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    Terça-feira, Janeiro 31, 2006

    Alterações climáticas: O Mundo prepara-se para a mudança

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    O Mundo prepara-se para a mudança
    Um relatório publicado ontem no Reino Unido deixa o alerta para o facto de a provável fusão da camada de gelo da Gronelândia poder fazer subir sete metros o nível dos oceanos daqui a um milhar de anos. A acontecer, as consequências serão imprevistas... Os países mais pobres serão as primeiras vítimas, embora não as únicas, dos efeitos das alterações climáticas, adverte o documento, que resume as conclusões de uma conferência organizada pelo Gabinete Meteorológico do Reino Unido em Fevereiro passado. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, escreve no prefácio que “os riscos das alterações climáticas podem ser piores do que pensávamos até agora”. “Com um aquecimento do planeta superior a um grau os riscos aumentam de modo significativo e rápido para os ecossistemas e as espécies vulneráveis”, explica, por seu lado, Bill Hare, do Instituto para a Investigação do Impacto do Clima, de Potsdam, na Alemanha. Este instituto analisou mais de 70 estudos sobre o impacto das alterações climáticas nos recursos hídricos, na agricultura, na fauna e na flora. “Com um aquecimento de entre um e dois graus aumentam de modo significativo os riscos gerais, e, numa escala regional, o impacto é substancial”, assinala o especialista. “Acima de dois graus os riscos são muito mais elevados e podem causar a extinção de espécies inteiras e até colapsos do ecossistema, originar fome e escassez de água, além de danos socioeconómicos, sobretudo nos países em desenvolvimento”.
    A União Europeia traçou como seu objectivo prevenir um aumento de mais de dois graus das temperaturas médias do planeta, mas, segundo o relatório, isso já é excessivo. Dois graus são suficientes, segundo os autores do relatório, para desencadear um processo de fusão das camadas de gelo da Gronelândia, o que teria um impacto enorme no nível dos oceanos. Alguns dos cientistas que contribuíram para o relatório propuseram-se calcular as concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera a partir das quais se produziriam subidas “perigosas” da temperatura. Actualmente, a atmosfera contém aproximadamente 380 partes por milhão de dióxido de carbono (CO2), quando antes da revolução industrial do século XIX essa concentração era de 275 partes por milhão.
    Um aumento das temperaturas médias do planeta pode gerar uma queda do rendimento das colheitas em todo o mundo, triplicar as más colheitas na Europa e na Rússia, e desencadear um processo de desertificação no norte de África. Outras consequências seriam, por exemplo, uma grave escassez de água que afectaria 2,8 mil milhões de pessoas, a propagação do paludismo em África e na América do Norte e a extinção de espécies ao desaparecerem os gelos do Árctico.
    Portugal
    Corredores urbanos...
    A criação de corredores verdes urbanos foi ontem defendida, no Porto, como “uma medida crucial” para aumentar a qualidade de vida nas cidades e para combater as consequências das alterações climáticas. “As alterações climáticas irão potenciar as consequências da alta densidade humana, da impermeabilização, da poluição e da falta de espaços vivos”, afirmou Paulo Farinha Marques, arquitecto paisagista e professor da Faculdade de Ciências. O especialista falava sobre «Alterações climáticas-consequências na paisagem urbana» no VI Encontro Nacional de Técnicos de Espaços Verdes, no Teatro do Campo Alegre.

    Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

    Estudo lançado hoje em Lisboa prevê mais secas para Portugal

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    Estudo lançado hoje em Lisboa prevê mais secas para Portugal

    O clima mediterrânico e ameno do território continental português está a mudar e quase nem seriam necessários estudos para dizê-lo, face à acumulação de sinais recentes. Mas os estudos confirmam os sinais. Mais secas e ondas de calor mais prolongadas, risco de erosão costeira em 67% do território continental, quebra nas reservas de água na generalidade dos aquíferos, diminuição drástica da precipitação no Inverno e perda de biodiversidade são apenas algumas das previsões preocupantes do estudo Alterações Climáticas em Portugal, Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação, o chamado SIAM II.
    Os resultados da pesquisa, a mais vasta e detalhada de sempre sobre a mudança climática e as suas consequências para Portugal, que foi coordenada pelo físico Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências de Lisboa (FCUL), são hoje lançados em livro, pelas 18.00, na Fundação Gulbenkian. O Presidente da República, Jorge Sampaio, e o ministro do Ambiente, Nunes Correia, estarão presentes no lançamento.

    Os cinco anos mais quentes em Portugal desde que há registos de temperaturas, ou seja, dos últimos 150 anos, aconteceram na última década. O recorde absoluto foi batido em 1998, mas três destes anos são posteriores a 2000. Em 2003, Portugal - e toda a Europa - viveu a onda de calor mais intensa e prolongada de que há memória, com quase duas mil vítimas mortais directas.
    Esses fenómenos, com as respectivas consequências na saúde, nas reservas de água potável ou nos incêndios florestais, são uma espécie de antevisão do futuro, avisam os cientistas. Dentro de poucas décadas, esse poderá ser um dos cenários climáticos frequentes no território continental, sobretudo nas regiões do Sul e interior do País (Alentejo e Algarve). "E o País terá que se preparar para isso", avisa o coordenador do SIAM.
    Aquela não é, no entanto, a única alteração climática prevista para as próximas décadas no território do continente. O SIAM II, o estudo mais completo e abrangente de sempre sobre a mudança climática e o seu impacto no território nacional, está cheio de alertas. Do risco de erosão em 67% da costa portuguesa à diminuição das reservas de água potável nos aquíferos de norte a sul, da intensificação das secas ao risco acrescido de incêndios florestais, da perda de biodiversidade à queda de produtividade agrícola nos cereais, os impactos são vastos e "vão exigir estratégias políticas sectoriais", sublinha Filipe Duarte Santos.
    O primeiro projecto SIAM, iniciado em 1999, também sob a coordenação do professor e investigador da FCUL, e cujos resultados foram publicados três anos depois, já apontava nesta direcção. Mas o SIAM II, que, à semelhança do anterior, contou igualmente com a participação de mais de meia centena de investigadores portugueses de vários centros e universidades, aprofunda e detalha cada uma das áreas de investigação e vai mais além nas previsões.
    "E temos novidades", sublinha o seu coordenador. Além das já descritas, nesta segunda fase do estudo, os investigadores fazem pela primeira vez uma avaliação do problema na Madeira e Açores, abrangendo assim a totalidade do território nacional, avaliam os impactos no turismo e fazem um estudo de caso para a região do Sado, entre outras abordagens novas (ver caixa).
    De acordo com os resultados, a Madeira seguirá de perto a secura que vai tendencialmente instalar-se no território continental nas próximas décadas, registando igualmente quebras acentuadas na precipitação média anual.
    Quanto ao turismo, sector vital da economia portuguesa, sobretudo na costa sul do Algarve as previsões apontam para um aumento significativo do dispêndio de energia nos meses tradicionais de veraneio, devido a uma maior necessidade de climatização.
    Na região do Sado, escolhida pela equipa para o estudo de caso por ser exemplar do tipo de problemas que vão colocar-se no futuro em todo o País, o impacto negativo em 75% das espécies é um dos dados mais impressionantes da pesquisa.

    Risco de cheias vai agravar-se no fim do século XXI

    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=212572

    Risco de cheias vai agravar-se no fim do século XXI (act.)

    Portugal vai ter um mais elevado risco de cheias no fim do século XXI, devido ao aumento do fenómeno de chuvas intensas e à subida do nível médio dos oceanos, conclui um relatório de investigadores portugueses que vai ser lançado hoje.

    Trata-se da segunda fase do projecto SIAM, que contou com a participação de 61 cientistas, e que traça diferentes cenários, impactos e medidas de adaptação para as alterações climáticas em Portugal.

    Os cenários climáticos apontam para uma clara tendência de concentração da precipitação nos meses de Inverno, que poderá traduzir- se num aumento efectivo da precipitação média entre os meses de Dezembro e Fevereiro, agravando o risco de cheias, referem os investigadores.

    O relatório SIAM II indica que a tendência para o agravamento de precipitações extremas é observada em todo o país, mas é mais clara na região Norte.

    Além do aumento de fenómenos de precipitação intensa, a subida do nível médio dos oceanos poderá também contribuir para um aumento do risco de cheias, devido à diminuição da capacidade de escoamento na foz dos rios de maior dimensão.

    Por isso, áreas ribeirinhas como o vale do Tejo ou a Ribeira, na cidade do Porto, poderão ver aumentar o risco local da ocorrência de cheias.

    O estudo avisa que a subida do nível médio do mar terá também vários impactos no litoral, a nível das actividades ambientais, económicas e sociais, devido ao agravamento do processo erosivo, aumento das áreas inundadas e modificação do regime de marés.

    Quanto à temperatura, os modelos estudados projectam para o fim do século XXI um aumento substancial da frequência dos «dias muito quentes», com o Sul a registar mais de 100 dias por ano com temperaturas acima dos 35 graus, sobretudo no interior.

    O número de noites tropicais (com temperatura mínima acima dos 20 graus) também deverá aumentar, variando entre 20 e 180 ou 40 e 120, consoante os cenários.

    Os investigadores projectam também, em termos anuais, uma diminuição da precipitação no fim do século XXI, podendo ser superior a 30 por cento no Sul do país, com destaque para o Algarve, que poderá perder mais de 40 por cento de chuva, e variando entre 10 e 30 por cento no Norte e Centro do país.

    No último quarto de século, em Portugal, registou-se um aumento significativo das temperaturas máxima e mínima médias.

    Observou-se ainda que os 6 anos mais quentes do período 1931- 2000 concentraram-se nos últimos 12 anos do século XX, tendo sido 1997 o ano mais quente.

    Os últimos 20 anos foram particularmente pouco chuvosos, comparativamente aos valores médios registados entre 1961-1990.

    No entanto, assinala o relatório, existe grande variabilidade interanual.

    O Inverno de 2000, por exemplo, foi muito chuvoso (o terceiro mais chuvoso dos últimos 30 anos), mas o Inverno seguinte foi muito seco (o quinto mais seco do mesmo período).

    O projecto SIAM iniciou-se em 1999, tendo o resultado da primeira fase sido divulgado dois anos depois.

    A segunda fase iniciou-se em 2002 e alargou o âmbito das investigações iniciais, procurando aprofundar algumas lacunas e estendendo o estudo às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

    Foi também realizado um estudo de caso mais focado e integrado para uma região especialmente vulnerável do Continente - a bacia hidrográfica do Rio Sado.

    O SIAM II envolveu cerca de 61 investigadores distribuídos por 11 equipas, coordenadas pelo professor Filipe Duarte Santos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

    Os sectores sócio-económicos e sistemas biofísicos sobre os quais incidiu trabalho são os mesmos do SIAM I, designadamente, recursos hídricos, zonas costeiras, agricultura, saúde, energia, florestas e biodiversidade e pescas.

    O livro vai ser apresentado esta tarde numa cerimónia que conta com a presença do Presidente da República Jorge Sampaio.

    Diário Digital / Lusa

    30-01-2006 9:45:00

    Vaticano sai em defesa de Darwin

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    Vaticano sai em defesa de Darwin
    Sofia Jesus

    A "concepção inteligente" do mundo - que coloca em causa a teoria de Darwin- não é ciência e, por isso, não deve ser ensinada nas escolas, a par do evolucionismo. O argumento, defendido por muitos cientistas, aparece agora onde menos se esperava no L'Osservatore Romano - o jornal oficial do Vaticano.
    O artigo que promete relançar a polémica - instalada sobretudo nos EUA - foi publicado na terça-feira, no periódico de Roma. De acordo com o autor, o padre Fiorenzo Facchini, professor de antropologia da Universidade de Bolonha, Itália, o ensino desta "concepção inteligente", lado a lado com a teoria da evolução, pode gerar confusão.
    Recorde-se que, segundo a teoria de Charles Darwin, as espécies evoluem através da selecção natural os seres mais capacitados passam as suas características à geração seguinte, cruzando-as com as do seu parceiro sexual.
    Por sua vez, os defensores da "concepção inteligente" - uma corrente muito próxima do criacionismo - consideram que a vida na Terra é demasiado complexa para poder ser explicada nestes termos e, por isso, pressupõe necessariamente a existência de uma inteligência consciente, superior.
    O que a Igreja Católica insiste, esclarece Fiorenzo Facchini, é que a emergência do ser humano supõe um acto de Deus e que a vertente espiritual do homem não pode ser vista como um mero produto do processo da evolução natural. Mas este "salto ontológico" não tem que colidir com a visão darwinista.
    "O projecto divino da criação pode ser levado a cabo através de causas secundárias no curso natural dos acontecimentos, sem que seja necessário pensar em intervenções miraculosas que apontem numa ou noutra direcção", lê-se no artigo do L'Osservatore Romano. "Se o modelo de Darwin parecer inadequado, deve procurar-se outro, mas não é um método correcto entrar num ramo da ciência fingindo-se fazer ciência."
    Ou seja, para o autor, a "concepção inteligente" "não pertence à ciência e não há qualquer justificação para que seja ensinada como teoria científica, a par da explicação darwinista".
    O professor de biologia evolutiva vai ainda mais longe e lamenta que alguns "criacionistas americanos" tenham feito o debate regredir até ao "dogmatismo" do século XIX, socorrendo-se de argumentos que, diz, não são ciência mas antes mera ideologia. No artigo, Fiorenzo Facchini concorda mesmo com o juiz da Pensilvânia que, em Dezembro, considerou "inconstitucional" o ensino da concepção inteligente numa escola de Dover, em alternativa à teoria da evolução das espécies.
    Embora o artigo não seja apresentado como sendo a posição oficial do Vaticano, a verdade é que o jornal, oficial, tende a reproduzir as visões da Igreja. Ou seja, nem todos os artigos representam a doutrina católica, mas também é pouco provável que se afastem profundamente da sua política.

    Domingo, Janeiro 29, 2006

    Da Europa ao Ceará mundo lembra vítimas do holocausto

    Da Europa ao Ceará mundo lembra vítimas do holocausto
    A memória dos seis milhões de judeus exterminados durante a Segunda Guerra Mundial foi reverenciada ontem no dia mundial dedicado às vítimas do Holocausto. A data, instituída pela ONU, foi assinalada ontem com várias manifestações em diferentes países
    NA ENTRADA do campo de extermínio de Sachsenhausen a frase que reflete o humor cruel: ''O trabalho liberta''(Foto: MICHAEL URBAN/AFP)

    28/01/2006

    Sessenta e um anos após a libertação de judeus do campo nazista de Auschwitz, toda a Europa lembrou ontem seis milhões de pessoas assassinadas durante a Segunda Guerra Mundial. A iniciativa se inscreve nas cerimônias do primeiro dia mundial dedicado à memória das vítimas do Holocausto, celebrado oficialmente ontem.

    Em Fortaleza, a data foi lembrada pela Sociedade Israelita Cearense (SIC), que realizou cerimônia em homenagem aos judeus exterminados pelos alemães nazistas.

    O Dia, proclamado no ano passado pela Assembléia Geral das Nações Unidas, foi marcado para o 27 de janeiro, data da libertação do campo de oncentração nazista de Auschwitz-Birkenau, no sul da Polônia, em 1945.

    Centenas de sobreviventes se reuniram sob uma temperatura glacial em Birkenau, a usina da morte do complexo de Auschwitz. Um milhão de judeus e cerca de 130.000 outras pessoas, entre homossexuais, testemunhas de Jeová, ciganos e adversários políticos foram assassinados entre 1942 e o início de 1945, nas câmaras de gás.

    ''Auschwitz é o maior cemitério europeu onde não há tumbas. É muito mais importante preservar a memória do que aconteceu aqui (...), mantê-la viva para as próximas gerações, em homenagem às vítimas e como uma advertência a um mundo ainda mergulhado no ódio e na violência'', declarou o primeiro-ministro polonês Kazimierz Marcinkiewicz.

    ''A lembrança é a melhor resposta para aqueles que afirmam que o Holocausto é uma invenção ou um exagero'', declarou, por sua vez, o secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, em mensagem divulgada à imprensa em Genebra.

    O primeiro Dia Internacional de lembrança das vítimas do Holocausto é comemorado num momento em que o Irã se lançou numa campanha de negação a fatos ocorridos durante a Segunda Guerra. O seu presidente, Mahmud Ahmadinejad, fez referência ao que chamou de ''mito do massacre dos judeus''.

    Em Berlim, a antiga capital do Reich de Adolf Hitler onde os nazistas decidiram em janeiro de 1942 exterminar toda a população judaica da Europa, os políticos alemães se reuniram nesta sexta-feira no Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento.

    Em Varsóvia, um bonde histórico, idêntico àquele que passava pelos guetos de Varsóvia entre 1940 e 1943 com a estrela de David em lugar do número, percorreu as ruas da cidade.

    ''É um bonde no qual ninguém sobe e ninguém desce. Ele deve lembrar os judeus mortos'', explicou Golda Tancer, da Fundação Shalom, organizadora deste projeto inédito.

    A poderosa Igreja Católica polonesa pediu a todos os fiéis que acendessem uma vela em suas janelas nesta sexta-feira às 16 horas (13 horas de Brasília) em memória dos mortos no Holocausto.

    O dia em homenagem às vítimas do Holocausto coincide com a estréia do filme Munique, de Steven Spielberg, que narra o seqüestro e assassinato de reféns israelenses por terroristas palestinos nas Olimpíadas realizadas naquela cidade alemã, em 1972, e a caçada aos planejadores do massacre pelo serviço secreto israelense, o Mossad.

    O filme tem provocado bastante polêmica, tanto da parte de israelenses como de palestinos. Apresentada como obra de ficção, a película é, na verdade, uma clara referência à tragédia de Munique. O ato terrorista foi praticado pela organização terrorista palestina Setembro Negro. A ação de represália por parte dos israelenses também foi criticada em alguns países.

    Holocausto: Israel pede que Ahmadinejad seja afastado da comunidade de nações

    http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2254501-2255000/2254613/2254613_1.xml

    Israel pede que Ahmadinejad seja afastado da comunidade de nações

    Agência EFE
    15:15 27/01

    O embaixador israelense para as Nações Unidas em Genebra, Itzhak Levanon, afirmou hoje que o presidente que negou o Holocausto e pediu a destruição de Israel "deve ser afastado da comunidade de nações civilizadas", em clara alusão ao governante iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

    Na cerimônia por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realizada na sede européia da ONU em Genebra, o diplomata considerou "desconcertante escutar o presidente de um país-membro da ONU ameaçar a destruição de outro Estado e que seja autorizado a manter seu status na organização".
    Ahmadinejad qualificou publicamente o Holocausto de "mito" e chegou a assinalar que Israel deveria ser "riscado do mapa", o que causou reação generalizada de indignação.
    Os comentários do presidente iraniano foram feitos depois que, em novembro último, a ONU decidiu declarar 27 de janeiro como Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, no qual morreram seis milhões de judeus nas mãos do regime nazista durante a segunda Guerra Mundial.
    O embaixador de Israel lamentou que "as lições da história não tenham sido aprendidas por todos" e disse que as expressões de Ahmadinejad foram uma "violação flagrante" da resolução da ONU sobre a memória do Holocausto.
    Levanon disse ainda que, se tais palavras fossem ignoradas e tomadas simplesmente como retórica, "em breve poderíamos nos dar conta do que significava cada uma delas".
    Em seguida, lembrou "outras vítimas de genocídios em Ruanda, Darfur (Sudão) e outros muitos lugares, que sentem na própria carne aonde palavras tão atrozes podem levar".
    Em outra passagem de seu discurso, Levanon também alertou sobre o surgimento de movimentos neonazistas que também negam o Holocausto, "o que significa destruir a memória coletiva e poderia causar uma queda irreversível no abismo da degradação, do desumano e do genocídio".
    Também por ocasião da homenagem às vítimas do Holocausto, a Organização Internacional das Migrações (OIM) assinalou hoje que mais de 125 mil sobreviventes e outras pessoas que sofreram a crueldade do regime nazista receberam indenizações.
    Além disso, outras 73 mil pessoas que foram vítimas do nazismo por pertencer às etnias ciganas centro-européias Roma e Sintis, por serem testemunhas de Jeová, homossexuais ou deficientes também receberam assistência humanitária.

    Holocausto causou a morte de 6 milhões


    Agência Brasileira de Notícias

    28/01/2006 01:22

    Holocausto causou a morte de 6 milhões

    Holocausto é o nome dado à execução, em massa, de judeus e de outras minorias perseguidas, como ciganos e homossexuais, pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Era o nome dado, entre os antigos hebreus, ao sacrifício no qual se queimavam inteiramente as vítimas.
    Em 2005, a Assembléia Geral das Nações Unidas designou por unanimidade 27 de Janeiro como o Dia Internacional de Recordação das Vítimas do Holocausto. Essa data é o aniversário da libertação dos prisioneiros do complexo de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, o maior campo de concentração do regime Nazista.
    Em 1933, quando os nazistas chegaram ao poder, a população de judeus na Europa era de cerca de 9 milhões de pessoas. A maioria dos judeus europeus vivia em países que viriam a ser ocupados ou influenciados pelo Terceiro Reich - governo nazista alemão. Ao fim da guerra, em 1945, dois de cada três judeus europeus tinham sido mortos como parte da "solução final", a política nazista de assassinar judeus.
    Os judeus costumam ser as vítimas mais lembradas desse obscuro período da História da Humanidade, mas muitas outras etnias também foram perseguidas pelos nazistas, como ciganos, poloneses e russos - grupos raciais considerados inferiores pelos nazistas. Acredita-se que durante o holocausto foram mortos dezenas de milhares de ciganos e cerca de 3 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos foram assassinados ou morreram de fome ou doença.
    Ainda teriam perecido 200 mil deficientes físicos ou mentais no programa de eutanásia do regime nazista. Também foram assassinados durante o holocausto minorias perseguidas por causa de suas crenças políticas, religiosas ou comportamental. Homossexuais, comunistas, socialistas e testemunhas de Jeová são contabilizado entre as vítimas do nazismo.
    (AS)

    Astrónomos descobrem novo planeta

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    Astrónomos descobrem novo planeta
    Elsa Costa e Silva

    É pequeno e gelado. O novo planeta extra-solar, descoberto graças ao esforço combinado de uma série de telescópios, parece ser o mais parecido com a Terra do que qualquer outro conhecido. O novo corpo celeste, que recebeu como nome de baptismo OGLE-2005-BGL-390Lb, orbita num estrela anã vermelha, cinco vezes menor que o Sol.
    O recém-encontrado planeta terá no máximo, segundo as estimativas dos astrónomos, cinco vezes a massa da Terra. A estrela anã, em volta da qual orbita, encontra-se a 20 mil anos-luz de distância, não muito longe da região central da Via Láctea. O planeta terá uma temperatura que ronda os 220 graus negativos, pelo que não é possível que aí exista água líquida. Contudo, os astrónomos consideram que poderá existir, tal como na Terra, uma fina atmosfera. Cobre-o um imenso oceano gelado, mas quem sabe se não terá por baixo uma superfície rochosa.
    De acordo com um dos membros da equipa de investigação, "este é o primeiro planeta a ser descoberto cujas características parecem bater certo com as teorias de formação do Sistema Solar". E o objectivo é agora tentar descobrir mais planetas, para saber se são habitáveis. "O próximo passo será procurar vida", explicou um dos cientistas envolvidos.
    O OGLE-2005-BLG-390Lb é o terceiro corpo extra-solar descoberto por técnicas que envolvem microlentes gravitacionais. Ou seja, a descoberta não resulta de uma observação directa, mas sim da análise conhecida do efeito que um corpo celeste tem sobre o contínuo espaço- -tempo da luz emitida pela estrela. Neste caso particular, o brilho da estrela-alvo apresentava pequenos defeitos que levaram a equipa de investigação a pensar que poderiam ser provocados por um corpo celeste.
    O primeiro sinal de que poderia existir um novo planeta foi dado a 31 de Julho. A 10 de Agosto, foi detectado um desvio a partir de um telescópio dinamarquês. A fase final desse processo, que durou cerca de um dia, foi acompanhado pelo Observatório de Perth. Como mais nenhuma interpretação foi avançada, os astrónomos anunciaram então a descoberta do planeta. Um feito que traz novidades interessantes já que leva os cientistas a pesar que os mundos gelados, como o agora descoberto, poderão ser bem mais comuns que os corpos gigantes.

    Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

    2005 foi o ano mais quente em mais de um século


    2005 foi o ano mais quente em mais de um século

    2006/01/25 09:53

    Estudo sublinha «a forte tendência subjacente de aquecimento» na Terra

    O ano passado foi o mais quente na Terra desde que as temperaturas na superfície do planeta começaram a ser registadas cientificamente, em finais do século XIX, indica um estudo hoje divulgado pela agência espacial norte-americana NASA.

    O ano de 2005 conseguiu mesmo ultrapassar o recorde de temperatura de 1998 por ter sido registado mais calor do que o normal na zona árctica, segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA).

    O estudo sublinha "a forte tendência subjacente de aquecimento" na Terra.

    Desde meados da década de 1970, a temperatura do planeta subiu 0,6 graus centígrados, enquanto que em todo o século XX esse aumento foi de 0,8 graus.

    "Cinco dos cinco anos mais quentes do século passado ocorreram nos últimos oito anos", afirmou James Hansen, director do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) da NASA, com sede em Nova Iorque.

    A lista dos anos mais quentes é encabeçada por 2005, seguida de 1998, 2002, 2003 e 2004.

    Em 1998 ocorreu o fenómeno atmosférico "El Niño", de aquecimento das águas do oceano Pacífico, que foi o mais intenso do século e fez aumentar a temperatura em todo globo.

    Todavia, 2005 foi mais quente que 1998 apesar daquele fenómeno não ter ocorrido nesse ano, o que preocupa os cientistas.

    O aquecimento actual produz-se em todo o planeta, mas é mais acentuado nas altas altitudes do hemisfério norte.

    Nos últimos 50 anos, os maiores aquecimentos medidos por ano e por Verão surgiram no Alasca e na Sibéria, embora também na península Antárctica, segundo a NASA.

    O facto de essas regiões estarem longe de grandes cidades leva os peritos a concluir que o aquecimento não resultará directamente da poluição dos centros urbanos.

    A maioria dos cientistas crê que o fenómeno se deve à emissão dos gases que produzem o chamado "efeito de estufa", como o dióxido de carbono, o metano e o ozono.

    Segundo cientistas da NASA, o século XXI poderá registar aumentos de temperatura de 3 a 5 graus centígrados.

    "Este recente aumento da temperatura coincide com um crescimento rápido das emissões dos gases com efeito de estufa atmosférica resultantes da actividade humana", sublinha o comunicado da NASA.

    "Por isso - insiste - o aquecimento rápido observado torna urgentes as discussões sobre o modo de reduzir as emissões com efeito de estufa atmosférica".

    A NASA mantém registos fiáveis das temperaturas da superfície da Terra desde finais do século XIX e obtém actualmente esses dados através de medições de laboratórios terrestres e de satélites.

    Terça-feira, Janeiro 24, 2006

    Imposto de 60% sobre donativos em França

    ----- Original Message -----
    From: José SANTOS
    To: undisclosed-recipients
    Sent: Sunday, January 22, 2006 3:55 PM
    Subject: Res: [gc] Imposto sobre donativos em França

    Olá irmãos

    Com respeito a este imposto, não foi aplicado ou exigido de todas as organizações religiosas, mas unicamente contra a Organização das Testemunhas de Jeová.........

    Por enquanto o assunto ainda está nas mãos da "Corte Suprema dos direitos humanos".....

    No dia 13 e 14 tivemos a " Escola para ançiãos ", e fomos informados que ainda não decidiram nada.........

    Continuamos a orar para que tudo aconteça segundo a vontade de Jeová, como dizia A Sentinela deste domingo os opositores estao a lutar contra Jeová, mas nunca poderão sair vitoriosos, mas Sim Nosso Criador Jeová..........

    Grande abraço para todos....
    Vosso irmão...

    José SANTOS
    Congregação: Lyon
    69003 França


    -------Mensagem original-------
    De: António José B Paula
    Data: 01/22/06 15:38:24
    Assunto: [gc] Imposto sobre donativos em França

    Prezados irmãos,

    Em 2002 o estado francês criou uma lei que obriga as organizações religiosas a pagarem 60% de imposto ao estado sobre os donativos voluntários recebidos e registados, e que forçosamente atinge a nossa Organização.

    Será que esta lei ainda se aplica ? Fui informado que ela já tinha sido revogada, foi mesmo ?

    Será que algum dos irmãos me pode confirmar ?

    Antecipadamente grato envio o meu amor cristão,

    A.Paula.

    Testemunhas de Jeová: vidas guiadas pelas Escrituras

    Testemunhas de Jeová: vidas guiadas pelas Escrituras
    Lamir Verçoza

    O último censo realizado pelo IBGE, em 2000, revela que, dos cerca de 170 milhões de brasileiros, pelo menos 90% seguem alguma religião. Apesar de parecer que a rigidez das igrejas afasta a maioria de seus adeptos, o dia-a-dia mostra outra realidade. É grande a legião de pessoas dedicadas às suas crenças, independente dos dogmas a que são submetidas. Para os verdadeiros “fiéis”, as regras divinas são perfeitamente explicáveis. É esse universo que a Folha apresenta, a partir deste domingo, numa série de reportagens sobre doutrinas religiosas. Nesta primeira, saiba o que pensam os seguidores das Testemunhas de Jeová.

    Você, ou alguém de sua família, certamente já deve ter recebido a visita inesperada de pessoas segurando pastas de alça nas mãos, carregadas de literaturas bíblicas, dispostas a conversar sobre assuntos do cotidiano, ouvir desabafos e, principalmente, falar do plano de Deus para o ser humano. Esse trabalho voluntário é a obra missionária realizada por cerca de 614 milhões de Testemunhas de Jeová (TJ), em mais de 230 países do planeta. No Brasil, são quase 640 mil homens e mulheres, entre jovens e adultos, empenhados neste “serviço de campo”, como denominam, para o qual chegam a dispensar dez horas por mês. Sem falar do tempo dedicado às cinco reuniões semanais dentro das congregações, conhecidas como Salão do Reino das Testemunhas de Jeová, onde acontecem os estudos em grupo.

    Em Pernambuco, os TJ somam 18 mil membros ativos, espalhados em 350 salões, 40 só no Recife. “Nosso objetivo é mostrar uma perspectiva de vida melhor à humanidade, através dos ensinamentos das Escrituras, e propagar as maravilhas de Deus, Jeová, sobre a Terra”, resume o representante comercial Volnei Rosa e Silva, 40 anos, 23 deles ligados às Testemunhas. Mas a organização não se destaca apenas pelo tamanho do rebanho e pela expansão de suas atividades, desenvolvidas de maneira igual em todo o mundo, mantidas através de ofertas espontâneas. A disciplina com que os fiéis praticam a religião desperta curiosidade, especialmente, devido a um conjunto de crenças peculiares à doutrina.

    Além dos tradicionais ensinamentos morais e espirituais, retirados das histórias sagradas, o seguidor não participa de festas consideradas de origem pagã. Eventos como Carnaval, São João, São Pedro, Natal, Réveillon e até a comemoração do próprio aniversário são abolidos do calendário das Testemunha de Jeová. “São todos costumes pagãos, inclusive os símbolos envolvidos. Não somos contra festejar, trocar presentes, comer bolo e enfeitar com balões, mas que isso não seja feito na data do nascimento. O importante é nos confraternizarmos em qualquer período do ano, sem fazer alusão a um rito específico”, ressalta Volnei. “Quando quero dar uma festa para minha filha, reúno as amigas dela e a alegria é a mesma. Ela entende isso muito bem”, acrescenta.

    A única celebração deles é a Morte de Cristo, que ocorre num período próximo à Páscoa. A doutrina dos TJ também não permite que os homens ingressem na carreira militar, serviço do qual já são legalmente dispensados. Outras interpretações bíblicas ainda chamam a atenção. “Tratamos o criador pela tradução de seu nome em hebraico, Jeová. Jesus foi a encarnação do arcanjo Miguel para cumprir o papel de messias. Ele morreu num madeiro, a estaca de tortura, com as mãos para cima, e não numa cruz, pois esse símbolo pagão só foi adotado anos após a passagem de Cristo. A Terra será o paraíso dos salvos, e o inferno é a própria morte dos iníquos (injustos)”, explica Volnei.

    Portugal: 184 mil imigrantes candidatos à autorização de residência

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    184 mil imigrantes candidatos à autorização de residência
    Céu Neves

    Alexsandro, Luís e Mihai vieram para Portugal para ficar. Exercem profissões menos qualificadas que no seu país e perderam dias em filas para se legalizarem, mas têm emprego e um ordenado mais elevado. Eles estiveram entre os primeiros imigrantes a substituírem o título de permanência pelo de autorização de residência - um processo que ontem se iniciou e que se espera vir a envolver mais 184 mil imigrantes.
    Aqueles imigrantes fazem parte da segunda vaga que chegou a Portugal em finais do século XX, na maioria brasileiros e cidadãos do Leste europeu. Obtiveram uma autorização de permanência (AP) de um ano, no âmbito do processo de legalização (Decreto-Lei n.º 244/98) que decorreu entre 22 de Janeiro e 30 de Novembro de 2001. Foram regularizados 183 833 estrangeiros, 126 901 dos quais logo no primeiro ano.
    "Fui o 14.º a conseguir a AP", conta Alexsandro Pimentel, brasileiro do Paraná, 27 anos, pintor da construção civil, ex-montador de sistemas hidroeléctricos. Veio para Portugal em 2000 e o filho e a mulher, doméstica, vieram um ano depois. O rapaz, de oito anos, regressou ao Brasil. "Saíamos muito cedo para o trabalho e ele ficava na escola. Agora tem os avós e os primos", justifica.
    Entraves à legalidade
    Alexsandro apresentou-se no primeiro dia da regularização de 2001 e conta que os funcionários públicos e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) desconheciam a lei. O conterrâneo Luís Gongola diz que até foi à Casa da Moeda fazer cópias da legislação. "Paguei 20 contos."
    Durante cinco anos, gastaram três dias por ano para renovar os papéis. "É um segurança que faz a primeira triagem. E nestes cinco anos os serviços mudaram cinco vezes", critica Alexsandro. Luís concorda e acrescenta "Não estavam preparados para receber tantas pessoas, porque é impossível obter informações pelo telefone. Para termos a garantia de que éramos atendidos íamos para as filas às quatro da manhã."
    No domingo completaram-se cinco anos das primeiras AP e milhares de estrangeiros terão direito a uma autorização de residência (AR) temporária (dois anos). A substituição deve ser feita na tarde do dia em que a AP caduca, ou quinta e sexta-feira se o prazo termina a um sábado ou domingo, respectivamente.
    Os direitos daqueles imigrantes melhoram. Por exemplo, quem tem uma AP e viva em união de facto não pode trazer a mulher ao abrigo do reagrupamento familiar. Isso já é possível para quem tem uma AR.
    Luís Gongola, 43 anos, brasileiro de Curitiba, vive há 20 anos em união de facto, mas isso não permitiu qualquer privilégio à mulher, que imigrou um ano depois. Ele era administrador de empresas, passou a operário fabril. O filho, Alain, de 17 anos, estuda informática. "Vim com 37 anos para Portugal, tarde para continuar na minha profissão. Vim para ficar e paguei sempre as contribuições. Há pessoas que obtiveram o visto e deixaram de cumprir. Há também quem só queira ganhar dinheiro e não se importe de estar ilegal", diz Luís, reconhecendo que teve sorte.
    Alargamento do horário
    Ontem, Luís chegou ao SEF da António Augusto Aguiar, em Lisboa, 40 minutos antes das 15.00, o horário para quem pretenda substituir a autorização de permanência por residência. Os serviços costumavam encerrar à tarde, mas alargaram o funcionamento até às 19.30, até porque atendem os imigrantes residentes em Sintra, Cascais, Almada e a região de Lisboa. "Pretendemos dar resposta a todos os pedidos, embora nas primeiras semanas não se esperem muitas pessoas", diz Maria de Lurdes Calado, chefe do Núleo Regional de Atendimento ao Público.
    Não há filas, mas mesmo assim o tempo de espera até à conclusão do processo é de quase cinco horas. Luís Gongola diz que o atraso se deve ao facto de as pessoas não preencherem os impressos. Os oriundos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa pagam 20,50 euros pela AR temporária, que passará a permanente ao fim de cinco anos. Os outros gastam 108,30 euros. O envio do cartão pelo correio, no prazo de 30 dias, representa mais 3,10 euros.
    Mihai Ciorcas, 30 anos, era assistente social na Roménia, e agora é pedreiro em Portugal. "No início foi difícil a mudança de profissão. Agora estou satisfeito", diz. Apesar dos mais de 100 euros que pagou pela AR, Ciorcas não chora o dinheiro. "A minha situação melhorou", confessa, ao lado da sua mulher, que assim também ganha uma autorização de residência em Portugal.

    Domingo, Janeiro 22, 2006

    Filme sobre Jesus negro estréia em Sundance (nos EUA)

    2006/01/19/190007718.asp

    19/01/2006 - 20h38m
    Filme sobre Jesus negro estréia em Sundance
    Reuters

    JOHANESBURGO - Tido como o primeiro filme do mundo a retratar um Jesus negro, "Son of man" apresenta Cristo como um revolucionário africano dos tempos modernos, questionando a imagem ocidental do filho de Deus como sendo um salvador plácido de cabelos claros e olhos azuis.

    A produção sul-africana, que estréia no domingo no Festival Sundance, nos EUA, transfere a história da vida e morte de Jesus da Palestina do século 1 para um Estado africano dos tempos atuais mergulhado em guerras e na pobreza.

    Cristo nasce na barraca de uma favela, algo bastante distante da manjedoura de um estábulo de Belém. A mãe dele, Maria, é virgem, mas determinada o suficiente para discutir com os anjos.

    Policiais armados até os dentes temem a mensagem dele de igualdade e ele termina pendurado em uma cruz.

    - Queríamos olhar para o Evangelho como se ele tivesse sido escrito por assessores de políticos e, depois, tirar essa carga dele e olhar para a verdade - disse, em entrevista concedida à Reuters, o diretor Mark Dornford-May.

    - A verdade é que Cristo nasceu em um Estado ocupado e defendeu a igualdade em um momento no qual isso não era muito aceitável.

    Ao apresentar Jesus como um africano negro, Dornford-May espera chamar atenção para o contexto político do Evangelho, quando Israel era ocupado pelos romanos, e questionar a forma como o Ocidente vê Cristo - um homem moderado e humilde, de aparência européia.

    - Temos de aceitar que a imagem de Cristo acabou sendo um pouco sequestrada. Ele ficou com os cabelos muito louros e com os olhos azuis - afirmou. - O mais importante sobre a mensagem de Cristo é que ela é universal. A aparência dele não importa.

    Na realidade, houve um filme chamado "Black Jesus", em 1968, com Woody Strode. Mas ele é visto mais como um comentário político do que uma interpretação sobre a vida de Cristo.

    Realizado pela mesma companhia responsável pelo premiado "Carmen na África", "Son of man" é falado na língua xhosa, característica por seus estalos de língua, e em inglês. E foi filmado em favelas perto da Cidade do Cabo.

    Jesus começa a pregar depois de se encontrar com Satã - que aparece vestindo uma capa de couro preto - durante um tradicional ritual xhosa de circuncisão.

    Ele reúne seguidores de facções rebeldes de todo o país e defende que eles abaixem as armas e enfrentem seus dirigentes corruptos por meio de protestos pacíficos e pregando a solidariedade.

    Segundo Dornford-May, que diz concordar com os ensinamentos de Cristo sem necessariamente acreditar no filho de Deus, no filme, Jesus é um ser divino que surge dos mortos.

    A ressurreição dele pretende ser um sinal de esperança para a África, o continente mais pobre do mundo.

    - O final (do filme) é otimista, mas realista - disse.

    © Todos os direitos reservados a O Globo e Agência O Globo.

    Brasil (Jundiaí): Cirurgias são feitas sem troca de sangue (enfarte - cirurgia cardíaca de alta complexidade)

    http://www.jj.com.br/jj2/cidades/cidades22012006-02.html

    Cirurgias são feitas sem troca de sangue

    Thiago GodinhoEm 1996, aos 42 anos, o economista Gilberto José Vieira de Andrade viveu um grande dilema. Após sofrer um enfarte, ele precisaria de sangue de outra pessoa para se submeter à cirurgia que salvaria a sua vida.

    Apesar da gravidade, Andrade que é da religião Testemunhas de Jeová - e portanto não admite troca de sangue entre duas pessoas - não titubeou. "Não pensei duas vezes. Minha convicção é de não aceitar sangue em hipótese alguma."
    Diante da situação, os médicos que cuidavam de Andrade tiveram de utilizar outra alternativa. O método recorrido foi através de um equipamento que fica ligado ao paciente, onde o sangue que seria desperdiçado é reutilizado.
    Assim, a primeira cirurgia cardíaca de alta complexidade, sem transfusão de sangue, foi realizada com sucesso em Jundiaí, no Hospital Paulo Sacramento, que hoje é referência na área (veja matéria ao lado).

    Diferente do que muitos podem pensar, aceitar os limites impostos pela religião não foi uma atitude irracional. Pelo contrário, foi benéfica não só para o economista como para a medicina em geral. Um equilíbrio entre ciência e fé.
    Hoje, novas técnicas de cirurgia sem transfusão são difundidas em todo o mundo. Existe até um órgão que incentiva os hospitais a realizarem operações sem troca de sangue. A Comissão de Ligação com Hospitais (Colih) realiza o intercâmbio entre Testemunhas de Jeová e instituições. Na região de Jundiaí atua há mais de 10 anos. "Não somos médicos, mas sim interessados em cooperar. Fazemos reuniões de três em três meses e apresentamos as novas técnicas aos hospitais e profissionais de saúde", explica o membro da Colih, Marcelo Iotti.
    Assim, os cerca de 2,5 mil testemunhas-de-jeová que residem na região podem ser beneficiados. Mas não são só eles. "Hoje, com as inúmeras doenças que podem ser transmitidas pelo sangue, não são só os testemunhas-de-jeová que recorrem aos métodos", enfatiza Iotti. Em todas as especialidades, 131 médicos já são conveniados e cooperam de alguma forma com a Colih na cidade. Milhares de cirurgias do tipo já foram realizadas nos hospitais Paulo Sacramento, Pitangueiras e Santa Elisa.
    Em muitos casos, os cuidados para evitar transfusões ocorrem antes mesmo da cirurgia, através de um hormônio que estimula a produção de glóbulos vermelhos. No ato da operação, o bisturi elétrico, que cauteriza simultaneamente ao corte, também é um recurso importante. Em 2004, Gilberto Vieira de Andrade passou por nova intervenção cirúrgica. "Foi a mesma equipe médica, quando recebi mais cinco pontes de safena."
    A evolução da medicina no espaço de tempo entre as duas operações que sofreu é muito grande, segundo o economista. "Mudou da água para o vinho. Na segunda vez acordei sem sentir nenhuma dor. Não sabia nem que já tinha sido operado."

    Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

    Arménia: Testemunhas de Jeová perseguidas por recusarem serviço militar


    No que se refere à liberdade religiosa o relatório diz que, apesar das emendas à lei do serviço alternativo introduzidas em Novembro de 2004, as Testemunhas de Jeová continuam a ser perseguidas devido à sua recusa em prestar serviço militar. De acordo com a Associação Helsínquia da Arménia, em Setembro de 2005 dezasseis Testemunhas de Jeová estavam a cumprir penas de prisão, e dezanove estavam à espera de julgamento, por recusarem prestar serviço militar.

    .../...

    Trad. por Carlos Queiroz

    Turquemenistão: "Ódio religioso" oficial com respeito às confissões não-Muçulmanas

    Tradução parcial de:

    Este artigo foi publicado pela F18News em: 19 de Janeiro de 2006

    TURQUEMENISTÃO: "Ódio religioso" oficial com respeito às confissões não-Muçulmanas

    Por Felix Corley, Forum 18 News Service
    Protestantes e Testemunhas de Jeová do Turquemenistão queixaram-se à Forum 18 News Service do contínuo "ódio religioso" oficial contra os seguidores das confissões não-Islâmicas. "Os Cristãos estão inquietados pelo facto de que as autoridades tentam pressionar as pessoas a abandonarem os credos que escolheram," disse ao Forum 18 um Protestante sedeado em Ashgabad. "Tais autoridades estão a incitar ao ódio interreligioso e isto tem de acabar." O mais recente desses incidentes do conhecimentos do Forum 18 é a pressão oficial exercida por uma comissão composta de 12 membros e pelo imã Muçulmano local no sentido de forçar à conversão do Cristianismo e à renúncia da sua fé. Agentes da Polícia e do 6º Departamento do Ministério do Interior – responsável pelo anti-terrorismo e pela luta contra o crime organizado e a actividade religiosa – tomaram parte nos ataques. Membros das crenças minoritárias continuam preocupados de que, embora a política oficial proclame a harmonia interétnica e interreligiosa, a realidade é diferente, com hostilidade, ameaças e pressão para que haja a conversão "de regresso" ao Islão.

    Trad. por Carlos Queiroz

    Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

    Espanha: Detidos 33 usuários (entre os quais um padre) de pornografia infantil pela Internet

    http://www.cinform.com.br/cinform.php?var=1137593620

    Detidos 33 usuários de pornografia infantil pela Internet
    18-01-2006 10:16

    Pelo menos 33 usuários de pornografia infantil pela Internet foram detidos pela Polícia espanhola, anunciou nesta quarta-feira o secretário de Estado Interior, José Antonio Camacho.

    "Hoje mesmo foram detidas 33 pessoas em uma operação contra a distribuição de pornografia infantil", anunciou o alto funcionário na rádio Cadena Ser.
    Professores, executivos, banqueiros, monitores esportivos, aposentados e até um padre figuram entre os detidos, destacou a direção geral da Polícia.
    "Trabalhamos com autoridades policiais americanas. Eram pessoas que se dedicavam à distribuição e à aquisição da pornografia infantil", ressaltou Camacho.
    Segundo a direção geral da polícia, as páginas na 'web' são administradas a partir dos Estados Unidos (Flórida) e da Bielo-Rússia. Os usuários foram localizados após vários meses de investigação e graças à identificação por intermédio de cartões de crédito utilizados para comprar conteúdos das páginas acessadas, de acordo com a mesma fonte.

    Fonte: AFP

    Domingo, Janeiro 15, 2006

    Brasil: Uma visita ao reino das Testemunhas de Jeová (Campina Grande, Paraíba)

    Paraíba,
    domingo 15 de janeiro de 2006

    Campina Grande
    Atualizada em 1/14/2006 6:00:00 PM
    Uma visita ao reino das Testemunhas de Jeová
    Do arquivo
    A sua forma de estar na vida é ditada pela interpretação literal da Bíblia, mas não se consideram fundamentalistas. O Paraiba News foi visitar a assembléia especial das Testemunhas de Jeová, que reuniu milhares de pessoas em campina grande neste sábado.

    A pontualidade parece ser um dos pontos de honra das Testemunhas de Jeová. Na manhã de hoje, às 09h50 em ponto, vários automóveis estavam estacionados no “O MENINÃO”, em Campina Grande onde decorreu a Assembléia Especial das Testemunhas de Jeová.

    Cerca de um mil oitocentas e setenta e três, segundo a organização, estiveram presentes no início dos trabalhos, que abriram com música pelas nove e quarenta da manhã. A maior parte das pessoas deslocou-se em viaturas particulares. Camionetas de excursão são poucas – no máximo umas cinto. Como que a ilustrar que a mensagem de Jeová cruza todos os extractos sociais.

    As pessoas parecem deslocar-se para uma festa. Vêm de todo o distrito da Paraíba. As mulheres, muitas delas jovens, vestem informalmente mas de forma elegante distanciando-se da imagem austera pré-concebida que, muitas vezes, se tem das Testemunhas de Jeová.

    Os homens são mais homogéneos na indumentária. A maior parte usa terno e gravata. Este último adereço é também utilizado por algumas das crianças presentes. No interior há poucos lugares vagos.

    A Bíblia, que as testemunhas de Jeová interpretam e tentam aplicar na sua vida de forma literal, está presente em todo o lado. “Para nós é o guia, é a fonte”, explica Severino Guedes que, junto a Anderson Santos, estavam presentes na assembléia.

    É também na Bíblia que se vai buscar o fundamento para a rejeição das transfusões de sangue. Apesar da relutância da classe médica em observar essa imposição nos menores, esse é um ponto de honra e um foco de polémica que traz as Testemunhas para a boca do mundo.

    O consumo de tabaco também está vedado. As Testemunhas de Jeová não fumam – “está provado que o tabaco mata e para nós a vida é sagrada”. E bebem com moderação. “Ser Testemunha de Jeová significa levar uma vida de qualidade”. Outros prazeres mais mundanos são consumidos com parcimônia. O cinema e a televisão fazem parte das suas vidas. Telejornais, documentários, futebol. Há um livre arbítrio a esse nível, mas com limites. Porque há filmes e filmes…

    “Cada Testemunha de Jeová, com base naquilo que aprende nas Escrituras, faz a seleção daquilo que deve consumir”, resume Severino Guedes

    As solicitações da vida mundana são uma tentação a que as Testemunhas de Jeová dizem resistir com alguma facilidade. “Procuramos levar uma vida equilibrada, sem extremismos e fundamentalismos. Tentamos ser seletivos. A nossa regra é o equilíbrio”. Um exemplo: “Quando pegamos no volante procuramos ser pessoas moderadas, pois amamos a vida”.

    A moderação e o equilíbrio são também os escudos para alguma intolerância de que são vítimas na sua missão de “evangelização casa a casa”. “À medida que as pessoas conhecem a nossa função a receptividade é um fato”, dizem.

    Durante a assembleia não se vê gente em transe, gritos histéricos ou até a prática de exorcismos. Nem peditórios ou cobrança de dízimos. As contribuições são voluntárias e anónimas. Ali fala-se, contam-se experiências, ora-se e canta-se. Num ambiente sereno, distante do alarde de outras confissões religiosas. Ali ninguém acredita em milagres para além dos citados na Bíblia nem no poder divino para curar doenças. “Quando estamos doentes vamos ao médico, não acreditamos na cura pela fé”, explica Anderson Santos.

    Mas respeitam os que acreditam e as religiões que atribuem dotes milagreiros a pessoas mais tarde convertidas em santas ou beatas.

    Pelo palco passam muitos fiéis para fazerem as suas comunicações ou contarem as suas experiências. Não há uma figura que se imponha, um sacerdote, um bispo, um pastor, um santo ou patrono. A hierarquia é horizontal. São todos irmãos. Ali quem manda é Cristo, explica André Alves recorrendo ao Evangelho de Mateus. “Independentemente da posição social e acadêmica de qualquer um, aqui somos todos irmãos espirituais”.

    Ao contrário de outras confissões, não há atualmente no seio das Testemunhas de Jeová um tema ou temas que suscitem o debate interno. “A nossa principal missão de agora e das últimas décadas é divulgar o reino de Deus. É a solução para os problemas da humanidade”.

    Isso não quer dizer que não tenham opinião sobre questões que estão na ordem do dia. São frontalmente contra a legalização do aborto. “A Bíblia é muito clara sobre o assunto. Para nós a vida é sagrada”.

    Terminando o discurso nesta tarde do sábado, o irmão que faz o discurso agradece a todos e encintavam a leitura da bíblia com atenção, reforçando o conselho bíblico de 2º Tim: 3.16-17 que diz: Toda a escritura é espirada por Deus e proveitosa.

    Portugal: Maria Júlia Amaral preside à Comissão de Ética do Hospital de Seia

    http://www.portadaestrela.com/index.asp?idEdicao=134&id=6185&idSeccao=1173&Action=noticia

    Maria Júlia Amaral preside à Comissão de Ética do Hospital de Seia

    Maria Júlia Amaral, professora doutora, ex-presidente do Comité de Ética da Federação Ibero-latino americana de Cirurgia Plástica, e ex-directora do Hospital de Santa Maria em Lisboa, onde dirigiu ainda vários serviços, é a presidente da Comissão de Ética do Hospital de Nossa Senhora da Assunção, de Seia.
    A convite do presidente da unidade, Luís Vaz, aceitou colaborar com o hospital, tanto mais que passa grande parte do tempo em Travancinha, Seia, por força de aposentação.Em declarações ao PE, Luís Vaz explicou o que pretende com a criação desta Comissão «Esta unidade não tem protocolos de ensaios clínicos, e por isso fica esvaziada uma da principais incumbências legais da Comissão de Ética, mas há muito mais que se pode fazer pela comunidade. Nem é preciso ter engenho e arte para verificar que há hoje um manancial de novas interrogações e novas formas de estar em Saúde. Hoje o utente tem o direito de ser informado quer do seu estado quer da terapêutica, quer das alternativas. Mas hoje também com o movimento acelerado desta sociedade podemos ser tentados a ignorar os elementares direitos de quem, afinal, é o objectivo de toda a actividade».
    Explicando que o que pretende é formar uma cada vez maior consciência interna para as matérias do consentimento informado, para as questões relativa à bioética e da aplicação da Biologia e Medicina, «tornava-se necessário ter alguém que soubesse do que se trata e, além disso, tivesse capacidade técnica e cientifica para poder decidir ou ajudar a decidir questões, quer no domínio do ajuste de procedimentos internos, sempre que tais questões possam contender com preceitos dessa natureza, quer mesmo como informação ao utente ou instruindo parecer sobre reclamações por este apresentadas».
    Deu como exemplo uma reunião efectuada com membros da Igreja Testemunhas de Jeová que, como é do conhecimento público, têm restrições a determinadas práticas médicas e terapêuticas e que «merecem uma atenção cuidada, para a qual, por exempelo, já foi feita uma reunião com responsáveis da Associação das Testemunhas de Jeová, a que esteve presente a senhora Professora Doutora».
    A Associação pretende protocolar com o Hospital que os seus associados têm as suas crenças respeitadas, que a sua recusa de serem tratados com sangue ou produtos de sangue será protegida, facilitando a unidade o tratamento médico sem sangue, sempre que isso for possível, e provendo aos médicos e ao hospital informação sobre o tratamento aceite por estes pacientes, enunciando os procedimentos a serem seguidos, para evitar confrontações desnecessárias.
    O Hospital está a analisar a proposta de protocolo, esperando parecer da comissão de ética.
    Ajustou-se, assim, com a respectiva presidente um conjunto de acções e de informações em que pode acompanhar, profissionalmente e eticamente, alguns procedimentos na Instituição, e que são ou podem ser mesmo objecto de reclamação ou possam constituir especificidade técnica que o saber e experiência ajudam a incrementar.
    «Desejávamos que a presidência da Comissão fosse desempenhada por pessoa exterior à unidade, o que conseguimos. Trata-se de uma pessoa com experiência internacional, mas o que importa é que dará um excelente contributo para o aprofundar de respostas a questões cada vez mais actuais», referiu Luís Vaz.
    Maria Júlia, que dedicará parte do seu tempo por mero prazer e sentido útil na colaboração, representará o Hospital em colóquios, seminários e outras iniciativas e com a informação obtida fará eco internamente, prometendo, sempre que se justificar, escrever para a comunidade. Esse é, segundo o presidente, um dos grandes motivos e objectivos da colaboração: chegar ao utente e ao cidadão em que urge respostas a questões que são cada vez mais actuais e pertinentes.

    Sexta-feira, Janeiro 13, 2006

    Fumo aumenta em 20% risco de doença coronária

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    Fumo aumenta em 20% risco de doença coronária
    Combater o tabagismo
    "A exposição ao fumo do tabaco aumenta em 20% o risco de doença coronária e morte em pessoas que nunca fumaram", disse ontem a médica Elga Freire, usando da palavra no primeiro painel do 2.º Encontro sobre Prevenção e Tratamento do Tabagismo, que termina hoje no Porto, organizado pela Administração Regional de Saúde do Norte.

    A decorrer na Fundação Eng.º António de Almeida, esta iniciativa pretende divulgar novas respostas terapêuticas dos serviços de saúde para os doentes dependentes do tabaco, apresentar medidas para controlar a doença e fazer o balanço do primeiro ano de desenvolvimento do programa integrado da sub-região do Porto.

    "Fumar faz perder, em média, dez anos de esperança de vida. Fumar é poluição mortal. Fumar é um problema de saúde pública que diz respeito a todos", sublinhou o médico Sérgio Vinagre, da Comissão Científica da organização deste encontro, que reúne cerca de 500 participantes. "Chamar 'fumador passivo' a quem é obrigado a estar exposto à poluição tabágica não é forma correcta de definir a situação", acrescentou o especialista.

    Tido como "o maior factor de risco de doenças cardiovasculares", o tabagismo foi ontem analisado quer por especialistas médicos que classicamente o tratam, quer por outros especialistas (pediatras, ginecólogos, obstetas, etc.). No âmbito de seis oficinas, houve também intercâmbio de experiências e aprendizagens sobre intervenções terapêuticas.

    À margem do encontro, a Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo (CPPT) criticou o "atraso" do Governo na regulamentação anti-tabaco, afirmando que uma lei restritiva diminuirá entre 5 a 10% a percentagem de fumadores. "Sabemos que uma lei bem feita e uma boa fiscalização têm, a prazo, um impacto muito importante na diminuição da prevalência da doença e um aumento na taxa de pedidos de apoio para deixar de fumar", afirmou Luís Rebelo, presidente da CPPT.

    Carlos Gomes

    Quinta-feira, Janeiro 12, 2006

    Suazilândia: Jovens na expectativa do congresso

    Tradução integral:

    http://www.observer.org.sz/main.asp?id=16565&Section=church

    Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006

    Jovens na expectativa do congresso
    Por Mphikeleli Msibi

    MILHARES de Testemunhas de Jeová do país irão levar a efeito um Congresso de Distrito de três dias no Estádio Nacional Somhlolo ao longo do fim de semana.

    O tema do encontro que terá lugar de amanhã até domingo subordina-se ao tema ‘Obediência a Deus’.

    O programa será conduzido tanto em SiSwati como em Inglês de modo separado, mas concorrentemente.

    A hora de início será às 9 horas da manhã de cada dia.

    Qinisani Zwane, um ancião, revelou que o programa dos três dias irá enfatizar que aquilo que a Bíblia ensina quanto à obediência a Deus beneficia não apenas aqueles que acreditam no Criador, mas a todas as pessoas que vêem a sabedoria de se seguir estritamente princípios de conduta correctos. E de que as palestras sobre a obediência beneficiarão toda a família.

    Tema

    “De facto, os três dias veicularão o seguinte: Na sexta (amanhã), o tema do programa do dia será Jeremias 7:23 ‘Obedecei à minha voz, e eu vou tornar-me vosso Deus’. No sábado, será baseado em Romanos 6:17 e em 2 Coríntios 2:9 ‘Obedientes de coração em todas as coisas’ e no sábado o tema será baseado em Deuteronómio 12:28 que diz ‘Obedecei a todas estas palavras’. No domingo haverá a representação de um drama baseado num assunto bíblico", disse Zwane.

    De acordo com um Estudo Nacional sobre Juventude e Religião nos Estados Unidos, numa investigação envolvendo mais de 3.000 adolescentes e seus pais, mais de 80 por cento dos jovens disseram que a religião é importante nas sua vidas e 40 por cento assistem a ofícios religiosos semanalmente ou muito frequentemente. Ironicamente, a investigação indicia também que muitos adolescentes têm um reduzido conhecimento prático das suas crenças. Será que a juventude entre as Testemunhas de Jeová é algo diferente daquilo que é descrito pelo estudo?

    Diferentes

    Sxwayiso Zwane, um jovem que serve como servo ministerial na sua congregação, disse que “o que é notavelmente diferente quanto aos jovens que são Testemunhas de Jeová é que nós cremos que Deus vem em primeiro lugar nas nossas vidas e que temos acesso a um conhecimento exacto dos ensinos bíblicos. Isto nós obtemos através dos nossos livros e vídeos baseados na Bíblia incluindo programas de estudo bíblico pessoal e familiar.”

    Sxwayiso acrescenta que estes livros e vídeos estão disponíveis a qualquer jovem que esteja interessado visto que constituem um guia prático desde os tempos antigos para todos os jovens. Estes livros incluem: O Meu Livro de Histórias Bíblicas; Aprendam do Grande Instrutor; Os Jovens Perguntam - Respostas Práticas; um vídeo Os Jovens Perguntam - Como Fazer Verdadeiros Amigos? E um DVD Os Jovens Perguntam - O Que Fazer com a Minha Vida? “Estes têm sido de grande influência na vida de muitos jovens e têm sido bem recebidos mesmo por jovens e pais que não são Testemunhas de Jeová. Os nossos pais usam estes recursos ao dirigirem estudos bíblicos e ajudam-nos a fazer escolhes certas,” disse ele.

    Lomathemba Dlamini, que acabou de finalizar o primeiro nível e será baptizada neste congresso disse que este será o dia mais importante da sua vida. “Este dia será muito importante para mim porque estarei me entregando a Jeová e a prometer-lhe que farei a sua vontade apesar destes dias difíceis. Agradeço aos meus pais o terem instilado princípios bíblicos em mim que me permitiram tomar a decisão certa, a de adorar a Jeová,” disse ela.

    Adoração

    O seu irmão Mduduzi, que se baptizou recentemente disse que está na expectativa do Congresso porque é aí que a sua fé será fortalecida de modo a que possa continuar a adorar a Jeová nos dias da sua juventude. “Eu estou na expectativa especialmente de aprender mais acerca de como ser obediente a Jeová porque essa é a única maneira que eu acho de me tornar feliz como pessoa jovem,” disse Mduduzi.

    Os seus pais, David e Ellen, disseram que se sentem gratos a Jeová pelos seus filhos terem escolhido servi-Lo.

    Perseverantes

    “Nós perseverámos e assegurámo-nos de dirigir estudos bíblicos com eles para que pudessem fazer a escolha correcta, que de facto fizeram. Os estudos da Bíblia e o assistirmos às reuniões congregacionais ajudaram não apenas os filhos, mas unificaram intimamente toda a família. É por isso que todos os nossos agradecimentos a Jeová não são demais pelas reuniões tais como o congresso de distrito, onde seremos relembrados mais uma vez acerca da importância de Lhe ser obediente de modo a que possamos continuar a andar com Ele,” disseram.

    As Testemunhas de Jeová parecem ter as suas crenças de carácter único e alguém poderá querer saber em que exactamente elas crêem. Bom, eis algumas das suas crenças básicas e, se você quiser saber mais, não hesite em participar no Congresso no Estádio Nacional de Somhlolo, onde poderá aprender mais sobre como ser obediente a Jeová.

    As Testemunhas de Jeová são mais de 6.500.000 em todo o mundo (2.415 na Suazilândia e estão em funções em 235 países e territórios. Estão organizados em mais de 96.000 congregações (72 na Suazilândia), trabalhando todas elas debaixo da direcção de um Corpo Governante central, localizado em Brooklyn, Nova Iorque.

    O órgão oficial das Testemunhas de Jeová é A Sentinela; o qual tem uma circulação superior a 26.000.000 de cópias, em 150 línguas.

    Crenças básicas das Testemunhas de Jeová

    *As Testemunhas de Jeová são membros de uma religião cristã mundial que partilham activamente com outros a informação acerca de Deus, cujo nome é Jeová, e acerca do seu filho, Jesus Cristo.

    *Eles encaram o cristianismo do primeiro século como seu modelo.

    *Crêem além disso que achegar-se a Deus, e viver de acordo com princípios bíblicos dá-nos um objectivo na vida, promove laços familiares fortes e desenvolve cidadãos honestos e produtivos.

    *É na inspirada Palavra infalível de Deus que as Testemunhas de Jeová baseiam as suas crenças. Algumas partes da Bíblia não são para ser entendidas figurativa ou simbolicamente.

    *Que Jeová é o nome do único e verdadeiro Deus, o Criador de todas as coisas. Por isso, Ele é merecedor de adoração e devoção.

    *Que Jesus é o filho de Deus. Ele veio dos céus à terra e deu a sua vida humana perfeita como sacrifício de resgate. A sua morte e ressurreição tornou possível a salvação para a vida eterna para aqueles que exerçam fé nele. Ele está agora a governar como Rei do Reino Celestial de Deus, o qual trará em breve a paz a toda a terra. Jesus nunca reclamou que devesse ser igual a Deus pelo que ele não é parte da Trindade.

    *As Testemunhas de Jeová não se colocam fisicamente à parte daqueles que não partilham das suas crenças. Eles trabalham e vão à escola com pessoas de diferentes credos religiosos e desfrutam de relacionamentos cordiais com eles. Seguem o exemplo de Jesus de 'não fazerem parte do mundo'' por evitarem as desvantagens e as controvérsias anticristãs que dividem a humanidade hoje em dia.

    *As Testemunhas de Jeová encaram o casamento como uma compromisso para toda a vida. Eles olham para a Bíblia como guia para resolver os problemas maritais de maneira amorosa e respeitosa.

    *Os pais têm o dever de amar os seus filhos e de satisfazer as suas necessidades físicas, emocionais, recreativas e espirituais. Os pais devem ensinar aos seus filhos os valores das Escrituras e prover disciplina amorosa.

    * Todos os congressos são grátis e abertos ao público. Não se fazem colectas.

    * As Testemunhas de Jeová são 6.500.000 em todo o mundo, em 235 países e territórios. Estão organizados em 96.000 congregações, trabalhando todas elas debaixo do Corpo Governante, localizado em Brooklyn, Nova Iorque.

    trad. por Carlos Queiroz

    Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

    Os pagãos chegam ao paraíso — Papa Bento XVI cria comissão de teólogos para estudar o fim do limbo, a moradia das almas não-batizadas

    Os pagãos chegam ao paraíso
    Papa Bento XVI cria comissão de teólogos para estudar o fim do limbo, a moradia das almas não-batizadas
    ERNESTO BERNARDES
    Gregorio Borgia/AP
    TEÓLOGO
    Bento XVI já disse que a idéia do limbo deveria ser abandonada

    Ao que tudo indica, uma das resoluções de Ano-Novo do papa Bento XVI é reduzir o número de degraus entre o céu e o inferno. Durante os mais de 20 anos em que atuou como presidente da Congregação pela Doutrina da Fé, o então cardeal Ratzinger aproveitou cada oportunidade para anunciar que o inferno não é somente uma metáfora, mas o endereço final de boa parte da humanidade (por exemplo, dos autores de experiências com embriões humanos). Ao coordenar a nova versão do Catecismo, ele reforçou também a idéia do paraíso e sua ante-sala, o purgatório, onde almas com pecados menores são purificadas antes de chegar à presença de Deus.

    No fim de dezembro, porém, o papa convocou uma comissão de 30 teólogos que deve abolir um dos andares do edifício celeste - o limbo. Na tradição católica, é ali que ficam as almas de crianças, bebês e fetos que morrem sem o batismo. E, por extensão, os homens de bem que viveram na Antiguidade, antes da vinda de Jesus. Para o público laico, discutir se fetos abortados vão para o céu ou para o limbo parece a versão teológica de uma discussão de botequim. Mas o debate afeta as relações com outras religiões e a atuação da Igreja nos países pobres.

    Por muito tempo o Vaticano pregou que os não-batizados iam para o inferno, e ponto. Era a posição de Santo Agostinho, no século IV. Mas pelo menos os bebês, concedia o santo, teriam como destino um círculo infernal com sofrimentos menores. A idéia do limbo foi sugerida na mesma época por São Gregório, o Teólogo, mas só passou a ser levada em conta no século XIII, por São Tomás de Aquino. Para ele, o limbo seria um lugar de 'felicidade natural', porém afastado da presença de Deus. A idéia nunca foi oficializada na doutrina da Igreja, mas em 1905 o papa Pio X afirmou textualmente que o limbo existia e as almas das crianças não-batizadas estavam lá. Escritores como Dante Alighieri, na Divina Comédia, já haviam sugerido que o lugar alojaria Sócrates, Platão e até muçulmanos como o filósofo Averróes e o sultão Saladino.

    Para os teólogos, no entanto, o conceito sempre foi problemático. Afinal, implica que algumas almas, independentemente de cometer qualquer pecado, não terão nenhuma chance de chegar ao paraíso. Um menino índio que nasce e morre na selva, sem jamais ouvir falar de Jesus, é um cidadão de segunda classe mesmo no além, porque na melhor das hipóteses chegará ao limbo. Em 1984, ainda cardeal, Ratzinger disse que a teoria era insatisfatória e deveria ser abandonada. O novo Catecismo exclui a palavra limbo e diz apenas que crianças não-batizadas são 'confiadas à misericórdia de Deus'. A comissão do Vaticano deve levar meses para concluir seus trabalhos, e ao que tudo indica dirá que o destino das pequenas almas é o paraíso.

    O ar folclórico da discussão esconde o efeito da teologia na prática. A Igreja, que hoje cresce principalmente na África e nas regiões pobres da Ásia, onde a mortalidade infantil é altíssima, poderá dizer aos fiéis que seus filhos que morreram sem batismo estão no céu - o que sem dúvida é melhor que as alternativas anteriores. A novidade também favorece o ecumenismo porque, sem o limbo, católicos e membros de outras religiões concorrem em pé de igualdade por vagas nos mesmos lugares - céu, inferno e purgatório (no Concílio Vaticano II, a Igreja admitiu que a salvação também pode ser alcançada pelos não-católicos). A única voz a defender o limbo, até agora, é o intelectual americano Harold Bloom. Em artigo no The New York Times, disse que havia marcado um encontro lá com um amigo, o falecido escritor Anthony Burgess - que prometera aguardar com uma garrafa de brandy Fundador.

    Domingo, Janeiro 08, 2006

    Atletas profissionais Testemunhas de Jeová (?!)

    Tradução parcial:
    http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2094-1974832,00.html

    The Sunday Times - Sport

    The Sunday Times
    8 de Janeiro de 2006

    Perguntas e Respostas

    .../...

    P Há atletas profissionais que sejam Testemunhas de Jeová? — Bruce Flaherty, Stevenage

    R Nos anos 1960 Peter Knowles jogou pelo Wolverhampton Wanderers e tinha perspectiva de uma carreira de sucesso no desporto. Em vez disso, ele abandonou-a porque percebeu que o futebol entrava em conflito com as suas crenças como Testemunha de Jeová. Isso causou na altura quase um rebuliço, e Billy Bragg escreveu uma canção acerca dele intitulada God’s Footballer [O Futebolista de Deus]. O irmão de Knowles, Cyril, foi também um profissional ao serviço do Tottenham. Bobby Tambling, do Chelsea e da selecção de Inglaterra, foi outro Testemunha de Jeová. Ele jogou 370 desafios e marcou 202 golos pelo seu clube e recebeu três prémios antes de ingressar como treinador do futebol irlandês. As tenistas Serena e Venus Williams são referidas como sendo Testemunhas de Jeová. — John Viney, Barry, Glamorgan

    R As estrelas de basebol dos Detroit Tigers, Lou Whitaker e Chet Lemon, ambos Testemunhas de Jeová, recusaram pôr-se de pé durante a entoação do hino nacional nos anos 1980 devido a rejeitarem dar a aparência de adorar a bandeira americana. O golfista Mark McCumber e o pugilista cubano Kid Gavilan são também Testemunhas de Jeová. — Clive Laverick, Exeter
    .../...

    Trad. por Carlos Queiroz

    Sábado, Janeiro 07, 2006

    Casa Branca critica pastor por sugerir que derrame de Sharon é castigo divino

    0106_evangelicosharon.shtml
    Casa Branca critica pastor por sugerir que derrame de Sharon é castigo divino

    Justin Webbde Washington

    Robertson é um nome influente no cenário político americano

    A Casa Branca criticou duramente e de forma não usual o teleevangelista Pat Robertson, um dos mais ardorosos simpatizantes do presidente americano, George W. Bush, que fez comentários pesados contra o premiê israelense, Ariel Sharon.

    Robertson sugeriu que o derrame de Sharon é castigo divino pela retirada dos colonos israelenses da Faixa de Gaza.

    Trent Duffy, porta-voz da Casa Branca, descreveu as observações do teleevangelista como "totalmente inapropriadas e ofensivas".

    As declarações depois também foram atacadas por grupos judeus americanos democratas e republicanos.

    Os cristãos evangélicos são parte importante do núcleo central de apoio a Bush e geralmente a Casa Branca evita criticá-los, mesmo quando o presidente americano não concorda com o que eles dizem.

    Em agosto, também no programa de TV, Robertson sugeriu o assassinato do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e acabou pedindo desculpas.

    Programa de TV

    Robertson é um nome tão grande no cenário político americano que não pode ser ignorado.

    Ele tem muitos amigos em lugares importantes e chegou a ser candidato à indicação do Partido Republicano para concorrer à Presidência dos Estados Unidos.

    Ele tem um programa de televisão à noite que tem uma audiência de milhões de telespectadores.

    No programa, Robertson disse que tinha se encontrado e rezado com Sharon e que o considerava um bom amigo, mas que Deus queria que Israel se mantivesse inteiro e indivisível.

    "Lê-se na Bíblia: Essa é a minha terra, e para qualquer primeiro-ministro de Israel que decide que vai tirar um pedaço e passar adiante, Deus diz não, isso é meu", disse ele.

    A Casa Branca, evidentemente, decidiu que era preciso fazer uma observação formal a respeito.

    Duffy disse que as visões de Robertson não tinham lugar nesse ou em qualquer outro debate.

    Seis crianças maltratadas por dia em Portugal

    http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=631403&div_id=291

    Abusos e maus tratos infantis.
    Seis crianças maltratadas por dia em Portugal
    2006/01/07 10:42

    Este é o número revelado por um inquérito da Inspecção-Geral de Saúde, realizado em 102 unidades de saúde. Seis menores são atentidos, todos os dias, devido a maus-tratos, abuso sexual e negligência. Mas número pode ser maior porque nem todos os hospitais registam estes casos

    Um inquérito da Inspecção-Geral de Saúde (IGS) revela que seis crianças são atendidas nos hospitais portugueses por dia, vítimas de maus-tratos, abuso sexual e negligência, noticia o semanário Expresso este sábado.

    O inquérito foi feito a 102 unidades do Serviço Nacional de Saúde, que garantem ter atendido 7033 crianças maltratadas entre 2002 e 2004.

    No entanto, o número poderá ser ainda maior, uma vez que, no inquérito, muitos centros de saúde e hospitais assumem que não registam as crianças maltratadas que atendem e que não dispõem de equipas especializadas para esse tipo de atendimento.

    Segundo o Expresso, o relatório da IGS revela que em 70 por cento das entidades inquiridas, não existem núcleos de apoio a crianças maltratadas, apesar de tais equipas serem obrigatórias desde 1992.

    «A maioria [das unidades de saúde] não tem quaisquer normas de procedimento para o atendimento de crianças em risco e 48 por cento das instituições não sabem como avaliar vítimas de abuso sexual», refere o relatório, citado pelo semanário.

    Quanto aos casos de maus-tratos detectados, algumas instituições inquiridas garantem que contactam as entidades policiais, outras que encaminham os casos para as comissões de protecção de menores e outras ainda, não respondem se fazem qualquer tipo de encaminhamento.

    Entre os inquiridos, existem também estabelecimentos de saúde que afirmam não ter tido resposta das comissões de protecção de menores quando a solicitam, como os centros de Saúde de Almada, Entroncamento, Sacavém e Ponte de Sôr.

    Técnicos querem sair das comissões

    De acordo com o Diário de Notícias os técnicos que integram as Comissões de Menores estão a ponderar abandonar as suas funções e têm «reunido informalmente».

    Segundo a mesma notícia sentem-se incomodados com os «julgamentos na praça pública quando algo não corre bem no meio dos milhares de processos com lidam anualmente, total falta de meios e tempo muito limitado para se dedicaram à função» que é feita em tempo parcial.

    Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

    O que é o coma?

    10.11.2004 - 17h47 Ana Gerschenfeld

    A característica essencial do coma é a perda profunda de consciência, segundo afirmam os critérios definidos pelo National Institute of Neurological Disorders and Stroke norte-americano, uma instituição de referência neste domínio. Isto significa que um doente em coma está vivo – às vezes, até respira sozinho – mas que é incapaz de se mexer ou de reagir ao mundo à sua volta, de responder a estímulos ou à voz de forma adequada.

    O coma pode durar semanas, meses e até anos: o filme “Fala com Ela”, de Pedro Almodovar, por exemplo, gira em torno de um caso de coma prolongado.
    O coma pode ser provocado por traumatismos cranianos, doenças diversas, abuso de drogas, medicamentos, álcool ou outros factores. Mesmo quando a lesão cerebral que provocou a situação é grave e irreversível, o doente pode vir a sair do coma. Mas passa então para um estado vegetativo persistente, do qual não há grandes hipóteses de vir um dia a emergir. Consegue respirar autonomamente, apresenta ciclos de sono e vigília normais (abre e fecha os olhos) e por vezes mexe-se. Poderá mesmo ter expressões faciais, chorar ou rir, mas a despropósito – e não fala nem reage quando alguém lhe pede que faça alguma coisa, como mexer a mão. Quando dorme, aparenta estar a dormir normalmente. Mas o seu estado é tudo menos normal. “O doente [vegetativo] abre os olhos, mas não tem consciência do eu e não tem vida de relação”, explica ao PÚBLICO Luís Campos, director do Serviço de Urgência do Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa.
    Voltando ao coma propriamente dito, os níveis de coma e a evolução do estado de consciência do doente podem ser avaliados utilizando a Escala de Coma de Glasgow (Glasgow Coma Scale), que permite atribuir uma nota ao doente com base em três parâmetros: “melhor reacção ocular” (1 a 4 pontos), “melhor resposta verbal” (1 a 5 pontos) e “melhor resposta motora” (1 a 6 pontos). A nota mínima – que corresponde ao coma mais profundo – é 3 (1+1+1): o doente não abre os olhos, não fala, não se mexe. A escala tem em conta reacções à dor e a comandos verbais, o estado de confusão ou de orientação do doente, a sua capacidade de articular palavras coerentes ou apenas sons incompreensíveis, etc. (ver caixa).
    Com base nesta escala, é possível classificar a gravidade de uma lesão cerebral: uma nota entre 13 e 15 traduz uma lesão cerebral ligeira, entre 9 e 12 uma lesão moderada e entre 8 e 3 uma lesão grave. O doente só é considerado em coma se a soma dos três parâmetros for inferior ou igual a 8. A partir de 9, não está em coma.
    Um doente em coma, mesmo inicialmente no estádio mais profundo (3), pode voltar a um estado de consciência normal se a causa do coma for reversível, salienta Luís Campos. Contudo, os franceses falam de “coma dépassé” para se referirem a casos em que o doente em coma apresenta danos cerebrais de tal modo graves que tornam improvável a reversibilidade do coma.
    Existe uma certa confusão no público no que respeita à diferença entre coma e morte cerebral. De facto, o coma e a morte cerebral são duas coisas completamente diferentes. “A morte cerebral é a morte do tronco cerebral, a região do cérebro onde estão situados os centros vitais e donde partem os nervos cranianos”, explica Luís Campos. “Quando a actividade do tronco cerebral cessa, isso corresponde a uma situação em que o doente vai morrer em breve”. O seu coração continua a bater, mas o doente precisa de ser ligado a um ventilador que respire por ele.
    Para se certificarem que o doente está efectivamente em morte cerebral, e antes de o desligarem definitivamente do ventilador, os médicos devem realizar uma série de testes. “Saber a causa da lesão, testar seis reflexos do tronco cerebral, desligar o doente do ventilador durante 10 minutos e torná-lo a ligar, repetindo a operação 12 ou 24 horas depois”, salienta Luís Campos. Mais: em caso de intoxicação com barbitúricos ou de hipotermia, por exemplo, é obrigatório esperar que o organismo do doente regresse a valores normais de temperatura e elimine as substâncias tóxicas do sangue para se poder iniciar o protocolo de diagnóstico.
    Morte cerebral e EEG
    Ao contrário do que se poderia pensar, o electroencefalograma (EEG) não faz parte da panóplia de diagnóstico de morte cerebral. “O EEG não é necessário”, diz Luís Campos; “são os testes clínicos que permitem diagnosticar a morte do tronco cerebral”.
    Se os testes não provocarem qualquer reacção no doente, pode ter-se a certeza que ele não tem qualquer hipótese de sobreviver para além de uns dias, porque o seu coração vai parar. “Mas se houver um único reflexo presente – por exemplo, se o doente desviar os olhos quando lhe metemos água gelada no ouvido ou se tossir quando mexemos no tubo de ventilação – não é possível declarar a morte cerebral”, diz Luís Campos. Quando isso acontece, o doente permanece “ligado à máquina” por vezes durante anos.
    Seja como for, os casos que requerem o diagnóstico de morte cerebral são apenas uma minoria, diz-nos ainda Luís Campos. Na maior parte das vezes, o que acontece é que o doente faz uma paragem cardio-respiratória e morre porque não é possível reanimá-lo nem recuperar as suas funções vitais.
    A máquina
    Quando os médicos falam de um doente “ligado à maquina”, estão a falar de uma única máquina: o ventilador, que respira pelo doente em coma e permite a oxigenação do seu organismo. Para além disso, o doente é hidratado, medicado e alimentado através de perfusão. O resto do dispositivo de sobrevivência habitual serve apenas para monitorizar o estado do doente: saturação de oxigénio, pressão arterial, temperatura, frequência cardíaca ou electrocardiograma.
    “Flatliner”
    Existe uma confusão que convém desfazer quanto à expressão “flatliner”. Popularizada pelos filmes de Hollywood, a designação evoca uma situação que não tem nada a ver com a actividade cerebral. De facto, a palavra não faz referência ao electroencefalograma, mas sim ao electrocardiograma (ECG): um “flatliner” é uma pessoa cujo traçado de ECG é totalmente plano – ou seja, cujo coração não tem actividade eléctrica nenhuma. Trata-se de um estado mortal quando irreversível, uma vez que o cérebro não sobrevive muito tempo sem o oxigénio que circula no sangue, bombeado pelo coração.
    Coma induzido
    Há casos em que o coma pode ser provocado pelos médicos, com recurso a medicamentos, com fins terapêuticos. O objectivo é baixar o metabolismo do doente e dar tempo ao cérebro para recuperar de uma lesão – por exemplo, em caso de edema cerebral, na sequência de um traumatismo. Mas os resultados desta táctica não têm sido entusiasmantes.
    Como uma anestesia?
    E o que é que distingue o coma do estado induzido por uma anestesia geral? Quase nada, segundo explica Maurice Lamy, professor de Anestesia e Reanimação da Universidade de Liège, na Bélgica: “Enquanto anestesista-reanimador”, dizia há uns anos Lamy, citado por uma revista da Universidade, “manipulo todos os dias a vida e a morte, uma vez que a anestesia geral não é nem mais nem menos do que um coma induzido por medicamentos”. Luís Campos, porém, frisa que se a anestesia “é de facto um coma artificial, é um coma muito controlado” e de fácil reversão.
    Escala de Coma de Glasgow (Glasgow Coma Score)
    A Escala de Coma de Glasgow é a referência internacional usada para avaliar a gravidade do estado de um doente. Esta escala permite definir diversos níveis de coma atribuindo ao doente uma nota entre 3 e 15, sendo que 3 é a pior nota, com o pior prognóstico, e 15 a melhor.
    A escala é construída com base em três parâmetros: Melhor Resposta Ocular (1 a 4 pontos), Melhor Resposta Verbal (1 a 5 pontos) e Melhor Resposta Motora (1 a 6 pontos). O estímulo doloroso utilizado para testar a resposta motora costuma ser um beliscão, aplicado no braço ou na parte superior do peito, junto ao braço. Eis a lista das notas atribuídas conforme as respostas do doente em coma
    Melhor Resposta Ocular (de 1 a 4 pontos)
    - Não abre os olhos: 1 ponto
    - Abre os olhos em resposta a um estímulo doloroso: 2 pontos
    - Abre os olhos em resposta a um comando verbal: 3 pontos
    - Abre os olhos espontaneamente: 4 pontos
    Melhor Resposta Verbal (de 1 a 5 pontos)
    - Sem resposta verbal: 1 ponto
    - Articula sons incompreensíveis: 2 pontos
    - Articula palavras, mas sem nexo: 3 pontos
    - Resposta verbal adequada mas confusa: 4 pontos
    - Orientado (consegue dizer o seu nome, a sua idade, etc.): 5 pontos
    Melhor Resposta Motora (de 1 a 6 pontos)
    - Sem resposta à dor: 1 ponto
    - Extensão anormal do braço ou da perna em resposta à dor: 2 pontos
    - Flexão anormal em resposta à dor: 3 pontos
    - Retira o braço ou a perna onde é aplicado o estímulo doloroso em resposta à dor: 4 pontos
    - Localiza o estímulo doloroso (leva o braço ao sítio da dor): 5 pontos
    - Obedece a ordens, realizando movimentos adequados sem necessidade de estímulo doloroso: 6 pontos
    Com base nesta escala, é possível classificar a gravidade de uma lesão cerebral: uma nota entre 13 e 15 traduz uma lesão cerebral ligeira, entre 9 e 12 uma lesão moderada e entre 8 e 3 uma lesão grave.
    O doente só é considerado em coma se a soma dos três parâmetros for inferior ou igual a 8. A partir de 9, não está em coma.
    A.Ge.

    Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

    Aquecimento global altera a circulação oceânica

    aquecimento_global_altera_a_circulac.html

    Aquecimento global altera a circulação oceânica

    Há 55 milhões de anos, a Terra sofreu um período de aquecimento global que acabou por modificar completamente a circulação oceânica de então. A descoberta, publicada na edição de hoje da revista Nature, contém uma mensagem "suficientemente clara", segundo os investigadores, numa altura em que o aquecimento global parece ser já inevitável.
    "As emissões de gases com efeito de estufa, sobretudo o CO2, devidas às energias fósseis (petróleo, gás e carvão), estão próximas das emissões estimadas durante aquele episódio de aquecimento global", dizem os investigadores Flávia Nunes e Richard Norris da universidade da Califórnia.
    O tal episódio de aquecimento global, designado Paleocénico/Eocénico máximo térmico (PETM em inglês), caracterizou-se por um aumento rápido da temperatura média da atmosfera terrestre entre 5 e 8 graus Celcius e desencadeou uma alteração radical das correntes oceânicas profundas, que por sua vez favoreceram as perturbações climáticas. Foram precisos cem mil anos para que tudo voltasse ao normal. A causa do PETM não é clara, mas uma série de erupções vulcânicas ou a ruptura de bolsas subterrâneas de metano são hipóteses possíveis.Em Novembro, um outro estudo na Nature, mostrava pela primeira vez que a corrente do Golfo, que beneficia a Europa com um clima temperado, está a perder força.

    Transfusão é uma coisa perigosa

    transfusao_e_coisa_perigosa.html

    "Transfusão é uma coisa perigosa"
    fernanda câncio
    Arquivo DN-Ursula Zangger
    Santo antónio.
    Dador com HIV2 foi primeiro identificado no País

    "Isso não tem cabimento, é um absoluto disparate." É assim que Benvindo Justiça, ex-director do Serviço de Hematologia do Hospital de Santo António, no Porto, e um dos mais reputados especialistas nacionais em imuno-hemoterapia, reage à asserção, expressa no acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, de que "a transfusão (...) não pode ser qualificada como uma actividade excepcionalmente perigosa".
    "A transfusão ainda hoje é considerada uma coisa séria em todo o mundo, muito mais perigosa que andar de automóvel. É uma terapêutica arriscada, e só se deve usar em caso de perigo de morte", opina o especialista. "Mas em 1986, então, era considerada uma coisa perigosíssima, estávamos poucos anos depois de se ter descoberto a sida e sabíamos que muita gente tinha sido infectada por via do sangue, nos hospitais."
    Benvindo Justiça sabe do que fala em 1986 já dirigia o serviço de sangue do Hospital de Santo António, o mesmo em que foi recolhido o sangue que viria a infectar o paciente cujo pedido de indemnização o referido acórdão nega. E lembra-se bem do caso, que confessa tê-lo deixado, como a muitos colegas, em "estado de choque". "O homem que deu aquele sangue foi o primeiro dador com HIV2 identificado em Portugal. Era uma pessoa com um aspecto muito saudável, que tinha estado na Guiné e dava sangue regularmente, três a quatro vezes por ano, no nosso hospital e no Maria Pia desde 1977. Quando descobrimos que estava infectado com HIV2, em 1987, foi terrível. Percebemos que o sangue doado por ele deveria ter infectado muita gente."
    Porém, para além do paciente operado em 1986 a uma fractura femural, cuja infecção seria descoberta em 1990 e que viria a demandar o hospital e o Estado pelos danos sofridos, o médico não tem memória de outros infectados pelo sangue daquele dador. Aliás, nem o serviço que chefiava nem outro departamento do Santo António fez qualquer diligência no sentido de, após ser estabelecido o estatuto serológico do dador, procurar os recipientes das transfusões efectuadas com o seu sangue."
    Nessa altura, os serviços não estavam computorizados", justifica o médico, que afirma nunca ter sido ouvido no âmbito do processo. E recorda até a existência de uma normativa, cuja origem não consegue estabelecer, no sentido de que não se procurassem os receptores do sangue infectado. Motivo? "Creio que o pânico que se vivia na época... É difícil explicar certas coisas desse contexto de há 20 anos."
    Mas Benvindo Justiça, que abandonou a direcção do serviço de sangue em 2003, afiança ser "o estudo retrospectivo das dádivas infectadas coisa que nunca se fez em Portugal em nenhum sítio". Uma situação que deverá mudar ainda este ano, a partir da transposição para o País da directiva europeia sobre segurança transfusional, cujo período de transição termina no próximo mês.
    Em todo o caso, e apesar das muitas insuficiências que o médico aponta ainda ao sistema de sangue nacional, muito se terá avançado desde 1987, quando, convidado pela então ministra da Saúde Leonor Beleza para dirigir o então Instituto Nacional do Sangue, foi por esta exonerado pouco tempo depois, devido a ter afirmado numa entrevista que "havia o caos no sangue em Portugal".
    O caos que existiria um ano antes, aquando da transfusão que o STA considera não se ter revestido de "excepcional perigosidade". Benvindo Justiça suspira. "Dificilmente esse processo poderia ter tido outro desfecho... Era preciso fazer uma lei para estender aos transfusionados o mesmo tipo de compensação que foi dada aos hemofílicos. A situação é exactamente a mesma uns e outros receberam sangue infectado em hospitais."

    Portugal: Crimes violentos subiram 32 por cento

    crimes_violentos_subiram_por_cento.html

    Crimes violentos subiram 32 por cento
    Em 2002, SIS alertou para mercado ilegal das armas de fogo que continuam a circular
    eduardo dâmaso
    carlos rodrigues lima
    Arquivo DN-Rui Coutinho
    fronteiras.
    Grupos organizados têm escolhido Portugal como palco para os diversos tipos de assaltos

    A criminalidade mais violenta aumentou 32 por cento em Portugal, no ano de 2005. Os números, apesar de provisórios, já estão fechados e foram ontem comunicados ao Governo pela Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB), departamento da Polícia Judiciária que tem a competência exclusiva da investigação do terrorismo e da criminalidade mais violenta.
    O aumento de 32 por cento reporta-se aos crimes clássicos de hold up, expressão da gíria policial anglo-saxónica para definir os casos de assalto a bancos, casas de câmbio, transporte de valores, agências dos CTT e prospectores bancários. Estes números assinalam a existência de uma criminalidade mais organizada, na maior parte dos casos protagonizada por grupos de cidadãos estrangeiros indocumentados ou que efectuam incursões rápidas e abandonam de imediato o país. Outra nota distintiva destes grupos é o habitual recurso a armas de fogo, em regra de calibres de guerra, e a sua forte preparação para o uso da força física.
    "Muitos destes casos são praticados por cidadãos que não têm existência legal em Portugal, ou por estarem ilegais ou por abandonarem o País logo após a prática do crime, mas a nossa preparação para enfrentar estes casos também é cada vez maior", disse ao DN o director da DCCB, Teófilo Santiago. As taxas de sucesso registadas pela DCCB subiram de 42,5 em 2004 para 52,5 por cento em 2005.
    A criminalidade mais violenta associada a crimes como os assaltos a bancos, carrinhas de transporte de valores, CTT, prospectores bancários e casas de câmbio é apenas uma das competências da DCCB. Esta unidade antiterrorista da PJ investiga também raptos, sequestros, assaltos com arma de fogo (mas com menor nível de violência), extorsão e escravidão. No conjunto de crimes que são obrigação da DCCB investigar, os números apontam para um aumento global de 1,8 por cento em relação a 2004.
    Os raptos diminuíram de 356 para 251, mas os números escondem realidades diversas. Por um lado, a despistagem rápida das denúncias efectuadas têm demonstrado que uma parte significativa dos casos não são de verdadeiros raptos. Ao mesmo tempo, algumas das investigações revelaram grupos com tendência para este tipo de crime com o recurso a grande violência. Nestas situações, a DCCB tem procurado actuar com rapidez, como foram os casos de um cidadão grego atraído a Portugal e de um português raptado na Rua da Emenda, em pleno Bairro Alto, Lisboa (ver textos nesta página).
    A DCCB passou nos últimos tempos por um processo de reestruturação e recebeu ontem a visita do ministro da Justiça, Alberto Costa. Naquela que foi a sua primeira visita de trabalho em 2006, Alberto Costa fez o ponto de situação sobre os mecanismos da DCCB para investigar o terrorismo e a criminalidade violenta e organizada. O Ministério da Justiça emitiu depois uma nota em que é destacado o facto de a DCCB ser a unidade de contraterrorismo que possui "as competências, os recursos humanos, os meios técnicos, as valências e a experiência para melhor cumprir o objectivo de combate ao terrorismo, criminalidade violenta e organizada".
    armas de fogo.
    Intimamente relacionada com a criminalidade violenta está o emprego de armas de fogo. Uma situação que a PJ já classifica como preocupante, mas que não é propriamente uma novidade no panorama criminal português.
    Já em 2002, um relatório do SIS (Serviços de Informações e Segurança) alertava para o "franco crescimento" do mercado ilegal de armas ligeiras. O que, advertia na altura o SIS, poderia "contribuir para um efectivo agravamento do potencial de violência dos grupos de delinquentes e do crime organizado". O coordenador do Gabinete de Segurança Interna, Leonel de Carvalho, salientou ontem ao DN que o que mais tem gerado preocupação é o crime "transnacional" - os grupos chegam a Portugal, cometem crimes e regressam ao respectivos países. "É um preço que se paga com a livre circulação de pessoas e bens."

    Terça-feira, Janeiro 03, 2006

    Arquidiocese de Boston corta pela metade pagamentos para vítimas em casos de abuso


    Arquidiocese de Boston corta pela metade pagamentos para vítimas em casos de abuso

    The New York Times

    13:13 31/12

    Neela Banerjee

    WASHINGTON – A Arquidiocese Católica Romana de Boston estendeu um ajuste de proposta para pagar segunda leva de vítimas de abusos sexuais por membros do clero, oferecendo valores monetários bem menores que o primeiro ajuste em 2003, e estabelecendo um fardo mais rigoroso de prova para acusadores.

    O ajuste proposto dirigiria U$7.5 milhões para as declarações de cerca de 100 pessoas que foram molestadas, um prêmio médio seria de U$75 mil. Tipicamente, de um terço a 40 por cento da recompensa vão para os honorários dos advogados, disseram consultores legais das vítimas. Em um acordo com 542 vítimas de abuso sexual pelo clero da igreja e leigos, em 2003, a arquidiocese pagou um total de U$84 milhões, ou uma média de U$ 155 mil.

    Thomas H. Hannigan Jr., advogado da arquidiocese de Boston, disse que o encolhimento das finanças da arquidiocese forçou um ajuste menor e exames mais detalhados das declarações. Hannigan explicou, “dada nossa presente condição financeira, estamos pedindo por mais rigor no processo para ter certeza que as pessoas que nós compensamos são vítimas de abusos de padres de Boston”.

    Mas advogados dos direitos das vítimas e advogados queixosos severamente criticaram a proposta, sustentando que enquanto a igreja lida com a segunda leva de vítimas, tem se revertido em táticas que há muito tem sido usadas para silenciá-las ou marginalizá-las, grande parte porque a atenção do público sobre os escândalos diminuiu.

    “Nós estamos vendo mais e mais táticas duras e ofertas moles e uma fortificação através do conselho”, disse David Clohessy, diretor nacional da Rede de Sobreviventes Daqueles Abusados por Padres.

    Advogados queixosos disseram, e Hannigan confirmou, que os termos da oferta são finais, não uma posição de barganha que a arquidiocese assumiu.

    A controvérsia sobre o ajuste de Boston foi primeiramente relatada pelo The Boston Globe. Quando a arquidiocese resolveu com a primeira leva de vítimas em 2003, ela pagou todos que fizeram declarações de abusos por padres e laicos da arquidiocese e quem estava disposto a receber recompensa financeira ao invés de entrar na justiça. Críticos da arquidiocese disseram estar alarmados pelos novos padrões que ela agora impõe em sua revisão de declarações de abuso, separando-as baseadas na credibilidade e forçando alguns declarantes a passaram por um processo de contra-investigação.

    Domingo, Janeiro 01, 2006

    Papa pede que ONU cumpra papel de promotora da paz

    2006/01/060101_papaaw.shtml

    Papa pede que ONU cumpra papel de promotora da paz

    Em sua mensagem de Ano Novo, o papa Bento 16 pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU) se empenhe em seu papel de promotora da paz mundial.

    Na missa realizada na Basílica de São Pedro, em Roma, acompanhada por embaixadores de todo o mundo, o papa disse que a ONU deve cumprir suas responsabilidades para promover justiça, solidariedade e paz num mundo que, segundo ele, foi sempre mais influenciado pela globalização.

    O papa Bento 16 classificou o "terrorismo, o niilismo e o fundamentalismo fanático" de "novas ameaças traiçoeiras" e pediu a todos, incluindo as pessoas comuns, organizações internacionais e potências mundiais, que trabalhem juntos para combatê-las.

    Segundo Bento 16, o mundo precisa demonstrar "coragem e fé em Deus e no ser humano para escolher o caminho da paz".

    Dia Mundial da Paz

    "Torna-se cada vez mais importante trabalharmos unidos pela paz ao nos confrontarmos com situações de injustiça e violência, que continuam oprimindo várias partes do mundo", disse o papa.

    "Os sinais de esperança de paz na Terra Sagrada, no Iraque e no Líbano têm de ser confirmados por ações inspiradas em justiça e sabedoria".

    Na mensagem, o papa também pediu que sejam respeitados os direitos das "pessoas que passam por trágicas crises humanitárias, como as de Darfur e de outras regiões da África central".

    Cerca de 40 mil peregrinos lotaram a praça São Pedro para acompanhar a mensagem de Bento 16 no primeiro dia do ano, quando a Igreja Católica celebra seu dia mundial da paz.

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