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    Sábado, Setembro 30, 2006

    Estados Unidos (Florida): Padres roubavam para jogar e viajar


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    Padres roubavam para jogar e viajar
    Inês David Bastos*

    Parece uma sinopse de um filme, mas é bem real. Aconteceu na Florida, nos Estados Unidos da América. Dois padres católicos foram acusados de ter furtado oito milhões e meio de dólares (quase sete milhões de euros) à igreja da paróquia de Delray Beach, onde pregavam a palavra de Deus há 40 anos.
    O dinheiro, como é convicção das autoridades policiais, era subtraído aos poucos das oferendas deixadas pelos fiéis. E, imagine-se, teria sido gasto em viagens, casinos, hotéis, apartamentos e restaurantes.
    John Skehan, 79 anos, um dos padres que cedeu à tentação, foi preso quarta-feira pela polícia no aeroporto de Palm Beach quando regressava de uma viagem à Irlanda, por suspeitas de furto qualificado. Mas o seu cúmplice, o padre Francis Guinan (que o sucedeu na paróquia de São Vicente em 2003), está foragido, embora a polícia tenha já alguns dados sobre os locais onde esteve esta semana. "Sabemos onde ele estava na segunda-feira passada", afirmou Jeff Messer, porta-voz da polícia de Delray Beach.
    As autoridades desconhecem ainda o verdadeiro montante desviado da paróquia - falam em, pelo menos, oito milhões e meio de dólares. Mas o advogado do padres Skehan veio já defender que os números divulgados pela polícia são "super-sensacionalistas".
    A polícia sabe, no entanto, que o dinheiro era utilizado para uma vida de conforto e inúmeras extravagâncias. No caso do sacerdote John Skehan, a polícia acredita que o dinheiro foi usado, sobretudo, para comprar proprie- dades na Florida. Já Francis Guinan terá utilizado as quantias subtraídas aos fiéis numa vida de luxo, de onde se destacam as apostas em casinos de Las Vegas, os bons hotéis ou as viagens às Bahamas, segundo revelou o porta- -voz do departamento jurídico do Estado da Florida.
    As investigações começaram há mais de um ano, depois de a polícia ter recebido uma carta anónima que levantava suspeitas sobre o comportamento dos dois sacerdotes.
    O caso está a chocar a paróquia de Delray Beach e os fiéis: "Estamos tristes com o que aconteceu, o padre John Skehan ficou connosco durante muito tempo. Só esperamos que os fiéis baseiem a sua fé em Jesus e em Deus, e não nos homens", reagiu John Krolikowaski, administrador da paróquia.
    *Com agências

    Sexta-feira, Setembro 29, 2006

    Portugal: Taxa de suicídio cresceu 100% em apenas dois anos


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    Taxa de suicídio cresceu 100% em apenas dois anos

    arquivo jn
    Últimos dados revelam que se registam 1100 suicídios por ano, no nosso país

    Tânia Moita
    Ataxa de suicídio em Portugal aumentou 100% em dois anos - 2002 e 2003 -, gerando preocupação na comunidade médica que aguarda os números relativos aos anos de 2004 e 2005 para confirmar se a tendência se mantém. Os últimos dados revelam que se registam 1100 suicídios por ano, no país.
    Portugal passou de cerca de 500 suicídios por ano, no final da década de 90, para 1200, em 2002, e 1100, no ano seguinte. Um aumento de taxa que ultrapassa os 100% e que está a deixar a comunidade médica apreensiva e na expectativa de se voltar aos anos negros das décadas de 30 e de 80, altura em que o número de suicídios foi sempre em crescendo.
    "Portugal tem um problema para explicar à comunidade internacional, porque veio de 500 suicídios por ano, no final do século XX, e neste momento tem cerca de 1200 por ano, o que quer dizer que em três, quatro anos temos um aumento da taxa de suicídio superior a 100%. Isto é intrigante", sublinhou ontem Carlos Braz Saraiva, médico dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), nas Jornadas Sobre Comportamentos Suicidários, no Luso.
    "Estamos a tentar saber o que de facto se está a passar, quer do ponto de vista psiquiátrico quer do ponto de vista sociológico", adiantou, explicando que faltam ainda os números relativos aos últimos dois anos, para que se confirme se, na verdade, este aumento vai persistir. "Só depois dos dados de mais estes dois anos podemos perceber se, do ponto de vista epidemiológico, estamos numa fase de crescendo", adiantou o clínico.
    Sublinhando que o suicídio nunca tem uma causa isolada, Carlos Braz Saraiva explicou que o risco de suicídio é muito elevado "quando as pessoas perdem a esperança e essa perda de esperança é persistente ao longo do tempo". E a prevalência continua a colocar no cimo da tabela de estatísticas o Alentejo, o Algarve e a Grande Lisboa.
    Fundador da consulta de prevenção do suicídio nos HUC, Braz Marques lançou ontem o livro "Estudos sobre o para-suicídio - o que leva os jovens a espreitar a morte", uma obra baseada nos 15 anos de funcionamento da referida consulta.
    Também a nível dos para-suicídios regista-se um aumento de 25%, desde o início dos anos 90, sobretudo entre jovens, do sexo feminino. "Estamos a falar de jovens, entre os 15 e os 24 anos, que, por conflitos do quotidiano pueris aos olhos de terceiros, enveredam por comportamento de autodestruição, designadamente intoxicações medicamentosas ou corte de pulsos. Isto tem uma dimensão cada vez maior, não só em Portugal, mas em toda a Europa, o que faz a comunidade médica questionar uma série de pressupostos", sublinhou.
    Por isso, defendeu a necessidade de implementação de estratégias de prevenção a nível de toda a sociedade, já que se trata "de doentes que têm dificuldades em lidar com situações de stresse e precisam de ser amparados e compreendidos", aspectos que são desvalorizados, quer por médicos quer pela sociedade em geral.

    Quinta-feira, Setembro 28, 2006

    Portugal: Muito calor e muita chuva no Verão 2006


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    Muito calor e muita chuva no Verão 2006
    O Instituto de Meteorologia divulgou que o Verão deste ano foi o quinto mais quente dos últimos 75 anos. No entanto, teve também mais chuva do que o normal.
    Nos meses de Junho, Julho e Agosto, a temperatura média encontrou-se 1.8 graus acima da média verificada nos anos de 1961 a 1990.
    Nos períodos respeitantes a 24 de Maio a 9 de Setembro registaram-se cinco vagas de calor, sendo que a mais expressiva ocorreu entre 7 a 18 de Julho, a maior dos últimos 65 anos, e que se estendeu a quase todo o território português.
    De acordo com a Organização Mundial de Meteorologia, ocorre uma onda de calor sempre que em seis dias consecutivos a temperatura máxima diária é superior em cinco graus ao valor médio diário do período de referência.
    Quanto à quantidade de precipitação, este Verão foi classificado como muito chuvoso a extremamente chuvoso, já que teve valores superiores à média do período relativo a 1961-1990.

    Terça-feira, Setembro 26, 2006

    Vaticano excomunga arcebispo de Lusaca e sacerdotes casados


    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=244533

    Vaticano excomunga arcebispo de Lusaca e sacerdotes casados

    O Vaticano anunciou hoje a excomunhão do polémico arcebispo emérito (reformado) de Lusaca, Zâmbia, Emanuel Milingo, e dos quatro sacerdotes casados que ordenou bispos no último fim-de-semana.

    «Tanto o arcebispo Milingo, como os quatro ordenados incorreram na excomunhão» automática (latae sententias), prevista no código Canónico, informa o Vaticano em comunicado.

    No comunicado, o Vaticano sublinha que Milingo criou recentemente uma associação de padres casados, «semeando a divisão e a discórdia entre os fiéis» e que as diversas tentativas da Igreja para o dissuadir de continuar foram em vão.

    No último fim-de-semana, Emmanuel Milingo ordenou bispos quatro padres casados numa igreja de Washington, informação que foi confirmada pelo grupo Married Priests Now, fundado em Julho último pelo próprio arcebispo africano.

    As relações de Milingo com o Vaticano complicaram-se quando o arcebispo de Lusaca se casou em 2001 com uma sul-coreana que lhe foi apresentada em Nova Iorque pelo reverendo Sun Myung Moon.

    Meses depois e na sequência de um pedido do Papa João Paulo II, Milinko renunciou à união. Posteriormente, Milinko foi acusado de praticar exorcismo e de promover credos indígenas africanos através de exorcismos em massa e cerimónias de tratamentos.

    Emmanuel Milingo, de 76 anos, foi nomeado bispo da arquidiocese de Lusaca em 1969 pelo Papa Paulo VI.

    Diário Digital / Lusa

    26-09-2006 16:06:00

    Portugal: Violência de filhos contra pais continua a aumentar


    violencia_filhos_contra_pais_continu.html

    Violência de filhos contra pais continua a aumentar
    Maria José Margarido

    Éa face mais escondida da violência doméstica: as agressões de filhos contra pais continuam a aumentar em Portugal, com o primeiro semestre de 2006 a registar 295 ocorrências, quase o mesmo número (314) das verificadas durante todo o ano anterior. Estes dados pertencem apenas à Polícia de Segurança Pública (PSP), restringindo-se por isso às zonas urbanas. Para o presidente da Associação de Apoio à Vítima (APAV), "a sociedade começa a ter cada vez mais consciência deste fenómeno", e o acréscimo de registos pode dever-se mais à frequência com que as vítimas se queixam do que a um aumento de casos propriamente dito.
    Segundo os números da PSP, a que o DN teve acesso, nos primeiros seis meses do ano foram registados 5501 casos de violência doméstica, dos quais 4217 foram contra o cônjuge ou companheiro, 148 contra menores de 16 anos, 238 contra filhos e 603 contra outros familiares. Tendo em conta que no ano de 2005 se contabilizaram 9816 queixas de violência, verifica-se no total, sem discriminação por tipologia de agressores e vítimas, uma tendência de subida.
    A PSP atribui o facto a "uma maior consciencialização das vítimas para os seus direitos", devido às campanhas nacionais entretanto criadas. Segundo a mesma fonte, os números também reflectem a "maior formação das forças de segurança, a criação de salas de atendimento de vítimas de crime nas esquadras e uma maior interacção entre entidades públicas e privadas".
    "As pessoas têm cada vez mais consciência de que este tipo de violência também é crime. Antes, era menosprezada", refere o presidente da APAV. As agressões caladas pelas mulheres e menores, comuns há uma década, estão a acabar - mas manteve-se uma barreira de silêncio no que se refere à violência de filhos contra pais, que só agora começa a ser quebrada. "A visibilidade que está a ser dada a estes casos só pode ser comparada à que denunciou a extensão da violência contra cônjuges e crianças no nosso país", explica ainda João Lázaro.
    Existe uma tendência marcada para a agressão ser efectuada por um filho adolescente ou já adulto, embora também existam casos registados de descendentes mais novos. A vítima, na maior parte dos casos, é idosa e tem grandes dificuldades em defender-se - e também em queixar-se, não só por vergonha e medo como por desconhecimento dos mecanismos que estão ao seu dispor para efectuar as denúncias. Ou mesmo dificuldade em deslocar-se (ver entrevista em baixo).
    Em termos mais práticos, durante o primeiro semestre do ano a PSP efectuou 125 detenções por crimes de violência doméstica - em 2005 foram presos 249 indivíduos, entre Janeiro e Dezembro.

    Sérvia: Continuam os ataques contra as minorias religiosas



    Este artigo foi publicado pela F18News em: 25 de Setembro de 2006

    SÉRVIA: Continuam os ataques contra as minorias religiosas

    Por Drasko Djenovic, Forum 18 News Service
    http://www.forum18.org

    Embora o número de ataques violentos contra as minorias religiosas da Sérvia tenha diminuído em anos recentes, inúmeros desses ataques ainda continuam, descobriu o Forum 18 News Service na sua mais recente pesquisa anual. Em Junho um devoto do Hare Krishna foi esfaqueado. Um ponto negro é a cidade de Backa Palanka, onde igrejas dos Adventistas do Sétimo Dia e dos Pentecostais apareceram com grafitis, foram ateados fogos e atacadas com pedras e uma Testemunha de Jeová foi agredida. Uma recém-construída igreja Católica em Smederevo foi alvo de três ataques no ano passado, enquanto locais dos Nazarenos, Ortodoxos, Luteranos, Muçulmanos e Mórmones foram também atacados. Em 6 de Setembro uma nova instalação Islâmica que estava a ser preparada em Novi Pazar foi vandalizada. Frustrados pelo falhanço das autoridades em processar aqueles que se gabavam de ter ateado fogo a um Salão do Reino das Testemunhas de Jeová em 1999, as Testemunhas de Jeová levaram este ano a juízo o Estado sérvio.

    Casos de ataques violentos contra minorias religiosas - principalmente contra edifícios - na Sérvia diminuíram em número ao longo do ano passado, descobriu o Forum 18 News Service na sua última pesquisa anual de tais ataques. Contudo, a intolerância com relação à liberdade religiosa das minorias continua a ser ainda um factor na vida pública da Sérvia. Isto é ilustrado pelo mais recente ataque em Setembro contra a comunidade Islâmica na área tradicionalmente de maioria Islâmica de Sandzak no sul da Sérvia. Tal como em anos anteriores, as comunidades das Testemunhas de Jeová e dos Adventistas do Sétimo Dia continuam a ser os maiores alvos dos ataques. Algumas comunidades de ambas as minorias religiosas disseram ao Forum 18 que elas deixaram até mesmo de contar quantas vezes as suas janelas foram partidas ou que grafitis hostis foram pintados nos seus edifícios.
    A polícia prendeu e iniciou processos judiciais contra apenas alguns perpetradores dos ataques, mas não contra muitos outros. Em Março de 2006 o Tribunal do Distrito de Sabac deu finalmente início às audiências de um caso contra quatro homens que tentaram chantagear uma Testemunha de Jeová de Loznica em 2004 (ver F18News de 9 de Junho de 2005
    http://www.forum18.org/Archive.php?article_id=581). Enfrentam uma pena de seis meses de prisão ou uma pena suspensa de dois anos. Em Setembro de 2006 uma mulher que atacou uma Testemunha de Jeová foi multada (ver abaixo).
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    Frustradas pelo persistente falhanço das autoridades em tomar acção depois de um fogo ter sido ateado em 1999 a um Salão do Reino em Pozega, próximo de Uzice, as Testemunhas de Jeová apresentaram o caso em tribunal em 8 de Maio de 2006 contra o Estado da Sérvia. A polícia e o serviço dos bombeiros falharam ambos em fornecer os requeridos relatórios legais sobre o incidente, e nenhuma acção foi tomada contra os indivíduos que se gabaram publicamente de terem sido os responsáveis pelo ataque. Um cientista forense calculou que as perdas são equivalentes a mais de 50.000 Euros (414.400 coroas norueguesas ou 63.360 US Dólares).
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    ATAQUES ENTRE SETEMBRO E DEZEMBRO DE 2005

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    5 de Setembro de 2005 – Em Backa Palanka uma mulher Testemunha de Jeová foi derrubada da sua bicicleta e ferida por uma mulher conhecida anteriormente pela sua hostilidade contra as Testemunhas de Jeová. Em Setembro de 2006 o Tribunal Municipal de Backa Palanka multou a atacante em 15.000 dinares (1.532 coroas norueguesas, 183 Euros ou 233 US Dólares), e a custas judiciais de 2.000 dinares.
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    17 de Outubro de 2005 - Arremesso de pedras contra o Salão do Reino das Testemunhas de Jeová em Obrenovac, perto de Belgrado. A fachada e a estrutura do edifício ficaram danificadas, e a polícia prendeu um atacante menor de idade. Estão a ser levados a efeito procedimentos legais contra ele.
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    15/16 de Novembro de 2005 - Durante a noite, betume preto para colocar nas ruas foi pintado na fachada na entrada do Salão do Reino das Testemunhas de Jeová em Sremska Mitrovica. Foi partida uma janela e foram feitas tentativas de partir outras, assim como de usar uma máquina de consertar ruas para demolir o edifício. A polícia prendeu o atacante e audiências em tribunal estão previstas para Novembro de 2006.
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    12 de Dezembro de 2005 - Ataque em Belgrado contra duas mulheres Testemunhas de Jeová por indivíduos disfarçados de agentes da polícia vestidos à civil, que destruíram as suas Bíblias e literatura e danificaram o seu carro. A Polícia prendeu os falsos "polícias" e está a decorrer um processo em tribunal contra eles.
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    ATAQUES ENTRE JANEIRO E SETEMBRO DE 2006
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    15 de Fevereiro de 2006 - Duas mulheres Testemunhas de Jeová que compartilhavam as suas crenças em Mladenovac perto de Belgrado foram fechadas no interior de um edifício por um homem que destruiu a sua literatura e tentou empurrá-las para uma cave. Uma das Testemunhas de Jeová conseguiu escapar e chamou a polícia, que salvou a outra. O homem responsável está a ser processado.
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    20 de Fevereiro de 2006 - No distrito Zemun de Belgrado, um homem Testemunha de Jeová foi agredido na cabeça por um terceiro elemento enquanto compartilhava as suas crenças com a família. A polícia prendeu o atacante e as autoridades com quem a Testemunha de Jeová estava a falar estão a comparecer como testemunhas de acusação no processo judicial contra o atacante.
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    Trad. por Carlos Queiroz

    Domingo, Setembro 24, 2006

    Portugal: Casos de 'carjacking' triplicaram em três anos, inspirados por jogos de vídeo



    casos_carjacking_triplicaram_tres_an.html

    Casos de 'carjacking' triplicaram em três anos, inspirados por jogos de vídeo
    Inês David Bastos

    O carjacking - "tomada violenta de uma viatura" - está a tornar-se num novo fenómeno criminal em Portugal, sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Dados divulgados pela Polícia Judiciária (PJ) revelam que nos últimos três anos os casos triplicaram, passando de 103 em 2003 para 330 em 2005, tendo representado o ano passado 14,18 % do total de inquéritos por roubo de veículos que deram entrada na PJ.
    As horas críticas para o roubo [com recurso à violência] da viatura quando o condutor se encontra no seu interior vão das 20.00 à 05.00 e as vítimas são preferencialmente indivíduos entre os 21 e os 30 anos. Também os agressores têm normalmente entre 21 e 30 anos, actuam em grupos de dois ou quatro e recorrem, na grande maioria dos casos (74,5 %), a armas de fogo.
    Muitas vezes (43 %), as vítimas são abordadas na via pública ou então na área de estacionamento (10,6 %) e junto à sua residência (10,6 %), sendo que a paragem nos semáforos é também um ponto crítico (6%). O ataque pode ainda ser feito através do bloqueamento da via ou abalroamento do carro.
    As vítimas são levadas depois para um lugar ermo, onde lhes são retirados os haveres e o carro. 10 % dos casos têm por objectivo levantamentos nas caixas multibanco.
    A PJ acredita que alguns carros são roubados para servirem de suporte a assaltos a bombas de gasolina, enquanto outros serão encaminhados para redes internacionais que os escoam para o estrangeiro.
    Razões do fenómenos
    O estilo de vida actual é apontado pela PJ como um dos factores que contribuem para o aumento do carjacking. Desde logo, o consumo de jogos de vídeo e filmes com incitação à violência pelas sub-culturas juvenis. Mas também o facto de as pessoas utilizarem cada vez mais o veículo em circuitos fechados, como centros comerciais e condomínios fechados (leia-se garagens), que torna o carjacking mais " rápido e eficaz" que o simples furto de veículo.
    A PJ aponta ainda como causas para este aumento do fenómeno os sofisticados sistemas de segurança das viaturas, principalmente os cartões codificados, os sistemas de alarme mais eficazes e os sistemas de bloqueio das viaturas.

    Fumo passivo mata


    Alerta: relatório oficial revela dados preocupantes
    Fumo passivo mata

    Para quem tivesse ainda alguma dúvida, as autoridades de saúde norte-americanas acabam de divulgar um relatório esclarecedor: o fumo passivo mata. E apresentam números. Por essa razão morreram, nos EUA, em 2005, 3000 não fumadores vítimas de cancro do pulmão, 46 000 indivíduos devido a doenças cardiovasculares e estima-se que 430 recém-nascidos tenham sucumbido à síndroma de morte súbita.

    Foto: d.r.
    As pessoas expostas ao fumo dos cigarros correm o risco de ter cancro do pulmão e doença cardiovascular, tal como os fumadores

    O Relatório Anual do Cirurgião Geral (equivalente a ministro da Saúde), divulgado pelo Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças dos EUA, dedicado aos efeitos do fumo passivo na saúde constata uma evidência devastadora: “Não existe nível seguro de exposição ao fumo para os não fumadores e o risco de virem a ter uma doença cardíaca aumenta de 25 a 30 por cento, enquanto que a probabilidade de terem cancro do pulmão é 20 a 30 por cento maior do que nas pessoas que não estão expostas ao fumo.
    ”Estes dados são esclarecedores para o médico e presidente da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo, Luís Rebelo: “Não há dúvidas sobre os resultados porque este relatório, o primeiro do género, baseia-se em estudos e tem por base a evidência científica.
    ”Luís Rebelo diz-se supreendido com a conclusão de “não existir segurança mínima de exposição ao tabaco” – ou seja, é tão perigoso para a saúde do não fumador estar exposto ao fumo de um ou de vários cigarros.
    O elevado número de vítimas de doenças cardiovasculares, em comparação com os doentes das vias respiratórias, foi outra conclusão do documento que constituiu uma novidade para o médico.
    Luís Rebelo admite que este relatório sirva para fazer aprovar leis restritivas ao fumo em Portugal: “Há pareceres científicos no relatório que espero venham reforçar a legislação nacional para avançar com a proibição do fumo nos locais de trabalho, incluindo restaurantes e bares.”
    CRIANÇAS SÃO VÍTIMAS
    Sem margem para dúvidas, o documento conclui que “o fumo passivo é causa de morte prematura e de doença em crianças e adultos não fumadores e que as crianças expostas ao fumo passivo têm o risco acrescido de síndroma de morte súbita, infecções respiratórias graves, problemas de audição e asma”.
    As consequências graves do fumo dos cigarros na saúde das crianças não ficam por aqui. O tabaco de pais fumadores irá provocar problemas respiratórios nos filhos, incluindo o crescimento lento dos pulmões. Quanto aos adultos não fumadores, a exposição ao fumo passivo provoca efeitos imediatos no sistema cardiovascular e é causa de doença cardíaca e do cancro do pulmão.
    A evidência científica indica que não há um nível de risco nulo de exposição ao fumo passivo. O relatório conclui que eliminar o fumo nos espaços fechados protege os não fumadores. Contudo, “separar fumadores de não fumadores e ventilar os edifícios não elimina a exposição dos não fumadores ao fumo passivo”.
    APONTAMENTOS
    BEBÉS DE BAIXO PESO
    A evidência é suficiente para concluir que há uma relação causa-efeito entre a grávida exposta ao fumo passivo e o nascimento de bebés com baixo peso. Os dados sugerem (mas não concluem) a relação da exposição ao fumo nos períodos pré e pós-parto com os casos de cancro na infância.
    CANCRO DA MAMA
    Os estudos científicos que serviram de base ao relatório agora divulgado sugerem, não concluem, que há uma relação entre o fumo passivo e o cancro da mama, das vias respiratórias e cavidades nasais e cervical.
    CANCERÍGENOS
    Mais de 50 elementos cancerígenos – que são causa de cancro – foram identificados no fumo passivo. A evidência científica é suficiente para inferir a relação causa-efeito da exposição ao fumo passivo e os tumores em animais de laboratório.

    Sábado, Setembro 23, 2006

    Despesa militar mundial superará os 834 mil M€ em 2006


    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=244151

    Despesa militar mundial superará os 834 mil M€ em 2006

    A despesa militar em 2006 no mundo será 15 vezes maior que o destinado à ajuda internacional, alcançando os 834 mil milhões de euros, mais do que no período da «Guerra Fria», segundo um relatório da organização não governamental espanhola INTERMON OXFAM.

    O documento, tornado público hoje pela Cadena SER, faz ainda referência ao aumento de vendas de armamento em todo o mundo, com os fabricantes a verem os seus lucros subirem mais de 70% entre os anos 2000 e 2004.

    Para a INTERMON OXFAM, são estas armas que estão a alimentar os conflitos que, por sua vez, são a principal causa da fome no mundo. A organização espanhola estima que 35% das emergências alimentares ocorridas nos últimos anos são provocadas pelas guerras.

    Aos microfones da Cadena SER, a directora-geral da INTERMON OXFAM, Arian Arpa, sublinhou que os principais responsáveis são os governos ocidentais «que permitem aos fabricantes de armas aumentar consideravelmente as vendas».

    Também apontou responsabilidades aos particulares, assinalando o facto de que a cada minuto morre uma pessoa por um disparo de uma arma de fogo, «que na sua maioria não estão nas mãos de forças regulares».

    A ONG exige à ONU a elaboração de um tratado internacional que regule o comércio de armas.

    «O problema é que as armas estão nas mãos erradas», já que, no entender desta organização, estas armas deveriam estar sob controlo das «forças regulares dos Estados democráticos».

    23-09-2006 12:44:40

    Brasil (Belém, Pará): Testemunhas de Jeová em congresso (realizado em Libras)


    Testemunhas de Jeová em congresso

    As Testemunhas de Jeová esperam reunir hoje 300 pessoas portadoras de deficiência auditiva no Congresso de Distrito todo realizado na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Com o tema 'Aproxima-se o livramento!', o congresso terá a participação de 20 cidades do Pará, uma do Maranhão e uma do Tocantins, com o objetivo de levar o projeto de evangelização das congregações ao maior número possível de portadores de deficiência auditiva. Os convidados são pessoas indicadas por escolas de educação especial e ainda pessoas conhecidas das congregações envolvidas no Congresso, que acontece hoje e amanhã, das 8 às 16 horas na Associação Atlética Banco do Brasil da avenida Governador José Malcher, em Belém, com entrada franca.

    O ancião Marcelo Caetano, da congregação do bairro da Pedreira, que está na coordenação do evento, explica que toda a programação do congresso será visual. Serão palestras, simpósios, louvores e até encenações de teatro bíblico apresentados em Libras e ainda exibida por telões. Nas aberturas da manhã e tarde acontecem os prelúdios visuais, explicando sobre toda a programação dos períodos, precedidos de cânticos.

    Caetano explica ainda que os participantes do Congresso evangelizador que queiram continuar nas congregações das Testemunhas de Jeová serão enaminhados para uma das três congregações de Belém que dispõem de programação em Libras e estrutura para atender aos portadores de deficiência auditiva. Em Belém são três as congregações, uma delas no distrito de Icoaraci, com suporte de instrutores e intérpretes de Libras. 'O nosso objetivo é permtir que todas as pessoas possam ser incluídas no processo de evangelização. Além do atendimetno aos auditivos, temos também toda uma estrutura de publicações em braile para atender aos portadores de deficiência visual', explica o ancião.

    O congresso de Belém será encerrado na tarde deste domingo e terá ainda batismos como um dos pontos altos da programação. O Congresso de Distrito das Testemunhas de Jeová em Libras será realizado simultaneamente em 155 países, incluindo o Brasil, onde só este ano já foram realizados 341 congressos, envolvendo as 98 mil congregações da religião no Brasil. No mundo inteiro são 4,6 milhões de congregações, já incluídos os grupos de Libras.

    O Congresso de Distrito das Testemunhas de Jeová em Libras acontece na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) da avenida Governador José Malcher,258 (em frente ao Memorial dos Povos), com entrada franca.

    Sexta-feira, Setembro 22, 2006

    Portugal: Doenças respiratórias vão aumentar


    doencas_respiratorias_aumentar.html

    Doenças respiratórias vão aumentar
    A incidência de doenças respiratórias, como a asma ou a bronquite crónica, vai aumentar nos próximos anos entre a população portuguesa.
    O alerta para o aumento dos casos até 2010 surge no estudo "Prospectivo Delphi", apresentado ontem por Mário Morais Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia Clínica (SPAIC), e Segorbe Luís, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).
    Segundo o documento, as patologias onde se prevê um maior aumento são as doenças obstrutivas crónicas (asma, bronquite crónica obstrutiva, doenças do sono e patologia respiratória do sono), insuficiência respiratória crónica e cancro broncopulmonar.
    Os adultos e idosos deverão ser as faixas etárias mais atingidas por estas doenças, de acordo com o estudo que coloca em situação de menor perigo as crianças e os jovens.
    O envelhecimento da população, o aumento da contaminação atmosférica do exterior e do interior dos edifícios e os maus hábitos de vida (consumo de tabaco, falta de exercício físico e alimentação deficiente) são alguns dos factores de risco apontados para o aumento da incidência destas patologias.
    De acordo com um relatório preliminar apresentado recentemente, as doenças respiratórias são a terceira causa de morte em Portugal e foram responsáveis por cerca de 90 mil internamentos durante o ano passado.
    Mário Morais Almeida afirmou que a asma está a aumentar 5% em cada década, atingindo actualmente cerca de um milhão de portugueses. Segundo aquele responsável, também se verificou um aumento de 10% dos casos de rinite alérgica entre as crianças, de acordo com estudos feitos no espaço de sete anos nas cidades do Porto e Lisboa.

    Portugal: Carjacking cresce 14 por cento


    Carjacking cresce 14 por cento
    2006/09/21 22:50
    Cláudia Lima da Costa

    São jovens e atacam no trânsito, perto das residências das vítimas ou em parques de estacionamento. Ameaçam com armas de fogo, levam o carro e tudo o que encontram. Casos não param de aumentar. Influência de jogos e filmes violentos, diz a PJ

    MAIS:
    PJ abre guerra ao «carjacking»
    Norte: crescem assaltos por «carjacking»

    No ano de 2005, a polícia registou 330 crimes de carjacking, ou seja, roubo de automóveis de forma violenta com agressão ou ameaça ao condutor. Os dados foram publicados esta semana pela Polícia Judiciária e dão conta de um aumento de 14 por cento em relação a 2004.

    Segundo os mesmos dados, o número de vítimas também cresceu. Se em 2004 foram alvos deste tipo de roubo 209 cidadãos, no ano seguinte o número subiu para os 442 condutores atingidos.

    A maior parte dos assaltos ocorre na via pública (43 por cento), no entanto, é também junto às residências (10,6 por cento) e nas áreas e parques de estacionamento (15,4 por cento), que os ladrões mais atacam. Em seis por cento dos casos os roubos acontecem quando os condutores estão parados nos semáforos ou no trânsito.

    Por vezes os assaltantes recorrem a métodos mais elaborados para abordar as vítimas. Em alguns casos bloqueiam as vias (7,2 por cento) para que o condutor seja obrigado a parar o carro. Noutras situações, os criminosos recorrem à simulação de acidentes (2,4 por cento). Nesta situação, os suspeitos costumam simular um acidente ou bater no carro da vítima deliberadamente.

    As abordagens são na maior parte dos casos feitas no automóvel e, depois de ameaçada (74,5 por cento das ameaças são com arma de fogo), a vítima é levada para locais ermos, onde os criminosos optam por largar o condutor ou por o obrigar a ir a uma caixa Multibanco e levantar dinheiro (10,6 por cento).

    Jovens influenciados por filmes e jogos violentos

    Os autores deste tipo de crime são sobretudo jovens, com idades entre os 21 e os 30 anos, que, segundo a PJ, pertencem a uma «sub-cultura juvenil» que é influenciada pela violência urbana transmitida por jogos de vídeo e filmes. Este método de assalto é importado dos EUA e cada vez tem mais força em Portugal.

    Em 75 por cento das ocorrências os autores actuam em grupos de dois a quatro membros. Só em 2005 a Judiciaria identificou 885 suspeitos deste crime. No entanto, só foram constituídos arguidos 147. A grande maioria dos agressores são homens, o mesmo acontecendo com as vítimas.

    A Policia Judiciária lança um alerta: quem tem carros de «gama baixa» também pode ser vítima deste crime. E os conselhos são: muita atenção a sinais suspeitos e invulgares quando se conduz, conduzir de portas trancadas, buzinar se tentarem abrir o carro, ou fugir para a esquadra mais próxima se perceber que lhe «batem» de propósito.

    Quinta-feira, Setembro 21, 2006

    Portugal: Um em cada três alunos diz ser vítima de violência


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    Um em cada três alunos diz ser vítima de violência
    Céu Neves


    Um em cada três alunos do ensino secundário português já foi vítima de violência dentro ou fora da escola. E o mesmo acontece com um em cada cinco professores, segundo revela um inquérito da Deco, ontem apresentado. Ele mostra que os jovens têm medo do que podem encontrar no caminho para as aulas, sobretudo os que residem no Porto, Lisboa, e Setúbal. A maioria não se queixa aos pais, quanto mais à polícia.
    Ofensas verbais, assaltos e roubos são os problemas mais referenciados por um quarto dos alunos. E são os que têm entre 12 e 14 anos os mais afectados. A percentagem de docentes com o mesmo tipo de queixas é de dez por cento, sendo que 83 em nove mil sofreram agressões na escola actual.
    Estas conclusões resultam das respostas de 37 mil alunos e nove mil professores a um inquérito sobre o sentimento de insegurança e os problemas de criminalidade nas escolas, envolvendo 204 estabelecimentos de ensino, públicos e privados. O curioso é que nem sempre é a população estudantil mais atingida pela violência a que revela os maiores receios.
    A Escola de Dança do Conservatório Nacional, em Lisboa, é a que tem mais vítimas de violência (66,7%) mas não está entre aquelas em que se sentem mais inseguros. Já o Colégio da Boavista, em Vila Real, é o que tem menos problemas e o maior grau de satisfação dos alunos, uma nota de 9,1 pontos numa escala de um a dez, o que também tem a ver com a sua reduzida dimensão (cerca de 150 alunos).
    Carlos Morgado, o técnico da Pro Teste, revista da Deco, que realizou o inquérito, explica que não há uma causa directa entre o grau de vitimação e o sentimento de insegurança porque "nem todos os problemas de violência têm a mesma gravidade" e "alguns alunos convivem melhor com este tipo de situações do que outros". Ao contrário, encontra uma relação directa entre o mau estado das infra-estruturas, a ausência de equipamentos, a falta de professores e de funcionários, o excesso de alunos por turma, e os níveis de insegurança. "É um factor determinante na vulnerabilidade dos estabelecimentos de ensino a este tipo de situações", sublinha.
    Os alunos do ensino público sentem mais insegurança no interior do estabelecimento do que os do privado, responsabilizando os colegas por isso. E todos revelam actos de violência nas imediações das escolas, onde ocorrem os problemas de segurança mais graves. Aqui, não estão identificados os agressores. Um quarto dos alunos dos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal atribui nota negativa (quatro ou menos) à segurança no ambiente escolar.
    Dois em cada três estudantes não contam aos pais as ofensas verbais e o mesmo acontece com as agressões de carácter sexual, das quais se queixam 5,1% dos inquiridos. Já quem foi assaltado ou ficou sem bens revela-o, na maioria dos casos.
    Os técnicos da Deco pedem às pessoas que denunciam as situações e ao ministérios da Educação e da Administração Interna que dêem melhores condições à comunidade escolar. É que, extrapolando os dados do inquérito, os problemas de segurança foram responsáveis por 30 mil aulas perdidas no último ano lectivo.

    Degelo na Gronelândia acelera e bate recordes


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    Degelo na Gronelândia acelera e bate recordes
    Filomena Naves

    A camada de gelo que cobre a Gronelândia está a diminuir a um ritmo sem precedentes. Medições nos últimos anos evidenciaram a aceleração do degelo e cada estudo novo mostra que essa tendência está a acentuar-se. O mais recente, publicado hoje na revista Nature, atinge níveis dramáticos: é mais um sinal de alarme em relação ao aquecimento global.
    Isabella Velicogna e John Wahr, investigadores da Universidade do Colorado e do Jet Propulsion Laboratory da NASA, monitorizaram o comportamento do gelo da Gronelândia entre Abril de 2002 e Abril deste ano, utilizando os satélites GRACE (Gravity Recovery and Climate Experiment) da NASA. E o que viram é claro: a Gronelândia está a perder cerca de 248 km cúbicos de gelo por ano, o valor mais elevado de sempre até agora observado.
    Por outro lado, de Abril de 2004 para Abril deste ano, a taxa desse degelo cresceu 250% (ou seja, cinco vezes) por comparação com os dois anos anteriores. Os investigadores calculam que isso signifique um aumento no nível do mar de cinco milímetros por ano.
    "A aceleração do degelo disparou em 2004", afirma a principal autora do estudo, Isabella Velicogna, sublinhando que "estas alterações são provavelmente um bom indicador da mudança das condições climáticas na Gronelândia".
    De acordo com as observações de satélite, este degelo rápido afecta sobretudo a região sul da Gronelândia, já que a norte não foram detectadas alterações significativas.
    O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa), um grupo de peritos que, no âmbito da ONU, estuda esta problemática considerava em 2001 que as extensões geladas do Árctico e da Antárctica eram muito estáveis e que a sua contribuição para o aumento do nível do mar seria mínima. Algo como 9 cm no máximo, até ao final deste século, estimavam os peritos. Pensava-se na altura que uma maior precipitação de neve compensaria a perda de gelo.
    Afinal, não é assim. Depois desse relatório de 2001 do IPCC (o próximo sai em 2007), a monitorização mais detalhada das regiões polares, a partir de 2002, "mostrou que há ali vastas regiões de gelo muitos instáveis", explicou ao DN Filipe Duarte Santos, que coordenou os projectos SIAM, para o estudo das alterações climáticas em Portugal. No Árctico e na Gronelândia, as regiões mais a sul são mais instáveis; na Antárctida, são a leste.
    Mas o que está afinal na origem dessa instabilidade?
    Um factor essencial é que, no contexto do aquecimento global, o aumento da temperatura média nas regiões polares foi superior ao do resto do planeta. Efeitos da complexa circulação atmosférica.
    Outra questão é a de que os gelos polares "respondem mais rapidamente às perturbações climáticas do que até agora se pensava", sublinha a principal autora do artigo da Nature.
    A causa, como descobriram os cientistas nos últimos anos, está na formação de pequenas lagoas na superfície gelada, que são originadas pelo próprio degelo. Essa água forma canais e desestabiliza o equilíbrio térmico da camada gelada, acelerando a sua fusão. É tudo isto junto que está na origem da aceleração da diminuição do gelo que os cientistas têm continuamente observado nos últimos cinco anos na Gronelândia.
    Em Março deste ano, a mesma Isabella Velicogna já tinha determinado que na zona leste da Antárctida também está a acontecer algo semelhante, embora em menor escala.
    Um dos problemas que se coloca no futuro é a possibilidade de o degelo na Gronelândia chegar a um ponto de não-retorno. Os modelos climáticos prevêem que isso acontecerá quando as concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingirem as 450 a 500 ppm (partes por milhão). O valor actual está nos 380 ppm e, se nada for feito para travar o nível actual de emissões, aquele valor poderá ser atingido antes do final do século.

    Fractura no Árctico chega ao Pólo Norte


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    Fractura no Árctico chega ao Pólo Norte
    Patrícia Jesus

    Cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriram uma alarmante fractura nos gelos que cobrem o Pólo Norte. Imagens de satélite recolhidas entre 23 e 25 de Agosto deste ano mostram uma enorme falha, de extensão comparável à das Ilhas Britânicas, na camada de gelo permanente no Árctico.
    As observações de satélite nos últimos anos têm mostrado um declínio gradual na densidade e extensão das calotas polares, mas nada comparável à situação registada este ano, afirma Mark Drinkwater da Unidade de Oceanos e Gelos da ESA (ver texto abaixo). Aliás, a debilidade do gelo é tal que "é fácil imaginar que um navio pudesse viajar de Spitzberg ou do norte da Sibéria, através do que é normalmente gelo consistente, até ao Pólo Norte sem dificuldade", afirma Drinkwater.
    A comparação entre imagens de 24 de Agosto de 2005 e o mesmo dia de 2006 mostra que no mês passado existia, entre a ilha norueguesa de Spitzberg e o Pólo Norte, uma enorme área de gelos fragmentados e pouco espessos. O gelo permanente em redor do Pólo, representado a cor-de-rosa, recuou para dar lugar a concentrações muito inferiores de 70%, 50% e 30%, representadas pelas cores laranja, amarelo e verde, respectivamente.

    As Testemunhas de Jeová nas prisões e nos campos nazis



    LE PATRIOTE RÉSISTANT

    Lido na entrega do mês de Outubro de 2004 :

    As Testemunhas de Jeová, que usavam o triângulo roxo nos campos de concentração, continuam a ser as vítimas pouco conhecidas do nazismo. Eles foram, no entanto, perseguidos desde 1933 em virtude de certas características da sua prática religiosa, que fizeram deles resistentes ao regime. No artigo abaixo - onde não se trata de tomar posição sobre a natureza, o papel e a acção das Testemunhas de Jeová, Jean-Luc Bellanger expõe como se manifestaram a sua resistência entre 1933 e 1945 e a repressão que lhes sobreveio.

    As Testemunhas de Jeová nas prisões e nos campos nazis

    A maior parte dos deportados tiveram oportunidade, num momento ou noutro da sua estada na prisão ou no KZ, de tomar consciência da existência de uma categoria especial de detidos, chamados correntemente em alemão de Bibelforscher (Estudantes da Bíblia), presos devido apenas às suas convicções religiosas. Estas vítimas do nazismo não eram tão numerosas quanto outras categorias sociais ou políticas. As Testemunhas de Jeová, como vieram a ser conhecidas após Julho de 1931, eram ao todo mais de 25.000 na Alemanha pré-hitleriana. Mas a sua atitude nos campos e prisões foi bastante notável para não merecer a atenção dos contemporâneos como dos historiadores. Para compreender este fenómeno, é necessário regressar ao passado, até à criação deste movimento em 1876 nos Estados Unidos sob o nome inicial de «Grupo de Estudo da Bíblia».
    O fundador deste movimento, Charles Russel, desencadeou gradualmente um conjunto de grupos de estudos bíblicos, graças a conferências que proferiu através do país. Estima-se que o número de membros nos EUA com mais de 20 anos, em 1899, fosse de 2.500. Russel morreu em 1916, tendo sido substituído por um jurista, Rutherford, que retomou nas suas mãos a Sociedade (Watch Tower Society, «Sociedade Torre de Vigia», do nome da publicação oficial do movimento a partir de 1879). Ele centraliza a hierarquia, com os dirigentes das comunidades a serem doravante designados pela direcção central em Brooklyn, Nova Iorque.
    No que concerne à Alemanha, as Testemunhas de Jeová, desde há conhecidas ainda como «Estudantes da Bíblia» ou mesmo como «Fervorosos Estudantes da Bíblia» (Ernste Bibelforscher) contavam em 1933 cerca de 25.000 membros activos e aproximadamente 10.000 simpatizantes.

    A recusa em usar armas

    Por que um grupo humano tão pequeno foi de imediato perseguido pelos nazis acabados de chegar ao poder? A explicação é simples, ainda que as consequências estejam totalmente desproporcionadas: as Testemunhas de Jeová, não reconheciam nenhuma autoridade para além do seu Deus e dos seus dirigentes nos EUA, e recusavam participar por exemplo nas eleições. Pior, eles recusavam fazer a saudação hitleriana, o juramento à bandeira, os cânticos nazis e, por consequência, toda a adesão às organizações nazis, como à «Frente de Trabalho» ou à Juventude Hitleriana. Mais tarde, vinha a sua recusa em usar armas e em participar em qualquer trabalho relacionado com as actividades militares o que fez com que fossem perseguidos, detidos, encarcerados. Em todo o caso, foi quase de imediato que os nazis agiram contra as Testemunhas. Entre Abril e Junho de 1933, a associação foi interdita em praticamente toda a Alemanha, e os seus escritórios e a sua gráfica, situados em Magdeburgo, foram ocupados pela polícia e as SA.
    Os responsáveis das Testemunhas fizeram, no entanto, desde o mês de Março, esforços junto das novas autoridades nazis no sentido de poderem prosseguir as suas actividades religiosas, mas sem nenhum sucesso. Depois que o movimento de interdição atingiu o seu auge nas cidades e nos Länder, em 25 de Junho de 1933, as Testemunhas organizaram um congresso, em Berlim, no qual participaram cerca de 7.000 dos seus membros. Foi aí adoptado o texto de uma «declaração» destinada às autoridades nazis na qual eles rejeitavam, entre outras, as acusações de serem «financiados pelos judeus ou pelos comunistas» (sic) e afirmavam a sua neutralidade política e o carácter estritamente religioso da sua actividade.
    Este congresso e sobretudo a «declaração» valeram até hoje às Testemunhas de Jeová censuras veementes, acusando-as entre outras coisas de anti-semitismo, e criticando-as de terem tentado, através de manobras e de declarações hipócritas, fazerem-se aceitar pelos nazis. Não é uma questão de enveredar aqui num debate supérfluo. É certo que esta «declaração» foi uma tentativa de pelo menos conseguirem ser tolerados pelos novos dirigentes da Alemanha. E não é menos certo que este texto comportava formulações que permitiriam, posteriormente, fazer graves críticas aos seus autores. Em contrapartida, falsas acusações (sala do congresso de Berlim decorada com bandeiras nazis, por exemplo) semearam desde há muito a dúvida sobre os métodos empregues para se fazerem bem vistos pelos hitlerianos, e elas acabaram por vir a ser desmentidas.
    Os nazis no poder começaram cedo a lutar contra as Testemunhas de Jeová. Enviaram-nas para a prisão ou para campos de concentração a partir de 1933, e em especial as mulheres constituíram até ao começo da guerra uma percentagem importante, sendo mesmo a maioria das detidas dos KZ para mulheres. Por que razão internavam eles os «Estudantes da Bíblia»? A maior parte das vezes foi pela difusão de literatura da sua organização internacional, importada ou produzida por eles mesmos (gráficas clandestinas foram descobertas pela Gestapo em diversas investidas), ou pela participação em reuniões (interditas) da sua comunidade. A escuta de rádios estrangeiras podia também ser usada contra eles: cita-se o caso de um Testemunha de Jeová condenado entre outros motivos por ter escutado o discurso de um dirigente americano da sua associação retransmitido pela Rádio Toulouse em 1936.
    Um outro motivo eventual usado para as perseguições foi a actividade «de missão», o proselitismo com que tentavam convencer os interlocutores da justeza da sua interpretação dos textos bíblicos. A censura à sua correspondência desde 1934 permitia à Gestapo descobrir esta ou aquela actividade interdita, ou mesmo a redacção e a difusão de tratados ou outros escritos, a reconstituição de grupos após as detenções, etc. o que lhes podia valer perseguições. A «detenção de protecção» (Schutzhaft), ou a devolução à justiça eram moeda corrente, e neste último caso, uma condenação à prisão tinha toda a hipótese de ser concluída, no fim da pena, através da entrega à Gestapo para «detenção complementar» (Überhaft), em ambos os casos significando o KZ.

    Executados por objecção de consciência

    Como os outros detidos nas prisões e nos campos de concentração consideravam os Bibelforscher que a eles se juntavam? Sem dúvida, pelo menos de início, com curiosidade e uma certa ironia, pois eles e as suas actividades eram pouco conhecidos, numa sociedade tão politizada quanto a da Alemanha após Weimar, o que poderia parecer anacrónico. A pouco e pouco, pelo contrário, a coragem de que eles faziam prova face aos guardas das SS começou a impor-se a todos. Não apenas eles recusavam fazer todos os gestos que poderiam, na sua maneira de ver, significar um reconhecimento da autoridade do Estado, mas também vieram gradualmente a rejeitar qualquer trabalho que achassem contrário aos seus princípios. As mulheres do KZ de Moringen recusaram assim, a partir de 1936, trabalhos de costura sobre roupas recolhidas pelo «Socorro de Inverno» (Winterhilfswerk) que se exigia delas, considerando esta trabalho como um apoio efectivo ao Estado nazi. A luta iria tornar-se ainda mais dura com a militarização do Estado e com o serviço militar obrigatório em Maio de 1935 (que recusaram tendo custado a liberdade à maior parte das Testemunhas).
    Inúmeros são os exemplos desta resistência às exigências dos nazis no que respeita aos trabalhos que eles achavam inaceitáveis, particularmente após o início da guerra. A recusa em serem mobilizados foi naturalmente o sinal principal, e foi apenas duas semanas depois do início do conflito que uma primeira execução de um objector de consciência, Testemunha de Jeová, teve lugar em Sachsenhausen, em 15 de Setembro de 1939. Em um ano, até Setembro de 1940, o Conselho de Guerra do Reich pronunciou contra eles 112 condenações à morte. No total, cerca de 250 Testemunhas foram deste modo executados durante a guerra devido a objecção de consciência. A recusa de trabalharem para a guerra e o exército pôde, ela mesmo, ser observada em numerosos campos. Em Buchenwald, as Testemunhas de Jeová rejeitaram maioritariamente fabricar esquis para as tropas de montanha (um pequeno número aceitou esta tarefa, o que lhes valeu serem excluídos do grupo: um sinal interessante, por outro lado, da pressão que podiam exercer os mais acérrimos observadores da organização sobre o conjunto dos membros internados com eles...).
    No campo de concentração para jovens de Moringen, as Testemunhas recusaram trabalhar numa fábrica de munições do exército, que empregava um importante kommando deste campo. Apesar da feroz repressão,
    as SS suavizaram a sua resistência, e resignaram-se a finalmente confiar-lhes apenas trabalhos secundários.
    Em Ravensbrück, abundam os exemplos deste tipo de recusa de actividades beneficiando o exército ou a SS: recusa em descarregar palha para os cavalos dos SS, em coser os uniformes dos SS no atelier dos alfaiates, em fabricar «pequenos bolsos» apresentados como banais, mas dos quais os detidos haviam concluído tratar-se de cartucheiras, recusa em preparar pensos ou trabalhar na cozinha, sendo que ambos eram serviços de um hospital SS, ou ainda em construir um abrigo antiaéreo. As represálias foram bastante severas, também aí, com bastonada sobre todas as mulheres, independentemente da sua idade, e seu envio para Auschwitz, sem contar com alguns assassinatos não-oficiais.
    Mais um exemplo: as mulheres Testemunhas de Jeová de Ravensbrück recusaram-se obstinadamente a trabalhar no «Kommando Angora», que produzia a matéria-prima das dobras para as fardas dos aviadores da Luftwaffe. Pode-se constatar aqui portanto que uma grande parte foi deixada ao livre arbítrio individual, pois o mesmo trabalho tinha sido aceite sem problema pelos seus correligionários de Neuengamme.
    É preciso referir que esta atitude de resistência não era aprovada por todos os detidos. Certos «políticos» consideravam esta acções como «inúteis». Foi o caso da recusa de detidas Testemunhas de Jeová do KZ Lichtenburg em escutar a transmissão de um discurso de Hitler, o quer provocou represálias ameaçando gravemente a saúde das infractoras, obrigadas adicionalmente a escutar mesmo assim o discurso. Do mesmo modo a recusa por um pequeno grupo das suas correligionárias de Ravensbrück em receber um pequeno pedaço de chouriço a uma «refeição» (dado que a ingestão de sangue é interdita, o que explica a recusa, sempre actual, de transfusões sanguíneas), colocando por fim, pelas punições subsequentes, a sua sobrevivência em perigo, foi julgada severamente pelas outras detidas.

    Tarefas de confiança nos campos

    Do lado das SS, pode-se constatar uma evolução no decorrer do tempo. Desde há muito tempo, as Testemunhas de Jeová foram desprezadas e simultaneamente temidas. As suas posições eram incompreensíveis para os nazis, e a rejeição da autoridade, à qual se juntava um antimilitarismo sem concessões, não podia senão demonstrar a sua posição de inimigos. Algumas das suas características, contudo, eram bem vindas pelas SS. As Testemunhas, por exemplo, foram conhecidas por nunca se evadirem. Gradualmente, ia-se substituindo um kommando demasiado indócil por Testemunhas. Foi o caso, por exemplo, em 1939-40 no KZ de Wewelsburg (que se tornou de seguida KZ Niederhagen).
    Uma outra das suas características era a recusa estrita de toda e qualquer mentira. É certo que alguns foram utilizados, conscientemente ou não, pela Gestapo, para obter informações sobre os seus co-detidos, Testemunhas ou não.
    Além disso, a guerra levando para as prisões e para os KZ cada vez mais estrangeiros, as SS manifestaram a tendência, sobretudo a partir de 1941-42, para escolher os detidos da sua «hierarquia auxiliar» (chefes de caserna, aprendizes, etc.) entre os detidos alemães «do Reich», o que era o caso da grande maioria das Testemunhas de Jeová (1). Enfim, a utilização, cada vez mais indispensável, de detidos dos KZ para toda a sorte de trabalhos, nem todos de ordem militar, tornava as Testemunhas muitas vezes úteis. Lá podiam receber tarefas de confiança deixando-lhes uma certa margem de actividade, que, não demorou muito, eles utilizaram ao serviço do seu movimento. É preciso assinalar também que, especialmente desde 1943, as famílias dos SS recorreram muitas vezes a mulheres Testemunhas de Jeová como empregadas domésticas e mesmo em trabalhos familiares, muito embora à custa da deterioração dos seus direitos sobre os seus próprios filhos. Um exemplo: a viúva de Heydrich (2), que explorava uma grande propriedade, fez com que se lhe «atribuíssem» em Fevereiro de 1944 um grupo de 15 detidos Testemunhas de Jeová alemães, holandeses e checos, sendo mesmo um deles previsto como administrador (3).
    Terminemos com duas citações respeitantes a esta categoria especial de detidos dos campos de concentração nazis. A primeira é uma declaração de Steffen Reiche, ministro do Land para a Ciência, a Pesquisa e a Cultura, por ocasião da manifestação central de recordação de Brandemburgo, em 27 de Janeiro de 1998 em Sachsenhausen. Segundo ele, tratava-se de mais do que apenas uma homenagem em memória das vítimas. Esta manifestação tinha uma «relação directa com a actualidade. Pois o comportamento das Testemunhas de Jeová nos campos e prisões faz prova das virtudes que, hoje como outrora, são indispensáveis para a manutenção de um Estado de Direito democrático, eu penso na sua firmeza face às SS e na sua humanidade no que diz respeito aos seus co-detidos. Em vista da crescente violência contra os estrangeiros ou contra aqueles que têm opiniões políticas diferentes, estas qualidades devem ser uma linha de conduta para os cidadãos do nosso país».
    A segunda citação é de Volkhard Knigge, director do Memorial de Buchenwald, na ocasião da inauguração de uma exposição consagrada às Testemunhas de Jeová apresentada em 1997 e 1998 em Buchenwald, Sachsenhausen e Bergen-Belsen. Ele declarou: «Talvez o facto de que são "gente simples" que recusaram-se dobrar-se perante a empresa total do Estado nazi explique que a sua perseguição pelo regime nacional-socialista tenha sido esquecida durante tanto tempo, nas duas Alemanhas». Poder-se-ia acrescentar «e no estrangeiro também»...(4).

    Jean-Luc BELLANGER

    1) Não existem números precisos relativos aos estrangeiros no seio das Testemunhas de Jeová nos campos. De acordo com os trabalhos de Detlef Garbe, mais de 3.000 entre eles foram internados nos KZ nazis, menos de um terço sendo de nacionalidade estrangeira, entre os quais cerca de 200 a 250 holandeses, 200 austríacos, 100 polacos, e dos belgas, franceses, soviéticos, checos e húngaros, haveria entre 10 e 50 de cada país.
    2) Reinhard Heydrich era o colaborador mais próximo do Reichsführer SS Himmler. Chefe da Secretaria Central de Segurança do Reich (RSHA) e organizador da «Solução final», do genocídio dos judeus da Europa, nomeado «Protector da Boémia-Morávia» (República Checa), foi abatido por resistentes em 1942. Himmler atribuiu à sua viúva uma imensa propriedade, com detidos judeus como mão-de-obra. Estes foram transferidos (enviados para câmaras de gás?) em Janeiro de 1944 e substituídos por 15 Testemunhas de Jeová vindos de Ravensbrück.
    3) Himmler, que não era adepto de ideias extravagantes, ficou impressionado com a «fé fanática» das Testemunhas e tinha em vista utilizá-los fazendo-os missionários na URSS para «pacificar os russos».
    4) A Associação conta hoje cerca de 6 milhões de aderentes no mundo. As suas publicações são, sem dúvida, as revistas religiosas com maior tiragem a nível mundial (em 1998, mais de 22 milhões de exemplares em 129 línguas). O fim da Segunda Guerra Mundial não significou para eles o fim das perseguições. Estima-se que a Associação estivesse interdita, de 1945 até ao início dos anos 90, em 23 países, 9 na Ásia, 8 na Europa, 3 na América latina, assim como em Estados insulares. É preciso sublinhar especialmente que a RDA (República Democrática Alemã) começou desde muito cedo a lutar contra as Testemunhas, onde a rejeição de toda a tomada de posição política e os laços americanos eram considerados como perigosos para o Estado. Detenções e uma interdição golpearam a associação em Agosto de 1950. Numerosos processos visaram condenar Testemunhas, entre os quais sem dúvida cerca de 250 sobreviventes dos KZ nazis, a pesadas penas. Constituiu-se uma direcção clandestina, que prosseguiu a sua acção depois da construção do Muro de Berlim em 1961 e após a instauração do serviço militar obrigatório em 1962. A repressão foi bastante dura. Calcula-se em cerca de 4.000 o número de condenações a uma detenção por vezes longa (perpétua em 15 casos), antes de cessarem as consequências públicas. Foi somente o último Conselho de Ministros da RDA, em 14 de Março de 1990, que pronunciou o reconhecimento oficial das Testemunhas de Jeová.

    n Fonte principal: Hans Hesse (sob a dir. de), «Am mutigsten waren immer wieder die Zeugen Jehovas» («Os mais corajosos foram sempre as Testemunhas de Jeová», Perseguição e resistência das Testemunhas de Jeová sob o nacional-socialismo), Edição Temmen, Bremen, 1998.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Quarta-feira, Setembro 20, 2006

    Brasil: Novo método de cirurgia sem sangue chega na Região Sul


    http://www.radiocriciuma.com.br/portal/vernoticia.php?id=3029

    Novo método de cirurgia sem sangue chega na Região Sul

    Saúde - 20/09 - 09h02min

    Criciúma - O Hospital São José em busca de seu aperfeiçoamento e melhorias na sua tecnologia, visando, além do atendimento mais humano e de qualidade, está adquirindo um equipamento de recuperação de sangue. Como já se sabe nas cirurgias, principalmente nas de grande porte, como a cirurgia cardíaca, ocorre uma grande perda de sangue e necessidade de transfusões. Para isso, atualmente existe uma máquina italiana chamada Cell Saver, ou seja, “Salvadora de Células”. Ela suga todo o sangue perdido durante uma cirurgia, separa suas impurezas e o prepara para ser administrado ao paciente. Isso significa que o paciente pode ter todo o seu sangue recuperado. Desta forma não existe a possibilidade de riscos das transfusões e se respeita a ideologia de todas as crenças.
    Neste mês de agosto, a equipe de Cirurgia Cardíaca do Hospital São José, realizou uma cirurgia na instituição, utilizando este novo equipamento, cuja a cirurgia teve duração de oito horas. Segundo o médico e responsável pelas Cirurgias Cardíacas, Ricardo Choma, o paciente não precisou de nenhuma bolsa de hemáceas. “Sem a máquina haveria a perda de 1000 mililitros de sangue, com a necessidade de transfundirmos três ou quatro bolsas de sangue. Os resultados da cirurgia sem a necessidade de transfusões são fantásticos, com menor tempo de internação e riscos”, ressaltou o cirurgião cardíaco.
    Nesta linha de tratamento o grupo está desenvolvendo o CM&CSS (Centro Médico e Cirurgia Sem Sangue), que é um hospital com pensamento e procedimentos voltados a terapia médica sem utilização de sangue e seus derivados. Em primeiro encontro, o CM&CSS, apresentou para a equipe de cirurgia do Hospital, material científico para embasamento deste trabalho. Todo o processo é apoiado pela COLI (Comissão de Ligação com Hospitais para Testemunhas de Jeová). “Recebemos todo o material científico e estamos implantado as rotinas com um grupo composto por médicos, bioquímicos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiras, técnicos de enfermagem . Neste protocolo de implantação, consta a aquisição de equipamentos, mudanças de rotinas, utilização de medicação especial e principalmente na conscientização de que é possível realizar cirurgias sem utilização de sangue. Neste ponto o Cell Saver é fundamental”, conclui Choma.

    Eritreia: Cinco anos de detenção sem julgamento (31 Testemunhas de Jeová presos)


    Tradução parcial:

    http://www.amnestyinternational.be/doc/article8814.html





    Eritreia. Cinco anos de detenção sem julgamento.
    Cinco anos se passaram e membros do Parlamento e jornalistas continuam em detenção secreta. Teme-se que alguns possam vir a morrer na prisão.

    Declaração pública

    AFR 64/009/2006

    Embargo : 18 de Setembro de 2006 00h01 TU

    .../...

    Trinta e uma Testemunhas de Jeová, entre as quais uma que iniciou o seu décimo terceiro ano de detenção, estão igualmente presos, assim como quatro padres da Igreja Ortodoxa eritreia cujo Patriarca teria apanhado pena de prisão domiciliária.

    .../...

    Trad. por Carlos Queiroz

    Domingo, Setembro 17, 2006

    Grupo armado iraquiano ameaça atacar o Vaticano e Roma


    http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u100123.shtml

    16/09/2006 - 13h02
    Grupo armado iraquiano ameaça atacar o Vaticano e Roma

    da France Presse, em Dubai
    Um grupo armado iraquiano, Jaiech al Mujahedin, ameaçou em um comunicado divulgado neste sábado cometer atentados contra Roma e o Vaticano, em resposta às palavras do papa Bento 16 sobre o islã e o jihad ["esforço" que o muçulmano deve desempenhar para difundir e proteger o islamismo].
    "Juramos destruir sua Cruz no coração de Roma (...) e que o Vaticano será atacado e vai chorar por seu papa", afirma o texto divulgado na internet, que critica duramente os "cristãos 'sionizados' e os cruzados cheios de ódio".
    O grupo também jogou na internet seis vídeos ilustrando operações que têm como alvos posições militares dos Estados Unidos, "dedicadas ao cachorro dos cruzados, em resposta a suas palavras".
    "Só descansaremos quando vossos tronos e vossas cruzes estiverem destruídas, em vosso próprio território", ameaça o grupo, conhecido pelas operações contra as tropas americanas e governamentais no Iraque.
    O documento foi divulgado antes de o papa ter afirmado lamentar "profundamente" que alguns trechos de seu discurso tenham parecido ofensivos à sensibilidade dos fiéis muçulmanos.
    As palavras de Bento 16 sobre o islã e o jihad [termo que ficou caracterizado como "guerra santa" na imprensa], estabelecendo relações entre religião e violência, provocaram uma onda de indignação no mundo muçulmano.

    Igrejas em Nablus (Cisjordânia) são atacadas com bombas incendiárias







    Igrejas em Nablus são atacadas com bombas incendiárias

    GUILA FLINT
    da BBC Brasil, em Tel Aviv
    Na manhã deste sábado, bombas incendiárias foram lançadas contra duas igrejas – uma é católica e a outra, anglicana – na cidade de Nablus, na Cisjordânia.
    Um grupo, até hoje desconhecido e que se apresentou como "Leões do Monoteísmo", assumiu a autoria do lançamento das bombas e afirmou que o ataque foi uma reação ao discurso do papa Bento 16 na Alemanha, que desencadeou uma onda de críticas no mundo islâmico.
    O pronunciamento do papa despertou protestos tanto nos territórios palestinos quanto entre a população árabe de Israel.
    Durante a noite da sexta feira, milhares de pessoas participaram de atos públicos condenando o discurso.
    Leia os principais trechos do discurso do pa
    paLapso?
    Em um comício de 50 mil pessoas, na cidade de Um El Fahem, organizado pelo movimento islâmico, o Sheikh Raed Salah declarou: "espero que este tenha sido um lapso por parte do papa, caso contrário, o significado de suas palavras é uma convocação direta aos povos da Europa para que se unam ao presidente Bush e a Israel em sua guerra contra o Islã".
    O tema original do comício do movimento islâmico era a salvação da Mesquita de El Aksa, porém, os oradores dedicaram grande parte de seus discursos ao pronunciamento do papa.
    Outro líder do movimento islâmico, o Sheikh Camal Hatib, acusou o papa de "provocar uma terceira guerra mundial".
    "Esperava que, em vez de atacar o Islã, o papa defendesse a religião cristã de líderes como Bush e Blair, que cometem matanças em nome do Cristianismo. A maioria do mundo islâmico não tem nada contra a religião cristã, mas, sim, contra a politica dos Estados Unidos", disse Hatib.
    O deputado árabe israelense Taleb A-Sana, do partido Lista Árabe Unida, condenou o pronunciamento do papa. "As palavras do papa demonstram ignorância e ele deve se desculpar perante o mundo islâmico", disse A-Sana.
    Durante a noite da sexta feira, 2.000 palestinos participaram de uma manifestação contra o papa na cidade de Gaza. Os manifestantes se reuniram perto do prédio do parlamento e acusaram o papa de promover uma "cruzada contra o mundo islâmico".
    O ataque com bombas incendiárias em Nablus não provocou danos graves à estrutura das duas igrejas.

    A ira do mundo islâmico por causa das declarações feitas pelo Papa na Alemanha


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    A ira do mundo islâmico
    As declarações feitas pelo Papa na Alemanha, onde falou da violência ligada à religião, chocaram o mundo islâmico, que exigiu uma retratação. O Vaticano diz que tudo não passa de um mal-entendido, mas os ânimos estão exaltados e já foram feitas ameaças a Roma e ao Vaticano.
    Carla Teixeira*
    Bento XVI está “profundamente desolado” pelo facto de certas passagens do seu discurso terem parecido ofensivas para a sensibilidade dos crentes muçulmanos”, declarou ontem o novo secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, que disse que as declarações feitas na última terça-feira pelo Papa, no âmbito da sua viagem apostólica à Alemanha, foram “mal interpretadas”, subvertendo aquelas que foram as intenções do Santo Padre. Na sua primeira declaração oficial desde que assumiu funções como líder do governo da Igreja, Bertone considerou que “a opinião expressa pelo Papa a favor do diálogo entre as várias religiões e culturas é absolutamente inequívoca”.
    As declarações de Bento XVI sobre o Islão e a Jihad, durante uma reflexão sobre religião e violência, provocaram uma vaga de indignação no mundo muçulmano, que desde então exige um pedido de desculpas do Papa. O secretário de Estado disse que Bento XVI “reafirma o respeito e estima por aqueles que professam o Islão, e espera que eles possam compreender as suas palavras no justo sentido em que foram proferidas, para que, uma vez passado este momento difícil, o testemunho no deus unido, vivo e presente seja reforçado”.
    Em comunicado, o Vaticano garantiu que “a Igreja considera com estima os muçulmanos que adoram o Deus único vivo e presente, criador do Céu e da Terra, que falou aos homens”, tendo o colaborador mais próximo de Bento XVI recordado também que na passagem do seu discurso, que escandalizou o mundo muçulmano e em que citava o Imperador Bizantino Manuel II Paleólogo, o Papa “não tinha qualquer intenção de fazer seu aquele julgamento, mas apenas o tinha utilizado como uma ocasião para desenvolver, num contexto académico algumas reflexões sobre as relações entre religião e violência em geral”. Bento XVI, frisou Bertone, “quis concluir com uma refutação clara e radical da motivação religiosa da violência”.
    Ameaças
    Entretanto, na sequência das declarações, o Irão pediu a Bento XVI para “corrigir” as controversas considerações sobre a sua religião e o seu profeta. O porta-voz dos Negócios Estrangeiros local considerou que as palavras do Papa constituem “interpretações políticas da religião divina, e nós condenamo-las. Os comentários de Bento XVI são contrários à sua posição de líder de uma das religiões divinas, e nós consideramos que isso é um enorme erro”, vincou o funcionário, exortando o Papa a “reconsiderar rapidamente as suas considerações e a corrigi-las, para que seja possível consolidar as relações entre as religiões”.
    O grupo armado iraquiano Jaich al-mujaidine endureceu posições e já ameaçou atacar Roma e o Vaticano. “Prometemos destruir a sua Cruz no coração de Roma e que o Vaticano seja atingido e chorado pelo seu Papa”, afirmou o departamento jurídico do grupo, num comunicado divulgado na internet. O grupo refere que “as declarações do Papa não surpreenderam. A cristandade sionista e os cruzados enfurecidos são um punhal envenenado dirigido contra os muçulmanos. Deles só conhecemos hostilidade contra nós e vassalagem aos nossos inimigos, pelo apoio aos judeus na Palestina”. No mesmo comunicado o grupo revela seis filmes que afirma ilustrarem operações que visam objectivos militares norte-americanos no Iraque, “dedicados ao cão dos cruzados, em reposta às suas declarações.
    No rescaldo da polémica que assaltou todo o mundo árabe, Bento XVI aceitou um convite do arcebispo de Praga, Miloslav Vlk, e deverá agendar uma deslocação à República Checa no próximo ano. A visita do Sumo Pontífice àquele país poderá acontecer na primeira quinzena de Setembro de 2007, segundo afirmou ontem a porta-voz da Conferência Episcopal checa, Katerina Rozova, citada pela Agência Ecclesia. Em declarações à emissora Rádio Proglas, o cardeal Miloslav Vlk disse que “fez o convite ao Papa durante uma conversa privada ocorrida na Baviera”, e sublinhou ainda que “não houve lugar a uma aceitação protocolar, mas o convite foi aceite de maneira particular”.

    Japão: Guru da Verdade Suprema não ilude a morte


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    Guru da Verdade Suprema não ilude a morte
    Foto:
    Shoko Asahara será executado

    O Supremo Tribunal (ST) do Japão recusou o recurso de Shoko Asahara da pena de morte a que foi condenado há sete anos. O líder da seita da "Verdade Suprema" foi considerado responsável pelo ataque com gás sarin, em 1995, que matou 12 pessoas e intoxicou cerca de 5500, no metro de Tóquio. Os advogados de defesa consideraram a decisão do ST como "confusa, pouco séria e injusta".
    Chizuo Matusumoto, de nome verdadeiro, é o sexto entre sete filhos de um artífice de tapetes de bambú. Nasceu cego do olho esquerdo, em razão de um glaucoma congénito. Internado numa escola para cegos, foi rei com um olho e, dizem os especialistas, foi aí que tomou o gosto pela dominação e deu curso à sede de poder. No fim da adolescência, tentou entrar na Universidade de Tóquio - vedada a uma das filhas, em 2004. Queria seguir medicina e política. Acabou por abrir uma clínica de acupunctura, no fim dos anos 70, e ganhou muito dinheiro a vender "produtos miraculosos", mezinhas que lhe valeram os primeiros problemas com a Polícia, em 1982.
    Em 1987, fundou a primeira seita religiosa em Tóquio, nível de treino para a "Verdade Suprema", criada três anos depois nas fundações de uma visita aos Himalaias, na qual diz ter sido tocado pela "iluminação", o estado de alerta e conhecimento supremo que procuram os monges budistas. Adorador de Shiva, deusa da destruição na mitologia hindu, passou a apresentar-se como Cristo e Buda reencarnados.
    No boom económico do Japão dos anos 80, não lhe foi difícil encontrar jovens esfomeados de fé. Fizeram-se inteiramente devotados e recorriam diariamente a uma capacete com eléctrodos de onde bebiam ondas cerebrais do "mestre". Pregador de um estilo de vida ascético, cedeu sempre ao luxo e à luxúria.

    Sábado, Setembro 16, 2006

    Muçulmanos exigem desculpas de Bento XVI


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    Muçulmanos exigem desculpas de Bento XVI
    Abel Coelho de Morais

    Dirigentes muçulmanos e organizações islâmicas exigiam ontem um pedido de desculpas do Papa Bento XVI, devido a declarações proferidas na sua deslocação à Alemanha, em que teria associado o islão à violência e criticado a conversão "pela violência".
    A generalidade dos comentários considerava que Bento XVI proferira declarações ofensivas para a fé islâmica e pediam que fosse clarificada a sua posição sobre o islão. Durante o dia realizaram-se manifestações da Palestina ao Paquistão e produziram-se alguns actos de violência, como o lançamento de granadas nas imediações de uma igreja em Gaza.
    As posições mais duras vieram do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), do Parlamento e Governo paquistaneses e do Executivo turco, país que Bento XVI visita em Novembro. Aqui, o director do departamento de assuntos religiosos do Governo de Ancara classificou como "odiosos" os propósitos do Papa, afirmando que aquelas declarações "reflectem o ódio no seu coração" e sugerindo o adiamento da visita. Esta hipótese seria afastada pouco depois por fonte diplomática turca e no mesmo sentido se trabalhava no Vaticano, onde as agências asseguravam prosseguirem os preparativos para a viagem de Novembro.
    O CCG - que reúne a Arábia Saudita, Koweit, Qatar, Bahrein, Omã e Emiratos Árabes Unidos - emitiu um comunicado em que reivindica "uma desculpa clara e franca", tida por indispensável num momento "em que se multiplicam as campanhas de hostilidade para com os muçulmanos". Para o dirigente saudita, caracterizado como moderado pela AFP, Salmane Al-Odeh, o Papa "preparou bem" a sua intervenção, pois "quis exprimir o ódio que tem pelo islão a coberto da citação de argumentos antigos".
    No Paquistão, por iniciativa de um deputado islamita, foi aprovada uma resolução pedindo ao Papa "para se retractar no interesse da harmonia entre as religiões", ao mesmo tempo que uma porta-voz da diplomacia de Islamabad classificava como "lamentável" a comparação de Bento XVI. Por seu lado, um especialista do islão, Javed Ahmed Ghamdi, citado pelo diário Dawn, indicava que o "conceito de jihad não engloba a conversão ao islão pela espada".
    Ainda quinta-feira, ao final do dia, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, procurava neutralizar o clima de pressão sobre a Santa Sé, que era já evidente. "O Papa não quis proceder a um exame profundo da jihad e do pensamento muçulmano e muito menos ofender a sensibilidade dos crentes" do islão, referiu Lombardi. Para, de seguida, chamar a atenção para as palavras do Papa naquela intervenção, em que este fez "uma clara advertência à cultura do Ocidente para evitar o desprezo por Deus e o cinismo que define como um direito civil a ofensa ao sagrado".
    Apesar das declarações contemporizadoras, era evidente ontem que a tensão suscitada pelas palavras de Bento XVI, em Regensbourg, poderá desaguar, como já começava a ser referido, numa crise semelhante à dos cartoons, no início de 2006.

    Quinta-feira, Setembro 14, 2006

    Brasil (Vitória, ES): Condenação da Igreja Universal por exorcização que lesionou doceira que estaria possuída pelo demônio


    http://www.espacovital.com.br/novo/noticia_ler.php?idnoticia=5017

    Condenação da Igreja Universal por exorcização que lesionou doceira que estaria possuída pelo demônio

    A Terceira Turma do STJ negou provimento a recurso especial da Igreja Universal do Reino de Deus, condenada a indenizar uma fiel que, durante o culto, foi acusada de estar "possuída pelo demônio" e passou por uma sessão de exorcismo. Na cerimônia, ela foi derrubada no chão, sofrendo fratura no punho da mão esquerda. Os fatos ocorreram em Vitória (ES).
    A autora da ação - Marina Dia da Silva - disse que, mesmo após ter levado o tombo, o pastor da igreja prosseguiu no suposto exorcismo, batendo com a mão dela contra a cruz do altar e dizendo que as dores que ela sentia eram devido à permanência do demônio em seu corpo.
    As lesões no braço da autora foram permanentes e a impediram de continuar com a sua atividade de doceira.
    A Igreja Universal alegou em sua defesa que já havia feito um acordo com a vítima, pelo qual ela teria recebido três parcelas de R$ 200,00 para o pagamento de remédios, medicamentos e outros acessórios a serem utilizados em seu tratamento, além de uma cesta básica por mês no período três meses, e sendo assim ela não mais poderia pedir qualquer indenização na justiça.
    A sentença de primeiro grau reconheceu o direito de a autora receber reparação pelos danos morais no valor de R$ 10.000,00 e uma pensão mensal no valor equivalente a 60% do salário mínimo, pelo restante de sua vida. A Igreja Universal recorreu ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo que manteve a decisão de procedência dos pedidos indenizatórios.
    No recurso interposto para o STJ, a Igreja Universal argumentou que seria válido o acordo celebrado pelas partes e que o juiz concedeu à autora mais do que ela havia pedido, pois na petição inicial ela requerera o pagamento de pensão até completar 65 anos e não uma pensão vitalícia.
    A ministra Nancy Andrighi, relatora do processo, afastou a alegação da Igreja Universal de que o acordo seria válido porque o TJ-ES já havia analisado a referido transação e concluído que ele "só dizia respeito às despesas urgentes e com medicamentos".
    A ministra salientou que no recurso interposto para STJ não é possível interpretar cláusulas contratuais. Com relação ao julgamento alegadamente além do pedido, a relatora entendeu que a Igreja Universal tinha razão, pois a autora realmente só havia pedido a indenização correspondente ao valor de sua remuneração até completar 65 anos. Assim, foi provido o recurso apenas para limitar o marco temporal do pensionamento. (REsp nº 762.367).

    Portugal: APB vai entregar na AR uma proposta de projecto de lei sobre recusa de tratamentos


    Saúde - Proposta de novas medidas
    Doentes decidem morte

    A Associação Portuguesa de Bioética (APB) vai entregar na Assembleia da República uma proposta de projecto de lei que visa legislação específica sobre a recusa de tratamentos em doentes terminais.

    Vítor Mota
    A ABP quer que os doentes terminais e no limite possam decidir sobre a sua vida

    Na prática, todas as pessoas conscientes e saudáveis devem poder manifestar deste já a vontade de recusar o prolongamento da dor em caso de doença terminal.
    A ideia é que, através de uma directiva antecipada de vontade – tal como acontece em alguns países europeus – um cidadão possa dizer que, se estiver no limite da sua existência, recusa a ventilação assistida ou outros tratamentos semelhantes. “Imaginemos uma pessoa em estado vegetativo permanente e que tem poucos dias ou poucas horas de vida, se é que assim se pode chamar, à sua frente. Mas para se manter vivo irá sofrer. Nos casos em que a Medicina nada pode fazer, a pessoa tem o direito de recusar tratamentos”, acrescenta Rui Nunes.
    NÃO É EUTANÁSIA
    A APB não quer que esta legislação seja comparada com a eutanásia (ver caixa): “Uma pessoa consciente pode entrar num hospital e recusar tratamentos; ou pode desejar livremente morrer mesmo estando lúcida. Neste caso, são doentes apenas em fase absolutamente terminal e no seu limite”, diz Rui Nunes.
    Qualquer cidadão que entre num hospital português, público ou privado, em estado lúcido e se for maior de idade, pode recusar tratamentos, mesmo que isso cause a sua morte : “Se uma testemunha de Jeová recusar uma transfusão de sangue sabendo que vai morrer, os médicos nada podem fazer e isso não é eutanásia, por isso, porque é que as pessoas não podem abdicar dessas últimas horas de dor?”, questiona o presidente da APB.
    Em 2001, Portugal subscreveu a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e Biomedicina: “A Convenção prevê os casos dos doentes terminais, mas ainda não existe legislação e é preciso que exista!”
    Nos doentes terminais, a reanimação cardiopulmunar ou a ventilação assistida servem, segundo a APB, unicamente para “prolongar a crueldade do sofrimento”. Os médicos não têm poder de decisão e na voz de Rui Nunes “não querem ser acusados de negligência pelo que mesmo sabendo que estão a fazer alguém sofrer adiam umas horas essa morte”.
    Daqui a três semanas a APB entrega a sua proposta na Assembleia da República. Rui Nunes sente-se esperançado e realça: “Nenhum cidadão é obrigado a tomar uma decisão destas, mas numa democracia devemos oferecer às pessoas a possibilidade de assinarem um papel para a eventualidade de algum dia sucumbirem a uma doença grave.”
    LUTA SOFRIDA PELA EUTANÁSIA
    Carlos Monteiro descobriu que tinha esclerose múltipla com 16 anos. Durante muito tempo viveu sem limitações, mas 13 anos depois a doença baralhou-lhe o destino. Fisicamente, Carlos ficou incapacitado, mas cognitivamente o jovem manteve-se com uma lucidez que não o deixava viver com a dura realidade. Em Fevereiro de 2005 a revista Domingo do CM visitou-o no Lar de S. José, no Montijo, onde viveu os últimos dias de vida. Na altura, o jovem encontrava-se de costas voltadas para a vida. Não conseguia enfrentar a sua nova condição. Pedia para morrer. Todos os dias. “Sofro sempre que me apercebo que acordei para um novo dia. Mas ninguém liga ao que eu peço”, soltou, na altura, em tom de revolta. As suas preces foram ouvidas meses mais tarde. Carlos morreu com 34 anos. Lentamente. Mas morreu.
    IGREJA ACEITA PROPOSTA
    “Do ponto de vista moral da Igreja é aceitável as pessoas recusarem legalmente submeter-se a tratamentos médicos com vista ao prolongamento da fase terminal de doença ou manobras de reanimação”. Quem o afirma é D. Januário Torgal Ferreira em reacção à proposta de projecto de lei que a Associação Portuguesa de Bioética (APB) tem em mãos para apresentar aos deputados da Assembleia da República.
    De acordo com o bispo, esta proposta nada tem que ver com a polémica questão da eutanásia porque “aqui o que a pessoa não quer são meios extraordinários que lhe prolonguem a vida”, afirma.
    “O significado não é atentar contra a vida, mas antes não utilizar recursos extraordinários, cuja eficácia não está comprovada e que vão manter a vida numa situação perfeitamente artificial”, reforçou, deixando claro que a “Igreja não é dona do Mundo”, e que, por isso, “não tem de ter obrigatoriamente uma palavra a dizer em tudo o que nele se passa”, menos ainda “quando de propostas de lei se trata”.

    REACÇÕES POLÍTICAS
    PSD
    A vice-presidente da Comissão de Saúde, Ana Manso, afirma que “enquanto política” tem consciência de que apesar do projecto da APB ser “um direito que assiste aos doente”, estas propostas têm de ser “analisadas cuidadosamente” para que “os direitos sejam claramente definidos e regulamentados”.
    PS
    Afonso Candal, Partido Socialista (PS), confessa não conhecer a proposta e, por esse motivo, opta por “não comentar matérias passíveis de comentários leves, para não dizer levianos”.
    BE
    João Semedo, do Bloco de Esquerda, afirma que já conhecia o projecto e que tem por ele “alguma simpatia”. O deputado diz ainda que espera que haja uma “regulamentação positiva desta proposta”.

    Mãe de Miguel Veloso (do Sporting) é Testemunha de Jeová


    http://www.24horasnewspaper.com/mostranews.php?id=2181

    Tudo sobre a vida fantástica do puto que não deixou Luis Figo tocar na bola
    Publicada em 14/09/2006

    O prémio de jogo foram os miminhos da mamã


    No caminho para escola era habitual ver o pequeno Miguel Veloso de mochila às costas com a bola debaixo do braço. Anteontem, o já crescido puto brilhou no jogo contra o todo poderoso Inter de Milão. E se desta vez a bola andou pelo chão, quem acabou por ir parar debaixo do braço do jogador leonino foi Luís Figo, que não teve pernas para o miúdo de 20 anos.
    É mesmo caso para dizer que filho de peixe sabe nadar. Afinal de contas este miúdo é filho da ex-glória benfiquista António Veloso, com quem Miguel tem aprendido muito.
    “A grande referência dele é o pai e ambos pedem conselhos um ao outro. Ainda ontem [anteontem] quando chegou a casa o pai disse-lhe que ele tinha estado muito bem, mas que tinha de ser mais agressivo fisicamente no choque”, contou ao 24horas a mãe, Teresa Veloso.
    Por ser testemunha de Jeóva, Teresa não viu a estreia do filho na Liga dos Campeões.“Tive de optar e acabei por ir a uma reunião”, explicou. Mas afirma que ficou muito orgulhosa do seu menino, que quando chegou a casa encheu de beijinhos. Reconhece, no entanto, que não é altura para euforias. “Estamos com os pés bem assentes na terra e temos essa experiência com o pai. Enquanto eles lá estão em cima são os maiores, quando há uma desgraça esquecem-se. Por isso não estamos em euforia nenhuma nem transmitimos isso ao Miguel”, referiu.
    Formado nas escolas do Sporting, foi ainda no Benfica que o leãozinho começou a dar os primeiros passos da sua ainda curta carreira. Uma passagem que a mãe prefere esquecer, por o clube encarnado ter mandado o seu menino embora, estava ele ainda no seu primeiro ano de iniciado.
    “Ainda estou muito chateada com o Benfica, principalmente com as pessoas que continuam a fazer disparates nas camadas jovens. Muitos dos colegas de Miguel até na droga se meteram pela maneira como foram mandados embora do Benfica. Miúdos com 10 anos não têm capacidades de ouvir um não como um de 18”, criticou Teresa.
    Miguel Veloso, natural de Coimbra, conseguiu superar o trauma de sair do Benfica, mas precisou de muito apoio dos pais. Nunca quis desistir de jogar à bola, apesar de inicialmente essa não ter sido a sua prioridade. “O Miguel nunca teve grandes sonhos com o futebol. Se não fosse o Sousa que está no Belenenses ele nem sequer estava no futebol. Só que como ele considera o Sousa como um irmão mais velho e passava muito tempo com ele aí decidiu seguir a carreira de futebolista”.
    E assim foi.
    Depois de uma curta passagem pelo Cultural da Pontinha, o Sporting acabou por ir “pescar” o craque, que já na altura dava nas vistas. Ao mesmo tempo optou por nunca deixar os livros, muito por influência da mãe, que é professora. “Ia sempre para a escola com a mochila nas costas e a bola debaixo do braço. Ainda hoje a professora primária quando passa por mim pergunta como está o menino da mochila e da bola”, contou a mãe.
    Apesar de ter sido sempre um aluno que “trabalhou para o dez”, com o empréstimo para o Olivais e Moscavide, Miguel acabou por não completar o 11.º ano. Mas Teresa quer voltar a vê-lo na escola. “Ele prometeu-me isso”, disse, acrescentando que ele “é muito inteligente”.
    A ida para o Olivais e Moscavide, clube da II Divisão B – estava na altura nos juniores do Sporting – voltou a marcar a vida do jovem jogador. “Foi um grande choque porque o treinador (José Peseiro) tinha dito que contava com ele, mas depois acabou por não ser assim”. Paulo Bento não pensou da mesmo forma e para esta época apostou em Miguel. “Ele sabe reconhecer miúdos com qualidade”, elogiou Teresa.
    Miguel vive na casa dos pais em Queijas, onde passa muito tempo na companhia de Veloso, de Teresa e da irmã Raquel, que tem 10 anos. A namorada, Bruna Duarte, com quem está há dois anos, também é uma presença assídua na sua vida.
    Isto além dos amigos, principalmente o companheiro de equipa Djaló, que o vê como irmão. “Ele adora estar com os amigos”, disse Teresa.
    A maior diferença em relação aos rapazes da sua geração é que já tem ordenado e conduz um Audi A3. No entanto, o dinheiro ainda não lhe dá para morar sozinho.
    “No outro dia falámos de casas. Fomos ver isso, mas como estão muito caras ele perdeu essa ideia”.
    O tempo livre é ocupado em família a conversar com os pais ou a brincar com a irmã. “Ele tem a mania que é pai dela”, brincou Teresa.
    Não fuma nem bebe bebidas alcoólicas, mas tem um vício: jogar PlayStation2. De resto, Teresa vê o filho “como todos os jovens da sua idade”. “É meigo e presente nos momentos complicados. É muito amigo”. Mesmo quando existem desavenças, o médio leonino sabe dar a volta à situação. “Às vezes discutimos e ele para fazer as pazes manda-me mensagens amorosas a dizer que gosta muito de mim, do pai e da irmã”, contou Teresa, que está sempre pronta para lhe fazer os seus cozinhados preferidos: bacalhau com natas e bolo de bolacha.
    Agora que uma nova etapa da sua vida começa, Teresa deseja tudo de bom para o filhote. Mas sempre com os pés bem assentes na terra...

    Quarta-feira, Setembro 13, 2006

    Brasil (São Luís, MA): Testemunhas de Jeová se satisfazem com resultado positivo de congresso



    http://www.jornalpequeno.com.br/2006/9/12/Pagina42004.htm

    Testemunhas de Jeová se satisfazem com resultado positiuco de congresso

    Depois de três semanas de expectativas e três dias de considerações bíblicas no Congresso de Distrito de 2006 das Testemunhas de Jeová, "Aproxima-se o Livramento!", os participantes demonstravam grande alegria ao deixarem o Ginásio Castelinho, em São Luís, no último dia do evento - domingo, 10.
    As Testemunhas de Jeová locais ficaram satisfeitos com o que elas consideraram como bons resultados de seus esforços em convidar seus vizinhos e o público em geral para escutar as animadoras promessas bíblicas de livramento. O auge da assistência de 11 mil ouviu atentamente os encorajadores discursos baseados na Bíblia. "Com certeza este evento superou as expectativas com respeito a assistência prevista. Ficamos muito satisfeitos com o público que participou este ano", comentou Lourival Silva, um dos organizadores do congresso.
    O discurso público "Aproxima-se o livramento pelo Reino de Deus!" foi apresentado no domingo, e destacou passagens bíblicas usadas pelas Testemunhas de Jeová para provar que o livramento não virá por meio de tecnologia, governantes políticos, educação superior nem mesmo por meio das religiões do mundo. As Testemunhas de Jeová acreditam que apenas Jeová Deus pode livrar a humanidade, por meio de seu Filho, Jesus Cristo, para destruir o iníquo. Também acreditam que Jesus Cristo está agora reinando como Rei do Reino de Deus, um governo real que milhões de pessoas pedem quando fazem a oração do Pai Nosso.
    As Testemunhas de Jeová ficaram especialmente alegres de receber 171 novos membros, que se juntaram às suas fileiras por se batizarem numa cerimônia de ordenação no sábado, 9. As Testemunhas de Jeová encaram o batismo como um dos requisitos de Deus para a salvação.
    O congresso de três dias terminou no domingo, às 15h40, com um prolongado aplauso, numa demonstração de apreço ao evento. Silva resumiu o congresso da seguinte maneira: "A campanha, o programa, o local, a reação do público - tudo isso ajudou a fazer do congresso um grande sucesso, dando louvor a Jeová Deus".

    Terça-feira, Setembro 12, 2006

    Papa lamenta falta de sacerdotes


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    Papa lamenta falta de sacerdotes

    "Faltam homens que estejam dispostos a converter-se em mensageiros do Senhor", afirmou ontem o Papa Bento XVI, na basílica de Santa Ana, em Altoetting, na Alemanha, lamentando a actual crise de vocação.
    "No terceiro mundo - América Latina, África e Ásia - as pessoas esperam mensageiros que levem o Evangelho da paz, a mensagem de Deus", disse. "Mas também no chamado Ocidente, tanto aqui na Alemanha como na vasta Rússia, os fiéis poderiam ser mais, mas faltam homens que estejam dispostos a converter-se em mensageiros do Senhor", continuou, referindo, também, que, em tempos "atribulados", o mundo necessita de "mensageiros do Evangelho, de testemunhas e de pessoas que indiquem o caminho para a via da abundância".
    Um dos momentos altos do terceiro dos seis dias da visita que está a efectuar à Alemanha foi a deslocação à sua terra natal, Marktl-am-Inn, a primeira desde o início do seu pontificado, em Abril de 2005, e onde foi aclamado nas ruas.
    Bento XVI visitou, ainda, a igreja paroquial de Santo Osvaldo, onde foi baptizado no dia 16 de Abril 1927.
    Ontem, o Papa presidiu, também, a uma homília na praça do Santuário de Altoetting, um dos locais mais importantes de peregrinação da Alemanha e da Europa Central, onde uma fiel lembrou os atentados de 11 de Setembro, perante cerca de 70 mil pessoas. Na mesma localidade, o Papa Bento XVI ofereceu uma réplica do seu anel de Cardeal à Virgem Negra de Altoetting, representada por uma estátua de madeira e conhecida por este nome devido ao enegrecimento provocado pelo tempo e pelos milhares de velas colocadas pelos fiéis ao longo dos séculos.
    Hoje, o Papa estará em Regensburg, onde irá celebrar uma missa, na esplanada de Islinger Feld. Do programa consta ainda a ida a uma catedral da cidade para uma cerimónia ecuménica.

    Conflitos armados afastam 43 milhões da escola, diz ONG



    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=242832


    Conflitos armados afastam 43 milhões da escola, diz ONG

    Pelo menos 43 milhões de crianças em todo o mundo estão impedidas de frequentar a escola primária por causa de conflitos armados, de acordo com um relatório divulgado esta terça-feira pela ONG Save the Children.

    A organização aponta entre as causas do problema a destruição de escolas durante conflitos, a morte de professores e o recrutamento forçado de crianças.

    A organização lançou uma campanha global, intitulada «Reescreva o Futuro», para pressionar os líderes mundiais a ajudar as crianças carentes a ter acesso à educação. Os recursos estimados são de cerca de 6 mil milhões de dólares. A organização não governamental Save the Children quer levar três milhões de menores às escolas até 2010.

    Segundo este relatório, o país onde há mais crianças privadas de escola é a Somália, que não possui um governo central operante, e tem 89,2% das suas crianças fora das salas de aula.

    Na República Democrática do Congo, que recentemente realizou eleições democráticas, apenas 35% das crianças frequenta a escola.

    No Chade, um dos países mais pobres do mundo, 41,7% das crianças não frequenta as aulas, de acordo com a Save the Children.

    No Nepal, onde uma insurreição maoista domina a vida rural há uma década, quase 27% das crianças não recebe educação.

    Em Angola, a ONG estima que são necessários 180 milhões de dólares para que todas as crianças estejam no sistema educacional até 2015. Actualmente, 38,5% estão sem escola no país.

    12-09-2006 10:13:23

    Segunda-feira, Setembro 11, 2006

    Brasil: Número de médicos que fazem cirurgias sem sangue sobe 400%



    http://jornaldaparaiba.globo.com/cida-03-100906.html



    Número de médicos que fazem cirurgias sem sangue sobe 400%

    ROSÂNGELA ARAÚJO

    O medo de se submeter a uma cirurgia, seja qual for o tipo, vai além das complicações que podem surgir durante ou após a realização de cada ato incisivo. Por causa dos riscos de contaminação, as transfusões sangüíneas provocam muito temor nas pessoas ao ponto de estimular os especialistas da área médica a buscarem alternativas de tratamentos capazes de substituir o sangue nos casos cirúrgicos. O esforço tem dado certo e promovido avanços tecnológicos em vários campos da Medicina no mundo inteiro, beneficiando milhares de pacientes. Em Campina Grande, a quantidade de médicos que já adotam métodos alternativos ao uso do sangue subiu, em pouco mais de um ano, de 20 para 100.
    O aumento, de 400%, representa um avanço na área médico-hospitalar de Campina Grande e deixa muita gente aliviada. As Testemunhas de Jeová, que, baseadas em princípios bíblicos, não aceitam transfusões sangüíneas, contribuíram de forma geral para esse crescimento. Na vanguarda entre os que buscam alternativas ao uso do sangue em cirurgias, os seguidores da religião, quando precisam, contatam com antecedência os médicos oferecendo gratuitamente DVDs, vídeos, revistas e artigos técnicos produzidos pelos melhores especialistas do mundo, onde são repassadas informações básicas sobre como usar alternativas clínicas e cirúrgicas às transfusões. O contato com os médicos é feito pela Comissão de Ligação com Hospitais (Colih), um organismo das Testemunhas de Jeová que atua com a mesma sistemática no mundo inteiro.
    Segundo o presidente da Colih em Campina Grande, Rodrigo Canônico, entre os profissionais predispostos a usarem métodos alternativos na cidade se encontram hematologistas, intensivistas, anestesiologistas, cirurgiões vasculares, cardiovasculares, pediátricos e gerais, neurocirurgiões, além de ortopedistas, obstetras, entre outros. Além das Testemunhas de Jeová, inúmeras pessoas, independente de religião, têm preferido as alternativas ao uso do sangue com medo das contaminações.
    O hematologista Clóves Alves de Medeiros, responsável pelo banco de sangue do Hospital Universitário Alcides Carneiro, diz que é totalmente possível fornecer aos pacientes tratamentos alternativos, usando substâncias para repor o volume do sangue ou através de técnicas cirúrgicas para estancamento de hemorragias. Um exemplo aconteceu com a professora Vanessa Laisa Dantas, de 28 anos, que se submeteu a uma cirurgia delicada para a retirada de um osteossarcoma (um tipo de câncer que acomete a mandíbula), sem receber transfusão, quando alguns médicos acreditavam não ser possível sem tal procedimento. De acordo com Medeiros, muitas transfusões são prescritas desnecessariamente e podem ser prejudiciais na recuperação do paciente.

    Sexta-feira, Setembro 08, 2006

    A mulher mais velha da Europa é uma portuguesa de 113 anos


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    Maria de Jesus vive em Tomar, no último mês esteve numa sardinhada, foi ao casamento de um bisneto e prepara-se para comemorar domingo 113 anos. Admite que a filha a ponha num lar “quando for velha”. Mas Maria de Jesus é já a mulher mais velha da Europa e a oitava mais velha do mundo. Segundo a organização norte-americana Gerontology Research Group, a 30 de Agosto havia no mundo 73 pessoas com mais de 110 anos, das quais 65 eram mulheres. Domingo, numa festa organizada pela filha com quem vive há 17 anos, vai comemorar mais um aniversário só com os 16 netos, os 16 bisnetos e os dois trinetos.

    TEDH decide sobre 15 processos de Testemunhas de Jeová na Roménia


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    Para publicação imediata
    5 de Setembro de 2006

    TEDH decide sobre 15 processos de Testemunhas de Jeová na Roménia

    BUCARESTE — Em 11 de Julho de 2006, O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) levou a efeito um julgamento tendo a ver com 15 processos relacionados com as Testemunhas de Jeová e a Roménia. O Tribunal tomou nota de que foi estabelecido um acordo amigável entre as partes e arquivou os processos.

    A queixa apresentada em 2000, junto do Tribunal Europeu, pela Organização Religiosa das Testemunhas de Jeová na Roménia indicava que os assuntos em questão incluíam liberdade religiosa, um julgamento justo, e a proibição da discriminação. Estes direitos acham-se garantidos na Convenção Europeia para a Protecção dos Direitos Humanos e das Liberdades Fundamentais, os quais o governo romeno se comprometeu a sustentar. A queixa mostrava que em Março de 2000, o Supremo Tribunal de Justiça confirmara o estatuto das Testemunhas de Jeová como religião, um estatuto em vigor desde 1990. Contudo, a Secretaria de Estado dos Assuntos Religiosos havia determinado que esse estatuto apenas havia começado a vigorar em 1997 e recusou sujeitar-se à decisão do Supremo Tribunal até Maio de 2003, quando o Ministério da Cultura e das Religiões reconfirmou o estatuto das Testemunhas de Jeová como religião.

    As outras 14 queixas foram apresentadas por Testemunhas de Jeová a título individual aos quais, como objectores de consciência ao serviço militar, foi negada a isenção como ministros. Em resultado do acordo amigável, o governo da Roménia comprometeu-se a retirar todos os recursos contra os julgamentos em que os tribunais nacionais decidiram a favor dos queixosos na sequência das suas convicções parciais.

    Adicionalmente, o acordo amigável garantiu às Testemunhas de Jeová o acesso às penitenciárias no sentido de proverem assistência religiosa aos prisioneiros. O governo concordou também em informar as respectivas autoridades, quer a nível estatal quer a nível local, acerca da decisão do Tribunal.

    “Estamos contentes por ver que a maior parte dos compromissos que o governo romeno assumiu por intermédio do acordo amigável estão já a ser postos em prática,” disse Dumitru Oul, presidente da organização. Ele também declarou: “Como no passado, as Testemunhas de Jeová continuarão a encorajar o próximo com a mensagem bíblica de que Deus porá fim, em breve, a todas as causas de sofrimento na Terra e de que a Terra se tornará um paraíso,” fazendo referência à promessa bíblica registada em Revelação 21:3, 4.

    As Testemunhas de Jeová, como membros de uma religião cristã de âmbito mundial, compartilham activamente informação acerca de Jeová Deus e de Seu Filho, Jesus Cristo. Crêem que a amizade com Deus e a vivência de acordo com princípios bíblicos contribuem para laços familiares mais fortes e ajudam as pessoas a ter um objectivo na vida assim como a serem cidadãos honestos e produtivos.

    Na Roménia há mais de 76.000 Testemunhas de Jeová e associados, que se reúnem em mais de 500 congregações.

    Contacto nos Estados Unidos: Philip Brumley, telefone 845 306 0711
    Contacto em Bucareste: Dumitru Oul, telefone +40213027500

    Copyright © 2006 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania. All rights reserved.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Quarta-feira, Setembro 06, 2006

    Brasil: MP denuncia pastores da Igreja Quadrangular de MG


    MP denuncia pastores da Igreja Quadrangular de MG

    Agência Estado

    O Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais ofereceu denúncia à Justiça contra 23 pessoas como o presidente nacional da Igreja do Evangelho Quadrangular do Brasil, Mário de Oliveira, outros dirigentes e vários pastores da denominação. Eles foram acusados formalmente de praticar crimes como apropriação indébita, desvio, lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e sonegação fiscal.

    Conforme a denúncia do MPE, dirigentes da igreja em associação ao ex-prefeito de Contagem (MG), Ademir Lucas (também acusado), "idealizaram, planejaram, ajustaram e executaram" um "plano destinado a desviar em proveito alheio" recursos públicos do município no valor de R$ 1,12 milhão.

    Os desvios teriam ocorrido durante os anos de 2001 e 2002 por meio de dois convênios que foram firmados com a entidade "civil-assistencial" Escola de Ministério Jeová-Jiré, que, segundo o MPE, tem como presidente perpétuo o pastor Jerônimo Onofre da Silveira, ex-secretário municipal de Defesa Social de Contagem na gestão do ex-prefeito (2001-2004).

    Conforme os promotor Mário Conceição, a investigação iniciada há cerca de dois anos e meio identificou que o modus operandi da organização se assemelha ao da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, cujos fundadores tiveram os bens bloqueados pela Justiça de São Paulo a partir de denúncia do Ministério Público.

    O promotor disse que a acusação oferecida na última semana à 2ª Vara Crimina da Comarca de Contagem pede o seqüestro de bens dos acusados e o ressarcimento do dano ao erário, até o limite de R$ 1,12 milhão. O pedido está sendo analisado pelo juiz titular Guilherme Azeredo Passos.

    De acordo com o promotor, os convênios eram para recuperação de jovens viciados em drogas no prazo máximo de 15 dias, com orações e "terapias de duvidosa eficácia". A acusação diz que foram utilizadas notas para prestação de contas de uma empresa fantasma, em nome de parentes de Jerônimo. Segundo Conceição, foi apurado que os recursos desviados foram usados pela organização para compra de imóveis e bens - entre eles, uma lancha, carros de luxo e um apartamento em Cabo Frio (RJ).

    Angola (Ondjiva, Cunene): Testemunhas de Jeová realizam congresso distrital


    http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=469901

    Cunene: Testemunhas de Jeová realizam congresso distrital

    Ondjiva, 06/09 - Membros da congregação "Testemunhas de Jeová" promovem, a partir de sexta-feira, na cidade de Ondjiva, província do Cunene, o seu 40º congresso distrital.
    De acordo com o programa do congresso, chegado hoje a Angop, até ao dia 10 deste mês serão analisados temas como "Aproxima-se o Livramento pelo reino de Deus", " A autoridade de quem você se sujeita", "Como conseguir uma vida familiar", "Como os jovens podem resistir as tentações da conduta imoral".
    Participarão do encontro, representantes dos municípios de Ombandja, Namacunde e Kwanhama.

    Brasil (Rio Branco, AC): Testemunhas de Jeová realizam Congresso de Distrito



    Testemunhas de Jeová realizam Congresso de Distrito

    Encontro anual acontece simultaneamente em todo o mundo para debater o futuro da humanidade

    Val Sales

    O Congresso das Testemunhas de Jeová “Aproxima-se o Livramento” será realizado no período de 8 a 10 deste mês, no Ginásio Álvaro Dantas. A programação terá início às 9 horas e inclui debates sobre a autoridade a quem o ser humano se sujeita, como conseguir uma vida familiar feliz, como os jovens podem resistir às tentações da conduta imoral e a aproximação do livramento pelo Reino de Deus.

    O evento, segundo o coordenador Fábio Rodrigues, acontece simultaneamente em todo o mundo, e que, apesar da piora nas condições mundiais, as Testemunhas de Jeová têm esperanças em novos tempos. “Em meio aos crescentes relatos de atos extremamente perversos, bizarros e desumanos em todo o mundo, as testemunhas de Jeová têm uma visão positiva quanto ao futuro da humanidade”, assegurou.

    Segundo ele, pode parecer estranho que uma organização internacional convide o publico em geral para o congresso internacional. No entanto, as Testemunhas de Jeová têm feito isso constantemente desde o início do século 19. “Este ano, elas vão fazer mais que isso: cada uma delas vai participar na divulgação de seu congresso de Distrito de 2006. Será distribuído um convite preparado especialmente para isso”, lembrou.

    Fábio lembrou ainda que as pessoas de outros credos também estão convidadas a participar do congresso e que não haverá coleta de doações. “Milhões conhecem a oração modelo que Jesus Cristo ensinou aos seus discípulos. As Testemunhas de Jeová vão destacar a frase ‘... livra-nos do iníquo’, encontrada nessa oração e registrada na Bíblia em Mateus 6:13”, declarou.

    De acordo com o coordenador, as Testemunhas de Jeová vêem a piora das condições do mundo como uma evidência de que a humanidade está mais próxima do que nunca da intervenção de Deus nos assuntos da terra. Elas acreditam que o tempo para Deus destruir a maldade está bem próximo. “Os sobreviventes serão levados a um paraíso de paz, livre da influência demoníaca. Elas esperam que todos possam ir ao congresso e saber mais sobre esse livramento.”

    Terça-feira, Setembro 05, 2006

    Brasil: Pastores evangélicos detidos por pedofilia


    Pastores evangélicos detidos por pedofilia
    2006/09/05 12:50

    Pastor violou 10 raparigas, dizendo que tinham de o ajudar porque um «anjo executor» o tinha enfraquecido

    A Polícia Federal brasileira deteve na passada segunda-feira, em Paranaguá (a 98 quilómetros de Curitiba), um casal de pastores evangélicos acusado de pedofilia, notícia a Agência Folha.

    O pastor Francisco Vicente Corrêa Filho, de 57 anos, é acusado de violar pelo menos dez raparigas, com idades entre 10 anos e 13 anos. A esposa, Elizabeth Graff, de 41 anos, terá colaborado nos crimes e aliciado as meninas.

    Foram detidos às 9 horas em casa, no bairro Ilha dos Valadares. A polícia encontrou na habitação revistas pornográficas e fotografias de sexo explícito.

    A investigação começou há seis meses, depois de a Polícia Federal ter recebido denúncias anónimas contra o casal.

    As vítimas foram ouvidas pela primeira vez esta terça-feira pelo delegado João Augusto Carvalhal Santos e confirmaram que o pastor as forçava a praticar sexo.

    «Ficaram em prisão preventiva para não influenciarem os depoimentos das vítimas. As raparigas começaram por negar, porque os pastores eram respeitados pela comunidade, mas depois confessaram que praticaram sexo com o pastor», disse o delegado.

    No depoimento, as vítimas contaram que Corrêa incorporava um anjo «executor» que o enfraquecia. Para recuperar a força, as meninas tinham de fazer sexo com ele. Se recusassem ou contassem a alguém, o anjo traria doenças e outras enfermidades às suas famílias, ameaçava o pastor.

    «As práticas sexuais ocorriam com alguma frequência, principalmente durante as aulas de estudo da Bíblia. Além de fazer sexo com o pastor, eram obrigadas a relacionar-se com quem ele indicasse e ainda a assistir aos actos», conta Santos.

    As práticas sexuais ocorriam no terreno da igreja.

    «O casal vai responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, como violação. Podem apanhar mais de 30 anos de prisão [pena máxima]», garante o delegado.

    O advogado do casal, Werner Kovaltchuk, defende que se trata de uma «divergência interna na igreja».

    «Não há provas concretas, apenas depoimentos. Quando estiver em posse de toda a informação sobre a situação, vou pedir a revogação da prisão preventiva», disse Kovaltchuk.

    O casal vai ser transportado para a Prisão Pública de Paranaguá.

    Há cinco anos, o casal fundou a Igreja do Supremo Amor de Cristo. Côrrea é reformado do Corpo de Bombeiros e recebe pensão por invalidez, e Graff estudou enfermagem.

    O templo tem cerca de 50 fiéis e funciona no terreno da casa dos pastores. «Eles exerciam uma grande influência sobre a comunidade. Devem ter feito uma lavagem cerebral às pessoas", defende o delegado Santos.

    Prémio Nobel de Literatura Günter Grass menciona exemplo de objector de consciência TJ na época nazi


    http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/cultura/2511001-2511500/2511475/2511475_1.xml

    Grass reivindica direito de continuar sendo uma voz crítica

    Agência EFE
    20:05 04/09

    O Prêmio Nobel de Literatura Günter Grass assegurou hoje que continuará "abrindo a boca" para criticar personalidades da vida pública alemã, apesar das opiniões que consideram que ele perdeu seu direito de ser a consciência da nação alemã após confessar que pertenceu às SS, ou Schutzstaffel, grande organização paramilitar pertencente ao partido nazista alemão.

    "Continuarei abrindo a boca quando considerar conveniente e não tenho nada a retratar do que disse no passado", disse Grass durante a apresentação de sua biografia "Beim Hauten der Zwiebel" no teatro "Berliner Ensemble".
    Para se defender, Grass citou o exemplo da chegada à Chancelaria, em 1966, do democrata-cristão Kurt Kiesinger, o que foi aceito pela sociedade alemã de então, apesar de esse político ter pertencido ao partido nazista.
    Naquele momento, Grass criticou a sociedade alemã por aceitar a chegada de Kiesinger ao poder. Muitos de seus críticos dizem agora que o escritor não tinha envergadura moral para isso, já que também tem um passado nazista.
    "Não aceito essa comparação. Pertenço a uma geração que se deixou seduzir e nunca escondi isso. Mas Kiesinger entrou para o Partido Nazista sendo um homem adulto antes de 1933 e, no entanto, a sociedade alemã o aceitou como chanceler e isso continua me parecendo inadmissível", disse Grass.
    Grass explicou que guardou silêncio por tanto tempo sobre sua participação nas SS porque desejava que esse dado de sua biografia fosse entendido dentro de um contexto.
    "Não queria dizer simplesmente que estive duas semanas nas SS, queria emoldurá-lo dentro de um contexto e precisei de muito tempo para encontrar a forma. Por isso demorei tanto", disse Grass durante a apresentação do livro.
    O livro de Grass retrata seus anos de infância e juventude, assim como seu início como escritor e termina com a publicação de "O tambor", livro que deu fama mundial ao autor alemão.
    A recepção inicial do livro se centrou em sua confissão de ter pertencido, aos 17 anos, a um batalhão das SS, a que foi incorporado após ter se oferecido como voluntário para ingressar na Marinha, onde não eram necessários recrutas.
    Mais que o fato de ter pertencido às SS, Grass é repreendido por ter escondido o fato durante tantos anos.
    O tema da participação nas SS tem, sem dúvida, um peso no livro, mas, segundo Grass, não é necessariamente dominante em uma autobiografia, que tem muitas facetas diferentes.
    Os primeiros capítulos são dedicados ao período de socialização de Grass durante a época nazista, na qual, como assegurou hoje, aceitou muitas coisas sem fazer as perguntas pertinentes.
    "O livro trata de perguntas que não foram feitas, de aceitar e se calar", disse hoje Grass, que em algumas passagens é desalmado consigo mesmo e chega a garantir que não há atenuante algum para a parte de culpa que lhe corresponde.
    Grass cita como exemplo a história de um rapaz que era testemunha de Jeová, que se negava a segurar um fuzil e que um dia desapareceu.
    "Não me fiz perguntas sobre seu desaparecimento. Mas podemos supor que terminou no campo de concentração mais próximo", disse Grass, que leu o fragmento em que conta essa história na apresentação do livro.
    No entanto, a obra também aborda outros aspectos da época da guerra - incluindo a história do estupro de sua mãe e de sua irmã quando as tropas soviéticas chegaram a Danzig - e do pós-guerra, quando Grass foi buscando seu lugar no mundo, primeiro como artista e depois como escritor em difíceis condições.
    "Também queria falar de coisas particulares. Da minha mãe, de como enfrentou o final da guerra e o pós-guerra, de seu estupro, para o qual não tinha encontrado palavras", disse Grass.
    A decisão de escrever o livro, segundo Grass, não foi fácil, porque durante muito tempo teve uma desconfiança quase doentia diante da obra autobiográfica.
    "Foi um processo longo porque tinha uma grande desconfiança com relação à autobiografia. Em muitas destas obras se trabalha com a memória como se fosse algo confiável e eu sei que a memória é frágil e enganosa".
    Ao fim da apresentação no "Berliner Ensemble", o público se despediu de Grass com um aplauso contido e o escritor manifestou sua esperança de que a última palavra não seja dos críticos, mas sim do livro.

    Segunda-feira, Setembro 04, 2006

    Canadá (Winnipeg, Manitoba): Uma adolescente quer obter o direito de recusar uma transfusão sanguínea


    4 de Setembro de 2006

    Manchetes · Uma adolescente quer obter o direito de recusar uma transfusão sanguínea

    WINNIPEG (PC) - Uma adolescente, infectada pela doença de Crohn, voltará esta semana ao tribunal a fim de obter o controle dos seus tratamentos médicos e assim poder recusar uma transfusão sanguínea.

    No centro deste caso, que será ouvido no Tribunal de Recursos de Manitoba, está a idade da jovem - 15 anos - e o facto de que ela possa ser ou não reconhecida como "menor madura" ou se ela deve ficar sob a jurisdição dos Serviços de Infância e da Família e ser obrigada a aceitar todo o tratamento que a sua equipa médica achar necessário.

    Enquanto Testemunha de Jeová, a jovem deseja não receber transfusões sanguíneas, pois, segundo ela, certas passagens bíblicas proíbem a ingestão de sangue.

    "Esta jovem foi capaz de controlar a sua doença sempre respeitando as suas crenças religiosas desde há já algum tempo, declarou Shane Brady, advogada da adolescente. Ela está confiante de que poderá continuar a fazê-lo sem receber transfusão sanguínea."

    O caso teve início em Abril último, quando a adolescente, então com a idade de 14 anos, foi hospitalizada devida a um empurrão.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Domingo, Setembro 03, 2006

    Itália (Assis): Religiões e culturas em diálogo pela paz


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    Religiões e culturas em diálogo pela paz
    Comunidade Santo Egídio na linha da evangelização
    Em 1986, João Paulo II conseguiu reunir, em Assis, líderes religiosos de todo o Mundo na Jornada Mundial de Oração pela Paz. Católicos, protestantes, ortodoxos, judeus, muçulmanos, budistas, sintoístas, religiões tradicionais africanas e hinduístas, entre outros, juntaram-se ao Papa, a Dalai Lama e ao arcebispo de Cantuária na procura de caminhos da paz, condenando o fanatismo em nome das religiões. A iniciativa ficou conhecida por "espírito de Assis". Quinze anos depois, coincidindo com o fatídico 11 de Setembro de 2001, que destruiu as Torres Gémeas de Nova Iorque, como sinal trágico do terrorismo, realizou-se, de novo em Assis, outro encontro inter-religioso pela paz, no qual foi proclamado profeticamente "Não se pode utilizar o nome de Deus para matar".
    Agora, 20 anos depois do primeiro encontro de Assis, a Comunidade de Santo Egídio, que chamou a si os encontros "Homens e religiões", junta líderes religiosos em Assis, amanhã e na terça-feira, para reflectir o tema "Para um Mundo em paz - Religiões e culturas em diálogo". O objectivo é a renovação do compromisso ecuménico pela paz e a reconciliação entre as diferentes civilizações, e, ainda, a análise dos desafios da globalização e da situação no Médio Oriente.
    Estarão presentes, entre outros, o grande rabino Cohen, de Haifa; Ibrahim Ezzedine, conselheiro na Presidência dos Emirados Árabes Unidos; o secretário da Federação Luterana Mundial, Ismael Noko, o presidente da Conferência das Igrejas Europeias, Jean-Arnold de Clermont; o patriarca Armeno Karekine II, Catholicos de Cilicia; os cardeais Paul Poupard, Stanislaw Dziwisz, e representantes de várias confissões cristãs do Oriente e Ocidente.
    "Num tempo marcado pelo terrorismo e guerras, e também por esforços de diálogos e reconciliação, as religiões assumiram um papel relevante no espaço público" e "cada vez mais estão expostas aos desafios de manipulações extremistas", dizem os organizadores do encontro.
    É hora de pôr as religiões ao serviço da paz e também da globalização com um rosto humano.
    Religiões e culturas em diálogo pela paz
    A Comunidade de Santo Egídio foi fundada pelo historiador Andrea Riccardi, em Roma, em 1968, à luz das orientações do Concílio Vaticano II (1962-1965). Hoje é um movimento (associação pública de leigos da Igreja Católica) a que pertencem mais de 50 mil pessoas e está comprometido na evangelização e na caridade em Roma, no resto da Itália e em mais de 70 países. Membros do movimento foram mediadores decisivos em conflitos civis e promoveram acordos de paz em vários países do Mundo, incluindo Moçambique, e, mais recentemente, o Uganda. João Paulo II e Bento XVI apreciam o trabalho daquela Comunidade.

    Polónia: O "pecado público" dos padres espiões


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    O "pecado público" dos padres espiões

    O arcebispo de Cracóvia, cardeal Stanislaw Dziwisz, prometeu que haverá "clareza na caridade" na investigação da relação entre alguns padres e os serviços secretos comunistas na Polónia. Os chamados "padres espiões" são um ponto polémico. A Conferência Episcopal Polaca publicou, há pouco mais de uma semana, um "Memorando sobre a colaboração de alguns sacerdotes com os organismos de segurança da Polónia nos anos 1944-1989", documento que retoma análise feita pelo cardeal Dziwisz. Após a abertura dos arquivos dos serviços secretos comunistas, têm vindo a ser apresentadas revelações sobre alegados sacerdotes colaboracionistas com o regime da altura. Os bispos assinalam que a colaboração deliberada e livre com os organismos de segurança do regime comunista é um "pecado público" que deve ser confessado "a Deus, à própria consciência e aos homens a quem foi feito o mal". O cardeal Dziwisz lembra que a maioria dos padres esteve na oposição ao regime comunista. Quem colaborou que se arrependa!

    Portugal: Milhares de ex-combatentes (da Guerra Colonial) têm traumas profundos


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    Milhares de ex-combatentes têm traumas profundos
    A guerra colonial, que durou de 1961 a 1974, terá mobilizado um milhão e meio de jovens, matado nove mil, provocado ferimentos graves a 30 mil e causado danos psicológicos a 140 mil.
    Esta guerra, que assentou no "orgulhosamente sós" - já que a comunidade internacional pressionava Portugal a conceder a independência aos seus territórios na Ásia e na África, desde a sua entrada nas Nações Unidas, em 1955 - teve três grandes frentes Angola,Guiné e Moçambique. Em Angola, os conflitos começaram em 1961 com uma rebelião iniciada pelo MPLA (Movimento Para a Libertação de Angola). Ainda no mesmo ano, outro grupo, a UPA (União das Populações de Angola), mais tarde dominado pela FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), deu início a violentos ataques no Norte. Anos mais tarde, já com a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), começa a luta de guerrilha.Na Guiné, o conflito viria a começar em 1963, com o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné- -Bissau e Cabo Verde). Moçambique iniciaria em 1964 pelas mãos da FRELIMO (Frente de Libertação para Moçambique).

    Degelo e prados mostram sinal vermelho na Sibéria


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    Degelo e prados mostram sinal vermelho na Sibéria
    Alfredo Maia
    A Sibéria está a começar a alterar a sua fisionomia de grande região gelada e a dar um contributo negativo para o aquecimento global. Pela primeira vez em 11 mil anos, está a degelar e mostra uma extensão de mais de quatro mil quilómetros de comprimento de pradarias completamente verdes.
    A Sibéria é uma região do Norte da Ásia situada entre os Montes Urais, a oeste, o Oceano Pacífico, a este, o Oceano Árctico e o centro-norte do Casaquistão, a norte, e as fronteiras da Mongólia e da China, a sul, com uma área total de mais de 13 milhões de quilómetros quadrados.
    Uma imagem obtida através do satélite Envisat e divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA), mostra um troço do Rio Yenisei, o quinto mais comprido do Mundo, com 4023 quilómetros de extensão, e evidencia o degelo na região Oeste, em consequência do aumento da temperatura, estimado em três graus centígrados nas últimas quatro décadas.
    A região Oeste alberga os maiores depósitos do Mundo de turfa, um solo esponjoso e húmido composto essencialmente por vegetação em decomposição e que agora, pela primeira vez em 11 mil anos, começou a descongelar-se.
    Tais depósitos contêm milhares de milhões de milhões de toneladas de gases com efeito atmosférico de estufa - responsável pelo aquecimento global do Planeta, devido à formação de uma espécie de campânula sobre a Terra que retém as radiações solares - como o metano e o dióxido de carbono. Este último gás é o principal responsável pelo fenómeno e está presente em 59% da composição da turfa
    Se o degelo se agravar, avisa a ESA, citada pela edição electrónica do diário "El Mundo", tais gases vão contribuir para o agravamento do efeito de estufa. O Grupo Intergovernamental para as Alterações Climáticas aponta para uma subida de 1,4 a 5,8 graus centígrados na temperatura média do Planeta e de 2 a 6,3 graus na Europa, até ao fim do século, enquanto o nível do mar poderá subir um metro.

    Portugal: Voltar ao palco de guerra (colonial) expia fantasmas e memórias traumáticas


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    Voltar ao palco de guerra expia fantasmas e memórias traumáticas

    Foto: alfredo cunha
    Farda e armas passaram a ser as grandes companhias dos milhares de jovens que partiram para as ex-colónias

    Leonor Paiva Watson
    Nove mil mortos. Mutilados. Minas. Metralhadoras. Emboscadas. Corpos e corpos de jovens com pouco mais de 20 anos que chegaram à metrópole em caixões. Horror. Trinta e dois anos depois do fim da guerra colonial, imposta pelo Estado Novo, são cada vez mais os ex- -combatentes ainda à procura de expiar fantasmas e que regressam ao cenário do ódio em tempo de paz. Uma forma de "terapia com um valor extraordinário", justifica José Arruda, um organizador destas viagens.
    "Antes de ir a Moçambique pela primeira vez, acontecia-me acordar debaixo da cama, desatar a chorar ou entrar em pânico quando ouvia um balão rebentar. Sabia de onde isto vinha, quis lá ir e fui, em 2003. Estive em Cabo Delgado, tal como há 30 anos. Depois de lá vir, nunca mais tive nada. Entretanto, comecei a organizar estas coisas e, ao todo, já lá fui 22 vezes. De cada vez que vou, o grupo que vai comigo é maior", orgulha-se.
    Graciete Cruz, psicóloga, a trabalhar com ex-combatentes há um ano e meio na Associação de Deficientes das Forças Armadas, confirma as palavras de José Arruda. "Voltar é de facto terapêutico. Muito fica resolvido"
    Nem todos devem ir
    E são muitos os ex-combatentes, confirma ainda aquela técnica, que sofrem de "pós-stresse traumático, uma perturbação da ansiedade que pode causar pesadelos, pensamentos assustadores, frequentes flashbacks do que aconteceu na guerra e embutamento afectivo (não saberem manifestar afectos)".
    Contudo, avisa a psicóloga, nem todos estão preparados para irem, "porque nem todos têm ainda mecanismos que permitam lidar de um modo adequado com aquilo que, inevitavelmente, vão reviver". A não ser que, sugere Graciete Cruz, "integrem nessas viagens um técnico, um psicólogo, que ajude estes homens a reviver e avaliar as suas emoções, comportamentos e cognições ligados às memórias".
    É preciso trabalhar, por exemplo, sentimentos como a culpa, não devendo ser esquecido que "foi-lhes incutido um espírito de ameaça permanente", defende.
    José Arruda não desmente a culpa e garante não ter ressentimentos para com pessoas que "estavam a defender o que entendiam que era delas". E acrescenta "Eles tinham mais razão do que nós". "Quis lá ir, ver os locais onde estive, onde rebentaram minas e morreram amigos, mas agora sem medo de uma emboscada", diz, recordando que esteve, de 1968 a 70, em Cabo Delgado, "o palco com mais guerrilheiros da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique)".
    Uma terapia que se estende igualmente às famílias destes sobreviventes, porque, "no fundo, é todo um sistema que corre o risco de ficar desestruturado", reitera Graciete Cruz.
    "Estes homens, ainda que não tenham memórias traumáticas que os impossibilitem de viver, têm más memórias e são, regra geral, pessoas que têm incutido o medo, a desconfiança e que se irritam facilmente quando algo foge ao seu controlo", classifica.
    Curioso é que nunca se sabe se o que foi vivenciado na guerra vai espoletar, sendo que quando tal acontece pode, de facto, ser muitos anos mais tarde. "É algo que pode chegar com a reforma", alerta.
    José Arruda continuará a organizar viagens para ex-combatentes. "A próxima está marcada para Outubro (ler caixa no verso)."

    Brasil: Testemunhas de Jeová fazem congresso em São Luís


    http://www.jornalvejaagora.com.br/2006/9/2/Pagina16772.htm

    Testemunhas de Jeová fazem congresso em São Luís
    Data de Publicação: 2 de setembro de 2006

    Pobreza, epidemias, desastres. Contra todos esses males que assolam a humanidade "Aproxima-se o livramento!". Essa é a mensagem de Boas Novas anunciada pelas Testemunhas de Jeová e com esse tema, ontem, hoje e amanhã eles se reúnem no Ginásio Castelinho para a realização do Congresso de Distrito das Testemunhas de Jeová.
    O evento anual acontece no mundo inteiro; no Brasil, é realizado em 128 cidades sedes com expectativa de comparecerem um milhão e meio de pessoas. Só para São Luís, a previsão é que nos três dias sejam 15 mil do total de 20 mil para todo o estado.
    O objetivo do encontro é compartilhar os ensinamentos bíblicos sobre o Reino de Deus e as diretrizes para uma vida debaixo da autoridade real dele. Para melhor entendimento, os assuntos serão divididos em quatro assuntos: "A autoridade de quem você se sujeita?", "Como conseguir uma vida familiar feliz", "Como os jovens podem resistir às tentações da conduta imoral" e "Aproxima-se o livramento pelo Reino de Deus!".
    Conforme explicou o ancião e superintendente da congregação, Rosalino Pereira Filho, somente o Reino de Deus, que é pedido na oração do Pai Nosso, é capaz de solucionar todos os problemas que levam ao caos que a humanidade está inserida. "Pretendemos mostrar onde estamos na corrente do tempo, o que acontecerá futuro e o livramento através do Reino de Deus", esclareceu.
    O congresso acontece neste final de semana e nos próximos dias 6, 7 e 8 de setembro.

    Sexta-feira, Setembro 01, 2006

    Fumo passivo mata 79 mil


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    Fumo passivo mata 79 mil

    Foto: fernando timóteo
    Cancro no pulmão causou 13 241 óbitos, em 2002, nos países da União Europeia

    Ivete Carneiro
    Ofumo passivo pode estar na origem de mais de 79 mil mortes anuais na Europa, 72 mil delas pela exposição em casa. Uma estimativa para a qual Portugal contribui com mais de 1500 óbitos anuais, 1450 deles no lar. Traçados por quatro sociedades médicas europeias, os dados foram recentemente divulgados pela iniciativa da Direcção-Geral da Protecção do Consumidor da União Europeia "Help, por uma vida sem tabaco" e assentam em estudos epidemiológicos.
    A Sociedade Respiratória Europeia, a Rede Europeia do Coração e os de pesquisa do cancro francês e britânico analisaram o número de mortes por cancro no pulmão, doença cardíaca isquémica, enfarte e doença respiratória crónica não-neoplásica. E concluíram que, no ano de 2002, os cancros do pulmão causaram 13 241 óbitos, enquanto 32 342 foram devidos a doença cardíaca isquémica, 28 591 a enfartes e 5275 a doença respiratória crónica. O que perfaz um total de 79 449 falecimentos atribuíveis, segundo os autores do estudo, ao tabaco. Número que sobe para 80 452 com países não-membros da UE (Noruega e Suíça).
    Desse total, mais de 49 mil mortes envolveram adultos com mais de 65 anos e 19 242 dizem respeito a não-fumadores, essencialmente afectados por doença cardíaca isquémica (10 239). E mais de 16 mil sofrem os efeitos do tabaco em casa, o que equivale a uma média de uma morte em cada 32 minutos.
    O relatório "Lifting the smokescreen 10 reasons for a smoke free Europe" desagrega os dados por país, o que permite perceber a contribuição de Portugal na mortalidade atribuída ao tabaco: 1450 mortes por exposição em casa e 79 no local de trabalho. A maior fatia cabe aos enfartes (939), seguidos das doenças isquémicas (368) e do cancro no pulmão (132). Atentando nos números envolvendo não-fumadores, Portugal surge com 457 mortes, 432 das quais por fumo passivo no aconchego do lar. O estudo visa "mostrar aos políticos de toda a Europa" as vantagens das políticas antitabágicas e junta, para tal, dados apontando a inocuidade de medidas de restrição em locais como restaurantes e bares.

    Risco de ocorrência de alergias após aplicação de tatuagens temporárias de cor negra


    INFARMED/MAIS_ALERTAS/DETALHE_ALERTA?itemid=281926

    Risco de ocorrência de alergias após aplicação de tatuagens temporárias de cor negra

    Circular Informativa N.º 081/CA Data: 29-06-2006
    Para: Profissionais de saúde e público em geral
    Contacto no INFARMED: Departamento de Vigilância de Produtos de Saúde
    (Tel: 21 798 71 45; Fax: 21 798 73 67; E-mail: dvps@infarmed.pt)
    A autoridade competente francesa (AFSSAPS) tem vindo a acompanhar, desde Janeiro de 2004, notificações de dermatologistas / alergologistas relativas a casos de eczema de contacto surgidos alguns dias ou semanas após a aplicação de tatuagens temporárias de cor negra.
    Estas tatuagens temporárias podem desencadear uma reacção alérgica mais ou menos grave que pode obrigar a intervenção médica, incluindo hospitalização.
    Com a chegada do calor e das férias, as tatuagens de cor negra são propostas aos veraneantes em praias e mercados com grande aceitação pelo público, uma vez que a cor habitual do pigmento de hena varia entre o castanho e o alaranjado, sendo o negro mais apreciado.
    Com efeito, estas tatuagens são realizadas com hena incorporada com uma substância química proibida, parafenilenodiamina (PPD), utilizada para acentuar a cor negra e prolongar o efeito. Uma concentração elevada de PPD aumenta o risco de sensibilização.
    Esta substância, conhecida como alergénica, apenas é permitida em concentrações restritas em certos produtos como sejam as tintas capilares.
    Apesar de até ao momento não ser do conhecimento do INFARMED qualquer caso, ocorrido em Portugal, de reacção adversa associada a estes produtos, ainda assim, considera-se importante informar os profissionais de saúde e o público em geral deste potencial problema.
    Todos os casos de reacções adversas relacionadas com a utilização de produtos cosméticos e de higiene corporal deverão ser comunicados a este Instituto através dos contactos supramencionados.
    O Conselho de Administração
    Hélder Mota Filipe

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