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    Terça-feira, Outubro 31, 2006

    Alterações climáticas custam tanto quanto as guerras mundiais





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    Alterações climáticas custam tanto quanto as guerras mundiais
    Foto: Henriques da Cunha
    Inundações e secas são duas das consequências das alterações climáticas graves para as populações
    Alfredo Maia *


    Alterações climáticas custam tanto quanto as guerras mundiais


    Os custos do aquecimento global podem superar os das guerras mundiais se não forem tomadas medidas na próxima década, adverte u m relatório britânico, que aponta Portugal como um dos países europeus mais afectados pelas alterações climáticas. O estudo, da autoria de Nicholas Stern, antigo economista do Banco Mundial, prevê que o número de refugiados vítimas de secas ou inundações se eleve a 200 milhões de pessoas.


    Na apresentação do documento, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair , apelou à acção imediata mundial contra as alterações climáticas e alertou para as consequências "irreversíveis" para o Planeta se nada for feito. "Não há dúvida de que as consequências para o nosso planeta serão literalmente desastrosas num futuro próximo. Não há nada tão grave, nem tão urgente, nem que exija mais decisões", disse Blair, que as agências noticiosas dizem confiar que os EUA (responsáveis por um quarto das emissões de gases, mas recusam subscrever o Protocolo de Quioto), vão "convencer-se da racionalidade económica desta luta e colaborar com o resto do mundo".


    O relatório, encomendado por Blair e cuja apresentação coincidiu com a divulgação do último relatório sobre alterações climáticas, salienta que os custos mundiais do aquecimento global poderão ser superiores a 5,5 mil milhões de euros, mais do que custaram as duas guerras mundiais, tornando grandes zonas inabitáveis. Mesmo que a poluição acabasse agora, os gases com efeito de estufa continuariam a aquecer o clima durante mais de 30 anos e o nível dos mares subiria durante mais um século. "O Mediterrâneo vai assistir a um aumento do stress hídrico, ondas de calor e fogos florestais. Portugal, Espanha e Itália serão os países mais afectados". Isto poderá levar a uma mudança para Norte no que respeita ao turismo de Verão, agricultura e ecossistemas.


    O Norte da Europa poderá aumentar a produtividade agrícola (devido à subida das temperaturas) e diminuir o consumo de energia no Inverno. Mas os verões mais quentes vão aumentar a necessidade de ar condicionado. O derretimento das neves alpinas e precipitações extremas podem aumentar a frequências das cheias nas principais bacias hidrográficas como as do Danúbio, Reno e Ródano. O turismo de Inverno será gravemente afectado. Muitos países costeiros em toda a Europa serão vulneráveis à subida do nível do mar.


    O estudo estima que as alterações climáticas poderão custar todos os anos cinco a 20% do Produto Interno Bruto mundial mas que medidas imediatas custariam apenas 1%. "Temos de começar a trabalhar a sério na avaliação dos custos. O relatório Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação, relativo às alterações climáticas em Portugal, já indica o que se vai passar. Agora é preciso saber quanto é que isso vai custar", comentou Francisco Ferreira, dirigente da associação ambientalista portuguesa Quercus e docente universitário especialista em qualidade do ar.


    * com Lusa e AFP


    Temperatura sobe no Porto


    O especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos culpa o dióxido de carbono pelos últimos dias de calor e de chuva intensa em Portugal. "Estamos a mudar a composição da atmosfera, ao emitir mais gases com efeitos de estufa, especialmente dióxido de carbono. Se esta tendência continuar, e tudo indica que sim, vão ser cada vez mais prováveis ondas de calor, com valores de temperatura acima do usual", disse à Lusa.


    Nos últimos 30 anos a temperatura aumentou em Portugal entre 1,2 a 1,5 graus, o que dá um aumento de 0,4 ou 0,5 graus por década. Em termos de precipitação, é maior a frequência de fenómenos extremos - seca e inundações pelas fortes chuvas em curtos espaços de tempo. "São estas alterações que explicam fenómenos de chuva como os que se passaram há dias no país. As temperaturas mínimas e máximas registadas no Porto e em Lisboa desde o fim-de-semana têm sido muito superiores aos valores médios. No Porto, a temperatura máxima do mês foi registada sábado, com 2 9,8 graus, 9,4 graus acima da média.

    O mundo está mais rico mas mesmo assim 854 milhões de pessoas passam fome



    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=10&d=31&uid=&id=104956&sid=11588


    Director: José Manuel Fernandes Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6061 Terça, 31 de Outubro de 2006

    O mundo está mais rico mas mesmo assim 854 milhões de pessoas passam fome
    José Bento Amaro
    Esforços para diminuir a subalimentação para metade até 2015 parecem condenados ao fracasso. FAO diz que solução passa pela agricultura

    O número de pessoas que actualmente passam fome é idêntico ao verificado na década de 1990. Isto apesar de, no cômputo geral, o mundo ser mais rico. A conclusão é da FAO, o fundo das Nações Unidas para a alimentação, que divulgou agora o relatório anual relativo à insegurança alimentar.

    As últimas estimativas, que se reportam ao período compreendido entre 2001 e 2003, traçam um quadro negro da situação a nível mundial: 854 milhões de pessoas, das quais 820 milhões vivem em países em vias de desenvolvimento, subsistem diariamente com a ingestão de apenas 1900 calorias.

    Os dados agora revelados pela FAO representam o fracasso do objectivo traçado em Roma em 1996. Na altura, pretendia-se que a fome, seguindo a tendência verificada entre 1990 e 1992, viesse a atingir apenas 412 milhões de pessoas. "Dez anos decorridos, somos confrontados com uma triste realidade: não se verificou qualquer progresso", disse o director-geral da organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura, Jacques Diouf.

    Apesar de nos países em vias de desenvolvimento se terem contabilizado menos três milhões de pessoas com fome, tal não significa que tenha existido uma redução do problema. O relatório da FAO é claro nesse ponto, quando admite que a redução possa ser, apenas, "um erro estatístico".

    "As últimas tendências são verdadeiramente preocupantes", refere ainda o documento, salientando que, de 1995 a 1997 e de 2001 a 2003, o número de subalimentados aumentou em 26 milhões, contrariando assim a melhoria registada na década de 80, quando se verificou um decréscimo de 100 milhões de pessoas.

    "Hoje o mundo é muito mais rico do que há dez anos, mas não existe vontade política para ajudar os menos afortunados", conclui Jacques Diouf.

    As cifras sombrias da FAO contrastam com algumas evidências, como seja o facto de o número de pessoas subalimentadas ter diminuído na Ásia e no Pacífico. A crise que se abateu na agricultura da China e do Vietname impediu, no entanto, que o programa de combate à fome atingisse os objectivos propostos.

    O relatório diz ainda que também se verificaram melhorias na maior parte dos países da América do Sul. Esses melhoramentos diluem-se, no entanto, perante a grave crise alimentar que chegou à Venezuela e que acabou também por ter reflexos negativos na Guatemala e no Panamá.

    Na África subsariana, a sida, as guerras e as catástrofes naturais foram os principais entraves aos projectos que visavam travar a fome. Os países mais afectados foram o Burundi, a Eritreia, a Libéria, a Serra Leoa e a República Democrática do Congo.

    O Congo é, de resto, o país que maiores precupações gerou à FAO, uma vez que a guerra ali verificada entre 1998 e 2002 fez com que o número de pessoas subalimentadas triplicasse, passando de 12 milhões para 36 milhões - 72 por cento da população.

    O combate a esta situação catastrófica passa, ainda segundo os analistas da FAO, pelo investimento maciço na agricultura, sobretudo nas áreas rurais, que são aquelas onde existem mais casos de fome. com agências

    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=104957&sid=11588

    Alguns números

    412 milhões

    é nesta cifra que a FAO pretende colocar o número de pessoas que passam fome no Mundo. É um objectivo a atingir dentro de nove anos

    206,2

    milhõesde pessoas passam fome na África subsariana

    56por cento das populações dos Camarões, República Centro-Africana, Chade, Congo, República Democrática do Congo e Gabão estão afectados pela subnutrição

    193,6 milhõesde pessoas passam fome na China. Há 14 anos, esse número era de 150 milhões de habitantes

    Depressão causa perda de massa óssea



    2006/10/31 11:13

    Que pode originar osteoporose e fracturas ósseas em pessoas idosas
    A depressão pode causar perda de massa óssea e, devido a isso, osteoporose e fracturas, segundo um estudo de investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém (Israel) divulgado esta terça-feira nos Estados Unidos.
    Os autores do trabalho, publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences, afirmam que a descoberta representa um importante avanço para compreender a relação entre a actividade mental e o sistema ósseo.
    A perda de massa óssea é a principal causa da osteoporose e das fracturas ósseas em pessoas idosas, em geral, e em mulheres pós- menopáusicas em particular.
    Vários estudos já tinham dado conta que as pessoas com depressão perdiam em geral massa óssea, mas nunca fora estabelecida uma ligação directa entre as duas situações.
    Para determinar a relação entre perda de massa óssea e depressão, os cientistas induziram um estado depressivo em ratinhos que, quatro semanas depois, mostraram uma considerável perda de massa óssea.
    Essa perda foi causada por um enfraquecimento do processo de renovação óssea, essencial para manter a densidade óssea normal. Este enfraquecimento foi causado por uma redução do número de células produtoras de tecido ósseo, os osteoblastos.
    A investigação mostrou que o uso crónico de um fármaco contra a depressão não só parou este estado psicológico, como a perda da densidade óssea, segundo os cientistas.
    «A relação entre o cérebro e o esqueleto em geral, bem como a influência da depressão na massa óssea, em particular, são áreas da investigação de que sabemos muito pouco», assinalou Raz Yirmiya, do Laboratório Ósseo da Universidade Hebraica.
    Acrescentou ser esta a primeira vez que a depressão é apontada em provas laboratoriais como um elemento importante da perda de massa óssea e da osteoporose.
    Este estudo poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novos e mais eficientes fármacos contra a osteoporose, a doença degenerativa mais prevalecente no mundo ocidental.
    Com esse objectivo, a empresa de transferência de tecnologia da Universidade Hebraica, Yissum, requereu uma patente para o tratamento da osteoporose através de antidepressivos.

    Segunda-feira, Outubro 30, 2006

    Malária mata por dia mais de uma criança por segundo



    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=10&d=30&uid=&id=104779&sid=11572


    Director: José Manuel Fernandes Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6060 Segunda, 30 de Outubro de 2006

    Cientistas olham para o clima para prever surtos de malária no continente africano
    Ricardo Garcia
    Doença mata por dia mais de uma criança por segundo. África subsariana é a região mais afectada
    Quem já morou num país tropical sabe que depois das chuvas, no calor, aparecem os mosquitos. Mas os cientistas estão agora a dar mais um passo. Modelos matemáticos já permitem prever, com meses de antecedência, surtos de malária em África, a partir de cenários meteorológicos de médio prazo.
    Modelos de previsão são mais do que necessários. Em todo o mundo, há 350 a 500 milhões de casos de malária por ano, provocando mais de um milhão de mortes, segundo a Organização Mundial de Saúde. Por dia a doença mata cerca de 2300 crianças - mais de uma por segundo. Aproximadamente 60 por cento dos casos e 80 por cento das mortes ocorrem na África subsariana.
    Nessa região, a malária está também a subir a montanha. E é para as terras altas que o cientista queniano Andrew Githeko criou uma forma matemática para prever surtos da doença. Githeko dirige a Unidade de Clima e Saúde Humana do Instituto de Investigação Médica do Quénia. Olha para as condições do tempo em busca de sinais precoces da doença, com meses de antecedência.
    Teoricamente, em altitudes elevadas não seria muito expectável encontrar muitos casos de malária. O mosquito que a transmite pode ser encontrado até 3000 metros, mas o parasita Plasmodium, responsável pela doença, não sobrevive a grandes alturas, com temperaturas mais baixas.
    No Quénia, a malária em altitude surgiu a partir do século XX, à medida que o trânsito de pessoas e bens das zonas baixas foi sendo melhorado. Depois desapareceu na década de 1960, mas tem regressado em força nas últimas duas décadas.
    Uma das razões é a destruição de florestas, que facilitou a formação de charcos e zonas alagadas, zonas férteis para a proliferação de mosquitos. Mas a chave também está na temperatura. Com o termómetro elevado, as chuvas, comuns nas terras altas, tornam-se um problema, iniciando o processo que conduz à malária: aparecem os mosquitos, os insectos são infectados pelo Plasmodium e depois passam a ser, eles próprios, transmissores do parasita. Tudo isto leva três a quatro meses a acontecer.
    "Se vimos que as temperaturas estão anormalmente altas em Janeiro, então levantamos uma bandeira amarela: há um risco de epidemia", disse Andrew Githeko ao PÚBLICO, à margem de uma conferência ambiental em Roma.
    A vantagem de olhar para o clima, em África, é a de que muitas vezes é possível saber, meses antes, quais as tendências meteorológicas mais prováveis. E antever chuvas olhando para as temperaturas da superfície do mar com cinco ou seis meses de antecedência.
    Preparar a resposta
    Já existe um outro modelo baseado nestas observações, desenvolvido por uma equipa liderada por Madeleine Thomson, do Instituto Internacional de Investigação em Clima e Sociedade, da universidade norte-americana de Columbia. Num artigo publicado em Fevereiro passado na revista Nature, Thomson demonstra como as previsões de chuvas a seis meses são bons indicadores para antever surtos de malária no Botswana.
    O mesmo já tem sido feito também nos últimos anos para um conjunto de nove países africanos (Quénia, Uganda, Tanzânia, Sudão, Ruanda, Burundi, Etiópia e Eritreia), que avaliam em Agosto o que pode acontecer, em termos de chuva, em Outubro/Novembro.
    O modelo de Andrew Githeko para as terras altas do Quénia é ligeiramente diferente, porque olha primeiro para as anomalias na temperatura. Este ano, por exemplo, a África subsariana estará sob o efeito do El Niño - um fenómeno atmosférico cíclico que condiciona o clima em boa parte do mundo. "Estimamos que a temperatura vai estar um grau acima do normal. Se assim for, contamos com um aumento de 50 a 150 por cento no número de casos de malária", antecipa Githeko.
    Informações como estas permitiriam às autoridades de saúde preparar melhor a resposta ao surto que se avizinha. Mas, apesar de o primeiro modelo ter sido idealizado há já cinco anos, até agora as entidades oficiais não abraçaram a ideia. As unidades de investigação informam os governos ou divulgam até as suas previsões através da comunicação social.
    Mas a preparação oficial continua a ser lançada apenas quando começam a surgir mais casos de malária. "Eles preferem confiar no seu antigo sistema", afirma Andrew Githeko. "Quando vêem mais pessoas a ir ao hospital, então correm. Mas já é muito tarde".

    Temperaturas no Porto quase 10 graus acima do normal



    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=248653

    Temperaturas no Porto quase 10 graus acima do normal
    Os valores das temperaturas mínimas e máximas registadas no Porto e em Lisboa desde o fim-de-semana têm sido muito superiores aos valores médios, num caso quase 10 graus, segundo fonte do Instituto de Meteorologia (IM).
    De acordo com uma fonte do Departamento de Climatologia do IM, o Porto alcançou durante a noite passada a temperatura mínima mais elevada do mês, 19,1 graus, ou seja 9,5 graus acima da temperatura mínima normal para a época.
    Ainda no Porto, a temperatura máxima do mês foi registada sábado, com 29,8 graus, 9,4 graus superior à média.
    A mesma fonte ressalvou que estas temperaturas verificadas no Porto não correspondem a nenhum recorde estabelecido no mês de Outubro.
    Em Lisboa, a temperatura mínima mais elevada deste mês foi também registada na noite de domingo para hoje, com 19,8 graus, 6,5 graus acima do normal.
    Quanto à máxima, deu-se no sábado com 26,5 graus, 5,6 graus acima da média.
    Contactada pela agência Lusa hoje de manhã, a fonte do IM disse que só tinha disponível a análise de Lisboa e Porto, acrescentando que a zona Norte do país é, no entanto, a que tem estado com temperaturas mais elevadas para época.
    A fonte do Departamento de Climatologia sublinhou que não se está perante uma onda de calor - que pode ocorrer em qualquer altura do ano -, classificação que corresponde a seis dias consecutivos com temperaturas acima da média.
    O IM prevê para hoje a descida da temperatura máxima.
    Diário Digital / Lusa
    30-10-2006 15:21:44

    Emissão de gases do efeito estufa aumentou em 2004, diz ONU





    http://br.today.reuters.com/news/newsArticle.aspx?type=worldNews&storyID=2006-10-30T151304Z_01_B46886_RTRIDST_0_MUNDO-CLIMA-AQUECIMENTOEMISSOES-POL.XML

    Emissão de gases do efeito estufa aumentou em 2004, diz ONU
    Segunda-feira 30 de Outubro, 2006 12:13 GMT
    Por Alister Doyle
    OSLO (Reuters) - As emissões de gases do efeito estufa vindas de países industrializados aumentaram em 2004 para seus níveis mais altos desde o começo dos anos 1990, e os governos precisam se empenhar mais no combate ao aquecimento global, disse, na segunda-feira, um braço da Organização das Nações Unidas (ONU).
    "Houve um preocupante aumento no período de 2000-04", disse à Reuters Yvo, chefe do secretariado de mudança climática, em Bonn.
    As emissões de 40 países, entre os quais os que aceitaram os limites de emissão impostos pelo Protocolo de Kyoto e o bloco contrário a essa medida, liderado pelos EUA, aumentaram de 17,5 bilhões de toneladas em 2000 e 17,8 bilhões em 2003 para 17,9 bilhões em 2004.
    O reaquecimento da economia russa depois do colapso da União Soviética contribuiu para alimentar as emissões, afirmou o secretariado em seu relatório anual.
    A quantidade de gases do efeito estufa jogada na atmosfera também se elevou na União Européia (UE), nos EUA, no Japão e no Canadá.
    "Os países precisarão intensificar seus esforços" para reduzir as emissões, principalmente da queima de combustíveis fósseis, para chegar aos objetivos do Protocolo de Kyoto, disse de Boer.
    O relatório de um especialista britânico divulgado na segunda-feira também disse que ignorar o perigo do aquecimento da Terra poderia provocar um impacto econômico semelhante ao da Depressão dos anos 1930 ou das guerras mundiais do século 20.
    O secretariado de mudanças climáticas afirmou que o aumento das emissões em 2004, vindas principalmente da queima de combustíveis fósseis em usinas de energia, fábricas e carros, deixou o total de emissões apenas 3,3 por cento abaixo da marca de 18,6 bilhões de toneladas registrada em 1990, ano da assinatura do Protocolo.
    COLAPSO SOVIÉTICO
    As emissões de 2004 por países industrialzados foram as maiores desde o nível registrado pouco depois do colapso da União Soviética, em 1991, desafiando os esforços para combater um fenômeno que seria responsável por provocar uma elevação no número de enchentes, erosões e ondas de calor e um aumento do nível dos oceanos.
    Por meio do Protocolo de Kyoto, 35 países concordaram em cortar suas emissões, até 2008-2012, para um patamar 5 por cento menor que o registrado em 1990.
    Ministros de vários países devem rever o acordo ao se reunirem em Nairóbi, entre os dias 6 e 17 de novembro, em meio a negociações sobre o clima da Terra.
    O presidente dos EUA, George W. Bush, retirou seu país do Protocolo em 2001, argumentando que o acordo seria uma camisa-de-força capaz de prejudicar a economia norte-americana e que ele havia errado ao eximir os países em desenvolvimento da necessidade de diminuir suas emissões.
    Os EUA são o país mais poluente do mundo.
    Em 2000, antes de os efeitos da retomada da economia na Rússia serem sentidos, as emissões haviam ficado 5,6 por cento abaixo dos níveis de 1990. De Boer disse ser um "fato preocupante" a constatação de que as emissões no antigo bloco comunista terem aumentado em 4,1 por cento entre 2000 e 2004.
    Apesar dos números, De Boer afirmou que os países do Protocolo de Kyoto ainda tinham uma "boa chance" de cumprir suas promessas de corte se implementarem rapidamente medidas domésticas e se explorarem opções como o comércio de cotas de emissão de gases do efeito estufa.
    A Grã-Bretanha, a França, a Alemanha, a Grécia, a Islândia, Mônaco e a Suécia estavam "relativamente perto" de atingir as metas do Protocolo. Mas muitos outros países continuavam longe de cumpri-las.
    Entre os países signatários do acordo, a Espanha estava na pior situação, tendo emitido, em 2004, 49 por cento a mais de gases do efeito estufa do que em 1990. Portugal emitiu 41 por cento a mais, e o Canadá e a Grécia, 26,6 por cento a mais. O Canadá já afirmou que não conseguirá cumprir a meta.
    Os EUA ficaram 15,8 por cento acima dos níveis de 1990. A UE como um todo conseguiu emitir 0,6 por cento a menos do que naquele ano.
    Os países do Protocolo de Kyoto como um todo estiveram, em 2004, 15,3 por cento abaixo dos níveis de 1990. Isso se deve principalmente à Rússia, onde as emissões ainda continuam 32 por cento abaixo dos patamares de 1990, apesar da retomada econômica.
    O setor de transportes era o que apresentava o pior desempenho, registrando emissões 23,9 por cento acima das de 1990. Os setores energético e industrial saíram-se melhor.
    © Reuters 2006. All Rights Reserved.

    Portugal entre os países mais afectados pelo aquecimento global



    Portugal entre os países mais afectados pelo aquecimento global

    30.10.2006 - 14h01 Lusa

    Portugal, Espanha e França estão entre os países europeus mais afectados pelo aquecimento global, segundo um relatório britânico divulgado hoje, que aponta consequências como falta de água, ondas de calor e fogos florestais.

    O relatório Stern, encomendado pelo Governo britânico ao ex-responsável do Banco Mundial Nicholas Stern, evidencia as grandes variações climáticas na Europa, salientando que as regiões vão ser afectadas de maneira diferente.
    "O Mediterrâneo vai assistir a um aumento do 'stress' hídrico, ondas de calor e fogos florestais. Portugal, Espanha e Itália serão os países mais afectados. Isto poderá levar a uma mudança para Norte no que respeita ao turismo de Verão, agricultura e ecossistemas", refere o documento.
    O Norte da Europa poderá registar um aumento na produtividade agrícola (com a adaptação à subida das temperaturas) e menos necessidade de gastar energia no Inverno.
    Subida das águas ameaça Holanda
    O degelo das neves alpinas e padrões de precipitação mais extremos podem aumentar a frequências das cheias nas principais bacias hidrográficas como as do Danúbio, Reno e Ródano. O turismo de Inverno será gravemente afectado.
    O estudo prevê também que muitos países costeiros em toda a Europa sejam vulneráveis à subida do nível do mar.
    A Holanda, onde 70 por cento da população seria ameaçada com uma subida de um metro no nível do mar, é o país que se encontra mais em risco.
    O relatório refere ainda que os países desenvolvidos em latitudes mais baixas (caso de Portugal) são os mais vulneráveis.
    Falta de água e ondas de calor no sul da Europa
    Regiões onde a água já é escassa enfrentariam grandes dificuldades e custos crescentes. Estudos recentes sugerem que um aumento de dois graus nas temperaturas globais poderia levar a uma redução de 20 por cento na disponibilidade de água.
    A escassez de água nesta região vai limitar o efeito de fertilização do carbono e levar a quebras substanciais na agricultura.
    Os custos dos fenómenos extremos como tempestades, cheias, secas e ondas de calor vão aumentar rapidamente com temperaturas mais altas, neutralizando alguns dos benefícios iniciais associados às alterações climáticas.
    Só os custos destes fenómenos poderiam atingir 0,5 a um por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em meados do século e continuarão a aumentar à medida que o mundo aquece.
    As ondas de calor, como a que aconteceu na Europa em 2003, provocando a morte de 35 mil pessoas e prejuízos de 11,7 mil milhões de euros na agricultura, serão comuns em meados do século.
    A disparidade Norte-Sul dos impactos das alterações climáticas já tinha sido registada durante esta onda de calor, quando as colheitas no Sul da Europa tiveram uma quebra de 25 por cento, enquanto no Norte da Europa se verificou o contrário (aumento de 25 por cento na Irlanda e 5 por cento na Escandinávia).
    Nas latitudes mais baixas, espera-se um aumento global do consumo de energia, devido à maior procura de ar condicionado no Verão.
    Nestas regiões, as mortes durante o Verão deverão ultrapassar a redução de óbitos durante o Inverno, levando a um aumento global da mortalidade.
    Turismo poderá deslocar-se para Norte
    Da mesma maneira, o turismo pode mudar-se para Norte, já que as regiões mais frias vão passar a ter verões mais quentes, enquanto as regiões mais quentes do Sul da Europa vão sofrer uma maior frequência de ondas de calor e reduzir a disponibilidade de água.
    A distribuição destes impactos em vários sectores poderá estimular uma mudança para Norte a nível da actividade económica e população em regiões como a América do Norte ou a Europa, à medida que as regiões do Sul vão sendo afectadas por aumentos desproporcionados dos riscos para a saúde humana e fenómenos extremos associados a uma perda de competitividade na agricultura e no sector florestal, menor disponibilidade de água e aumento dos custos da energia.
    Vastas regiões do mundo serão devastadas por consequências sociais e económicas das temperaturas elevadas.
    "Como a História demonstra, assistiremos a um movimento populacional em grande escala, que desencadeará conflitos regionais", salienta o estudo.

    Temperaturas sobem até ao fim do século



    temperaturas_sobem_ao_do_seculo.html



    Temperaturas sobem até ao fim do século

    As temperaturas máximas durante o Verão no Continente deverão subir, em média, três a sete graus até ao final do século, de acordo com uma especialista do Instituto de Meteorologia, que falava durante a 1.ª Conferência Euro-Atlântica, em Faro.

    Todos os cenários apontam para um aumento das temperaturas, com índices mais preocupantes nas regiões do Interior, segundo Fátima Espírito Santo. Já nas regiões insulares, o aumento dos valores da temperatura máxima será mais moderado, de dois a três graus na Madeira e de um a dois graus nos Açores.

    Quanto à precipitação, o grau de incerteza é maior, mas quase todos os cenários apontam para uma redução da chuva nos meses de Primavera, Verão e Outono. No entanto, um dos modelos prevê uma redução das chuvas no Continente que pode atingir 20 a 40% da precipitação anual, com as maiores perdas a ocorrerem nas regiões do Sul.

    De acordo com a mesma especialista, desde a década de 1970, a temperatura média subiu, em todas as regiões, a uma taxa de 0,5 graus centígrados por década, mais do dobro do estimado para o aquecimento a nível mundial, registando-se uma subida mais acentuada das temperaturas mínimas.

    Bento XVI pede justiça para vítimas de pedofilia em casos envolvendo padres




    bento_pede_justica_para_vitimas_pedo.html

    Bento XVI pede justiça para vítimas de pedofilia em casos envolvendo padres

    Rute Araújo*

    Os abusos sexuais de menores são "crimes horríveis" e "ainda mais trágicos quando o culpado é um homem da Igreja". As palavras são do Papa Bento XVI, que ontem decidiu abordar o tema da pedofilia durante a recepção, no Vaticano, de um grupo de padres irlandeses - um dos países mais marcados por escândalos desta natureza nas últimas décadas.

    Esta foi uma das raras intervenções de Bento XVI sobre o assunto. A mensagem foi, no entanto, clara. "É importante apurar a verdade sobre o que ocorreu no passado e dar todos os passos necessários para evitar que volte a acontecer", disse, acrescentando ser fundamental "que os princípios de justiça sejam totalmente cumpridos e, acima de tudo, que seja dado apoio às vítimas e a todos os que sejam afectados por estes crimes horríveis".
    A Irlanda, onde 90% da população é católica, vive desde os anos 90 uma sucessão de escândalos envolvendo abusos sexuais de menores por padres, que abalaram a credibilidade da Igreja. Apenas um seminário se mantém aberto, todos os outros foram encerrados. É esta quebra de confiança que o líder do Vaticano quer ver resolvida. "O bom trabalho e devoção desinteressada da grande maioria de padres e religiosos da Irlanda não deveria ser manchado pelas transgressões de alguns dos seus irmãos", disse.
    Em Março, a Arquidiocese de Dublim contabilizou em mais de uma centena os padres suspeitos de terem abusado de crianças nos últimos 66 anos. Por isso, para as vítimas, as afirmações do Papa pecam por tardias. Colm O'Gorman, o fundador de uma associação de menores molestados, afirmou à BBC que é necessário que o Vaticano vá mais longe e peça desculpas. E defende que sejam tomadas medidas globais para proteger as crianças destes crimes, incluindo a mudança das leis católicas.
    A mensagem do Papa teve a Irlanda como principal destinatário, mas aplica-se também a outras partes do mundo, como os EUA. Em 2002, um escândalo envolvendo um padre de Boston teve repercussões em quase todas as dioceses do país. Os processos multiplicaram-se e, de acordo com as contas da própria Igreja, só no ano passado foram apresentadas 782 queixas, a maioria das quais sobre abusos ocorridos há décadas. O número de processos desde 1950 ultrapassa os 12 mil. Vários padres foram sucessivamente transferidos à medida que surgiam as acusações, em vez de serem denunciados à polícia. *Com agências

    Brasil (Curitiba, Paraná): HC realiza transplante inédito de fígado


    Cintia Végas [29/10/2006]

    Foto: João de Noronha/O Estado
    Cirurgia na instituição durou cerca de três horas e meia.
    Um procedimento inédito no Brasil foi realizado ontem pelo Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Trata-se de um transplante de fígado com utilização de um equipamento chamado TissueLink, que minimiza a necessidade de transfusão de sangue durante a cirurgia.
    A principal função do aparelho - que pela primeira vez foi usado no país em transplante hepático entre pessoas vivas - é realizar o corte do fígado do doador e também a selagem dos vasos sangüíneos, diminuindo o sangramento.
    “Não existia, até o momento, um único equipamento que fizesse o corte e a coagulação de maneira eficiente. Até então, o cirurgião precisava de três a quatro dispositivos ao mesmo tempo para fazer o trabalho de um só aparelho”, comenta o cirurgião do HC, Julio Cezar Uili Coelho, que participou do procedimento.
    Segundo o coordenador do serviço de transplante hepático do Hospital São Rafael, de Salvador (BA), Paulo Amaral, que também acompanhou a cirurgia, ao minimizar a necessidade de transfusão de sangue, o equipamento diminui os riscos ao doador tanto durante a cirurgia de retirada do fígado, quanto no pós-operatório. “A resposta imunológica de um paciente que não recebe sangue é muito melhor do que a de um paciente que recebe. O fato de não haver transfusão faz com que haja menos risco de infecção”, explica Paulo. “Além disso, o equipamento diminui o tempo da cirurgia entre trinta e quarenta minutos, pois os cirurgiões não precisam ficar parando a todo momento para fazer ligações de vasos sangüíneos.”
    A cirurgia de retirada de fígado realizada ontem no HC durou cerca de três horas e meia. O doador foi um homem de 45 anos de idade. “Esse método é importante especialmente para os pacientes que são testemunhas de Jeová, que não permitem em nenhuma hipótese a transfusão de sangue”, diz o cirurgião do HC. O TissueLink foi doado ao HC pela empresa BMR Medical, que tem sede em Curitiba e atuação nacional. Uma das desvantagens do equipamento é que ele é descartável e tem custo ainda considerado alto: R$ 9,5 mil.

    Falsa ou verdadeira: como podemos identificar a religião?


    http://www.opovo.com.br/opovo/internacional/642854.html


    FORTALEZA, DOMINGO, 29 de Outubro de 2006
    ARTIGO

    Falsa ou verdadeira: como podemos identificar a religião?

    Messias de Souza
    28/10/2006 16:50

    Falsa ou verdadeira: como podemos identificar a religião? A Bíblia, a palavra de Deus, nos responde a essa pergunta. Em Mateus (7:15-20), Jesus Cristo identificou a falsa e a verdadeira. "Vigiai-vos dos falsos profetas que se chegam a vós em pele de ovelha, mas que por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos os reconhecereis. Será que se colhem uvas dos espinhos ou figos dos abrolhos? Do mesmo modo, toda árvore boa produz fruto excelente, mas toda árvore podre produz fruto imprestável; a árvore boa não pode dar fruto imprestável, nem pode a árvore podre produzir fruto excelente. Toda árvore que não produz fruto excelente é cortada e lançada no fogo. Realmente, pois, pelos seus frutos reconhecereis estes".

    Vejamos alguns tipos de frutos:

    Primeiro fruto. Tolera o sexo imoral. Em países ocidentais, grupos religiosos nomeiam gays e lésbicas como ministros em suas igrejas e pressionam o governo a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Até mesmo, igrejas que condenam a imoralidade toleram líderes religiosos que abusam sexualmente de crianças.

    Mas o que a Bíblia ensina? Ela diz de forma clara: "O quê! Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens, nem ladrões, nem gananciosos, nem beberrões, nem injuriadores, nem extorsores herdarão o reino de Deus". (1 Coríntios 6:9, 10) Conhece religiões que fazem vista grossa ao sexo imoral?

    Segundo fruto. Fortalece as famílias e promove elevados padrões de moral. A religião verdadeira ensina os maridos a "amar a esposa como ao seu próprio corpo", ajuda as esposas a desenvolver "profundo respeito pelo marido" e instrui os filhos a "ser obedientes aos seus pais" (Efésios 5:28,33 ; 6:1) Além disso, os que ocupam cargos de responsabilidade têm de ter uma moral exemplar. (1 Timóteo 3:1, 10) Terceiro fruto. Demonstrar amor. Os verdadeiros adoradores "não fazem parte do mundo", não são divididos por raça ou cultura e demonstram "amor entre si". (João 13:35; 17:16; Atos 10:34,35) Em vez de matar uns aos outros, estão dispostos a morrer uns pelos outros. (1 João 3:16)

    Quarto fruto. Intromete-se na guerra e na política. Líderes sedentos de poder manipulam os sentimentos religiosos das pessoas, visando seus próprios interesses.

    Quinto fruto. Confia na Palavra de Deus. Em vez de ensinar "tradições" e "mandamentos de homens como doutrinas", a religião verdadeira baseia seus ensinamentos na Palavra de Deus, a Bíblia. (Mateus 15:6-9). Por quê? Porque "toda escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas" (2 Timóteo 3:16).

    Quais desses frutos podem estar relacionados com a religião verdadeira? Quais são os frutos que sua religião produz?

    MESSIAS DE SOUZA é testemunha de Jeová, ancião da Congregação Parangaba (Salão do Reino das Testemunhas de Jeová).

    Sábado, Outubro 28, 2006

    Brasil (Curitiba, Paraná): Hospital de Clínicas realiza equipamento inédito para cirurgia de transplante de fígado



    http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_notas.php?id=7137

    Curitiba, 28 de outubro de 2006
    Hospital de Clínicas realiza equipamento inédito para cirurgia de transplante de fígado

    Redação, com colaboradores [27-00-2006]
    O Hospital de Clínicas vai utilizar pela primeira vez um equipamento que permite reduzir a necessidade de transfusão sangüínea durante cirurgias de transplante de fígado, principal empecilho enfrentado pelos médicos nesse tipo de cirurgia. O procedimento, inédito no país, vai usar o equipamento chamado TissueLink, cuja principal função é realizar, ao mesmo tempo, o corte do fígado do doador com a selagem dos vasos sangüíneos.
    O equipamento, que custa R$ 9,5 mil, está sendo doado pela BMR Medical, com sede em Curitiba e com atuação em todo território nacional, para o transplante de fígado de um paciente que será operado neste sábado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
    O diretor da BMR Medical, Rafael Martinelli de Oliveira, afirma que o novo equipamento, fabricado pela empresa americana Asher Medical e já aprovado pela Anvisa no Brasil, diminui o sangramento e reduz a necessidade da realização de várias transfusões de sangue. “Não existia, até o momento, um único equipamento que fazia o corte e a coagulação de maneira eficiente. Até então, o cirurgião precisava de três a quatro dispositivos ao mesmo tempo para fazer o mesmo trabalho de um só aparelho”, descreve ele.
    Em muitos casos, é possível ainda dispensar a transfusão de sangue, o que reduz consideravelmente os riscos ao paciente, custos do procedimento, tempo da cirurgia e de internação hospitalar. “Esse método é importante especialmente para os pacientes que são adeptos de Testemunha de Jeová que não permitem em nenhuma hipótese a transfusão de sangue”, ressalta Oliveira.
    O cirurgião Julio Cezar Uili Coelho, PhD., do Hospital de Clínicas da UFPR, fará a primeira operação com esse aparelho, que será utilizado para a retirada do órgão doador. O procedimento, que será o primeiro no país com este dispositivo, representa um avanço na história da cirurgia hepática no Paraná e no Brasil. “Pacientes com restrição à transfusão sanguínea poderão contar com uma nova tecnologia, comprovada mundialmente como uma excelente opção em cirurgias que envolvam órgãos sólidos”, afirma.

    Sexta-feira, Outubro 27, 2006

    Padre pedófilo acusado pela Igreja condenado em França



    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=10&d=27&uid=&id=104316&sid=11522


    Director: José Manuel FernandesDirectores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 0 Sexta, 27 de Outubro de 2006

    Padre pedófilo acusado pela Igreja condenado em França
    Um padre acusado de violação e abuso sexual de um jovem foi sentenciado pelo tribunal de Melun (França) a dez anos de prisão, num processo em que, pela primeira vez, a Igreja se assumiu como parte da acusação.

    Henri Le Bras, 64 anos, foi condenado por ter imposto relações sexuais, entre 1995 e 1998 - quando era padre -, a um rapaz nascido em 1983. Compareceu livremente em tribunal depois de ter passado dois anos e meio em prisão preventiva e regressou à prisão ainda na noite de anteontem, após ter ouvido a sentença.

    Ao longo da investigação, Le Bras negou todas as acusações que lhe eram feitas, reconhecendo apenas ter tocado no rapaz por várias vezes. Mas durante as sessões do julgamento em Melun (cerca de 40 quilómetros a sudeste de Paris) acabou por reconhecer todas as acusações da vítima, perante os inquiridores e o juiz de instrução.

    O bispo de Meaux (na região parisiense) conseguiu que, pela primeira vez, a Igreja assumisse parte na acusação, ao lado da vítima. O tribunal acabou por aceitar o pedido do bispo, embora o jovem vitimado pelo padre tenha reagido com frieza: "É um pouco tarde para reagir", comentou, depois de ter esperado uma acção mais célere das autoridades eclesiásticas, após ter denunciado os factos, em 2000.

    Há quatro anos, a Igreja Católica em França também pediu para ser constituída como parte civil num caso de pedofilia, respeitante a um padre de Estrasburgo, mas o tribunal recusou o pedido.

    Quinta-feira, Outubro 26, 2006

    Brasil: Menina de 8 anos recebe sangue após ordem da Justiça



    .Pernambuco

    Transfusão
    Menina de 8 anos recebe sangue após ordem da Justiça
    Publicado em 25.10.2006, às 09h12
    Do JC
    O Conselho Tutelar da Infância e Adolescência de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, recorreu à Justiça para garantir que uma menina de 8 anos, com anemia falciforme, recebesse transfusão de sangue. Ela é filha de pais testemunhas-de-Jeová, que, por princípios religiosos, não permitem esse tipo de tratamento. A juíza Sônia Magalhães Melo, da 3ª Vara Cível e da Infância e Juventude, determinou no início da noite dessa terça-feira (24) a transfusão. Até às 22h, os médicos estavam realizando o procedimento.
    Beatriz Caroline Vasconcelos está internada, desde sábado (21), no Hospital Jaboatão-Prazeres, da rede estadual, com infecção urinária e anemia grave (tem 3,7 de hemoglobina, quando o normal seriam 10 ou 12). A transfusão está indicada desde domingo (22), quando a criança foi levada à Fundação Hemope, especializada em doenças do sangue, mas retornou sem ter realizado o procedimento. O médico de plantão no Hospital Jaboatão-Prazeres acionou o Conselho Tutelar, tentando garantir a vida da criança.
    “Os pais podem ser processados por omissão”, explica Maria da Conceição Pimentel, coordenadora do Conselho Tutelar de Prazeres, baseada no artigo 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela explica que tentou convencer os pais da paciente. Como não foi possível, buscou o Ministério Público e a promotora local levou o caso à Justiça.
    O pai da criança, o ajudante de pedreiro Benedito Vasconcelos, residente em Piedade, explicou que não autoriza a transfusão porque há outra alternativa de tratamento, com remédios. Ele pretende manter a decisão, que atende a um princípio das testemunhas-de-Jeová.
    Abrahão Açucena, membro da designação religiosa que faz contato com os hospitais, explica que a abstenção do sangue está prevista no livro dos Atos (versículos 28 e 29 do capítulo 15). “As evidências científicas têm reforçado que a terapia transfusional não é opção segura”, diz. Segundo ele, graças à resistência dos testemunhas-de-Jeová, a hematologia tem avançado no uso de outras alternativas, como a eritropoetina, que estimula a produção de hemácias (glóbulos vermelhos).
    No parecer enviado ao Conselho Tutelar de Prazeres, médica do Hemope esclarece que a doença falciforme é uma anemia hereditária e que o uso da eritropoetina pela paciente não é indicada. Nesse caso, o produto levaria a uma exaustão da medula e à produção de hemácias anormais que seriam destruídas.
    A médica Luciene Amaral, que falou nessa terça (24) em nome da direção do Hospital Jaboatão-Prazeres, explicou que apesar dos antibióticos, a infecção da garota não foi debelada. Segundo ela, a anemia falciforme dificulta o combate à infecção, como o quadro infeccioso também agrava a anemia. Lembrou que o médico tem autonomia sobre o paciente e que sua função é salvar vidas. Se a criança piorar, deve ser transferida para um hospital de grande porte.

    Segunda-feira, Outubro 23, 2006

    Domingo, 29 de Outubro, às 2 horas da madrugada: Mudança de hora em Portugal (relógios devem ser atrasados 1 hora)


    Recorde de público no Estádio Morumbi há mais de 21 anos com um Congresso das Testemunhas de Jeová




    http://www.saopaulofc.com.br/journals.php?id=5135

    Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006

    Bem amigos, eu passei aqui para expor alguns dados sobre esses dois estádios, que sem dúvida são um dos maiores do mundo.



    Tenho visto algumas pessoas muito mal informadas passarem aqui e deixarem informações incertas e duvidosas, e resolvi esclarecer algumas dúvidas.



    Primeiro que a galera que vem aqui tem que ter certeza do que escreve, porque tem muita gente que lê essas informações e as tomam como verdades, e as vezes não é bem assim.



    Mais acima de tudo, uma das informações mais importantes que deva ser dita sobre esses dois estádios é que, o Morumbi é nosso, e o Mineirão não é deles...



    E também quero deixar o meu palpite sobre quem irá ganhar em recorde de público nesse brasileiro em um mesmo jogo... Nós ganharemos é claro, primeiro porque nosso estádio atualmente é o que comporta mais público do Brasil, como poderão ver em dados atualizados abaixo, segundo porque nossa torcida é tão apaixonada quanto a deles, porém com uma dificuldade de locomoção, na ida ao Morumba... (Mais aposto que isso não será problema a partir de agora), por incrível que pareça nossa diretoria começa a tomar consciência das nossas dificuldades de acesso, estacionamento, ingresso, entre outros...



    Morumbi



    Nome Oficial: Estádio Cícero Pompeu de Toledo



    Inauguração: 02 de outubro de 1960, São Paulo 1 - 0 Sporting de Portugal



    Inauguração Arquibancada: 25 de janeiro de 1970, São Paulo 1 - 1 Porto



    Capacidade: 80.000 torcedores



    Dimensões: 108x72 m



    Área Construída: 112.904 metros quadrados



    Maior Lotação: Corinthians x Ponte Preta (9/10/77) – 138.032 pagantes



    A década de 50, apesar de começar com uma crise financeira, seria memorável por uma razão. O que era sonho, o estádio próprio, passava a ser realidade. Em 1952, Cícero Pompeu de Toledo procurou Laudo Natel, um hábil diretor do Bradesco, propondo-lhe que assumisse o São Paulo administrativamente. Colocando em ordem as finanças, Laudo Natel viu-se contagiado com a obsessão do estádio.



    Encontrado o terreno ideal, o clube vendeu o Canindé e comprou 68 mil metros quadrados no Jardim Leonor. Conseguiu-se da Prefeitura e da Construtora Aricanduva mais 90 mil metros como doação. Na tarde de 15 de Agosto de 1952, Monsenhor Bastos abençoou os terrenos e foi lançada a Campanha Pró-Construção do Morumbi.



    Viria então um longo período de jejum, que duraria 13 anos, durante os quais a diretoria viveria, comeria e dormiria com a idéia fixa de erguer o estádio.



    E onde era uma região em fase de loteamento, quase deserta, surgiria o gigante Morumbi, criação de Vilanova (um dos introdutores da arquitetura moderna brasileira).



    Ainda inacabado, inaugurou-se o Morumbi no dia 2 de outubro de 1960, com um jogo contra o Sporting de Lisboa. O São Paulo venceu por 1 x 0, gol de Peixinho (Arnaldo Poffo Garcia). O time do São Paulo: Poy, Ademar, Gildésio e Riberto; Fernando Sátiro e Vítor; Peixinho, Jonas (Paulo), Gino, Gonçalo (Cláudio) e Canhoteiro.



    O estádio foi terminado em 1970 com o custo de 70 milhões de dólares. No jogo da festa de inauguração total do estádio o São Paulo empatou com o Futebol Clube do Porto em 1 x 1, gols de Miruca e Vieira. O São Paulo jogou com Picasso, Édson, Jurandir, Dias e Tenente; Lourival e Gérson; Miruca (José Roberto), Toninho, Téia (Babá) e Paraná (Claudinho).



    Neste jogo os torcedores se espantaram com mais uma novidade: traves redondas em lugar das tradicionais quadradas, hoje abolidas no mundo inteiro. Considerado o maior estádio particular do mundo, o Morumbi tem a capacidade de 150 mil pessoas. Curiosamente, o recorde de público foi batido em 25 de Agosto de 1985, por 162.957 pessoas; nenhuma delas torcedoras de futebol. Era um congresso de Testemunhas de Jeová.



    E No começo de 1993 o estádio tem 102.904 metros quadrados de área construída. Ainda é uma obra arrojada e inovadora. O campo tem 108 x 72 metros, com um sistema de drenagem em formato de espinha de peixe. As catracas eletrônicas , segundo dados oficiais do clube, permitem a totalização do público em tempo real no painel do estádio. A área reservada aos espectadores é de 62.450 metros quadrados. São 15 cabines de rádio e televisão, 81 pontos de vendas para bebidas e lanches, 51 banheiros, centro médico com cinco ambulâncias de plantão e um helicóptero com UTI, 105 guichês para venda de ingressos com rampas e quatro portões de acesso. A área para espectadores do Morumbi é equivalente a 64450 metros quadrados. Ou 3,5 vezes a área do Pacaembu, na época, o grande estádio de São Paulo.



    Em abril de 1994, ao assumir a presidência do clube, Fernando Casal de Rey se viu diante de um desafio. A imensa estrutura de concreto do Morumbi balançava junto com a grande massa de torcedores que o frequentava. A incessante utilização das instalações, desde a segunda inauguração, havia produzido um grande desgaste que exigia providências: o colosso precisava de reformas...



    Morumbi hoje:



    Em 99 o estádio do tricolor recebeu nova iluminação, o novo sistema de iluminação é cerca de três vezes melhor que o anterior, além de ser mais moderno e bonito. Ainda em 99 por causa do Mundial Inter Clubes da FIFA, o estádio do Tricolor ganhou cadeiras em todos os setores, ficando muito mais bonito do que já era. Veja as fotos do colosso do Morumbi:

    Domingo, Outubro 22, 2006

    Mais de 700 pedófilos apanhados em site de conversação. Um foi detido



    http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=734798&div_id=291
    «Andava na internet à procura de vítimas»
    2006/10/21 20:24
    Mais de 700 pedófilos apanhados em site de conversação. Um foi detido
    Um programa de computador detectou mais de 700 pedófilos e violadores condenados no site MySpace, muito utilizado sobretudo por crianças e adolescentes. Segundo o site da ABC, o software foi criado por um jornalista da revista Wired Magazine e já permitiu a detenção de um destes indivíduos.
    Recorde-se que nos EUA, as pessoas condenadas por este tipo de crime ficam referenciadas e são vigiadas para impedir que tenham qualquer contacto de carácter sexual com menores. Como o MySpace é frequentado por 100 milhões de pessoas, sobretudo crianças e adolescentes, tornou-se alvo dos predadores sexuais, tal como sites deste género.
    O repórter, Kevin Poulsen, utilizou os nomes e moradas dos predadores sexuais que constam nas bases de dados estatais e cruzou-as com os registos de utilizadores do MySpace, tendo detectado 744 destes indivíduos no site.
    Um deles destacava-se: mantinha contactos com vários rapazes, com comentários de carácter sexual. A polícia, fazendo-se passar por um adolescente, começou a enviar-lhe mensagens e, quando ele mordeu o isco, foi detido. Segundo as autoridades, «este homem andava à procura de rapazes para molestar».
    Os responsáveis do MySpace dizem que é difícil saber quem são os utilizadores e pedem legislação que obrigue os predadores sexuais a terem um e-mail registado e identificado.

    Testemunhas de Jeová Barreiro (Portugal): Desenvolvemos muitas actividades de serviço à comunidade




    http://www.rostos.pt/paginas/inicio2.asp?cronica=30260&mostra=2

    conversas de 2 minutos

    Luís Nobre – Testemunhas de Jeová Barreiro
    Desenvolvemos muitas actividades de serviço à comunidade

    Luís Nobre, um dos responsáveis pela Congregação do Lavradio das Testemunhas de Jeová, no concelho do Barreiro, referiu em breve diálogo com «Rostos» a importância do trabalho que regularmente é realizado, através de diferentes programas, na procura de resolução de problemas sociais.
    “As Testemunhas de Jeová, desenvolvem muitas actividades em que prestam serviço à comunidade.

    Nós temos diversos programas, desde alfabetização, de apoio hospitalar, de reinserção social de reclusos, apoio a deficientes, apoio a idosos, apoio a doentes.

    Portanto, as Testemunhas de Jeová realizam, à parte a sua actividade principal de pregação das Boas Novas do Reino de Deus, realizam uma actividade social que, por vezes passa despercebida às pessoas, mas, digo-lhe, que é uma actividade com grande relevo” – salientou Luís Nobre, da Congregação do Lavradio das Testemunhas de Jeová.

    A nossa actividade é também apoio à comunidade

    As Testemunhas de Jeová intervêm, muitas vezes, em processos relacionados com a recuperação de determinado tipo de comunidades que foram afectadas por catástrofes naturais.

    Sublinho, que as Testemunhas de Jeová têm programas de ajuda e de apoio, nessas circunstâncias, dirigidos para aqueles que fazem parte da nossa comunidade religiosa, mas, também, ajudamos a comunidade em geral.

    São iniciativas, através das quais demonstramos que a nossa actividade é também apoio à comunidade e com interesse social.” – salientou Luís Nobre.

    Trabalho Voluntário no Fabril

    Recorde-se que, recentemente, no dia 14 de Outubro, com trabalho voluntário de cerca de trinta membros das Testemunhas de Jeová foi realizada uma obra de calcetamento da zona envolvente do Estádio Alfredo da Silva, do Grupo Desportivo Fabril, onde as Testemunhas de Jeová realizam, anualmente o Congresso do Distrito que reúne cerca de 7500 membros daquela Congregação.

    A obra realizada que contou com a oferta de matérias e máquinas pela Câmara Municipal do Barreiro e a mão de obra, voluntária, dos membros das Testemunhas de Jeová, estava calculada em 10 mil euros.

    Sexta-feira, Outubro 20, 2006

    França: Grande mudança quanto às Testemunhas de Jeová na Comissão Parlamentar sobre seitas

    Tradução de:

    http://www.la-croix.com/afp.static/pages/061017181649.10dhldme.htm


    17/10/2006 20:18
    PARIS , 17 Out 2006 (AFP) - Grande mudança quanto às Testemunhas de Jeová na Comissão Parlamentar sobre seitas
    As Testemunhas de Jeová foram na terça-feira objecto de mudança radical de argumentos a propósito da noção de "perturbação da ordem pública" no decurso de uma audição da comissão de inquérito parlamentar sobre as seitas e os menores.
    Este foi o entendimento de Didier Leschi, chefe da Secretaria Central dos Cultos do Ministério do Interior. Explicou que os seus serviços estavam de acordo quanto ao "benefício sistemático das disposições (fiscais) previstas para as associações religiosas, aplicáveis às associações das Testemunhas de Jeová, abandonando o argumento segundo o qual a sua doutrina era constitutiva de uma perturbação da ordem pública". Ele apoia-se na jurisprudência do Conselho de Estado que, em duas ocasiões, atribuiu às associações das Testemunhas de Jeová as disposições fiscais aplicáveis às associações religiosas.
    O presidente e o relator da comissão, Georges Fenech e Philippe Vuilque, disseram da sua estupefacção considerando que não se podia ignorar os maus-tratos psicológicos às crianças das Testemunhas de Jeová segundo testemunhado por antigos adeptos, evocando também a interdição das transfusões sanguíneas, o proselitismo porta-a-porta, etc. Os outros membros da comissão insistiram igualmente na necessidade de se levar em consideração o sofrimento das crianças.
    Leschi indicou que não há conhecimentop de quasiquer queixas nem de condenações, e que o defensor das crianças não tinha trazido à justiça nenhum caso de maus-tratos.
    Ignorando os argumentos dos membros da comissão, que "se aplicava o quadro jurídico" e que a Secretaria Central dos Cultos não tinha sido "encarregue da protecção da infância, nem da PMI".
    A comissão parlamentar, constituída em 28 de Junho, começou as suas audições em 12 de Julho. Divulgará o seu relatório em 13 de Dezembro.
    Trad. por Carlos Queiroz

    Três dos dez pontos mais poluídos do planeta situam-se na Rússia



    http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=10&d=20&uid=&id=103202&sid=11399


    Director: José Manuel Fernandes Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 0 Sexta, 20 de Outubro de 2006

    Três dos dez pontos mais poluídos do planeta situam-se na Rússia
    Ricardo Garcia
    Lista compilada por organização não-governamental coloca antigos centros industriais, mineiros e de produção de armas no topo dos sítios mais contaminados da Terra
    Se acha que vive num local poluído, veja o que enfrentam os 300.000 habitantes de Dzerzinsk, na Rússia: a cidade, localizada a 300 quilómetros de Moscovo, abriga um grande complexo industrial e até ao fim da Guerra Fria foi um dos maiores centros de produção de armas químicas do país. Dzerzinsk é um dos dez pontos mais poluídos do planeta, segundo uma lista divulgada anteontem pelo Instituto Blacksmith, uma organização não-governamental norte-americana. Criado em 1999, o instituto dedica-se a encontrar soluções para problemas de poluição nos países em desenvolvimento.
    Ao longo de sete décadas, uma quantidade brutal de resíduos industriais, depositada sem qualquer cuidado, acumulou-se na região de Dzerzinsk. Cerca de 190 produtos químicos diferentes acabaram por contaminar a água subterrânea, que se transformou numa papa química. Os níveis de alguns poluentes, como fenóis e dioxinas, são milhões de vezes superiores aos considerados seguros para a saúde. Não surpreende, por isso, que a expectativa de vida na região seja de 42 anos para os homens e 47 para as mulheres. Por cada dez bebés que nascem, morrem 26 pessoas - muitas abaixo dos 40 anos.
    Não há primeiro lugar
    Para chegar à lista dos dez piores sítios, o Instituto Blacksmith convocou diversos especialistas e criou uma grelha de critérios, incluindo o número de pessoas afectadas, a toxicidade dos poluentes em causa e as evidências de efeitos reais na saúde das populações.
    De um conjunto inicial de 300 nomeações, chegou-se a uma primeira lista de 35 sítios e, destes, foram seleccionados os dez casos mais graves. Não há uma hierarquia entre eles. O próprio Instituto Blacksmith diz que evitou apontar o dedo para um único lugar como sendo o pior da Terra. "Aparecer na lista final dos dez é suficientemente mau", diz a organização, no seu relatório The World"s Worst Polluted Places (ver em www.blacksmithinstitute.org).
    Dos escolhidos, três estão na Rússia e dois em países que estavam sob a tutela de Moscovo, antes do fim da União Soviética. "Os piores sítios do Mundo tipicamente resultam de esforços centralizados para acelerar o desenvolvimento industrial, a expensas de qualquer outra prioridade", diz o relatório. Ou então reflectem o emprego de tecnologias débeis, "devido a ignorância, pobreza ou simplesmente ganância", refere o Instituto Blacksmith. "Em alguns casos, ocorrem as duas razões".
    Muitos sítios ainda estão a sofrer as consequências do legado poluente de actividades entretanto encerradas. É o caso de Kabwe, a segunda maior cidade da Zâmbia e uma das seis que se situam em redor do pólo mineiro conhecido como "cinturão do cobre". De 1902 a 1994, minas de chumbo foram largamente exploradas na região. Hoje, as crianças de Kabwe têm cinco a dez vezes mais chumbo no sangue do que a concentração máxima tolerada pela agência norte-americana de ambiente, EPA.
    Em Haina, na República Dominicana, uma obsoleta unidade que reciclava baterias de automóveis encerrou em 1997, deixando também uma pesada herança de contaminação por chumbo.
    Na lista mais alargada dos 35 pontos mais poluídos da Terra figuram dois nos Estados Unidos: Nova Orleães, devido à contaminação química deixada com as inundações do furacão Katrina, e Hanford, onde se produziu plutónio para armas nucleares entre 1943 e 1987.
    O continente europeu tem mais dois representantes. A Roménia entra com dois sítios: a zona industrial de Copsa Mica, e Baia Mare, onde a rotura de uma barragem, em 2000, provocou um derrame de resíduos mineiros, contendo cianeto e metais pesados, na bacia do Danúbio. O outro ponto negro europeu é Spolana, na República Checa, que tem elevadas concentrações de poluentes orgânicos, como dioxinas, herdadas de uma fábrica de herbicidas.

    Quinta-feira, Outubro 19, 2006

    Portugal: Quarenta e uma em cada cem mulheres sofrem ou vão sofrer de osteoporose


    Amanh_Dia_Mundial_da_Osteop.html

    Saúde
    Amanhã é Dia Mundial da Osteoporose

    Quarenta e uma em cada cem mulheres sofrem ou vão sofrer desta doença
    Quarenta e uma em cada cem mulheres sofrem ou vão sofrer de osteoporose, segundo um estudo que será apresentado hoje em Lisboa, véspera do Dia Mundial da Osteoporose.
    Esta doença, que afecta mais de 800 mil portugueses, caracteriza-se pela redução de massa óssea e consequente aumento do risco de fracturas.
    O estudo teve como base 9880 rastreios, realizados no ano passado, em todo o país, durante a campanha "Saúde Sobre Rodas", uma iniciativa que avaliou os riscos de osteoporose e de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
    Entre as mulheres observadas, 11 por cento tinha osteoporose, 59 por cento evidenciou estar em estado considerado normal e os restantes casos (aproximadamente 30 por cento) apresentaram sintomas de osteopenia (diminuição da densidade mineral dos ossos, precursora da osteoporose).
    Nas mulheres com osteoporose, 34 por cento têm idades compreendidas entre os 66 e os 75 anos e 43 por cento entre 56 e 65.
    Entre os homens observados, 11 por cento sofriam de osteoporose, 31 por cento apresentavam osteopenia e aos restantes 59 por cento foi diagnosticado um estado normal.
    A maioria dos casos de osteoporose nos homens registou-se em indivíduos entre os 66 e os 75 anos (34 por cento). Também nesta faixa se situou o maior número de casos de homens com osteopenia (36 por cento).

    Terça-feira, Outubro 17, 2006

    Portugal: Há dois milhões a viver no limiar da pobreza



    sociedade_e_vida/ha_dois_milhoes_a_viverno_limiar_pob.html

    Há dois milhões a viver no limiar da pobreza
    Hermana Cruz

    Há dois milhões a viver no limiar da pobreza
    Chega de promessas! Essa é a mensagem que será enviada, hoje, à classe política. No Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, serão lembradas as 800 milhões de pessoas que todos os dias vão para a cama com fome. Só em Portugal, 21% da população, cerca de dois milhões, está no limiar da pobreza. Segundo o presidente da delegação nacional da Rede Europeia Anti-pobreza, a maior parte desses estão no Norte do país. Por isso, exige-se coragem política para enfrentar o problema até ao fim.

    "Em Portugal, há um desequilíbrio muito grande. Temos uma percentagem razoável de pessoas que vive bem e depois temos 21% da população a viver a baixo do limiar da pobreza. É um problema de justiça, de distribuição de riqueza", apontou, ao JN, Agostinho Jardim Moreira.

    O presidente da delegação portuguesa da Rede Europeia Anti-Pobreza referia-se, assim, ao facto de as 100 maiores fortunas portuguesas representarem cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) enquanto 12,4% da população activa vive com o salário mínimo nacional. E, se por um lado, pouco mais de dez mil pessoas têm rendimentos a cima dos 816 mil euros anuais, um em cada cinco portugueses, isto é, 21% da população total, sobrevive no limiar da pobreza.

    Apelo à mobilização

    "São números alarmantes", concorda o director-geral da Oikos, a organização que, no fim-de-semana passado, juntou dez mil portugueses na iniciativa "levanta-te contra a pobreza" .

    Para João José Fernandes, Portugal tem "um problema estruturante de pobreza, que tem a ver com a exclusão social". "É o país europeu com mais desigualdades", reforça, exortando "Portugal tem que se mobilizar".

    "Ainda não houve coragem política para enfrentar o problema até ao fim", sublinha, por sua vez, Agostinho Jardim Moreira, convicto de que a maior parte das situações de pobreza encontram-se no Norte do país. "É a zona com o índice mais baixo do PIB", justifica, atribuindo essa situação à tradicional dependência da exploração agrícola em minifúndios e ao facto de ser essa a zona com indícies mais elevados de desempregado.

    Dormir com fome

    João Pires considera, porém, que "comparado com o resto do mundo, Portugal tem alguns "indicadores positivos". É que segundo dados do Banco Mundial, existem 307 milhões de pobres em todo o mundo. Todos os anos, perto de 11 milhões de crianças morrem antes do seu quinto aniversário e, todos os dias, 800 milhões de pessoas vão para a cama com fome.

    Refira-se que o Banco Mundial classifica de pobreza extrema, situações de pessoas que vivem com 0,80 euros por dia. Há, pelo menos, 1,2 milhões assim. Já estará numa situação de pobreza moderada quem dispor de 1,60 euros por dia, ou seja 2,7 milhões de pessoas em todo o mundo.

    Agostinho Jardim Moreira defende, assim, a criação em Portugal de um plano nacional de ataque à pobreza, pois o plano Nacional para a Inclusão será pouco "abrangente" . "Enquanto pensarmos num sistema de pura entrega de subsídios o país fica cada vez pior", sustenta, lembrando que cerca de 140 mil portugueses vivem com o dinheiro do rendimento social de inclusão.

    Segunda-feira, Outubro 16, 2006

    Reino Unido: Professora com véu "deve ser expulsa"



    Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6046 Segunda, 16 de Outubro de 2006

    Professora com véu "deve ser expulsa"

    Um responsável local britânico defendeu ontem o "despedimento" da professora que foi suspensa da escola onde leccionava por recusar retirar o seu véu. Aisham Azmi, 23 anos, que ensina inglês numa escola primária da Igreja de Inglaterra em Dewsbury (Norte de Inglaterra), foi suspensa por ter recusado destapar a sua face, que insiste em envolver num véu islâmico negro.
    "Ela deve ser despedida. Colocou-se numa posição que a impede de exercer o sue trabalho", referiu Phil Woolas, secretário do governo local e responsável pelas Relações intercomunitárias, em declarações ao Sunday Mirror. "Não pode ensinar numa sala de aula com alunos coberta com um véu. Não podemos ter um professor que usa um véu simplesmente porque existem homens no local. Ao insistir usar o véu, ela nega às crianças o direito de obterem uma educação completa", sublinhou.
    Citada pela BBC, Aisham Azmi, natural de Cardiff, referiu que os seus alunos nunca se queixaram pelo facto de usar um véu, e admitiu mesmo descobrir a cara, mas nunca frente a colegas masculinos. No sábado, a professora muçulmana tinha revelado que durante a entrevista de selecção onde foi contratada, e na qual participou por breves instantes um homem, optou por não utilizar o véu.
    O advogado de Azmi já apelou a Woolas para retirar os seus comentários, que na sua perspectiva poderão influenciar o tribunal que se vai pronunciar sobre o caso. "A senhora Azmi possui todas as capacidades na qualidade de professora assistente dos alunos que falam inglês como segunda língua", considerou o advogado Nick Whittingham. De acordo com um representante da comunidade territorial de Dewsbury, o caso foi entregue a um tribunal local.

    Nuclear: 30 países capazes de desenvolver arma



    http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=732999&div_id=291
    Nuclear: 30 países capazes de desenvolver arma

    2006/10/16 13:48

    As afirmações são do director da Agência Internacional de Energia Atómica
    30 países poderão ter capacidade para desenvolver a arma nuclear, além das nove potências nucleares declaradas ou conhecidas, declarou esta segunda-feira o director da Agência Internacional de Energia Atómica (AIA) em Viena.
    «É necessário desenvolver uma nova forma de relacionamento internacional, senão teremos de lidar não apenas com nove Estados com a arma nuclear, mas com 20 ou 30 outros com capacidade para desenvolver armas nucleares muito rapidamente», afirmou Mohamed ElBaradei.
    O responsável, que falava na abertura de um colóquio de especialistas, referia-se àqueles «Estados nucleares militares virtuais», que têm os conhecimentos e os meios para enriquecer urânio ou para tratar plutónio.
    Durante uma semana, os participantes no colóquio vão analisar os meios para melhorar os métodos de verificação da não proliferação, visando assegurar que os programas nucleares dos Estados são pacíficos e não são desviados para fins militares.
    «Infelizmente, o meio não é seguro», disse ElBaradei, numa referência às tentações dos Estados de se dotarem da arma atómica, aos programas militares que no passado foram desenvolvidos pelo Iraque e pela Líbia, assim como às actividades clandestinas do Irão durante duas dezenas de anos.
    Ao lado das cinco potências nucleares declaradas - Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, China e França - três outros países estão registados entre os que possuem arma atómica: Israel, Índia e Paquistão.
    A Coreia do Norte anunciou dia 09 ter realizado um ensaio nuclear subterrâneo.

    Um sexto em carência extrema, em todo o mundo





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    Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza assinala-se amanhã em todo o globo

    Um sexto em carência extrema


    Uma em cada seis pessoas no mundo sobrevive actualmente em situação de extrema pobreza, com menos de 80 cêntimos por dia. Seis anos após a ONU ter aprovado os Objectivos do Milénio, a meio caminho do prazo fixado para a reduzir a metade, muito continua por fazer...


    A luta contra a pobreza, problema que afecta 1,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo, foi este ano distinguida com o Nobel da Paz em vésperas do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala amanhã. O Comité Nobel norueguês atribuiu o prémio ao pioneiro do microcrédito Muhammad Yunus e ao «seu» Banco Grameen, fundado no Bangladesh, que demonstraram que até os mais pobres dos pobres podem trabalhar para criar o seu próprio desenvolvimento. Conceder créditos a pessoas sem recursos converteu-se num “importante instrumento na luta contra a pobreza”, referiu o comité, que afirmou que “a paz duradoura não pode ser atingida se não for aberto o caminho para que uma ampla parte da população saia da pobreza”. Uma em cada seis pessoas no mundo sobrevive actualmente em situação de pobreza extrema, sobrevivendo com menos de 0,80 euros por dia. Reduzir para metade, entre 1990 e 2015, a pobreza extrema e a fome foi o primeiro dos oito Objectivos do Milénio com que se comprometeram 191 chefes de Estado e Governo em 2000.


    O Banco Mundial considera pobreza extrema viver com menos de um dólar por dia e pobreza moderada com menos de dois dólares, estimando a existência de cerca de 1,2 mil milhões de pessoas na primeira situação e de 2,7 mil milhões na segunda. A proporção da população dos países em desenvolvimento em pobreza extrema baixou de 28 por cento em 1990 para 19 por cento em 2002. No mesmo período, o número de pessoas nos países em desenvolvimento cresceu 20 por cento, para mais de cinco mil milhões, um quinto do qual sobrevive com menos de um dólar por dia. De acordo com o Banco Mundial, se as taxas de crescimento económico verificadas nos países em desenvolvimento forem sustentadas, a pobreza global descerá para os 10 por cento em 2015, o que representaria um sucesso apreciável.


    Num balanço do cumprimento do primeiro dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, o Banco Mundial refere que o número de pobres aumentou um terço na África Subsaariana. Mais de 314 milhões de africanos vive hoje com menos de um dólar por dia. Por outro lado, o crescimento acelerado na Índia veio colocar o Sul da Ásia no caminho para atingir aquele objectivo, embora naquela região ascenda a 400 milhões o número de pessoas que vive em pobreza extrema. O Leste da Ásia tem mantido um crescimento económico sustentado, conduzido pela China, mas naquela região e no Pacífico oito por cento da população vive com menos de um dólar por dia.


    Segundo o Banco Mundial, o crescimento e a redução da pobreza têm sido mais lentos na região da América Latina e das Caraíbas, onde um quarto da população vive com menos de dois dólares diários. A transição das economias na Europa Central e de Leste levou ao crescimento das taxas de pobreza nos anos 90, que posteriormente desceram. Neste e no caso do Médio Oriente e do Norte de África, o Banco Mundial considera que “o consumo de dois dólares por dia poderá ser um limite mais realista para a pobreza extrema”, mas mesmo que diminua no mundo em geral a pobreza vai continuar a representar um enorme problema. Um terço das mortes (18 milhões de pessoas por ano, 50 mil por dia) deve-se a causas relacionadas com a pobreza. São 270 milhões desde 1990, a maioria mulheres e crianças.


    Todos os anos perto de 11 milhões de crianças morrem antes do quinto aniversário e todos os dias 800 milhões de pessoas vão para a cama com fome. “O mundo fez progressos em relação aos Objectivos do Milénio, mas são insuficientes”, considerou Kofi Annan numa mensagem alusiva ao Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, subordinado ao lema «Trabalhar em conjunto para vencer a pobreza». “Lamentavelmente, a parceria global para o desenvolvimento continua a ser mais uma frase do que um facto”, disse, atestando que “isto tem de mudar. Os actores-chave do desenvolvimento – governos, sector privado, sociedade civil e pessoas que vivem na pobreza – têm de empreender um trabalho colectivo que permita aumentar os níveis de vida e atenuar o sofrimento humano”, salientou o secretário-geral da ONU.


    Nesse sentido, Annan defendeu que as negociações de Doha devem resultar num comércio mais livre e justo para todos. “As nações desenvolvidas têm de respeitar os compromissos em relação à ajuda ao desenvolvimento e à dívida externa das mais pobres, enquanto os países em desenvolvimento devem dar prioridade ao cumprimento dos Objectivos do Milénio. A campanha para ultrapassar a pobreza, um desafio moral essencial da nossa época, não pode continuar a ser tarefa de poucos. Tem de se tornar ocupação de muitos. Neste Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, exorto todos para se juntarem a esta luta. Juntos podemos conseguir acabar com a pobreza”, declarou Annan.


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    Roménia


    Segundo mais pobre


    Em Bucareste, capital da Roménia, a miséria não é ostensiva, mas a pobreza existe e nota-se na qualidade das roupas de quem passa, nos produtos nas lojas, em algumas crianças que perseguem os estrangeiros para pedir moedas. Naquele que se prepara para ser o segundo país mais pobre da União Europeia, logo a seguir à Bulgária, seu parceiro de adesão, a pobreza é mais visível nas áreas rurais, onde ainda vive quase metade dos 21,6 milhões de romenos. Cerca de 73 por cento dos habitantes das zonas rurais estão na pobreza extrema, dizem estudos internacionais, enquanto em Bucareste somente dois por cento da população sobrevive naquelas condições. Quase oito milhões de romenos tentam sobreviver todos os dias na condição de pobreza extrema, ou seja, um dólar por dia, de acordo com a ONU.

    Luís Nobre – Testemunhas de Jeová Barreiro (Portugal): Desenvolvemos muitas actividades de serviço à comunidade





    Desenvolvemos muitas actividades de serviço à comunidade
    Luís Nobre, responsável pela Congregação do Lavradio das Testemunhas de Jeová, no concelho do Barreiro, referiu em breve diálogo com «Rostos» a importância do trabalho que regularmente é realizado, através de diferentes programas, na procura de resolução de problemas sociais.
    “As Testemunhas de Jeová, desenvolvem muitas actividades em que prestam serviço à comunidade.


    Nós temos diversos programas, desde alfabetização, de apoio hospitalar, de reinserção social de reclusos, apoio a deficientes, apoio a idosos, apoio a doentes.


    Portanto, as Testemunhas de Jeová realizam, à parte a sua actividade principal de pregação das Boas Novas do Reino de Deus, realizam uma actividade social que, por vezes passa despercebida às pessoas, mas, digo-lhe, que é uma actividade com grande relevo” – salientou Luís Nobre, responsável pela Congregação do Lavradio das Testemunhas de Jeová


    A nossa actividade é também apoio à comunidade


    “As Testemunhas de Jeová intervêm, muitas vezes, em processos relacionados com a recuperação de determinado tipo de comunidades que foram afectadas por catástrofes naturais.


    Sublinho, que as Testemunhas de Jeová têm programas de ajuda e de apoio, nessas circunstâncias, dirigidos para aqueles que fazem parte da nossa comunidade religiosa, mas, também, ajudamos a comunidade em geral.


    São iniciativas, através das quais demonstramos que a nossa actividade é também apoio à comunidade e com interesse social.” – salientou Luís Nobre.


    Trabalho Voluntário no Fabril


    Recorde-se que, recentemente, no dia 14 de Outubro, com trabalho voluntário de cerca de trinta membros das Testemunhas de Jeová foi realizada uma obra de calcetamento da zona envolvente do Estádio Alfredo da Silva, do Grupo Desportivo Fabril, onde as Testemunhas de Jeová realizam, anualmente o Congresso do Distrito que reúne cerca de 7500 membros daquela Congregação.


    A obra realizada que contou com a oferta de matérias e máquinas pela Câmara Municipal do Barreiro e a mão de obra, voluntária, dos membros das Testemunhas de Jeová, estava calculada em 10 mil euros.
    Rostos
    16 - 10 - 2006 0:11

    Portugal: No Barreiro - Testemunhas de Jeová promovem acção cívica





    No BarreiroTestemunhas de Jeová promovem acção cívica
    . Uma obra de 2 mil contos realizada com trabalho voluntário


    Numa jornada de trabalho voluntário a Congregação dos Testemunhas de Jeová prestaram a sua colaboração ao Grupo Desportivo Fabril, participando no calcetamento dos passeios do espaço envolvente ao Campo de Futebol, anexo ao Pavilhão e Estádio Alfredo da Silva.
    Faustino Silvestre, Presidente da Direcção do Grupo Desportivo Fabril, sublinhou que aquela obra que estava a ser realizada era fruto de uma cooperação do clube com as Testemunhas de Jeová, tendo sido os materiais oferecidos pela Câmara Municipal do Barreiro ( o pavimento e a cedência de máquinas) tendo o clube adquirido a areia, enquanto a mão de obra é toda fruto de trabalho voluntário.


    “O orçamento que temos para esta obra rondava os quase 2 mil contos” – referiu Faustino Silvestre.


    “Para nós esta iniciativa tem um elevado significado, mas os sócios é que têm que analisar, e, apreciarem o que esta Direcção tem feito.


    Um exemplo para a sociedade


    “Uma das coisas boas que encontrei nesta casa, da anterior Direcção e da Comissão Administrativa foi a realização anual das reuniões das Testemunhas de Jeová, porque realmente são pessoas que olham para a sociedade. A sociedade de hoje está um pouco conspurcada e esta gente além de trabalhar desinteressadamente, são um exemplo para a sociedade. Um exemplo daquilo que as pessoas deveriam todas ser, por isso, saliento, que foi uma das coisas boas que esta Direcção encontrou no clube.


    Não será demais dizer, que tinham, com a anterior Direcção um péssimo ambiente, e, neste momento mantemos uma óptima relação e esta é uma casa deles. Pagam mensalmente o que está estipulado e além de pagarem, ajudam-nos, arranjam o que está estragado. Como Presidente da Direcção só tenho que agradecer a estas pessoas, a forma desinteressada como colaboram com o clube. Esta acção que estão a realizar é mais um exemplo”.


    Um apoio cívico à comunidade


    Luís Nobre, Responsável da Congregação das Testemunhas de Jeová do Lavradio, concelho do Barreiro, referiu ao “Rostos” que – “Esta iniciativa é uma acção das Testemunhas de Jeová, na qual colaboram cerca de trinta pessoas. Nós encaramos esta actividade como um apoio à comunidade, um apoio cívico, que se enquadra, entre muitas outras actividades que as Testemunhas de Jeová realizam, com a finalidade de prestar serviço à comunidade.


    Nós temos variadíssimos programas, nomeadamente programas de alfabetização, de Comissões de Acompanhamento Hospitalar, de aconselhamento hospitalar, de reinserção social de reclusos, apoio a deficientes, apoio a idosos, apoio a doentes.


    Portanto, as Testemunhas de Jeová realizam, à parte da pregação das boas novas do Reino de Deus, realizam uma actividade social que muitas vezes, passa despercebida ás pessoas, mas que é uma actividade com grande relevo.”


    Óptimas relações com o Fabril


    Sublinhou Luís Nobre que – “Esta iniciativa é apenas uma pequena iniciativa, com a finalidade de calcetar a parte da frente do Estádio Alfredo da Silva, onde realizamos anualmente o nosso Congresso de Distrito.


    Nós, desta forma manifestamos o nosso apoio ao clube e demonstramos como a nossa comunidade presta, também, um serviço à comunidade e com interesse social.”Luís Nobre, referiu que as Testemunhas de Jeová mantém “uma óptima e fantástica relação com o Grupo Desportivo Fabril, eles têm sido pessoas que nos merecem todo o respeito e sentimos que eles, também, expressam um grande respeito por nós, por essa razão, a nossa relação tem sido a melhor”.
    Rostos
    15 - 10 - 2006


    17:16

    Domingo, Outubro 15, 2006

    Imigrantes deixam Portugal


    http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=732707&div_id=291

    Trabalhador (Arquivo)
    Imigrantes deixam Portugal

    2006/10/15 12:05

    Ucranianos, brasileiros e africanos vinham à procura de uma vida melhor, mas encontraram crise económica e desemprego. Agora, milhares, rumam a Espanha à procura de oportunidades e melhores salários. Portugueses também estão a sair do país
    Milhares de imigrantes ucranianos, brasileiros e africanos que estavam a residir em Portugal partiram nos últimos meses para Espanha, fugindo à crise económica portuguesa e procurando novas oportunidades.
    Segundo a agência Lusa, a análise do fluxo é retratada em destaque na edição de hoje do jornal catalão «La Vanguardia», num artigo ao longo de duas páginas intitulado «Os cayucos chegam agora de Portugal», uma referência ao fluxo de embarcações com imigrantes ilegais provenientes de África.
    Segundo o jornal uma percentagem significativa dos cerca de meio milhão de imigrantes que residiam em Portugal partiu já à procura de novas paragens, sendo que a maioria ficou em Espanha.
    É o caso de mais de metade da população imigrante ucraniana, de um número significativo de brasileiros e de muitos dos africanos que residiam em Portugal.
    A juntar-se aos imigrantes que residiam em Portugal que já partiram par a Espanha há ainda os próprios portugueses, cerca de 70 mil oficialmente, dezena s de milhares de outros através redes de recrutamento de trabalhadores, a maioria para a construção.
    Evidencia-se uma crescente proliferação de «engajadores», intermediário s que angariam grupos de trabalhadores para os levar até Espanha e que estão neste país em contratos temporários, com salários bastante mais baixos que os dos espanhóis. Em alguns casos, refere o La Vanguardia, a diferença salarial pode ser de 50 por cento.
    O jornal antecipa que o que acontece agora em Portugal - onde a falta de empregos está a empurrar para o estrangeiro muitos imigrantes, incluindo regularizados - poderá ocorrer, no futuro, em Espanha.
    Ramón Hernández, conselheiro de emprego da embaixada de Espanha em Portugal, refere que muitos dos imigrantes, particularmente da Europa de Leste, vive hoje situações de «desespero» em Portugal, com o emprego a escassear e os salários a perderem poder de compra.
    «A tendência crescente é irem para Espanha, onde agora sentem que há mais possibilidades de emprego», refere, apontando que desde Dezembro do ano passado, e segundo dados oficiais, mais de 24 mil ucranianos já saíram de Portugal.

    Sábado, Outubro 14, 2006

    Polícia finlandesa suspeita de fogo-posto em incêndio num Salão do Reino


    tradução:
    http://newsroom.finland.fi/stt/showarticle.asp?intNWSAID=13952&group=General
    Polícia finlandesa suspeita de fogo-posto em incêndio num Salão do Reino
    11.10.2006 às 9:06
    Um Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na cidade finlandesa de Vantaa, que faz fronteira com Helsínquia a norte, ficou seriamente danificado pelo fogo às primeiras horas de quarta-feira.
    A Polícia disse à Agência de Notícias Finlandesa (STT) haver suspeita de fogo-posto em virtude de o incêndio se ter iniciado a partir da frincha de uma porta.
    Ninguém ficou ferido no incêndio e, graças ao facto de o prédio estar situado num amplo terreno, não houve o perigo de ele se espalhar para a área residencial vizinha.
    Os serviços de emergências foram alertados para a existência do incêndio por um motorista de autocarro pouco tempo antes da uma da madrugada (GMT+3). As brigadas de bombeiros colocaram o incêndio sob controle cerca das 2 da madrugada.
    Trad. por Carlos Queiroz

    Sexta-feira, Outubro 13, 2006

    Cirurgia e perfusão sem transfusões de sangue




    http://perfline.com/revista/volume10/v10n2/v10n2-01.html

    CIRURGIA E PERFUSÃO SEM TRANSFUSÕES DE SANGUE.


    Maria Helena L. Souza* e Decio O. Elias**.* Perfusionista **


    Cirurgia Cardíaca Pediátrica.


    Rio de Janeiro, Brasil.


    Contacto com o autor: Maria Helena L. Souza
    ABSTRACT
    Cardiac surgery and cardiopulmonary bypass have placed a tremendous demand on blood banking facilities. Open heart surgery has historically been associated with a high rate of blood transfusion. Efforts to decrease such a burden have allowed for a reduction in the blood units transfused per patient, during the last decade.
    The well known risks associated with blood transfusions have prompted the search for methods and techniques designed to further decrease the exposure of patients to homologous blood.
    Religious belief and the right to choose have led some patients to refuse transfusion of allogenic blood or blood products under all circumstances. In today's multicultural healthcare system, patients who request alternatives to blood transfusion are not only moved by religious beliefs. Cardiac surgery with cardiopulmonary bypass can be performed without the administration of homologous blood as a result of the employment of several combined strategies. A comprehensive blood conservation program designed to avoid blood transfusion must be a team group endeavour, and should include all phases of treatment, from the preoperative period to the post hospital discharge. A coordinated multidisciplinary approach is central to the success of any blood conservation program.
    Rev Latinoamer Tecnol Extracorp 10,2,2003
    RESUMO
    A cirurgia cardíaca e a circulação extracorpórea representam uma tremenda sobrecarga aos estoques dos bancos de sangue. A cirurgia cardíaca com CEC, historicamente está associada a uma elevada incidência de transfusões de sangue. Esforços para reduzir aquela sobrecarga tem permitido uma diminuição do número de unidades de sangue transfundidas por paciente, durante a última década.
    Os conhecidos riscos associados às transfusões de sangue prontificaram a busca de métodos e técnicas capazes de reduzir ainda mais a exposição dos pacientes ao sangue homólogo.
    Convicções religiosas e o direito de escolha tem levado alguns pacientes à recusar a transfusão de sangue ou de seus produtos, em qualquer circunstância. No sistema de saúde multicultural dos dias atuais, pacientes que solicitam alternativas à transfusão de sangue não são apenas movidos por razões religiosas. A cirurgia cardíaca com CEC pode ser realizada sem a administração de sangue homólogo, como resultado do emprego de uma combinação de várias estratégias. Um programa de conservação de sangue completo dirigido a evitar as transfusões de sangue deve ser um trabalho de equipe e deve incluir todas as fases do tratamento, desde o período pré-operatório até após a alta hospitalar. Uma abordagem coordenada e multidisciplinar é a chave do sucesso de qualquer programa de redução do uso de sangue.
    INTRODUÇÃO
    A cirurgia cardíaca e a circulação extracorpórea tradicionalmente representam uma grande sobrecarga aos Bancos de Sangue, devido à sua histórica elevada necessidade de transfusões de sangue e seus principais derivados, como plasma, concentrados de hemácias, plaquetas e fatores da coagulação.
    A grande expansão da síndrome da imunodeficiência adquirida por infecção pelos vírus HIV, nas duas últimas décadas, contribuiu para uma sensível redução dos estoques de sangue de doadores, devido, principalmente, à falta de esclarecimento de grande parte da população. Um outro contingente de complicações não menos graves relacionados às transfusões de sangue, como a transmissão da hepatite C, por exemplo, tornou o emprego das transfusões de sangue, um dos temas centrais de discussão em todas as unidades hospitalares, em busca de protocolos mais rigorosos, baseados em evidências, para justificar o uso de sangue nas diversas situações médicas e cirúrgicas.
    A experiência adquirida com os tratamentos ministrados aos membros da religião Testemunhas de Jeová, que rejeitam as transfusões de sangue e seus subprodutos, contribuiu para demonstrar que o organismo humano tem uma grande tolerância à anemia normovolêmica e que, freqüentemente, a adoção de um protocolo rígido para os diversos tratamentos médicos e cirúrgicos, pode evitar a necessidade de transfusões de sangue em um substancial número de pacientes. Os benefícios desses protocolos não estão restritos à esfera econômica. Ao contrário, estendem-se à incidência e severidade das complicações e à mortalidade hospitalar.
    A cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea constitui uma área em que o criterioso emprego de protocolos pré-estabelecidos contribui decisivamente para uma substancial redução do uso de sangue de doadores.
    Nos dias atuais há pacientes que discutem com as equipes cirúrgicas a possibilidade de evitar o emprego de sangue de doadores em seus tratamentos, baseados em convicções religiosas ou baseados no melhor conhecimento dos riscos e das possíveis implicações associadas à transfusão de sangue estocado. Estamos todos assistindo o nascimento de uma nova especialidade médico-cirúrgica que, ao menos provisoriamente, é conhecida como "bloodless medicine and surgery", para designar qualquer tratamento médico ou cirúrgico realizado sem o emprego de sangue de doadores; o uso de sangue coletado do próprio indivíduo, conhecido como autotransfusão, supre as necessidades de hemácias dos pacientes em tratamento.
    RAZÕES PARA EVITAR AS TRANSFUSÕES DE SANGUE
    Além das complicações inerentes à transfusão de sangue ou de seus sub-produtos, um número de outras evidências faz com que antes de administrar uma transfusão, todos os recursos alternativos disponíveis sejam tentados. Freqüentemente, é possível eliminar a necessidade da transfusão, pelo emprego de uma alternativa, desde que haja glóbulos vermelhos em circulação suficientes para o transporte de oxigênio aos tecidos. A tabela 1 relaciona os principais fatores que indicam a necessidade de evitar as transfusões de sangue [1].
    Infecções transmitidas pelas transfusões
    Reações de incompatibilidade do sistema ABO
    Imunomodulação associada às transfusões:
    Aumento do risco de infecções
    Disseminação de células malignas
    Efeitos negativos ligados ao período de estocagem
    Redução drástica dos estoques disponíveis
    Melhor resultado dos tratamentos
    Redução do custo global dos tratamentos
    Litígios
    Fundamentos religiosos
    Motivação para uma prática transfusional mais restrita
    Satisfação da equipe médico-cirúrgica
    Atende às preferências dos pacientes ORGANIZAÇÃO DE PROTOCOLOS
    Nos dias atuais e em um sistema de saúde multicultural, os pacientes que solicitam tratamentos alternativos às transfusões de sangue não são apenas movidos por fundamentos religiosos, como ocorre com as Testemunhas de Jeová, por exemplo. Muitos indivíduos conhecem as desvantagens das transfusões de sangue e preferem evitá-las, sempre que possível.
    A cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea pode ser realizada sem a administração de sangue de doadores, como resultado do emprego de um conjunto de estratégias destinadas a otimizar todas as etapas do procedimento cirúrgico. Entretanto, um programa de redução do emprego de sangue deve necessariamente ser multidisciplinar e deve abranger todas as fases do tratamento dos pacientes, até a alta hospitalar. Não tem qualquer utilidade, por exemplo, uma equipe cirúrgica aplicar um protocolo rigoroso para evitar o uso de transfusões na sala de operações, se o paciente ao chegar à unidade de terapia intensiva recebe a transfusão de concentrado de hemácias, porque o hematócrito do paciente está abaixo de um determinado valor considerado limite pela equipe de pós-operatório.
    Um programa de redução ou eliminação do uso de sangue em cirurgia cardíaca é um projeto amplo e que inclui a participação entusiástica de todo o pessoal envolvido com o tratamento dos pacientes em todas as suas fases, desde o período pré-operatório até a alta hospitalar. Uma abordagem coordenada e multidisciplinar é o ponto mais importante para o sucesso de qualquer programa de tratamento sem transfusões de sangue.
    Os principais riscos das transfusões associados com a cirurgia cardíaca são predominantemente relacionados às coagulopatias e à hemodiluição que ocorrem como resultado do uso da circulação extracorpórea para a realização das operações. A conservação da massa de células vermelhas e a prevenção das coagulopatias são os objetivos mais importantes de qualquer protocolo destinado a evitar as transfusões.
    As estratégias gerais desenvolvidas para guiar a prevenção da necessidade de transfusões estão usualmente centradas em torno de alguns conceitos básicos, como:
    Reduzir os riscos associados às hemorragias
    Uso de técnica operatória meticulosa
    Otimização dos circuitos de CEC e do priming
    Uso de agentes hemostáticos
    Iniciar o tratamento médico bem antes da data da cirurgia
    Manter um elevado nível de qualidade da terapia intensiva NÍVEIS MÍNIMOS ACEITOS PARA O HEMATÓCRITO
    Os riscos de mortalidade em relação aos níveis do hematócrito durante a cirurgia cardíaca foram extraídos de grandes séries de pacientes. Baseados nessa experiência, demonstrou-se que um hematócrito mínimo de 15% para a maioria dos pacientes e 17% para pacientes de alto risco, durante a circulação extracorpórea e 22% para a maioria dos pacientes e 24% para pacientes de alto risco no pós-operatório imediato, são valores que asseguram um adequado transporte de oxigênio e que costumam reduzir os riscos de enfrentar maiores morbidade e a mortalidade [2,3].
    O manuseio com sucesso de pacientes Testemunhas de Jeová permitiu comprovar a acentuada tolerância dos pacientes à anemia normovolêmica aguda. A estrita adesão à uma rotina específica deverá permitir que a grande maioria dos casos seja conduzida com valores de hematócrito bem superiores aos valores mínimos acima descritos.
    A maioria dos hospitais e serviços de hemoterapia estabeleceram padrões para os valores mínimos de hematócrito aceitos em pacientes cirúrgicos. Estes valores devem ser adotados pelas equipes de cirurgia cardíaca, com o objetivo de orientar os esforços voltados para a prática da cirurgia e da circulação extracorpórea sem o uso de sangue.
    ESTRATÉGIAS PARA EVITAR AS TRANSFUSÕES DE SANGUE
    1. ESTRATÉGIAS PRÉ-OPERATÓRIAS
    Devemos avaliar a massa de células e a coagulação do sangue. Qualquer grau de anemia deve ser investigado e tratado. Do mesmo modo, qualquer alteração da coagulação, eventualmente presente, deve ser investigada e adequadamente tratada [4].
    1.1. O tipo de anemia e a sua etiologia devem ser pesquisados e corrigidos até alcançar os valores normais do hematócrito ou o mais próximo possível. Algumas drogas e suplementos nutricionais podem estar indicados, tais como: Ferro (sulfato ferroso), ácido fólico, vitamina B12 e eritropoietina. Ajustes nutricionais também podem contribuir para normalizar os valores do hematócrito e da hemoglobina.
    1.2 Distúrbios da coagulação, se presentes, devem ser investigados e tratados sempre que possível. A administração de vitamina K1, a suspensão do uso de inibidores plaquetários ou a sua substituição por agentes inibidores plaquetários reversíveis e de curta duração pode ser necessário.
    A maioria dos pacientes tem hematócritos e níveis de hemoglobina normais. A coagulação do sangue também é normal. Mesmo esses pacientes podem ser beneficiados pela administração de eritropoietina, com o objetivo de estimular a produção de glóbulos vermelhos.
    2. ESTRATÉGIAS INTRA-OPERATÓRIAS
    Os principais objetivos dos programas de conservação de sangue durante o período trans-operatório da cirurgia cardíaca são minimizar as perdas sanguíneas, preservar a massa de glóbulos vermelhos e as funções do sistema de coagulação. Estes objetivos podem ser alcançados mediante uma técnica operatória meticulosamente conduzida e uma perfusão ministrada com extrema atenção ao detalhe.
    Algumas técnicas intra-operatórias que constituem importantes adjuntos para a redução do uso de sangue são:
    A hemodiluição normovolêmica aguda. O sangue é coletado dos próprios pacientes, imediatamente após a indução da anestesia e antes do início da operação. Logo após a coleta da primeira bolsa de sangue, o volume removido do paciente passa a ser reposto por soluções cristalóides e colóides. A infusão de reposição é orientada pela monitorização dos parâmetros hemodinâmicos dos pacientes. Podemos coletar duas ou três unidades de sangue de um paciente adulto, sem efeitos colaterais de importância.
    Durante a operação, o sangue do paciente permanece na sala de cirurgia, pronto para uso. Esta técnica permite a autotransfusão de sangue rico em hemácias e plaquetas, contendo todos os fatores de coagulação intactos.
    Administração de antifibrinolíticos. Os agentes antifibrinolíticos, principalmente a aprotinina e o ácido tranexâmico podem contribuir significativamente para minimizar as perdas sanguíneas durante o per e o pós-operatório imediato e, desse modo, reduzir as necessidades de transfusões. O emprego da aprotinina reduz as perdas sanguíneas em cerca de 50-60%. Os resultados obtidos com o ácido tranexâmico são semelhantes [5].
    Técnica Operatória. Um fator crítico na "cirurgia sem uso de sangue" é a natureza meticulosa da hemostasia necessária durante as dissecções cirúrgicas e o restante do procedimento operatório. O eletrocautério, o coagulador de argônio, o bisturi de micro-ondas e os agentes hemostáticos tópicos devem ser usados, de acordo com a escolha e a experiência do cirurgião. As perdas sanguíneas no campo operatório podem ser reduzidas a um mínimo com uma cuidadosa exposição cirúrgica, mesmo durante as re-operações.
    Circuito da Perfusão. A equipe de perfusão deve ajustar o circuito habitualmente usado, para minimizar a hemodiluição do prime. O circuito da CEC pode ser adaptado para acomodar um prime pequeno, de cerca de 1.000 a 1.200 ml de cristalóides.
    Prime Autólogo. O emprego do prime autólogo retrógrado para substituir a maior parte dos cristalóides do circuito é uma outra alternativa capaz de reduzir acentuadamente o grau de hemodiluição e manter um adequado transporte de oxigênio, durante a circulação extracorpórea.
    Ultrafiltração (Hemoconcentração). A ultrafiltração deve ser considerada como um excelente complemento para remover o excesso de água administrado durante a coleção do sangue autólogo. Ambas, a ultrafiltração convencional ou a modificada, podem ser usadas com bons resultados. Com um ultrafiltro no circuito, ao final da operação o hematócrito pode alcançar a faixa dos 32-36%.
    Hemostasia Cirúrgica. Após a saída de perfusão, uma meticulosa hemostasia é necessária. O sangue residual do oxigenador e do circuito é administrado ao paciente, para ajustar a função hemodinâmica e para aumentar o hematócrito. Os diuréticos podem ser usados mais liberalmente, para eliminar o excesso de água.
    Anticoagulação. A administração da heparina e o seu efeito na coagulação devem ser cuidadosamente monitorizados durante o procedimento. A protamina deve ser administrada com cautela, na dose suficiente para neutralizar a heparina. A neutralização da heparina deve ser monitorizada pelo retorno do TCA aos valores basais.
    Recuperação de células no trans-operatório. Sempre que estiver disponível, um método de recuperação das células vermelhas pode ser usado, como o emprego dos cell-savers. Sem um cell-saver, o sangue aspirado do campo operatório deve ser retornado ao circuito. O sangue residual do circuito, ao final da perfusão pode ser imediatamente reinfundido ao paciente, para ajustar a função hemodinâmica. Alternativamente o perfusato residual pode ser coletado em um cell-saver ou em bolsas coletoras, para re-infusão subseqüente, por via venosa.
    O sangue autólogo coletado no início da cirurgia é administrado, conforme as necessidades, para substituir as perdas imediatas ou para elevar o hematócrito pós-perfusão.
    ESTRATÉGIAS PÓS-OPERATÓRIAS
    A monitorização pós-operatória criteriosa é um adjunto importante nos protocolos de eliminação do uso de sangue. O perfusato residual do circuito e o sangue autólogo são usados para repor as perdas sanguíneas, como na sala de operações, e para elevar o hematócrito [6].
    O sangue coletado pela drenagem mediastínica também pode ser processado em um cell-saver, para reposição das hemácias ou pode, simplesmente, ser filtrado e reinfundido por via venosa.
    Após a saída da unidade de terapia intensiva, os pacientes com hematócrito baixo podem ser submetidos ao mesmo regime de tratamento do pré-operatório, para tratar da anemia.
    Uma equipe experiente pode conduzir praticamente todos os pacientes adultos através das operações cardíacas sem a necessidade de transfundir uma única unidade de sangue ou derivados.
    REFERENCIAS
    1. Martin V, Farmer SL, Wren MN, Towler SCB et cols. The theory and practice of bloodless surgery. Transfusion ans Apheresis Science. 27:29-43, 2002.
    2. Hardy JF, Bélisle S, Janvier G, Samama M. Reduction in requirements for allogeneic blood products: nonpharmacologic methods. Ann Thor Surg 62: 1935-1943, 1996.
    3. Cormack JE, Groom RC. Hematocrit prediction and preservation for cardiopulmonary bypass. Perfusion Line - E-Journal. http://perfline.com/ejournal/jec0102.html
    4. Reger TB, Roditski D. Bloodless Medicine and Surgery for patients having cardiac surgery. Crit Care Nurse. 21,4, August 2001.
    5. Karski JM, Teasdale SJ, Norman P, Carroll J et cols. Prevention of bleeding after cardiopulmonary bypass with high-dose tranexamic acid. Double-blind, randomized clinical trial. J Thorac Cardiovasc Surg 110: 835-842, 1995.
    6. Rosengart T, Debois W. Transfusion alternatives for Cardiac Surgery. Chapter 7: Alternatives to allogeneic blood transfusion. New York, 1998.
    Perfusion Line ©1997 - 2003Rev Latinoamer Tecnol Extracorp 1993-2003e-mail: Webmaster@perfline.com

    Transplante hepático sem transfusão sanguínea







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    Rev. Col. Bras. Cir. vol.32 no.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2005
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    doi: 10.1590/S0100-69912005000400014

    RELATO DE CASO

    Transplante hepático sem transfusão sanguínea

    Liver transplantation without blood transfusion

    João Eduardo Leal Nicoluzzi, TCBC-PRI; Marlus MoreiraII; Pedro Ernesto Caron, TCBC-PRIII
    ICirurgião Digestivo, Coordenador do Programa de Transplante Hepático e Pancreático do Hospital Angelina Caron (HAC); Mestre e Doutor em Cirurgia; Professor Adjunto da Pós-Graduação de Cirurgia da PUC-PR IIResidente do 2º Ano de Cirurgia Geral do HAC IIICirurgião-Geral, Chefe do Serviço de Cirurgia do HAC; Mestre em Cirurgia PUC-PR
    Endereço para correspondência

    ABSTRACT
    Orthotopic liver transplantation (OLT) usually requires large amounts of blood transfusion. Reports of OLT without transfusion are scarce and often associated to religious reasons. Herein we report two cases of OLT successfully managed without blood transfusion and not related to religious beliefs.
    Key words: Liver transplantation; Blood transfusion.

    INTRODUÇÃO
    A partir da década de 90 começaram a surgir na literatura relatos de transplantes hepáticos ortotópicos sem uso de transfusão sangüínea ou hemoderivados, normalmente relacionados a fatores religiosos envolvendo pacientes Testemunhas de Jeová1.
    Este procedimento passou a ser possível somente após refinamento cirúrgico e anestésico, e avanços na medicina intensiva, com diminuição da morbidade e mortalidade. Contudo, uma cirurgia desse porte, sem uso de hemoderivados permanece como um desafio para as equipes cirúrgicas e anestésicas1.
    Procedimentos de transplantes hepáticos sem uso de hemoderivados em pacientes sem motivos religiosos permanecem raros. O objetivo deste estudo é relatar dois casos de transplante de fígado sem transfusão de sangue, sem razão religiosa, assim como a evolução pós-operatória desses pacientes.

    RELATO DE CASO
    Ambos os pacientes eram do sexo masculino, com idades de 44 e 41 anos. Os tipos sangüíneos eram AB negativos e portadores de cirrose hepática alcoólica.
    Pré-operatoriamente foram listados de acordo com a classificação de Child-Pugh sendo o caso 1 com índice B7 e o caso 2 com índice B8.
    O paciente 1 apresentava hemoglobina de 16mg/dl, volume globular de 45% e contagem de plaquetas de 80.000/ìl. Os demais exames não revelaram alterações no sistema hematopoiético.
    O paciente 2 apresentava hemoglobina de 17,1mg/ dl, volume globular de 48% e contagem de plaquetas de 196.000/ìl. Nenhuma alteração foi encontrada em relação à hematopoiese.
    Em nenhum momento foi utilizada qualquer medicação para estimulação da eritropoiese.
    Os atos cirúrgicos foram executados conforme a técnica clássica para transplante hepático ortotópico. A drenagem biliar foi feita em ambos os casos com derivação bíliodigestiva em Y de Roux. A temperatura corporal foi aferida com termômetro intra-traqueal e variou entre 35,5 e 36,5ºC, mantida com auxílio de cobertor térmico em sala aquecida para evitar hipotermia com conseqüente coagulopatia. Utilizou-se equipamento para recuperação de hemácias intra-operatória, bem como bisturi de argônio para coagular qualquer superfície cruenta. As anastomoses foram feitas em espaço restrito, o que evitou superfícies cruentas alargadas com maior probabilidade de sangramentos. Foram utilizados drenos de Jackson Pratt para monitorar sangramentos pós-operatórios. A imunossupressão foi induzida intra-operatoriamente com metilpredinisolona na dose de 500mg.
    No caso 1 a perda sangüínea estimada foi de 190 ml, volume recuperado sob forma de concentrado de hemácias pelo equipamento para recuperação de hemácias intra-operatória, após filtragem per-operatória de 2.100 ml. No caso 2 a perda sangüínea estimada foi de 180 ml após filtragem peroperatória de 1.980 ml.
    Esses volumes foram desprezados em ambos os casos. Ao tempo de fechamento da pele o paciente 1 apresentava hematócrito de 48% e diurese de 50 ml/hora. No paciente 2 o hematócrito foi de 45% com diurese de 40 ml/hora.
    Os pacientes foram transferidos para unidade de terapia intensiva procedendo-se a sangrias para adequar o volume globular em ambos os pacientes. No paciente 1 foi flebotomizado 500 ml de sangue, reduzindo o volume globular de 48% para 38% no segundo dia após sangria. O paciente 2 sofreu sangria de 350 ml, o que reduziu o volume globular de 45% para 30% no segundo dia após sangria.
    Os pacientes mantiveram-se estáveis entre os atos cirúrgicos e o pós-operatório imediato. No seguimento pós-transplante os pacientes permaneceram sob cuidados intensivos por seis a 10 dias até a alta hospitalar nas condições conforme
    Tabela 1.


    DISCUSSÃO
    Com o aumento do conhecimento público em relação aos riscos das transfusões sangüíneas e de hemoderivados, a medicina vem adaptando-se com técnicas para incrementar a hematopoiese, evitar distúrbios de coagulação e diminuir a perda sangüínea intra-operatória. Recursos de suma importância em cirurgias de grande porte, onde o uso de sangue é freqüente como observado nos transplantes hepáticos. Boa parte desses avanços é creditada à cirurgia cardíaca, contudo nem todos foram transferidos à cirurgia digestiva ou foram, mas não plenamente difundidos. É o que ocorre com os aparelhos de recuperação intra-operatória de hemácias, os quais tiveram seu uso restringido por receio de contaminação sistêmica por flora intestinal ou difusão de células tumorais, hoje desmentidos por estudos em cirurgia traumática com perfuração intestinal e em cirurgias neoplásicas, nessas associado ao uso de filtros especiais1.
    Outro fator relevante para o desenvolvimento dessas técnicas é o aumento de pessoas com convicções religiosas que não aceitam sangue, como é o caso das Testemunhas de Jeová. O paciente para entrar no protocolo de transplante sem transfusão deve passar por alguns critérios de exclusão, os quais criados na Universidade de Pittsburgh1, vêm sendo adotados por muitos serviços 1-3, são eles: (1) hematócrito <> 15 segundos; (4) conhecimento de anatomia venosa esplâncnica que requeira reconstrução vascular durante o transplante; (5) sangramento ativo; (6) insuficiência renal e disfunção de outro órgão importante exceto o fígado.
    Pré-operatoriamente o uso de eritropoietina humana recombinante está cada vez mais comum em pacientes anêmicos a serem submetidos a cirurgias com potencial para perda sangüínea volumosa, sendo as melhores respostas obtidas nesse tipo de paciente1. No manejo pré-transplante deve ser feito 50 a 100 U/Kg subcutâneas três vezes por semana1-4 e suplementação com sulfato ferroso via oral de 8/8 horas diariamente1.
    Espera-se aumento médio de oito pontos no hematócrito do paciente manejado dessa maneira por tempo mínimo de quatro semanas, sendo que aumentos significativos não foram observados em menos de duas semanas de tratamento1. Infelizmente tal abordagem não está livre de efeitos colaterais e atenção deve ser dada a possíveis elevações de pressão arterial e trombose de acessos venosos instalados permanentemente1.
    No manejo intra-operatório está envolvido tempo de isquemia mínimo, com doadores locais apenas e com a sala mantida aquecida para evitar hipotermia com conseqüente coagulopatia2,5. Todas amostras sanguínea também devem ser restritas a um mínimo possível durante o ato cirúrgico 2. Monitor para tromboelastografia deve ser usado primariamente para se ter acesso ao status de coagulação do paciente 2.
    Plaquetoferese também e outro recurso preconizado, realizada apos a indução anestésica, flebotomizando-se 5 a 7 litros de sangue num fluxo de 60 ml/min em unidade de plaquetoferese. Isso resulta em bolsa de 250 a 300 ml de concentrado de plaquetas com 3 x 109/L a 8 x 109/L de plaquetas, equivalente a 6 a 8 U de plaquetas doadas2. O sangue pobre em plaquetas deve ser reinfundido lentamente para manter a capacidade de oxigenação tecidual e o plasma rico em plaquetas infundido apos a reperfusão2. Hemodiluição isovolêmica e alcançada em conjunto com a plaquetoferese pela remoção de 2U (cada uma com cerca de 500 ml) de sangue total com estocagem em embalagem própria que capacite posterior reinfusão dos mesmos.
    Quando a solução escolhida para manter a normovolemia for cristalóide cuidado especial deve ser tomado para não infundir mais que 15 ml/Kg/hora de solução fisiológica 0,9%, o que diluiria tampões extracelulares gerando acidose hipercloremica. Por isso soluções colóides devem complementar o manejo, bem como albumina quando seu uso for permitido pelo paciente 3.
    No manejo pós-operatório monitorização com tromboelastograma, tempo de ativação da protrombina e contagem de plaquetas devem ser mantidos e qualquer fibrinolise pode ser corrigida com acido -aminocaproico 2. Suplementação com eritropoietina e sulfato ferroso também são mantidos ate o paciente atingir hematócrito maior que 35% 2.
    O estado fisiológico dos pacientes, com graduação Child-Pugh favorável, associado a técnica operatória cuidadosa e tecnologia avançada culminou com procedimento operatório satisfatório e sangramento mínimo. Desse modo, fica evidente a factibilidade de transplante hepático ortotópico sem infusão de sangue, seja em pacientes selecionados e preparados pre-operatoriamente ou em outros casos mediante técnica apurada.

    REFERÊNCIAS
    1. Baldry C, Backman SB, Metrakos P, et al. Liver transplantation in a Jehovah's Witness with ankylosing spondylitis. Can J Anesth. 2000; 47(7):642-6.
    2. Ramos HC, Todo S, Kang Y, et al. Liver Transplantation without the use of blood products. Arch Surg. 1994;129(5):528-33 [
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    3. Seu P, Neelankanta G, Csete M, et al. Liver transplantation for fulminant hepatic failure in a Jehovah's Witness. Clin Transplant. 1996;10(5):404-7. [
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    4. Goodnough LT, Monk TG, Andriole GL. Erythropoietin therapy. N Eng J Med. 1997; 336(13):933-8. [
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    5. Lewis JH, Bontempo FA, Awad SA, et al. Liver Transplantation: intraoperative changes in coagulation factors in 100 first transplants. Hepatology. 1989;9(5):710-4.

    Endereço para correspondência


    Dr. João Eduardo Leal Nicoluzzi

    Rua Santo Amaro, 118 - Bairro Água Verde

    80.620-330 - Curitiba – PR

    E-mail: jenicoluzz@yahoo.com
    Recebido em 08/06/2004 Aceito para publicação em 07/12/2004

    Trabalho realizado no Serviço de Cirurgia do HAC, Campina Grande do Sul, Paraná.

    © 2006 Colégio Brasileiro de Cirurgiões

    Rua Visconde de Silva, 52 - 3º andar

    22271- 090 Rio de Janeiro - RJ

    Tel.: (55 21) 2537-9164

    Fax: (55 21) 2286-2595

    Abusos sexuais, violência e trabalho infantil afectam mais de 200 milhões de crianças



    Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6043 Sexta, 13 de Outubro de 2006

    Abusos sexuais, violência e trabalho infantil afectam mais de 200 milhões de crianças
    joana Ferreira da Costa
    Relatório identifica os cenários da violência e faz recomendações específicas sobre as formas de a eliminar
    Os números do primeiro relatório das Nações Unidas (ONU) a investigar a fundo o problema da violência infantil são avassaladores: 223 milhões de raparigas e rapazes foram forçados a manter relações ou sofreram algum tipo de abuso sexual, 218 milhões participaram em esquemas de trabalho infantil e 275 milhões presenciaram cenas de violência doméstica.

    "As crianças e jovens são hoje alvo de actos de violência que não eram registados há séculos", lê-se no relatório encomendado em 2003 pelo secretário-geral da ONU a um perito independente, o investigador brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro.

    O objectivo foi estudar o problema das agressões a que os menores estão sujeitos em todo o mundo e elaborar um conjunto de recomendações que pudessem ser adoptadas pelos Estados-membros. Entre elas está a criação, em cada país, de um Provedor da Criança, que lute pela aplicação de medidas de protecção e garanta o tratamento das denúncias. O mesmo deverá acontecer a nível global com a criação pelas Nações Unidas de um Representante Especial do Secretário-Geral para o problema.

    "É preciso que haja figuras que a nível global e nacional não deixem este tema cair no esquecimento e façam com que este esforço se traduza em acções", sublinhou ao PÚBLICO o autor do relatório. "Este estudo não foi feito para decorar estantes, mas para ser usado na prática", porque todas as formas de violência "são evitáveis".O relatório - feito com base em quase 300 estudos, visitas de campo, reuniões regionais e nacionais onde participaram crianças - analisa a violência em vários palcos: da família à escola, das instituições de assistência e judiciais à comunidade (ver caixas).

    A primeira grande conclusão é que a violência contra crianças e jovens continua a ser um fenómeno invisível. É camuflada pelo medo e vergonha das crianças, mas também dos próprios pais, quando o agressor é um membro da família.

    Por outro lado, a sociedade continua a aceitar como normais certos tipos de violência infantil. Segundo o relatório, há pelo menos 106 países onde nas escolas continua a ser legalmente permitido bater nos alunos e em 147 Estados os castigos corporais não estão proibidos nas instituições de acolhimento de menores.

    A falta de mecanismos seguros de denúncia da violência contribuiu igualmente para o reduzido número de denúncias. As crianças estão mais expostas à violência "apenas por serem crianças". Mas a sua vulnerabilidade a maus tratos físicos e psicológicos está directamente relacionada com a idade e o sexo, explica o relatório.

    Os mais novos são frequentemente sujeitos a maus tratos físicos. Na adolescência o risco maior é o de violência sexual. Já os rapazes são mais expostos à agressão física, enquanto as raparigas ao abandono, abuso e exploração sexual. O desenvolvimento económico, o status social, a idade, o sexo são outros factores associados ao risco de violência mortal, calculando-se que sejam duas vezes maiores em países pobres do que em países desenvolvidos.

    Além das consequências físicas - morte, aumento de doenças pulmonares ou sexualmente transmissíveis -, a violência gera maior susceptibilidade a traumas sociais, emocionais e cognitivos. A violência sobre as crianças "ensina-lhes que esse comportamento é aceitável e perpetua assim o ciclo de violência".
    "Não é possível acreditar que bater educa"

    Quinta-feira, Outubro 12, 2006

    A Questão Não Resolvida da Objecção de Consciência ao Serviço Militar na Arménia






    Tradução de:

    http://www.jw-media.org/index.html

    Site Autorizado do Escritório de Informação Pública das Testemunhas de Jeová

    Edições de Notícias em Vídeo - Notícias Principais
    A Questão Não Resolvida da Objecção de Consciência ao Serviço Militar na Arménia




    Ao longo dos últimos doze anos, mais de 200 jovens foram detidos na Arménia devido à sua objecção de consciência ao serviço militar. Em Julho de 2004, dava a entender que a Arménia estava a satisfazer a ordem do Conselho da Europa para que oferecesse serviço civil alternativo como opção para os objectores de consciência. No entanto, uma observação mais atenta revela algo muito diferente.
    Parte Um: No Âmago da Questão Porque estão a ser detidas as Testemunhas de Jeová na Arménia devido à sua objecção de consciência ao serviço militar?(Tempo: 2:28)




    Part Dois: Testemunho Pessoal Quatro jovens Testemunhas de Jeová descrevem por palavras suas o motivo pelo qual o serviço alternativo na Arménia não foi uma opção aceitável para eles.(Tempo: 3:10)
    Trad. por Carlos Queiroz

    Darfur (Sudão): ONU quer que todos ajudem a evitar a morte de 300 mil






    onu_quer_todos_ajudem_a_evitar_a_mor.html

    ONU quer que todos ajudem a evitar a morte de 300 mil
    Foto: CRIS BOURONCLE/ AFP


    Crise humanitária em Darfur pode ser agravada por falta de acordo
    Orlando Castro


    Na mesma altura em que o Programa Alimentar Mundial (PAM) alerta que cerca de 300 mil pessoas na região sudanesa de Darfur correm o risco de morrer à fome, dado que não recebem ajuda internacional há quatro meses, o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Jan Egeland, advertiu ontem os países africanos e islâmicos para que aumentem a ajuda humanitária, lembrando que o conlito provocou já cerca de 300 mil mortos e mais de 2,4 milhões de deslocados e refugiados.


    "Necessitamos de um esforço diplomático mundial porque o que algumas potências ocidentais estão a fazer não é suficiente", disse Egeland, acrescentando que "esse esforço tem que vir obrigatoriamente de outros lados, como são os casos dos países africanos, asiáticos e árabes islâmicos".


    Recorde-se que as Nações Unidas aprovaram o envio de forças para Darfur (17 mil militares e três mil polícias), mas o Governo de Cartum opõe-se taxativamente à possibilidade de as forças internacionais da União Africana, 7 mil homens, serem substituídas por outras exteriores a África.


    "Chegou o momento de o Governo do Sudão entender que essas forças são internacionais e que serão formadas por militares e polícias asiáticos e árabes", disse Egeland, ressaltando que o projecto "não é ocidental, mas mundial e que ap ser de solidariedade com o povo de Darfur também o é com todos os sudaneses".


    Egeland chamou ainda a atenção para as dificuldades de acesso dos trabalhadores humanitários perante as violentas incursões das milícias do Exército de Resistência do Senhor (LRA), sobretudo a partir do norte de Uganda.


    Os serviços humanitários não têm acesso há mais de uma década à região que a ONU chama de "triângulo do LRA", que compreende uma área entre os povoados de Nimule, Labone e Juba.


    Entretanto, o presidente do Gabão, Omar Bongo, vai encontrar-se dia 17 em Cartum com os seus homólogos senegalês, Abdoulaye Wade, e nigeriano, Olusegun Obasanjo, para debater a crise em Darfur.


    Conflito dura desde 2003


    O conflito, ou genocídio, de Darfur teve início em Fevereiro de 2003 é uma guerra que tem lugar na região Oeste do Sudão, que opõe principalmente os janjauid - uma milícia recrutada entre as tribos baggara (árabes) - e os povos não-árabes.


    O Governo sudanês, embora negue que apoia os janjauid, tem fornecido armas e assistência e tem participado em ataques conjuntos. As mortes causadas pelo conflito são estimadas entre 50 mil (Organização Mundial da Saúde, Setembro de 2004) e 450 mil (Eric Reeves, professor do Smith Hampton College de Massachusetts, EUA, 28 de Abril de 2006).


    Os media, tal como os EUA e ao contrário da ONU, qualificam o conflito de "limpeza étnica" ou "genocídio". Diferentemente da segunda guerra civil sudanesa, que opôs o norte muçulmano ao sul cristão e animista, em Darfur a maioria dos residentes é muçulmana, bem como os janjauid.

    Milhares de crianças de arma na mão





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    Milhares de crianças de arma na mão
    Foto:


    Crianças em armas
    Pelo menos 11 mil crianças continuam a integrar grupos armados na República Democrática do Congo (RDCongo), onde a situação das mulheres é especialmente alarmante, denuncia um relatório da Amnistia Internacional (AI).


    O documento de 70 páginas, lembra que o recrutamento de menores de 15 anos é um crime de guerra segundo as leis internacionais dos direitos humanos.


    "A maioria das crianças do sexo feminino raptadas por combatentes continuam desaparecidas e ou foram abandonadas ou continuam dependentes de soldados adultos", refere o relatório, salientando que os comandantes não as libertam por as considerarem escravas sexuais.


    "Muitas foram sequestradas pelo Exército ou grupos rebeldes, enquanto estavam no campo ou quando as suas aldeias foram atacadas. Às vezes participam em combates, mas também são usadas como cozinheiras. A maior parte delas são utilizadas como escravas sexuais, sofrendo repetidas violações por parte dos soldados", adianta o relatório.


    Os conflitos que têm assolado a RDCongo na última década provocaram a morte a 3,9 milhões de pessoas, devido à violência e à fome.


    Actualmente, o país enfrenta a etapa final do processo de transição imposto com o fim da guerra, com eleições parlamentares e a segunda volta das presidenciais, prevista para dia 29.

    Aumenta violência sobre as mulheres



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    Aumenta violência sobre as mulheres

    Uma em cada três mulheres é vítima de violência pelo menos uma vez na vida, de acordo com um relatório das Nações Unidas, que declarou este fenómeno um flagelo mundial. "Tudo indica que a violência sobre as mulheres é um problema grave que se alastra por todo o mundo", revela o documento.

    "Os inquéritos realizados em 71 países indicam que uma proporção importante de mulheres são vítimas de violências físicas, psicológicas ou sexuais", diz ainda o documento, acrescentando que a forma mais frequente é a violência física infligida pelo parceiro sexual, estimando a ONU que, em média, uma em cada três mulheres sofre deste problema.

    O relatório indica ainda que a morte de mulheres é muitas vezes marcada pela violência sexual. Entre 40% a 70% das mulheres mortas na Austrália, Canadá, Israel, África do Sul e Estados Unidos da América foram assassinadas pelo marido ou companheiro.

    Na Colômbia, em média, todas as semanas uma mulher é morta pelo marido ou ex-marido. Centenas de mulheres foram raptadas, violadas e assassinadas na cidade de Juarez, no Norte do México.

    O relatório faz igualmente referência às mutilações genitais suportadas por 130 milhões de raparigas em todo o Mundo, principalmente no continente africano, em alguns países do Médio Oriente e em algumas comunidades imigrantes.

    A violência sobre as mulheres no decorrer dos conflitos armados tem quase sempre um carácter sexual e as Nações Unidas estimam que durante o genocídio no Ruanda, em 1994, entre 250 mil e 500 mil mulheres tenham sido violadas e entre 20 mil e 50 mil outras mulheres tenham sofrido a mesma sorte durante o conflito na Bósnia, no início de 1990.

    A ONU conclui que os estados não estão a fazer o que lhes compete para acabar com o flagelo.

    Quarta-feira, Outubro 11, 2006

    Catástrofes: Quase um milhão de mortos desde 1990



    Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6041 Quarta, 11 de Outubro de 2006

    Catástrofes Quase um milhão de mortos desde 1990
    As catástrofes naturais provocaram quase um milhão de mortos desde 1990 e todos os anos afectam 200 milhões de pessoas. Este é o balanço da Organização das Nações Unidas (ONU) que hoje assinala o Dia Internacional para a Redução dos Desastres Naturais com uma campanha dirigida às crianças, um dos grupos mais vulneráveis às ameaças de catástrofes, sobretudo se se encontrarem na escola quando elas ocorrem. Mas, segundo o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, as crianças podem ser simultaneamente "poderosos agentes de mudança, desde que tenham conhecimentos sobre como se preparar, como agir perante os alertas e como reduzir os riscos em casa e nas suas comunidades". A campanha agora promovida pela agência internacional pretende incentivar o ensino de matérias relacionadas com desastres naturais e redução de riscos nas escolas. Há países, como o México, Roménia e Nova Zelândia, onde o tema faz parte do currículo escolar obrigatório.

    Dois graus farão toda a diferença à Terra





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    Dois graus farão toda a diferença à Terra



    Foto: alfredo cunha
    Ecossistemas não têm capacidade infinita de adaptação a mudanças
    A subida de dois graus na temperatura média tendo como referência os valores antes da era industrial é o limite que os ecossistemas têm para se ajustar, disse ontem um dos intervenientes na Conferência Internacional sobre Alterações Climáticas, promovida pela Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território da Assenmbleia da República.


    De acordo com Matthias Duwe, dirigente de uma organização ambientalista, a Climate Action Network-CAN, tem que haver medidas para suster abaixo dos dois graus o aquecimento global. Segundo projecções que apresentou, poucos ecossistemas se conseguiriam adaptar a um aumento de cinco graus, aquele que é o cenário mais pessimista para o final deste século, no caso de não haver um decréscimo substancial das emissões de gases com efeito de estufa. A partir dos dois graus de aumento da temperatura as margens de risco sobem abruptamente para valores incomportáveis em termos de fome, inundações costeiras e doenças. Matthias Duwe lembrou que a zona mediterrânica é das mais vulneráveis e que a Europa do Sul vai ter dos efeitos mais negativos. Advoga, por isso, a criação de um grupo que junte os países mais vulneráveis "que peçam mais acção (preventiva) por parte dos grandes poluidores e negociadores internacionais". "Será necessário negociar um novo Protocolo de Quioto nos próximos dois a três anos", advertiu o mesmo orador, na mesma linha de Filipe Duarte Santos, que defendeu como "urgente" a negociação do regime climático para depois de 2012. Eduarda Ferreira

    Região de Darfur: Trezentas mil pessoas podem morrer de fome



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    Região de Darfur, no Sudão, não é abastecida pelo PAM desde há quatro meses...
    Trezentas mil pessoas podem morrer de fome


    O Programa Alimentar Mundial avisou ontem que há cerca de 300 mil pessoas na região sudanesa de Darfur que correm actualmente o risco de morrer à fome, uma vez que não recebem ajuda internacional há já quatro meses.

    O recrudescimento do conflito, que dura desde o mês de Fevereiro de 2003, impediu aquela agência das Nações Unidas de distribuir alimentos à população. No entanto, o número de afectados é inferior ao do ano passado, embora, ainda assim, “muito elevado”, como referiu a porta-voz do PAM, Christiane Berthiaume, que destacou as dificuldades das populações em conseguir alimentos antes da época das colheitas. No passado mês de Maio, o governo sudanês assinou um acordo de paz com o maior grupo rebelde de Darfur. Outros dois grupos recusaram o entendimento, o que provocou um recrudescimento do conflito, que só no último fim-de-semana provocou centenas de mortos entre a população civil.

    Além da instabilidade na região, o PAM não tem financiamento assegurado para as suas acções humanitárias no país, onde assiste seis milhões de pessoas. A falta de fundos levou à redução para metade, no mês passado, das rações distribuídas pelo PAM em Darfur. A agência da ONU apela mais uma vez a donativos da comunidade internacional para atingir os 350 milhões de dólares (280 milhões de euros), a fim de poder continuar a distribuir rações até Março do próximo ano. O conflito em Darfur já provocou cerca de 300 mil mortos e mais de 2,4 milhões de refugiados e pessoas que foram deslocadas.

    O governo e os rebeldes da Frente do Este chegaram segunda-feira a um protocolo de acordo sobre “uma partilha de poder”, durante as negociações de paz em Asmara, capital da Eritreia, indicou a agência oficial sudanesa Suna. A mesma fonte não revela detalhes sobre o conteúdo do documento, que constitui o último de uma série de outros acordos firmados antes da assinatura de um acordo de paz final, que deverá acontecer durante a última semana do mês de jejum muçulmano Ramadão, que termina no próximo dia 22.

    No fim de Setembro o governo do Sudão e activistas da Frente do Este concluíram em Asmara um acordo inicial sobre questões de segurança, que estiveram no centro das negociações, retomadas a 22 de Agosto deste ano. As duas partes chegaram a acordo sobre o desenvolvimento e a partilha de recursos. Os rebeldes do Este, que só esporadicamente defrontaram as forças de Cartum durante os últimos 10 anos, controlam uma zona limítrofe da fronteira sudanesa com a Eritreia, onde também dispõem de bases.

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    Acordo

    Fim dos combates

    A Frente de Este procura obter maior autonomia e maior controlo dos recursos. Cartum e o chefe dos rebeldes da Frente do Este, Moussa Mohammad Ahmad, assinaram a 19 de Junho, em Asmara, um acordo de cessação das hostilidades, visando acabar com os combates esporádicos.

    Terça-feira, Outubro 10, 2006

    Quarenta países enfrentam emergência alimentar



    Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6040 Terça, 10 de Outubro de 2006

    Quarenta países enfrentam emergência alimentar
    Kathleen Gomes


    Timor-Leste e Angola integram lista divulgada pela FAO de países que necessitam de ajuda alimentar.

    Darfur é o problema mais grave
    A África continua a ser o continente mais atingido pela fome: entre os 40 países que actualmente enfrentam uma crise alimentar e necessitam de ajuda internacional, 26 são africanos. A lista foi divulgada ontem pela FAO, a agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, salientando que a crise na região do Darfur, no Sudão, é o problema humanitário mais grave e urgente.

    Conflitos armados e condições meteorológicas erráticas ou adversas estão por trás das situações diagnosticadas pela FAO. Mesmo países com sinais de crescimento económico e prosperidade integram a lista: é o caso de Angola, onde "cerca de 800 mil pessoas vulneráveis precisam de 58 mil toneladas de cereais". Na sequência da recente luta civil, em Timor-Leste "centenas de milhares de pessoas necessitam de ajuda alimentar", alerta a agência da ONU.

    No Darfur, onde o conflito entre forças governamentais e rebeldes já fez mais de 200 mil vítimas e pôs em fuga 2,5 milhões de pessoas, a violência em curso pode ameaçar ainda mais o precário stock alimentar da região. O agravamento da insegurança pode inviabilizar as principais colheitas, que deverão ter início nas próximas semanas, avisa a FAO.

    Tchetchénia põe Europano mapa da fome

    Na Somália, a fome afecta 1,8 milhões de pessoas. Costa do Marfim, Guiné, Libéria, Chade e Serra Leoa estão entre os países africanos onde a ajuda alimentar externa é urgente - em todos eles existe um grande número de pessoas deslocadas e refugiados. Na China, a pior seca dos últimos 50 anos afectou mais de três milhões de hectares de cultivo nas províncias de Sichuan e Chongqing. A Europa também está na lista, por via da Tchetchénia.

    A FAO reviu ontem em baixa as suas estimativas para a produção mundial de cereais em 2006. A previsão é agora de dois mil milhões de toneladas - menos oito milhões do que o anunciado em Julho e menos 1,6 por cento do que a produção do ano passado.

    Onde está a mobilização internacional?

    Ontem, um dos responsáveis de outra agência das Nações Unidas, o Programa Alimentar Mundial (PAM), lamentava a fraca mobilização da comunidade internacional face à severa crise alimentar na África subsariana.

    Jean-Jacques Graisse, vice-director do PAM, espera que a crescente preocupação dedicada à imigração clandestina de africanos para a Europa alerte a comunidade internacional para uma região que, segundo ele, "foi esquecida": o Sahel, a fronteira sul do deserto do Sara, que inclui Senegal, Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Chade, Sudão e Etiópia.

    "Devemos acabar com a tirania da subnutrição" naquela região, disse à AFP. No Sahel, 37 por cento das crianças com menos de cinco anos são "cronicamente subalimentadas", e mais de 1,4 milhões sofrem de "malnutrição aguda", alerta Graisse. "Esta região tem uma das taxas de mortalidade infantil mais elevadas do mundo. É bastante chocante."

    Terra está em saldo negativo ecológico desde ontem


    Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6040 Terça, 10 de Outubro de 2006

    Terra está em saldo negativo ecológico desde ontem

    Se é um consumista inato ou simplesmente gosta do conforto ocidental, preste atenção a este dado: desde ontem, a conta ecológica da Terra entrou em saldo negativo. Por outras palavras, a partir de agora e até ao fim de 2006, os seres humanos estarão a explorar mais recursos naturais do que aqueles que podem ser renovados num ano civil.

    O cálculo exacto do dia do ano em que a Terra passa a estar em débito ecológico é uma derivação da "pegada ecológica", que estima qual a área do planeta que cada pessoa precisa para suportar o seu estilo de vida. Outro conceito é o da biocapacidade de renovar os recursos - de uma cidade, uma região, um país ou da Terra como um todo.

    Segundo os últimos cálculos da organização não-governamental Global Footprint Network, cada português precisava, em 2002, de 4,2 hectares de recursos do planeta. Mas o país só tinha capacidade para suprir 1,7 hectares por pessoa. Por habitante, havia então um débito de 2,5 hectares.

    Com base neste tipo de dados, a New Economics Foundation (NEF), outra organização não-governamental, passou a determinar o dia exacto em que o salário ecológico anual da Terra termina.

    E "o dia em que a humanidade começa a comer a Terra", como define um comunicado da NEF, ocorre cada vez mais cedo. Em 1987, o "dinheiro" acabou em 19 de Dezembro. Em 1995, a data estava já em 21 de Novembro. E este ano a conta entrou no vermelho ontem, 9 de Outubro.

    "A humanidade está a viver do cartão de crédito ecológico e só o pode fazer liquidando os recursos naturais do planeta", resume Mathis Wackernagel, director executivo do Global Footprint Network.

    Um milhão de suicídios todos os anos



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    Um milhão de suicídios todos os anos


    Cerca de um milhão de pessoas suicidam-se todos os anos, mas, para o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o número de mortes poderia diminuir se houvesse mais acesso a medicação e a pessoal qualificado.

    No âmbito do Dia da Saúde Mental, que hoje se comemora sob o tema "O suicídio", Annan revelou que "a dimensão real deste problema de saúde pública e de tragédia humana causa e afecta, no total, dez milhões de pessoas", se ao número de suicídios for acrescentado o número de tentativas.

    Kofi Annan acrescenta que "a ignorância sobre os distúrbios mentais e os comportamentos suicidas, bem como pelos estigmas a eles associados" impedem o tratamento da doença e que, apesar de existirem "maneiras eficientes e pouco dispendiosas" para o fazer, nem todos os que precisam têm acesso a elas.

    Segundo dados do Alto Comissariado para a Saúde, em 2003, Portugal apresentava 7,6 suicídios por cada cem mil habitantes e, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Suicidologia (SPS), o afastamento dos amigos e da família, a depressão, a perda de auto-estima, e o isolamento são sinais de alarme para a doença.

    Ainda para a SPS, o suicida português é homem, vive na Grande Lisboa, Alentejo ou Algarve, tem mais de 50 anos, é desempregado ou reformado, separado, divorciado ou viúvo, socialmente isolado, sem prática s religiosas, deprimido e com múltiplos problemas afectivos.

    Domingo, Outubro 08, 2006

    Violência escolar (bullying) em Portugal





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    "Vais morrer", ameaçou o colega de escola do 'Daniel'


    Dez minutos atado ao poste


    Maria José Margarido

    Leonardo Negrão (foto)

    Há três anos que Sara é apelidada de vaca e gorda pelos colegas de turma, sempre que responde às perguntas dos professores nas aulas. Por causa disso, as notas baixaram, e a auto-estima de adolescente também, para níveis perigosamente fracos. Desde que concluiu o 1.º ciclo que Francisco sobrevive num mundo onde quem não joga à bola nem reage à altura a todas as provocações só pode ser maricas. Chegou a ser pendurado com fita adesiva resistente a um poste da escola, pernas, braços e tronco atados a considerável distância do solo. Daniel só tem dez anos e, há poucas horas, um punho cerrado em frente da cara, à qual já tinham sido retirados com violência os óculos, deixou-o a chorar. "Hoje vais morrer", garantiu-lhe o colega.
    O Ministério da Educação e as escolas podem não reconhecer o conflito como seu, garantir que representa apenas 5% dos problemas do sistema de ensino - não podem é dizê-lo a estes estudantes. São apenas três faces visíveis - mas anónimas, porque o medo e o estigma chegam muito além dos pátios e das salas de aula - do bullying nas escolas portuguesas. Deste fenómeno, definido como violência psicológica ou física entre pares, entre iguais, há especialistas que garantem poder ser causa de morte, de suicídio - aludindo a alguns casos verificados em Portugal mas nunca catalogados como tal. Noutros países, há relatos fundamentados deste extremo a que pode chegar quem é vítima sistemática de agressão, continuada e persistente - durante dias, meses, anos -, por parte dos colegas.
    Sara é alta para os seus 14 anos, mas é no excesso de peso que sempre foi colocada a tónica dos insultos. A mãe, técnica administrativa, acredita que o objectivo é "desestabilizar, tentar isolar as raparigas que são boas alunas. Ela é aplicada nos estudos, participa nas aulas. Eles não suportam isso, acham que se arma em esperta". A adolescente identifica os agressores desta tortura, que dura há três anos numa escola da periferia de Lisboa, como "mais velhos, repetentes" - e há efectivamente tendência para o fenómeno ter maior expressão em turmas com insucesso escolar generalizado.
    "Normalmente são três, mas quando desestabilizam mais chegam a ser seis, todos com idades a rondar os 16 anos", contabiliza Sara, que garante que os professores os admoestam, mas de nada vale. E quando as piadas e a agitação pegam, "a turma vai toda atrás".
    Ao princípio, no 7.º ano, quando a humilhação sistemática começou, ficava "transtornada", não percebia porque é que lhe acontecia aquilo, logo a ela. Quando muito, não corria tanto como os outros na aula de Educação Física. Começou a fraquejar nos estudos, o silêncio foi a primeira reacção: "Só passados três ou quatro dias é que me contava o que lhe tinham dito ou feito", lembra a mãe. A relação de poder entre os agressores e a vítima é sempre assimétrica, há uma desigualdade total, concordam os académicos que se debruçaram sobre o bullying. A debilidade inicial é explorada ao máximo.
    Apesar de toda a pressão, Sara nunca se calou. Continuou a participar nas aulas, mostrava-se forte embora estivesse desfeita por dentro, "não mereciam que tivesse más notas por causa deles". Pediu duas vezes para mudar de turma, nunca conseguiu. "Construí aqui um muro ", e quando assim fala desenha uma barreira imaginária à volta com as unhas pintadas, mesmo que nesse momento esteja apenas no sofá da sua sala.
    "Vieram cinco ou seis de rompante quando estava a atravessar o pátio e colaram-me a um poste com aquela fita adesiva mais forte, castanha". Francisco estava nessa altura no 8.º ano e o seu aspecto franzino já se tinha prestado a várias humilhações, às vezes evitadas com doses de solidão e reclusão no centro de recursos da escola - a mesma de Sara -, à volta dos computadores. Nesse dia não conseguiu escapar: ficou dez minutos naquela figura, ao pé do campo de futebol. Passaram vários alunos, ninguém o tirou de lá. Francisco desembaraçou-se sozinho, recorrendo à sua magreza e a um pequeno x-ato.
    O discurso deste jovem de 13 anos é todo dirigido para a justificação daquilo que os outros consideram a sua fraqueza. "Fui criado entre mulheres, da 1.ª à 4.ª classe estive numa turma só com raparigas. É natural que tenha mais amigas." Não gostar de jogar futebol foi a gota de água para ser apelidado de maricas. Os dias só começaram a ser menos extenuantes quando o pai foi à escola com um amigo polícia e obrigou os agressores a prometer que, a partir daquele momento, iam proteger o seu filho em vez de o agredir. "Nunca mais me roubaram o troco do almoço no refeitório, já quase não me ofendem e até perguntam se está tudo bem."
    Esta protecção, à boa maneira da mafia italiana, é facultada aos alunos de muitas instituições de ensino em troca de dinheiro ou bens. Recusar a chantagem é sinónimo de agressão e humilhação. E mesmo que os professores estejam atentos, "eles deslocalizam a empresa", como explica a presidente do conselho executivo de uma escola da Margem Sul. Sempre que havia uma tentativa de intervenção, a extorsão passava do refeitório para o corredor, e daí para onde calhasse.
    Daniel chegou à nova escola há poucos dias, dez anos de gente assustados com a imagem de um punho cerrado, desfocado à frente dos olhos sem óculos. "Já tenho alcunha, tenho, sou o orelhas", e foi assim que o chamaram quando lhe garantiram que ia morrer. A agressão não foi consumada, Daniel começou a chorar e a chamar a atenção, está agora no gabinete de gestão de conflitos. Sempre que olhava para o seu agressor, nas aulas, ele dizia-lhe "ainda vais levar". Agora, Daniel planeia mostrar-lhe a cicatriz da operação ao apêndice. "A ver se não me bate."

    Portugal: Escola da Sobreira (Paredes - Porto): Apenas 2 alunos não vão às aulas de EMRC



    http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia.asp?noticiaid=37902

    Não confundir EMRC com Catequese
    Proximidade dos docentes de EMRC com a comunidade educativa ajuda a esclarecer diferenças

    Na Escola EB 2,3 da Sobreira (Paredes - Porto) a taxa de inscrição nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) anda muito próxima dos 100%. “Temos apenas dois ou três alunos que não estão inscritos nesta disciplina porque são Testemunhas de Jeová – referiu à Agência ECCLESIA o Paulo Moreira, professor de EMRC daquele estabelecimento de ensino. Com cerca de 700 alunos, o sucesso da taxa de inscrição em EMRC deve-se sobretudo à equipa de professores desta disciplina e, sobretudo, há “grande capacidade de interagir com a comunidade educativa”. E acrescenta: “os professores de EMRC fazem pastoral na paróquia, fazem reuniões de pais e são conhecidos”. Como existe este conhecimento mútuo – salienta Paulo Moreira – os país “confiam em nós e inscrevem os seus filhos em EMRC”.
    Situada num ambiente rural e citadino, neste estabelecimento de ensino existem quatro professores de EMRC. “Se os professores desta disciplina estivessem integrados na vida pastoral das paróquias talvez o número de inscrições crescesse” – frisou. E exemplifica: “A nível nacional ainda se confunde muito EMRC com a catequese”. Quando estes docentes fazem formação de pais explicam que os “nossos objectivos na escola não são os mesmos da catequese” – relata Paulo Moreira. O atendimento “mais personalizado” facilita.
    Existem documentos da Comissão Episcopal da Educação Cristã que clarificam os objectivos das aulas de EMRC e da catequese mas “muitos pais não estão atentos às diferenças”. Eles preocupam-se “mais que os filhos tenham tempo para estudar as disciplinas nucleares” – disse. A disciplina de EMRC é fundamental para “o crescimento dos alunos” – concluiu.

    Sábado, Outubro 07, 2006

    Prince oferece o dobro para que strippers parem de dançar




    http://www.grandefm.com.br/news/news.asp?NewsID=154119

    » Prince oferece o dobro para que strippers parem de dançar

    Sexta Feira, 6/10/2006 , 21h25

    Vida de Artista - Los Angeles

    A estrela pop Prince ofereceu para dançarinas sexy que se agarram em mastros de uma boate de strip em Los Angeles o dobro do preço que elas costumam ganhar em uma noite para que elas pudessem parar com a dança.
    Os giros sensuais agarrados no poste ofenderam o cantor que é testemunho de Jeová. Prince, de 48 anos, disse ainda para as dançarinas que é errado dançar daquela forma, segundo o tablóide The Sun.
    - "O que os pais de vocês pensariam se te vissem agora? Vocês são muito boas para isso. Não deviam estar se vendendo por tão pouco", disse o cantor.
    As dançarinas, no entanto, recusaram a oferta do cantor.
    - "Ninguém sabe porque ele continua vindo aqui. Ele não gosta da música e não gosta das dançarinas", disse a propietária do local.

    Sexta-feira, Outubro 06, 2006

    Vaticano pode abolir idéia de 'limbo'




    2006/10/061006_limbo_papa.shtml

    Vaticano pode abolir idéia de 'limbo'

    Foto:


    O papa Bento 16 teria dito que o 'limbo' não passa de uma 'hipótese'

    Uma comissão de teólogos católicos deverá recomendar ao papa Bento 16 nesta sexta-feira que o conceito de limbo seja abandonado.
    Os teólogos estão reunidos no Vaticano nos últimos dias para discutir o limbo que, de acordo com a tradição, é algum lugar entre o paraíso e o inferno e é ocupado por almas de crianças que morreram sem batismo e pessoas boas que viveram antes de Cristo.
    O próprio papa Bento 16 rejeitou a noção de limbo, dizendo se tratar de uma mera "hipótese".
    Há sugestões de que a possível mudança seja uma tentativa de impedir que fiéis de países com alto índice de mortalidade infantil optem pelo islamismo, que afirma que os bebês natimortos vão direto para o paraíso, disse o repórter da BBC, Rahul Tandon.
    Mas o teólogo católico John MacDaid rejeitou essa possibilidade. "Eu acho que não há nenhuma rivalidade aqui", afirmou o padre.
    "O que eu diria a qualquer pai ou mãe que perde uma criança e que está preocupado com o destino daquela criança é que nós precisamos ter confiança absoluta de que aquela criança agora foi acolhida por Deus no paraíso."

    Poluição mata dois milhões por ano



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    Poluição mata dois milhões por ano

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende reduzir em 15% o número de vítimas da poluição atmosférica. As novas metas, anunciadas ontem pela organização internacional, justificam-se pelos facto de todos os anos morrerem por este motivo dois milhões de pessoas.
    Os objectivos da OMS visam prioritariamente as partículas emitidas pelos automóveis, pelas indústrias ou pelos sistemas de aquecimento, que ultrapassam frequentemente os 70 microgramas por m3 em inúmeras cidades de países em vias de desenvolvimento.
    De acordo com a OMS, a redução destes valores para os níveis de risco mínimo para a saúde (20 microgramas) permitiria reduzir a mortalidade em 15% por ano.Nos países europeus, as partículas mais pequenas reduzem, em média, a esperança de vida em cerca de nove meses.
    "Os progressos podem ser muito rápidos", explicou, em Genebra, na Suíça, Michal Krzyzanowski, que coordena a aplicação das novas directivas da Organização Mundial de Saúde.
    O especialista da OMS apontou como exemplo a cidade de Dublin, na Irlanda, que interditou, no início dos anos 1990, a queima de carvão. Esta decisão foi rapidamente seguida de uma redução das doenças respiratórias e das mortes.
    Em Londres, que registava na década de 1950 cerca de quatro mil mortes por semana, a concentração de partículas materiais caiu desde então para cerca de 20 a 25 microgramas, um valor próximo da recomendação da OMS
    Em comparação, nas cidades mais poluídas do Mundo como Karachi, Nova Deli, Katmandou, Pequim, Lima ou o Cairo, as taxas podem alcançar os 200 microgramas. Ou seja, dez vezes mais do que o nível ideal, afirmou Michal Krzyzanowski.
    A OMS aconselha estas cidades a retirar das zonas residenciais os factores de poluição como as fábricas ou as centrais de incineração de resíduos.

    Quinta-feira, Outubro 05, 2006

    Um terço da Terra será deserto em 2100



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    Um terço da Terra será deserto em 2100


    O aquecimento global fará com que um terço do planeta Terra seja deserto em 2100. A previsão foi elaborada por um conjunto de peritos ingleses e consta de um relatório encomendado pelo Gabinete de Meteorologia do Reino Unido. A indicação – do Centro Hadley para Previsão e Investigações sobre Clima – baseia-se na primeira quantificação do risco de seca das alterações climáticas, conseguida graças um computador de extrema capacidade. O relatório foi publicado ontem pelo jornal diário inglês «The Independent», que está empenhado numa campanha sistemática de consciencialização da opinião pública sobre os perigos das alterações climáticas. Os modelos utilizados por Eleanor Burke (investigadora que liderou este projecto) e colegas seus do Centro Hadley baseiam-se no Índice Palmer de Gravidade da Seca (PDSI, na sua definição em Língua Inglesa) e indicam que este vai aumentar em todo o mundo. O índice PDSI de seca moderada abrange actualmente 25 por cento da superfície do planeta Terra, mas deverá subir para 50 por cento no início do próximo século. Quanto ao índice de seca grave – que afecta actualmente oito por cento da superfície terrestre – passará para 40 por cento no mesmo período. Paralelamente, o estudo em causa revela ainda que o índice de seca extrema subirá dos actuais três por cento para 30 pontos percentuais. O relatório completo, que será publicado na edição deste mês da revista especializada «The Journal of Hydrometeorology», servirá de argumento ao Governo britânico nas negociações sobre alterações climáticas marcadas para o próximo mês em Nairobi.

    Quarta-feira, Outubro 04, 2006

    A liberdade religiosa das Testemunhas de Jeová ameaçada no Uzbequistão

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    Para publicação imediata 3 de Outubro de 2006

    A liberdade religiosa das Testemunhas de Jeová ameaçada no Uzbequistão

    FERGANA, Uzbequistão — Em 24 de Agosto de 2006, o Departamento de Justiça do Distrito de Fergana emitiu uma ordem de liquidação da organização religiosa das Testemunhas de Jeová registada em Fergana. A lei de liberdade de religiosa do Uzbequistão — criticada pelas organizações internacionais de defesa dos direitos humanos pela sua severa restrição da liberdade religiosa — proíbe qualquer actividade religiosa sem registo oficial. A ordem de liquidação coloca para todos os efeitos as Testemunhas de Jeová de Fergana sob proscrição.

    Em resposta a uma solicitação oficial por parte das Testemunhas de Jeová de Fergana relativamente ao motivo da proscrição, o Departamento de Justiça declarou que as Testemunhas de Jeová haviam actuado ilegalmente quando realizavam reuniões no lar particular de um dos seus membros. De acordo com o Departamento de Justiça, as Testemunhas de Jeová não estão autorizadas a reunir-se para adoração e estudo ou a compartilhar as suas crenças com outros.

    As Testemunhas de Jeová têm estado presentes no vale de Fergana desde os anos 1950. Em 3 de Maio de 1994, foi-lhes garantido estatuto legal como organização religiosa registada em Fergana e voltaram a registar-se em 18 de Agosto de 1999. Em 2005 as autoridades judiciais de Fergana levantaram questões respeitantes ao endereço legal da organização. Em resposta, as Testemunhas de Jeová adquiriram um edifício público e obtiveram os acordos exigidos pelos diversos departamentos governamentais relativos à sua integridade estrutural e à sua conformidade com os códigos sanitários, de saúde pública e de riscos de incêndio. No entanto, o conselho local (Makhallya) e o Comité de Assuntos Religiosos recusaram a sua aprovação final.

    Apesar de as Testemunhas de Jeová existirem noutras partes do Uzbequistão, a única congregação das Testemunhas de Jeová reconhecida legalmente no país localiza-se em Chirchik, próximo da capital, Tashkent. Resta ver se a proscrição em Fergana constitui um precedente para a repressão em Chirchik.

    Há agora mais de 1.100 casos documentados no Uzbequistão de Testemunhas de Jeová sendo presos, detidos, multados, ou agredidos. A Constituição do Uzbequistão garante a liberdade religiosa.

    Contacto para a imprensa na Rússia: Matthew Kelly
    Telefone: 011 7 812-434-3850

    Copyright © 2006 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania. All rights reserved.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Camada de ozono regista perda recorde


    Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6034 Quarta, 4 de Outubro de 2006

    Camada de ozono regista perda recorde

    A camada de ozono, que protege a Terra das radiações ultravioleta do Sol, registou este ano uma perda recorde de 40 milhões de toneladas sobre o Antárctico, anunciou ontem a Agência Espacial Europeia (ESA).
    Trata-se da maior perda de ozono num único ano, ultrapassando o anterior recorde de 39 milhões de toneladas registado em 2000, de acordo com medições feitas pelo satélite Envisat da ESA.
    O défice é calculado através da medição da superfície e da profundidade do "buraco" da camada de ozono, situada na estratosfera, a cerca de 25 quilómetros da Terra. Esse buraco atingiu este ano cerca de 28 milhões de quilómetros quadrados, quase tão grande como em 2000, e a sua profundidade igualou o recorde registado em 1998, segundo a ESA.
    O ozono, uma molécula derivada do oxigénio, permite filtrar os perigosos raios ultravioleta do Sol, que danificam a vegetação e podem causar cancro da pele. A espessura desta camada protectora tem vindo a diminuir devido aos efeitos de químicos poluentes da atmosfera produzidos por actividades humanas.
    Lusa

    Terça-feira, Outubro 03, 2006

    Portugal: Queixas de violência doméstica aumentaram 17% no último ano


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    Queixas de violência doméstica aumentaram 17% no último ano
    "Estalos, socos, pontapés e, ainda por cima, à frente dos filhos"
    Inês Cardoso, Leonor Paiva Watson
    O número de queixas de violência doméstica aumentou 17% em 2005, relativamente ao ano anterior. O total de 18192 queixas formalizadas representa uma média de 50 por dia. O aumento registado pela PSP e GNR não foi acompanhado por idêntica subida junto da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (ver infografia), o que parece indiciar, mais do que um agravamento do fenómeno, sucesso de acções de sensibilização no sentido da participação policial.
    Contra esse sinal eventualmente positivo há, contudo, motivos de pouca esperança ontem salientados pela Amnistia Internacional (AI), que apresentou as conclusões do estudo "Mulheres (In)visíveis". É que 40% dos agressores têm entre 25 ou 45 anos, o que demonstra não haver alterações "em paradigmas comportamentais e sociais muito enraizados em Portugal".
    Na tentativa de aprofundar as causas da violência de género, Filipa Alvim, autora do estudo, adianta a hipótese de alterações nas motivações do agressor, resultantes do crescente grau de autonomia das mulheres. Contra um período em que a mulher vivia enclausurada entre poderes, transitando do paterno para o conjugal, hoje a sua crescente autonomia social, económica e sexual leva o agressor a agir "intranquilo" e movido pelo "medo da perda do seu estatuto".
    Apesar desta hipótese de investigação, Filipa Alvim acentua ser ainda a dependência económica, a par da existência de filhos e de fragilidade psicológica, uma das razões mais apontadas pelas mulheres para não se libertarem do ciclo de violência.
    Maus tratos psíquicos (32,5%) e violência física (32,2%) encabeçam as formas de violência doméstica, que passam também por ameaças (20%) ou, em menor expressão, pela violação (1,2%) e homicídio (0,06%). Embora percentualmente irrelevante, este último parâmetro não é de todo menor. Anualmente, quase 60 mulheres são mortas pelos companheiros. Um ritmo mensal de cinco mortes, que coloca Portugal acima da média mundial de três mortes por mês.
    Socos, pontapés e utensílios domésticos são os mais utilizados quando há violência física. O peso das armas de fogo é, ainda assim, assustador são usadas em cerca de 10% dos casos. Mais de metade das armas é de caça. É neste quadro negro que Simões Monteiro, presidente da AI Portugal, assenta a recomendação para que se determine a inibição da licença de uso e porte de arma quando for aplicada a medida judicial de afastamento do agressor "ou quando existam antecedentes reveladores de violência doméstica".
    Esta é apenas uma de 14 recomendações surgidas do trabalho, lançado no âmbito de uma campanha mundial da AI dedicada à violência sobre as mulheres, que se vai manter activa até 2010. Outra é um recado para as organizações não governamentais e sugere a adopção de um Modelo Padronizado de Queixa para a Violência Doméstica, à semelhança do já adoptado pelas entidades policiais, para que a linguagem e estatísticas sejam comuns e fiáveis. Reestruturar a linha verde de apoio às vítimas - que "nem sempre disponibiliza informação correcta ou apoia na denúncia" - e aumentar o número de casas abrigo figuram também nas propostas. Particularmente salientada é a situação de imigrantes vítimas de redes de tráfico e indocumentadas, para as quais não há respostas. "Não podem ser aceites nas casas abrigo, sob pena destas serem fechadas", salienta o relatório.
    Também virada para comunidades imigrantes é a recomendação para que sejam feitas acções direccionadas de sensibilização. Filipa Alvim admite não haver números trabalhados separadamente, mas salienta que, "por razões culturais, há comunidades para as quais a violência dentro do lar está normalizada".
    Maria acabou de completar 36 anos e nos 17 que durou o seu casamento foi vítima de violência por parte do marido. "Estalos, socos, pontapés e, ainda por cima, à frente dos filhos", conta. "O problema era o álcool", justifica, porque "de resto, ele até era um bom pai", volta a justificar, como se não percebesse a dimensão do que lhe aconteceu.
    E poderia ter continuado a acontecer, se não tivesse ido parar a uma das 33 casas de abrigo do nosso país; e se as assistentes sociais não a tivessem encostado à parede "O meu filho mais novo tem quatro meses e eu vim directamente da maternidade para aqui. Disseram-me que, se eu não viesse, se eu voltasse para o meu marido, me tirariam o bebé", pormenoriza.
    Maria diz perceber as razões daquelas técnicas, diz ainda entender que o ambiente em que vivia não era adquado para si, um recém-nascido, uma criança e um adolescente, mas volta e meia lá repete que "ele até era um bom pai".
    O problema, perspectiva Maria, "era o álcool". E relata, de olhos vazios, o dia sim, dia sim dos seus 17 anos de conjugalidade. "Andava sempre bêbado, chegava a casa, implicava por tudo e por nada e, por qualquer coisa, batia. Uma vez abriu-me a cabeça. E depois de bater, o normal era não me deixar ir ao hospital. Um dia teve que deixar, porque toda eu escorria sangue", recorda. Quem a levou foi a irmã, pessoa que "ajuda muito", muito embora nunca tenha denunciado o cunhado à policia. "Sabe como é, é medo, vergonha", diz. "Mas a polícia chegou a ir lá a casa. Falavam com ele e depois nada. Não fazem nada menina, não se metem",atira.
    Ninguém se meteu e violência não faltou durante a gravidez. "Ainda não sei como o meu pequenito está vivo e saudável", diz. Maria e os seus três filhos estão agora a salvo numa casa de abrigo do Norte do país, mas o mais velho "sente-se preso" e está a ficar agressivo. "Já chegou a insultar-me", lamenta.
    Quando se lhe pergunta o quer fazer quando sair dali, responde que gostaria que lhe dessem uma casa. Quando reformulamos a questão e perguntamos o que quer fazer por si, cai num silêncio longo, com os olhos ausentes, acabando depois por dizer "Não quero voltar para o Porto, quero ficar por cá, arranjar trabalho, arranjar um infantário para os meus filhos. E não quero mais homens. Quero paz".

    Segunda-feira, Outubro 02, 2006

    Ratzinger fez cartilha secreta para "ocultar crimes sexuais"


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    Ratzinger fez cartilha secreta para "ocultar crimes sexuais"
    Maria José Margarido

    Um documento secreto do Vaticano, elaborado pelo então cardeal Joseph Ratzinger, o actual Papa, terá sido utilizado durante 20 anos para instruir os bispos católicos sobre a melhor forma de ocultar e evitar acusações judiciais em caso de crimes sexuais contra crianças.
    Segundo a BBC, que ontem divulgou a existência desta cartilha num programa televisivo intitulado Crimes sexuais e o Vaticano, o documento de 39 páginas, escrito em latim em 1962 e distribuído pelos bispos católicos de todo o mundo, impõe um pacto de silêncio entre a vítima menor, o padre que é acusado do crime e quaisquer testemunhas ou pessoas a par do ocorrido. Quem quebrasse esse pacto seria excomungado pela Igreja Católica.
    Crimen Sollicitationis terá sido mantido no segredo da hierarquia católica durante todos estes anos, marcado como altamente confidencial. Fornece elementos detalhados, segundo a BBC, sobre como proceder em caso de "crime de solicitação de actos obscenos, por palavra ou gestos, no quadro da confissão" - mas também sempre que se verifique "qualquer acto obsceno externo (...) com crianças de ambos os sexos". Os críticos garantem que o documento servia apenas para evitar a eficácia de qualquer acusação judicial por crimes sexuais - e também para silenciar as vítimas.
    Os representantes britânicos da Igreja Católica reagiram imediatamente, acusando a reportagem da BBC de ser "falaciosa" e garantindo que o documento não se refere a eventuais actos de pedofilia por parte dos padres, mas apenas ao "uso impróprio do confessionário". Esse aspecto da reportagem do programa Panorama é assim classificado como "completamente falso" pelo arcebispo de Birmingham, Vincent Nichols, que assumiu falar em nome do prelado de Inglaterra e do País de Gales. A BBC "deforma dois documentos do Vaticano e utiliza-os de forma enganadora, ligando o horror do abuso de crianças à figura do Papa", acrescentou o arcebispo. O programa Panorama garante ter encontrado sete padres acusados de abuso sexual de menores que vivem dentro ou perto da cidade do Vaticano - um deles com 13 acusações feitas por um júri dos EUA, sem que tivesse sido aconselhado pela hierarquia católica a regressar àquele país para ser julgado.

    Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos: Em honra e memória das Testemunhas de Jeová da era nazi

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    EM HONRA E MEMÓRIA DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ VÍTIMAS DA ERA NAZI

    PROGRAMA PÚBLICO

    Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos

    INFORMAÇÃO SOBRE OS EVENTOS
    DATA
    5 de Outubro de 2006das 10:00 às 17:30

    DETALHES

    EM HONRA E MEMÓRIA DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ VÍTIMAS DA ERA NAZI
    O Holocausto foi o assassínio sistemático patrocinado pelo Estado de 6 milhões de Judeus pela Alemanha nazi e os seus colaboradores durante a II Guerra Mundial. Na Alemanha nazi durante os anos 1933 a 1945, as Testemunhas de Jeová enfrentaram intensa perseguição, prisões, e morte por causa da sua fé. A sua persistente dedicação apenas a Deus e a sua firme recusa em abandonar as suas crenças tornaram as Testemunhas de Jeová perigosas aos olhos de um regime que não tolerava rivais em nome da lealdade ao povo alemão. A coragem da vasta maioria das Testemunhas de Jeová relacionada com o apego às suas crenças, apesar da perseguição nazi, granjeou-lhes o respeito de muitos contemporâneos.

    Em 5 de Outubro, o Museu estará a oferecer um dia inteiro de programas e exibição de pequenos artefactos acerca das Testemunhas de Jeová Vítimas da Era Nazi.

    Todos os programas são grátis e não são necessárias reservas. Os lugares sentados serão por ordem de chegada. O Museu está aberto ao público em geral das 10:00 às 17:30.

    Para reservar entradas para ver a Exposição Permanente do Museu queiram ir a www.tickets.com, ou liguem 1-800-400-9373.
    PREVISÃO DE AGENDA SUJEITA A ALTERAÇÃO

    10:30 - 11:15 Apresentação de palestras acerca da história das Testemunhas de Jeová durante o Holocausto. O historiador do Museu, William Meinecke, abordará a história entre os anos de 1933-1945 na Europa ocupada pelos nazis.

    11:30 – 12:30 Relatos na primeira pessoa por Magdalena Kusserow Reuter. Uma conversação com a Srª Kusserow, cuja família foi perseguida pelos nazis por causa dos seus princípios e crenças como Testemunha de Jeová, e que foi presa no Campo de Concentração de Ravensbrück na Alemanha.

    13:30 - 14:15 Apresentação de palestras sobre arte e artefactos das Testemunhas de Jeová Vítimas durante o Holocausto. A Curadora Suzy Snyder abordará os artefactos, documentos, e fotografias das colecções do Museu relacionadas com a história das Testemunhas de Jeová no Holocausto.

    14:30 – 15:30 Relatos na primeira pessoa por Franz Wolfhart. Uma conversação com o Sr. Wolfhart, que foi enviado para o Campo de Concentração alemão de Rollwald Ragnau 2 e que sobreviveu por ter trabalhado como artista na casa do comandante.

    15:45 PM - 16:30 Apresentação de palestras acerca da história das Testemunhas de Jeová no período do Holocausto no website do USHMM, incluindo a história do “Avante, Testemunhas!,” um cântico escrito pela Testemunha Erich Frost enquanto preso no Campo de Concentração de Sachsenhausen em 1942. Estarão presentes o musicólogo Bret Werb e o especialista em Tecnologia Doada David Klevan.

    Expositor com artefactos relacionados com as Testemunhas de Jeová 10:00 – 17:30
    Excertos rotativos de gravações áudio das Testemunhas de Jeová 10:00 – 15:30
    Filme rotativo relacionado com a história das Testemunhas de Jeová no período do Holocausto 10:30 - 15:30
    Reestruturação do registo dos sobreviventes com novas entradas e processamento de colecções –10:00 – 17:30
    QUESTÕES/CONTACTOS
    Christine Brown, Gestora-Chefe do Programa
    TELEFONE: 202-314-7848
    E-MAIL:
    cbrown@ushmm.org

    Trad. por Carlos Queiroz

    Padre português condenado na Colômbia por actos de pedofilia


    Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
    POL nº 6032 Segunda, 2 de Outubro de 2006

    Padre português condenado na colômbia

    Um sacerdote português, a viver há cerca de 40 anos na Colômbia, foi condenado a quatro anos e nove meses de prisão por actos sexuais agravados com menor de 14 anos.
    Vítor Rodriguez, de 65 anos, membro da Comunidade Católica Agostinha Assuncionista, foi acusado de ter abusado de vários meninos na Fundação A Minha Casa, criada em 1968, em Cali, para acolher crianças em risco. Foram algumas das vítimas que na sua infância viveram no albergue, sendo depois adoptados por estrangeiros, que denunciaram os abusos por parte de Rodriguez.
    Em Junho, ao ser detido, o padre Rodriguez apresentou-se voluntariamente ao Ministério Público e admitiu o crime. Disse que os abusos eram cometidos há 15 anos, na instituição que dirigia. Pediu perdão às vítimas e às suas famílias, bem como à Igreja Católica e à sociedade. O julgamento do sacerdote português coincidiu com a revelação de um outro escândalo sexual com menores, que terá acontecido na década de 70, e que é protagonizado pelo também sacerdote Efraín Rozo, que foi tutor espiritual e capelão da Universidade Nacional de Bogotá. LUSA

    Domingo, Outubro 01, 2006

    Padre vai a julgamento na Argentina por graves violações aos direitos humanos

    http://an.uol.com.br/2006/set/30/0mun.jsp

    Ditadura
    Padre vai a julgamento na Argentina
    Buenos Aires

    Pela primeira vez na história da Argentina, um integrante da Igreja Católica será levado a julgamento por ter participado de graves violações aos direitos humanos durante a última ditadura militar (1976-83). O clérigo que sentará no banco dos réus é o padre Christian von Wernich, acusado de ter participado ativamente nas torturas a prisioneiros políticos, 19 assassinatos e 33 seqüestros. Além disso, é acusado do seqüestro de bebês, filhos dos desaparecidos.
    A Procuradoria da Justiça Federal de La Plata pediu que o julgamento de Von Wernich inicie o mais rápido possível. Informações extra-oficiais indicam que o julgamento começaria em dezembro.
    Von Wernich, ex-capelão da Polícia Bonaerense, agia sob as ordens do ex-delegado-geral Miguel Etchecolatz, que há 11 dias foi condenado à prisão perpétua por assassinatos e torturas. Ambos eram subordinados ao general Ramón Camps, que pregava uma "limpeza étnica de subversivos", matando também seus bebês. Von Wernich também era o confessor dos torturadores, aos quais absolvia com facilidade de eventuais culpas.
    A Igreja Católica colaborou ativamente com a ditadura. Padres e bispos assistiram sessões de tortura e pediam aos prisioneiros que confessassem para "salvar suas almas".
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