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    Domingo, Maio 28, 2006

    Sismo na ilha de Java sentido como se fosse o fim do Mundo

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    Sismo na ilha de Java sentido como se fosse o fim do Mundo

    Adek BERRY/AFP

    O medo de réplicas deixou os sobreviventes em pânico. Sem luz, as pessoas passaram dia e noite ao relento

    Augusto Correia
    Os sobreviventes dizem que parecia o fim do Mundo. Mais de 3500 pessoas morreram e 12500 ficaram feridas em consequência de um sismo que abalou a Ilha de Java, a maior da Indonésia. Segundo a Cruz Vermelha, há mais 200 mil desalojados e mais de quatro mil casas ficaram reduzidas a escombros.
    O sismo ocorreu a 35 quilómetros Yogyakarta, uma cidade densamente povoada numa província com 3,2 milhões de habitantes. Foi registado cerca das 6 da manhã, 23 horas em Portugal, quando muitos dormiam. Com 6,2 na escala de Richter, foi o terceiro terramoto a abalar a Indonésia nos últimos 18 meses. Especialistas citados pelas agências, dizem que não tem qualquer relação com a actividade registada no Monte Merapi no último mês, mas receiam que o terramoto acelere a erupção do vulcão.
    Segundo o Centro Nacional de Coordenação de Desastres, 2091 pessoas morreram na cidade de Bantul, uma província a sul de Yogyakarta, junto da Costa de Java. Ontem à noite, os socorristas procuravam pessoas nos escombros e os hospitais estavam apinhados de feridos. Os telefones e a electricidade colapsaram. No escuro, as pessoas, com receio de réplicas, dormiam nas ruas, longe da costa. Temiam que o terramoto, com epicentro no mar, pudesse causar um tsunami, como sucedeu em 2004, quando morreram cerca de 200 mil pessoas.
    O aeroporto de Yogyakarta ficou danificado. A ajuda humanitária que chega via aérea está a ser canalizada para o aeroporto de Solo. Latifur Rahman, da Cruz Vermelha, disse à CNN que o hospital de Yogyakarta também sofreu danos. Segundo um rádio local, ouvida pela BBC, havia falta de médicos e enfermeiros.
    A Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho mobilizaram mais de 400 elementos em poucas horas, e dizem que são precisos cerca de oito milhões de euros com urgência.O Mundo, verdadeira aldeia global, foi rápido a reagir. De Tóquio a Bruxelas, os sinos tocaram a rebate.
    A ONU fez saber que as "equipas de coordenação e de avaliação de catástrofes estavam prontas" para participar "nos esforços para responder às necessidades humanitárias causadas pela catástrofe e a mobilizar um apoio internacional". A UNICEF, organização centrada nas crianças, enviou duas mil tendas, centenas estojos de higiene e água potável. A Comissão Europeia anunciou três milhões de euros de ajuda humanitária, que se juntam aos milhares de euros enviados por outros países europeus. Moscovo, Paris, Londres, Madrid, Viena e Berna fizeram chegar junto das autoridades indonésias uma oferta de ajuda.
    A Itália nem esperou e carregou um avião com tendas, cobertores, geradores e bombas de água. A Noruega enviou uma equipa médica de oito pessoas com um hospital de campanha. O Japão também enviou clínicos e socorristas. Tóquio estendeu a mão e disse que responderá favoravelmente a um pedido de ajuda formal de Jacarta. A mesma posição dos EUA. "Os Estados Unidos estão de prevenção e prontos a oferecer qualquer ajuda que o governo indonésio nos solicite", disse Cheryl Irwin, uma porta-voz do Pentágono.
    Terra sobre o Anel de Fogo
    O arquipélago da Indonésia, formado por 17508 ilhas, fica situado no Anel de Fogo. Uma linha convexa que começa na Antártida, a sul da Austrália, bordeja a Ásia, desce junto à costa oeste da América e termina na Antártida perto do estreito de Magalhães. O anel alinha pelas juntas das placas tectónicas, onde ocorrem os sismos. O magma, a ferver debaixo da crosta terrestre entre 900 e quatro mil graus centígrados, mantém as placas em movimento. Quando duas ficam presas, a fricção produz e acumula energia. Os sismos acontecem quando as placas se soltam, libertando energia. As ondas de choque propagam-se do epicentro, onde começa o sismo, em três vagas.

    Copianço generalizado

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    Copianço generalizado

    Cábulas são preparadas minuciosamente antes dos exames. Alunos recorrem às mais diversas técnicas para copiar nos testes

    Ivete Carneiro Bruno Simões Castanheira
    Um auricular escondido no cabelo comprido, um micro "auxiliar de memória" em tamanho de cromo, uma mensagem no telemóvel, o espírito santo de orelha. As técnicas são às dezenas e dependem das oportunidades e da criatividade de cada um. Mas uma coisa é certa copiar faz parte do currículo dos universitários portugueses. A acreditar nos números de um estudo efectuado em Portugal, três quartos dos alunos já copiaram. Viagem ao mundo da hipocrisia onde as notas reflectem mais a habilidade do que o conhecimento...
    De acordo com o estudo "Copianço nas universidades o grau zero da qualidade", da autoria do sociólogo Ivo Domingues, 71% dos 1100 alunos inquiridos reconhecem copiar. E a carga moral da assunção de uma conduta desviante pode ter calado mais do que um. Serão "três quartos" no total. Desses, quase metade recorre a copianços pessoais e 70% socorre-se da solidariedade alheia. Mais: 90% dizem que "tanto copiam os maus como os bons alunos", assim construindo a justificação de que copiar é devolver a justiça a um sistema em que, não raras vezes, o estudante ideal não passa de representação.
    Posta a nu, a prática da fraude escolar revela sobretudo o quão enganado anda meio mundo. O objectivo dos estudantes não é adquirir competências, mas antes conseguir o canudo o mais facilmente possível. "Todos procuram copiar quando necessitam", o que, segundo o sociólogo, "denuncia uma frequência escolar mais orientada para o sucesso certificado e nominal do que para o sucesso substantivo e real".
    A conclusão é ousada, sobretudo vinda de um docente universitário as notas que deveriam "revelar o grau de excelência escolar dos licenciados" acabam por reflectir "habilidades periféricas dos estudantes" e, sobretudo, "a incapacidade real da universidade para medir o seu real desempenho". No final temos um país prejudicado, reflectindo a mania bem lusitana do desenrascanço (ver entrevista).
    E, por muito que a prática não seja exclusiva de Portugal - um artigo recente da revista Newsweek destapa o véu sobre uma realidade que se estende dos EUA à Coreia do Sul, passando pelo Reino Unido e China -, já trouxe dissabores a alguns portugueses. "Há histórias de estudantes que foram estudar para países nórdicos e acabaram identificados como não desejáveis, pela sua predisposição para a fraude. Há até um caso de denúncia de um protocolo internacional", conta Ivo Domingues.
    Atentando nos hábitos, o estudo - que a editora Formal Press deve lançar ainda este mês - revela que 95% dos universitários que assumem copiar já o faziam no secundário. Mas apenas metade inicia a burla no primeiro semestre. No final do primeiro ano, são já dois terços os copiantes activos, que ascendem a 80% depois de 18 meses nos anfiteatros do saber.
    Sabe-se ainda que os rapazes são mais adeptos da fraude do que as raparigas e que as engenharias são as maiores produtoras de cabulice. Cerca de 60% dos futuros engenheiros que completam o curso com copianço arranca logo na primeira ronda de exames, sendo também destes cursos os alunos que mais recorrem à cabula pessoal (61%). O uso da solidariedade dos colegas é mais forte em ciências sociais (77%) e da natureza (73%).
    Analisando o campo dos porquês, acaba-se com alguma réstia de crença nas universidades. Reina o calculismo. Numa escala de importância zero a dez, copiar para ter positiva reúne 7,4 pontos e a cábula para melhorar a nota leva 6,6. Nas terceira e quarta posições aponta-se o copianço como auxiliar de memória e a falta de preparação. Em último lugar, copia-se para não se ser prejudicado em relação a quem o faz com sucesso.
    Há quem não copie quando está preparado ou é impedido de o fazer pelo professor. E há quem nunca o faça por medo de ser apanhado (44%). Apenas 41% dizem não à cábula por valorizarem a genuinidade dos resultados. "De uma forma geral, não há muitos bloqueios morais. Quem não copia não o faz por não poder ou não precisar".
    Culpa do sistema? Sim, porque começa por favorecer "o sucesso estatístico". Depois, desmotiva a participação na aula, que obrigaria ao estudo permanente e à consulta de material extra. Por fim, rodeia o exame de todo um ritual inquestionável.

    Sexta-feira, Maio 26, 2006

    Portugal: Parecer defende direito a recusa prévia de cuidados

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    Parecer defende direito a recusa prévia de cuidados

    alfredo cunha
    Vontade da pessoa, quando manifestada em consciência, sobre actos médicos deverá ser tida em conta

    Virgínia Alves
    Qualquer indivíduo pode recusar determinado tratamento médico desde que esteja consciente para manifestar a sua vontade. No entanto, quando já está incapaz de se exprimir, essa decisão cabe apenas ao juízo médico, uma situação que a Associação Portuguesa de Bioética (APB) quer ver alterada, ao defender legislação que permita a existência de directivas antecipadas de vontade.
    O parecer, ontem apresentado no Porto e também enviado para a Comissão Parlamentar da Saúde, tem por objectivo "fomentar a discussão em torno deste tema, com vista a criar legislação, dando continuidade ao que já existe", explicou o presidente da APB, Rui Nunes.
    Continuidade no sentido de que cada pessoa é livre, desde que de uma forma consciente, de abdicar de um determinado tratamento médico, mesmo que esse lhe possa salvar a vida.
    As directivas antecipadas de vontade são "instruções que uma pessoa dá antecipadamente, relativas aos tratamentos que deseja ou (mais frequentemente) que recusa receber no fim da vida, para o caso de se tornar incapaz de exprimir as suas vontades ou de tomar decisões por e para si própria".
    Estas directivas podem ser de dois tipos o "testamento de vida", um documento escrito no qual a pessoa consigna as suas vontades quanto aos cuidados médicos; ou um "procurador de saúde", alguém nomeado pelo paciente.
    "A criação de legislação sobre esta matéria é um sinal de modernidade, não podemos continuar a tratar os portugueses como se fossem de menor idade", defendeu Rui Nunes. Mas, acrescentou, "é importante que se perceba que não é obrigatório fazer um testamento de vontade, nem nomear um procurador".
    O presidente da APB afirmou que gostaria de ver aprovada legislação sobre este assunto "ainda antes do fim da legislatura. Face aos direitos que estão em causa, a discussão não será pacifica, mas a inércia é o pior possível".
    Por essa razão, defende uma decisão por parte da Assembleia da República, "que é quem tem competência nessa matéria". "Pode decidir andar para trás e ficamos como estamos, ou avançar, dotando as pessoas de autonomia e responsabilidade", sublinhou Rui Nunes.
    No caso de se avançar, permitindo as directivas antecipadas de vontade, "o legislador irá definir as regras, por exemplo qual o tempo de validade de tal documento, quando e como pode ser revogado, em que termos é válido, mas tudo isso só depois de uma discussão profunda sobre o tema", salientou.
    Por outro lado, Rui Nunes quis clarificar que a antecipação de vontade nada tem que ver com eutanásia. Como exemplo, referiu as testemunhas de Jeová "que se recusam a receber sangue, no entanto não quer dizer que queiram morrer".
    A APB está a preparar uma proposta de projecto-lei, que enviará à Assembleia da República em Setembro.

    Quarta-feira, Maio 24, 2006

    Clima em mudança afecta saúde

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    Clima em mudança afecta saúde
    Os sistemas de aviso às populações sobre a proximidade de fenómenos meteorológicos extremos, como as ondas de calor, não chegam para evitar aumentos na mortalidade, lembrou ontem uma perita da Organização Mundial de Saúde (OMS). Bettina Menne, conferencista convidada pela Gulbenkian para falar no âmbito do ciclo sobre ambiente e saúde, advertiu para que os serviços de saúde se preparem e tenham em conta uma população mais frágil, com o envelhecimento da população europeia.
    De acordo com Bettina Menne, que ao longo de cinco anos coordenou o Centro Europeu para o Ambiente e Saúde da OMS, a União Europeia não tem desenvolvido políticas concertadas para atenuar as alterações climáticas e suas consequências na saúde e mesmo sobrevivência dos seus cidadãos. Tal deveria ser expresso por medidas nos sectores dos transportes (emissões de gases com efeito de estufa), da agricultura (erosão do solo e gestão da água) e urbanismo (por exemplo evitando que elevadas percentagens de hospitais e lares estejam localizados em zonas facilmente inundáveis). Esta especialista em higiene e saúde pública abordou com mais pormenor as consequências do aumento das temperaturas, que não se expressarão apenas na mortalidade decorrente das ondas de calor. Por exemplo, as doenças alérgicas estão a revelar-se mais porque a estação dos pólens começa mais cedo dez a 11 dias e é também mais longa. Isto provoca um tempo de exposição maior, dando azo a que os sintomas sejam agravados e mais pessoas fiquem sensíveis à alergia. A acrescentar a isto, regista-se maior concentração de poluentes atmosféricos entre Março e Outubro. "Precisamos que venha outra onda de calor para saber se estamos a fazer o necessário", admitiu Bettina Menne, que se interrogou sobre se será possível manter na Europa pelo menos o mesmo nível de cuidados de saúde, à medida que mais gente se torna idosa. Em Portugal, por exemplo, a mortalidade associada ao calor poderá mais que duplicar em 2020 face ao presente.
    A OMS está a proceder à avaliação de estratégias globais para a saúde num cenário de mudanças climáticas. A área mediterrânica, em que Portugal se inclui, vai ter também cenários estudados.

    Eduarda Ferreira

    Incêndio de grandes proporções no Betel do Chile

    Traduzindo:

    A notícia do jornal (em espanhol) fala acerca de um incêndio no Lar do Betel do Chile. Foi na segunda-feira pelas 5 horas da tarde, desencadeado aparentemente quando alguns irmãos estavam a soldar no sector das caldeiras, e uma faísca atingiu algum material combustível.

    O fogo propagou-se rapidamente a outros sectores apesar do trabalho árduo dos irmãos voluntários para o impedir.

    Foi reportado apenas um voluntário com ferimentos mais ligeiros no braço esquerdo. Os irmãos tiveram de retirar o equipamento informático porque o fogo ameaçava alastrar-se a outros sectores do lar.

    O relatório do seguro faz referência a que as perdas são elevadíssimas.

    O incêndio ficou sob controle pelas 8 horas, ou seja três depois de se ter iniciado.

    Trad. por
    Carlos Queiroz


    ----- Original Message -----
    From: CARLOS AGUILAR
    To: testigoscristianosdejehova
    Sent: Wednesday, May 24, 2006 12:31 AM
    Subject: Re: [Testigos Cristianos de Jehová]
    Re: Chile Bethel had a fire accident

    The newspaper article (it is in Spanish) reads about a fire in the Bethel House of Chile, it was on Monday at 5:00 p.m. approximately, when some brothers were making work of weld in the boilers sector, and a sparkle reached some combustible material.

    The fire extended quickly to other sectors in spite of the hard work of voluntary brothers to stop it.

    Just one volunteer was reported with smaller injuries in his left arm. The brothers had to take out computer equipment because the fire threatened other sectors of the house.

    Insurance report says the lost is millionaire.

    The emergency was controlled at 8:00 p.m. o´clock, three hours later.

    jabriol escribió:
    It is in portuguese and it states that the Chile Bethel had a great devastaing fire. However I am ont he latin lists and I have not heard of the event yet.
    ----- Original Message ----
    From: RobertWeyer
    To: Antonio l Santana
    Sent: Tuesday, May 23, 2006 12:45:01 AM
    Subject: Re: Chile Bethel had a fire accident
    One of the friends sent this to me. Could you please translate the gist of what happened?

    Bob Weyer

    ----- Original Message -----
    From: Sue Sweet
    To: cubanogrande2001
    Sent: Monday, May 22, 2006 11:08 PM
    Subject: Fw: Chile Bethel had a fire accident


    Subject: Chile Bethel had a fire accident

    I think this is in Portugese but it might be Spanish. Evidently there was a fire in the Chile Bethel I couldn't make out the words. If you can translate it please send it to me. Thanks. The newspaper article is at the bottom and the fire is at just above the news article, then photos of after the fire.


    -------Original Message-------

    Incêndio de grandes proporções no Betel do Chile


    ----- Original Message -----

    Sent: Monday, May 22, 2006 7:35 PM
    Subject: Chile Bethel had a fire accident
    Bad news!

    Sábado, Maio 20, 2006

    Fundador dos Legionários de Cristo afastado do ministério pelo Vaticano

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    Fundador dos Legionários de Cristo afastado do ministério pelo Vaticano
    Maria João Caetano

    O Papa Bento XVI exigiu ao mexicano Marcial Maciel, fundador do grupo cristão ultraconservador Legionários de Cristo e investigado por abusos sexuais a seminaristas, que renuncie "a todo o ministério público" da sua actividade sacerdotal.
    Segundo um comunicado emitido ontem pelo Vaticano, a Congregação para a Doutrina da Fé decidiu não submeter o padre Maciel a um processo canónico, "tendo em conta a sua idade avançada" (86 anos) e a "sua frágil saúde". No entanto, dando razão às denúncias apresentadas, "convida o padre a uma vida discreta, de oração e penitência, renunciando a todo o magistério público". O texto precisa que "o Santo Padre aprovou" esta decisão.
    Desde 1998, a Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo então cardeal Ratzinger, "recebeu acusações, em parte públicas, contra o reverendo Marcial Maciel Degollado". Nove ex-membros dos Legionários afirmaram ter, nos anos 50 e 60, sofrido abusos sexuais por parte do padre, quando eram seminaristas ou jovens sacerdotes. Segundo a revista The National Catholic Reporter, em 1956 o padre Maciel foi mesmo obrigado a deixar o México, acusado de roubo, consumo de álcool e de exercer um excessivo controlo sobre os seminaristas. Os queixosos explicam as suas acusações tardias pela dificuldade em romper o silêncio, regra de ouro dos Legionários.
    Fundada em 1941 no México, a Legião de Cristo está actualmente implantada em 20 países, conta 500 sacerdotes, 2500 seminaristas, 65 mil membros e gere 12 universidades. Durante o pontificado de João Paulo II, Marcial Maciel colaborou intensamente com o Papa, em nome próprio e através da Legião de Cristo. Maciel sempre negou publi- camente as acusações e, de acordo com o comunicado, "expressou a sua tristeza pelas ofensas feitas por alguns ex-Legionários de Cristo". Em Janeiro de 2005, alegando a sua idade avançada, Marcial Maciel renunciou ao cargo de superior-geral dos Legionários de Cristo, organiza- ção que actualmente é dirigida pe- lo padre mexicano Álvaro Circuera.
    O Vaticano explica que "todos esses elementos foram objecto de um maduro exame por parte da Congregação para a Doutrina da Fé" e que, acatando a normativa ditada por João Paulo II em decreto de 30 de Abril de 2001, o então cardeal Ratzinger "autorizou uma investigação das acusações". Depois de investigar o caso, o Vaticano não quis misturar a figurar do padre com a congregação e o comunicado precisa que, "independentemente da pessoa do fundador, se reconhece com gratidão o benemérito apostolado dos Legionários de Cristo e da Associação Regnum Christi (os legionários laicos). Os Legionários de Cristo já afirmaram que vão acolher a decisão do Papa "com profundo espírito de obediência e fé".

    Sexta-feira, Maio 19, 2006

    Argentina: Testemunhas de Jeová, testemunhas do horror - reclamam reparação económica pela perseguição militar (em espanhol)

    (em espanhol)

    Ver nota en www.pagina12.com.ar

    El país Jueves, 11 de Mayo de 2006

    MIEMBROS DE ESA IGLESIA RECLAMAN UNA REPARACION ECONOMICA POR LA PERSECUCION MILITAR
    Testigos de Jehová, testigos del horror

    La APDH patrocina a 530 testigos de Jehová detenidos por negarse a cumplir el servicio militar. Entre 1971 y 1984 hubo cuatro mil seguidores de ese culto presos. El punto máximo de persecución fue con Videla. Hubo casos de hasta siete años de cárcel. También se constataron torturas y muertes en cautiverio.

    Los testigos que se negaban a ser enrolados eran llevados presos a la cárcel de Magdalena.

    Subnotas

    Por Santiago Rodríguez

    La persecución sufrida en la Argentina por los miembros de la Iglesia de los Testigos de Jehová es una de las historias más graves de discriminación y autoritarismo ocurridas en el país que permanece en la oscuridad, desde sus inicios en el año 1971. “Los testigos de Jehová también fueron perseguidos por los nazis, pero en la Argentina vivieron un calvario a partir de la dictadura del general (Agustín) Lanusse, del que poco se conoce”, le dijo a Página/12 el abogado Ernesto Moreau, de la Asamblea Permanente por los Derechos Humanos (APDH), convertido en un experto en el tema. Esto fue a partir de que asumió la representación de 530 testigos de Jehová que le vienen reclamando al Estado argentino, desde el año 1998, una reparación “económica y como Iglesia” por haber estado presos “un promedio de tres a cuatro años, con algunos casos extremos de hasta siete años en la cárcel”, sólo por negarse a cumplir con el Servicio Militar Obligatorio, suprimido en 1994. “Ellos se negaban en razón de sus creencias, de la neutralidad que profesan y que los lleva a negarse a empuñar armas y a aprender su manejo porque ellos rechazan aunque más no fuera la idea de matar a una persona”, explicó Moreau. “Unos cuatro mil testigos estuvieron presos entre 1971 y 1987. El 35 por ciento de mis clientes fue torturado físicamente y todos sufieron tortura psicológica. Hay referencias de al menos tres muertes en cautiverio”, dijo Moreau.

    “A los testigos de Jehová primero los persiguieron los nazis, incluso antes que a los judíos. A ellos les ponían sobre el pecho un triángulo de color púrpura. Hubo más de veinte mil que fueron llevados a campos de concentración en la Segunda Guerra Mundial y hubo unos cinco mil muertos”, explicó Moreau. “Pero también los demonizaron en la Argentina”, agregó Moreau, quien informó que la APDH se reunió el martes con la ministra de Defensa, Nilda Garré, para pedirle algunas medidas administrativas que permitan la incorporación de los seguidores de este culto a los beneficios de la ley 24.043, que contempla una serie de reparaciones para los civiles que fueron víctimas de la dictadura (ver aparte). “Hasta ahora, las causas de reparación económica presentadas por los testigos de Jehová fueron rechazadas, incluso por la Corte Suprema automática, allá por el 2000”, en el caso de Gabriel Alejandro Arcuri y de otros 22 testigos de Jehová.

    “Ellos no pueden acceder al status de un preso político, por ejemplo, cuando han sido víctimas de una persecución sistemática que comenzó en el año 1971, con las sucesivas dictaduras de (Juan Carlos) Onganía y Lanusse”, sostuvo Moreau, quien entre los 530 casos tiene algunos de testigos que fueron detenidos “precisamente en el año 1971”. Lejos de mejorar, la situación de los seguidores del culto se tornó más dura en los años 1974-1975, durante el gobierno peronista de María Estela Martínez de Perón. “Sobre todo después de la asunción de Italo Luder como presidente provisional”, precisó Moreau, y de la declaración de guerra en todos los frentes para “aniquilar” a la “subversión”, que derivó en miles de muertes y desapariciones que todavía están siendo juzgadas.

    La situación llegó a su punto máximo después del golpe de 1976. El 31 de agosto de ese año, un decreto firmado por el dictador Jorge Rafael Videla institucionalizó la persecución. “La secta en cuestión sostiene principios contrarios al carácter nacional, a las instituciones básicas del Estado y a los preceptos fundamentales de esta legislación. La libertad de cultos consagrada en los artículos 14 y 20 de la Constitución Nacional, por supuesto, se ve a sí misma limitada en el sentido de que las ideas religiosas no deben implicar la violación de las leyes o el atentado contra el orden público, la seguridad nacional, la moral o las buenas constumbres”, establecía el decreto 1867. Una de las supuestas “malas costumbres” de los testigos era negarse a ser soldados.

    Entonces, la dictadura prohibió “toda actividad de los testigos de Jehová, toda literatura y la clausura de sus Salas del Reino y la Oficina Distrital”, organismos que son los que coordinan y desarrollan todas las tareas que realiza esta iglesia cristiana. En ese momento, en el país había 31.140 testigos de Jehová y 604 congregaciones. Se tenía también el dato preciso de que el 17 de septiembre de 1977 había 21 testigos de Jehová encarcelados en la Argentina, tal como se denunció en ese momento ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), según consta en la documentación a la que tuvo acceso Página/12.

    “La mayor concentración de presos, unas 700 personas, se dio entre los años 1981 y 1982, hacia el final de la dictadura, cuando se juntaron detenciones recientes y otras que venían incluso de antes del golpe militar del 24 de marzo de 1976”, precisó Moreau. Los últimos testigos de Jehová presos por negarse a cumplir el Servicio Militar Obligatorio recién pudieron salir en libertad en el año 1987, al igual que algunos presos políticos de la dictadura que siguieron en esa situación después de la asunción del ex presidente Raúl Alfonsín, el 10 de diciembre de 1983.

    “Ellos, por su religión, tienen una filosofía de vida que es muy distinta a la nuestra y que a veces nos puede sorprender o diferenciar. De todos modos, en todos estos años que llevo tratando con ellos, he aprendido a admirarlos profundamente. Ellos fueron los primeros objetores de conciencia contra el servicio militar y junto con la movilización que se produjo a partir del caso del soldado (Omar) Carrasco, fueron los que ayudaron a su abolición”, aseguró Moreau.

    En las unidades de reclutamiento, Cuerpo I de Palermo, Distrito San Martín o Campo de Mayo, los testigos de Jehová eran identificados en forma previa a la revisación médica. “Un oficial pasaba preguntando a los gritos: ‘¿Hay algún testigo de Jehová?’ y ellos solos se iban ubicando en una fila diferenciada del resto.” Los miembros del culto se negaban a cumplir el servicio militar, porque suponía aprender el manejo de las armas y la posibilidad de tener que matar a una persona.

    “A cambio, ellos proponían cumplir un servicio civil sustitutivo que fuera beneficioso para la sociedad. Ellos nunca se profugaron, nunca tuvieron una actitud beligerante, pero igual fueron enviados a prisión por ‘insubordinación agravada’, un delito que, por lo general, era condenado con penas mayores a los tres años”, comentó Moreau. “Esa sentencia le permitía al Consejo Supremo de las Fuerzas Armadas sumar el agravante del PPR, sigla que significa prisión preventiva rigurosa.” Eso quería decir, en los hechos, que tenían que cumplir la pena “en celdas de castigo, aislados, incomunicados de los demás presos”.

    La primera etapa se cumplía en prisiones militares como Magdalena o Campo de Mayo. Luego podían ser llevados a cárceles comunes, con un régimen de visitas y de relación con los demás detenidos, pero esa instancia tenía también su lado oscuro. “Cuando dejaban de estar incomunicados y los llevaban a una cárcel común, con el régimen común, la sentencia se cumplía al revés del beneficio del dos por uno. Cada dos días de cárcel se contaban como uno, motivo por el cual muchos de mis representados estuvieron hasta siete años en prisión, cuando la condena que habían recibido era menor.”

    Durante el juicio, como ocurrió con los presos políticos de la dictadura, los testigos de Jehová “no tenían posibilidad de defensa, la condena era un hecho ineludible, y si llegaban a hablar en favor de su inocencia, la pena se agravaba”. Además de los testimonios que figuran en las distintas causas judiciales, que ocupan todo un placard del estudio de Moreau, el abogado de la APDH relató algunas de las experiencias vividas por sus representados. “Como se negaban a usar la ropa militar, porque estaba en contra de sus convicciones, muchos de ellos estaban desnudos, sólo con los calzoncillos y las medias, en algunos casos en regimientos del sur del país, en pleno invierno.”

    “Otra forma común de humillación era hacerlos quedar en ridículo frente a los demás soldados. Los militares querían cambiarlos, ‘lavarles el cerebro’ y convertirlos en soldados, pero casi nunca lo lograron. Algunos fueron más astutos: los mandaban a la prisión del cuartel, desde el primerdía, y después informaban que los habían ‘reeducado’. Los militares que fracasaban en su intento de ‘convertir’ a los testigos de Jehová no tenían futuro en las Fuerzas Armadas. Era la sanción por haber fracasado.”

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    Vaticano pune sacerdote acusado de pedofilia no México

    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=228459

    Vaticano pune sacerdote acusado de pedofilia no México

    O Vaticano puniu hoje o sacerdote mexicano Marcial Maciel, de 85 anos, fundador dos Legionários de Cristo - congregação ultraconservadora ligada ao Vaticano - e acusado de pedofilia, exigindo que abandone todas as suas responsabilidades.

    «A Congregação para a Doutrina da Fé decidiu, levando em consideração a sua idade avançada e a sua frágil saúde, renunciar a qualquer processo canónico e convidar o padre a uma vida discreta de oração e penitência, renunciando ao ministério público», diz um comunicado do Vaticano.

    A Congregação para a Doutrina da Fé recebeu, a partir de 1998 - quando o seu chefe era o então cardeal Joseph Ratzinger, eleito Papa em 2005 - acusações de pedofilia contra o padre Maciel.

    Fundada em 1941 no México, a Legião de Cristo está estabelecida actualmente em 20 países, possui 500 sacerdotes (legionários), 2.500 seminaristas, 65 mil membros e administra 12 universidades.

    O padre Maciel renunciou, em Janeiro de 2005, à chefia da organização e foi substituído por outro padre mexicano, Alvaro Corcuera.

    19-05-2006 12:16:00

    Terça-feira, Maio 16, 2006

    Brasil: Comércio, escolas e empresas fecham mais cedo após 3 dias de ataques do PCC

    2006/05/15/ult2643u171.jhtm

    15/05/2006 - 16h00
    Comércio, escolas e empresas fecham mais cedo após 3 dias de ataques do PCC

    Medo de ataque fecha terminal Bandeira

    Comércio, escolas, universidades e empresas de São Paulo e de outras cidades do Estado decidiram dispensar seus funcionários e alunos mais cedo nesta segunda-feira, temendo uma escalada da onda de violência que, desde a noite de sexta, já deixou ao menos 81 mortos, entre policiais, criminosos e cidadãos comuns. Ao menos 13 bancos foram atacados, e dezenas de ônibus incendiados.

    Das agênciasDa Folha Online

    Estabelecimentos localizados em ruas de comércio tradicionais, como na região de Pinheiros e no centro de São Paulo, baixaram as portas e dispensaram seus empregados. Como precaução, empresas e escolas também estão encerrando o expediente mais cedo. Microsoft e Samsung, por exemplo, já dispensaram os funcionários. Os shoppings Iguatemi e Market Place fecharam as portas às 16h.

    O próprio Tribunal de Justiça comunicou que o expediente em todos os fóruns do Estado seria encerrado mais cedo, às 17h. A justificativa é a tentativa de diminuir os problemas de transporte dos funcionários, uma vez que parte da frota de ônibus paulistana não está circulando. Nove terminais de ônibus - oito na zona Sul - permaneceram fechados e há mais de 4 mil ônibus fora de circulação nesta segunda-feira.

    Faculdades particulares suspenderam as aulas noturnas. A direção da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) argumentou "situação de insegurança generalizada na cidade". De acordo com nota divulgada, a suspensão das atividades teve início às 15h nas quatro unidades da capital e só serão retomadas quando "forem restituídas condições adequadas ao funcionamento da universidade". Em Higienópolis, a Escola Carlitos suspendeu as aulas hoje e amanhã, por conta da falta de segurança.

    O grande número de ligações entre celulares feitas por pessoas buscando informações sobre os ataques está provocando sobrecarga. A assessoria da Vivo desmentiu os boatos de ataques aos sistemas, mas confirmou que o excesso de ligações provoca sobrecarga.

    Tiros em Higienópolis

    Em Higienópolis, bairro de classe média-alta da região central da cidade, um carro da Polícia Civil foi metralhado no início da tarde desta segunda. Quatro policiais estavam no veículo, e um deles foi atingido. Duas escolas da região --Rio Branco e Sion-- mudaram sua rotina e criaram esquemas especiais de segurança.

    O saguão do aeroporto de Congonhas, na zona sul, foi evacuado e parcialmente fechado por conta de uma suspeita de pânico. O esquadrão antibombas da polícia não encontrou nada.

    Ação federal

    O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse no início da tarde que o governo federal descarta intervir para controlar os ataques, que são atribuídos ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que opera no Estado.

    Thomaz Bastos, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse acreditar que as forças de segurança do governo de São Paulo têm condições de controlar a crise, mas voltou a oferecer ajuda.Segundo o ministro, trata-se de cooperação, não de intervenção. Ele vai a São Paulo para conversar pessoalmente com o governador Cláudio Lembo às 18h.

    Bastos colocou 4.000 homens da Força Nacional de Segurança à disposição de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul --onde ocorreram rebeliões. O número pode chegar a 7.000, segundo a Justiça.

    Balanço de vítimas

    A maior onda de ataques de que se tem notícia realizada pelo crime organizado em São Paulo entrou em seu terceiro dia atingindo também alvos civis. Já foram confirmados pelas autoridades cerca de 180 ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado, com pelo menos 81 pessoas mortas.

    As vítimas, segundo dados oficiais divulgados por volta das 14h30, são 22 PMs, oito agentes penitenciários, seis policiais civis, três guardas civis metropolitanos e quatro cidadãos comuns, entre eles, alguns parentes de policiais; os restante 38 mortos são criminosos. Os feridos são, pelo menos, 49.

    Os suspeitos detidos pela polícia, de acordo com informações do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), são pelo menos 91.

    Durante a madrugada, ataques contra ônibus na capital forçaram as companhias de transporte público da cidade a não mandar seus carros para as ruas nesta segunda-feira. A decisão afetou duramente a população, em especial moradores das zonas Sul e Leste, que ficaram sem condução para o trabalho. Pelo menos 2,9 milhões de passageiros foram afetados.

    Pelo menos seis das empresas de ônibus de São Paulo mantiveram seus veículos nos pátios para evitar depredações. Os criminosos já queimaram mais de 68 ônibus desde o início do levante, na última sexta-feira. Foram 44 ônibus na capital, e os demais no ABC e em Osasco. A maioria dos ônibus foi destruída na madrugada deste domingo para segunda.

    Agências do Banco do Brasil, do Bradesco e da Caixa Econômica Federal foram alvos de tiros dos criminosos. Já duas agências do Itaú e outra do HSBC foram incendiadas.

    Por toda a cidade foram montados bloqueios da polícia, que procura por suspeitos de participação nas ações. Até o momento, foram presos 82 suspeitos.

    A ação coordenada dos criminosos se estende por outras cidades do Estado, onde foram registrados ataques a policiais. A violência já ultrapassou as fronteiras do Estado. Foram registrados ataques também no Paraná, Mato Grosso do Sul e Bahia.

    Reação do PCC

    As ações, segundo o comando da segurança pública de São Paulo, são uma reação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) à transferência de líderes da organização para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (a 620 km da capital), complexo de segurança máxima idealizado para abrigar os membros do PCC.

    Entre os 765 detentos transferidos para o presídio está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o principal chefe do grupo.

    Rebeliões

    No final da tarde, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo informou uma redução no número de rebeliões em andamento em presídios e centros de detenção provisória (CDPs) no Estado. Elas são, agora, 20, contra 45 na manhã desta segunda-feira.

    Segunda-feira, Maio 08, 2006

    A cada 33 segundos há um divórcio

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    A cada 33 segundos há um divórcio
    Inês David Bastos

    Os números são surpreendentes e dão que pensar sobre uma instituição que muitos dizem estar em desuso: o casamento. No conjunto dos países que formam a União Europeia formaliza-se um divórcio a cada 33 segundos. 33 segundos. Feitas as contas, são quase um milhão de rupturas matrimoniais por ano. E Portugal surge como o grande campeão, tendo registado, de 1995 a 2004, o maior aumento na taxa de divórcios (89%). A seguir estão a Itália (62%) e a Espanha (59%). Os dados constam de um estudo do Instituto de Política Familiar (IPF), intitulado Evolução da Família na Europa 2006, que vai ser apresentado amanhã no Parlamento Europeu, no âmbito do Dia da Europa.
    "Para termos conta da importância destes números, é necessário assinalar que, em apenas 15 anos (1990-2004), registaram-se na Europa dos Quinze mais de 10 milhões de divórcio, o que afectou mais de 16 milhões de crianças", sublinha no relatório o presidente do IPF, Eduardo Hertfelder. Classificando a situação de "alarmante".

    Só em 2004, adianta o presidente do IPF, registaram-se 955 600 divórcios, o que representa um "aumento de quase 50%" em relação a 1980, ano em que 637 mil casamentos tinham sido desfeitos.
    A agravar a situação, na perspectiva de Eduardo Hertfelder, está o facto de a diferença entre matrimónios e divórcios ter diminuído para metade nos últimos anos, de maneira que, "por cada dois casamentos que se realizam nos países da União Europeia, um termina em divórcio".
    Em 1980, segundo o estudo, realizaram-se na Europa 1,744 milhões de casamentos. 700 mil acabaram em divórcio. Em 2004, dos 1,04 milhões matrimónios celebrados, 402 mil não resultaram, tendo os casais optado pela separação. Se há 25 anos, por cada 4,6 casamentos, existia um divórcio, em 2004, por cada 2,3 matrimónios, dá-se um divórcio.

    O Instituto de Política Familiar é um organismo internacional, sediado em Madrid, que tem por missão "a defesa e promoção da instituição familiar", através da sensibilização dos poderes públicos, da apresentação de propostas e da elaboração de estudos. No seu site, o IFP assume-se como "uma entidade civil independente, não vinculada a administrações públicas, partidos políticos ou organizações religiosas.

    Domingo, Maio 07, 2006

    Mil crimes por dia em Portugal


    Mil crimes por dia em Portugal
    2006/05/07 21:45 Lisete Reis

    Apesar da criminalidade ter diminuído, todos os dias foram participados, em média, 1050 crimes. Faro e Lisboa são os distritos mais inseguros. Guarda é o mais sossegado. Veja se há muitos crimes na sua terra

    Em Portugal foram registados pelas autoridades 1050 crimes por dia, em 2005. A média resulta das 383.253 participações reveladas no Relatório Anual de Segurança Interna. O número é gordo mas representa uma diminuição na criminalidade. Apenas quatro distritos contrariaram esta tendência.

    Vila Real, Coimbra, Braga e Viana do Castelo foram os distritos mais mal comportados em termos de segurança interna, no último ano. As quatro regiões apresentaram subidas na criminalidade sendo que o distrito transmontano foi aquele que registou a maior subida (7,1 por cento).

    A maior participação de crimes regista-se, no entanto, muito longe de Trás-os-Montes. Lisboa recolhe a maior fatia de denúncias de ilícitos. Apesar de ter descido, o número está quase nos 99 mil crimes participados às autoridades em 2005 na região da Grande Lisboa. Seguem-se o Porto, Setúbal e Braga.

    Mas mais preocupante ainda é Faro. O distrito regista a maior média de crimes quando o número é comparado com a densidade populacional. Assim, o distrito forte do turismo regista 66,3 crimes por cada mil habitantes. Seguem-se Lisboa, com 46,3 crimes por mil habitantes. E Setúbal com 43,3 crimes.

    É caso para dizer que a Guarda é o distrito mais bem guardado. De acordo com o mesmo relatório, é o distrito com menos crimes em termos relativos. Com 20,5 crimes por cada mil habitantes, o distrito beirão fica ainda no topo da lista quando se fala em criminalidade absoluta. Teve em média 10 delitos por dia, tal como Portalegre.

    Beja foi o distrito que verificou a maior descida de crimes no último ano. Ao decréscimo de 14,2 por cento da região alentejana segue-se a quebra de 9,9 nos delitos participados no distrito de Lisboa.

    Conheça a seguir os níveis de insegurança de cada terra.

    Portugal é o país da UE-15 com mais divórcios

    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=226593

    Portugal é o país da UE-15 com mais divórcios

    A cada 33 segundos há um divórcio na União Europeia, totalizando quase um milhão de rupturas por ano. Portugal, com um crescimento de 89%, é o país da UE-15 onde se verificou o maior aumento da taxa de divórcios em 10 anos (1995-2004), segundo um relatório do Instituto de Política Familiar (IPF), que será apresentado terça-feira no Parlamento Europeu em Bruxelas.

    Para a organização responsável pelo estudo, intitulado «Evolução da Família na Europa 2006», estes números são alarmantes.

    O presidente do IPF, Eduardo Hertfelder, assinala que os divórcios aumentaram em 315.360 em 25 anos (1980-2004), o que representa um acréscimo de 50%, já que passaram dos 637.000 em 1980 para 955.600 em 2004.

    Depois de Portugal segue-se a Itália, que registou um aumento de 62%, e Espanha (59%).

    «Para termos conta da importância destes números, é necessário assinalar que em apenas 15 anos (1990-2004) registaram-se na EU-15 mais de 10 milhões de divórcios, o que afectou mais de 16 milhões de crianças», acrescenta o presidente do IPF no relatório.

    Sublinha ainda que «o mais preocupante» é que a diferença entre casamentos e divórcios se reduziu para metade, de maneira que, por cada dois matrimónios na Europa rompe-se um.

    07-05-2006 14:24:29

    Quinta-feira, Maio 04, 2006

    Cartas ao Dr. Pêta (Jornal Pequeno)

    http://www.jornalpequeno.com.br/2006/5/3/Pagina33460.htm

    Cartas ao Dr. Pêta
    Data de Publicação: 3 de maio de 2006

    Olá, Dr. Pêta;
    Gostaria de comentar a matéria publicada no dia 29 de abril de 2006, sob o título “Tragédia de Monte Castelo - Mototaxista que chacinou a família sofre represália de colegas de cela”.Bem, no penúltimo parágrafo da matéria tem a seguinte afirmação: “Testemunhas de Jeová não é religião”. Isso é totalmente infundado. As Testemunhas de Jeová é uma religião reconhecida oficialmente não só no Brasil mas em 235 países. Outro absurdo noticiado foi o fato de negarmos a existência de Jesus. Para as Testemunhas de Jeová, Jesus é o nosso líder, um dos livros mais distribuídos pelas Testemunhas de Jeová intitula-se: “O Maior Homem que Já Viveu”, que conta a história com uma pesquisa cândida sobre a vida de Jesus. Chamar as Testemunhas de Jeová de “seita” é no mínimo falta de informação, conhecimento e pesquisa. Poderão achar informações no site oficial das Testemunhas de Jeová www.watchtower.org/languages/portuguese/index.html ou se preferirem outra fonte poderão ver a enciclopédia digital a maior da língua portuguesa : http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3% A1gina_principal. Faça uma busca por Testemunhas de Jeová.Grato pela atenção,
    (Reginaldo – São Luís MA)
    Caro Dr. Pêta;
    É uma vergonha um jornal citar mentiras sem conhecer a verdade. É uma verdadeira blasfêmia. O comentário de certos membros de uma igreja evangélica, e confirmado pelo jornal, é simplesmente uma mentira. As Testemunhas de Jeová não são consideradas como seita, mas são conhecidas no mundo todo como uma religião oficializada. Deveriam saber disso antes de citarem uma mentira dessas. Alem disso, é uma grande mentira dizerem que as Testemunhas de Jeová não acreditam em Jesus, pois toda as atividades das Testemunhas de Jeová giram em torno de Jesus. Acreditam sim em Jesus. Pregam em mais de 220 países que Jesus será o Rei do Reino de Deus, Jeová. Suas publicações falam de Jesus o tempo todo. Os que dizem uma mentira dessas é porque não tiveram oportunidade de conhecerem a obra delas, ou simplesmente não querem conhecer. É uma vergonha dizerem algo sem saber a verdade. Visitem o site: www.watchtower.org/languages/portuguese/index.html.Nesse site você poderá aprender melhor as crenças das Testemunhas de Jeová para evitarem escrever artigos mentirosos como esse.
    (Jessica Leni – São Luís)
    Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
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    Quarta-feira, Maio 03, 2006

    Reino Unido alerta 14 países para uso de derivados de sangue contaminado

    http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1255924&idCanal=91

    Variante humana da doença das "vacas loucas"
    Reino Unido alerta 14 países para uso de derivados de sangue contaminado
    03.05.2006 - 09h22

    O Governo britânico alertou 14 países para onde exportou produtos derivados do sangue na década de 90 para o risco de os seus utilizadores poderem contrair a variante humana da doença das vacas loucas.
    Durante os anos 1990, 14 países adquiriram derivados do sangue exportados por uma empresa estatal britânica, a Bio Products Laboratory, para tratamento de pessoas com hemofilia, problemas do sistema imunitário ou queimaduras graves.
    Nessa época, o risco de se contrariar a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (CJDv) através do sangue era considerado apenas teórico. Mas, no final de 2003, surgiu em Inglaterra o primeiro doente infectado através de uma transfusão, levando os países a alterar as medidas de segurança em relação aos derivados de sangue. Desde então, surgiram mais dois casos de infecção por transfusão, diz o jornal "Guardian".
    Segundo o mesmo jornal, documentos oficiais revelam que são sobretudo doentes do Brasil e da Turquia que apresentam maior risco de desenvolver a nova variante da CJDv, uma doença degenerativa do cérebro, incurável, que se transmite sobretudo pela ingestão de carne e partes moles contaminadas com BSE.
    Em causa estão 23 dádivas de sangue de nove pessoas que mais tarde desenvolveram a CJDv, o que revela como quantidades ínfimas de sangue utilizadas no fabrico destes produtos podem ser infecciosas, sublinha o jornal.
    A Agência de Saúde britânica aconselhou a Turquia e o Brasil a tomarem medidas de precaução, por terem adquirido produtos em "quantidade suficiente".
    As mesmas medidas de precaução deverão ser aplicadas a doentes nos Emirados Árabes Unidos, no Brunei, na Jordânia, em Oman e em Singapura, embora estes países apresentem um risco menor. A Bélgica, Marrocos e o Egipto apresentam também um risco inferior ao verificado na Turquia e no Brasil. França, Holanda e Israel foram aconselhados a fazer um levantamento da situação. As autoridades francesas concluíram que reexportaram os produtos para dez países não identificados.

    Terça-feira, Maio 02, 2006

    Caxemira, Índia: Três dezenas de hindus assassinados

    tres_dezenas_hindus_assassinados.html

    Três dezenas de hindus assassinados
    Pelo menos 22 pessoas de religião hindu foram mortas, ontem, na região de Caxemira, Índia, num ataque de alegados separatistas islâmicos. Ainda ontem, a Polícia também recolheu os cadáveres de outros oito hindus sequestrados anteontem.
    As autoridades confirmam que o primeiro caso ocorreu ontem de manhã, quando um grupo de revoltosos atacou a zona de Kalhan, no distrito montanhoso de Doda. Os rebeldes obrigaram os 22 hindus a sair das suas casas, colocaram-nos em fila e depois disparam. Nenhum grupo foi, até agora, identificado como o autor do massacre, mas a Polícia tem suspeitas de que possa ter sido executado por membros do grupo terrorista islâmico Lashkar-e-Toiba.
    Os assassinatos colectivos de hindus em Caxemira começaram em 1993, quando um grupo de rebeldes obrigou 16 pessoas a abandonarem o autocarro em que seguiam e disparam sobre eles, também no distrito de Doda. Apesar disso, desde 2002 que não se registava qualquer incidente no género na zona.5

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