que São Nicolau venceu o diabo e o fez de escravo. A clara conotação racista mudou com o tempo. No século XIX a história foi modificada: Pedro Negro tornou-se um ajudante de Papai Noel que veio da África. Nos dias do politicamente correto a explicação é que Pedro ficou sujo com a poeira das chaminés e por isso tem a pele escura. Como se a condição de trabalho das crianças que limpam chaminés fossem ótimas. Atualmente Zwarte Piet não é tão zwarte assim. Nas versões modernas ele pode ser vermelho, azul, verde, etc. Zwarte Piet também é conhecido em diversos países com algumas variações: Père Fouettard na França; Ruprecht, Knechtruprecht ou Krampus na Alemanha; e Bicho Papão no Brasil e Portugal, sendo que neste caso Papai Noel não tem nada a ver com a história, e, portanto, não paga o 13º salário para o monstro. Em alguns países os anjos ajudam a entregar os presentes. Eles carregam um livro com as anotações dos comportamentos das crianças durante o ano. Do mesmo modo eles servem para educar as crianças através do medo. Não é muito diferente da onipresença de Deus e da punição eterna no Inferno. A história que os pais contam são sempre as mesmas independentes do currículo do Zwarte Piet - Não seja malcriado ou o Bicho Papão vai pegá-lo. Não sei por que, mas isto me lembra as pichações de políticos nos muros: “Fulano vem aí”.
    Nos países eslavos o similar do Papai Noel é o Ded Moroz (algo como Vovô Gelo). Ded Moroz traz também presentes para as crianças. Contudo ele não comete o crime de invasão de domicílio. Ded Moroz entrega os presentes pessoalmente, acompanhado de sua neta Snegurochka. Seu uniforme pode ser vermelho ou azul, mas a barba branca é a mesma. Para os russos Ded Moroz mora em Veliky Ustyug, na Rússia; para os Bielo-russos em Belavezhskaya Pushcha, na Bielorússia. O Vovô Gelo é nacionalista!
    Na Bielorússia o personagem foi introduzido pelos russos para substituir São Nicolau. Era muito mais conveniente para os comunistas usar um personagem do que um santo. Tudo que era religioso era um perigo para o bloco soviético. Em 1928 os russos proibiram as Árvores de Natal e Vovô Gelo foi perseguido. Stálin voltou atrás em 1935. Aprendeu que banir tradições não vale a pena. Deve ter aprendido a lição com outro ditador, Benito Mussolini: “Não se intrometa na moda das mulheres e na religião dos homens.” Em 1937 Vovô Gelo voltava a aparecer nos países do bloco soviético. Os personagens mudam, mas a história se repete.
    Na Eslovênia o Vovô Gelo se veste de cinza e é magro. Na Holanda e em países da Europa Central Sinterklass chega num cavalo branco, que é substituído por um burro em regiões da França, Bélgica, Luxemburgo e Suíça. Apesar de todas as diferenças de personagens e datas o significado do Natal em poucos casos é realizado para celebrar o nascimento de Jesus.
    Os correios de todo o mundo recebem anualmente várias cartas de crianças que enviam cartas com os mais diversos endereços, mas sempre para a Casa de Papai Noel. Alguns funcionários ficam encarregados de respondê-las. Uma anedota sobre este tema: um menino escreve uma carta não pedindo brinquedo, mas R$ 100,00 ao Papai Noel para cobrir despesas da família. Os funcionários dos Correios se sensibilizam com o pedido. Eles juntam suas economias e conseguem enviar apenas a metade do dinheiro. No ano seguinte o mesmo menino envia outra carta agradecendo ao Papai Noel pela ajuda, mas pede para que não enviar dinheiro pelo correio: “por que lá só tem ladrão”. Nem sempre ajudar alguém lhe trará recompensas. Não é este o espírito cristão? Por falar em residência do Papai Noel, a Finlândia reclama para si o título de endereço oficial do “bom velinho”. Na colônia finlandesa do Penedo, estado do RJ, Papai Noel está em toda a parte. Vários estabelecimentos e até um Shopping tem o nome em sua homenagem. Os finlandeses trouxeram a tradição do Joulupukki para o Brasil. Na Finlândia existe turismo especializado em conhecer a Casa do Papai Noel na Lapônia, além da aurora boreal, o sol da meia noite e demais atrativos do belo país da Escandinávia.
    A figura de Joulupukki era bem diferente do "bom velinho" antigamente. Ao invés de dar presentes ele exigia-os às crianças aterrorizadas. Mais uma vez surge o processo de aculturação. O Papai Noel pagão foi levado ao Quarto 101 e agora é só alegria para as caixas registradoras de todo o mundo. O comércio explorou as atitudes de São Nicolau. Pouco importa suas atitudes beneficentes, o que importa para eles é faturar. Em muitas empresas o natal representa uma parcela considerável nos lucros anuais, assim como os ovos de chocolate na Páscoa. A história de um coelho que distribui ovos é mais ou menos absurda que um senhor de idade que roda ao mundo nos céus para distribuir presentes? Estas duas são tão fantásticas quanto a humanização de Deus para os não-cristãos.
    O natal é feriado nacional no Japão e na Coréia do Sul, em alguns estados da Índia. Em muitos casos o feriado foi decretado devido ao lobby do comércio. A data é celebrada em todos os continentes. Não subestime o processo de uniformização mundial! Ele é muito mais potente do que se imagina. Em qualquer lugar do mundo os shoppings centers têm a mesma alma. Eles diferem entre si, mas o propósito é o mesmo. Fazê-lo esquecer que horas são para impulsionar as vendas. Os shoppings são o modelo da uniformização gradual do mundo.
    O espírito natalino é presa fácil para o lucro de ocasião: livros, discos, músicas, encenações, tudo pode render muito em nome do Natal. Na cultura popular muitas canções foram feitas para o Natal. Alguns artistas chegaram a compor álbuns completos com versões natalinas. Lembra de Happy Xmas (War is Over) de John Lennon? Elvis Presley também gravou “Blue Christmas”. A lista é extensa e diversa: Nat King Cole, Frank Sinatra, Travis, Celine Dion, The Carpenters, Madonna, Everything But The Girl, Bon Jovi, Jackson 5, Bruce Springsteen, Tony Bennett, Dolly Parton, Raimundos, The Pretenders, Mariah Carey, The White Stripes , Tom Petty, The Who, Run-DMC, Bryan Adams, Depeche Mode, The Beatles, Pet Shop Boys, Britney Spears, David Bowie, Ramones, U2, Roy Orbison, Elton John, Stevie Wonder, Queen, Paul McCartney e muito mais. Sem contar na inacreditável “Papai Noel Batuta” dos Garotos Podres. Depois de escutar essa música “Bate o Sino” nunca será a mesma.
    Existem exemplos bizarros. A música “O Natal Existe” foi criada para um comercial de TV. Sua melodia marcante foi comprometida por uma letra que dava margens a outras interpretações. Quem nunca cantou “Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz. Quero ver o amor vencer, mas se a dor nascer você resistir e sorrir... Se você pode ser assim, tão enorme assim...”. Nunca tinha reparado no duplo-sentido? Então cante os primeiros versos de “Daniel na Cova dos Leões” com atenção.
    Existem muitos filmes produzidos sobre o natal. O melhor é It's a Wonderful Life (A Felicidade Não se Compra) de Frank Capra, rodado em 1946. Este é uma exceção porque além de ser um excelente filme, é uma trama que utiliza o espírito natalino para realçar um drama humano, não o contrário.
    O drama humano era o que se vivia na época do Cristo. Os judeus viviam numa terra ocupada e estavam divididos, inclusive na chegada do Messias. Acho interessante que a maioria das Igrejas Cristãs não mencione que Jesus era judeu. Durante os séculos os anti-semitas criaram o fato de que os judeus mataram cristo. É contestado inclusive se Judas Iscariotes tinha mesmo este nome. Ioudas (Judas em grego) é uma transliteração do nome hebraico Judá.
    O anti-semitismo distorceu a história da condenação de Cristo. O filme “A Paixão de Cristo” de Mel Gibson foi acusado por religiosos de ser anti-semita. Não sei. Parece-me claro que a culpa da morte de Jesus não foi apenas de um grupo, mas de todo o contexto histórico. Quem culpa os italianos pela morte de Jesus? Quem teve a culpa? Romanos, judeus ou o Jesus (histórico) tentou uma missão suicida. A resposta pode estar no apócrifo Evangelho de Judas. Este conta que Jesus pediu para Judas Iscariotes o trair. Judas é apresentado como o discípulo mais fiel e por isso teria a tarefa mais difícil. O Alcorão retrata Jesus como Profeta. No livro sagrado do Islã uma outra pessoa teria sido crucificada em seu lugar.
    Jesus chamou a atenção porque trouxe uma mensagem diferenciada. Suas mensagens traziam ensinamentos da sabedoria milenar do Oriente. Ele era contrário a idéia de combater o fogo com fogo. E isto nada tem a ver com o Natal, principalmente com o comércio natalino.
    Quase pouco se sabe sobre quem realmente foi Jesus. Os romanos crucificaram várias pessoas contrárias ao seu regime em condições semelhantes. Apesar dos esforços de arqueólogos e historiadores Jesus não deixou nenhum texto. Apesar de saber outros idiomas e culturas, Jesus vivia numa cidade multicultural e não era analfabeto. Não escreveu nada porque sabia que os textos seriam editados para usos contrários à sua conduta.
    Não adiantou muito. Os espertos que viram no cristianismo um grande potencial para amansar o povo. Editaram sua vida para torná-lo ainda mais especial. Sabiam que tinham a oportunidade de criar uma nova religião que o povo se apagasse. Afinal, era a história de um deus que nasceu pobre, que veio para combater as injustiças e trazer a esperança em seu Reino. A esperança pode ser sempre renovada com a força do povo. O povo faz força e o representante do povo descansa. O povo sonha e o esperto lucra. É uma troca consentida, não um roubo como parece.
    Com o passar do tempo Papai Noel passou a tomar lugar de Jesus Cristo para representar a festa natalina. Inicialmente as Igrejas Cristãs não gostaram da idéia. No século XVI grupos protestantes e, mais parte, puritanos da Inglaterra e EUA baniram o feriado, classificando-o ora como pagão, ora como católico. Durantes os séculos seguintes o Natal não foi visto com bons olhos, principalmente com a adesão de lendas pagãs. Até hoje as Testemunhas de Jeová se recusam a comemorar a data, assim como aniversários e Dia de Ação de Graças. Existe coerência nisto. Com o Papai Noel os pais assumem uma posição de enganar as crianças.
    A maioria celebra sem se dar conta dos significados ou dos propósitos do natal. É a época de rever os parentes e através da hipocrisia imunizar um pouco os sofrimentos e tentar dar sentido às nossas vidas.
    E o que deve ser feito, acabar com o Natal? Não creio. Assim como o 13º salário o fim do natal não trará nenhuma melhoria. Duvido muito que com o fim das "conquistas dos trabalhadores" os valores totais sejam incorporados aos salários. Ocorrerá uma gradual redução de quanto o trabalhador leva no fim do mês para o seu bolso. O fim do natal é a mesma coisa. O fim do Natal vai acabar com séculos de hipocrisia?
    A associação dos presentes dos reis Magos com a tradição milenar da festa do Sol fez uma mistura tão grande que o Natal tem muito pouco sentido para os cristãos. E também para os não-cristãos. Renas voadoras, presentes em chaminés e um velho barbudo em alta velocidade não são muito razoáveis. Pense nisso. As mensagens na Bíblia são mais importantes do que sua veracidade. Noé não teria madeira suficiente em todo o planeta para construir uma embarcação que suportasse um par de cada espécie. Da mesma forma, Papai Noel levaria milhares de anos para entregar todos os presentes.
    Existem boas histórias relacionadas com o Natal. Na Primeira Guerra Mundial tropas aliadas e alemãs paralisaram uma batalha nos Flandres belgas para celebrar a data. Os alemães fizeram pequenas árvores de natal nas trincheiras cheias de lama. Franceses e ingleses cantavam músicas natalinas do outro lado. A trégua foi proposta com cartazes em inglês macarrônico. Eram rapazes que lutavam entre si que deixaram suas namoradas e famílias para trás, enquanto os políticos ingleses, franceses e alemães comemoravam o natal em confortáveis ambientes. Durante a tentativa de trégua alguns dos enviados morreram. Os inimigos desconfiavam de armadilhas. Faixas dos dois lados foram colocadas para convencer do cessar-fogo. No meio do campo de batalhas, entre os mortos a trégua espontânea aconteceu. Entre a troca de bolos e bebidas alguém trouxe uma bola. Segundo os relatos alemães, eles venceram o combinado de franceses e ingleses por 3 a 2.
    Esta história incrível foi narrada no livro "Silent Night: The Story of the World War I Christmas Truce" de Stanley Weintraub. O livro inspirou o filme “Merry Christmas” (Joyeux Noël) de Christian Carion, que em 2005 foi indicado ao prêmio de melhor filme em idioma estrangeiro no Oscar, BAFTA e Globo de Ouro, além de ser indicado em seis categorias do César.
    Os generais não ficaram felizes com a cumplicidade entre tropas inimigas. Guerra é guerra. Após o natal eles começaram a atirar, mas do outro lado não estava o inimigo. Estava o Fritz, o Pierre e o John. Eles atiraram propositalmente para não acertar o alvo. A única saída que os generais encontraram para alguém vencer a batalha foi trocar as tropas. E assim começou um ano novo sangrento.
    Feliz Natal? Feliz Ano Novo?

    Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

    Árctico terá derretido totalmente em 2080


    http://jn.sapo.pt/2006/12/06/sociedade_e_vida/arctico_tera_derretidototalmente_208.html

    Árctico terá derretido totalmente em 2080

    Vários especialistas, reunidos ontem em Brême, no Norte da Alemanha, revelaram que todo o gelo do Oceano Árctico terá derretido dentro de 75 anos, se a evolução das temperaturas actuais se mantiver, devido ao aquecimento global.

    Para Erberhard Fahrbach, do Instituto Alfred-Wagner de pesquisa marítima e polar, o degelo "terá consequências que vão para além do Árctico". As alterações climáticas afectam a vida animal existente nessas regiões, ameaçando espécies como o urso polar, mas também influenciarão toda a cadeia alimentar, tendo consequências até "no peixe que em último recurso chega às nossas mesas.

    "Os cientistas estão reunidos no âmbito do programa europeu "Damoclès", para a observação e quantificação das alterações climáticas no Oceano Árctico. O projecto engloba mais de cem investigadores, que trabalham em 45 instituições repartidas por países europeus e Rússia.

    Termómetros batem recorde


    http://jn.sapo.pt/2006/12/06/sociedade_e_vida/termometros_batem_recorde.html

    Termómetros batem recorde

    A Europa tem enfrentado o Outono mais quente das últimas dezenas ou até centenas de anos, nalguns países. As temperaturas anómalas que se sentem do Oeste ao Leste europeu ameaça os desportos de Inverno e põe novamente em debate as consequências do aquecimento global.

    Em Portugal este é o Outono mais quente dos últimos 40 anos, mas noutros países, as temperaturas batem recordes centenares. Na Holanda, há 300 anos que não se regista um tempo tão ameno para a estação. Desde 1659, ano em que começaram os registos meteorológicos, a Grã-Bretanha nunca teve temperaturas tão elevadas, batendo o recorde médio, com 12,6º Celsius nesta época.

    Um meteorologista francês, Patrick Galois, explica que as temperaturas elevadas para a estação se devem a um anticiclone sobre a Europa Central e de Leste e pelos ventos quentes que sopram de Sul e Oeste. Galois sublinha que "é preciso ir à Sibéria ou à Lapónia para encontrar temperaturas negativas". Até em Moscovo, os termómetros têm registado níveis acima dos zero graus, o que para Galois é "incomum".

    A falta de neve ameaça igualmente a realização dos desportos de inverno. Na Suíça, os jogos desta época já foram adiados.

    Nos países nórdicos, a ausência de neve e frio, normal da estação, atrasa a hibernação dos ursos. Oslo, capital norueguesa, continua sem neve. Em Viena de Áustria as roseiras estão em flor e, na Alemanha, as aves migratórias retardam a deslocação para o Sul, enquanto que os morcegos ainda não iniciaram o período de hibernação.

    A Grécia é o único país que regista temperaturas normais para a altura do ano.

    A Méteo France prevê a continuação do tempo ameno, mas com temperaturas mais razoáveis para a época.

    Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

    Sérvia: Comunidades religiosas simultaneamente legais e ilegais


    Tradução de:
    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=882
    Este artigo foi publicado pela F18News em: 4 de Dezembro de 2006
    SÉRVIA: Comunidades religiosas simultaneamente legais e ilegais
    Por Drasko Djenovic, Forum 18 News Service
    http://www.forum18.org
    Cerca de sete meses depois de a Sérvia ter emitido uma nova econtroversa Lei da Religião – admitida pelo Presidente Sérvio Boris Tadic como violando a Convenção Europeia dos Direitos Humanos - e que acabou de entrar em vigor, nenhuma das chamadas comunidades religiosas "não-tradicionais" recebeu ainda registo oficial e estatatuto legal, descobriu o Forum 18 News Service. Muitas comunidades religiosas, tais como as comunidades Protestantes mais pequenas e as Testemunhas de Jeová, que o haviam solicitado viram os seus requerimentos arbitrariamente suspensos. Outras – tais como a União Baptista - disseram ao Forum 18 que não irão apresentar essa solicitação, na medida em que consideram a Lei como discriminatória e as condições em que ela assenta inaceitáveis. Algumas comunidades, tais como os Hare Krishnas, receiam que a informação fornecida às autoridades possam ser mal utilizadas. Tecnicamente, o Ministério da Religião reclama que as comunidades não-registadas podem operar legalmente. Mas é legalmente impraticável, porque isso é necessário para conseguir ter legalmente uma conta bancária, e desenvolver actividades tais como o emprego de pessoal, e a obtenção de documentos legais – os quais as comunidades religiosas não-registadas não têm conseguido obter.
    Trad. por Carlos Queiroz

    Juventude portuguesa: Maioria só esteve casada entre um e quatro anos




    Director: José Manuel Fernandes
    Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho

    POL nº 6095 Segunda, 4 de Dezembro de 2006

    Maioria só esteve casada entre um e quatro anos

    Estudo sobre perfil da juventude portuguesa revela que os jovens estão mais dependentes dos pais até mais tarde e a maior parte tem profissões pouco qualificadas

    As raparigas estão cada vez mais nos bancos das faculdades, adiam o casamento e a maternidade, entram mais tarde no mercado de trabalho, ao contrário dos rapazes, que abandonam a escola mais cedo, revela o estudo encomendado pelo Governo. A taxa de divórcio entre a população jovem tende a aumentar, indiferentemente de ter sido uma celebração católica ou não e de haver ou não filhos. Embora continue a ser minoritária, duplicou a proporção de jovens que prefere a união de facto para constituir família. O número de divórcios aumentou a nível nacional, principalmente entre os jovens com 25-29 anos, e nos últimos anos a maioria dos casamentos, católicos ou não, que acabou em divórcio na população jovem durou entre um e quatro anos. Lusa
    A tuberculose e a hepatite são as doenças que mais atingem a juventude portuguesa, segundo o estudo A condição juvenil portuguesa na viragem do milénio. O documento realça que a população jovem (com idades entre os 15 e os 29 anos) decresceu cerca de oito por cento entre 1991 e 2004, baixando de um quarto para um quinto da população portuguesa. No período estudado, a taxa de mortalidade dos jovens em Portugal baixou e aumentou, com as mulheres a terem uma esperança média de vida maior e os homens a representarem a maioria dos óbitos. O estudo explica que há mais homens do que mulheres desde o nascimento até à idade adulta, mas, "a partir da idade adulta, esta tendência inverte-se porque os homens começam a morrer mais cedo do que as mulheres". Houve uma diminuição de condutas de risco entre os mais jovens, nomeadamente da sinistralidade verificada em várias dimensões da vida social (rodoviária, laboral, doméstica e no lazer), assim como dos casos diagnosticados de sida e dos óbitos por consumo de drogas. Lusa
    O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, afirmou ontem que os jovens têm vantagens em obter mais qualificações, apesar de o desemprego entre os licenciados ter quadruplicado numa década.
    "O tempo médio de desemprego de um licenciado [oito meses] é quase metade de um não licenciado, que é de 15 meses", disse Pedro Silva Pereira ao PÚBLICO, a propósito de um estudo sobre a juventude portuguesa, divulgado ontem. A pesquisa revelou que os jovens com formação superior sem emprego eram 5,1 por cento em 1991 e passaram para 20,6 por cento em 2001.
    "As qualificações e as licenciaturas são uma vantagem", sublinhou o ministro que tutela a pasta da Juventude. Silva Pereira reconhece, no entanto, que há "um desequilíbrio entre o ensino superior e as saídas profissionais", razão que levou às reformas iniciadas no sector.
    O estudo A condição juvenil portuguesa na viragem do milénio foi encomendado pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto e elaborado por sociólogos do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. As conclusões baseiam-se no cruzamento de dados oficiais da população juvenil dos 15 aos 29 anos em diversas áreas, entre 1990 e 2005.
    O estudo conclui que os jovens estão hoje mais dependentes dos pais até mais tarde e a maior parte ocupa profissões pouco qualificadas, apesar do aparecimento de um novo grupo com cargos de chefia por ter escolarização elevada.

    Trabalhadores por conta
    de outrem
    Há uma "progressiva intensificação da dependência familiar entre os mais jovens", fenómeno que o estudo atribui ao prolongamento da escolarização e ao retardamento da inserção profissional, salientando que a taxa de emprego cresce nos jovens com idades entre os 25 e os 29 anos, com uma "tendência de aproximação da taxa de actividade feminina à taxa masculina", segundo o estudo citado pela agência Lusa.
    Para Pedro Silva Pereira, a maior dependência dos jovens em relação aos pais tem "boas e más razões": por um lado, há um prolongamento dos percursos escolares, "e isso é bom"; por outro, "há alguma dificuldade na inserção do mercado de trabalho".
    Segundo o estudo, a maior parte dos jovens é trabalhador por conta de outrem e concentra-se principalmente em actividades relativamente pouco qualificadas, como o operariado, ou em trabalhadores administrativos comerciais e de serviços.
    O documento realça que o segmento jovem é cada vez mais qualificado, mas também, por contraste, aquele em que o abandono escolar desqualificado "está longe de ser erradicado". "Praticamente 50 por cento dos jovens empregados em 2004 não têm mais do que a escolaridade mínima obrigatória, o que dá conta do arcaísmo que continua a caracterizar o sistema de emprego português, dominado por segmentos onde se privilegia mão-de-obra desqualificada, barata e intensiva", escrevem os autores.

    "Desemprego
    de circulação"
    Em contraste com esta realidade maioritária, triplicaram os casos de jovens empregados com ensino superior de 1991 a 2001 e denota-se "o envolvimento crescente em lugares de chefias, de direcção e quadros - com especial relevo nas mulheres" -, de jovens formados.
    A proporção de jovens enquadrados no grupo socioeconómico "directores, quadros e chefias" sobe de 9,9 por cento em 1991 para 17,6 por cento em 2001, "muito provavelmente em consequência do aumento das taxas de escolarização a nível universitário", refere o relatório. A subida das taxas de desemprego juvenis "atinge contornos preocupantes" e afecta mais as mulheres do que os homens, salienta o relatório.
    A situação do emprego reflecte, segundo o estudo, o abandono escolar destes jovens, 35 por cento dos quais saem do sistema de ensino sem ter completado os nove anos de escolaridade obrigatória. "Dos jovens desempregados em 2005, a grande maioria encontrava-se em "desemprego de circulação", ou seja, já transitaram mais do que uma vez de emprego", salienta o relatório, acrescentando que são também cada vez mais prolongados os tempos de desemprego.
    O estudo vai servir para sustentar políticas públicas dirigidas à juventude, segundo Silva Pereira. O Programa Nacional da Juventude 2007-2013 será acompanhado por uma comissão interministerial, adiantou o ministro.

    Domingo, Dezembro 03, 2006

    Estrangeiros continuam a aumentar em Portugal, mas o ritmo diminui




    Estrangeiros continuam a aumentar em Portugal, mas o ritmo diminui

    Filomena Naves

    O número de estrangeiros residentes em Portugal voltou a aumentar em 2005, em relação a 2004, (passou de 263 353 para 275 906), mantendo-se assim a tendência de crescimento dos últimos anos.

    Apesar disso, houve um ligeiro abrandamento nesta tendência. No ano passado, a população estrangeira cresceu 4,8%. Em 2004, esse crescimento tinha sido ligeiramente superior: 6%.

    Estes são dados das estatísticas demográficas de 2005 para Por- tugal, divulgadas ontem pelo Instituto de Nacional de Estatística (INE). Os números mostram também que, em 2005, o número de pedidos de residência por parte de cidadãos estrangeiros diminuiu 15,7%, em relação a 2004, passando de 14 462, há dois anos, para 13 862 em 2005. Outros 1309 estrangeiros cessaram também no ano passado o seu estatuto de residentes no País.

    A maior comunidade de estrangeiros a viver em Portugal é oriunda de Cabo Verde (56 433), seguindo-se, por ordem de grandeza, a do Brasil (31 546) e de Angola (27 697). Os cidadãos destas três nacionalidades, juntamente com os da Guiné-Bissau, perfazem cerca de metade dos estrangeiros a residir legalmente em Portugal.

    Outro dado que se destaca nas estatísticas demográficas de 2005 (não tanto pela magnitude mas pela diferença) é o facto de o número de nascimentos ter crescido de 2004 para 2005. São apenas mais 101 nascimentos, mas travam, pelo menos para já, a tendência de diminuição que já vinha de trás, desde há cinco anos.

    Quanto aos restantes dados, é de assinalar em 2005 o aumento em 5,3% dos óbitos (de 102 371 para 107 839), em relação a 2004.

    O números de mortes antes do primeiro ano de idade voltou, no entanto, a diminuir, atingindo 387, face aos 427 registados em 2004, o que significa uma diminuição de 9,4%.

    O número de casamentos e de divórcios também diminuiu em 2005, por comparação com o ano anterior - de 49 178 para 48 671 no caso dos casamentos (menos 1%) e de 23 348 para 22 853 no caso dos divórcios (menos 2,1%).

    Curioso é, por outro lado, verificar que houve um aumento, em 24,7%, em relação a 2004, de casamentos entre pessoas que já viviam anteriormente em conjunto.

    Católicos de L.A. pagam milhões para resolver queixas de abusos sexuais


    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=12&d=02&uid=&id=110438&sid=12170


    Director: José Manuel Fernandes
    Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho

    POL nº 6093 Sábado, 2 de Dezembro de 2006


    Católicos de L.A. pagam milhões para resolver queixas de abusos sexuais

    A Arquidiocese Católica de Los Angeles, nos Estados Unidos, anunciou ontem que vai pagar 60 milhões de dólares (pouco mais de 45 milhões de euros) para resolver 45 das mais de 500 queixas de abuso sexual contra alguns dos seus padres. "Rezo para que o acordo com o grupo inicial de casos ajude as vítimas a continuar com as suas vidas e a construir um futuro mais brilhante para si e para as suas famílias", afirmou o cardial Roger Mahony num comunicado citado pela Reuters. Apesar do acordo cobrir uma parte pequena do total de queixas contra a arquiocese é a primeira vez que Mahony aprova compensações destas em L.A. Dois terços dos pagamentos ficarão a cargo da arquidiocese, sendo o restante pago por companhias de seguros e ordens religiosas, adianta a nota. Há cerca de uma semana uma diocese, no Texas, chegou a um acordo com 11 homens que alegavam ter sido abusados. O montante das indemnizações não foi divulgado.

    Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

    Ministério Público (de SP, Brasil) pede prisão de fundadores da Igreja Renascer


    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u87265.shtml

    30/11/2006 - 12h42
    Ministério Público pede prisão de fundadores da Igreja Renascer
    da Folha OnlineO Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva dos fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo: Estevam Hernandes Filho e sua mulher, Sônia Haddad Moraes Hernandes. O pedido foi feito porque o casal não compareceu à audiência do processo em que os dois são denunciados por lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica.

    O pedido de prisão foi enviado para a Justiça no último dia 17. O juiz da 1ª Vara de Justiça Criminal, Paulo Antônio Rossi, ainda não analisou o pedido do Ministério Público.

    O processo tramita em segredo na 1ª Vara Criminal, que já determinou quebra do sigilo bancário e bloqueio de bens do casal Hernandes.

    A assessoria da Renascer informou que Estevam não compareceu à audiência porque estava com um problema nos olhos. Também informou que o atestado médico já foi enviado para o Ministério Público, que deve juntar o documento ao processo.

    Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo do dia 25 de outubro informava que um ex-funcionário da Renascer, que se identificou como "J", disse que o dinheiro arrecadado entre os fiéis era usado para pagar funcionários de empresas dos Hernandes. Assim, sobravam mais recursos para que as empresas do grupo comprassem bens.

    Numa outra denúncia, o Ministério Público de São Paulo acusou os Hernandes e o bispo primaz Jorge Luiz Bruno de falsidade ideológica. Eles teriam montado uma igreja "laranja", chamada Internacional Renovação Evangélica, para livrar a Renascer de processos.

    Segundo a denúncia, a igreja Internacional Renovação Evangélica, criada em 2004 por Jorge Luiz Bruno, não existe fisicamente. No endereço indicado na ata de fundação --rua Maria Carlota, 879, na zona leste de São Paulo-- funciona um templo da Renascer.

    Os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado) Arthur Lemos, Eder Segura, Roberto Porto e José Reinaldo Carneiro --que fizeram o pedido de prisão preventiva-- não quiseram se manifestar, pois o processo está sob segredo de Justiça.

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