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    Sexta-feira, Junho 30, 2006

    Brasil, SC: Acidente trágico choca a região

    noticias/index.phtml?id_conteudo=63008&id_secao=1

    Acidente trágico choca a região
    29 de Junho de 2006

    Taió: Salvar vidas. Esse era o objetivo da médica pediatra Solange Farias Ribeiro, da enfermeira Joelma de Souza e do motorista de ambulância João Batista Alegri. Foi numa dessas tarefas rotineiras que os três perderam a vida num acidente trágico na BR 470 na manhã de domingo, dia 25 de junho.

    Eles saíram de Taió com a ambulância a meia noite para cumprir a sua última missão que foi de levar um bebê de apenas 12 dias para Florianópolis que lá ficou internado. A tragédia aconteceu na volta na localidade de Pouso da Caixa que pertence ao município de Pouso Redondo. A lateral da ambulância, uma Ipanema, bateu na frente do caminhão da marca Wolkswagen da cidade de Penha, Litoral catarinense com placas LYY-1896 e pertencia a uma indústria de pescado.

    Segundo relato de uma testemunha a ambulância perdeu o controle e invadiu a pista contrária, rodopiando no meio da rodovia. A enfermeira foi jogada para fora do veículo, o motorista e a médica ficaram trancados nas ferragens e tiveram morte instantânea. “O Motorista do caminhão viu que o motorista freou e o carro deslizou na pista batendo a lateral da ambulância na frente do caminhão” disse Rolf Huscher que estava no local do acidente e conversou com o motorista do caminhão que não sofreu nenhuma lesão.

    O velório dos três servidores municipais da Secretaria da Saúde foram velados no Ginásio de esportes Pe José Moacir Moser. A missa de corpo presente da Joelma e Dra Solange aconteceu na Igreja Matriz Cristo Rei, já o de João foi na Igreja
    Testemunhas de Jeová a pedidos de sua família. Os corpos foram levados pelo carro de bombeiros e sepultados no cemitério Campo Santo na manhã de segunda-feira. “Os profissionais da saúde se doam, estão sempre em disposição para atender, mesmo sabendo que estão sujeitos a por a sua vida em risco em favor do próximo” diz a Secretária da Saúde Vivian Fach

    Esse foi a menos de 4 km do outro acidente que aconteceu na quarta feira (22 de junho) que envolveu um gol e também três pessoas perderam a vida. Em quatro dias seis pessoas morreram nesse trecho da BR 470. Conforme o Box abaixo pode ser observado que o número total de acidentes do ano de 2005 é maior que 2004. Além disso, o número de acidentes em tempo bom é bem maior, mas é preciso levar em conta que o número de dias chuvosos é bem menor durante o ano.

    Quinta-feira, Junho 29, 2006

    Itália: Congresso anual das Testemunhas de Jeová em Forchia

    Tradução de:
    art_20060628083106.htm

    Quarta-feira 28 de Junho de 2006

    Congresso anual das Testemunhas de Jeová

    Forchia (Bn) – Os seis milhões e seiscentos mil Testemunhas de Jeová que estão presentes em 235 países de todo o mundo irão entregar um convite especial ao público para comparecerem ao seu congresso de distrito anual. Durante três semanas a partir deste fim de semana também as Testemunhas de Jeová presentes em Caserta, Benevento, Avellino, Salerno participarão nesta campanha internacional para convidar todos os habitantes da região para o seu congresso de distrito de 2006 “O livramento está próximo!” que terá lugar em Forchia. Com este objectivo as Testemunhas entregar-lhes-ão um folheto especial com um convite pessoal. O seu congresso programado para Forchia começará na sexta-feira, 28 de Julho, pelas 9:30 e terminará no domingo, 30 de Julho. O ingresso é gratuito e não se farão colectas. No total, para levar a campanha especial, estarão empenhadas 50 comunidades das Testemunhas de Jeová localizadas nas regiões de Caserta, Benevento, Avellino, Salerno. O congresso de Distrito “O livramento está próximo!” será realizado em 155 países. Mencionando o texto bíblico de Actos dos Apóstolos 20:20 como base da sua obra de evangelização, as Testemunhas desejam seguir o modelo apostólico distribuindo o convite especial para este congresso principalmente de casa em casa, e esperam que milhões de pessoas por todo o lado o aceitem. As Testemunhas desejam que um número o mais elevado possível de pessoas possa estar presente neste congresso e possa receber uma mensagem de conforto e de esperança que, segundo a passagem bíblica de Romanos 15:4, é um dos motivos pelos quais foi escrita a Bíblia. Porquê este enorme esforço conjunto de milhões de Testemunhas em todo o mundo para anunciar o congresso deste ano? As Testemunhas consideram que a humanidade tem uma necessidade extrema de obter o livramento do pecado erradicado e da morte que se espalhou; crêem também que apenas Deus pode trazer esse livramento. No decurso do programa considerar-se-á o papel de Jesus em libertar a humanidade e analisar-se-ão vários episódios narrados na Bíblia subordinados ao tema da libertação. Dar-se-á realce a excertos bíblicos que descrevem a esperança da sobrevivência durante o futuro dia de juízo de Deus que libertará definitivamente os seres humanos da maldade e do sofrimento da actual sociedade.
    Trad. por Carlos Queiroz

    Quarta-feira, Junho 28, 2006

    Brasil: Um mundo sem barulhos

    Da Redação

    Imagine um mundo sem sons, sem barulhos, como se tudo fosse num absoluto silêncio. É difícil pensar em uma vida normal sem poder ouvir uma música que se gosta, sem escutar a voz da pessoa querida. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta que 1,5% da população brasileira sofre de algum tipo de deficiência auditiva. Levando em consideração informações preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - censo 2000, que afirmam existir 169 milhões e 590.693 habitantes no país, cerca de 2 milhões e 500 mil pessoas têm problemas auditivos.

    Para quem tem todos os órgãos e funções do corpo atuando perfeitamente, parece muito complicado ter algum tipo de limitação e as dificuldades existem, mas não ao ponto de evitar que os portadores de deficiência tenham uma vida normal. Claro que para isso acontecer as adaptações são necessárias para cada situação.

    A diretora do Centro Estadual de Atendimento e Apoio ao Deficiente Auditivo (Ceada) Profª Arlete Pereira Migueletti, Zoraide Barbosa de Almeida Urcino, explica que os alunos têm vida ativa e são tratados como se não houvesse a deficiência. "As pessoas têm o costume de tratá-los como coitadinhos, mas eles são normais e têm muito potencial".

    A escola é regular e oferece oficina de linguagem na qual o aluno aprende a base do português, além da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que é o meio pelo qual os deficientes auditivos se comunicam com o mundo.

    Como prova de que a capacidade dos alunos é tamanha, eles têm aulas de informática e educação física adaptada. Alguns também fazem parte do coral Sementes do Amanhã e Zoraide afirma que possui um projeto em andamento para a criação da fanfarra Ritmos do Silêncio.

    Intérprete do Ceada, Caroline Martins Neves de Oliveira, 20, lembra que aprendeu a Libras porque sua irmã Aghatta, 19, tem o problema. "Aprendi o básico e convivendo com a comunidade de surdos passei a entender melhor a linguagem deles. Essa foi uma forma conversar e entender os sentimentos da minha irmã, entender o que ela sentia, viver isso junto com ela".

    Além disso, Caroline é Testemunha de Jeová onde há um grupo de pessoas que falam sobre a Bíblia e religião por meio da Libras para quem não pode escutar.

    Domingo, Junho 25, 2006

    Polónia denuncia "padres espiões"

    polonia_denunciapadres_espioes.html

    Polónia denuncia "padres espiões"
    Confissão do arcebispo de Cracóvia, cardeal Stanislaw Dziwisz "Em nome da Igreja da Cracóvia, a todos aqueles que crêem ter sido maltratados por causa do comportamento de alguns sacerdotes, peço-lhes perdão".
    O pedido de perdão enquadra-se no debate suscitado algumas semanas depois da morte de João Paulo II e que se referia a alguns sacerdotes acusados de ter colaborado com os Serviços de Segurança do regime comunista.
    O antigo secretário do Papa Karol Wojtyla pediu perdão ao presidir, no dia 15 do corrente, à procissão do Corpo de Deus. O "pedir perdão inclui também a firme vontade de verificar a verdade", acrescentou o arcebispo, aplaudido por milhares de católicos participantes naquela procissão. O arcebispo pediu, contudo, a todas as pessoas que se sentem ofendidas pela culpa de alguns sacerdotes que não percam a confiança na Igreja.
    O primeiro que foi denunciado foi o padre Konrad Hejmo, que, na Polónia como no Vaticano, dirigiu, durante 20 anos, o centro para peregrinos polacos em Roma, acompanhando-os perante o Papa. Posteriormente, vários jornais começaram a especular com diversos nomes de "sacerdotes espiões", sem ter nenhuma confirmação disso por parte do Instituto da Memória Nacional, que guarda muitos documentos pertencentes inclusive aos Serviços Secretos do regime comunista. No início deste ano, Tadeusz Isakowicz-Zalewski, ex-capelão de Solidarnosc, perseguido pelo regime comunista, queria tornar públicos 28 nomes de sacerdotes colaboracionistas da diocese de Cracóvia. Mas, o arcebispo de Cracóvia foi contrário à publicação dessa lista e impôs-lhe silêncio "Não tenho medo da verdade, ainda que resultasse dolorosa, mas sou eu pessoalmente responsável, como arcebispo de Cracóvia, pela descoberta e pela revelação da verdade", escreveu o cardeal Dziwisz em carta entregue ao padre. Isakowicz-Zalewski.
    O arcebispo de Cracóvia criou uma comissão "Memória e desvelo", que está a analisar os casos de sacerdotes diocesanos que colaboraram com os Serviços Secretos do regime comunista.
    Polónia denuncia"padres espiões"
    Conduta heróica de sacerdotes perseguidos
    O cardeal Dziwisz diz que a Igreja é santa, mas com homens pecadores, entre os quais sacerdotes "Se cada pecado pode tocar qualquer homem, quer dizer que também alguns sacerdotes podiam manchar- -se dizendo uma verdade que não libertava, mas que destruía o povo" Assinalou que a investigação da verdade sobre a implicação dos sacerdotes deve basear-se em uma cuidadosa investigação histórica: " para saber quem e como terá colaborado. "Isso também quer dizer que se deve falar da heróica conduta dos sacerdotes que sofreram perseguição porque não se aliaram ao regime e não quiseram colaborar com os Serviços Secretos", frisou.

    Sábado, Junho 24, 2006

    Portugal: Tavira recebe congresso das Testemunhas de Jeová

    http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=7360

    Regional
    Tavira recebe congresso das Testemunhas de Jeová

    As Testemunhas de Jeová promovem, no dia 7 de Julho, o seu congresso «Aproxima-se o Livramento», no Pavilhão Gimnodesportivo Dr. Eduardo Mansinho, em Tavira.

    As Testemunhas de Jeová vão lançar uma campanha com informação detalhada sobre o evento, no Algarve e até no Baixo Alentejo, para divulgarem o congresso.
    A entrada é livre e não haverá colectas.
    As Testemunhas em Tavira esperam uma assistência recorde no Pavilhão Gimnodesportivo Dr.Eduardo Mansinho, neste que é um dos cerca de 14 congressos promovidos pelas Testemunhas de Jeová em Portugal Continental e ilhas.
    Adicionalmente, a campanha anunciará os congressos internacionais programados para a Alemanha, República Checa e Polónia, durante Julho e Agosto.
    Cerca de 98000 congregações das Testemunhas de Jeová do mundo ajudarão ao anunciar o congresso de Tavira, com convites especiais.

    24 de Junho de 2006 09:47

    Sexta-feira, Junho 23, 2006

    Uzbequistão: Nova deportação de TJ, e mais pressão sobre Protestantes e Muçulmanos


    Este artigo foi publicado pela F18News em 23 de Junho de 2006

    Uzbequistão: Nova deportação de TJ, e mais pressão sobre Protestantes e Muçulmanos

    Por Igor Rotar, Forum 18 News Service http://www.forum18.org

    O Uzbequistão deportou um segundo Testemunha de Jeová, um mês depois de ter deportado um advogado russo de defesa dos seus companheiros de adoração, segundo soube o Forum 18 News Service. A casa de Yevgeny Li encontra-se na capital uzbeque Tashkent, mas ele foi deportado para o Cazaquistão. Também, Jamshed Fazylov, um advogado uzbeque de defesa das Testemunhas de Jeová do sul do Uzbequistão, foi ele próprio detido numa cela durante 24 horas devido a "mendicidade". "O que aconteceu com Li constitui um perigoso precedente," disse uma Testemunha de Jeová ao Forum 18. "As autoridades poderão lançar uma deportação em massa dos nossos companheiros de adoração." Parece estar a aumentar a utilização da deportação para livrar o país dos crentes religiosos de que o Estado não gosta. Outros credos estão a enfrentar crescente repressão, de acordo com o que disseram fontes Protestantes ao Forum 18, doze igrejas foram desprovidas de registo, impedindo-as assim de realizar qualquer actividade religiosa. As autoridades estão também a tentar impedir os alunos das escolas Muçulmanas de frequentar as mesquitas.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Quarta-feira, Junho 21, 2006

    Apocalipse já - Já começou a catástrofe causada pelo aquecimento global

    http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/210606/p_068.html

    Edição 1961 . 21 de junho de 2006
    Especial
    Apocalipse já

    Já começou a catástrofe causada peloaquecimento global, que se esperava para daqui a trinta ou quarenta anos. A ciência não sabe como reverter seus efeitos. A saída para a geração que quase destruiu a espaçonave Terra é adaptar-se a furacões, secas,inundações e incêndios florestais

    Jaime Klintowitz

    World Press Photo/AE
    URSOS CANIBAIS
    O aquecimento global fez diminuir em 20% a calota polar ártica nas últimas três décadas, reduzindo o território de caça dos ursos-polares. Muitos deles ficaram sem alimento. A mudança radical de seu habitat provocada pelo homem está custando caro aos ursos. Recentemente, no Mar de Beaufort, no Alasca, pesquisadores americanos que há 24 anos estudam a região identificaram um caso inédito de canibalismo na espécie: duas fêmeas, um macho jovem e um filhote foram atacados e comidos por um grupo de machos. Estimativas apontam que os ursos-polares podem desaparecer em vinte anos.

    NESTA REPORTAGEM
    Quadro: O efeito do calor
    Quadro: O calor produz mais calor
    EXCLUSIVO ON-LINE
    Outras imagens

    A história do relacionamento entre o homem e a natureza é marcada pelo livro Silent Spring (Primavera Silenciosa), de 1962. Nessa obra seminal, a bióloga americana Rachel Carson alertou pela primeira vez para os perigos do uso indiscriminado de pesticidas, até então encarados pela maioria das pessoas como uma bênção da ciência para solucionar o problema da fome. A descrição dramática feita por ela das primaveras "sem cantos de pássaros" sacudiu a consciência das pessoas em escala mundial e serviu de ponto de partida para o moderno movimento ambientalista. A nova consciência ecológica abriu caminho para leis de controle dos pesticidas e para acordos internacionais sobre o meio ambiente, como o que baniu a produção de químicos responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Quase cinqüenta anos depois, o entendimento sobre o fato de que "somos parte do equilíbrio natural" – como definiu a bióloga – pode nos ser útil diante de uma catástrofe global iminente provocada pelo aquecimento global. Como uma praga apocalíptica, as mudanças climáticas já semeiam furacões, incêndios florestais, enchentes e secas com tal intensidade que ninguém mais pode se considerar a salvo de ser diretamente atingido por suas conseqüências.

    Bobby Haas/National Geographic
    SOLO QUE ARDE
    Nas últimas três décadas, o total de terras atingidas por secas severas dobrou em decorrência do aquecimento global. Na China, segundo o mais recente estudo da ONU, todos os anos 10 000 quilômetros quadrados em média – o equivalente a metade do estado de Sergipe – se transformam em deserto. Na Etiópia (foto), secas anuais condenam 6 milhões de pessoas à fome. Na Turquia, 160 000 quilômetros quadrados de terras cultiváveis sofrem com a desertificação gradativa e a conseqüente erosão do solo.

    O primeiro estudo rigoroso sobre o aquecimento global foi realizado por cientistas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em 1979. De lá para cá, ambientalistas e governos debateram, quase sempre aos berros, questões que lhes pareciam básicas. Primeiro, o grau de responsabilidade da ação humana. Segundo, se os efeitos das mudanças no clima da Terra são iminentes. A terceira questão é o que pode ser feito para impedir que o problema se agrave. O debate, nos termos descritos acima, está morto e enterrado. As pesquisas convergiram, além do benefício da dúvida, para a constatação de que nenhuma influência da natureza poderia explicar aumento tão repentino da temperatura planetária. Até os mais céticos comungam agora da idéia apavorante de que a crise ambiental é real e seus efeitos, imediatos. O que divide os especialistas não é mais se o aquecimento global se abaterá sobre a natureza daqui a vinte ou trinta anos, mas como se pode escapar da armadilha que criamos para nós mesmos nesta esfera azul, pálida e frágil, que ocupa a terceira órbita em torno do Sol – a única, em todo o sistema, que fornece luz e calor nas proporções corretas para a manutenção da vida baseada no carbono, ou seja, nós, os bichos e as plantas.

    Daniel Betra/Greenpeace/Reuters
    A BAIXA DO RIO
    No Oceano Atlântico, a temperatura da água está meio grau mais alta do que há vinte anos. Esse calor a mais altera o padrão de circulação dos ventos, provocando deslocamento de massas de ar seco para a região amazônica. A mudança impede a formação de nuvens, causando a escassez de chuvas. Em 2005, o fenômeno provocou a maior seca dos últimos quarenta anos na Amazônia. O Rio Amazonas baixou 2 metros (foto). Mais de 35 municípios do Amazonas e do Acre ficaram isolados, sem comida, água, luz ou transporte. A grande seca pode se repetir a qualquer momento.

    A VIDA EM UMA TERRA MAIS QUENTE
    O que fazer para sair dessa crise é bem mais controverso, apesar de ninguém ignorar que, para evitar que a situação piore, é preciso parar de bombear na atmosfera dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. Esses gases resultantes da atividade humana formam uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, retorne ao espaço. É o chamado efeito estufa, e a ele se atribui a responsabilidade pelo aumento da temperatura global. Há um acordo internacional que estabelece metas de redução, o Tratado de Kioto, assinado por 163 países e rejeitado pelos Estados Unidos, precisamente o país que emite 25% de todo o gás carbônico. É mais uma razão para não esperar grande coisa de documento. "Kioto tem um grande significado simbólico, mas suas metas são muito modestas", pondera o americano Jonathan Overpeck, da Universidade do Arizona. No protocolo, que entrou em vigor no ano passado, os países se comprometeram a reduzir em 5% as emissões de CO2 em relação aos níveis de 1990. "Mesmo que todos os países interrompessem imediatamente a liberação de gases do efeito estufa", disse a VEJA o americano John Reilly, diretor do programa de mudanças climáticas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), "a atmosfera já está de tal forma impregnada que a temperatura média do globo ainda subiria por mais 1 000 anos e o nível do mar continuaria a se elevar por mais 2.000."
    Na realidade, as emissões de gases estão subindo e as previsões são de mais calor. Como o aquecimento global já é inevitável, cientistas e ambientalistas têm colocado uma nova questão na linha de frente da batalha das mudanças climáticas: como se preparar e se adaptar à vida em um planeta bem mais quente. O tema central desta reportagem não é a previsão de mau tempo no futuro, ainda que este seja um de seus destaques. O que se lerá aqui diz respeito, sobretudo, ao impacto do aquecimento global que já se faz sentir no mundo atual e como teremos de aprender a viver com isso. A primeira coisa que precisa ser aprendida é como conviver com a fúria da natureza injuriada. De acordo com um levantamento da Organização das Nações Unidas, em 2005 ocorreram 360 desastres naturais, dos quais 259 diretamente relacionados ao aquecimento global. O aumento foi de 20% em relação ao ano anterior. No início do século XIX, de acordo com alguns historiadores, dificilmente havia mais de meia dúzia de eventos de grandes dimensões em um ano. No total, foram 168 inundações, 69 tornados e furacões e 22 secas que transformaram a vida de 154 milhões de pessoas.
    Fotos Image.net
    O SUMIÇO DO GELO O norte dos Andes é a região de maior concentração de glaciares nos trópicos. Só no Peru existem 3 044 deles. Até a década de 80, essas geleiras incrustadas no interior das cordilheiras, remanescentes da era glacial, permaneciam praticamente inalteradas. Um estudo recente da ONU concluiu que houve uma drástica redução das áreas dos glaciares peruanos nos últimos quinze anos por causa das mudanças climáticas. Nas fotos, tiradas no mesmo mês de anos diferentes, a redução de um glaciar da Cordilheira Branca.
    AS SEIS PRAGAS DO AQUECIMENTO
    Seis mudanças de grandes proporções causadas pelo aquecimento global estão relacionadas a seguir. Todas estão ocorrendo agora, afetam não apenas o clima mas perturbam a vida das pessoas e têm como única previsão futura o agravamento da situação. É assustador observar que eventos assim, de dimensões ciclônicas, sejam o resultado do aumento de apenas 1 grau na temperatura média da Terra, uma fração do calor previsto para as próximas décadas.
    • O Ártico está derretendo – A cobertura de gelo da região no verão diminui ao ritmo constante de 8% ao ano há três décadas. No ano passado, a camada de gelo foi 20% menor em relação à de 1979, uma redução de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente à soma dos territórios da França, da Alemanha e do Reino Unido.
    • Os furacões estão mais fortes – Devido ao aquecimento das águas, a ocorrência de furacões das categorias 4 e 5 – os mais intensos da escala – dobrou nos últimos 35 anos. O furacão Katrina, que destruiu Nova Orleans, é uma amostra dessa nova realidade.
    • O Brasil na rota dos ciclones – Até então a salvo desse tipo de tormenta, o litoral sul do Brasil foi varrido por um forte ciclone em 2004. De lá para cá, a chegada à costa de outras tempestades similares, ainda que de menor intensidade, mostra que o problema veio para ficar.
    • O nível do mar subiu – A elevação desde o início do século passado está entre 8 e 20 centímetros. Em certas áreas litorâneas, como algumas ilhas do Pacífico, isso significou um avanço de 100 metros na maré alta. Um estudo da ONU estima que o nível das águas subirá 1 metro até o fim deste século. Cidades à beira-mar, como o Recife, precisarão ser protegidas por diques.
    • Os desertos avançam – O total de áreas atingidas por secas dobrou em trinta anos. Uma quarto da superfície do planeta é agora de desertos. Só na China, as áreas desérticas avançam 10.000 quilômetros quadrados por ano, o equivalente ao território do Líbano.
    • Já se contam os mortos – A Organização das Nações Unidas estima que 150.000 pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores relacionados diretamente ao aquecimento global. Em 2030, o número dobrará.
    Fotos National Snow And Ice Data Center (NSIDC)
    DESASTRE NO ALASCANo Alasca, onde as temperaturas médias do inverno aumentaram 4 graus nos últimos cinqüenta anos, a paisagem se modificou por completo. A camada de gelo que cobre o mar desapareceu em algumas regiões (nas fotos, o glaciar Muir com a diferença de 63 anos). No passado, 10 milhões de quilômetros quadrados do Oceano Ártico permaneciam congelados durante o verão. Hoje, segundo estudos do Arctic Climate Impact Assessment, a área congelada é pelo menos 30% menor.

    HOJE
    O PLANETA É GIGANTE, O EQUILÍBRIO É FRÁGIL
    Em escala geológica, a temperatura da Terra sempre funcionou como um relógio pontual. A cada 100.000 anos, mudanças sutis na órbita do planeta e na sua inclinação em relação ao Sol provocam uma queda na temperatura e fazem com que as massas de gelo dos pólos aumentem de tamanho e se aproximem da linha do Equador. São as glaciações. A última terminou há 10.000 anos. Foi nessa pequena janela geológica entre o fim da última era glacial e hoje, marcada por temperaturas amenas, que a humanidade desenvolveu a agricultura, construiu as cidades e viajou à Lua. Nos últimos 120 anos, com o relógio fora de ordem devido à atividade humana, a temperatura média do planeta aumentou 1 grau. Pode parecer pouco, mas mudanças climáticas dessa magnitude têm conseqüências drásticas. Há 12.000 anos, quando a temperatura média era apenas 3 graus mais baixa que a atual, uma camada de gelo cobria a Europa até a França. Uma vez alterado, o mecanismo natural do clima, dizem os cientistas, não é fácil de ser reajustado. "Ao quebrar o equilíbrio climático, a humanidade mexeu com processos que não conhece por completo e que estão fora do alcance e da capacidade da mais avançada tecnologia", analisa o geofísico Paulo Eduardo Artaxo, da Universidade de São Paulo.
    Os gases responsáveis pelo aquecimento excessivo são produzidos pelos combustíveis fósseis usados nos carros, nas indústrias e nas termelétricas e pelas queimadas nas florestas. Processos naturais, como a decomposição da matéria orgânica e as erupções vulcânicas, produzem dez vezes mais gases que o homem. Por eras, garantiram sozinhos a manutenção do efeito estufa, sem o qual a vida não seria possível na Terra. Para se manter em equilíbrio climático, o planeta precisa receber a mesma quantidade de energia que envia de volta para o espaço. Se ocorrer desequilíbrio por algum motivo, o globo esquenta ou esfria até a temperatura atingir, mais uma vez, a medida exata para a troca correta de calor. O equilíbrio natural foi rompido pela revolução industrial. Desde o século XIX, as concentrações de dióxido de carbono no ar aumentaram 30%, as de metano dobraram e as de óxido nitroso subiram 15%. A última vez em que os níveis de gases do efeito estufa estiveram tão altos quanto agora foi há 3,5 milhões de anos. O ano passado foi o mais quente desde que as temperaturas começaram a ser registradas, em 1866. Pelo que se sabe, o planeta está mais quente do que já foi em qualquer momento dos últimos dois milênios. Se mantiver o ritmo atual, no fim do século a temperatura média será a mais elevada dos últimos 2 milhões de anos.
    EFEITO IRREVERSÍVEL?
    Sabe-se que o próximo relatório do Painel Internacional de Mudança Climática (IPCC,) das Nações Unidas, a mais respeitada autoridade em aquecimento global, a ser divulgado em 2007, depois de revisto pelos cientistas e pelos órgãos governamentais, deve estimar um aumento na temperatura média do planeta entre 2 e 4,5 graus até 2050. "Dois graus é uma barreira psicológica para os cientistas", diz Marc Lucotte, diretor do Instituto de Ciências do Ambiente da Universidade de Quebec, no Canadá. Acima desse patamar, a probabilidade de ocorrerem tragédias muito maiores que as observadas em anos recentes, como inundações, secas, ondas de calor, furacões e epidemias, aumenta muito. "Aí será tarde demais para tentar uma volta atrás", afirma o ambientalista Carlos Rittl, coordenador da campanha de clima do Greenpeace no Brasil. Na pior das hipóteses, um aumento de 4 graus iria igualar as temperaturas do Ártico aos patamares registrados há 130.000 anos, segundo um estudo feito com base em análises geológicas por cientistas da Universidade do Arizona e do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos. Nesse passado distante, o nível dos oceanos era 6 metros mais alto e a camada de gelo do Ártico praticamente havia desaparecido. "Isso não significa que o nível do oceano subirá imediatamente a 6 metros quando o termômetro registrar um aumento de 4 graus na temperatura", disse a VEJA Jonathan Overpeck, um dos coordenadores do estudo. "Mas a partir de então o processo de derretimento dos glaciares será rápido e irreversível."
    Irreversível? Muitos cientistas começam a acreditar que as mudanças climáticas chegaram a um ponto de não-retorno. Esse fenômeno leva agora o nome de tipping point, termo em inglês popularizado como título de livro por Malcolm Gladwell, escritor badalado de Nova York. Em ciência, significa o momento em que a dinâmica interna passa a encarregar-se de uma mudança iniciada previamente por forças externas. Em vários aspectos já cruzamos o limite sem volta. A limpeza da atmosfera é tarefa para gerações. O degelo nas regiões polares está além do tipping point. Obviamente, como conseqüência do volume de água do degelo, os oceanos continuarão a subir. O aquecimento dos mares alimentará novos furacões, aumentando a capacidade destrutiva desses fenômenos meteorológicos. "A violência desses desastres naturais só pode ser atenuada se houver uma redução na temperatura da água, o que parece improvável", afirma o biólogo americano Thomas Lovejoy, presidente do Centro Heinz para a Ciência, em Washington. Recentemente, Lovejoy constatou um novo efeito desastroso do excesso de gás carbônico: os mares estão ficando mais ácidos. As alterações no PH marítimo levam à redução do número de moluscos e plânctons, que estão na base da alimentação dos ecossistemas marítimos, e ameaçam aniquilar os recifes de corais. Obviamente, não há muito que se possa fazer para salvar a vida marinha.
    Tom Ondway/AP
    AGONIA SUBMARINA O excesso de gás carbônico na atmosfera está tornando os oceanos mais ácidos. Isso enfraquece os corais, viveiros do mar, e os plânctons, base da cadeia alimentar subaquática.
    UM PACTO GLOBAL PELA SALVAÇÃO
    O derretimento dos glaciares, concordam os especialistas, já atingiu dinâmica própria, impossível de ser freada. O impacto do aquecimento global pode ser percebido em toda parte, mas não há nada mais explícito que a redução das geleiras e do Ártico. Praticamente todos os glaciares da Terra estão encolhendo. Dos 150 que existiam no Glacier National Park, nos Estados Unidos, em 1880, restam cinqüenta, e a estimativa é que o último desaparecerá até 2030. O mesmo se vê nos Andes, na Patagônia e nos Alpes. Blocos de gelo do tamanho de pequenos países têm se desprendido da Antártica e boiado no Atlântico Sul até se dissolver no mar. Nos últimos cinqüenta anos, o volume de gelo no Ártico caiu quase à metade e, nessa velocidade, terá desaparecido totalmente no verão de 2080. Segundo um estudo do meteorologista americano Eric Rignot, da Nasa, o ritmo do derretimento da cobertura de gelo da Groenlândia dobrou nos últimos dez anos. Segundo o IPCC, o nível dos mares subiu entre 10 e 20 centímetros no último século. O aumento decorre da combinação do aquecimento das águas – e sua conseqüente expansão – com o derretimento do gelo nos pólos e nas montanhas. A estimativa é que suba mais 1 metro até o fim do século. Caso a camada de gelo da Groenlândia, que chega a 3,2 quilômetros de espessura em alguns pontos, derreta por completo, o nível do mar atingirá 7 metros. Cidades como Recife e Parati precisariam de diques de 8 metros de altura para sobreviver.
    O cenário é adverso, mas não justifica a inércia. Os recursos para reduzir os efeitos colaterais do aquecimento são conhecidos. Basicamente, é necessário encontrar um uso mais eficiente de energia e diminuir a emissão de gases que provocam o efeito estufa. Cerca de 75% desses gases vêm do combustível fóssil utilizado na produção de energia, nas indústrias e nos automóveis. Outros 25% são provenientes das queimadas – talvez o item mais fácil de consertar. Há preocupação real entre os governos. Vários países estão reconsiderando a energia nuclear, que hoje provê 16% do total. Só a China quer construir 32 usinas até 2020. Os Estados Unidos estão interessados em produzir combustível para carros usando milho, da mesma maneira que o Brasil faz com a cana. Mas nenhum país vai muito longe porque as alternativas custam caro e os riscos para a economia são altos. Campanhas de ONGs e ambientalistas propõem que cada pessoa faça sua parte, como deixar o carro na garagem alguns dias por semana. São atitudes louváveis, mas de pouco efeito prático. "São necessárias grandes estratégias e investimentos pesados para transformar o modo como o mundo viveu nos últimos vinte anos", define o americano John Reilly, do MIT. Por isso, frear o ritmo do aquecimento global exige o envolvimento de governos. Não é o caso de pôr todos eles a negociar, como ocorreu em Kioto, e convencê-los de que é hora de ajudar o planeta. Haveria tantos interesses divergentes que um consenso seria praticamente impossível. "Na realidade, para resolver o problema do efeito estufa bastaria um acordo entre as dez ou vinte maiores economias", diz David Keith, presidente do Conselho de Energia e Meio Ambiente do Canadá. Trata-se dos maiores poluidores e também são países que têm tecnologia e dinheiro para mudar o padrão energético.
    OS MAUS TRIPULANTES
    Os seres humanos se adaptaram aos novos ambientes – essa é a chave do sucesso evolutivo da espécie. Mas um mundo mais quente pode ser cheio de surpresas – a maioria delas desagradável. Há quatro anos, os canadenses precisaram se acostumar com a visão de urubus no verão, um fenômeno inédito. Esses pássaros preferem as regiões mais quentes e nunca eram vistos em latitudes tão altas. No Brasil, uma elevação de apenas 1 grau reduziria a área propícia para o cultivo do café em 32%. Se o aumento do calor for de 3 graus, a redução será de 58%. "Em dias com mais de 34 graus, as flores do café abortam os grãos e a produtividade cai drasticamente", diz Hilton Silveira Pinto, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Eu não ficaria surpreso se tivéssemos de importar café da Argentina." Com um aumento de 3 graus, haverá uma redução de 20% na produção de arroz; na de feijão, de 11%; e na de milho, de 7%. A temperatura mais alta pode tornar o Sul e o Sudeste atrativos para mosquitos que transmitem doenças hoje típicas da Amazônia e do Centro-Oeste. Centros de saúde terão de se preparar para atender casos de malária e de dengue. Em vinte anos, o mar estará 8 centímetros mais alto na costa brasileira. Essa pequena diferença poderá fazer com que, quando a maré estiver alta, as ondas invadam o litoral. "Será preciso construir diques em Parati e no Recife", afirma Afrânio Mesquita, oceanógrafo da Universidade de São Paulo. "Teremos de aprender com a Holanda, que tem vastas áreas abaixo do nível do mar." Adaptar-se ao clima mais quente parece ser viável para a humanidade. Se é o que nos resta fazer, teremos de fazê-lo. Isso não nos livrará, porém, da condenação das gerações futuras. Seremos sempre estigmatizados como os tripulantes que por pouco não destruíram o único, pálido, frágil e azul oásis de vida na imensidão do universo.

    OS VERDES CHEGAM A WALL STREET
    Image.Net
    O GURU DA TURMAGore: palestras para convencer empresários de que investir em energia limpa é bom negócio
    Há décadas os ambientalistas alertam para os riscos da escalada do aquecimento global, mas seus argumentos raramente foram ouvidos. Pudera. As soluções apresentadas para acabar com o efeito estufa passavam por fechar indústrias, prejudicar economias e sacrificar parte do bem-estar conquistado pela humanidade ao longo do século XX. Agora que as conseqüências do aquecimento se abatem sobre várias regiões do globo e os governos se mobilizam em torno da questão por meio do Tratado de Kioto, o ambientalismo começa a conquistar seus mais céticos opositores: os grandes empresários e investidores. Parte deles acredita que a produção de energia limpa pode se transformar num excelente negócio, sem que para isso seja preciso abrir mão das premissas sagradas do capitalismo. Esses empresários avaliam que, como diz John Doerr, um dos grandes investidores do Vale do Silício, "a revolução verde pode se tornar a grande oportunidade empresarial do século XXI".
    À frente desse movimento, que vem sendo chamado de nova revolução verde, está o ex-vice-presidente americano Al Gore. Afastado dos cargos públicos desde que perdeu a disputa pela Casa Branca para George W. Bush, em 2000, Gore se transformou num pregador incansável em favor da salvação do planeta por meio de investimentos em novas tecnologias e modelos de negócios. Nos últimos anos, ele já fez mais de 1 000 palestras em empresas e universidades, discursando sobre as conseqüências das mudanças climáticas e o que pode ser feito para combatê-las. Há três semanas, estreou nos cinemas americanos o documentário Aquecimento Global, uma Verdade Inconveniente, que tem Gore como protagonista e é amplamente baseado em suas palestras. A fita tem ajudado a imprimir a Gore uma certa aura de astro e guru. Ao comparecer à apresentação do filme em Cannes, no mês passado, ele atraiu mais atenção do que celebridades como Penélope Cruz e Tom Hanks.
    Para provar que investir no verde pode ser um bom negócio, há dois anos Gore abriu com outros sócios a empresa Generation Investment Management, um fundo que administra 200 milhões de dólares aplicados em produção de energia sustentável. Também em sociedade com investidores, comprou por 70 milhões de dólares um canal de TV a cabo destinado a divulgar causas ecológicas. Negócios como esses seriam impensáveis até poucos anos atrás, quando a imagem que Wall Street tinha dos ambientalistas era a de um bando de chatos usando sandálias e rabo-de-cavalo.
    Okky de Souza
    Com reportagem de Duda Teixeira, Gabriela Carelli,Leoleli Camargo, Rafael Corrêa, Ruth Costas e Thomas Favaro

    Predadores sexuais à solta na net


    Predadores sexuais à solta na net
    2006/06/21 14:38

    Especialistas dizem que mais crianças podem desaparecer. Assédio é feito on-line, mas pedófilos combinam encontros. Em 2005, quase 500 crianças foram raptadas

    O número de crianças desaparecidas em Portugal tem tendência a aumentar devido ao assédio que é feito por «predadores sexuais» pela Internet, através de conversas on-line, alertaram hoje em Leiria alguns especialistas da área.

    Falando durante um seminário sobre «Desaparecimento e Exploração Sexual de Crianças», Alexandra Simões explicou que o número de desaparecimentos de crianças em Portugal é inferior ao resto da Europa mas a «tendência é para aumentar».

    Entre outros factores, contribui a ausência de vigilância dos pais sobre aquilo que os filhos fazem nas conversas on-line, tendo sido já referenciados casos em que «as crianças procuram pessoas que conhecem na Internet».

    As crianças são seduzidas por adultos que criam uma «imagem virtual» de alguém que usa a curiosidade ou as emoções das vítimas para se aproximar e marcar um encontro, algumas vezes em casas particulares.

    Esta situação é um risco ainda maior em famílias que «não conseguem acompanhar o que o jovem está a fazer na Internet».

    Esta tecnologia pode ser «um instrumento de acesso» para «predadores sexuais», nomeadamente através de conversações on-line através de páginas abertas, alerta a coordenadora da linha telefónica.

    Opinião semelhante tem Paula Duarte, do IAC de Coimbra, recordando que «a Internet é facilitadora» do aumento da pedofilia e abuso de menores, pelo que a solução deve passar por uma formação adicional das famílias para lidar com este fenómeno.

    Os jovens «passam imenso tempo na Internet nos seus quartos fechados e não sabemos com quem eles estão a comunicar», considerou esta técnica.

    Por outro lado, referiu Paula Duarte, «em Portugal ainda não há legislação específica» mesmo no que respeita a «material pornográfico com crianças», uma situação que as técnicas esperam ver resolvidas com a futura revisão do Código Penal.

    Em 2005, desapareceram em Portugal 484 crianças mas a maioria foi recuperada pelas autoridades até porque se tratava de fugas à família.

    No que respeita à idade das crianças que estão desaparecidas, as autoridades apontam a faixa etária entre os 12 e 17 anos como a mais habitual no caso de fugas enquanto que nos casos de rapto por parte de um dos cônjuges costuma ocorrer quando os filhos têm entre um e cinco anos.

    Terça-feira, Junho 20, 2006

    Alterações climáticas ameaçam espécies

    alteracoes_climaticas_ameacam_especi.html

    Alterações climáticas ameaçam espécies
    As alterações climáticas poderão provocar um declínio substancial em quase todas as espécies de anfíbios e répteis do Sudoeste da Europa, com destaque para Portugal, Espanha e França, revela um estudo liderado por um investigador português.
    No estudo, divulgado pelo site www.ambio.blogspot.com, a equipa liderada pelo investigador Miguel Araújo projectou as distribuições de 42 espécies de anfíbios e 66 espécies de répteis, nos próximos 20 a 50 anos, utilizando quatro cenários de emissões de gases com efeito de estufa e dois modelos climáticos.
    Os cientistas concluíram que os aumentos previstos de temperatura não seriam causa provável de declínio das espécies de anfíbios e répteis na Europa. No entanto, o aumento de aridez previsto para o Sudoeste europeu poderá causar reduções acentuadas na área de distribuição de quase todas as espécies de anfíbios e répteis que existem actualmente em Portugal, Espanha e França.

    Segunda-feira, Junho 19, 2006

    Ex-goleiro do Corinthians e da Selecção brasileira é hoje Superintendente de Circuito das Testemunhas de Jeová

    ----- Original Message -----
    From: Samuel de Jesus
    Sent: Sunday, June 18, 2006 3:34 AM
    Subject: [Ensino Divino] EX-goleiro da seleção

    Heitor Amorim Perroca, que agora é Superintendente de Circuito, já foi goleiro do Corinthians e da seleção Brasileira, chegando até a pegar um penalti batido pelo Pelé, veja no link fotos atuais dele no site do Milton Neves.
    http://miltonneves.uol.com.br/qfl/index.asp?id_qfl=668__._,_.___
    :: craques do passado


    Heitor (ex-goleiro do Corinthians)

    Pacaembu, 1964: Henrique Frade e o goleiro Heitor brigam pela bola, com Eduardo (à esquerda) e Amaro (ao fundo) observando. Nos anos 60, Lusa e Corinthians fizeram grandes clássicos.

    Heitor, o Heitor Amorim Perroca, goleiro do Corinthians, entre 1963 a 1966, é hoje Ministro Ancião da Fé da religião Testemunhas de Jeová.
    Heitor, que já pregou a palavra de Cristo em igrejas do Vale do Paraíba quando morava em São José dos Campos (SP) e em templos cristãos da cidade de Sapiranga (RS), atualmente mora em Taquara (RS), onde faz seu trabalho de Testemunha de Jeová.
    Em sua vitoriosa carreira, jogou também no São Cristóvão (RJ), Juventus (SP), Água Verde (PR) e na Seleção Brasileira no Panamericano de 1963.
    Ele pegou um pênalti de Pelé, no jogo Santos 1 x 1 Corinthians, disputado no dia 1º de outubro de 1964. Acabou sendo dispensado pelo Corinthians depois de ser acusado de falhar na derrota para o Noroeste, por 4 a 3, no dia 16 de outubro de 1966, num sábado à tarde. Heitor estaria muito gripado naquela partida.
    Pelo alvinegro do Parque, onde jogou de 1963 a 1966, Heitor fez 115 jogos e sofreu 137 gols.

    No aeroporto de Lisboa, em Portugal, a delegação do Corinthians posa para foto. Em pé: professor Teixeira, Rivellino, Marcos, Edson Cegonha, Gilson Porto, Geraldo José de Almeida, Galhardo, Flávio, Heitor e Geraldo. Agachados: massagista Toninho, Clóvis, o goleiro Marcial, Maciel, Ney e Eduardo.


    Veja todo o elenco da Seleção Brasileira dos Jogos Panamericanos de São Paulo, em 1963. O time titular do técnico Antoninho, do Flu, jogava com Heitor, Carlos Alberto Torres, Zé Carlos, Riva e Adevaldo; Iris e Nenê; Jairzinho, Arlindo, Aírton e Othon. Vestindo os também saudosos macacões da CBD, o site Terceiro Tempo conseguiu identificar: Luis Henrique de Menezes (o terceiro em pé), Jairizinho (o quarto), Aírton Beleza (o sétimo), Zé Carlos (o oitavo) e Santo (o último, antes do soldado). Agachados: Carlos Alberto Torres (o terceiro), Arlindo (o quarto - era craque, foi para o México e sumiu), Adevaldo (o quinto) e Heitor (o sexto).

    Terça-feira, Junho 06, 2006

    Brasil, São Paulo: novo balanço regista 400 mortes em semana de terror

    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=231184

    São Paulo: novo balanço regista 400 mortes em semana de terror

    Pelo menos 400 pessoas foram mortas por armas de fogo durante a onda de violência no Estado de São Paulo (Brasil), entre 12 e 20 de Maio, noticiou hoje a Folha de São Paulo.

    Dezenas de ataques contra alvos policiais e civis e rebeliões nas prisões foram ordenados, entre 12 e 20 de Maio, pelo grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC), a partir de vários estabelecimentos prisionais do Estado de São Paulo, causando 174 mortos, de acordo com o último balanço oficial.

    Segundo dados do Conselho Regional de Medicina brasileiro, reunidos junto de todos os 23 Institutos Médicos Legais (IML) do Estado e incluem todos os tipos de mortes por armas de fogo, 400 pessoas foram mortas naquele período, numa média de 50 mortes violentas por dia.

    No primeiro trimestre de 2006 ocorreram, no Estado de São Paulo, cerca de 20 assassínios por dia.

    Os dados do Conselho Regional de Medicina serão hoje apresentados a uma comissão especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, órgão ligado ao Ministério da Justiça brasileiro.

    A Comissão está a investigar possíveis abusos da polícia durante os confrontos com os criminosos e se o número de mortos é maior do que o divulgado pelo Governo.

    A lista da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo enviada ao Ministério Público estadual dava conta de 187 mortos, sendo 123 insurrectos, 34 polícias, nove guardas prisionais e quatro civis.

    Outros 17 presos teriam morrido durante as rebeliões nos presídios paulistas.

    Diário Digital / Lusa
    06-06-2006 17:02:00

    Descoberto o mais distante enxame de galáxias do universo

    descoberto_o_mais_distante_enxame_ga.html

    Descoberto o mais distante enxame de galáxias do universo
    Filomena Naves

    Pedro Viana dedica-se desde 1999 à busca de enxames de galáxias. E, juntamente com a equipa internacional de que faz parte desde então, já descobriu algumas dezenas delas. Nenhuma, porém, como a última, que é a mais distante de todas até agora encontradas. Está a 10 mil milhões de anos-luz da Terra e é, por isso, a mais longínqua na história do universo. Uma raridade.
    "Não dá um prémio Nobel , mas é um passo importante para a ciência", diz bem disposto o jovem investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP). A verdade é que este novo enxame de galáxias, que os investigadores baptizaram de XMMXCS 2215-1738, tem muito que contar. Desde logo, "é mais uma prova indirecta de que a expansão do universo está em aceleração", garante Pedro Viana.
    Como o nome quase poético destes objectos indica, um enxame de galáxias é uma densa aglomeração de milhares de galáxias, que se movem em conjunto sob o efeito da atracção gravitacional mútua.
    No final da década de 90, a equipa liderada por Kathy Romer, da Universidade de Sussex, na Inglaterra, e que integra outros astrofísicos britânicos e norte-americanos, além do investigador do Porto, lançou-se na tarefa de constituir o maior e mais completo catálogo destes aglomerados de galáxias.
    Um inventário assim, muito para além de uma mera colecção de objectos do mesmo tipo, deverá tornar-se também num precioso roteiro através das diferentes idades e distâncias no universo, já que há enxames destes que surgiram mais precocemente e outros que são mais recentes. Definir essa cronologia, por assim dizer, é também escrever um pouco mais da história da universo e perceber melhor a sua evolução.
    Para encontrar estes aglomerados, a equipa está a utilizar os dados do satélite científico europeu Newton (que faz observações e registos com raios-x). Este é um meio extremamente eficaz de encontrar aqueles objectos, já que eles são poderosos emissores daquela radiação.
    "Neste momento temos milhares de fontes de raios-x já identificadas graças ao satélite e claro que nem todas são enxames de galáxias. É preciso estudar cada uma delas para verificar a sua natureza", explica o astrofísico português.
    O XMMXCS 2215-1738, cuja descoberta foi divulgada ontem pela equipa no encontro da Sociedade Americana de Astronomia, a decorrer em Calgary, no Canadá, foi uma espécie de tiro na mouche. Não só é um destes objectos - que vem juntar-se aos que já estavam identificados, inclusive pelo grupo - como é o mais distante, no espaço e no tempo, jamais visto por olhos humanos.
    "Esta enorme estrutura existe numa altura em que o universo possuía menos de um terço da sua idade actual, ou seja, uns meros 4,5 mil milhões de anos após o Big Bang", explicou Bob Nichol, da Universidade de Portsmouth, em Inglaterra, outro dos investigadores do grupo, no anúncio da descoberta.
    Para Adam Stanford, investigador da Universidade da Califórnia e também membro da equipa, "a existência deste enorme enxame numa época tão inicial do universo é também um desafio para as teorias sobre o modo como se formam as maiores estruturas". Por isso, a par do trabalho de inventário, que continuará pelo menos até 2012, a equipa vai estudar este "decano" dos enxames de galáxias, para aprender tudo o que puder com ele.

    Angola, Cunene: Vice-governador reúne-se com líderes de igrejas

    http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=446173

    Luanda - Terça-feira, 6 de Junho de 2006 - 17:52

    Cunene: Vice-governador reúne-se com líderes de igrejas

    Ondjiva, 06/06 - O vice-governador da província do Cunene para a Esfera Social, João de Deus, reuniu hoje, na cidade de Ondjiva com os líderes de diferentes igrejas locais, com objectivo de analisaram o grau do cumprimento das conclusões do último encontro realizado em 2005.
    Durante a reunião analisaram temas relacionados ao papel das igrejas no quadro da preparação e realização do próximo pleito eleitoral no país, o desempenho das instituições religiosas no domínio da Educação e Saúde, bem como receberam informações sobre o Programa de Investimentos Públicos/2006 na província.
    Na ocasião João de Deus pediu aos presentes para ajudarem o governo na sensibilização dos jovens, visando engajá-los em actividades socialmente úteis, bem como destacou a importância da igreja na consolidação da paz e reconciliação nacional dos angolanos.
    Participam do acto líderes das igrejas Bom Deus, Maná, Testemunhas de Jeová, Evangélica, Jesus Cristo Espírito da Verdade, Convenção Baptista em Angola, Pentecostal da Fé Apostólica, Missão Apostólica, Cheia da Palavra de Deus, Sinodal de Angola, Assembleia de Deus, Simão Toco, Kimbanguista e a Adventista do 7º dia.

    Vírus da sida identificado há 25 anos nos EUA

    virus_sida_identificado_25_anos_eua.html
    Jornal de Notícias
    Vírus da sida identificado há 25 anos nos EUA

    Fernando Basto *

    Passados 25 anos da identificação do vírus da sida, a inexistência de uma vacina faz com que haja 38,6 milhões de infectados no mundo. Desde 5 de Junho de 1981, foram infectados 65 milhões de pessoas e 25 milhões morreram. Com o agravamento da situação nos países mais pobres, o panorama futuro não é muito animador.

    Hoje, dia em que passam 25 anos em que o Centro de Saúde e Prevenção de Los Angeles, nos EUA, identificou o vírus da imunodeficiência humana (VIH), há poucas esperanças numa drástica redução do número de infectados.

    Os números acima apresentados correspondem ao dobro do que havia sido estimado pela ONU na década de 90. E isto porque a doença está relacionada com a pobreza. Note-se que 75% dos doentes vivem em países em desenvolvimento.

    África é, de longe, o continente mais afectado pelo vírus, representando 65% do total de doentes do mundo. Por isso, é considerado como o "epicentro mundial da epidemia".

    Naquele continente, apenas 810 mil dos cinco milhões de doentes recebem tratamento antiretroviral, devido à miséria em que os países vivem. A ONU aprovou, recentemente, uma declaração em que os 140 países que constituem aquela organização se comprometem a promover o acesso universal a antiretrovirais até 2010. Para tanto, estima-se que seja necessária uma verba de 17,8 milhões de euros para o combate à doença. Em Portugal, estima-se que a sida atinja 32 mil doentes, um valor superior aos 28 mil casos notificados no país até 31 de Dezembro de 2005. Contudo, o Raltório Global sobre a Epidemia da Sida 2006, da ONUSida, indica que em Portugal possam existir até 53 mil pessoas infectadas com o VIH, numa pior estimativa.

    * com Lusa

    Mão humana está a contribuir para o avanço da desertificação (Portugal com um terço do território susceptível à desertificação)

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    O SOLO DOS POBRES

    Mão humana está a contribuir para o avanço da desertificação
    Eduarda Ferreira
    Mão humana está a contribuir para o avanço da desertificação
    Hoje, as Nações Unidas exortam os povos e os decisores de políticas a que actuem para contrariar o fenómeno da desertificação que, de muitos modos, tem causas humanas. É Dia Mundial do Ambiente e nele conflui também o tema escolhido para 2006, o Ano Internacional dos Desertos e Desertificação. A evocação não é meramente simbólica um terço da população mundial vive em terras secas, com uma perspectiva de futuro precário, pois a fragilidade desse meio árido pode ceder espaço ao deserto. Portugal, com um terço do seu território susceptível ou muito susceptível à desertificação, partilha deste problema mundial. Por cá, reconhece-se já outra realidade, o despovoamento, uma causa e uma consequência da desertificação. Os dois processos têm mais em comum: uma vez encetados, é muito difícil ou impossível fazê-los voltar atrás.
    "Não abandonem as terras áridas!" é o apelo lançado pelas Nações Unidas para este dia, que antecipa a data de 17 deste mês, quando é comemorado o Dia Mundial de Combate à Desertificação. A preocupação é clara, pois neste tipo de condições climáticas, de solo e de acesso difícil à água vivem cerca de dois mil milhões de pessoas de entre os seis mil milhões que há na Terra.
    Pobreza acentuada
    O problema é que, se não houver um uso sustentável desses recursos, o frágil equilíbrio pode ser rompido e as terras áridas transformarem-se em desertos.
    Na sua mensagem sobre este problema, o secretário-geral das Nações Unidas, lembra que a desertificação acentua a pobreza e que o aumento de refugiados devido a condições económicas e ambientais irá exercer uma pressão ainda maior sobre os já demasiado populosos centros urbanos do litoral em todo o mundo. Combater essa tendência através de medidas preventivas e de remediação, diz Kofi Annan, será um contributo para um mundo com mais paz e segurança. Por isso, apela aos governos e comunidades para que se empenhem em tornar melhores as condições de vida, incluindo as condições naturais, nas regiões que estão nas margens dos desertos, preservando aí paisagens e culturas.
    Neste domínio, as Nações Unidas têm vindo a apoiar alguns projectos locais, nomeadamente no Norte de África e no Médio Oriente, em que à tradição é dado um papel relevante, a par do acesso a novos serviços, técnicas, bens e conhecimentos.
    No data hoje assinalada, as Nações Unidas concentram também as comemorações dos dez anos da iniciativa da Convenção para o Combate à Desertificação, já assinada por 191 países, e que os compromete a estabelecer programas de acção nacionais e de cooperação com a região do Mundo em que se inserem. No caso português, a região definida é a do Mediterrâneo-Norte.
    A Convenção é clara quanto aos esforços a empreender a desertificação só pode ser detida e contrariada se houver mudanças de comportamento a nível local e internacional e se as políticas e projectos seguirem as regras do uso sustentável dos recursos.
    Erosão elimina solos com aptidão agrícola
    Em pouco mais de quatro décadas, um terço dos solos usados para a agricultura em todo o Mundo ficou com escassa ou nula produtividade por causa da erosão. Em grande parte isso deveu-se a más práticas agrícolas.
    Migrações por fuga à fome e aos conflitos
    As Nações Unidas calculam que cerca de 135 milhões de pessoas estão em risco de se deslocar dos seus territórios tradicionais devido à aridez instalada, à falta de condições para a agricultura e abastecimento de água. Nessas regiões, os conflitos por razões de sobreviência agudizam-se, podendo levar a fugas em massa.
    Região mediterrânica com graves problemas
    De toda a Europa, são os países do Sul os mais sujeitos a erosão do solo. Também é nesta faixa, em que se inclui Portugal, que é mais acentuada a susceptilidade à desertificação, por um conjunto de factores como o regime escasso ou torrencial das chuvas, a amplitude das temperaturas e o tipo de coberto vegetal. Espanha, pela sua posição geográfica mais fronteira a África e pela extensão do seu território tem parcelas mais significativas sujeitas à desertificação.
    Portugal com Convenção e Programa
    Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação foi assinada e ratificada por Portugal que, faz agora oito anos, aprovou o seu Programa Nacional de Combate à Desertificação, cujas acções foram então definidas como prioridade política.
    Desertos instalaram-se há milhares de anos
    Mudanças climáticas estão na origem de muitos dos desertos actuais. O Sara já foi uma região húmida entre cinco a três mil anos atrás. O mesmo ocorreu com o interior da Austrália. Antes disso, há dez mil anos, surgiram as manchas desérticas agora existentes na América do Norte. O aquecimento então ocorrido fez desaparecer quase todos os gelos que cobriam continentes.

    Segunda-feira, Junho 05, 2006

    Brasil (Caraguatatuba, SP): Religioso é assassinado a tiros


    Religioso é assassinado a tiros

    / Cosmo Litoral Norte

    O supervisor da Distribuidora de Bebidas Schincariol e líder da igreja Testemunha de Jeová, José Luiz Trecco, 36 anos, foi sepultado quinta-feira à tarde em Caraguatatuba. Trecco foi encontrado morto a tiros, quarta-feira, no bairro Jardim Gaivotas.
    Segundo a delegada Elizabeth Maluf Zago, Trecco pode ter sido vítima de latrocínio, já que uma moto, um celular, um aliança e o dinheiro que estavam com ele foram roubados. Ele foi morto com um tiro na cabeça, possivelmente, na noite de terça-feira.
    Segundo a polícia, Trecco havia deixado sua casa no início da tarde de terça para cobrar uma dívida de uma pessoa. Por volta das 18h, ele telefonou para a mulher avisando que iria encontrá-la na igreja do bairro do Porto Novo, por volta das 20h.
    Trecco não apareceu na igreja e nem em sua casa. Seu corpo foi encontrado em uma rua de terra no bairro Jardim Gaivotas na manhã de quarta-feira. A delegada afirmou que várias investigações estão sendo feitas no sentido de encontrar pistas que levem aos autores de sua morte.
    A polícia tem informações de que Trecco teria recebido uma grande quantia em dinheiro no dia do crime, após ter sido promovido na empresa em que trabalhava.

    Sábado, Junho 03, 2006

    Portugal: Juízes negam pensões às uniões de facto

    supremo_tribunal_nega_pensao_a_doent.html

    Juízes negam pensões às uniões de facto

    Equiparação com casamento não pode ser feita na transmissão de reformas, diz Supremo. Doente de Parkinson, que viveu 25 anos com companheiro, fica sem pensão de sobrevivência.

    UMA LEI, VÁRIAS INTERPRETAÇÕES
    Supremo Tribunal nega pensão a doente com Parkinson

    j. paulo coutinho
    Juízes entendem que "não há, não pode haver tratamento igual" para uniões de facto e casamentos

    Nuno Miguel Maia
    Uma pessoa que viva em união de facto com um reformado entretanto falecido não tem automaticamente direito a uma pensão de sobrevivência como teria se estivesse casada. Em acórdão do passado dia 23, o Supremo Tribunal de Justiça proferiu esta decisão quanto ao caso de uma mulher doente de Parkinson, que viveu 25 anos com o companheiro. Os juízes consideram que, nestes casos, são os irmãos, ou outros familiares, que têm o primeiro dever de solidariedade.
    O processo contra o Centro Nacional de Pensões chegou ao Supremo após duas decisões contraditórias no tribunal cível e na Relação de Lisboa. Enquanto na primeira instância foi dada razão à queixosa, a Relação negou-lhe a pretensão. Consideraram os desembargadores que "não ficou provado" que dois dos quatro irmãos não podiam ajudar a mulher, depois da morte do companheiro.
    Esta decisão, agora confirmada pelos conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, veio contrariar a posição que foi assumida pelos tribunais até 2004, na interpretação da lei que, em 2001, estabeleceu a equiparação da união de facto em relação ao casamento.
    "Hesitações naturais"
    Os magistrados passam agora a considerar que "não há, não pode haver, um tratamento igual para uma situação derivada do casamento e para uma outra com origem numa união de facto", justificando a posição inicial com "hesitações naturais".
    De acordo com a argumentação dos juízes, o direito a pensão por parte dos membros de união de facto sobrevivos só é admissível se entretanto não tiverem casado, se a herança do companheiro falecido for escassa e se outros membros da família, como filhos, pais ou irmãos, não os puderem sustentar. Isto porque os membros de uma união de facto não estão ligados por qualquer dever de "solidariedade patrimonial" - só os casados. Daí também ser necessária uma sentença judicial a declarar o direito a uma pensão de sobrevivência, por parte do sobrevivo.
    Ao longo do processo, foi considerado provado que a companheira do falecido auferia pouco mais de 600 euros e tinha como despesas mensais pelo menos 30 euros em medicamentos por causa da doença de Parkinson, 78 euros de renda de casa, 100 euros de gastos com água, luz e telefone, e uma filha de 18 anos. Mesmo assim, os conselheiros não tiveram dúvidas.
    Falta de provas
    "No caso em apreciação (...) a autora não logrou fazer a prova não só da impossibilidade da herança do falecido companheiro para prestar os alimentos, como também não conseguiu provar que os seus familiares (...) não estão em condições de lhos prestar", sublinharam os conselheiros.
    Desta decisão ainda pode haver recurso por eventual inconstitucionalidade quanto à violação do princípio da igualdade. Mas o Tribunal Constitucional passou, desde há dois anos, a dar razão ao Estado (ver ficha).
    O que diz a Lei Publicada em 2001, a Lei das Uniões de Facto estabeleceu a equiparação ao casamento. Referiu-se ao regime fiscal, ao arrendamento, à casa de morada comum, mas é omissa quanto às pensões.
    Tribunal Constitucional I
    Em obediência ao princípio da igualdade, o Constitucional começou por dar aos companheiros, em matéria de pensões, os mesmos direitos que tinham os casados. Assim, a atribuição de reformas dos companheiros não estaria dependente da demonstração de necessidades económicas.
    Tribunal Constitucional II
    A partir de 2005, os juízes passaram a olhar apenas ao chamado princípio da proporcionalidade. Nesse sentido, os companheiros de facto só devem ter direito a pensões dos falecidos se não tiverem outros meios de subsistência ou quem os ajude dentro da sua própria família. De acordo com a nova interpretação, só os casados têm os chamados "deveres de solidariedade patrimonial".
    Muita controvérsia
    Ambas as decisões foram tomadas sob protesto de juízes que votaram vencidos.

    Sexta-feira, Junho 02, 2006

    Brasil (Mato Grosso): TJ obriga Estado a prover cirurgia sem transfusão

    http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=255644

    TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

    TJ obriga Estado a prover cirurgia sem transfusão
    ALECY ALVES
    Da Reportagem
    Por decisão da 5ª Câmara Cívil do Tribunal de Justiça, o Estado terá de garantir tratamento de auto-transfusão sanguínea a um aposentado de 70 anos membro da igreja Testemunhas de Jeová. Se Mato Grosso não dispuser dos meios necessários, ao paciente deverá ser assegurado o TFD (Tratamento Fora do Domicílio) em qualquer unidade da federação que disponha do serviço.
    Pela doutrina dos adeptos dessa religião, a transfusão sanguínea, ou seja, receber sangue doado por outra pessoa, é terminantemente proibido. Eles não admitem submeter um membro igreja a procedimento cirúrgico se houver a necessidade de se utilizar transfusão de sangue, mesmo que isso represente o único recurso a salvar sua vida.
    Mas a auto-transfusão, que seria retirar e armazenar o próprio sangue para usar durante ou pós cirurgia, por exemplo, é admitida. A ação impetrada por Waldemar Timoteo Silval mostra que em Cuiabá o único médico a fazer cirurgia cardíaca pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não domina a técnica de realizar o procedimento sem o risco de ter que utilizar transfusão de sangue.
    Mas o desembargador Orlando Perri, relator do processo, antes de se manifestar a favor do pedido da auto-transfusão, escreveu que pesquisou sobre o assunto e comprovou a existência de técnicas de cirurgia que utilizam a auto-transfusão (permite reaproveitar o sangue do próprio paciente), uso de instrumentos especiais como o bisturi elétrico (que cauteriza ao mesmo tempo em que corta) e a estimulação de glóbulos vermelhos por hormônio.
    Perri ainda disse: “se por motivos religiosos a transfusão de sangue apresenta-se como obstáculo intransponível à submissão do paciente à cirurgia tradicional, deve o Estado disponibilizar recursos para que o procedimento se dê por meio de técnica que a dispense”.
    A diretora do Hemocentro do Estado, Eliana Rabani, disse que não recebeu notificação sobre a decisão do Tribunal de Justiça. Entretanto, conforme Rabani, há uma médica credenciada no SUS especialista em auto-transfusão.
    A enfermeira chefe do laboratório do Hemocentro, Dalva Barcelona, explicou que no caso específico da auto-transfusão é necessário que o paciente apresente boa condições para coleta e armazenagem do sangue para uso na cirurgia.

    Quinta-feira, Junho 01, 2006

    Brasil (Mato Grosso): Estado deve oferecer atenção diferenciada a religioso

    Estado deve oferecer atenção diferenciada a religioso

    Por maioria, e seguindo o voto do Desembargador Orlando de Almeida Perri, a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, obrigou o Estado a providenciar tratamento alternativo a um religioso Testemunhas de Jeová. Caso não seja possível realizar o tratamento em Mato Grosso, o Estado deve fornecer ao paciente o Tratamento Fora de Domicilio (TFD).
    O Recurso de Agravo de Instrumento foi julgado nessa quarta-feira (31/05) e o descumprimento da decisão acarreta multa diária de R$ 10 mil. De acordo com o voto do Desembargador, o paciente é um senhor de quase 70 anos que segue uma religião que proíbe a transfusão de sangue.
    O Desembargador pesquisou o assunto na área de saúde e verificou que existem técnicas de cirurgia que utilizam a auto-transfusão (permite reaproveitar o sangue do próprio paciente), instrumentos especiais como o bisturi elétrico (que cauteriza ao mesmo tempo em que corta) e a estimulação de glóbulos vermelhos por hormônio, entre outras.
    “Se por motivos religiosos a transfusão de sangue apresenta-se como obstáculo intransponível à submissão do paciente à cirurgia tradicional, deve o Estado disponibilizar recursos para que o procedimento se dê por meio de técnica que dispense-na, quando na unidade territorial não haja profissional credenciado a fazê-la”, salienta o Desembargador em seu voto.

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